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Photoexposure and risk factors for skin cancer: an evaluation of behaviors and knowledge among university students

Authors:

Abstract

Skin cancer is the most common neoplasm in Brazil. It is extremely important to understand the attitudes that influence protection from and exposure to the sun's ultraviolet rays in order to prevent this clinical condition. To evaluate photoexposure and photoprotection habits and knowledge of risk factors for skin cancer, with the purpose of describing behavioral patterns of university students in relation to the effects of the sun. Self-administered questionnaires were distributed to 368 students, aged 20-29 years, from courses in the areas of Medicine, Physical Education, Law and Social Communication, in a private education institution in Taguatinga-DF.. The daily use of photoprotector was significantly higher among women. The use of tanning beds was low (3.5%), and was mentioned only by women. The application of sunscreen with sun protection factor (SPF) equal to or greater than 15 was reported by 278 students. In general, over 90% of the students believe in the association between ultraviolet radiation and skin cancer. Nevertheless, only 43.5% believe in genetics as a risk factor. Among those who reject genetics as a risk factor for skin cancer, 86.2% are Human Sciences students (Law and Social Communication). Results may help the establishment of individual and collective preventive measures, helping to avoid skin lesions.
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An Bras Dermatol. 2010;85(2):173-8.
L
Fotoexposição e fatores de risco para câncer da pele: uma
avaliação de hábitos e conhecimentos entre estudantes
universitários
Photoexposure and risk factors for skin cancer: an evaluation of behaviors and
knowledge among university students
Ivan Gagliardi Castilho 1Maria Aparecida Alves Sousa 2
Rubens Marcelo Souza Leite 3
Resumo: FUNDAMENTOS: O câncer da pele é a neoplasia mais frequente no Brasil. Compreender as atitudes que
influenciam a proteção e a exposição aos raios solares é extremamente importante para sua prevenção.
OBJETIVOS: Avaliar hábitos de fotoexposição e fotoproteção, bem como conhecimento de fatores de risco para
câncer da pele, tendo por fim delinear os padrões de comportamento dos jovens perante os efeitos solares.
MÉTODOS: Distribuíram-se questionários autoaplicativos a 368 universitários, na faixa etária dos 20 anos, dos cursos
de Medicina, Educação Física, Direito e Comunicação Social de instituição de ensino privada em Taguatinga (DF).
RESULTADOS: O uso diário de fotoprotetor foi significativamente maior entre as mulheres. A prática de bronzea-
mento artificial foi baixa (3,5%), referida apenas por mulheres. O uso de filtro solar com fator de proteção maior
do que 15 ou igual a 15 foi referido por 278 estudantes. De modo geral, mais de 90% dos estudantes acreditam
na associação entre radiação ultravioleta e câncer da pele. Apesar disso, apenas 43,5% acreditam na genética
como fator de risco. Entre os que rejeitam a hipótese do fator de risco genético para carcinogênese cutânea,
86,2% são acadêmicos das Ciências Humanas (Direito e Comunicação Social).
CONCLUSÃO: Esses dados permitem orientar medidas nos níveis individual e coletivo, colaborando para a preven-
ção de lesões cutâneas.
Palavras-chave: Estudantes; Fatores de risco; Neoplasias cutâneas; Protetores de raios solares; Raios ultravioletas
Abstract: BACKGROUND: Skin cancer is the most common neoplasm in Brazil. It is extremely important to unders-
tand the attitudes that influence protection from and exposure to the sun's ultraviolet rays in order to prevent this
clinical condition.
OBJECTIVES: To evaluate photoexposure and photoprotection habits and knowledge of risk factors for skin cancer,
with the purpose of describing behavioral patterns of university students in relation to the effects of the sun.
METHODS: Self-administered questionnaires were distributed to 368 students, aged 20-29 years, from courses in the
areas of Medicine, Physical Education, Law and Social Communication, in a private education institution in
Taguatinga-DF..
RESULTS: The daily use of photoprotector was significantly higher among women. The use of tanning beds was low
(3.5%), and was mentioned only by women. The application of sunscreen with sun protection factor (SPF) equal
to or greater than 15 was reported by 278 students. In general, over 90% of the students believe in the associa-
tion between ultraviolet radiation and skin cancer. Nevertheless, only 43.5% believe in genetics as a risk factor.
Among those who reject genetics as a risk factor for skin cancer, 86.2% are Human Sciences students (Law and
Social Communication).
CONCLUSION: Results may help the establishment of individual and collective preventive measures, helping to avoid
skin lesions.
Keywords: Skin neoplasms; Students; Sunscreen agents; Ultraviolet rays; Risk factor
Recebido em 11.05.2009.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 18.12.2009.
* Trabalho realizado na Universidade Católica de Brasília (UCB) Campus I, Taguatinga - Brasília (DF), Brasil.
Conflito de interesse: Nenhum / Conflict of interest: None
Suporte financeiro: Nenhum / Financial funding:: None
1Médico formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB) - Brasília (DF), Brasil.
2Médica formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB) - Brasília (DF), Brasil.
3Mestre - Brasília (DF), Brasil.
©2010 by Anais Brasileiros de Dermatologia
INVESTIGAÇÃO
An Bras Dermatol. 2010;85(2):173-8.
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Castilho IG, Sousa MAA, Leite RMS
INTRODUÇÃO
O câncer da pele é a neoplasia de maior
incidência no Brasil.1Compreender as atitudes que
influenciam a proteção e a exposição aos raios solares
é extremamente importante para sua prevenção. O
culto ao corpo e a valorização estética do bronzeado,
associados a mensagens veiculadas pela mídia, podem
levar à exposição solar prolongada e, por vezes,
desprotegida.2,3,4 Os jovens, em particular, constituem
um grupo vulnerável à exposição solar inadequada,
seja pela influência de fatores estéticos, seja pela
maior atividade física ao ar livre.5
A estimativa nacional de câncer da pele não
melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular)
para 2008 foi de 115 mil novos casos, sendo o Distrito
Federal responsável por 930 deles. Quanto ao
melanoma, apesar da elevada letalidade, sua incidência
ainda é baixa, mas tem-se observado um expressivo
crescimento em populações de cor de pele branca.6
Entre os fatores de risco que contribuem para a
gênese das lesões de pele, fatores genéticos, história
familiar de câncer da pele e radiação ultravioleta (UV)
já estão bem definidos. Os raios UV, além de facilitar
mutações gênicas, exercem efeito supressor no
sistema imune cutâneo.7Em geral, no caso do
melanoma, a história pessoal ou familiar dessa
neoplasia representa o maior fator de risco.1,6,8 A
utilização de fotoprotetores como forma efetiva de
proteção tem sido amplamente discutida na
literatura, sendo recomendada para prevenção de
todas as neoplasias da pele.5
Neste estudo, procurou-se caracterizar hábitos
de exposição solar entre universitários. Além disso,
avaliou-se o conhecimento quanto ao fator de risco
genético e ambiental (radiação UV) para câncer da pele.
MATERIAIS E MÉTODOS
Desenho do estudo: realizou-se um estudo
analítico transversal com 368 estudantes na faixa
etária dos 20 anos, em instituição privada de ensino
superior na cidade de Taguatinga (DF), no período de
fevereiro a abril de 2007.
População e amostra: selecionaram-se
intencionalmente dois cursos da área da Saúde
(Medicina e Educação Física) e dois cursos da área de
Ciências Humanas (Direito e Comunicação Social)
para a pesquisa. Para a composição da amostra,
sortearam-se disciplinas de vários períodos dos cursos
abordados. A distribuição dos estudantes, segundo o
sexo, se deu de forma proporcional entre os cursos
(Tabela 1). Com base em outro estudo que tratou de
tema semelhante,9o tamanho da amostra necessário
foi estimado em 322 indivíduos, para teste de hipótese
bicaudal, considerando-se o nível de significância (α)
de 5% e o poder do teste fixado em 90%.
Coleta dos dados: a pesquisa foi feita por meio
de questionário padronizado autoaplicativo composto
por 18 itens, distribuídos por dois acadêmicos do 4°
ano de Medicina. Coletaram-se dados sobre
identificação pessoal (sexo, idade e curso),
características fenotípicas (cor da pele, dos cabelos e
dos olhos), hábitos de exposição solar (“Bronzeia-se ao
sol intencionalmente?”, “Faz bronzeamento artificial?”,
“Qual o horário em que costuma tomar banho de
sol?”), medidas preventivas à fotoexposição (uso de
fotoprotetor e outros meios de proteção), presença de
lesões de pele preexistentes (queimadura solar com
bolhas e câncer da pele) e conhecimento da relação
entre radiação ultravioleta e genética com câncer da
pele. Ao todo, 368 questionários foram respondidos,
porém, alguns entrevistados não responderam a todos
os itens; em decorrência disso, os percentuais serão
apresentados a partir do número de respostas de cada
questão. Esse fato não influenciou significativamente os
resultados aqui mostrados.
Análise estatística: a descrição dos dados foi
expressa por frequência absoluta (n) e relativa (%).
Por meio do teste qui-quadrado para variáveis
dicotômicas, investigou-se a associação entre algumas
variáveis, como sexo, curso de graduação e grupos
compostos por estudantes das Ciências da Saúde e
das Ciências Humanas, utilizando-se o software
Probabilitas®versão 1.0. Para todos os testes,
adotou-se o nível de 95% de confiabilidade.
Considerações éticas: este estudo foi aprovado
pelo comitê de ética do Hospital Universitário
Católica de Brasília. Os objetivos da pesquisa foram
explicados durante o processo de aplicação dos
questionários e os estudantes foram assegurados
verbalmente do total anonimato.
RESULTADOS
1. Características fenotípicas
A população do estudo foi composta por jovens
com média de idade de 22,1 ± 5,2 anos, sendo 45,1%
homens (n=166) e 54,9% mulheres (n=202). As
respostas ao item cor da pele demonstraram que 49%
(n=181) dos entrevistados tinham pele branca, 38%
(n=140), morena, 5% (n=18), negra e 8% (n=29),
amarela. Em relação à cor dos olhos, verificou-se que
88,7% (n=282) dos indivíduos tinham olhos
castanhos ou pretos e 11,3% (n=36), olhos azuis ou
verdes. Quanto à cor dos cabelos, 91% (n=332)
tinham cabelos castanhos ou pretos, enquanto 9%
(n=33) declararam-se louros ou ruivos.
2. Hábitos de exposição solar
O hábito de bronzear-se intencionalmente ao
sol foi constatado em 12,8% (n=47) dos
entrevistados, sendo, destes, 57,5% mulheres.
Fotoexposição e fatores de risco para câncer da pele: uma avaliação de hábitos e conhecimentos entre estudantes universitários 175
An Bras Dermatol. 2010;85(2):173-8.
Observou-se proporção semelhante na análise
separada dos cursos de graduação. A prática de
bronzeamento artificial foi baixa, referida por apenas
3,5% (n=7) dos participantes, todos mulheres. Cerca
de 50% (n=175) dos entrevistados confirmaram a
preferência por tomar banho de sol entre 10 e 16
horas, não sendo verificada diferença estatística entre
os sexos (Tabela 1). Constatou-se que 66,9% (n=206)
se expunham ao sol por lazer, ao passo que 10,1%
(n=31) se expunham de forma ocupacional.
3. Medidas de fotoproteção
Os participantes que mencionaram uso de filtro
solar totalizaram 308 (83,9%). Todavia, menos de 25%
(n=75) deles fazem uso diário de fotoprotetor. Entre
os que relataram uso irregular de protetor solar, não
se constatou diferença estatística importante quanto
ao sexo ou aos cursos de graduação. Observou-se
diferença significativa (p<0,01) na comparação entre
homens e mulheres que utilizam filtro solar
diariamente (Tabela 1). A aplicação de protetor solar
durante as atividades esportivas ao ar livre foi relatada
por 68,8% dos estudantes. No que respeita ao fator de
proteção solar (FPS) usado pelos estudantes,
apuraram-se valores que variaram de 10 a 60, com
mediana situada em 30. Dos 283 entrevistados que
informaram o FPS utilizado, verificou-se que 278
(98,2%) usam um fator maior do que 15 ou igual a 15.
O emprego de outros meios de proteção, como
óculos de sol, camiseta e chapéu, foi apontado por
mais de 70% dos entrevistados.
4. Queimaduras solares e câncer da pele
Aproximadamente 20% dos entrevistados
(n=76) relataram história prévia de queimadura solar
com bolhas, sendo que 62,5% deles eram mulheres.
Totalizaram 287 (78,6%) os que negaram essas lesões.
Nenhum caso de câncer da pele, melanoma ou não
melanoma, foi referido pelos entrevistados.
5. Conhecimento sobre fatores de risco
A abordagem sobre conhecimento do fator de
risco radiação ultravioleta (UV) revelou que 92,7%
(n=341) acreditam em sua associação com câncer da
pele (Gráfico 1). Já em relação ao conhecimento do
fator de risco genético para carcinogênese de pele,
verificou-se que 43,5% (n=160) dos estudantes
Distribuição dos universitários*
Cursos de graduação Homens (%) Mulheres (%) p Total
Direito 46 (46,0) 54 (54,0) 0,98 100
Comunicação Social 35 (34,3) 67 (65,7) 0,14 102
Educação Física 53 (57,6) 39 (42,4) 0,09 92
Medicina 32 (43,2) 42 (56,8) 0,95 74
Áreas do conhecimento
Ciências da Saúde 85 (51,2) 81 (48,8) 0,42 166
Ciências Humanas 81 (40,0) 121 (60,0) 0,51 202
Hábitos de exposição solar*
Bronzeamento intencional ao sol Sim Não
Homens 20 (12,5) 140 (87,5) 0,98 160
Mulheres 27 (13,1) 179 (86,9) 206
Camas de bronzeamento artificial
Homens 0 (0,0) 167 (100) 0,05 167
Mulheres 7 (3,5) 194 (96,5) 201
Horário para banho de sol Menor risco† Maior risco‡
Homens 79 (52,3) 72 (47,7) 0,61 151
Mulheres 91 (46,9) 103 (53,1) 194
Uso de fotoprotetor*
Atividades gerais Diário p Irregular p Nunca p Total
Homens 19 (11,5) <0,01 105 (63,6) 0,99 41 (24,9) <0,01 165
Mulheres 56 (27,7) 128 (63,4) 18 (8,9) 202
Prática esportiva ao ar livre Sempre Às vezes Nunca
Direito 19 (18,6) 68 (66,7) 15 (14,7) 102
Comunicação Social 20 (20,0) 60 (60,0) 20 (20,0) 100
Educação Física 15 (16,3) 65 (70,7) 12 (13,0) 92
Medicina 21 (28,8) 40 (54,8) 12 (16,4) 73
* Apresentação dos dados em frequência e porcentagem: n (%)
† Período até as 10h e após as 16h
‡ Período entre 10h e 16h
TABELA 1: Distribuição da amostra, hábitos de exposição solar e uso de fotoprotetor entre os universitários
176
Castilho IG, Sousa MAA, Leite RMS
An Bras Dermatol. 2010;85(2):173-8.
apoiam essa associação. Porém, a análise das opiniões
entre os grupos de estudantes das Ciências da Saúde
e das Ciências Humanas revelou uma diferença
estatística significativa (p<0,001). Entre os
universitários que creem na genética como fator de
risco, 72,5% são dos cursos de Medicina e Educação
Física. Por outro lado, 86,2% dos que rejeitam essa
hipótese são acadêmicos de Direito e Comunicação
Social (Gráfico 2).
DISCUSSÃO
A população do estudo foi composta,
predominantemente, por estudantes de pele clara
com cabelos e olhos escuros, porém, a
autorreferência da cor da pele é um dado muito
subjetivo e controverso e, idealmente, deveria ser
avaliado pelos pesquisadores.
O conceito de pele bronzeada associada a
saúde e beleza tende a diminuir cada vez mais.
Praticamente, 90% dos universitários negaram o
hábito de bronzear-se intencionalmente pela
exposição solar. Contudo, apesar de um índice baixo
(3,5%) de bronzeamento intencional, ainda se
detectaram casos de usuários de camas de
bronzeamento artificial, predominando, como em
outros estudos, a população do sexo feminino.9,10,11
Mesmo com esforços de campanhas educativas
alertando sobre os efeitos maléficos da fotoexposição
em horários de risco,1,12,13 observou-se que 175
universitários (50,7%) ainda optam por tomar banho
de sol entre 10h e 16h, intervalo considerado de alto
risco para efeitos lesivos do sol. Devido à faixa etária
jovem analisada, é provável que esse comportamento
esteja relacionado a atividades sociais, prática de
esportes ao ar livre e intenção de aproveitar mais o
dia.14,15
A exposição solar recreativa foi a mais
prevalente entre os estudantes. Tanto a exposição
ocupacional quanto a realizada por lazer não
apresentaram diferença significante em relação ao
sexo ou aos cursos de graduação. Hora et al.16
encontraram características semelhantes quanto ao
motivo de exposição, porém observaram uma leve
tendência de a exposição profissional ser maior entre
os homens.
No Distrito Federal, há alta incidência de raios
solares durante quase todo o ano, havendo, portanto,
grande necessidade de fotoproteção. Mais de 80% dos
entrevistados informaram usar fotoprotetor, mesmo
que de modo irregular. Em 1995, Angeli et al.15
identificaram o uso de filtro solar por apenas 36,9%
da população na faixa dos 20 anos. Esses resultados
reforçam a tese da crescente aceitação de práticas
fotoprotetoras, entre os jovens, nas últimas décadas.14
O uso regular de fotoprotetor nas atividades
gerais e durante a prática de esportes ao ar livre entre
os estudantes, como em outros trabalhos, ainda é
limitado.14,16,17 A tendência observada nas mulheres de
usarem protetor solar no dia a dia mais que os
homens (Tabela 1) concorda com a literatura. Esses
dados sustentam a hipótese de que as mulheres são
mais vaidosas e preocupadas com a estética, evitando
os efeitos nocivos do sol mais que os homens.14,16,18
Apesar disso, a região Centro-Oeste do Brasil,
segundo estimativas para 2008, obteve a segunda
maior incidência nacional de câncer da pele não
melanoma, entre as mulheres.2
Entre as recomendações para uma
fotoexposição saudável, enfatiza-se o uso de filtro
solar com fator de proteção (FPS) de pelo menos 15,
que proporciona forte proteção contra o
desenvolvimento de câncer da pele.13,14,16,19,20 Dos 283
entrevistados que informaram o FPS utilizado,
verificou-se que 98,2% utilizam um fator igual a 15 ou
maior do que 15, o que, provavelmente, reflete maior
GRÁFICO 1: Percepção da radiação ultravioleta como fator de risco
para câncer da pele
GRÁFICO 2: Percepção da genética como fator de risco para
câncer da pele
Fotoexposição e fatores de risco para câncer da pele: uma avaliação de hábitos e conhecimentos entre estudantes universitários 177
An Bras Dermatol. 2010;85(2):173-8.
conscientização dos efeitos deletérios do sol.
Cokkinides et al.,17 em estudo com adolescentes,
mostraram que, quanto maior a percepção dos
benefícios da fotoproteção, maior era o FPS utilizado.
Todavia, fator de proteção é apenas uma das medidas
que devem ser constantemente estimuladas, tais
como o emprego diário de filtro solar e outros meios
físicos de proteção, aplicação de filtro solar 20
minutos antes da exposição e reaplicações a cada duas
horas.19
Entre os acadêmicos que referiram episódio
prévio de queimadura solar com bolhas, 62,5% eram
do sexo feminino. Tal predomínio foi apresentado em
outros estudos.16,21 A literatura aponta que episódios
repetidos de queimadura solar ou com bolhas dobram
o risco de melanoma.9,20,22 Em contrapartida, para o
carcinoma basocelular, Maia et al.23 não estabeleceram
queimaduras solares como fator de risco, exceto em
indivíduos com pele tipo III – classificação de
Fitzpatrick – com história prévia de intensas
queimaduras solares.
Como esperado, não houve relatos de câncer
da pele entre os estudantes, o que pode ser explicado
pela amostra reduzida e composta, principalmente,
por adultos jovens, uma vez que as neoplasias
cutâneas incidem mais em população mais idosa.1,2
A radiação ultravioleta, em especial, UVB –
comprimento de onda entre 290nm e 320nm –, é
fator de risco estabelecido para lesões cutâneas, pois,
além de propiciar mutações no DNA dos
queratinócitos, exerce efeito supressor no sistema
imune cutâneo.1,2,24 O conhecimento da associação
entre exposição aos raios UV e câncer da pele foi
claramente confirmado (Gráfico 1), em concordância
com outros trabalhos na literatura médica,1,5,9,12,14,16
embora essa noção nem sempre reflita práticas
adequadas de fotoproteção.
As neoplasias da pele, em particular, o
melanoma, podem ser consideradas enfermidades
poligênicas multifatoriais.2,24 Estima-se que 14% dos
pacientes que recebem o diagnóstico de melanoma
apresentem história familiar positiva para essa
neoplasia.8Avilés et al.24 mostram indícios de que,
provavelmente, a homogeneidade no locus HLA-
DQA1 poderia ser considerada como potencial fator
predisponente para câncer da pele nos indivíduos
expostos a outros riscos, tanto genéticos como
ambientais.
A genética, como fator de risco, foi pouco
associada à carcinogênese cutânea pelos estudantes
(43,5%). Contudo, entre os alunos das Ciências da
Saúde, a concordância foi muito maior (Gráfico 2). É
provável que o resultado encontrado se deva às
informações adquiridas ao longo do curso de
graduação desses alunos. Por outro lado, os que
discordam dessa associação (86,2%) são acadêmicos
das Ciências Humanas, que não têm esse enfoque em
seus cursos. Essa diferença foi estatisticamente
significativa, p<0,001, refletindo uma deficiência em
potencial no conhecimento dos fatores de risco por
esse grupo.
CONCLUSÃO
Em um panorama geral, as medidas de
fotoproteção são praticadas pela maioria dos
entrevistados, porém, de maneira irregular e nem
sempre durante exposições intencionais ao sol; as
mulheres tendem a se proteger mais dos fotodanos
que os homens; o fator de risco radiação UV é muito
conhecido, embora a genética ainda seja pouco
associada à carcinogênese, principalmente, entre os
estudantes das Ciências Humanas.
Mais estudos devem ser feitos para identificar
hábitos equivocados de fotoexposição e fotoproteção
entre os jovens. Desse modo, é possível oferecer
orientações nos níveis individual e coletivo,
colaborando-se para a prevenção de lesões
cutâneas.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos alunos e professores
dos cursos envolvidos no estudo.
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melanoma cutáneo. Actas Dermosifiliogr.
2006;97:229-40.
Como citar este artigo/How to cite this article: Castilho IG, Sousa MAA, Leite RMS. Fotoexposição e fatores de
risco para câncer da pele: uma avaliação de hábitos e conhecimentos entre estudantes universitários. An Bras
Dermatol. 2010;85(2):173-8.
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Ivan Gagliardi Castilho
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... The tissue samples were ground in liquid nitrogen, and tissue homogenates were prepared using PBS, followed by centrifugation and collection of the supernatant. Finally, the supernatant and plasma samples were measured according to the instructions of ELISA as previously described [33]. ...
... Regarding the practice of our study participants, it was average and unsatisfactory at some points. It is well known that ultraviolet radiation, particularly that of the wavelength 290-320 nm, is a risk factor for skin cancer due to its DNAdamaging and immunosuppressive effects [22]. Although the association between UV light exposure and skin cancer was highly reported by our study participants (95.2%), the results showed that only 20% of the students respected the time restrictions and avoided the sun during the day where maximum radiation levels are present. ...
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Introduction: Skin cancer is one of the most growing types of cancer, especially in the Mediterranean, even though it is a preventable disease. The purpose of this study is to assess medical students' knowledge, attitude, and practice about skin cancer prevention and detection. Methods: A cross-sectional study was conducted using a validated structured questionnaire covering the areas of knowledge, attitude, and practice of the study participants. Results: The study involved 1530 students; 55.3% were females. Most of the students possessed proper knowledge about skin cancer (81%). The most prevalent skin cancer risk factors were sun exposure during the day (83.5%) and immunosuppression (71.2%). More than half of the students did not have any habits of skin examination (61.5%). 20% of the students never used sunscreen, while only 20% of them avoided sun exposure during day hours. Conclusion: The general level of the medical students' knowledge of skin cancer and its risk factors appeared to be higher than what is found in other studies; it is reasonable as the study participants were medical students. However, the protective behavior from the sun was inadequate when compared to the level of knowledge reported. Additional education about the behavior toward sun exposure and protection against skin cancer may be needed to be implemented in the dermatology curriculum.
... A investigação mostra um conhecimento significativo da população acerca do tema, o que, no entanto, não se reflete em práticas e medidas de proteção adequadas, nomeadamente no uso de roupa adequada, chapéu, óculos de sol ou na frequência de renovação do protetor solar na exposição prolongada ao sol. 14 Da análise dos 295 questionários, a maioria cuidadores de crianças com idade inferior a nove anos de idade, do sexo feminino e com tipo de pele predominante branca/morena clara, fototipo III e IV, concluem-se alguns pontos positivos e outros menos positivos. ...
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Objetivo: Avaliar e descrever os conhecimentos e hábitos de proteção solar em idade pediátrica. Tipo de estudo: Estudo observacional transversal analítico. Local: Consulta externa e serviço de urgência de pediatria de um hospital nível II e consulta de saúde infantil de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) local. População: Crianças com idade inferior a 18 anos e respetivos acompanhantes que frequentaram as unidades referidas. Métodos: Aplicação de um questionário sobre conhecimentos e hábitos sobre proteção solar de resposta voluntária e confidencial. O tratamento estatístico dos dados foi realizado através do programa Statistical Package for the Social Sciences - SPSS®. Considerou-se existir significância estatística para valores de p<0,05. Resultados: Amostra de 295 questionários, 63,7% respondidos por cuidadores de crianças com idade inferior a nove anos e 36,3% por adolescentes entre os 10 e os 17 anos. O período do dia de maior exposição solar foi antes das 11 horas e após as 16 horas (77%). Usam protetor solar 93% dos adolescentes e 90,6% das crianças; no entanto, a maioria da população usa-o apenas na praia (61%) (p<0,05). Quanto à frequência de renovação de protetor solar, 40,2% dos adolescentes renovam duas vezes e 52,6% das crianças apenas uma vez (p<0,05). É o sexo feminino que usa mais o guarda-sol (76,2%) (p<0,05) e que utiliza fator de proteção solar (FPS) 30 (59%) e 50+ (73,7%), enquanto mais rapazes utilizam o FPS <15 (76,9%) (p<0,05). Os questionados referiram obter mais informação sobre proteção solar através da comunicação social (46,8%). Discussão/Conclusão: Este estudo demonstrou hábitos inadequados de proteção solar, resultados concordantes com outros estudos. Alerta-se para a necessidade de divulgação mais ampla de conhecimentos adequados que consolide práticas saudáveis em relação à exposição solar. A multidisciplinaridade entre os cuidados de saúde primários e a pediatria torna-se fulcral.
... However, the protective practice of the eye from ultraviolet radiation damages found in this study was higher than the studies done in South Australia, Brazil, South Africa and California (America). 5,[30][31][32] The difference is likely due to the differences in the study population characteristics. The study subjects in South Australia (1-18 years) and Brazil (university students with a mean age of 22 years) were younger than this study (mean age 35.3 with a range of 18-85 years). ...
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Background: Ultraviolet radiation is electromagnetic radiation or light having a wavelength of less than 400 nm but greater than 100 nm. Ultraviolet radiation, majorly from sunlight, can potentially damage any organ that is exposed to any part of its spectrum. Aside from the skin, the organ most susceptible to sunlight-induced damage is the eye. Ultraviolet radiation is reported to be the cause of multiple ocular problems ranging from benign conditions like pterygium and pinguecula to ocular malignancies such as basal cell carcinoma which finally leads to visual impairment and blindness. Protection practice is mandatory to avoid the burden of diseases caused by ultraviolet exposure and maximizing the protection measures implementation is important. To maximize this, it is essential to know the current practice and the associated factors affecting the usage of protective devices in the study area. Methods: Community-based cross-sectional study was conducted from April to May 2019 on 453 study participants. The study participants were selected through a systematic random sampling method. Data were collected using a pretested structured questionnaire. The analyzed result was summarized and presented using texts, tables and charts. A Chi-square test was applied to assess the significant association. Results: A total of 430 study subjects were participated and completed the questionnaire with a response rate of 94.92%. The mean age of the study participants was 35.3 (SD±6.68). Two hundred forty-three (56.5%) study participants were males. About 228 (53%) of participants were married, and 356 (82.8%) were Christian in religion. From the total study participants, 173 (40.23%) had good practice in protecting the eye from ultraviolet radiation damages while the remaining 59.77% had poor practice. A significant association was found between sex and protection practice of the eye from ultraviolet radiation damages. Conclusion: The majority of the study participants had poor protection practice of the eye from ultraviolet radiation damages. Improving awareness and protection practice are vital to reduce the burden of ocular abnormalities due to excessive exposure to ultraviolet radiation.
... Our findings are similar to those of Rodriguez et al., 24 who found that 97% of Peruvian students acknowledge that solar radiation is the main cause of skin cancer. Furthermore, 92.7% of Brazilian university students are aware of the risks of UV radiation and the association with skin cancer, 25 and most Saudi Arabian university students say that exposure to sunlight should be avoided in the middle of the day. 26 One study performed among Spanish university students highlighted that 94.3% are aware of the risk of exposure to sunlight on the skin. ...
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Background and objective The SolSano (HealthySun) project is a primary school sun education program that has been running in Aragon, Spain, since 2000. In the short term, it has proven to be effective at promoting sun protection behaviors and heightening awareness in childhood. The aim of this study was to evaluate the long-term effectiveness of the SolSano program. Participants and methods Retrospective, observational, analytical, cohort study of students at the University of Zaragoza between 2015 and 2016. The students answered a previously validated, purpose-designed, online questionnaire. We calculated descriptive statistics for all variables and performed bivariate and multivariate analyses to test for differences between students who had attended a primary school that ran the SolSano program and those who had not. Results Data for 324 students were analyzed. Mean age was 22.9 years and 78% of the respondents were women. In total, 44% of the students had participated in the SolSano program at primary school. Half of the respondents (50.5%) had experienced 1 or 2 sunburn episodes the previous summer. Significant differences were only observed for some aspects addressed by the questionnaire between SolSano participants and nonparticipants. Conclusions This is the first study to evaluate the long-term effectiveness (15 years) of a primary school sun protection program. The absence of significant differences in our sample might be explained by non-continuation of the program into adolescence and the existence of sun protection campaigns outside the school.
... The results of another study showed that based on this theory, some methods could be used to change the attitude and abnormal behaviors in relation to the perilous causes of skin cancer (22). Investigated students considered ultra-violet radiation as a cause of skin cancer were 53.9%, which was lower than the rate (90%) in the study of Castilho et al. (24). Medical Science students, incorrectly, considered that when it gets cloudy, ultra-violet radiation does not change, which correspond to the study of Isvy et al, on French Medical Science students (25). ...
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Background: Skin cancer is the second cause of death in the developed and the third cause in the developing countries. This study aimed to determine the Knowledge, attitudes, and behaviors of students of Hormozgan University of Medical Sciences about skin cancer. Materials and Methods: This descriptive-analytic study was conducted on 375 of the students of Hormozgan University of Medical Sciences. The data was collected by a questionnaire consisted of four sections (demographic information Knowledge (22 questions), attitudes (13 questions), and behaviors (7 questions). The highest and the lowest gained scores by the students was 37-0 and one point was granted to each true answer. The attitudes questions were ordered by the 3-points Likert scale that the lowest and the highest gained scores were 13-39, and the range of the behavior score was 0-21. The data were statistically analyzed via SPSS version 19 using descriptive tests, T-Test and analysis of variance. Results: Our finding showed that 54.7 % of the participants were women and 45.3 % were men. The mean age of the women and men were 22.8±1.77 and 21.94±1.89 respectively. From the Knowledge point of view, 54.8 % was low, 38.4% medium and 4.8 % high. From the attitude point of view, 0.3 % was low, 70.4 medium and 29.3 % high. Also, from the behavior point of view, 41.6% and 58.4 % were low and medium respectively. Conclusion: According to the results, it is recommended to set-up appropriate schedules in students’ curriculum to recognize and control the common type of cancer in our country. It is hoped that these educations will improve the Knowledge, and in consequence improve the attitude as well as behavior.
... Similar to our findings, Schenker et al 21 In addition, more than 90% of the welders considered UV radiation caused by welding and sunlight the cause of skin cancer. In a study by Castillh et al, 28 which was conducted to describe the be- Furthermore, a negative correlation was found between work history of welders and performing the behaviors of using sunscreen cream, using gloves, and completely covering the body. ...
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Background: Welders are normally at risk of skin cancer due to continuous contact with natural ultraviolet rays and welding radiation. Protective behaviors against the radiations are the most fundamental measures taken to prevent skin cancer in these individuals. Aims: This research aimed to evaluate the factors affecting the protective behaviors in welders. Patients/methods: In this cross-sectional research, participants were selected by the census method, and the research tool was a reliable and valid questionnaire filled by 154 welders in Yasuj, Iran. Data analysis was performed in SPSS version 16 using ANOVA, Pearson's correlation coefficient, and independent t test. Results: The highest age frequency was related to the age-group of 36-45 years, and the highest frequency of work experience was less than 10 years. In terms of the level of education, most welders had a diploma or a higher degree. In addition, most behaviors reported included using gloves, whereas the least applied method was using sunscreen cream, the most important cause of which was the high cost of the cream. In this regard, the Pearson's correlation coefficient demonstrated a negative association between skin cancer and job difficulty. In addition, performing of protective behaviors decreased in the target group by aging. Conclusion: Given the unfavorable mean skin cancer protective behaviors in the welders, it is recommended that interventions, such as planned education, access to protective tools, and periodic skin examinations by a physician, be carried out to promote the health of these individuals and facilitate performing protective behaviors.
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Burn injuries are underappreciated injuries associated with substantial morbidity and mortality. Overexposure to ultraviolet (UV) radiation has dramatic clinical effects in humans and is a significant public health concern. Although the mechanisms underlying UVB exposure are not fully understood, many studies have made substantial progress in the pathophysiology of sunburn in terms of its molecular aspects in the last few years. It is well established that the transient receptor potential ankyrin 1 (TRPA1), and vanilloid 1 (TRPV1) channels modulate the inflammatory, oxidative, and proliferative processes underlying UVB radiation exposure. However, it is still unknown which mechanisms underlying TRPV1/A1 channel activation are elicited in sunburn induced by UVB radiation. Therefore, in this review, we give an overview of the TRPV1/A1 channel-mediated signalling cascades that may be involved in the pathophysiology of sunburn induced by UVB radiation. These data will undoubtedly help to explain the various features of sunburn and contribute to the development of novel therapeutic approaches to better treat it.
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Ultraviolet radiation (UVR) is the most important risk factor for developing skin cancer. University students can be considered as a particularly high-risk group for long- and short-term adverse effects of UVR due to intensive solar UVR exposure and high rates of sunburn. While validated questionnaires for assessing solar UVR exposure and sun protection behavior are available in German, a questionnaire for assessing the level of knowledge about this topic is still missing. We conducted a literature search for cross-sectional studies assessing skin cancer and sun protection knowledge among university students in Medline (via PubMed) and analyzed existing questionnaires and topics contained therein. We chose to translate the “Skin Cancer and Sun Knowledge Scale” referring to the TRAPD method into the German language and pilot-tested the translation with an opportunity sample of German students. The literature search revealed 36 eligible studies. Four major topics were identified within the studies: knowledge on skin cancer, risk factors, UVR, and sun protection measures. One hundred and seven German university students (86.0% female) with a mean age of 26.25 years (SD ± 4.58; range: 19–46) participated in our pilot study. The internal reliability of the scale was KR-20 = 0.624. We discovered an improvable level of knowledge in terms of skin cancer among the study population. Statistical analyses revealed no significant associations between the level of knowledge and UVR exposure or tanning behavior, respectively. The skin cancer and sun protection knowledge of German university students should be examined thoroughly. While the psychometric properties of the SCSK require further thorough investigation, first empirical experiences indicate the suitability of the tool to assess the level of knowledge regarding skin cancer and sun protection.
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Resumen Antecedentes y objetivo El proyecto SolSano es un proyecto educativo escolar que se realiza en Aragón desde el año 2000 y que ha demostrado promover hábitos de protección solar y aumentar conocimientos en los niños a corto plazo. El objetivo de este estudio es valorar la efectividad del programa SolSano a largo plazo. Sujetos y métodos Estudio analítico observacional de cohortes retrospectivo realizado en alumnos de la Universidad de Zaragoza durante el curso 2015-2016. El instrumento de valoración fue un cuestionario validado y adaptado para nuestro objetivo al que accedían a través de Internet. Se realizó una descripción univariante, así como un análisis bivariante y multivariante para estudiar las diferencias entre los participantes que habían estudiado Educación Primaria en un centro escolar donde se realizaba SolSano o no. Resultados Trescientos veinticuatro estudiantes universitarios participaron. La edad media fue 22,9 años, un 78% de respuestas procedieron de mujeres. El 44% había acudido a un centro donde se realizó el programa SolSano. El 50,5% de los estudiantes habían sufrido 1 o 2 quemaduras solares el verano anterior. Solo se observaron diferencias estadísticamente significativas en algunos aspectos entre los que asistieron a centros educativos donde se desarrolló el programa SolSano y los que asistieron a otros centros. Conclusión Es el primer estudio para valorar la efectividad de un programa educativo escolar en materia de fotoprotección a largo plazo (15 años). La falta de continuidad del programa en la adolescencia y la existencia de campañas de fotoprotección fuera de la escuela son posibles causas de la ausencia de diferencias en nuestra muestra.
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Estudos epidemiológicos sugerem a relação entre comportamentos relacionados ao bronzeamento e risco elevado de melanoma. Nesse sentido, realizou-se revisão sobre essa temática que abrangeu o período correspondente aos anos de 1977 a 1998. Foram pesquisadas as bases de dados Medline e Embase (Excerpta Medica). A análise mostrou que entre os jovens, apesar do conhecimento sobre os riscos da exposição excessiva à radiação ultravioleta e sobre as práticas visando à proteção da pele, prevalece o hábito de expor-se intencionalmente ao sol. Esse hábito é alimentado por crenças e atitudes em relação ao bronzeado e estimulado por influência do grupo e de pessoas consideradas "referências". As práticas mais freqüentemente adotadas para bronzear a pele apresentam risco elevado para o desenvolvimento de melanoma. Conclui-se que a forma mais eficaz de prevenir o melanoma é divulgar nos meios de comunicação que a pele bronzeada não é saudável, pois foi danificada pela radiação ultravioleta solar; e iniciar campanhas com ações efetivas para mudar comportamentos, naquilo que os motiva e os alimenta.
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Este artigo explora a relação entre variáveis sócio-demográficas e comportamentais com proteção solar, levando-se em consideração as diferenças regionais existentes. Um inquérito de base populacional foi realizado em 15 capitais brasileiras e Distrito Federal, e as informações sobre exposição solar foram coletadas para um total de 16.999 indivíduos de 15 anos ou mais. Quando comparamos os indivíduos residentes nas regiões Norte e Sul do país, as diferenças brutas entre mulheres e homens nas proporções de utilização do protetor solar e do chapéu foram, respectivamente, para a Região Norte, +10,9% (IC95%: 7,1; 14,6) e -11,6% (IC95%: -17,0; -6,3), e Sul do país, +21,3% (IC95%: 17,7; 24,9) e -16,0% (IC95%: -20,2; -12,5). As diferenças ajustadas confirmaram que, tanto no Norte quanto no Sul do país, as mulheres mais freqüentemente utilizaram como proteção o filtro solar e menos freqüentemente referiram o uso de chapéu do que os homens. Contudo, essas diferenças não foram homogêneas entre as re- giões (termos de interação p < 0,05).
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Background: Ultraviolet light exposure has a pathogenic effect on the development of skin cancer, whose prevalence increases worldwide. In Chile and the rest of the world, preventive educational campaigns are carried out to change high risk sun exposure behaviors. Aim: To study the behavior of the Chilean population towards skin cancer prevention and to identify erroneous preventive practices and concepts. Material and methods: A survey containing 17 questions about sun exposure behaviors, photoprotective measures and knowledge about ultraviolet radiation and skin cancer was used. It was applied during January and February 2004, to 1,143 subjects (mean age 30 years, 409 males), taking vacations in beach resorts in Chile. Results: The hours of higher sun exposure ranged from 12 AM to 4 PM. Thirty seven percent of subjects were exposed more than 2 hours during this high risk lapse. Women and subjects aged less than 25 years were those with the riskiest behaviors. Fifty four percent used some type of photoprotection and 50% used ocular protection. Seventy percent used creams with sun screen and 74% used a sun protection factor higher than 15. Seventy percent applied the sun screen as recommended. Thirty eight percent had at least one sun burn in the last two years. More than 90% of subjects were aware of the relationship between sun exposure and skin cancer but 60% did not know the hours of higher ultraviolet radiation. The information about sun exposure was obtained from television in 57% of surveyed individuals. Conclusions: More educational campaigns about the risk of sun exposure are needed to reduce risky behaviors in the Chilean population
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FUNDAMENTOS: Aproximadamente 10% dos casos de melanoma são atribuíveis a mutações em genes de predisposição, sendo, portanto, hereditários. OBJETIVOS: Este estudo avalia a prevalência de fatores de risco para melanoma hereditário em um grupo de pacientes com melanoma no sul do Brasil. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram estudados 195 pacientes com diagnóstico de melanoma admitidos consecutivamente no Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre janeiro de 1999 e junho de 2000. RESULTADOS: A idade média ao diagnóstico de melanoma foi de 48 anos em homens e 44,9 anos em mulheres. Dos 133 pacientes cuja história familiar encontrava-se registrada no prontuário, 13 (9,8%) apresentavam história familiar de melanoma. A presença de ao menos um fator de risco importante para predisposição hereditária ao melanoma foi constatada em 31 pacientes (16%; IC 95% 10,9% - 21,1%). CONCLUSÃO: A possibilidade de influência do fator hereditário no Brasil estimula a procura ativa de fatores de risco genético em pacientes com melanoma, já que a identificação de famílias de alto risco pode ter grande impacto sobre a morbimortalidade de seus integrantes.
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OBJETIVO: Analisar a prevalência e fatores de risco para queimadura solar em jovens com idade entre 10 e 29 anos. MÉTODOS: Estudo transversal de base populacional com amostragem em múltiplos estágios, realizado com residentes da zona urbana de Pelotas, Rio Grande do Sul, entre os meses de outubro e dezembro de 2005. Para a coleta de dados foram feitas entrevistas com 1.604 indivíduos, utilizando questionário padronizado e pré-codificado com informações sobre a família e outro questionário aos indivíduos com idade entre dez e 29 anos para avaliação da ocorrência de episódios de queimadura solar. Queimadura solar foi definida como ardência na pele após exposição ao sol. Para as comparações entre proporções, utilizou-se teste do qui-quadrado com correção de Yates. Na análise multivariada utilizou-se a regressão de Poisson com controle para efeito de delineamento e ajuste robusto da variância. RESULTADOS: Das pessoas com idade entre 10 e 29 anos, 1.412 relataram exposição ao sol no último verão. As perdas e recusas somaram 5,5%. Queimadura solar no último ano foi relatada por 48,7% dos entrevistados. As variáveis associadas à ocorrência de queimadura segundo a análise multivariada foram: cor da pele branca (RP=1,41; IC 95%: 1,12;1,79), maior sensibilidade da pele quando exposta ao sol (RP=1,84; IC 95%: 1,64;2,06), idade entre 15 e 19 anos (RP=1,30; IC 95%: 1,12;1,50), pertencer ao quartil de maior renda (RP=1,20; IC 95%: 1,01;1,42) e fazer uso irregular de fotoprotetor (RP=1,23; IC 95%: 1,08;1,42). CONCLUSÕES: A prevalência de queimadura solar na população estudada foi alta, principalmente entre jovens, de pele branca, com maior sensibilidade da pele, de maior renda e que faziam uso irregular de fotoprotetor. A exposição solar em horários seguros e com métodos de proteção adequados deve ser estimulada.
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A controlled trial was performed with the purpose of investigating which factors could be considered of significant risk for the development of basal cell carcinoma. A total of 259 cases of basal cell carcinoma diagnosed from July 1991 to July 1992 were compared with 518 controls matched for age and sex. All subjects in both groups were white. Protocol data were submitted to statistical analysis by the chi-square test and by multiple conditional logistic regression analysis and the following conclusions were reached: 1) light skin color (types I and II of the Fitzpatrick classification), odds ratio of 2.8; outdoor work under constant sunlight, odds ratio of 5.0; the presence of actinic lesions due to exposure to the sun, odds ratio of 4.9, are risk factors per se. 2) Type III skin in the Fitzpatrick classification only represents a risk factor when the patient reports a history of intense sunburns, but not in the absence of such a history. 3) Sunburns per se do not represent a risk factor althorig the point made in item 2 of these conclusions is valid. 4) Other suspected risk factors whose significance was not confirmed by multiple conditioned logistic regression analysis were: residence in rural areas, light eyes and blond hair color, extent of the awareness of the "sun x skin cancer" relationship, familial occurrence of skin cancer, excessive exposure to the sun, and freckles appearing in childhood.
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The incidence of cutaneous melanoma has increased worldwide in the last 20 years. Research on potential risk factors, both environmental and genetic, has led us to some new and interesting conclusions. Ultraviolet radiation is clearly the main environmental risk factor for melanoma, but its relationship is complex and controversial. With regard to genetic factors, the discovery of two types of genes was a great advance in further understanding the biology of the melanocyte. CDKN2A (p16) is the prototype of the high-penetrance, low-prevalence gene related to melanoma. This gene has been studied in some families in which several members have been diagnosed with melanoma. In the general population with non-familial melanoma, low-penetrance, high-prevalence genes such as MC1R seem to be more interesting. Studies on the MC1R gene have not only shown its importance in skin and hair pigmentation, but also in the development of melanoma. Functional studies on CDKN2A and MC1R have led us to new and important conclusions. The analysis of data from studies on families, twins and control cases, with the collaboration of several countries, will lead us to new discoveries. For the primary and secondary prevention of this tumor, we must promote public health campaigns on the dangers of sun exposure and the identification of individuals at high risk.
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Non-melanoma skin cancers are the most common malignant neoplasms in humans. About 95% of all non-melanoma skin cancers are represented by basal cell carcinoma and squamous cell carcinoma. Their prevalences are still increasing worldwide, representing an important public health problem. The genetic alterations underlying basal cell carcinoma and squamous cell carcinoma development are only partly understood. Much interest lies in determining the genetic basis of non-melanoma skin cancers, to explain their distinctive phenotypes, biological behaviors and metastatic potential. We present here a molecular genetic update, focusing on the most frequent genes and genomic instability involved in the development and progression of non-melanoma skin cancers.
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Background: Adolescence is a high-risk period for the development of melanoma and nonmelanocytic skin cancers later in life. This study examines the prevalence and correlates of sun-protection practices among U.S. youth. Methods: During July-October, 1998, a national, population-based telephone survey was conducted (N = 1,192 paired interviews of youth and their parents). Weighted prevalence and adjusted prevalence odds ratios and 95% confidence intervals were estimated. Multiple logistic regression analyses examined associations between sociodemographics, attitudes, and other modifiable correlates to specific behaviors. Results: Routinely practiced sun-protection behaviors among youth on sunny days were wearing sunglasses (32%) or long pants (21%), staying in the shade (22%), and applying sunscreen (31%). Fifty-eight percent used a sunscreen with SPF > or =15 when at the beach or pool. Age, sex, and sun sensitivity were associated with substantial variation in some sun-protection behaviors. Factors associated with specific sun-protection behaviors included a lower appeal to tanning, a higher perceived benefit of sun protection, and information from family and friends about sun protection. Conclusion: Effective sun protection is practiced by less than one-third of U.S. youth. This baseline survey will help to monitor progress in skin cancer prevention in this critical age group in the future.