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Operação de Serra Dória no tratamento do megaesôfago chagásico avançado : resultados imediatos.

Source: OAI

ABSTRACT

No tratamento cirúrgico do megaesôfago está bem aceita e determinada, a operação conservadora de cardiomiotomia associada à gastrofundoplicatura para os grupos não avançados. Para o grupo avançado onde a atonia do esôfago é maior com grande dilatação do orgão, ainda não existe consenso quanto a melhor intervenção. O objetivo deste estudo foi analisar os resultados imediatos (até 30 dias) da operação de Serra Doria no tratamento do megaesôfago avançado (G IV) com ou sem sutura mecânica. Foram analisados os prontuários de 50 pacientes todos com megaesôfago avançado (G IV) no período de 1988 a 2002, 98% com sorologia positiva para doença de Chagas. Trinta e sete eram do sexo masculino e 13 feminino. Dos prontuários avaliados apenas 20 foram retrospectivos sendo os outros 30 acompanhados prospectivamente. As idades variaram de 22 a 80 anos com média de 51,6 anos. Nesta série 58% dos pacientes apresentavam algum tipo de alteração cardiológica e 24% tinham alterações pulmonares. Quanto ao risco anestésico somente 14% apresentavam ASA 1. Vinte e dois (44%) dos pacientes eram emagrecidos sendo que foram operados com o IMC inferior a 19. A média do tempo operatório foi de 246 minutos com sutura manual e 163,4 minutos com sutura mecânica. Apenas 22% necessitaram serem acompanhados em UTI após a cirurgia. A complicação mais importante no pós-operatório imediato foi hemorragia digestiva alta que ocorreu em cinco (10%) pacientes. Destes, t. Dissertação (Mestrado).

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    ABSTRACT: Chagas' disease (CD) is highly prevalent in South America. Brazilian surgeons and gastroenterologists gained valuable experience in the treatment of CD esophagopathy (chagasic achalasia) due to the high number of cases treated. The authors reviewed the lessons learned with the treatment of achalasia by different centers experienced in the treatment of Chagas' disease. Preoperative evaluation, endoscopic treatment (forceful dilatation and botulinum toxin injection), Heller's myotomy, esophagectomy, conservative techniques other than myotomy, and reoperations are discussed in the light of personal experiences and review of International and Brazilian literature. Aspects not frequently adopted by North American and European surgeons are emphasized. The review shows that nonadvanced achalasia is frequently treated by Heller's myotomy. Endoscopic treatment is reserved to limited cases. Treatment for end-stage achalasia is not unanimous. Esophagectomy was a popular treatment in advanced disease; however, the morbidity/mortality associated to the procedure made some authors seek different alternatives, such as Heller's myotomy and cardioplasties. Minimally invasive approach to esophageal resection may change this concept, although few centers perform the procedure routinely.
    No preview · Article · May 2008 · Diseases of the Esophagus
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    ABSTRACT: RACIONAL: A melhor opção para o tratamento dos pacientes com megaesôfago e recidiva de sintomas após tratamento prévio sempre foi muito controversa. Em resultados de trabalhos analisados, não há seleção da técnica cirúrgica mais adequada para a doença. Assim, surge a ideia de se realizar um estudo mais seletivo com esofagectomia transmediastinal sem toracotomia em pacientes com megaesôfago avançado recidivado após cardiomiotomia prévia. OBJETIVO: Avaliar os resultados da esofagectomia transmediastinal no megaesôfago recidivado quanto às complicações sistêmicas e locais. MÉTODO: Trinta e dois pacientes foram atendidos todos com recidiva de sintomas após operação prévia e indicação para esofagectomia transmediastinal com transposição gástrica pelo mediastino posterior por apresentarem megaesôfago grau IV. Dos 32 pacientes, 25 eram homens (78,1%) e sete, mulheres (21,9%), com idade entre 34 a 72 anos. Todos foram submetidos à miotomia prévia com tempo variável de 5 a 39 anos até a realização da esofagectomia transmediastinal. RESULTADOS: Alguns pacientes apresentaram complicações. Dentre eles oito com infecção pulmonar (25,0%) resultando em boa evolução ao tratamento clínico específico; dois evoluíram para óbito devido a repercussão hemodinâmica causada por lesão de veia ázigos e o outro por lesão de traqueia; nove (28,1%) com deiscência da anastomose esofagogástrica cervical evoluindo bem com tratamento conservador. Dos 21 pacientes nos quais se realizou o acompanhamento em longo prazo, seis meses a 14 anos, 17 referiram boa deglutição para sólidos e/ou pastosos; quatro (19,0%) apresentaram refluxo gastroesofágico com melhora ao tratamento clínico. CONCLUSÕES: A esofagectomia transmediastinal, apesar de proporcionar deglutição adequada na maioria dos casos, é procedimento de grande morbidade. Ela não deve ser indicada como primeira opção no tratamento do megaesôfago avançado recidivado.
    Full-text · Article · Mar 2011 · Arquivos brasileiros de cirurgia digestiva : ABCD = Brazilian archives of digestive surgery