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CLUBE DE OBSERVAÇÃO DE AVES COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS

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Abstract

A observação de aves aumenta a percepção do observador sobre o meio em que vive, levando-o a estabelecer vínculos e desenvolver a consciência e inteligência naturalista. Uma das formas de desenvolver essa prática em grupo é a criação de clubes de observações de aves, popularmente conhecidos como COA. Geralmente esses grupos são formados por adultos e existem uma série deles no Brasil, a maioria organizados por municípios. A formação de COA para crianças na educação formal ainda é escassa no país. Diante do exposto, o objetivo da pesquisa foi criar um COA como ferramenta pedagógica no 5º ano do ensino fundamental. O clube-COA Garça-branca (nome escolhido pelos estudantes da turma)-nasceu a partir de um projeto colaborativo sobre o ecossistema manguezal, desenvolvido no Colégio Novomundo, Praia Grande, SP. O primeiro encontro aconteceu em julho de 2020, ocorrendo desde então quinzenalmente-(em formato remoto), devido à pandemia. Nos primeiros encontros, os estudantes aprenderam como fazer um registro de observação, materiais necessários e utilização de guias de observação de aves. Os registros ocorreram a partir da janela da casa dos estudantes e através de pequenas saídas individuais. Durante as atividades, conheceram ferramentas digitais úteis na prática e apresentaram suas observações através de registros diversos (fotos, vídeos, descrições ou relatos). Como parte do processo de observação, foi montado um comedouro de aves no espaço do colégio (higienizado e abastecido diariamente pelos estudantes que estavam presencialmente e acompanhados pelos que estavam de forma remota). O clube montou uma lista ativa, onde os estudantes puderam inserir informações sobre suas observações (nome do observador, espécie observada, local e data) e uma pasta compartilhada de imagens (para os registros fotográficos). Além de compartilharem seus conhecimentos sobre as aves observadas, aprenderam também mais sobre outras, através do contato com experiências vividas pelos colegas. Ocorreram 18 encontros desde a inauguração do clube, 6 comedouros de aves construídos nas residências e 32 espécies identificadas, incluindo estudo das características e distribuição geográfica das mesmas. A participação e o engajamento dos estudantes, incluindo aqueles que passaram pelo projeto e continuam auxiliando nas ações do COA evidenciou a importância das experiências vividas no Clube de observação, e como essas experiências refletirão no futuro dos estudantes a respeito de suas relações com o meio ambiente. Palavras-chave: Observação de aves, comedouros, avifauna da Mata Atlântica. Agradecimentos: Colégio Novomundo e Projeto Trinta-réis.
Educação em Ciências e Meio Ambiente.
CLUBE DE OBSERVAÇÃO DE AVES COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO
ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS
Dária Teixeira Passos1; Marcio Cisterna Motta1,2
1Colégio Novomundo; 2Projeto Trinta-réis; * profdaria@colegionovomundo.com.br
A observação de aves aumenta a percepção do observador sobre o meio em que vive, levando-o a
estabelecer vínculos e desenvolver a consciência e inteligência naturalista. Uma das formas de
desenvolver essa prática em grupo é a criação de clubes de observações de aves, popularmente
conhecidos como COA. Geralmente esses grupos são formados por adultos e existem uma série
deles no Brasil, a maioria organizados por municípios. A formação de COA para crianças na
educação formal ainda é escassa no país. Diante do exposto, o objetivo da pesquisa foi criar um
COA como ferramenta pedagógica no 5º ano do ensino fundamental. O clube - COA Garça-branca
(nome escolhido pelos estudantes da turma) - nasceu a partir de um projeto colaborativo sobre o
ecossistema manguezal, desenvolvido no Colégio Novomundo, Praia Grande, SP. O primeiro
encontro aconteceu em julho de 2020, ocorrendo desde então quinzenalmente – (em formato
remoto), devido à pandemia. Nos primeiros encontros, os estudantes aprenderam como fazer um
registro de observação, materiais necessários e utilização de guias de observação de aves. Os
registros ocorreram a partir da janela da casa dos estudantes e através de pequenas saídas
individuais. Durante as atividades, conheceram ferramentas digitais úteis na prática e apresentaram
suas observações através de registros diversos (fotos, vídeos, descrições ou relatos). Como parte do
processo de observação, foi montado um comedouro de aves no espaço do colégio (higienizado e
abastecido diariamente pelos estudantes que estavam presencialmente e acompanhados pelos que
estavam de forma remota). O clube montou uma lista ativa, onde os estudantes puderam inserir
informações sobre suas observações (nome do observador, espécie observada, local e data) e uma
pasta compartilhada de imagens (para os registros fotográficos). Além de compartilharem seus
conhecimentos sobre as aves observadas, aprenderam também mais sobre outras, através do contato
com experiências vividas pelos colegas. Ocorreram 18 encontros desde a inauguração do clube, 6
comedouros de aves construídos nas residências e 32 espécies identificadas, incluindo estudo das
características e distribuição geográfica das mesmas. A participação e o engajamento dos
estudantes, incluindo aqueles que passaram pelo projeto e continuam auxiliando nas ações do COA
evidenciou a importância das experiências vividas no Clube de observação, e como essas
experiências refletirão no futuro dos estudantes a respeito de suas relações com o meio ambiente.
Palavras-chave: Observação de aves, comedouros, avifauna da Mata Atlântica.
Agradecimentos: Colégio Novomundo e Projeto Trinta-réis.
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