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Design de Superfície: projeto de aplicação de elementos da flora maranhense em estamparia têxtil

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Este artigo apresenta-se como um relato de um projeto de design de superfície que tem como objeto de estudo o uso da flora maranhense na criação de estampas florais, gerando assim, como produto final, um projeto de estamparia têxtil carregado de valores socioculturais e ambientais. Sendo assim, este trabalho expõe de forma crítica a importância da flora como símbolo cultural de uma região, mais especificamente acerca do murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth) e da vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.) para o Maranhão e, ainda, como o design pode difundir e fortalecer isso. Assim, este artigo relata o processo de criação e concepção do projeto, perpassando as etapas construtivas até a apresentação das peças de vestuário finais. Palavras-chave: design de superfície; flora maranhense; estamparia
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SSN 2179-7374
Educação Gráfica, Brasil, Bauru. ISSN 2179-7374.
V. 26, No. 1. Abril de 2022. Pp. 20 35.
DESIGN DE SUPERFÍCIE: PROJETO DE APLICAÇÃO DE ELEMENTOS DA
FLORA MARANHENSE EM ESTAMPARIA TÊXTIL
SURFACE DESIGN: PROJECT TO APPLY ELEMENTS FROM THE FLORA OF
MARANHÃO IN TEXTILE PRINTING
Camila Melo
1
Alina Abreu
2
Felipe Raposo
3
Lucas Cardoso Marinho
4
Fabiane Rodrigues Fernandes
5
Resumo
Este artigo apresenta-se como um relato de um projeto de design de superfície que tem como
objeto de estudo o uso da flora maranhense na criação de estampas florais, gerando assim,
como produto final, um projeto de estamparia têxtil carregado de valores socioculturais e
ambientais. Sendo assim, este trabalho expõe de forma crítica a importância da flora como
símbolo cultural de uma região, mais especificamente acerca do murici (Byrsonima crassifolia
(L.) Kunth) e da vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.) para o Maranhão e, ainda, como o design
pode difundir e fortalecer isso. Assim, este artigo relata o processo de criação e concepção do
projeto, perpassando as etapas construtivas até a apresentação das peças de vestuário finais.
Palavras-chave: design de superfície; flora maranhense; estamparia; rapport
Abstract
This article presents a report of a surface design project. The objective of this study is to use
the flora of Maranhão in the creation of floral prints, thus generating a textile printing project
loaded with sociocultural and environmental value as the final product. Furthermore, this work
critically exposes the relevance of the flora as a cultural symbol of a region, more specifically
regarding the murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth) and the vinagreira (Hibiscus sabdariffa
L.) for Maranhão and, also, how design can spread and strengthen it. Therefore, this article
reports the creation process and the project design, going through the construction stages
until the presentation of the final garments.
Keywords: surface design; flora of Maranhão; press Shop; rapport
1
Graduanda, UFMA, São Luís, Maranhão, cp.melo@discente.ufma.br; 0000-0002-8758-7793
2
Graduanda, UFMA, São Luís, Maranhão, alina.karen@discente.ufma.br; 0000-0002-5781-4318.
3
Graduando, UFMA, São Luís, Maranhão, epiloke@gmail.com; 0000-0002-7421-2634
4
Professor Doutor, UFMA, São Luís, Maranhão, lc.marinho@ufma.br, 0000-0003-1263-3414
5
Professora Doutora, UFMA, São Luís, Maranhão, fabiane.fernandes@ufma.br, 0000-0002-8604-7752
Educação Gráfica, Brasil, Bauru. ISSN 2179-7374. V. 26, No. 1. Abril de 2022. Pp. 20 35.
Design de Superfície: Projeto de Aplicação de Elementos da Flora Maranhense em Estamparia Têxtil
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1. Introdução
É um fato notório que cada região do Brasil possui diferentes especificidades e características
em sua cultura local, uma vez que a identidade cultural brasileira é extremamente rica e plural.
Esse fenômeno ocorre, de acordo com Turner (1999), pois como todas as nações, somos
híbridos culturais, porém em um grau mais elevado que a maioria das demais. Ainda no autor
supracitado, também cabe lembrar que as identidades estão embutidas na linguagem e nos
sistemas culturais que não são homogêneos. As diferenças étnicas, regionais e as
desigualdades sociais, além dos desenvolvimentos históricos diferenciados, são responsáveis
pelo que se denomina de “unidade na diversidade” e são elementos comuns na criação de tais
sistemas.
Cada região do Brasil possui especificidades em sua cultura local. Isso se deve
principalmente ao fato de que a identidade cultural brasileira é uma das mais ricas
culturalmente, pois:
Não é ocioso lembrar que tais identidades, no caso do Brasil, estão
embutidas em nossa língua e em nossos sistemas culturais, mas estão longe
de uma homogeneidade que já não perseguimos ; ao contrário, estão
influenciadas (as identidades) pelas nossas diferenças étnicas, pelas
desigualdades sociais e regionais, pelos desenvolvimentos históricos
diferenciados, naquilo que denominamos “unidade na diversidade”. Como
todas as nações, mas bem mais do que a maioria delas, somos híbridos
culturais e vemos esse processo como um fator de potencialização de
nossas faculdades criativas (Turner, 1999, p. 46).
Além disso, para Krucken (2009) o Brasil possui uma grande riqueza de recursos da
biodiversidade e isso, por consequente, constitui a base para o desenvolvimento de produtos
fortemente ligados à origem local.
Desse modo, as expressões culturais variam muito desde o estilo de roupa, comidas
típicas, danças, folclore e entre outras formas. Algumas dessas manifestações culturais
envolvem fatores socioambientais, como a flora nativa de cada região. Peixoto et al. (2006)
afirma que a flora brasileira é considerada uma das mais ricas do mundo e sobre ela há um
vasto acervo de estudos. Os autores ainda pontuam que essa riqueza natural constitui-se em
patrimônio científico, cultural e econômico que precisa ser conhecido, preservado e explorado
racional e criteriosamente. Dessa forma, delimitou-se a flora maranhense como nosso objeto
de estudo. Para melhor delimitar o escopo do trabalho, duas espécies foram selecionadas: o
murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth) e a vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.).
Sabe-se que o design é um importante meio de fortalecimento desses elementos
socioculturais, pois, durante o processo projetual, é capaz de direcionar a conversão de
matérias-primas em produtos finais, utilizando-se de visão e planejamento para a agregação
de valor (KRUCKEN, 2009). Para tangibilizar as espécies escolhidas em projetos gráficos, optou-
se pelo uso dos artifícios do design de superfície, pois possui uma vasta gama de usos e
aplicações.
As superfícies, sejam elas têxteis, plásticas ou papelaria, carregam consigo uma grande
variedade e profundidade de significados cujos potenciais podem se tornar referências para
diversos grupos sociais, como apontam Mol e Lana (2018). Dessa forma, o design de superfície
caracteriza-se como uma atividade projetiva com grande potencial de representação simbólica
e identitária.
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Para alcançar o objetivo proposto, foi decidido utilizar a técnica de rapport, que
consiste na repetição de um módulo com encaixes perfeitos, assim, é possível alcançar um
resultado visual harmonioso. Esse mecanismo é aplicado em projetos de design de superfície,
cujo objetivo é a criação de padrões bidimensionais tanto texturas visuais, como táteis
destinados principalmente para a constituição ou tratamento de superfícies, gerando como
resultado final uma solução estética e funcional. Schwartz (2008, p. 146) afirma que:
Tais características devem estar relacionadas às estéticas, simbólicas e
práticas (funcionais e estruturais) dos artefatos das quais fazem parte,
podendo ser resultantes tanto da configuração de objetos pré-existentes em
sua camada superficial quanto do desenvolvimento de novos objetos a
partir da estruturação de sua superfície.
Sendo assim, decidiu-se aplicar os rapports em estampas voltadas para peças de
roupa. Para isso, foi necessário nos aprofundarmos tanto no design de superfície, quanto no
design de moda, a fim de compreender adequadamente as estratégias para alcançar os
resultados estéticos e sociais estabelecidos. Além disso, ao longo deste trabalho serão
analisados e descritos os processos lógicos e criativos que viabilizaram a criação das estampas
florais.
2. Cultura e Flora Nativa
A observação dos elementos naturais para a sua utilidade nos materiais pertence à vida
cotidiana e faz parte de toda cultura, ligada à origem da sociedade. Os ensinamentos são
desenvolvidos pela busca do conhecimento de mudança da natureza que sempre está se
adequando às necessidades. Segundo Ramos e Sell (1994, p. 1):
O homem primitivo aproveitava essa experiência, usando a natureza como
fonte de inspiração para resolver seus problemas diários: as primeiras
choupanas assemelhavam-se aos ninhos dos pássaros; a ponta do arpão,
usado desde a idade da pedra, é semelhante ao ferrão dos insetos e aos
espinhos de algumas plantas.
O produto transmite conceitos e características culturais no ambiente que circula,
assim são compreendidos como representantes e participantes de um processo de
comunicação (NIEMEYER, 2009). Uma das representações mais vivas e constantes de cada
cultura é os elementos naturais advindos dela, por esse mesmo meio é que as produções da
atualidade têm se referenciado muito nelas. A fauna e flora nativa se destacam em estampas
identidades, manifestando-se nas superfícies sendo uma inspiração frequente à moda devido
às possibilidades estéticas, garantindo uma grande riqueza visual devido aos traçados e paleta
de cores, podendo percorrer por vários estilos estéticos (QUARTINO, 2009).
3. Design de Superfície
Segundo Rüthschilling (2008, p. 23), “o design de superfície é uma atividade criativa e técnica
que se ocupa com a criação e desenvolvimento de qualidades estéticas, funcionais e
estruturais, projetadas para constituição e tratamentos de superfícies”. Sendo assim, o
homem, historicamente, tem feito interferências para configurar as superfícies dos objetos
desde os tempos primitivos, com o propósito de influenciar a aparência final dos mesmos
(SCHWARTZ, 2008).
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Pode-se considerar isso uma forma de expressão ligada à cultura de uma sociedade
pois, a maneira como o homem realiza tal intervenção, acaba condicionando a percepção que
ele tem sobre seus objetos, despertando emoções, criando significados e alterando sua
relação com os mesmos (SCHWARTZ, 2008).
Freitas (2009) aponta que o design de superfície objetiva não somente torná-la um
suporte material e/ou de acabamento, mas também tem como objetivo conferir à ela uma
carga comunicativa com o exterior do objeto, que pode ser interpretada através dos sentidos,
tais como cores, texturas e grafismos. Portanto, é certo concluir que a transformação das
superfícies se configura como uma atividade natural para o homem e que tem igualmente
contribuído para a tangibilização e fortalecimento das suas individualidades.
4. Moda Como Expressão Cultural
Ao tratar de moda faz-se necessário citar a sua relação intrínseca com a arte e seus signos, pois
esta utiliza e manifesta-se através de elementos da semiótica, afirma Kirchof (2003). As
linguagens e signos culturais surgem assim como forma de interação, ocasionando influências
por meio de suas expressões. Dessa forma, os signos se caracterizam pela necessidade de
comunicar através das representações, o entendimento e pontos de vista de cada espaço.
A simbologia traz significados diversos que podem ser interpretados de formas
diferentes por culturas diferentes, construindo determinado grupo, buscando refletir
elementos sociais. Sendo assim, surge a iconografia que trata do significado das obras de artes
como algo diferente de sua forma, que proporciona a distribuição de conhecimento e
informação através de uma imagem (PANOFSKY, 1986). Essa forma deve ser tratada com
veemência em relação ao que se tem de parâmetro, para a clareza da sequência de
interpretações que podem ser formadas a partir desta figura estruturada.
Os símbolos, a arte e a iconografia estão interligados e podem se inserir na moda
como uma complementação e junção de elementos, proporcionando um alcance maior de
conhecimento através das figuras. O design de superfícies se expande para vários campos de
atuação além da moda no Brasil, “abrangendo todas as superfícies, de quaisquer materiais,
concretos e virtuais" (RÜTHSCHILLING, 2008, p. 13).
Portanto, a moda percorre e sofre alterações sociais e culturais diante da sociedade
capitalista, se inserindo em ambientes socioeconômicos, culturais, pessoais e psicológicos, por
conseguinte transpassando expressões sociais. Isso fica ainda mais evidente na seguinte
afirmação de Nery (2009): “a indumentária sempre foi um reflexo do gosto contemporâneo,
retratando de certa forma o desenvolvimento econômico, cultural e político. A roupa
diferenciada identificava camadas sociais, profissões, idade ou sexos”.
Segundo Keller (2007, p. 4), “a moda é um produto intangível, imaterial e cultural,
enquanto a roupa é tangível, material e concreta.” O designer dessa forma determina valores
ao produto criado adicionando identidade livremente no mundo palpável e intráctil da moda.
Além disso, o corpo transmite e escreve significados com manifestações agregadas e
demonstrações dos efeitos que criam processos de identidade (CASTILHO; MARTINS, 2005).
5. Metodologia
Trata-se de uma pesquisa exploratória, que se inicia com o levantamento bibliográfico sobre
eixos temáticos (flora maranhense, design de superfície, moda e cultura) para compreensão de
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um fenômeno e tem como base o Design Science (SANTOS, 2018) que se utiliza de processos
do design para gerar valor à sociedade. Para a realização deste trabalho, foi utilizado como
base as oito etapas de produção de impressões gráficas de Johansson et al. (2011), as quais
compreendem as seguintes 04 (quatro) fases e suas respectivas etapas:
Concepção: trabalho estratégico e trabalho criativo;
Produção criativa: imagens e textos e layout;
Produção Industrial: pré-impressão, impressão, acabamento/encadernação;
Logística: distribuição.
Esse sistema foi apresentado durante as aulas da disciplina de Materiais e Processos
Gráficos do curso de Design da Universidade Federal do Maranhão, a qual, originalmente,
engloba os processos dos projetos de design gráfico desde a formulação do conceito até a sua
tangibilização. No entanto, devido às limitações da COVID-19 e da modalidade EAD, vale
ressaltar que foi necessário adaptar a metodologia. Portanto, somente as duas primeiras fases
foram executadas: a de Concepção e a de Produção Criativa. A seguir, está descrito todo o
processo do desenvolvimento das estampas florais.
5.1. Levantamento de Dados
A primeira etapa projetual foi a Concepção, na qual buscou-se compreender os processos
lógicos que contribuíram para o desenvolvimento das estampas, como a análise de referências
relacionadas à botânica das espécies estudadas e também avaliar os produtos similares.
Portanto, antes do início do projeto, houve uma aula informativa sobre várias espécies
de frutos provenientes de espécies locais de forma a aproximar os alunos do objeto de estudo
e ainda facilitar a compreensão do valor sociocultural que esses elementos possuem para o
Maranhão. Após isso, dividiu-se a turma em grupos e deu-se início ao sorteio de duas espécies
para cada equipe e, como resultado disso, obtemos o murici (Byrsonima crassifolia), espécie
nativa com ampla ocorrência no Cerrado brasileiro, e a vinagreira (Hibiscus sabdariffa), espécie
exótica de origem africana, mas comumente cultivada nos quintais das casas maranhenses. A
seguir, nas Figuras 1 e 2, é possível visualizar as espécies em mais detalhes.
Figura 1: Fruto maduro do murici e a sua inflorescência, respectivamente.
Fonte: www.coisasdaroca.com/plantas-medicinais/murici.html e dos autores respectivamente.
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O murici é um fruto pequeno, amarelo e/ou laranja quando maduro, facilmente
encontrado em feiras locais, sendo muito importante para a economia de pequenos
comerciantes. Além disso, ele possui alto valor nutritivo e medicinal. O muricizeiro pode
alcançar até sete metros de altura, com folhas obovadas, levemente coriáceas e com ápice
acuminado, apresentando um tom de verde claro. Suas flores são caracterizadas por cinco
pétalas de tons vibrantes variando do amarelo ao alaranjado.
Figura 2: Flor da vinagreira aberta e em botão, respectivamente.
Fonte: http://umaflorpordia.blogspot.com/2015/05/vinagreira.html?spref=pi e https://hortas.info/como-plantar-
vinagreira respectivamente.
A vinagreira, embora possua origem africana, está presente em diversos pratos típicos
maranhenses como, por exemplo, o arroz-de-cuxá, que é acompanhado por peixe ou camarão.
Ademais, também é bastante utilizada como medicamentos, base de corante naturais e como
planta ornamental de jardins. A vinagreira é um arbusto vigoroso que pode chegar até 3m de
altura, com caule variando de verde a vináceo. Suas folhas são trilobadas com margem
serreada e coloração verde ou púrpura.
Posteriormente, foi feita a análise de similares de estampas. Essa é uma importante
etapa do processo criativo, visto que assim podemos compreender melhor o funcionamento e
a aplicação do produto, além de ser possível avaliar como outros designers chegaram ao
resultado final (PMBOK, 2013).
Consequentemente, a partir dessa observação pode-se adotar estratégias e técnicas
para a criação do nosso próprio produto. Desse modo, foram exploradas diversas estampas
com elementos culturais e/ou sociais e, após essa busca visual, a equipe avaliou o traço, o tipo
de rapport utilizado, a composição harmônica de cada estampa encontrada. Os resultados
obtidos nessa etapa serão apresentados abaixo, nas Figuras 3,4,5 e 6 sendo os três últimos
criados também com base em elementos vegetais.
A estampa da Figura 3 foi extraída da Coleção de Estampas Corridas Arena Brasileira,
cujo resultado final foi a união de elementos representantes de um estado e traços da
arquitetura de suas arenas construídas para a copa mundial. A estampa em questão é
inspirada no Cristo Redentor, um dos pontos turísticos mais importantes do Rio de Janeiro. Seu
desenho é contínuo, portanto, não é possível saber identificar com facilidade o início e o fim
do módulo. As cores são quentes e bem contrastantes, um vermelho alaranjado e amarelo
claro, logo, se trata de uma harmonia análoga entre duas cores complementares.
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Figura 3: Estampa corrida cujo tema é o Rio de Janeiro.
Fonte: https://www.behance.net/gallery/18945423/Colecao-de-Estampas-Corridas-ARENA-BRASILEIRA
A estampa da Figura 4 busca representar a cultura da cidade de Rio Branco, por isso foi
escolhido o guaraná para compor o padrão. Suas cores são o preto, vermelho e branco, as
cores principais do fruto do guaraná. A padronagem da estampa é contínua e seu módulo é de
fácil identificação.
Figura 4: Estampa inspirada na cidade Rio Branco.
Fonte: http://m-cau.com/1-2/
A estampa da Figura 5 apresenta folhas de palmeira em um aspecto muito mais
mesclado, contendo texturas, formas e cores que são facilmente encontradas em trabalhos de
artesanato pelo Brasil. A identificação do seu módulo é relativamente difícil, grande parte
devido à riqueza de detalhes e reentrâncias da folha da palmeira, e a harmonia utilizada neste
trabalho é análoga, com tons de verde e branco sobrepostos.
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Figura 5: Estampa tropical.
Fonte: www.abcdoabc.com.br/sao-bernardo/noticia/designer-sao-bernardo-ganha-1-lugar-premio-estampa-brasil-
renner-15578
Figura 8: Estampa figurativa que representa as florestas brasileiras.
Fonte: https://www.consueloblog.com/colecao-estampa-brasileira-santaconstancia
Este é mais um trabalho cujos módulos se sobrepõem sem ter uma identificação clara,
além de não haver simetria na composição. A ideia foi valorizar a profundidade que a mata
possui, apresentando as mesmas cores com tons mais escuros e claros.
A fim de sintetizar as sensações que buscamos transmitir com as estampas,
elaboramos um quadro de inspiração para visualizarmos com mais clareza os diversos
elementos das espécies estudadas. As fotografias escolhidas destacam partes diferentes de
cada planta as folhas, ramos, flores e frutos , desse modo, foi possível organizar os dados
visuais que obtivemos. Além disso, inserimos uma ilustração científica referente a cada
espécie, visto que esse tipo de representação é mais precisa com um detalhamento mais
técnico, o que contribui para a assimilação de pequenos elementos que passam despercebidos
em fotos reais. Ao final da escolha das fotos, foi montado uma paleta de cores com as oito (8)
cores mais predominantes do quadro. O resultado dessa análise visual está nas figuras 6 e 7 a
seguir.
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Figura 6: Quadro de inspiração do murici com imagens adaptadas.
Fonte: Figura A <https://appverde.wordpress.com/2015/11/05/murici-byrsonima-sericea/>, Figura B
<http://shorturl.at/ikF36>, Figura C <https://www.ufmg.br/boletim/bol1747/4.shtml>
Figura 7: Quadro de inspiração da vinagreira com imagens adaptadas
Fonte: Figura A <https://saberhortifruti.com.br/maranhao-vinagreira/>, Figura B
<http://cienciaemfoco.com/noticias/medicina-a965.html>, Figura C
<http://umaflorpordia.blogspot.com/2015/05/vinagreira.html>, Figura D
<http://umaflorpordia.blogspot.com/2015/05/vinagreira.htm>
5.2. Conceito
Após definição das espécies que seriam aplicadas nos rapports, realizou-se a análise de
similares e definição dos quadros de inspiração. Somente após concluir essas etapas foi
definido um conceito que norteará a ideação da proposta. Nesta etapa definiu-se as
particularidades da estampa, como:
delimitação do público-alvo;
definição da representação dos elementos da flora (tipo de traço, tipo de
repetição, estilo de arte, técnica de ilustração e afins);
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definição da paleta de cores e, posteriormente, os tipos harmônicos;
determinação das peças de vestuário as quais receberão a aplicação das estampas.
A seguir, estão descritos os resultados da discussão que a equipe realizou acerca dessa
fase. Optou-se por desenvolver um produto voltado inteiramente para o público feminino, de
19 a 28 anos, moradores do Maranhão, com um estilo de vida criativo e amantes da moda. O
público possui um grande interesse em expressar sua personalidade e vivência cultural através
das suas roupas.
Uma persona (Figura 8) foi criada para facilitar a percepção da individualidade do
nosso público-alvo, pois, como afirma Pazmino (2015), a descrição técnica de um público-alvo
não é o suficiente para compreender o usuário. Desse modo, é necessário que haja uma
persona para que o designer possa se aproximar do público que ele quer atingir. Assim, pode-
se abranger dados como hábitos, cotidiano e gostos.
Figura 8: Infográfico ilustrando a persona criada.
Fonte: Elaborado pelos autores
Laís tem 20 anos e é uma moradora de São Luís - MA. Ela está cursando o quinto
período do curso de Design e trabalha como uma artista independente, produzindo
quadrinhos, artes e animações sob encomenda. Ela é apaixonada pela cultura da sua região e
deixa claro que tem grandes influências dela no seu estilo de vida. Além disso, ela se importa
muito com as suas roupas, dando preferência às vestimentas leves por causa do clima da
cidade. Laís fica constantemente chateada porque tem dificuldade de achar máscaras faciais
com estampas que a agradem.
A partir disso, pode-se pensar em um projeto de estampas e aplicações próprias para o
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público-alvo escolhido.
Nesta etapa, foi definido o tipo de traço e o estilo de cada módulo, sendo assim,
resolveu-se trazer retratações diferentes para cada uma das plantas. No caso do murici, a
proposta apresenta uma abordagem mais abstrata, com formas orgânicas e flat. A harmonia
de cores faz referência aos tons da espécie (verde, amarelo e laranja), assim, caracteriza-se por
tons análogos quentes.
no que se refere ao módulo da vinagreira, deu-se preferência por uma
representação mais verossímil, porém de modo que ainda se pareça com uma ilustração. O
tipo harmônico designado para compor esse módulo foi o de tons complementares, como rosa
e verde, o roxo e amarelo. Para contrastar com as cores anteriores, pensou-se em usar um tom
de azul escuro, com o objetivo de destacar os tons de rosa e roxa.
A partir dos dados acima, a equipe decidiu realizar a aplicação das equipes nas
seguintes peças de vestuário: camisa cropped e máscara facial protetora.
A camisa cropped foi escolhida por se configurar atualmente como uma tendência da
moda, além de ser caracterizada como uma roupa leve e versátil, o que a torna adequada para
locais com um clima mais quente como o Maranhão. Além disso, a equipe realizou uma
pesquisa no Google Trends (Figura 9) uma importante ferramenta da internet para verificar
tendências de pesquisas no mundo todo com termos relacionados à moda feminina. O
resultado percebido é que o termo “cropped” foi muito pesquisado no Maranhão, visto que
ficou em segundo lugar em relação aos demais 26 estados.
Figura 9: Estados que mais pesquisaram o termo “cropped” nos últimos 12 meses
Fonte: https://trends.google.com.br/trends/explore?cat=68&geo=BR&q=cropped
Já a segunda peça, a máscara protetora, foi escolhida devido à sua atual importância,
por ser um símbolo de proteção e cuidado com a sua saúde, o que o tornou um acessório
obrigatório para todo brasileiro. A máscara, portanto, não só é uma importante ferramenta de
proteção, como também um meio de expressar através das suas estampas e cores.
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5.3. Geração de Alternativas
Esboços são uma ferramenta valiosa durante a geração de alternativas, visto que é essencial
para a fixação de ideias imediatas. De acordo com Duarte (2015), a fase do esboço tem um
papel importante, no entanto, deve ser concluída para que seja iniciada a fase do desenho
definitivo, a qual também deve ser terminada para dar início à fase de execução do projeto.
Portanto, foram produzidos esboços baseados nas informações que obtivemos até agora
(espécie de planta, quadro de inspiração, público-alvo, estilo de arte). Com o auxílio dos
esboços, foi possível visualizar mais claramente o processo de criação das estampas, além de
facilitar o tempo de produção.
Os esboços gerados após a análise dos dados coletados estão apresentados na Figura
10.
Figura 10: Esboços elaborados pela equipe.
Fonte: Elaborado pelos autores
De A a C estão os rascunhos gerados para estampa do murici, e de D a F os rascunhos
da vinagreira. Percebe-se que foram apresentados diferentes tipos de composição para cada
espécie. A opção A e F trazem um olhar mais aproximado para a planta, enquanto B e F fazem
uma representação mais distante. E, ainda, tem os desenhos C e D, que desconectam os
elementos das plantas, tornando assim a arte mais dinâmica e lúdica.
Após uma discussão com equipe escolheu-se para o murici o esboço B com poucas
mudanças na sua composição. para a vinagreira seria uma mistura entre os esboços D e E,
cuja representação traria elementos mais desconexos, porém dando destaque também para o
caule e as folhas da vinagreira.
6. Resultados e Discussões
Após a conclusão das propostas, iniciou-se o processo de vetorização dos módulos e da
implementação das estampas. Para isso, foram utilizados um software de vetorização para a
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criação do módulo das estampas e, posteriormente, a repetição desses elementos para a
obtenção da estampa, e um software de edição de imagem para a implementação das
estampas em mockups virtuais.
6.1. Ilustrações
Nas Figuras 11 e 12 podemos observar cada uma das etapas na elaboração das estampas do
murici e da vinagreira, desde o elemento, o módulo criado a partir do elemento e sua
respectiva repetição.
Figura 11: Processo da ilustração da estampa do murici.
a
b
c
Fonte: elaborado pelos autores
Figura 12: Processo da ilustração da estampa da vinagreira.
a
c
Fonte: elaborado pelos autores
6.2. Mockups Virtuais
Nesta última etapa do trabalho, apresenta-se os mockups obtidos (Figuras 13 e 14), cujo
objetivo é realizar uma demonstração “realista” do produto e, de certo modo, mais tangível,
devido à implementação das estampas em um objeto do cotidiano. Sendo assim, um mockup
pode ser entendido como um modelo em escala que pode ser utilizado para demonstração,
avaliação de design entre outros. Além disso, os mockups são utilizados para obter um
feedback dos usuários no início do processo de design. São vantajosos pela possibilidade de
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incitar uma discussão entre o designer e o usuário, assim como entre os membros da equipe
do projeto.
Figura 13: Mockup da estampa do murici em uma máscara protetora.
Fonte: elaborado pelos autores
Figura 14: Mockup da estampa da vinagreira em uma camisa crop top.
Fonte: Elaborado pelos autores
7. Considerações Finais
Este projeto teve como objetivo o desenvolvimento de duas estampas para um conjunto de
vestuários que, direcionadas ao público-alvo adequado, transmitisse a identidade cultural
regional através do uso da flora local, de forma a valorizar os elementos da cultura local. O
enriquecimento da natureza como fonte de informação criativa, a fim de inspirar os processos
de desenvolvimento de estampas, explorando elementos das imediações para a valorização do
design de superfícies, diverso e natural, também pôde ser contemplado.
Os conceitos de estamparia e de design de superfície foram aprofundados, de forma a
focar no processo criativo, incluindo explicações sobre o rapport e seus elementos visuais e os
sistemas de repetição. A aproximação do trabalho acadêmico com o mercado tornou o
desenvolvimento prático mais próximo da realidade empresarial, possibilitando a
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comprovação do processo metodológico através de parâmetros mercadológicos reais.
Com a conclusão deste projeto, constatou-se que os objetivos propostos inicialmente
foram alcançados. O campo do design de estamparia e design de superfície no Brasil ainda é
carente de estudos acadêmicos. Portanto, este trabalho buscou ampliar os conhecimentos
acerca dessas áreas, estimulando novos estudos neste campo.
Para estudos posteriores, cabe explorar diferentes metodologias de design como um
todo, executando uma pesquisa mercadológica mais ampla, possibilitando inclusive a
produção do vestuário proposto, e um estudo aprofundado dos métodos de impressão
industrial, como à quadros, rotativa e impressão artesanal como forma de diferenciação de
pequenas empresas.
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O design está se transformando. Observam-se grandes mudanças nos seus horizontes de atuação. Mudanças também são observadas nos instrumentos usados pelo design e nas pessoas que, de forma consciente ou não, o praticam. Não existe nada de novo ou de estranho nestas considerações: o design tem que mudar. Este livro é um testemunho da mudança: Lia Krucken nos conduz a uma reflexão que vai ao centro de alguns temas do design contemporâneo. Integrando transversalmente conhecimentos de diversas disciplinas, a autora aborda um âmbito não convencional à área de design – o território, a biodiversidade, os produtos locais – e a obra assume uma perspectiva evidentemente interdisciplinar. A obra Design e território: valorização de identidades e produtos locais é, portanto, um testemunho da mudança de horizonte em direção ao vasto universo de potencialidades de gerar qualidade nos produtos e serviços. (...) Por Ezio Manzini e Anna Meroni - Politecnico di Milano
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Diseño de Estampados: de la idea al print final. Barcelona: Parramón: Arquitectura y Diseño
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QUARTINO, Daniela Santos. Diseño de Estampados: de la idea al print final. Barcelona: Parramón: Arquitectura y Diseño, 2009.
As ações comunicacionais táteis no processo de criação do design de superfície
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  • De
FREITAS, Renata Oliveira Teixeira de. As ações comunicacionais táteis no processo de criação do design de superfície. 2009. Dissertação. PUCSP.
Murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth). Cerratinga
  • Maranhão Farta No
Farta no Maranhão, vinagreira é versátil e não tem nada a ver com vinagre. Hortifruti Saber & Saúde, 2018. Disponível em: <https://saberhortifruti.com.br/maranhao-vinagreira/>. Acesso em: May 12, 2021, Murici (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth). Cerratinga, [s.d.]. Disponível em: <https://www.cerratinga.org.br/especies/murici/#:~:text=A%20%C3%A1rvore%20pode%20alc an%C3%A7ar%20at%C3%A9,sabor%20marcante%20da%20sua%20polpa>. Acesso em 12 de Maio, 2021.
O Trabalho imaterial do estilista, a produção de moda e a produção de roupa. 31º. Encontro Anual da ANPOCS
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Design de Superfície: proposição de método de ensino a partir de valores culturais brasileiros
  • Sebastiana Luiza Lana
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A evolução da indumentária: subsídios para a criação de figurino. 3. reimpr. Rio de Janeiro: Senac Nacional
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Elementos de semiótica aplicados ao design, 2AB. São Paulo
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