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Resgatando a memória das publicações na BIBLOS - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação

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Abstract

A Biblos - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação é uma revista científica que publica resultados de estudos e pesquisas sobre as atividades da área de informação em ciência e tecnologia. O objetivo desta pesquisa foi resgatar a memória da Biblos, mostrando sua trajetória, de 1985 até 2020, por meio de uma análise das publicações da revista. Realizou-se a busca de artigos científicos que foram publicados na Biblos entre o período de 1985 até 2020. Após isso, empregou-se as duas leis da bibliometria, lei de Lotka e lei de Zipf, para a coleta e o tratamento dos dados oriundos dos artigos. Dentre os resultados, destaca-se que, desde o ano de 1985 até o ano de 2009, a Biblos publicou como revista das áreas da Biblioteconomia e da História, por isso palavras como Cidade do Rio Grande, História, Rio Grande, Rio Grande do Sul e Historiografia. Nos anos de 2010 até 2020, por sua vez, as palavras-chave dos artigos que mais se destacam são: Ciência da Informação, Biblioteconomia, Biblioteca, Arquivologia, Bibliometria, Comunicação Científica, Biblioteca Universitária e Produção Científica. Diante dos resultados expostos, percebe-se que as mudanças da revista em relação à nomenclatura e a divisão das áreas ocorreram de acordo com as demandas editoriais. Por isso, os termos relacionados à Ciência da Informação passam a predominar.
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v. 35, n. 02, p. 298-308, jul./dez. 2021. ISSN 2236-7594. DOI: https://doi.org/10.14295/biblos.v35i2.13307.
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
RESGATANDO A MEMÓRIA DA BIBLOS:
REVISTA DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E DA INFORMAÇÃO
Edna Karina da Silva Lira
Graduanda em Biblioteconomia.
Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande,
Rio Grande do Sul, Brasil.
liraa.karina@gmail.com
https://orcid.org/0000-0001-5543-3792
Gilmar Gomes de Barros
Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação
em Administração. Universidade Federal do Rio Grande,
Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
gilmargomesdebarros@gmail.com
https://orcid.org/0000-0001-9901-7491
Maison Roberto Mendonça Gonçalves
Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em
Administração. Universidade Federal do
Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
maison.roberto@gmail.com
https://orcid.org/0000-0003-4056-6917
Maria Helena Machado de Moraes
Doutora em Educação em Ciências.
Universidade Federal do Rio do Rio Grande FURG,
Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
hmachmor@gmail.com
https://orcid.org/0000-0002-8066-1591
RESUMO
A Biblos Revista do Instituto de Ciências Humanas publica resultados de estudos e pesquisas sobre
as atividades da área de informação em ciência e tecnologia. O objetivo desta pesquisa foi resgatar a
memória da Biblos, mostrando sua trajetória, de 1985 até 2020, por meio de uma análise das suas
publicações. Empregou-se as duas leis da bibliometria, lei de Lotka e lei de Zipf, para a coleta e o
tratamento dos dados. Em relação aos autores, verificou-se que os que mais publicaram na revista
contam com 48 autoria/coautoria da área da história e 5 autorias/coautorias da área da Biblioteconomia.
Destaca-se que do ano de 1985 até 2010, a revista publicou pesquisas das áreas da Biblioteconomia
e da História, por isso palavras como Cidade o Rio Grande, História, Rio Grande, Rio Grande do Sul e
Historiografia tiveram maior ocorrência. No segundo semestre de 2010 até 2020, por sua vez,
as palavras-chave que mais se evidenciaram foram: Ciência da Informação, Biblioteconomia,
Biblioteca, Arquivologia, Bibliometria, Comunicação Científica, Biblioteca Universitária e Produção
Científica. Diante dos resultados expostos, percebe-se que as mudanças da revista em relação à
nomenclatura e a divisão das áreas ocorreram de acordo com as demandas editoriais, por isso, os
termos relacionados à Ciência da Informação passam a predominar. Observa-se que a revista agregou
valor a comunicação científica na área da Ciência da Informação, disseminando pesquisas relevantes
para a sociedade.
Palavras-chave: Bibliometria. Comunicação Científica. Periódicos Científicos.
RECOVERING THE MEMORY OF PUBLICATIONS IN BIBLOS:
JOURNAL OF THE INSTITUTE OF HUMAN SCIENCES AND INFORMATION
ABSTRACT
Biblos Journal of the Institute of Human Sciences publishes results of studies and research on the
activities of the area of information in science and technology. The objective of this research was to
retrace Biblos’ memory, showing its trajectory, from 1985 to 2020, through an analysis of its publications.
The two laws of bibliometry, Lotka's law and Zipf's law, were used for data collection and processing.
In relation to the authors, it was found that those who published the most in the journal have
48 authorship/co-authorship of the area of history and 5 authorship/co-authorship of library science.
It is noteworthy that from 1985 to 2010, the journal published research in the areas of Library Science
and History, so words such as City of Rio Grande, History, Rio Grande, Rio Grande do Sul and
Historiography had a higher occurrence. In the second half of 2010 to 2020, sequentially, the most
evidencing keywords were: Information Science, Library science, Library, Archival science,
Bibliometrics, Scientific Communication, University Library and Scientific Production. In view of the
results presented, it is perceived that the changes of the journal in relation to the nomenclature and the
division of the areas occurred according to the editorial demands, therefore, the terms related to
Information Science begin to predominate. It is observed that the journal added value to scientific
communication in the area of Information Science, disseminating relevant research to society.
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Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Keywords: Bibliometry. Scientific Communication. Scientific Journals.
Recebido em: 14/07/2020
Aceito em: 31/10/2021
Publicado em: 11/04/2022
1 INTRODUÇÃO
Os periódicos científicos surgem como um meio formal de comunicação entre os cientistas.
Auler (2019) considera que, para um pesquisador realizar seu estudo, é necessário estar
integrado em pesquisas já realizadas e publicadas para fundamentar a investigação.
Assim como as revistas científicas necessitam acompanhar as mudanças institucionais,
tecnológicas ou sociais. Diante disso, para que as pesquisas sejam reconhecidas, o periódico
passa a investir na indexação em bases, diretórios ou repositórios nacionais e internacionais.
(RIOS; LUCAS, 2020), bem como nos critérios éticos de publicação discutidos no documento
denominado Guia de boas práticas para o fortalecimento da ética na publicação científica, que
menciona critérios para que a revista tenha um bom desenvolvimento. Dessa forma, evita as más
condutas na publicação científica como o mal uso das citações, a manipulação de dados entre
outros exemplos.
A comunicação científica passou por alterações e inseriu-se no meio digital. Isso fez com
que periódicos científicos adotassem o formato digital, além de ficar disponível para mais fácil
acesso. (SILVA; BARROS; BARREIRA, 2021).
Diante do exposto, apresenta-se a Biblos Revista do Instituto de Ciências Humanas e da
Informação, que é uma publicação científica, de periodicidade semestral, que publica desde o
segundo semestre de 2010, resultados de estudos e pesquisas sobre as atividades do setor de
informação em ciência e tecnologia. Do ano de 1985 ao primeiro semestre de 2010 suas publicações
relacionam-se com as áreas de Biblioteconomia e História. No Momento atual, pode-se acessar a
revista pelo Portal de Periódicos da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
O objetivo do presente estudo foi resgatar a memória da Biblos, mostrando sua trajetória,
de 1985 até 2020, por meio de uma análise dos seus artigos. Além de traçar seu histórico, essa
pesquisa justifica-se pelo fato de apresentar os autores que mais publicaram e os assuntos mais
explorados.
2 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS E ACESSO ABERTO
As tecnologias alteraram o movimento da comunicação científica nas últimas décadas,
os periódicos científicos romperam com modelos estabelecidos pela comunidade no passado.
A partir do advento tecnológico a editoração de revistas tornou-se um processo dinâmico
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e amplamente difundido nas instituições de ensino e pesquisa. Fato que fortalece a ciência, em que
a socialização do saber aponta rupturas temporais e geográficas.
Os periódicos científicos são os principais meios de intercomunicação da ciência. É através
deles que os programas de pós-graduação têm estimulado os pesquisadores e acadêmicos a
compartilharem suas investigações. (RIOS; LUCAS, 2020).
O reconhecimento dado aos periódicos científicos existe em virtude da utilização do método
científico e da avaliação prévia de especialistas da área. (AULER, 2019). Por isso, há incentivo
de que a ciência seja analisada e avaliada pelo que é publicado em periódico. (AULER, 2019).
Conforme o aumento das publicações científicas, as grandes editoras passaram a ter um
lucro excessivo em relação ao acesso e publicação das pesquisas. Insatisfeitos com isso,
os pesquisadores precisavam reassumir o controle do sistema de comunicação científica. Isto
porque com os altos custos as bibliotecas não conseguiam arcar com os valores, acarretando a
crise dos periódicos e fazendo com que fossem reduzidas suas assinaturas. (RODRIGUES, 2004).
As declarações em prol da Ciência Aberta movimentaram as práticas de pesquisadores e
acadêmicos. Sob esse contexto, surgiram as revistas em acesso aberto como uma opção em
relação aos periódicos tradicionais. (SILVA; BARROS; BARREIRA, 2021).
A Ciência Aberta promove o aumento do conhecimento público e, consequentemente,
amplia as taxas de retornos sociais dos investimentos em ciência e tecnologia, pois é no
compartilhamento da produção científica que melhor se desenvolve o conhecimento produzido.
(ALBAGLI, 2015). O movimento da Ciência Aberta trouxe possibilidades de transparência,
compartilhamento e reutilização, fazendo com que as investigações sejam mais profundas e
possam gerar novos conhecimentos fazendo com que tenha um desenvolvimento por gerações.
(PINHEIRO; CHALHUB, 2019).
Como consequência desse movimento, apresenta-se o incentivo ao uso do software Open
Journal Systems (OJS), um sistema que facilita aos pesquisadores, a equipe envolvida no fluxo
editorial e a comunidade acadêmica a acessar, compartilhar, publicar e avaliar a literatura científica,
viabilizando que o conteúdo científico seja consultado sem qualquer custo. (SANTOS, 2020).
O Brasil abriu as portas para o movimento no ano de 2009 por meio do Instituto Brasileiro
de Ciência e Tecnologia (IBICT), que publicou um manifesto que chamou atenção das
instituições de pesquisa, editoras comerciais e não comerciais. (COSTA; LEITE, 2016).
Conforme suas práticas editoriais, a Biblos segue os preceitos do acesso aberto,
preconizado no início do século 21 e após, por meio da Ciência Aberta, tais como as avaliações
por pares às cegas e a gratuidade do acesso de suas publicações.
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2.1 Trajetória da BIBLOS
Historicamente, a primeira publicação ocorreu com a denominação de Revista do
Departamento de Biblioteconomia e História, conforme pesquisa realizada no Catálogo Coletivo
Nacional de Publicações Seriadas (CCN)
1
, tendo publicado com essa denominação de 1978
até 1983.
A Figura 1 nomeada como Linha do tempo busca apresentar a história da Biblos no decorrer
dos anos.
Figura 1 Linha do tempo da Revista Biblos
Fonte: Elaborado pelos autores.
De 1985 até 2010, a revista passou a ser nominada como BIBLOS Revista do
Departamento de Biblioteconomia e História, publicando na área da História e da
Biblioteconomia. (NUNES, 1996).
O ano de 2004 foi um marco na trajetória da Biblos, pois a Universidade Federal do
Rio Grande FURG deu um passo além e começou a utilizar o OJS na época conhecido como
Sistema de Editoração de Revistas Eletrônicas SEER, e a Biblos foi o primeiro periódico a
utilizar o sistema Monousuário. (MIRANDA, 2021).
Visto o êxito na administração da Biblos no sistema citado, no ano de 2005, a revista passou
a ser testada na versão multiusuário. Vale lembrar que a partir disso a FURG passou a integrar o
cenário de instituições mundiais que aderiram às iniciativas de Acesso Aberto. (MIRANDA, 2021).
Miranda (2021), apontou que:
O projeto embrionário, no processo de editoração eletrônica, tornou-se
institucional no ano de 2006 e que a digitalização do periódico contou com a
participação de professores, bibliotecários e alunos do curso de biblioteconomia.
1
Disponível em: https://ccn.ibict.br/visualizar.jsf. Acesso em: 07 jul. 2021.
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A partir da apresentação do projeto para os demais editores, a adesão ao projeto
foi um processo gradual, culminando na construção do Portal de Periódicos
Científicos da instituição, que atualmente
2
abriga 18 revistas institucionais.
Corrobora-se que o citado projeto teve influência na modernização dos processos editoriais
institucionais e que até os dias atuais, a Biblos ainda é lembrada como a primeira revista a usar
as tecnologias de informação para divulgação científica. Nesse sentido, os escritos sobre o tema
mostram que a FURG passou de uma revista, para um número maior, chegando na atualidade
com 18 periódicos disponibilizados no portal.
A partir do segundo semestre do ano de 2010 a revista passa a publicar somente trabalhos
da área da Biblioteconomia, conforme Alves (2010) no editorial do vol. 24 n. 1 de 2010 “constitui
uma edição especial da Biblos, uma vez que, a partir do próximo número, ela será orientada
pela área das Ciências da Informação, com a formação de um novo Corpo Editorial”. Mudou
a nomenclatura para Biblos Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação.
Conforme destacado por Alves (2010), o periódico que ora publicava duas áreas distintas,
ao mudar, gerou 2 revistas. Assim, ainda no ano de 2010, a Biblos passou a ter publicações
somente no campo da Ciência da Informação e foi criada a Historiæ, que assumiu as publicações
tendo por área do conhecimento a História. (MIRANDA, 2021).
Consoante as novidades dentro da perspectiva da Ciência Aberta, a Biblos passou a ser
indexada em bases de dados, repositórios internacionais e diretórios, tais como o Diretory Open
Access Journal DOAJ, o Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal RCAAP,
o Portal de Periódicos da Capes, dentre outros. No ano de 2017 por decisão do Comitê Editorial,
passou-se a adotar o Digital object identifier padrão para identificação de documentos em redes
de computadores, como a Internet DOI. Tal iniciativa visou qualificar os processos editoriais,
a preservação digital bem como incentivar os demais periódicos institucionais.
3 ESTUDO BIBLIOMÉTRICO
Quanto aos procedimentos técnicos, este artigo utiliza a bibliometria “definida como o
estudo dos aspectos quantitativos da produção, da propagação e do aproveitamento da
informação publicada.” (SCHLINDWEIN; ECKERT; OLEA, 2019, p. 125). Usa-se o estudo
bibliométrico quando necessidade do estudo e da avaliação das atividades de produção e
comunicação científica. (ARAUJO, 2006).
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Pesquisa realizada em julho de 2021.
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Foram selecionadas duas leis da bibliometria para realizar a presente pesquisa:
a primeira, foi a Lei de Lotka (1926), segundo a qual um número limitado de autores se
destaca em determinado campo do conhecimento, no que concerne ao número de
produção de pesquisas.
a segunda, foi a Lei de Zipf (1949), que estuda a frequência como as palavras-chave são
utilizadas. (HID; NASCIMENTO; OLIVEIRA, 2012).
Para aplicar as leis da bibliometria, o nome de cada autor foi inserido e organizado em uma
planilha eletrônica. Em seguida, foi utilizado o programa on-line denominado Word Cloud para a
elaboração das nuvens de palavras.
Realizou-se a busca de artigos científicos que foram publicados na Biblos entre o período
de 1984 até 2020. Após isso, empregou-se as leis citadas para o tratamento dos dados.
A análise foi feita com as palavras-chave e os autores. Houve dois recortes temporais,
em virtude da mudança de foco e escopo da revista estudada, o primeiro foi feito de 1985 até o
volume 1 de 2010 e o segundo do volume 2 de 2010 até 2020. Os dados recolhidos foram
organizados e apresentados em forma de figura para melhor visualização.
4 PANORAMA DOS TRABALHOS PRODUZIDOS
Conforme os dados obtidos disponibilizados no site, no portal de periódicos institucionais,
a revista contribuiu para a comunicação dos cientistas por meio dos 558 artigos publicados ao
longo dos 46 fascículos, desde o ano de 1985 até o ano de 2020.
Dentre os artigos, destaca-se que em três edições da revista foram publicados anais
de eventos.
Em 1993, o volume 5 da revista publicou Anais do Seminário Internacional América
500 anos, uma história a contar.
Em 2009, o volume 23 e número 2 foi dedicado ao XI Encontro Regional de Estudantes
de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação EREBD-Sul.
Em 2014, o volume 28 e número 3 apresenta uma edição especial com os Anais do
2º Seminário de Ensino em Arquivologia do Rio Grande do Sul.
No decorrer do período exposto, o processo de publicação continuou em consonância com as
edições correntes e especiais, concomitantes ou não. Outro contexto analisado foram os descritores
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dos artigos publicados na Biblos, que a partir da organização dos dados e pelo estudo bibliométrico,
apresenta-se as palavras-chave que mais se destacaram na revista, conforme Figura 2.
Figura 2 Palavras-chave da revista de 1985 até primeiro semestre de 2010.
Fonte: Elaborado pelos autores
Observa-se que desde o ano de 1985 até o primeiro semestre do ano de 2010 a Biblos
publicou como revista das áreas da Biblioteconomia e da História, por isso palavras como Cidade
do Rio Grande, História, Rio Grande, Rio Grande do Sul e Historiografia destacam-se.
De acordo com o exposto na subseção trajetória da Biblos, a partir do segundo semestre
de 2010 as publicações são da Ciência da Informação. Nesse sentido a Figura 3 apresenta os
descritores que mais se destacam nessa área.
Figura 3 Palavras-chave da revista Biblos entre os anos 2010 até 2020
Fonte: Elaborado pelos autores
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Observa-se na Figura 3, as palavras-chave que mais se destacam são Ciência da
Informação, Biblioteconomia, Biblioteca, Arquivologia, Bibliometria, Comunicação Científica,
Biblioteca Universitária e Produção Científica. Observa-se que ao voltar seu escopo para a
publicização da área, a colaboração dos pesquisadores acontece em nível nacional. No decorrer
do período em que publicou nas duas áreas, Biblioteconomia e História, essa se sobressaia em
relação a submissões.
A Figura 4 apresenta os autores que mais produziram no período de 1985 ao primeiro
semestre de 2010, sendo o volume 1 do mesmo ano, a última publicação em conjunto das duas
áreas em conjunto.
Figura 4 Autores mais produtivos de 1985 ao primeiro semestre de 2010.
Fonte: Elaborado pelos autores
Os dados mostram que neste período os autores Francisco das Neves Alves, com
48 autoria/coautoria; Luiz Henrique Torres, 36 autoria/coautoria; Jussemar Weiss Gonçalves,
16 autoria/coautoria; Claudio Omar Iahnke Nunes, com 11 autoria/coautoria; e, Vera Isabel
Caberlon, 8 autoria/coautoria. Reafirma que enquanto as publicações abrangiam duas áreas
distintas, seno que a área de História se destaca com maior número de trabalhos.
Já a Figura 5 apresenta ilustra os autores mais produtivos a partir da etapa em que a revista
publicou somente pesquisas da área da Ciência da Informação.
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Figura 5 Autores mais produtivos da Biblos do segundo semestre de 2010 a 2020.
Fonte: Elaborado pelos autores
Na Figura 5 aponta que os autores Ursula Blattmann, Milton Shintaku e Jorge Santanna,
cada um, publicaram 5 artigos como autor/coautor. os autores Dalgiza Andrade Oliveira,
Eliana Maria dos Santos Bahia, Fernanda Kieling Pedrazzi, Marcia Carvalho Rodrigues e Sônia
Elisabete Constante tiveram 4 publicações científicas como autora/coautora.
Neste contexto, observa-se que a revista se tornou um canal importante para a divulgação
de pesquisas realizadas por profissionais reconhecidos pela comunidade científica,
demonstrando sua relevância para a ciência.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme o objetivo, que foi resgatar a trajetória do periódico Biblos, os resultados
respondem por completo o que foi proposto. Foi apresentada a linha do tempo com a trajetória
da revista. Depois, exibiu-se os temas mais abordados e, por fim, os autores mais produtivos.
A revista surgiu como um meio de comunicação entre os pesquisadores e, dessa forma,
contribui para o desenvolvimento científico da universidade e da sociedade. Vale destacar que,
no ano de 2020, a Biblos passou a adotar um novo layout e um novo template, para facilitar a
padronização dos artigos.
A partir da migração do periódico, do formato impresso para o digital, a Biblos foi a primeira
revista da FURG a utilizar o OJS, no Portal de Periódicos Científicos, sendo o modelo para as demais
revistas da instituição. Que aderiram a proposta e alteraram seus suportes e adotando o eletrônico.
Com isso possibilitou maior visibilidade das pesquisas colaborando para a divulgação científica.
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Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Diante dos resultados expostos, percebe-se que as mudanças da revista em relação à
nomenclatura e a divisão das áreas ocorreram de acordo com as demandas editoriais, bem como
a inovação nos processos editoriais. Possibilitando à FURG novos rumos nesse sentido. Por fim,
a partir de sua ruptura, a Biblos passou a se especializar na Ciência da Informação, agregando
valor a comunicação científica especializada, disseminando pesquisas e contribuindo com a
socialização de conhecimentos da área a nível mundial.
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