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Design Thinking para a Inovação Social, Desenvolvimento do modelo Social Evolution 6

Authors:

Abstract and Figures

Under the Portugal Social Innovation programme, investment in social innovation projects increased significantly in the country. This article focuses on the development of a systematic method for social innovation that helps to develop original and people-centred results. The study presented here demonstrates the relationship between Design Thinking and Social Innovation, exploring the concept and descri- bing the development of a new model for this context. It is argued that Design Thinking as a method for innovation, centred on human needs, can make a significant contribution to social change. Since this study is part of the work context of a Portuguese consultancy, the method applied is interpretive and inductive action research. The result is a proposal for a specific Design Thinking model for Social Innovation, entitled Social Evolution 6, a merger of Mindshake's Evolution 6 model (2017) with NESTA's Social Innovation Spiral (Murray et al., 2010).
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INVESTIGAÇÃO E ENSINO
EM DESIGN E MÚSICA
RESEARCH AND THE TEACHING
IN DESIGN AND MUSIC
INVESTIGACIÓN Y ENSEÑANZA
EN DISEÑO Y MÚSICA
VOLUME II
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INVESTIGAÇÃO E ENSINO EM DESIGN E MÚSICA
RESEARCH AND THE TEACHING IN DESIGN AND MUSIC
INVESTIGACIÓN Y ENSEÑANZA EN DISEÑO Y MÚSICA
VOLUME II
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978-989-54814-3-9 . 2020
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ÍNDICE
SECÇÃO/SECTION I : DESIGN E ENSINO DO DESIGN/DESIGN AND DESIGN
TEACHING/DISEÑO Y EDUCACIÓN EN DISEÑO
CAPÍTULO/CHAPTER 1
Um olhar sobre o design editorial na imprensa do século XIX à contemporaneidade.....11-19
Sónia Rafael & Victor M. Almeida
CAPÍTULO/CHAPTER 2
A mudança de paradigma na produção gráfica da imprensa nacional nas últimas
décadas do século XX.............................................................................................21-27
Rui Medronho, Gabriel Godoi & João Brandão
CAPÍTULO/CHAPTER 3
O Design Evolutivo de Jasper Morrison e o Funcionalismo de Dieter Rams: semelhanças
e diferenças...........................................................................................................29-34
Sara Cunha, Rui Mendonça & Afonso Borges
CAPÍTULO/CHAPTER 4
Eco-cimento, novas possibilidades em design de produto..................................................35-41
Adriano Pinho, Susana Barreto & Rui Novais
CAPÍTULO/CHAPTER 5
O automóvel como ícone: fatores psicossociais indutores.................................................43-52
Susana C. F. Fernandes
CAPÍTULO/CHAPTER 6
Indústria da Iluminação: O Impacto da Evolução Tecnológica.............................................53-60
Inês Silva & Rui Mendonça
CAPÍTULO/CHAPTER 7
Projeto Veraneio.....................................................................................................61-69
Rebecca Nates Silva, Rafaela Norogrando & Alexsander J. Duarte
CAPÍTULO/CHAPTER 8
A Universidade dos Mares..........................................................................................71-79
Rebecca Nates Silva, Rafaela Norogrando & Alexsander J. Duarte
CAPÍTULO/CHAPTER 9
Cruzando disciplinas: Elementos pedagógicos de design aplicados no ensino da
psicologia positiva..................................................................................................81-88
Mafalda Casais
CAPÍTULO/CHAPTER 10
Sorrisos Forçados - A humanização no Ensino das Artes e do Design..................89-95
Ana Gaspar
CAPÍTULO/CHAPTER 11
Los guiones gráficos como herramienta educativa en proyectos audiovisuales..............97-104
Pablo Coca Jiménez
CAPÍTULO/CHAPTER 12
El aprendizaje en niños en contextos de dificultad económica familiar. Solución objetual
desde el aprendizaje lógico matemático y la memoria de trabajo...............................105-111
Carlos M. M. Sánchez, Jorge I. C. Zamora & Maria Isabel G. Vásquez
SECÇÃO/SECTION II : MÚSICA, MUSICOLOGIA E ENSINO DE MÚSICA/MUSIC,
MUSICOLOGY AND MUSIC TEACHING/MÚSICA, MUSICOLOGÍA Y ENSEÑANZA
DE LA MÚSICA
CAPÍTULO/CHAPTER 13
Son, poesía e identidad: canciones de Hilario González.....................................................113-119
Yurima Blanco García
CAPÍTULO/CHAPTER 14
Iconografia musical na Guarda: o caso de um raríssimo tangedor de baixão numa pintura
setecentista da Igreja do Divino Salvador de Aldeia do Bispo.............................121-129
Sónia Duarte
CAPÍTULO/CHAPTER 15
Tecendo sica: “A Bela Aurora” de lio Pomar...............................................131-136
Cláudia Sousa
CAPÍTULO/CHAPTER 16
Sobre a música eletrônica de pista: a dança como uma inscrição do dispositivo
tecnológico.........................................................................................................137-140
Thainá Maria Silva Carvalho
CAPÍTULO/CHAPTER 17
Ensino da Formação Musical no 1.º Ciclo do Ensino Básico: uma implementação
holística e multidisciplinar...................................................................................141-149
António João César & Luísa Correia Castilho
CAPÍTULO/CHAPTER 18
Iniciação ao Trombone Alto.................................................................................151-158
Renato Serra & Luísa Correia Castilho
CAPÍTULO/CHAPTER 19
O Papel da Técnica Vocal na Prática Coral..........................................................159-164
Ana Catarina Costa, Luísa Correia Castilho & José Carlos Oliveira
CAPÍTULO/CHAPTER 20
Yliathim.................................................................................................................165-167
Marta Domingues & José António Domingues
SECÇÃO/SECTION III : ÁREAS DE INTERSECÇÃO/AREAS OF INTERSECTION/
ÁREAS SUPERPUESTAS
CAPÍTULO/CHAPTER 21
Design Thinking para a Inovação Social - Desenvolvimento do modelo Social
Evolution 6.......................................................................................................169-176
Joana Moreira, Joana Alves dos Santos, Gabriel Trindente Palma & Katja Tschimmel
CAPÍTULO/CHAPTER 22
O Campo Projetual sob o Prisma do Pensamento Sistêmico e da Complexidade..177-183
Sandra Regina Rech & Giovanni Maria Conti
CAPÍTULO/CHAPTER 23
O Futuro do Trabalho: tendências e discursos contemporâneos nas transformações da
Economia Criativa......................................................................................................185-191
Ive C. G. Pacheco, Clarissa M. A. Lopes & Gilberto S. Prado
CAPÍTULO/CHAPTER 24
O design como agente social de mudança............................................................193-199
Carla Cadete
CAPÍTULO/CHAPTER 25
Design e o Caráter Temporário: um Método Conveniente para uma Circunstância
Excepcional............................................................................................................201-207
Lara Leite Barbosa
CAPÍTULO/CHAPTER 26
Tecnologias Assistivas imprimíveis em repositórios online: aspectos a respeito de
projetos baseados na impressão tridimensional neste âmbito.........................209-217
Juliana M. M. Soares & Paulo E. F. de Campos
CAPÍTULO/CHAPTER 27
Possibilidades metodológicas para o artesanato feito com a tecnologia computacional
e digital...............................................................................................................219-225
André Luiz Silva & Marília Lyra Bergamo
CAPÍTULO/CHAPTER 28
A cultura da talha no design de um sistema de jóia.............................................227-236
Anaïs Rolo, Liliana Soares & Ermanno Aparo
CAPÍTULO/CHAPTER 29
Impacto das Progressive Web Apps na Criação da Mobile Média-Arte...............237-243
João Antunes
CAPÍTULO/CHAPTER 30
Três arquétipos da notação musical enquanto génese do conceito de escrita gráfica
para a vocalização performativa observados no contexto analítico e instrumental
das artes visuais.................................................................................................245-252
Jorge dos Reis
CAPÍTULO/CHAPTER 31
O design do produto como metodologia criativa no desenvolvimento de elementos
cénicos para Teatro............................................................................................253-260
Vanessa Lima, Liliana Soares & Ermanno Aparo
CAPÍTULO/CHAPTER 32
Potencialidades do uso de fotografias na recolha de dados em investigação qualitativa
na área da Psicologia...............................................................................................261-265
Raquel A. Correia & Maria J. Santos
CAPÍTULO/CHAPTER 33
O Potencial do Design na Musicoterapia............................................................267-272
Beatriz Nunes, Rui Mendonça, Teresa Sarmento & Lígia Lopes
Áreas de Intersecção Capítulo/Chapter 21 | 169
DESIGN THINKING PARA A INOVAÇÃO SOCIAL
DESENVOLVIMENTO DO MODELO SOCIAL EVOLUTION 6
CAPÍTULO/CHAPTER 21
Joana Moreira 1
jm@mindshake.pt
Joana Alves dos Santos 1
Gabriel Trindente Palma 2
Katja Tschimmel 1/2
Resumo: No âmbito do programa Portugal
Inovação Social, o investimento em proje-
tos de inovação social aumentou significa-
tivamente no país. Este artigo dedica-se ao
desenvolvimento de um método sistemáti-
co para a inovação social que ajuda a desen-
volver resultados originais, centrados nas
pessoas. Desta forma, o estudo aqui apre-
sentado demonstra a relação entre o Design
Thinking e a Inovação Social, explorando o
conceito e descrevendo o desenvolvimen-
to de um modelo novo para este contexto.
Defende-se que o Design Thinking como
método para a inovação, centrado em neces-
sidades humanas, pode dar um contributo
significativo no âmbito de mudanças sociais.
Visto que este estudo se insere na realida-
de de uma consultora portuguesa, o méto-
do aplicado é a pesquisa-ação interpretativa
e indutiva. O resultado é uma proposta para
um modelo específico de Design Thinking
para a Inovação Social, intitulado Social
Evolution 6, uma fusão do modelo Evolution 6
da Mindshake (2017) com a Espiral da Inova-
ção Social da NESTA (Murray et al., 2010).
Palavras-chave: Design Thinking,
Inovação Social, Modelos de
Processo, Social Evolution 6.
Abstract: Under the Portugal Social Innova-
tion programme, investment in social inno-
vation projects increased significantly in the
country. This article focuses on the deve-
lopment of a systematic method for social
innovation that helps to develop original and
people-centred results. The study presen-
ted here demonstrates the relationship
between Design Thinking and Social Inno-
vation, exploring the concept and descri-
bing the development of a new model for this
context. It is argued that Design Thinking as
a method for innovation, centred on human
needs, can make a significant contribution
to social change. Since this study is part of
the work context of a Portuguese consul-
tancy, the method applied is interpreti-
ve and inductive action research. The result
is a proposal for a specific Design Thinking
model for Social Innovation, entitled Social
Evolution 6, a merger of Mindshake's Evolu-
tion 6 model (2017) with NESTA's Social
Innovation Spiral (Murray et al., 2010).
Keywords: Design Thinking, Social Innova-
tion, Process Models, Social Evolution 6.
1 Mindshake, Rua das
Motas 102, 4150-520
Porto, Portugal
2 FEP - Universida-
de do Porto, Rua Dr.
Roberto Frias, 4200-
464 Porto, Portugal
1. INTRODUÇÃO
O Design foi, desde sempre, motor para a
inovação de produtos e serviços, na indús-
tria, nos negócios, nas cidades, e também
no domínio social. Desde há uma década, a
metodologia do Design libertou-se da disci-
plina e conquistou o universo das organi-
zações sob o nome Design Thinking (DT),
entendido hoje como um método para a
inovação. Contudo, os métodos da inova-
ção também precisam de evoluir. É assim
que se explica a emergência de numero-
sos novos modelos de DT. Alguns destes
modelos são aplicáveis em qualquer proje-
to de inovação, outros especializaram-se
na área dos serviços, modelos de negó-
cio, educação e no domínio social.
O ponto de partida deste estudo assenta
na hipótese de que o Design Thinking como
método para a inovação pode dar um contri-
buto significativo em projetos de inova-
ção social, beneficiando de um conjunto de
ferramentas que a metodologia do design
oferece. Assim, o objetivo deste artigo é
demonstrar a relação entre o DT e a Inovação
Social, bem como a descrição do desenvolvi-
mento de um modelo para este contexto, já
que em Portugal ainda não existe um modelo
de DT com especial foco na mudança social.
Metodologicamente trata-se de um Inter-
pretative Action Research visto que assen-
ta numa pesquisa-ação e coloca o foco do
| Capítulo/Chapter 21 Áreas de Intersecção170
2.1. DESIGN THINKING
2.2. INOVAÇÃO SOCIAL
estudo na especificidade do processo da
inovação social. Envolvendo a procura de
padrões (modelos DT) a partir da observação,
interpretação e reflexão teórica, a aborda-
gem metodológica do trabalho é qualita-
tiva e indutiva. O resultado deste estudo é
uma proposta para um modelo específico
de Design Thinking para a Inovação Social,
desenhado para ser aplicado em processos
realizados por instituições não governamen-
tais, por entidades públicas ou por empre-
sas no âmbito da sua responsabilidade social.
No segundo capítulo deste artigo serão
contextualizados os temas Design Thinking e
Inovação Social e na terceira parte explica-
-se em detalhe o desenvolvimento do modelo
Social Evolution 6 e as suas possíveis aplica-
ções. Na última parte deste paper serão iden-
tificados futuros trabalhos de investigação.
2. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA
O Design e sua metodologia sempre foram
um catalisador para a inovação de produ-
tos e serviços. Antes de se tornar um concei-
to popular de inovação, o “design thinking”
(na época, escrito em letras minúsculas),
era estudado, desde os anos 90, por
um grupo internacional de investigado-
res, como o processo cognitivo dos desig-
ners. A finalidade principal desses estudos
era obter mais insights sobre as habilida-
des de pensamento dos designers com o
objetivo de melhorar o ensino e a práti-
ca da disciplina (Tschimmel, 2012).
Desde o início do século XXI, o conceito de
Design Thinking (DT) foi ampliado e liber-
tou-se dos limites do domínio disciplinar.
Hoje, “Design Thinking” (agora escrito em
maiúsculas) é geralmente entendido como
um processo interdisciplinar para conce-
ber novas realidades, introduzindo a cultu-
ra, a mentalidade e os métodos dos designers
em campos como a inovação de servi-
ços, negócios, educação e na área social.
Como já aconteceu na metodologia clássi-
ca do Design, o processo de DT é dividido
em várias fases, mas em vez de represen-
tar processos lineares, a maioria dos mode-
los de Design Thinking descrevem o processo
como um “system of overlapping spaces”
(Brown & Wyatt, 2010) e um proces-
so iterativo (Stickdorn & Schneider, 2010).
Os modelos DT mais conhecidos são o 3I
da IDEO (Brown & Wyatt, 2010), o Double
Diamond/4D do British Design Council
(2020), o modelo do Hasso-Plattner-Insti-
tute (Lindern et al., 2010), e, em Portu-
gal, o Evolution 62 da Mindshake (2017).
Alguns modelos foram desenvolvidos para
especificar o processo e as técnicas asso-
ciadas a uma determinada área, como
por exemplo o modelo de Service Design
Thinking para a área da Inovação de Servi-
ços (Stickdorn & Schneider, 2010), o anti-
go modelo HCD da IDEO e Bill & Melinda
Gates Foundation para a área da Inovação
Social (Brown & Wyatt, 2010) ou o D-Think
na área do Ensino Superior (Tschimmel et
al., 2017). Todos estes modelos têm em
comum os princípios orientadores de um
processo de Design Thinking, sendo eles
(Tschimmel, 2012 e 2018): 1. a abordagem
human-centred (as necessidades reais das
pessoas estão no centro), 2. a colaboração
multidisciplinar (para garantir variedade de
perspetivas), 3. a experimentação (em que
o erro é um elemento natural), 4. a visua-
lização e prototipagem rápida (a materia-
lização tem o poder de esclarecer ideias),
e 5. a perspetiva holística (todo produto
ou serviço pertence a um sistema de inte-
rações e entidades interdependentes).
Existem inúmeras perspetivas e defini-
ções do que é a Inovação Social (IS). Com
base na análise comparativa de Martins
(2019), e como síntese da nossa pesqui-
sa bibliográfica, vemos a Inovação Social
como um processo que leva a novas reali-
dades (produtos, serviços, processos,
espaços, modelos, ...) que respondem de
uma forma coletiva e inovadora a neces-
sidades sociais insatisfeitas, permitin-
Áreas de Intersecção Capítulo/Chapter 21 | 171
2.3. A RELAÇÃO ENTRE DESIGN THINKING E INOVAÇÃO SOCIAL
No seu livro Design, When Everybody Designs,
Manzini (2015) defende que a IS estimulará a
disciplina do Design tanto quanto a inovação
técnica o fez no século XX. Ao mesmo tempo,
vários indivíduos e coletivos desenvolvem
novas habilidades relacionadas com o Design,
e isso reflete-se no número de não designers
que adquirem competências e experiência
nesta mesma área. O design para a IS pode
ser descrito como um processo altamen-
te dinâmico, que inclui atividades criativas
e proativas, fazendo com que os designers
representem uma maior diversidade de
papéis: como mediadores (entre interesses
diferentes) e facilitadores (das ideias e inicia-
tivas de outros participantes) (Manzini, 2014).
Assim, entende-se que o Design tem todas
as capacidades para desempenhar um papel
importante no desencadeamento e no apoio
à mudança social. Percebe-se que o Design
teve e tem um papel na IS, muito antes do
DT, mas ao mesmo tempo entende-se que a
IS tem as portas abertas para novas metodo-
logias que apoiam a resolução dos proble-
mas complexos que se propõem resolver.
O Design Thinking emerge como um méto-
do capaz de responder a este desafio da
IS, tanto que, em resposta a um pedido da
Fundação Bill & Melinda Gates, a IDEO desen-
volveu em 2009 o modelo Human Centred
Design e o respetivo toolkit HCD. Este toolkit
foi baseado em três áreas que os designers
da IDEO consideraram essenciais - Hearing,
Creating and Delivering - para ONGs e
empresas sociais que trabalham com comu-
nidades desfavorecidas (Brown & Wyatt,
2010). Em 2015, a IDEO atualizou este conjun-
to de técnicas sob o nome The Field Guide
to Human Centred Design (https://www.
designkit.org). No contexto do toolkit HCD,
não só foram abordados os aspetos técni-
cos, como também, os recursos sociais
que permitiram que toda a indústria olhas-
se de uma forma diferente para os métodos
de resolução criativa de problemas. Ambas
as versões do toolkit demonstraram a capa-
cidade de uma empresa como a IDEO em
reconhecer a necessidade de desenhar e de
projetar produtos para melhorar a experiên-
cia das populações (Brown & Wyatt, 2010).
Como profissionais, reconhecemos que o
DT não é uma panaceia para todos desafios
sociais ou económicos. No entanto, o recur-
so ao DT agrega valor à criação de conheci-
mento dentro do processo de inovação por 1)
ser inclusivo, 2) permitir que o trabalho cola-
borativo flua, 3) ser motivador e empodera-
dor e, 4) através uma aprendizagem prática,
ter o potencial de ser incorporado pelos
participantes. Implementado adequadamen-
te, o DT pode ser um facilitador no processo
de inovação, fornecendo um espaço ‘seguro’
para que diversas perspetivas sejam compar-
tilhadas abertamente, para que surjam novos
insights, para criar novo conhecimento e para
capacitar os participantes na co-criação
de visões partilhadas (Docherty, 2017).
do alcançar objetivos e mudanças sociais,
novas relações e colaborações (compa-
re Mulgan et al., 2007; Murray et al., 2010;
Manzini, 2015; Moulaert et al., 2017).
Podemos perguntar-nos aqui o que dife-
rencia a inovação social da inovação em
geral? A definição acima enfatiza que a IS
é distinta tanto nos seus resultados como
nos seus relacionamentos, nas novas formas
de cooperação e na colaboração partici-
pativa. Assim, a IS é explicitamente para o
bem social e público. Segundo a NESTA, é
uma inovação inspirada no desejo de aten-
der às necessidades sociais que podem
ser negligenciadas pelas formas tradi-
cionais de provisão do mercado priva-
do e que muitas vezes são mal atendidas
ou não resolvidas pelos serviços organiza-
dos pelo estado (in Murray et al., 2010).
Segundo Manzini (2013) há duas boas razões
para apostar mais na inovação social:
- como resposta aos múltiplos e crescentes
desafios da crise económica, e da tão neces-
sária transição em direção à sustentabilidade;
- como resposta às contínuas mudanças
naturais das sociedades contemporâneas.
A procura por soluções diferentes tem leva-
do a Inovação Social a estar no centro das
atenções, já que esta não possui limites
fixos e pode ocorrer em todos os setores
(público, sem fins lucrativos e privado).
| Capítulo/Chapter 21 Áreas de Intersecção172
3. O MODELO SOCIAL EVOLUTION 6
O modelo que agora se propõe, denominado
Social Evolution 6 (SE6), surge como uma evolu-
ção natural do modelo português Evolução 62
combinado com a Espiral da Inovação Social.
A vantagem de ter um modelo de DT para IS é
tornar o processo de inovação social mais aces-
sível, explícito e aplicável em projetos multidisci-
plinares em que participam vários stakeholders.
3.1. OS ANTECEDENTES
O modelo Evolução 62 ou Evolution 62 foi
desenvolvido em 2012 e atualizado várias vezes
até a versão de 2017 (Figura 1). Desde 2015 está
licenciado em Creative Commons, perten-
cendo à marca Mindshake. O segundo mode-
lo (Figura 2) que adoptamos para a síntese que
agora se propõe, resulta da colaboração da
NESTA (National Endowment for Science Tech-
nology and the Arts) e da Young Fo undation,
sendo pioneiro na criação de uma framework
para a Inovação Social (Murray et al., 2010).
O modelo Evolution 62 já foi aplicado em
vários contextos: no desenvolvimento
de produtos (Moreira, 2017), serviços,
sessões de coaching, cursos de forma-
ção em empresas, no ensino de Design
Thinking em Pós-Graduações, e em
vários projetos de investigação científi-
ca (por exemplo Tschimmel et al. 2017).
O modelo tem a denominação Evolu-
tion 62, pelas seguintes razões:
A palavra EVOLUÇÃO surge porque o
processo criativo é também um proces-
so evolutivo em que interagem um
grande número de indivíduos e situa-
ções. A solução gráfica indica que
cada E-fase do modelo está ligada às
outras fases em loops iterativos.
O número 6 refere-se, tanto em portu-
guês como em inglês, às seis fases do
processo que começam com esta letra:
- Emergência (Emergence),
identificação de uma oportunidade;
- Empatia (Empathy), conhecer
melhor o contexto;
FIGUR A 1
Modelo Evolution 62
na sua versão atual
(Mindshake, 2017).
Áreas de Intersecção Capítulo/Chapter 21 | 173
- Experimentação (Experimentation),
gerar e selecionar ideias;
- Elaboração (Elaboration), trabalhar
em soluções semânticas e materiais;
- Exposição (Exposition), comunicar
novos conceitos e soluções;
- Extensão (Extension), implementar,
observar, melhorar e crescer.
Uma vez que existem momentos de Explora-
ção (divergência) e Escolha (convergência) em
todas as fases, este modelo termina com a
expressão simbólica “ao quadrado”, adotan-
do a configuração E.62 (Mindshake, 2017).
A Espiral da Inovação Social é a primeira
expressão de um modelo de IS que permi-
te a todos aqueles que estão interessa-
dos em enfrentar desafios sociais a fazê-lo
de uma forma inovadora. O modelo possui
também seis fases que, embora tenham uma
sequência lógica, permite iterações entre
as fases, resultantes da dinâmica social em
que o projeto se desenvolve (Murray et al.,
2010). A Espiral da IS já sofreu evoluções e
foi, subsequentemente, alvo de elabora-
ção por diversas entidades, tais como The
Rockefeller Foundation e a Comissão Euro-
peia, etc., que em colaboração ou isola-
damente foram também apresentando
ferramentas com base neste modelo.
A Espiral original é composta por
seis fases, que vão desde a conce-
ção ao impacto, sendo elas:
1. Oportunidades e Desafios: diagnosti-
car o problema e formular a questão;
2. Propostas: produzir ideias;
3. Protótipos: testar as ideias e
soluções de forma tangível;
4. Sustentar: tornar a solução final
uma prática do dia-a-dia;
5. Escalar: aumentar e disseminar a inovação;
6. Mudança Sistémica: atingir uma mudan-
ça sistémica, que geralmente envolve
novas estruturas, mudanças nos sistemas
públicos e/ou privados, entre outros.
FIGUR A 2
Espiral da Inova-
ção Social (NESTA in
Murray et al., 2010).
3.2. AS FASES E AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO SOCIAL EVOLUTION 6
Tendo em conta os dois modelos que o Social
Evolution 6 tem por base, optou-se por
manter a divisão em 6 fases, já que o E.62 e
a espiral da Inovação Social tem ambas esse
racional. O Social Evolution 6 mantém o racio-
nal da letra ‘E’, quer para o português, quer
para o inglês, e também a lógica da espi-
ral. Pois, desta forma, facilita-se a relação
visual e lógica com os modelos anteriores.
O novo modelo é composto
pelas seguinte 6 fases:
- Empatia (Empathy) - Desafios emer-
gentes e necessidade sociais;
- Exploração (Exploration)
- Geração de ideias;
| Capítulo/Chapter 21 Áreas de Intersecção174
- Elaboração (Elaboration) - Prototi-
pagem, testes e desenvolvimento;
- Exposição (Exhibition) -
Apresentação do projeto;
- Execução (Execution) - Implemen-
tação e avaliação do impacto;
- Expansão (Expansion) - Mudança sistémica.
Visualmente, a espiral tem a sua base no
retângulo de Fibonacci, remetendo para um
processo evolutivo, e confere uma estética
harmoniosa e icónica ao modelo. O final da
espiral desmaterializa-se, indicando que as
mudanças sistémicas, não só estão para além
do processo de Design Thinking para a Inova-
ção Social, como implicam o envolvimento
de muito mais que uma organização ou setor.
A fase final, a Expansão - Mudança Sistémi-
ca requer uma complexa interação de cultu-
ra, comportamento do consumidor, práticas
empresariais, legislação e política pública.
Em comparação com o modelo E.62, as
duas primeiras fases são condensadas
no Social Evolution 6 na 1º fase. Entende-
-se que a identificação de oportunida-
des que no E.62 emerge particularmente
da análise de tendências e investigação, no
âmbito da inovação social, tem de emer-
gir necessariamente das pessoas e das suas
circunstâncias. Assim, no Social Evolution
6 a 1ª fase denomina-se Empatia e explo-
ra desafios emergentes e necessidades
sociais. Relaciona-se assim com a Espiral
da Inovação Social, que nesta fase procu-
ra diagnosticar o problema a resolver.
Assim, e logo à partida, os dois modelos
dedicados à inovação social vão para a 2ª
fase preparados para a geração de ideias.
Na Espiral da IS esta fase é denominada
Gerar Ideias (Proposals) e no SE6, Explora-
ção (Exploration). Passando à 3ª fase, tanto
a Espiral da Inovação Social como o Social
Evolution 6 consideram que esta concerne
à elaboração de protótipos, denominan-
do-as de Protótipos” e Exploração”.
Assim, a 4ª fase do modelo original de Design
Thinking (E.62) está dedicada à Elaboração
que tem como objetivo trabalhar em soluções
semânticas - protótipos e testes - mas nos
outros modelos tem já outros objetivos. A
Espiral da IS dedica este momento a tornar a
ideia uma prática do dia-a-dia, principalmente
através do desenvolvimento de um modelo
económico que assegure o futuro financeiro
do empreendimento (The Young Foundation,
2012); já o modelo que agora se apresenta,
FIGUR A 3
Modelo Social Evolutio n
6, Mindshake 2020
(Design gráfico de
Mariana Mattos).
Áreas de Intersecção Capítulo/Chapter 21 | 175
3.3. POSSÍVEIS APLICAÇÕES
O objetivo do modelo SE6 é a sua aplicação em
contexto organizacional, particularmente nas
empresas portuguesas. Tendo em conta que
os autores deste estudo trabalham principal-
mente no meio corporativo, entendem que o
modelo orientará as empresas no desenvolvi-
mento de projetos no âmbito da sua responsa-
bilidade social. O processo do Design Thinking
aplicado à inovação social dentro das empre-
sas, ajuda a criar um impacto positivo nas
comunidades em que estas estão inseridas.
Complementarmente, o modelo será
usado em instituições de caráter social.
Neste momento, está a ser implementado
um programa de ideação e aceleração
para empreendimentos de IS com base no
modelo Social Evolution 6. Esta iniciati-
va é dirigida a técnicos na área da infân-
cia e juventude, integrados em diversas
entidades de caráter público e privado.
O programa iniciou-se nos de Março
de 2020 na região (NUT II) do Norte, e
no Centro e no Alentejo no decorrer
do ano 2020. O promotor desta inicia-
tiva é a Comissão Nacional de Promo-
ção de Direitos e Proteção de Crianças
e Jovens no âmbito de um projeto dedi-
cado à Parentalidade Positiva.
4. CONCLUSÕES E FUTURA INVESTIGAÇÃO
Através da análise dos diferentes tópicos
abordados neste artigo verificamos que exis-
te uma relação próxima entre o DT e IS. Os
princípios do DT complementam as caracte-
rísticas da Inovação Social, retirando comple-
xidade e sistematizando as várias fases da IS,
tornando todo o processo mais operativo.
Efetivamente, o DT pode trazer a cultura do
design, o pensamento criativo e a co-criação
para a IS, já que este é um processo cola-
borativo e transdisciplinar. O potencial do
modelo Social Evolution 6 é demonstrado
pelo facto de já ter sido solicitado por duas
organizações, uma privada e outra pública.
Dando continuidade à investigação, e para
um melhor entendimento da relação entre o
DT e IS, está a ser desenvolvida uma Matriz,
onde se analisam os toolkits de IS e DT,
para avaliar que técnicas são comuns, dife-
rem ou se sobrepõem. Desta forma torna-
-se possível sistematizar diferentes toolkits,
técnicas e templates que facilitam o proces-
so de inovação na área social. Os toolkits em
análise provêm de diversas fontes, nomea-
damente: IDEO, NESTA, UE, Social Innova-
tion Community (SIC), etc. Em pesquisas
futuras, ainda temos que examinar a usabi-
lidade do modelo Social Evolution 6 para
os agentes de inovação social. Outro passo
imprescindível no desenvolvimento do
modelo é a seleção e criação de técnicas
e o design final dos respetivos templates.
denomina esta fase Exposição e inclui a noção
de que é necessária a devida apresentação
da ideia para angariar o suporte de que esta
depende para o seu bom desenvolvimento.
Esta apresentação é ao nível do conteúdo e
da forma, isto é, não só são desenvolvidas
as ferramentas necessárias para que a ideia
tenha sustentação económica - por exemplo,
o Social Business Model Canvas - como a
narrativa que suporta a ideia através de técni-
cas como o Storytelling, Storyboard ou outros
suportes de apresentação. A 5ª fase difere
nos 3 modelos: no E.62 esta fase diz respeito
à comunicação do projeto desenvolvido e
relaciona-se com as fases 4 dos outros dois
modelos referentes à Inovação Social. Na Espi-
ral da Inovação Social, esta 5ª fase menciona
as estratégias de scaling de uma inovação, já
no Social Evolution 6 esta fase está associada à
implementação (fase 6 do E.62) e avaliação de
impacto, um conjunto de teorias e ferramen-
tas que emergem exclusivamente do contex-
to social e que não estão compreendidas no
modelo da Espiral da Inovação Social. Como
mencionamos acima, a propósito da materiali-
zação (ou desmaterialização) da espiral quan-
do chega ao fim, a 6ª fase corresponde, nos
modelos específicos da IS, ao impacto último
desejável que é a Mudança Sistémica. Já no
modelo E.62 está limitado àquilo que poderia
ser designado como implementação e melho-
ria de um dado projeto após a sua aceitação.
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Book
Full-text available
The E.6 2 model and this toolkit was developed in an organisational context (www.mindshake.pt) to promote Design Thinking and to show how to apply the DT tools in practice. We elaborated the toolkit for our clients in Portugal and abroad, but also for everybody interested in experimenting the DT approach in innovation projects. Feel invited to try it out and to share your results with us!
Conference Paper
Full-text available
The research in this paper is based on a theoretical and practical approach to the concept of Design Thinking, its background, characteristics, process models and toolkit. Alongside the literature review, a qualitative analysis of five well-known models of the Design Thinking process and of ten of the most applied DT tools is made. The paper provides a critical approach to Design Thinking to help the innovation management community to understand better the potential the concept has for implementing and developing creative thinking in business, and in society in general. By describing in a synthetic way the evolution and key elements of the DT concept and its toolkit, the study contributes to the current literature in innovation management, and also provides practical advice.
Article
DESIGNERS HAVE TRADIIONALLY FOCUSED ON ENHANCING THE LOOK AND FUNCTIONALITY OF PRODUCTS. RECENTLY, THEY HAVE BEGUN USING DESIGN TOOLS TO TACKLE MORE COMPLEX PROBLEMS, SUCH AS FINDING WAYS TO PROVIDE LOW-COST HEALTH CARE THROUGHOUT THE WORLD. BUSINESSES WERE FIRST TO EMBRACE THIS NEW APPROACH—CALLED DESIGN THINKING—NOW NONPROFITS ARE BEGINNING TO ADOPT IT TOO.
Framework for Innovation
  • British Design
  • Council
British Design Council (2020). Framework for Innovation. De, https://www.designcouncil. org.uk/news-opinion/what-framework-innovation-design-councils-evolved-double-
Is There a Need for a Design Thinking Process?
  • T Lindberg
  • R Gumienny
  • B Jobst
  • C Meinel
Lindberg, T. & Gumienny, R. & Jobst, B. & Meinel, C. (2010). Is There a Need for a Design Thinking Process? In Proceedings of Design Thinking Research Symposium 8 -Design 2010. Sydney.