ChapterPDF Available

EFEITO DO PRÉ-CONDICIONAMENTO ISQUÊMICO SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO: O ATUAL ESTADO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Authors:

Abstract

RESUMO: O pré-condicionamento isquêmico [do termo em inglês ischemic preconditioning (IPC)] é uma estratégia caracterizada por breves ciclos de restrição do fluxo sanguíneo seguidos de reperfusão, realizados nos membros superiores ou inferiores com o objetivo de melhorar o desempenho físico. Essa intervenção tem chamado atenção devido a sua característica não invasiva, seu baixo custo e a fácil aplicação. Uma vez que não há um consenso sobre a sua efetividade como uma estratégia ergogênica, o objetivo deste estudo foi investigar o seu estado atual de produção científica, o efeito sobre o desempenho físico e o efeito do nível de treinamento dos participantes e diferentes exercícios/testes utilizados para avaliação do desempenho. Sessenta e sete artigos, envolvendo 984 participantes (177 mulheres) de diferentes níveis de treinamento, preencheram os critérios de inclusão. Sete exercícios (ciclismo, exercício resistido, corrida, natação, patinação, futebol, remo) e cinco níveis de treinamento (destreinados, recreacionalmente treinados, treinados, bem treinados, profissional) foram identificados. A maioria da produção científica sobre IPC e desempenho físico foi publicada a partir de 2015. Mais da metade dos estudos apresentaram um efeito positivo do IPC sobre o desempenho físico (59,7%, n=40). O teste exato de Fischer mostrou que existe uma relação entre o efeito do IPC sobre o desempenho físico e o nível de treinamento dos participantes [X2(8) = 15,149; p = 0,026], mas não entre o efeito do IPC e exercício/teste [X2(12) = 19,528; p = 0,129]. Na última década, houve um aumento substancial na produção cientifica sobre IPC e desempenho físico. Nossos achados sustentam um efeito benéfico do IPC na melhora do desempenho físico, sendo este efeito mais pronunciado em indivíduos destreinados e recreacionalmente treinados, independente do exercício/teste realizado.
Editora chefe
Profª Drª Antonella Carvalho de Oliveira
Editora executiva
Natalia Oliveira
Assistente editorial
Flávia Roberta Barão
Bibliotecária
Janaina Ramos
Projeto gráfico
Camila Alves de Cremo
Luiza Alves Batista
Maria Alice Pinheiro
Natália Sandrini de Azevedo
Imagens da capa
iStock
Edição de arte
Luiza Alves Batista
2021 by Atena Editora
Copyright © Atena Editora
Copyright do texto © 2021 Os autores
Copyright da edição © 2021 Atena Editora
Direitos para esta edição cedidos à Atena Editora
pelos autores.
Open access publication by Atena Editora
Todo o conteúdo deste livro está licenciado sob uma Licença de
Atribuição Creative Commons. Atribuição-Não-Comercial-
NãoDerivativos 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de
responsabilidade exclusiva dos autores, inclusive não representam necessariamente a posição
oficial da Atena Editora. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam
atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou
utilizá-la para fins comerciais.
Todos os manuscritos foram previamente submetidos à avaliação cega pelos pares, membros
do Conselho Editorial desta Editora, tendo sido aprovados para a publicação com base em
critérios de neutralidade e imparcialidade acadêmica.
A Atena Editora é comprometida em garantir a integridade editorial em todas as etapas do
processo de publicação, evitando plágio, dados ou resultados fraudulentos e impedindo que
interesses financeiros comprometam os padrões éticos da publicação. Situações suspeitas de
má conduta científica serão investigadas sob o mais alto padrão de rigor acadêmico e ético.
Conselho Editorial
Ciências Biológicas e da Saúde
Prof. Dr. André Ribeiro da Silva Universidade de Brasília
Profª Drª Anelise Levay Murari Universidade Federal de Pelotas
Prof. Dr. Benedito Rodrigues da Silva Neto Universidade Federal de Goiás
Profª Drª Daniela Reis Joaquim de Freitas Universidade Federal do Piauí
Profª Drª Débora Luana Ribeiro Pessoa Universidade Federal do Maranhão
Prof. Dr. Douglas Siqueira de Almeida Chaves Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Prof. Dr. Edson da Silva Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Profª Drª Elizabeth Cordeiro Fernandes Faculdade Integrada Medicina
Profª Drª Eleuza Rodrigues Machado Faculdade Anhanguera de Brasília
Profª Drª Elane Schwinden Prudêncio Universidade Federal de Santa Catarina
Profª Drª Eysler Gonçalves Maia Brasil Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-
Brasileira
Prof. Dr. Ferlando Lima Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Profª Drª Fernanda Miguel de Andrade Universidade Federal de Pernambuco
Prof. Dr. Fernando Mendes Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior de Saúde de Coimbra
Profª Drª Gabriela Vieira do Amaral Universidade de Vassouras
Prof. Dr. Gianfábio Pimentel Franco Universidade Federal de Santa Maria
Prof. Dr. Helio Franklin Rodrigues de Almeida Universidade Federal de Rondônia
Profª Drª Iara Lúcia Tescarollo Universidade São Francisco
Prof. Dr. Igor Luiz Vieira de Lima Santos Universidade Federal de Campina Grande
Prof. Dr. Jefferson Thiago Souza Universidade Estadual do Ceará
Prof. Dr. Jesus Rodrigues Lemos Universidade Federal do Piauí
Prof. Dr. Jônatas de França Barros Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Prof. Dr. José Max Barbosa de Oliveira Junior Universidade Federal do Oeste do Pará
Prof. Dr. Luís Paulo Souza e Souza Universidade Federal do Amazonas
Profª Drª Magnólia de Araújo Campos Universidade Federal de Campina Grande
Prof. Dr. Marcus Fernando da Silva Praxedes Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Profª Drª Maria Tatiane Gonçalves Sá Universidade do Estado do Pará
Profª Drª Mylena Andréa Oliveira Torres Universidade Ceuma
Profª Drª Natiéli Piovesan Instituto Federacl do Rio Grande do Norte
Prof. Dr. Paulo Inada Universidade Estadual de Maringá
Prof. Dr. Rafael Henrique Silva Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados
Profª Drª Regiane Luz Carvalho Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino
Profª Drª Renata Mendes de Freitas Universidade Federal de Juiz de Fora
Profª Drª Vanessa da Fontoura Custódio Monteiro Universidade do Vale do Sapucaí
Profª Drª Vanessa Lima Gonçalves Universidade Estadual de Ponta Grossa
Profª Drª Vanessa Bordin Viera Universidade Federal de Campina Grande
Profª Drª Welma Emidio da Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco
Ciências do esporte e educação física: pesquisas científicas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Diagramação:
Correção:
Indexação:
Revisão:
Organizador:
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C569
Ciências do esporte e educação física: pesquisas científicas
inovadoras, interdisciplinares e contextualizadas /
Organizador Lucio Marques Vieira Souza. Ponta
Grossa - PR: Atena, 2021.
Formato: PDF
Requisitos de sistema: Adobe Acrobat Reader
Modo de acesso: World Wide Web
Inclui bibliografia
ISBN 978-65-5983-487-7
DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.877212809
1. Esporte. 2. Educação física. I. Souza, Lucio Marques
Vieira (Organizador). II. Título.
CDD 613.7
Elaborado por Bibliotecária Janaina Ramos CRB-8/9166
Atena Editora
Ponta Grossa Paraná Brasil
Telefone: +55 (42) 3323-5493
www.atenaeditora.com.br
contato@atenaeditora.com.br
DECLARAÇÃO DOS AUTORES
Os autores desta obra: 1. Atestam não possuir qualquer interesse comercial que constitua um
conflito de interesses em relação ao artigo científico publicado; 2. Declaram que participaram
ativamente da construção dos respectivos manuscritos, preferencialmente na: a) Concepção do
estudo, e/ou aquisição de dados, e/ou análise e interpretação de dados; b) Elaboração do artigo
ou revisão com vistas a tornar o material intelectualmente relevante; c) Aprovação final do
manuscrito para submissão.; 3. Certificam que os artigos científicos publicados estão
completamente isentos de dados e/ou resultados fraudulentos; 4. Confirmam a citação e a
referência correta de todos os dados e de interpretações de dados de outras pesquisas; 5.
Reconhecem terem informado todas as fontes de financiamento recebidas para a consecução
da pesquisa; 6. Autorizam a edição da obra, que incluem os registros de ficha catalográfica,
ISBN, DOI e demais indexadores, projeto visual e criação de capa, diagramação de miolo, assim
como lançamento e divulgação da mesma conforme critérios da Atena Editora.
DECLARAÇÃO DA EDITORA
A Atena Editora declara, para os devidos fins de direito, que: 1. A presente publicação constitui
apenas transferência temporária dos direitos autorais, direito sobre a publicação, inclusive não
constitui responsabilidade solidária na criação dos manuscritos publicados, nos termos
previstos na Lei sobre direitos autorais (Lei 9610/98), no art. 184 do Código Penal e no art. 927
do Código Civil; 2. Autoriza e incentiva os autores a assinarem contratos com repositórios
institucionais, com fins exclusivos de divulgação da obra, desde que com o devido
reconhecimento de autoria e edição e sem qualquer finalidade comercial; 3. Todos os e-book
são open access, desta forma não os comercializa em seu site, sites parceiros, plataformas de
e-commerce, ou qualquer outro meio virtual ou físico, portanto, está isenta de repasses de
direitos autorais aos autores; 4. Todos os membros do conselho editorial são doutores e
vinculados a instituições de ensino superior públicas, conforme recomendação da CAPES para
obtenção do Qualis livro; 5. Não cede, comercializa ou autoriza a utilização dos nomes e e-mails
dos autores, bem como nenhum outro dado dos mesmos, para qualquer finalidade que não o
escopo da divulgação desta obra.
APRESENTAÇÃO
É com imensa satisfação e responsabilidade que apresentamos mais uma importante
Coletânea intitulada de “Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas
inovadoras, interdisciplinares e contextualizadas” que reúne 21 artigos abordando vários
tipos de pesquisas e metodologias que tiveram contribuições signicativas de professores
e acadêmicos das mais diversas instituições de Ensino Superior do Brasil.
O objetivo principal é apresentar importantes contribuições acadêmicas e para isto
a obra foi dividida em 03 principais eixos temáticos: Temas na Infância e Juventude do
capítulo 1 ao 5; Temas em Esportes, do capítulo 6 ao 13, e por m Temas em Fisiologia do
14 ao 21.
Neste sentido, nos capítulos constam estudos variados que tratam de temas desde
a Educação Física na Educação no Ensino Infantil e Médio, Transtorno do Espectro Autista,
Síndrome de Down, Esportes a temas diversos na Fisiologia do Exercício. Deste modo, a
presente obra contempla assuntos de grandes relevâncias.
Agradecemos a Atena Editora que proporcionou que fosse real este momento e da
mesma forma convidamos você Caro Leitor para embarcar na jornada fascinante rumo ao
conhecimento.
Lucio Marques Vieira Souza
SUMÁRIO
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 ................................................................................................................. 1
A EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO MÉDIO NA PREVENÇÃO DO SEDENTARISMO NA
ADOLESCÊNCIA E NA VIDA ADULTA: UMA REVISÃO NARRATIVA
Márcia Maria de Andrade Teixeira
Lívia Maria de Lima Leôncio
Marina Souza Barbosa de Mattos
Nataly Ferreira dos Santos
Gilberto Ramos Vieira
Gustavo Marques
Sâmara Bittencourt Berger
Rhowena Jane Barbosa de Matos
Lara Colognese Helegda
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128091
CAPÍTULO 2 ............................................................................................................... 12
EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL E EDUCAÇÃO ESPECIAL: APROXIMAÇÕES
Gerson Falcão Acosta
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128092
CAPÍTULO 3 ............................................................................................................... 23
HUMANIZAÇÃO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO MÉDIO: UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA
Cidllan Silveira Gomes Faial
Eliane Ramos Pereira
Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva
Ligia Cordeiro Matos Faial
Angélica Yolanda Bueno Bejarano Vale de Medeiros
Gislane Nunes Leitão
https://doi.org/10.22533/at.ed.877212809300
CAPÍTULO 4 ............................................................................................................... 36
O BRINCAR E O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO
DO ESPECTRO AUTISTA – TEA
Jackson Gerson da Silva
Aline Cviatkovski
Emanueli Mendes dos Santos
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128094
CAPÍTULO 5 ............................................................................................................... 46
SCHOOL ORIENTATION INITIATION: BUENOS AIRES ARGENTINA
Beatriz Alejandra González Maveroff
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128095
SUMÁRIO
CAPÍTULO 6 ............................................................................................................... 51
OS EFEITOS DE DOIS MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO DESENVOLVIMENTO
TÉCNICO DA NATAÇÃO: COMPARAÇÃO ENTRE AS ABORDAGENS LÚDICA E
TRADICIONAL
Allana Julie Vilela dos Reis Silvério
Ricardo de Melo Dias
Alexandre de Souza e Silva
Jasiele Aparecida de Oliveira Silva
Fábio Vieira Lacerda
Carolina Gabriela Reis Barbosa
José Jonas de Oliveira
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128096
CAPÍTULO 7 ............................................................................................................... 66
ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DIGITAL DE PRODUTOS EM ENTIDADES
ESPORTIVAS: OS CASOS CONMEBOL-LIBERTADORES E UEFA-CHAMPIONS LEAGUE
Roger Luiz Brinkmann
Ary José Rocco Júnior
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128097
CAPÍTULO 8 ............................................................................................................... 86
ESTRESSE, RESILIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA DE CADEIRANTES, PRATICANTES
OU NÃO DO ESPORTE PARALÍMPICO
Karollyni Bastos Andrade Dantas
Michael Douglas Celestino Bispo
Cleberson Franclin Tavares Costa
Mara Dantas Pereira
Darlan Tavares dos Santos
Helena Andrade Figueira
Cristiane Kelly Aquino dos Santos
Ivaldo Brandão Vieira
Cristiane Costa da Cunha Oliveira
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128098
CAPÍTULO 9 ............................................................................................................. 104
CORRIDA DE ORIENTAÇÃO: ESTUDO COMPARATIVO DOS MODELOS DE
GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS FEDERAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DA
MODALIDADE NO BRASIL
Rogerio Campos
Rodrigo de Souza Poletto
https://doi.org/10.22533/at.ed.8772128099
CAPÍTULO 10 ........................................................................................................... 118
PROPOSTA DE PRINCÍPIOS OPERACIONAIS E REGRAS DE AÇÃO DO GOLEIRO NO
FUTEBOL DE CAMPO E A IMPORTÂNCIA DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO QUE
ENFATIZE A TOMADA DE DECISÃO
Pedro Henrique Pontieri Próspero
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280910
SUMÁRIO
CAPÍTULO 11 ...........................................................................................................126
POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER NO AMAPÁ E A INCLUSÃO DAS
POPULAÇÕES TRADICIONAIS
Layana Costa Ribeiro Cardoso
Maria Denise Dourado da Silva
Dulce Maria Filgueira de Almeida
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280911
CAPÍTULO 12 ........................................................................................................... 137
GOVERNANÇA ESPORTIVA NO BRASIL
Camilla Gomes de Oliveira e Silva
Alan de Carvalho Dias Ferreira
José Pedro Sarmento de Rebocho Lopes
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280912
CAPÍTULO 13 ........................................................................................................... 151
ESPORTE ORIENTAÇÃO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO
FÍSICA
Christiane Francisca Venturini Kirchhof
Leandra Costa da Costa
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280913
CAPÍTULO 14 ........................................................................................................... 164
A FORÇA MUSCULAR E RISCO CARDIOMETABÓLICO EM ADOLESCENTES COM
SÍNDROME DE DOWN
Geiziane Leite Rodrigues Melo
Thiago Santos Rosa
Rodrigo Vanerson Passos Neves
Caio Victor Sousa
Luiz Humberto Rodrigues Souza
Edilson Francisco Nascimento
Graciele Massoli Rodrigues
Carmen Sílvia Grubert Campbell
Elvio Marcos Boato
Milton Rocha Moraes
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280914
CAPÍTULO 15 ........................................................................................................... 177
ANÁLISE DO GANHO DE FORÇA ISOMÉTRICA DE MEMBROS SUPERIORES EM
PRATICANTES DE ESCALADA ESPORTIVA
Alexandre de Souza e Silva
Luane Emilia Maia Mohallem
Rafael Gouveia Salomon
Carolina Gabriela Reis Barbosa
Fábio Vieira Lacerda
Jasiele Aparecida de Oliveira Silva
José Jonas de Oliveira
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280915
SUMÁRIO
CAPÍTULO 16 ........................................................................................................... 186
AVALIAÇÃO DA ANSIEDADE PRÉ E PÓS COMPETIÇÃO EM ATLETAS DE CARATÊ
ATRAVÉS DO INVENTÁRIO DA ANSIEDADE TRAÇO-ESTADO (IDATE)
Marcus Vinicius da Costa
Edna Cristina Santos Franco
Laura Cury de Castro
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280916
CAPÍTULO 17 ........................................................................................................... 196
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO DE JUDOCAS DURANTE O PROCESSO DE
PERDA RÁPIDA DE PESO
Wanderson Ferreira Calado
Edna Cristina Santos Franco
Rubens Batista dos Santos Junior
Enivaldo Cordovil Rodrigues
Rodrigo da Silva Dias
Renato André Sousa da Silva
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280917
CAPÍTULO 18 ........................................................................................................... 209
CICLO MENSTRUAL E O EXERCÍCIO FÍSICO
Raika Eduarda Rodrigues da Silva
Mário Henrique Fernandes
Lucas de Bessa Couto
Patrícia Espíndola Mota Venâncio
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280918
CAPÍTULO 19 ........................................................................................................... 218
EFEITO DO PRÉ-CONDICIONAMENTO ISQUÊMICO SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO:
O ATUAL ESTADO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Hiago Leandro Rodrigues de Souza
Rhaí André Arriel
Anderson Meireles
Géssyca Tolomeu de Oliveira
Moacir Marocolo
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280919
CAPÍTULO 20 ........................................................................................................... 236
ESTÚDIO DE TREINAMENTO PERSONALIZADO PARA GESTANTES JUIZ-FORANAS:
UMA PROPOSTA DE NEGÓCIO
Eduardo Borba Salzer
Juliana Fernandes Filgueiras Meireles
Alesandra Freitas Ângelo Toledo
Aline Borba Salzer
Heglison Custódio Toledo
Polyana de Castro Silva
Maria Elisa Caputo Ferreira
SUMÁRIO
Clara Mockdece Neves
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280920
CAPÍTULO 21 ........................................................................................................... 242
PERFIL MORFOLÓGICO DE FISICULTURISTAS AMADORES EM DIFERENTES FASES
DE TREINAMENTO
Natalia Bonicontro Fonsati
Henrique Luiz Monteiro
https://doi.org/10.22533/at.ed.87721280921
SOBRE O ORGANIZADOR ..................................................................................... 254
ÍNDICE REMISSIVO ................................................................................................. 255
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 218
Data de aceite: 01/09/2021
CAPÍTULO 19
EFEITO DO PRÉ-CONDICIONAMENTO ISQUÊMICO
SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO: O ATUAL ESTADO
DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Data da submissão: 11/08/2021
Hiago Leandro Rodrigues de Souza
Departamento de Fisiologia - Universidade
Federal de Juiz de Fora, Brasil;
Juiz de Fora – MG
http://lattes.cnpq.br/6167940885327044
Rhaí André Arriel
Departamento de Fisiologia - Universidade
Federal de Juiz de Fora, Brasil;
Juiz de Fora – MG
http://lattes.cnpq.br/1328808797330603
Anderson Meireles
Departamento de Fisiologia - Universidade
Federal de Juiz de Fora, Brasil;
Juiz de Fora – MG
http://lattes.cnpq.br/8699886403134467
Géssyca Tolomeu de Oliveira
Departamento de Fisiologia - Universidade
Federal de Juiz de Fora, Brasil;
Juiz de Fora – MG
http://lattes.cnpq.br/8088467144343822
Moacir Marocolo
Departamento de Fisiologia - Universidade
Federal de Juiz de Fora, Brasil;
Juiz de Fora – MG
http://lattes.cnpq.br/8711247458807989
RESUMO: O pré-condicionamento isquêmico [do
termo em inglês ischemic preconditioning (IPC)]
é uma estratégia caracterizada por breves ciclos
de restrição do uxo sanguíneo seguidos de
reperfusão, realizados nos membros superiores
ou inferiores com o objetivo de melhorar o
desempenho físico. Essa intervenção tem
chamado atenção devido a sua característica
não invasiva, seu baixo custo e a fácil aplicação.
Uma vez que não há um consenso sobre a sua
efetividade como uma estratégia ergogênica,
o objetivo deste estudo foi investigar o seu
estado atual de produção cientíca, o efeito
sobre o desempenho físico e o efeito do nível
de treinamento dos participantes e diferentes
exercícios/testes utilizados para avaliação
do desempenho. Sessenta e sete artigos,
envolvendo 984 participantes (177 mulheres) de
diferentes níveis de treinamento, preencheram
os critérios de inclusão. Sete exercícios (ciclismo,
exercício resistido, corrida, natação, patinação,
futebol, remo) e cinco níveis de treinamento
(destreinados, recreacionalmente treinados,
treinados, bem treinados, prossional) foram
identicados. A maioria da produção cientíca
sobre IPC e desempenho físico foi publicada
a partir de 2015. Mais da metade dos estudos
apresentaram um efeito positivo do IPC sobre o
desempenho físico (59,7%, n=40). O teste exato
de Fischer mostrou que existe uma relação entre
o efeito do IPC sobre o desempenho físico e o
nível de treinamento dos participantes [X2(8) =
15,149; p = 0,026], mas não entre o efeito do IPC
e exercício/teste [X2(12) = 19,528; p = 0,129]. Na
última década, houve um aumento substancial
na produção cientica sobre IPC e desempenho
físico. Nossos achados sustentam um efeito
benéco do IPC na melhora do desempenho
físico, sendo este efeito mais pronunciado em
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 219
indivíduos destreinados e recreacionalmente treinados, independente do exercício/teste
realizado.
PALAVRAS - CHAVE: Estado da arte; efeito ergogênico; desempenho atlético; exercício;
efeito placebo
EFFECT OF ISCHEMIC PRECONDITIONING ON PHYSICAL PERFORMANCE:
CURRENT STATE OF SCIENTIFIC PRODUCTION
ABSTRACT: Ischemic preconditioning (IPC) is a strategy characterized by brief cycles of
blood ow restriction followed by reperfusion, performed on upper or lower limbs, aiming to
improve physical performance. This intervention has drawn attention due to its facility, non-
invasive and low-cost characteristics. Once there is no consensus about its effectiveness as
an ergogenic aid, the aim of this study was to investigate the current status of its scientic
production, effect on physical performance and inuence of subject’s training level and different
exercises/tests used for performance assess. Sixty-seven papers, involving 984 participants
(177 female), fullled the inclusion criteria. Seven exercises (cycling, resistance exercise,
running, swimming, skating, soccer, rowing) and ve training levels (untrained, recreationally
trained, trained, well-trained, professional) were identied. The majority of scientic production
about IPC and physical performance was published after 2015. More than a half of the studies
presented a positive IPC effect on physical performance (59.7%; n=40). Fischer’s exact test
showed IPC is related to physical performance and training level of participants [X2(8) =
15.149; p = 0.026], but not to exercise/test [X2(12) = 19,528; p = 0,129]. In the last decade was
a substantial increase in IPC-related physical performance scientic production. Our ndings
support a benecial effect of IPC for physical performance enhancements, more pronounced
in untrained and recreationally trained participants, regardless of exercise/test performed.
KEYWORDS: State-of-art; ergogenic effect; athletic performance, exercise, placebo effect.
1 | INTRODUÇÃO
No âmbito do desempenho físico, treinadores, cientistas do esporte e atletas,
independentemente do nível competitivo, sempre buscam por estratégias com potencial
efeito ergogênico para atingir melhores resultados (ARRIEL et al., 2020b; DUPUY et al.,
2018; KILDUFF et al., 2013). Neste sentido, o pré-condicionamento isquêmico (do termo
em inglês ischemic preconditioning [IPC]) tem se destacado (ARRIEL et al., 2019; CARU et
al., 2019) sendo uma manobra não invasiva, caracterizada como uma estratégia ergogênica
mecânica na qual breves ciclos de oclusão do uxo sanguíneo (isquemia) seguidos pela
liberação deste uxo (reperfusão) são realizados com um manguito de pressão nos
membros superiores ou inferiores imediatamente antes do exercício (PATTERSON et al.,
2015).
O IPC foi originalmente estudado como um fenômeno que mediava proteção
para células cardíacas, reduzindo consideravelmente a extensão do dano após o infarto
do miocárdio (SHARMA et al., 2015). Estes resultados foram inicialmente apresentados
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 220
em um estudo animal onde cães anestesiados receberam quatro ciclos de 5 minutos de
isquemia na artéria circunexa, intercalados por também 5 minutos de reperfusão cada e
subsequentemente induzidos a um insulto isquêmico prolongado de 40 minutos (MURRY;
JENNINGS; REIMER, 1986). Como resultado, a extensão de redução da área afetada após
o infarto do miocárdio foi de aproximadamente 75% naqueles animais que receberam os
ciclos de isquemia-reperfusão quando comparados ao grupo controle. Além dos efeitos
benécos ao tecido do miocárdio, estudos posteriores realizando a mesma intervenção
também encontraram efeitos positivos relacionados a proteção contra danos endoteliais
(KHARBANDA et al., 2001; LOUKOGEORGAKIS et al., 2005).
Desde a apresentação inicial dos efeitos positivos do IPC a partir do estudo de
MURRY; JENNINGS e REIMER (1986), esta metodologia tem recebido grande atenção,
evidenciando inclusive sua aplicação sob a ótica do desempenho físico (INCOGNITO;
BURR; MILLAR, 2016). Em um estudo primário, LIBONATI et al. (2001), associaram o
IPC com uma alta geração de força, especulando que o processo de hiperemia (aumento
considerável do uxo sanguíneo local devido a isquemia causada pelo manguito de pressão)
poderia ser um importante mecanismo para esta estratégia. A partir daí, diversos outros
estudos com diferentes populações e testes/exercícios foram realizados, não havendo um
consenso sobre o mecanismo de ação e a efetividade da utilização do IPC como estratégia
capaz de melhorar o desempenho físico (MAROCOLO et al., 2019).
Dado a sua característica não invasiva, baixo custo e de simples aplicação no
contexto do exercício, o IPC continua sendo interesse de investigações cientícas
objetivando vericar suas propriedades ergogênicas em diferentes cenários. Portanto, o
presente trabalho teve como objetivo investigar o atual estado de produção de conhecimento
cientíco do IPC, incluindo a metodologia e seu efeito sobre o desempenho físico nos
diferentes exercícios e níveis de treinamento.
2 | MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 Pesquisa de Literatura
Os potenciais estudos foram identicados por meio de pesquisa bibliográca no
banco de dados PubMed/MEDLINE. A busca foi realizada usando os seguintes descritores:
“pré-condicionamento isquêmico” combinado com “desempenho”, “exercício” e “atleta”,
através do seu respectivo equivalente em inglês. A seguinte estrutura de pesquisa foi
realizada: “ischemic preconditioning”[tiab] AND (“performanceORexerciseORathlete”).
Durante a pesquisa, limitou-se a data de janeiro de 2001 a julho de 2021, assim todos os
registros a partir do início do século XXI foram analisados. O idioma estabelecido foi o
inglês, uma vez que se preocupou em analisar estudos que foram submetidos a um alto
crivo editorial, bem como, por serem de proporções internacionais.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 221
2.2 Critérios de elegibilidade e seleção dos artigos
Os estudos foram incluídos somente se atendessem estritamente os seguintes
critérios: (1) estudo original; (2) IPC realizado agudamente antes do exercício; (3) avaliação
de participantes saudáveis; (4) realização de um exercício/teste de esforço; e (5) analise
do desempenho físico. Estudos com animais, estudos de caso, registros de protocolo,
cartas ao editor e artigos de revisão foram excluídos. Os títulos e resumos dos registros
identicados através do banco de dados eletrônico foram checados por dois investigadores
independentes, que excluíram todos os registros que não atenderam aos critérios de
elegibilidade. As divergências de opinião relacionadas a elegibilidade dos estudos foram
sanadas através de discussão. Posteriormente, os estudos selecionados foram lidos por
completo para determinar se eles realmente atendiam a todos os critérios de inclusão.
O procedimento do IPC foi considerado quando havia um único ou múltiplos ciclos de
isquemia alternados com reperfusão no músculo esquelético.
2.3 Análise estatística
Cinco níveis de treinamento foram considerados: destreinados, recreacionalmente
treinados, treinados, bem treinados e prossional. Sete exercícios foram identicados e
analisados: ciclismo, exercício resistido, corrida, natação, patinação, futebol e remo. Para
vericar as correlações entre o efeito do IPC e nível de desempenho dos participantes, e
entre o efeito do IPC e exercício/teste realizado para avaliar o desempenho físico, o teste
exato de Fischer foi realizado. O nível de signicância adotado foi de p<0,05. A análise
estatística foi realizada através do software SPSS Statistics para Windows, versão 25.0
(IBM Corp., Armonk, NY, USA).
Uma análise bibliométrica do atual estado de produção cientíca do IPC também
foi realizada. O registro bibliográco completo de cada artigo selecionado foi importado
para o software de análise de rede VOSviewer (VAN ECK; WALTMAN, 2010). Os mapas
dos autores mais citados e dos países que mais publicam foram construídos para fornecer
visualizações bidimensionais do campo de pesquisa do IPC. O mapa dos autores mais
citados foi criado usando a análise de cocitação, considerando um mínimo de 25 citações
por autor para inclusão. O mapa dos países de maior publicação foi criado usando uma
análise de acoplamento bibliográco com base nos países que mais publicam artigos sobre
o IPC. Um mínimo de 5 publicações por país foi requerido para inclusão. A normalização de
força de associação foi aplicada e os agrupamentos foram calculados com uma resolução
de 1,0 e fatores de atração/repulsão padrão de 2 e 1, respectivamente.
3 | RESULTADOS
De 67 artigos encontrados, 59 foram produzidos nos últimos sete anos (2015 a
2021), sendo perceptível o crescente interesse por pesquisas sobre o efeito do IPC e sua
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 222
inuência no desempenho físico (Figura 1). Ao todo, 984 participantes foram avaliados,
sendo 177 (18%) mulheres. A maioria dos estudos apresentou um efeito positivo do IPC
sobre o desempenho físico (59,7%, n=40), enquanto apenas um estudo apresentou efeito
negativo (Tabela 1).
Figura 1. Organização temporal do número de artigos cientícos publicados sobre IPC e desempenho
físico.
3.1 Efeito do IPC e exercício/teste para avaliar o desempenho físico
O exercício/teste de ciclismo foi mais usado para avaliar o efeito do IPC. Há maior
proporção de estudos que apresentam efeitos positivos com a utilização do IPC para
ciclismo, exercício resistido, corrida, natação e remo. Entretanto, os estudos que avaliaram
patinação e futebol demonstram não haver efeitos positivos com a utilização do IPC (Tabela
1). O teste exato de Fischer mostrou que não há uma relação entre o exercício/teste e
efeito do IPC [X2(12) = 19,528; p = 0,129].
3.2 Efeito do IPC e nível de desempenho dos participantes
Com relação ao nível de treinamento, há prevalência de estudos com indivíduos
recreacionalmente treinados e treinados. Na amostra de indivíduos recreacionalmente
treinados, a maioria dos estudos apontou um efeito positivo do IPC sobre o desempenho
físico (n=17; 77,3%), enquanto a amostra de indivíduos treinados, grande parte apontou
nenhum efeito (n=10; 58,8%) e um apontou efeito negativo. O teste exato de Fischer mostrou
que existe uma relação entre o efeito do IPC e o nível de treinamento dos participantes
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 223
(X2(8) = 15,149; p = 0,026).
3.3 Congurações experimentais de aplicação do IPC
A maioria dos estudos adotou apenas intervenções de IPC e placebo em seu
desenho experimental (n=39; 58,2%). Os protocolos de IPC com 3 e 4 ciclos de 5 minutos
de oclusão seguidos por 5 de reperfusão (protocolos de 3 ciclos x 5 min; e 4 ciclos x 5 min)
foram os mais usados e a pressão do manguito mais adotada foi 220 mmHg (Tabela 1).
3.4 Análise bibliométrica
A análise de cocitação dos autores mais mencionados resultou em uma rede de 13
autores com 78 links em dois agrupamentos. O primeiro agrupamento (A1, n=6), inclui os
autores das publicações relacionadas ao exercício e desempenho. O segundo agrupamento
(A2, n=7), inclui os autores dos trabalhos primários sobre a temática, incluindo MURRY;
JENNINGS e REIMER (1986); PANG et al. (1997), responsáveis pelos trabalhos clínicos
iniciais sobre o IPC. A análise de citação direta detectou 60 publicações com 490 citações
ao total (Figura 2A).
Para os países de maior inuência nas publicações sobre o IPC, de um total de
16 países, cinco foram identicados com pelo menos cinco publicações. Em conjunto,
estes países somam 59 publicações, sendo liderados pelo Brasil, Canada, Estados
Unidos da América, Inglaterra e Alemanha, contabilizando 20, 12, 10, 10 e 7 publicações,
respectivamente (Figura 2B).
Figura 2. A) Análise de cocitação dos autores mais mencionados no campo de pesquisa do IPC. O
agrupamento 1 (verde) inclui os autores das publicações relacionadas ao exercício e desempenho
físico; o agrupamento 2 (vermelho) inclui os autores dos trabalhos primários sobre a temática. B)
Análise do acoplamento bibliográco dos países que mais publicam sobre o IPC. A proporção do círculo
denota a quantidade de publicação.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 224
Autor Ano
Exercício/
teste
utilizado
Nível de
treinamento
Desenho
experimental
Protocolo
de IPC
(Isq. x rep.)*
Pressão do
manguito
(mmHg)
Efeito no
desempenho
Libonati et al. (2001) Ex. resistido Destreinados IPC/CON 1 ciclo 2x2 min 200 mmHg Positivo
de Groot et al. (2010) Ciclismo Bem treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Crisafulli et al. (2011) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 50 mmHg
>PAS Positivo
Jean-St-Michel
et al. (2011) Natação Treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 15 mmHg
>PAS Positivo
Bailey et al. (2012) Corrida Destreinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Clevidence
et al. (2012) Ciclismo Treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Gibson et al. (2013) Corrida Bem treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Paixão et al. (2014) Ciclismo Treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 250 mmHg Negativo
Barbosa et al. (2015) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Cruz et al. (2015) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Gibson et al. (2015) Ciclismo Bem treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Hittinger et al. (2015) Ciclismo Bem treinados IPC/CON 4 ciclos 5x5 min 10 mmHg
>PAS Nenhum
Horiuchi et al. (2015) Ex. resistido Destreinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Kido et al (2015) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min >300 mmHg Positivo
Lalonde et al. (2015) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 50 mmHg
>PAS Nenhum
Marocolo et al. (2015) Natação Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Patterson et al. (2015) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Tocco et al. (2015) Corrida Treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 50 mmHg
>PAS Nenhum
Cruz et al. (2016) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Ferreira et al. (2016) Natação Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Tanaka et al. (2016) Ex. resistido Destreinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min >300 mmHg Positivo
Marocolo et al. (2016a) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Marocolo et al. (2016b) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Paradis-
Deschênes
et al.
(2016) Ex. resistido Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Paradis-
Deschênes
et al
(2017) Ex. resistido Bem treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Tabela 1. Caracterização dos estudos analisados.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 225
Autor Ano Exercício/teste
utilizado
Nível de
treinamento
Desenho
experimental
Protocolo
de IPC
(Isq. x rep.)*
Pressão do
manguito
(mmHg)
Efeito no
desempenho
Kaur et al. (2017) Corrida Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Marocolo
et al. (2017) Futebol Treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Sabino-
Carvalho et al. (2017) Corrida Bem treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Seeger et al. (2017) Corrida Destreinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Zinner et al. (2017) Corrida Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 240 mmHg Nenhum
Franz et al. (2018) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Grifn et al. (2018) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Kilding et al. (2018) Ciclismo Bem treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Lopes (2018) Corredores Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Paradis-
Deschênes
et al.
(2018) Ciclismo Bem treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Richard et al. (2018b) Patinação Prossional IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 30 mmHg
>PAS Nenhum
Richard et al. (2018a) Patinação Prossional IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 180 mmHg Nenhum
Slysz et al. (2018) Ciclismo Destreinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Thompson
et al. (2018) Corrida Treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Tomschi et al. (2018) Ciclismo Destreinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Carvalho et al. (2019a) Ex. resistido Treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 250 mmHg Nenhum
Carvalho et al. (2019b) Ex. resistido Treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 250 mmHg Positivo
Cheung et al. (2019) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min POI Positivo
Da Mota et al. (2019) Ciclismo Destreinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 200 mmHg Positivo
Grifn et al. (2019) Corrida Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Halley et al. (2019a) Ex. resistido Treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Halley et al. (2019b) Ex. resistido Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Paull et al. (2019) Corrida Bem treinado IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Valenzuela
et al. (2019) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Wiggins et al. (2019) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Tabela 2. Continuação.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 226
Autor Ano
Exercício/
teste
utilizado
Nível de
treinamento
Desenho
experimental
Protocolo
de IPC
(Isq. x rep.)*
Pressão do
manguito
(mmHg)
Efeito no
desempenho
Arriel et al. (2020a) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 2 ciclos 5x5 min 50 mmHg >PAS Positivo
Behrens et al. (2020) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 120% da POI Nenhum
Novaes et al. (2020) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Telles et al. (2020) Ex. resistido Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Halley et al. (2020) Caiaque Bem treinados IPC/CON 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Marshall et al. (2020) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Montoye
et al. (2020) Corrida Treinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Nenhum
Mota et al. (2020) Ciclismo Destreinados IPC/PLA 3 ciclos 3x2 min 50 mmHg >PAS Nenhum
Paradis-
Deschênes
et al.
(2020b) Ciclismo Bem treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Pereira et al. (2020) Ex. resistido Destreinados IPC/PLA/CON 3 ciclos 5x5 min 225 mmHg Positivo
Slysz et al. (2020) Ciclismo Treinados IPC/CON 3 ciclos 5x5 min POI Positivo
Ter Beek
et al. (2020) Ciclismo Destreinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 250 mmHg Nenhum
De Souza
et al. (2021) Ex. resistido Treinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 50 mmHg >PAS Nenhum
Pethick et al (2021) Ex. resistido Destreinados IPC/PLA 3 ciclos 5x5 min 225 mmHg Positivo
Cerqueira
et al (2021) Ex. resistido Destreinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min POI Nenhum
Seeley et al (2021) Ciclismo Recreacionalmente
treinados IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min 220 mmHg Positivo
Williams et al. (2021) Natação Prossional IPC/PLA 4 ciclos 5x5 min POI Nenhum
Tabela 3. Continuação.
Legenda: IPC = pré-condicionamento isquêmico; PLA = placebo; CON = controle; Isq. = isquemia; Rep.
= reperfusão; Ex. = exercício; PAS = pressão arterial sistólica; POI = pressão de oclusão individual;
mmHg = milímetros de mercúrio. *O protocolo de IPC consiste em ciclos de isquemia intercalados com
períodos subsequentes de reperfusão.
4 | DISCUSSÃO
O presente estudo teve como objetivo investigar o estado atual das produções
cientícas do IPC e seu efeito sobre o desempenho físico nos diferentes exercícios/testes e
níveis de treinamento. Nosso principal achado demonstrou um efeito positivo da utilização
do IPC na maioria dos estudos analisados. Contudo, grande parte destes estudos avaliou
indivíduos recreacionalmente treinados.
Embora efeitos positivos sejam observados, ainda não há um consenso sobre os
mecanismos subjacentes ao IPC e seu potencial efeito no desempenho físico (SHARMA
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 227
et al., 2015). Acredita-se que esse possível efeito ergogênico da manobra possa se dar
por vias humorais e neurais, causados pelo aumento do uxo sanguíneo após a oclusão
temporária do sangue (BARBOSA et al., 2015; SHARMA et al., 2015). Pela via humoral,
acredita-se que ocorra uma maior estimulação da liberação de óxido nítrico, remetendo
a uma maior vasodilatação, possibilitando o aumento de substratos na musculatura ativa
(BARBOSA et al., 2015). Em relação a um mecanismo neural, supõe-se que o IPC cause
uma dessensibilização da aferência tipo III/IV durante o exercício, permitindo dessa forma,
uma atenuação no desenvolvimento da fadiga neuromuscular, melhorando o desempenho
físico (CRUZ et al., 2016). Adicionalmente, postula-se que um mecanismo integrativo
bidirecional cérebro-corpo poderia promover respostas siológicas por meio de receptores
sensoriais mecânicos dado o contexto da realização da manobra de IPC com manguito
(DE SOUZA et al., 2021), possivelmente aumentando o desempenho. Contudo, estudos
experimentais testando estas hipóteses ainda são necessários.
Por um lado, é importante destacar o fato de que grande parte dos estudos que
apresentam efeitos positivos com o IPC possui uma amostra composta por indivíduos com
baixo nível de treinamento, somando 67,5% do total analisado. Assim, a generalização
de um real efeito ergogênico é limitada, uma vez que indivíduos destreinados ou pouco
treinados podem sofrer adaptações siológicas ao treinamento mais facilmente (LAURSEN;
JENKINS, 2002; PARADIS-DESCHÊNES et al., 2020a; TAYLOR; INGHAM; FERGUSON,
2016) e serem mais susceptíveis a responderem ao IPC (DE SOUZA et al., 2021), o que
poderia ocultar os resultados reais da aplicação desta intervenção. Por outro lado, a baixa
aplicação desta metodologia em sujeitos altamente treinados, considerados atletas de
elite/prossionais, pode se dar devido a uma baixa aderência e falta de disponibilidade/
interesse das equipes e comissões técnicas para participarem de protocolos e avaliações,
em decorrência aos calendários competitivos conturbados, o que diculta um planejamento
para participação de estudos cientícos. Mais estudos vericando o efeito do nível de
treinamento sobre a resposta do IPC, assim como mais estudos com indivíduos altamente
treinados são necessários.
Parte da heterogeneidade de resultados após a aplicação do IPC pode ser atribuída,
ainda, a uma grande variedade de protocolos utilizados, uma vez que uma não padronização
de aplicação da técnica pode resultar em múltiplos protocolos com diferentes respostas no
desempenho físico (O’BRIEN; JACOBS, 2021), dicultando assim uma comparação mais
aprofundada dos estudos analisados. Especicamente, os aspectos inerentes a técnica,
como pressão do manguito, número de ciclos de isquemia e reperfusão, intervalo de
tempo entre o m da aplicação do IPC e o início do exercício variam consideravelmente,
contribuindo para uma heterogeneidade de resultados (MAROCOLO; BILLAUT; DA MOTA,
2018; O’BRIEN; JACOBS, 2021).
Há uma grande variedade de pressões de manguito utilizadas nos estudos
analisados. Ainda que os protocolos de IPC convencional (3 ou 4 ciclos de 5 min de oclusão
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 228
seguidos por 5 min de reperfusão, totalizando 30 ou 40 min de intervenção) sejam os
mais utilizados, observa-se estudos que adotaram protocolos mais curtos (ARRIEL et al.,
2020a; LIBONATI et al., 2001). Acredita-se que a adoção de protocolos de menor duração
seja uma estratégia a se considerar por serem mais ecientes em termos de tempo e
mais facilmente inseridos nas perspectivas de um cenário competitivo real (MAROCOLO;
BILLAUT; DA MOTA, 2018).
É importante ressaltar que a largura do manguito, bem como a circunferência do
membro do indivíduo, pressão sistólica e conrmação de oclusão são variáveis a serem
consideradas (LOENNEKE et al., 2015), porém, poucas vezes reportadas nos estudos.
Tais variáveis podem interferir no valor de pressão do manguito e, consequentemente
no estímulo promovido, dependendo do grau de restrição de uxo sanguíneo em cada
indivíduo (LOENNEKE et al., 2015).
É importante salientar ainda que alguns estudos também destacam a possibilidade
de um efeito placebo estar presente na inuência do IPC nos resultados (MAROCOLO et al.,
2015; SABINO-CARVALHO et al., 2017). Especicamente, o efeito placebo é considerado
como uma resposta positiva de melhora do desempenho atribuída à administração de uma
intervenção sem efeito, ou seja, inerte, tais como suplementos, drogas, equipamentos,
sugestões verbais ou expectativas (DAVIS; HETTINGA; BEEDIE, 2020). No contexto do
IPC, a manipulação dos sujeitos e a sensação observada com a aplicação do manguito de
pressão poderiam aumentar a expectativa de melhora do desempenho (DE SOUZA et al.,
2021), possivelmente provocando um efeito placebo. Além disso, grande parte dos estudos
analisados adotam um desenho experimental de duas condições apenas (IPC e placebo,
n=39; 58,2%), considerando a condição placebo como um controle passivo. O uso deste
desenho experimental, entretanto, impossibilita avaliar se o desempenho observado na
condição placebo foi maior, igual ou menor que uma condição controle (BEEDIE, 2007),
caso ela fosse presente, contribuindo para conclusões equivocadas sobre a real ecácia
do IPC.
Por m, o estudo sobre o IPC progrediu substancialmente a partir do ano de 2015.
Maior interesse por esta técnica tem sido observado, na qual pesquisadores de diversas
nacionalidades têm se dedicado a vericar os efeitos de sua aplicação em diversos
cenários. O Brasil se apresenta como um país que, até a presente data, mais produziu
conhecimento sobre o IPC. Ainda assim, inúmeras são as lacunas a serem preenchidas
neste campo de conhecimento, enfatizando a necessidade de novos estudos com melhor
rigor metodológico, efeito dos diferentes protocolos utilizados, diferença entre os níveis
de treinamento e o impacto do IPC entre homens e mulheres, uma vez que as variações
hormonais entre as fases do ciclo menstrual podem inuenciar nas respostas siológicas e
no desempenho físico (GIERSCH et al., 2020).
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 229
5 | CONCLUSÃO
Grande parte da produção cientíca relacionada ao IPC e desempenho físico foram
publicadas a partir do ano de 2015. A maioria dos estudos apresentou resultados favoráveis
do IPC sobre o desempenho físico e seu efeito está relacionado ao nível de treinamento,
sendo mais pronunciado em indivíduos destreinados e recreacionalmente treinados,
independente do exercício/teste realizado. Além disso, há grande heterogeneidade de
protocolos e inconsistências metodológicas que contribuem para uma discordância de
resultados.
REFERÊNCIAS
ARRIEL, R. A.; MEIRELES, A.; HOHL, R.; MAROCOLO, M. Ischemic preconditioning improves
performance and accelerates the heart rate recovery. J Sports Med Phys Fitness, 60, n. 9, p. 1209-
1215, Sep 2020a.
ARRIEL, R. A.; RODRIGUES, J. F.; SOUZA, H. L. R.; MEIRELES, A. et al. Ischemia-Reperfusion
Intervention: From Enhancements in Exercise Performance to Accelerated Performance Recovery-A
Systematic Review and Meta-Analysis. Int J Environ Res Public Health, 17, n. 21, Nov 4 2020b.
ARRIEL, R. A.; SOUZA, H. L. R.; SILVA, B. V. C.; MAROCOLO, M. Ischemic preconditioning delays the
time of exhaustion in cycling performance during the early but not in the late phase. Motriz: Revista de
Educação Física, 25, n. 1, p. e101821, 2019.
BAILEY, T. G.; JONES, H.; GREGSON, W.; ATKINSON, G. et al. Effect of ischemic preconditioning on
lactate accumulation and running performance. Med Sci Sports Exerc, 44, n. 11, p. 2084-2089, Nov
2012.
BARBOSA, T. C.; MACHADO, A. C.; BRAZ, I. D.; FERNANDES, I. A. et al. Remote ischemic
preconditioning delays fatigue development during handgrip exercise. Scand J Med Sci Sports, 25, n.
3, p. 356-364, Jun 2015.
BEEDIE, C. J. Placebo effects in competitive sport: qualitative data. J Sports Sci Med, 6, n. 1, p. 21-28,
2007.
BEHRENS, M.; ZSCHORLICH, V.; MITTLMEIER, T.; BRUHN, S. et al. Ischemic Preconditioning Did Not
Affect Central and Peripheral Factors of Performance Fatigability After Submaximal Isometric Exercise.
Front Physiol, 11, p. 371, 2020.
CARU, M.; LEVESQUE, A.; LALONDE, F.; CURNIER, D. An overview of ischemic preconditioning in
exercise performance: A systematic review. J Sport Health Sci, 8, n. 4, p. 355-369, Jul 2019.
CARVALHO, L.; BARROSO, R. Effects of ischemic preconditioning on the isometric test variables.
Science & Sports, 34, n. 3, p. e225-e228, 2019/06/01/ 2019a.
CARVALHO, L.; BARROSO, R. Ischemic Preconditioning Improves Strength Endurance Performance. J
Strength Cond Res, 33, n. 12, p. 3332-3337, Dec 2019b.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 230
CERQUEIRA, M. S.; KOVACS, D.; FRANÇA, I. M.; PEREIRA, R. et al. Effects of Individualized
Ischemic Preconditioning on Protection Against Eccentric Exercise-Induced Muscle Damage: A
Randomized Controlled Trial. Sports Health, p. 1941738121995414, Feb 23 2021.
CHEUNG, C. P.; SLYSZ, J. T.; BURR, J. F. Ischemic Preconditioning: Improved Cycling Performance
Despite Nocebo Expectation. Int J Sports Physiol Perform, p. 1-7, Oct 11 2019.
CLEVIDENCE, M. W.; MOWERY, R. E.; KUSHNICK, M. R. The effects of ischemic preconditioning on
aerobic and anaerobic variables associated with submaximal cycling performance. Eur J Appl Physiol,
112, n. 10, p. 3649-3654, Oct 2012.
CRISAFULLI, A.; TANGIANU, F.; TOCCO, F.; CONCU, A. et al. Ischemic preconditioning of the muscle
improves maximal exercise performance but not maximal oxygen uptake in humans. J Appl Physiol
(1985), 111, n. 2, p. 530-536, Aug 2011.
CRUZ, R. S.; DE AGUIAR, R. A.; TURNES, T.; PEREIRA, K. L. et al. Effects of ischemic preconditioning
on maximal constant-load cycling performance. J Appl Physiol (1985), 119, n. 9, p. 961-967, Nov 1
2015.
CRUZ, R. S.; DE AGUIAR, R. A.; TURNES, T.; SALVADOR, A. F. et al. Effects of ischemic
preconditioning on short-duration cycling performance. Appl Physiol Nutr Metab, 41, n. 8, p. 825-831,
Aug 2016.
DA MOTA, G. R.; WILLIS, S. J.; SOBRAL, N. D. S.; BORRANI, F. et al. Ischemic Preconditioning
Maintains Performance on Two 5-km Time Trials in Hypoxia. Med Sci Sports Exerc, 51, n. 11, p. 2309-
2317, Nov 2019.
DAVIS, A. J.; HETTINGA, F.; BEEDIE, C. You don’t need to administer a placebo to elicit a placebo
effect: Social factors trigger neurobiological pathways to enhance sports performance. Eur J Sport Sci,
20, n. 3, p. 302-312, Apr 2020.
DE GROOT, P. C.; THIJSSEN, D. H.; SANCHEZ, M.; ELLENKAMP, R. et al. Ischemic preconditioning
improves maximal performance in humans. Eur J Appl Physiol, 108, n. 1, p. 141-146, Jan 2010.
DE SOUZA, H. L. R.; ARRIEL, R. A.; MOTA, G. R.; HOHL, R. et al. Does ischemic preconditioning really
improve performance or it is just a placebo effect? PLoS One, 16, n. 5, p. e0250572, 2021.
DUPUY, O.; DOUZI, W.; THEUROT, D.; BOSQUET, L. et al. An Evidence-Based Approach for Choosing
Post-exercise Recovery Techniques to Reduce Markers of Muscle Damage, Soreness, Fatigue, and
Inammation: A Systematic Review With Meta-Analysis. Front Physiol, 9, p. 403, 2018.
FERREIRA, T. N.; SABINO-CARVALHO, J. L.; LOPES, T. R.; RIBEIRO, I. C. et al. Ischemic
Preconditioning and Repeated Sprint Swimming: A Placebo and Nocebo Study. Med Sci Sports Exerc,
48, n. 10, p. 1967-1975, Oct 2016.
FRANZ, A.; BEHRINGER, M.; HARMSEN, J. F.; MAYER, C. et al. Ischemic Preconditioning Blunts
Muscle Damage Responses Induced by Eccentric Exercise. Med Sci Sports Exerc, 50, n. 1, p. 109-
115, Jan 2018.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 231
GIBSON, N.; MAHONY, B.; TRACEY, C.; FAWKNER, S. et al. Effect of ischemic preconditioning on
repeated sprint ability in team sport athletes. J Sports Sci, 33, n. 11, p. 1182-1188, 2015.
GIBSON, N.; WHITE, J.; NEISH, M.; MURRAY, A. Effect of ischemic preconditioning on land-based
sprinting in team-sport athletes. Int J Sports Physiol Perform, 8, n. 6, p. 671-676, Nov 2013.
GIERSCH, G. E. W.; CHARKOUDIAN, N.; PEREIRA, T.; EDGELL, H. et al. Commentaries on
Point:Counterpoint: Investigators should/should not control for menstrual cycle phase when performing
studies of vascular control. J Appl Physiol (1985), 129, n. 5, p. 1122-1135, Nov 1 2020.
GRIFFIN, P. J.; FERGUSON, R. A.; GISSANE, C.; BAILEY, S. J. et al. Ischemic preconditioning
enhances critical power during a 3 minute all-out cycling test. J Sports Sci, 36, n. 9, p. 1038-1043, May
2018.
GRIFFIN, P. J.; HUGHES, L.; GISSANE, C.; PATTERSON, S. D. Effects of local versus remote ischemic
preconditioning on repeated sprint running performance. J Sports Med Phys Fitness, 59, n. 2, p. 187-
194, Feb 2019.
HALLEY, S. L.; MARSHALL, P.; SIEGLER, J. C. The effect of IPC on central and peripheral fatiguing
mechanisms in humans following maximal single limb isokinetic exercise. Physiol Rep, 7, n. 8, p.
e14063, Apr 2019a.
HALLEY, S. L.; MARSHALL, P.; SIEGLER, J. C. Effect of ischemic preconditioning and changing
inspired O(2) fractions on neuromuscular function during intense exercise. J Appl Physiol (1985), 127,
n. 6, p. 1688-1697, Dec 1 2019b.
HALLEY, S. L.; PEELING, P.; BROWN, H.; SIM, M. et al. Repeat Application of Ischemic Preconditioning
Improves Maximal 1,000-m Kayak Ergometer Performance in a Simulated Competition Format. J
Strength Cond Res, Oct 15 2020.
HITTINGER, E. A.; MAHER, J. L.; NASH, M. S.; PERRY, A. C. et al. Ischemic preconditioning does not
improve peak exercise capacity at sea level or simulated high altitude in trained male cyclists. Appl
Physiol Nutr Metab, 40, n. 1, p. 65-71, Jan 2015.
HORIUCHI, M.; ENDO, J.; THIJSSEN, D. H. Impact of ischemic preconditioning on functional
sympatholysis during handgrip exercise in humans. Physiol Rep, 3, n. 2, Feb 1 2015.
INCOGNITO, A. V.; BURR, J. F.; MILLAR, P. J. The Effects of Ischemic Preconditioning on Human
Exercise Performance. Sports Med, 46, n. 4, p. 531-544, Apr 2016.
JEAN-ST-MICHEL, E.; MANLHIOT, C.; LI, J.; TROPAK, M. et al. Remote preconditioning improves
maximal performance in highly trained athletes. Med Sci Sports Exerc, 43, n. 7, p. 1280-1286, Jul
2011.
KAUR, G.; BINGER, M.; EVANS, C.; TRACHTE, T. et al. No inuence of ischemic preconditioning on
running economy. Eur J Appl Physiol, 117, n. 2, p. 225-235, Feb 2017.
KHARBANDA, R. K.; PETERS, M.; WALTON, B.; KATTENHORN, M. et al. Ischemic preconditioning
prevents endothelial injury and systemic neutrophil activation during ischemia-reperfusion in humans in
vivo. Circulation, 103, n. 12, p. 1624-1630, Mar 27 2001.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 232
KIDO, K.; SUGA, T.; TANAKA, D.; HONJO, T. et al. Ischemic preconditioning accelerates muscle
deoxygenation dynamics and enhances exercise endurance during the work-to-work test. Physiol Rep,
3, n. 5, May 2015.
KILDING, A. E.; SEQUEIRA, G. M.; WOOD, M. R. Effects of ischemic preconditioning on economy,
VO(2) kinetics and cycling performance in endurance athletes. Eur J Appl Physiol, 118, n. 12, p. 2541-
2549, Dec 2018.
KILDUFF, L. P.; FINN, C. V.; BAKER, J. S.; COOK, C. J. et al. Preconditioning strategies to enhance
physical performance on the day of competition. Int J Sports Physiol Perform, 8, n. 6, p. 677-681, Nov
2013.
LALONDE, F.; CURNIER, D. Y. Can anaerobic performance be improved by remote ischemic
preconditioning? J Strength Cond Res, 29, n. 1, p. 80-85, Jan 2015.
LAURSEN, P. B.; JENKINS, D. G. The scientic basis for high-intensity interval training: optimising
training programmes and maximising performance in highly trained endurance athletes. Sports Med,
32, n. 1, p. 53-73, 2002.
LIBONATI, J. R.; HOWELL, A. K.; INCANNO, N. M.; PETTEE, K. K. et al. Brief muscle hypoperfusion/
hyperemia: an ergogenic aid? J Strength Cond Res, 15, n. 3, p. 362-366, Aug 2001.
LOENNEKE, J. P.; ALLEN, K. M.; MOUSER, J. G.; THIEBAUD, R. S. et al. Blood ow restriction in
the upper and lower limbs is predicted by limb circumference and systolic blood pressure. Eur J Appl
Physiol, 115, n. 2, p. 397-405, Feb 2015.
LOPES, T. R.; SABINO-CARVALHO, J. L.; FERREIRA, T. H. N.; SUCCI, J. E. et al. Effect of Ischemic
Preconditioning on the Recovery of Cardiac Autonomic Control From Repeated Sprint Exercise. Front
Physiol, 9, p. 1465, 2018.
LOUKOGEORGAKIS, S. P.; PANAGIOTIDOU, A. T.; BROADHEAD, M. W.; DONALD, A. et al. Remote
ischemic preconditioning provides early and late protection against endothelial ischemia-reperfusion
injury in humans: role of the autonomic nervous system. J Am Coll Cardiol, 46, n. 3, p. 450-456, Aug 2
2005.
MAROCOLO, I. C.; DA MOTA, G. R.; LONDE, A. M.; PATTERSON, S. D. et al. Acute ischemic
preconditioning does not inuence high-intensity intermittent exercise performance. PeerJ, 5, p. e4118,
2017.
MAROCOLO, M.; BILLAUT, F.; DA MOTA, G. R. Ischemic Preconditioning and Exercise Performance:
An Ergogenic Aid for Whom? Front Physiol, 9, p. 1874, 2018.
MAROCOLO, M.; DA MOTA, G. R.; PELEGRINI, V.; APPELL CORIOLANO, H. J. Are the Benecial
Effects of Ischemic Preconditioning on Performance Partly a Placebo Effect? Int J Sports Med, 36, n.
10, p. 822-825, Oct 2015.
MAROCOLO, M.; MAROCOLO, I. C.; DA MOTA, G. R.; SIMÃO, R. et al. Benecial Effects of Ischemic
Preconditioning in Resistance Exercise Fade Over Time. Int J Sports Med, 37, n. 10, p. 819-824, Sep
2016a.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 233
MAROCOLO, M.; SIMIM, M. A. M.; BERNARDINO, A.; MONTEIRO, I. R. et al. Ischemic preconditioning
and exercise performance: shedding light through smallest worthwhile change. Eur J Appl Physiol,
119, n. 10, p. 2123-2149, Oct 2019.
MAROCOLO, M.; WILLARDSON, J. M.; MAROCOLO, I. C.; DA MOTA, G. R. et al. Ischemic
Preconditioning and Placebo Intervention Improves Resistance Exercise Performance. J Strength
Cond Res, 30, n. 5, p. 1462-1469, May 2016b.
MARSHALL, P. W.; RASMUSSEN, S. B.; KROGH, M.; HALLEY, S. et al. Changes in the quadriceps
spinal reex pathway after repeated sprint cycling are not inuenced by ischemic preconditioning. Eur J
Appl Physiol, 120, n. 5, p. 1189-1202, May 2020.
MONTOYE, A. H. K.; MITCHINSON, C. J.; TOWNSEND, O. R.; NEMMERS, C. H. et al. Ischemic
Preconditioning Does Not Improve Time Trial Performance in Recreational Runners. Int J Exerc Sci,
13, n. 6, p. 1402-1417, 2020.
MOTA, G. R.; RIGHTMIRE, Z. B.; MARTIN, J. S.; MCDONALD, J. R. et al. Ischemic preconditioning has
no effect on maximal arm cycling exercise in women. Eur J Appl Physiol, 120, n. 2, p. 369-380, Feb
2020.
MURRY, C. E.; JENNINGS, R. B.; REIMER, K. A. Preconditioning with ischemia: a delay of lethal cell
injury in ischemic myocardium. Circulation, 74, n. 5, p. 1124-1136, Nov 1986.
NOVAES, J. S.; TELLES, L. G. S.; MONTEIRO, E. R.; ARAUJO, G. S. et al. Ischemic Preconditioning
Improves Resistance Training Session Performance. J Strength Cond Res, Mar 27 2020.
O’BRIEN, L.; JACOBS, I. Methodological Variations Contributing to Heterogenous Ergogenic
Responses to Ischemic Preconditioning. Front Physiol, 12, p. 656980, 2021.
PAIXAO, R. C.; DA MOTA, G. R.; MAROCOLO, M. Acute Effect of Ischemic Preconditioning is
Detrimental to Anaerobic Performance in Cyclists. Int J Sports Med, 35, n. 11, p. e5, Oct 2014.
PANG, C. Y.; NELIGAN, P.; ZHONG, A.; HE, W. et al. Effector mechanism of adenosine in acute
ischemic preconditioning of skeletal muscle against infarction. Am J Physiol, 273, n. 3 Pt 2, p. R887-
895, Sep 1997.
PARADIS-DESCHÊNES, P.; JOANISSE, D. R.; BILLAUT, F. Ischemic preconditioning increases muscle
perfusion, oxygen uptake, and force in strength-trained athletes. Appl Physiol Nutr Metab, 41, n. 9, p.
938-944, Sep 2016.
PARADIS-DESCHÊNES, P.; JOANISSE, D. R.; BILLAUT, F. Sex-Specic Impact of Ischemic
Preconditioning on Tissue Oxygenation and Maximal Concentric Force. Front Physiol, 7, p. 674, 2017.
PARADIS-DESCHÊNES, P.; JOANISSE, D. R.; BILLAUT, F. Ischemic Preconditioning Improves Time
Trial Performance at Moderate Altitude. Med Sci Sports Exerc, 50, n. 3, p. 533-541, Mar 2018.
PARADIS-DESCHÊNES, P.; JOANISSE, D. R.; MAURIÈGE, P.; BILLAUT, F. Ischemic Preconditioning
Enhances Aerobic Adaptations to Sprint-Interval Training in Athletes Without Altering Systemic Hypoxic
Signaling and Immune Function. Front Sports Act Living, 2, p. 41, 2020a.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 234
PARADIS-DESCHÊNES, P.; LAPOINTE, J.; JOANISSE, D. R.; BILLAUT, F. Similar Recovery of
Maximal Cycling Performance after Ischemic Preconditioning, Neuromuscular Electrical Stimulation or
Active Recovery in Endurance Athletes. J Sports Sci Med, 19, n. 4, p. 761-771, Dec 2020b.
PATTERSON, S. D.; BEZODIS, N. E.; GLAISTER, M.; PATTISON, J. R. The Effect of Ischemic
Preconditioning on Repeated Sprint Cycling Performance. Med Sci Sports Exerc, 47, n. 8, p. 1652-
1658, Aug 2015.
PAULL, E. J.; VAN GUILDER, G. P. Remote ischemic preconditioning increases accumulated oxygen
decit in middle-distance runners. J Appl Physiol (1985), 126, n. 5, p. 1193-1203, May 1 2019.
PEREIRA, H. M.; DE LIMA, F. F.; SILVA, B. M.; KOHN, A. F. Sex differences in fatigability after ischemic
preconditioning of non-exercising limbs. Biol Sex Differ, 11, n. 1, p. 59, Oct 27 2020.
PETHICK, J.; CASSELTON, C.; WINTER, S. L.; BURNLEY, M. Ischemic Preconditioning Blunts Loss
of Knee Extensor Torque Complexity with Fatigue. Med Sci Sports Exerc, 53, n. 2, p. 306-315, Feb 1
2021.
RICHARD, P.; BILLAUT, F. Combining Chronic Ischemic Preconditioning and Inspiratory Muscle Warm-
Up to Enhance On-Ice Time-Trial Performance in Elite Speed Skaters. Front Physiol, 9, p. 1036,
2018a.
RICHARD, P.; BILLAUT, F. Time-Trial Performance in Elite Speed Skaters After Remote Ischemic
Preconditioning. Int J Sports Physiol Perform, p. 1-9, Nov 16 2018b.
SABINO-CARVALHO, J. L.; LOPES, T. R.; OBEID-FREITAS, T.; FERREIRA, T. N. et al. Effect of
Ischemic Preconditioning on Endurance Performance Does Not Surpass Placebo. Med Sci Sports
Exerc, 49, n. 1, p. 124-132, Jan 2017.
SEEGER, J. P. H.; TIMMERS, S.; PLOEGMAKERS, D. J. M.; CABLE, N. T. et al. Is delayed ischemic
preconditioning as effective on running performance during a 5km time trial as acute IPC? J Sci Med
Sport, 20, n. 2, p. 208-212, Feb 2017.
SEELEY, A. D.; JACOBS, K. A. IPC recovery length of 45 minutes improves muscle oxygen saturation
during active sprint recovery. Eur J Sport Sci, p. 1-8, Jun 28 2021.
SHARMA, V.; MARSH, R.; CUNNIFFE, B.; CARDINALE, M. et al. From Protecting the Heart to
Improving Athletic Performance - the Benets of Local and Remote Ischaemic Preconditioning.
Cardiovasc Drugs Ther, 29, n. 6, p. 573-588, Dec 2015.
SLYSZ, J. T.; BURR, J. F. Enhanced Metabolic Stress Augments Ischemic Preconditioning for Exercise
Performance. Front Physiol, 9, p. 1621, 2018.
SLYSZ, J. T.; PETRICK, H. L.; MARROW, J. P.; BURR, J. F. An examination of individual responses to
ischemic preconditioning and the effect of repeated ischemic preconditioning on cycling performance.
Eur J Sport Sci, 20, n. 5, p. 633-640, Jun 2020.
TANAKA, D.; SUGA, T.; TANAKA, T.; KIDO, K. et al. Ischemic Preconditioning Enhances Muscle
Endurance during Sustained Isometric Exercise. Int J Sports Med, 37, n. 8, p. 614-618, Jul 2016.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
Capítulo 19 235
TAYLOR, C. W.; INGHAM, S. A.; FERGUSON, R. A. Acute and chronic effect of sprint interval training
combined with postexercise blood-ow restriction in trained individuals. Exp Physiol, 101, n. 1, p. 143-
154, Jan 2016.
TELLES, L. G. S.; CARELLI, L. C.; BRÁZ, I. D.; JUNQUEIRA, C. et al. Effects of Ischemic
Preconditioning as a Warm-Up on Leg Press and Bench Press Performance. J Hum Kinet, 75, p. 267-
277, Oct 2020.
TER BEEK, F.; JOKUMSEN, P. S.; SLOTH, B. N.; STEVENSON, A. J. T. et al. Ischemic Preconditioning
Attenuates Rating of Perceived Exertion But Does Not Improve Maximal Oxygen Consumption or
Maximal Power Output. J Strength Cond Res, Apr 24 2020.
THOMPSON, K. M. A.; WHINTON, A. K.; FERTH, S.; SPRIET, L. L. et al. Ischemic Preconditioning: No
Inuence on Maximal Sprint Acceleration Performance. Int J Sports Physiol Perform, 13, n. 8, p. 986-
990, Sep 1 2018.
TOCCO, F.; MARONGIU, E.; GHIANI, G.; SANNA, I. et al. Muscle ischemic preconditioning does not
improve performance during self-paced exercise. Int J Sports Med, 36, n. 1, p. 9-15, Jan 2015.
TOMSCHI, F.; NIEMANN, D.; BLOCH, W.; PREDEL, H. G. et al. Ischemic Preconditioning Enhances
Performance and Erythrocyte Deformability of Responders. Int J Sports Med, 39, n. 8, p. 596-603, Jul
2018.
VALENZUELA, P. L.; MARTÍN-CANDILEJO, R.; SÁNCHEZ-MARTÍNEZ, G.; BOUZAS MARINS, J. C. et
al. Ischemic Preconditioning and Muscle Force Capabilities. J Strength Cond Res, Mar 15 2019.
VAN ECK, N. J.; WALTMAN, L. Software survey: VOSviewer, a computer program for bibliometric
mapping. Scientometrics, 84, n. 2, p. 523-538, Aug 2010.
WIGGINS, C. C.; CONSTANTINI, K.; PARIS, H. L.; MICKLEBOROUGH, T. D. et al. Ischemic
Preconditioning, O2 Kinetics, and Performance in Normoxia and Hypoxia. Med Sci Sports Exerc, 51,
n. 5, p. 900-911, May 2019.
WILLIAMS, N.; RUSSELL, M.; COOK, C. J.; KILDUFF, L. P. Effect of Ischemic Preconditioning on
Maximal Swimming Performance. J Strength Cond Res, 35, n. 1, p. 221-226, Jan 1 2021.
ZINNER, C.; BORN, D. P.; SPERLICH, B. Ischemic Preconditioning Does Not Alter Performance in
Multidirectional High-Intensity Intermittent Exercise. Front Physiol, 8, p. 1029, 2017.
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
255
Índice Remissivo
ÍNDICE REMISSIVO
A
Abordagem lúdica 52, 56, 57, 60, 63, 64
Abordagem tradicional 52, 60
Administração esportiva 104
Adolescentes 12, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 21, 25, 131, 132, 133, 164, 165, 166, 167, 171, 172,
173, 174, 188
Ansiedade Pré-Competitiva 187, 193, 195
Autismo 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 167
B
Boas Práticas de governança 104, 106, 107, 109, 111, 114, 115, 137, 147
Brincar 10, 16, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 54
C
Ciclo menstrual 13, 209, 210, 211, 212, 213, 214, 215, 216, 217, 228
Composição corporal 166, 171, 242, 244, 246, 247, 248, 249, 251, 253
Comunicação Organizacional 66, 67, 68, 70, 71, 72, 73, 75, 76, 81, 83
Confederações 68, 76, 80, 83, 117, 137, 143, 145, 146, 147, 149
Crianças 10, 6, 7, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43,
44, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 91, 102, 110, 128, 131, 132, 133,
148, 163, 165, 172, 174, 239
Currículo 2, 10, 24, 25, 26, 27, 44, 151, 161, 163
D
Desempenho Atlético 219
Desempenho Físico Funcional 178
E
Educação Especial 10, 12, 13, 18, 19, 20, 21, 22, 254
Educação Física 2, 9, 10, 12, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 21,
22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 51, 54, 64, 65, 66, 85, 92, 99, 104, 115,
117, 118, 124, 127, 151, 152, 153, 154, 156, 157, 158, 159, 160, 161, 162, 163, 167, 177,
184, 186, 195, 196, 206, 207, 209, 217, 229, 239, 241, 254
Educação Física Escolar 2, 9, 10, 11, 23, 24, 26, 30, 34, 152, 153, 158, 162, 254
Educação Física Infantil 10, 12, 13, 15, 20, 22
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
256
Índice Remissivo
Efeito Ergogênico 219, 227
Efeito Placebo 219, 228
Ensino Médio 10, 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34
Entidades esportivas 11, 66, 67, 68, 70, 75, 76, 137, 138, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 149
Escalada 12, 177, 178, 179, 180, 181, 182, 183, 184
Esporte 2, 9, 11, 12, 6, 7, 10, 25, 30, 31, 33, 34, 47, 48, 53, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71,
73, 76, 83, 84, 85, 86, 88, 89, 90, 92, 93, 96, 97, 98, 99, 102, 104, 105, 106, 107, 110, 111,
115, 118, 119, 124, 126, 127, 128, 129, 131, 132, 133, 134, 135, 136, 137, 138, 139, 140,
141, 142, 143, 144, 145, 147, 148, 149, 150, 151, 152, 153, 154, 155, 156, 157, 158, 159,
160, 161, 162, 178, 179, 183, 184, 187, 188, 190, 195, 196, 197, 199, 206, 207, 219, 240,
241, 242, 243, 244, 251, 252, 253, 254
Esporte Orientação 12, 48, 151, 152, 153, 154, 155, 156, 157, 158, 159, 160, 161, 162
Esportes de Combate 186, 187, 192, 196, 206
Estado da arte 35, 219
Estresse Fisiológico 87
Exercícios Físicos 3, 5, 89, 95, 209, 210, 211, 212, 238, 244
F
Fisiculturismo 242, 243, 244, 245, 246, 249, 250, 251, 252
Força Muscular 12, 164, 165, 166, 172, 173, 174, 178, 179, 181, 184, 217
Força Muscular Isométrica 165, 181
Formação Docente 12, 13, 21
Formação Inicial 12, 3, 20, 151, 152, 153, 156, 157, 158, 159, 161, 162, 163
Futebol 11, 30, 31, 32, 66, 67, 69, 74, 76, 77, 78, 79, 83, 85, 89, 99, 106, 116, 117, 118, 119,
120, 121, 123, 124, 125, 129, 131, 132, 152, 155, 162, 218, 221, 222, 225, 246
G
Gestante 237, 238
Gestão 5, 10, 66, 67, 68, 69, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 78, 79, 85, 106, 107, 109, 111, 113, 114,
116, 117, 129, 136, 137, 141, 143, 144, 145, 146, 148, 150, 237, 241, 254
Gestão Esportiva 117, 137
Goleiro 11, 32, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125
I
Idate 13, 186, 187, 189, 190, 191, 192, 194
J
Judô 111, 115, 193, 195, 196, 197, 198, 199, 200, 203, 206, 207
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
257
Índice Remissivo
L
Lazer 12, 6, 14, 126, 127, 128, 129, 131, 132, 134, 135, 136, 152, 159, 206
Lúdico 10, 20, 36, 37, 39, 41, 42, 44, 51, 54, 55, 60, 62, 63, 64, 65, 153, 156
M
Metodologias de ensino 52, 53, 152
Mulheres 53, 128, 148, 172, 196, 199, 209, 211, 212, 213, 214, 215, 216, 217, 218, 222,
228, 236, 237, 238, 247, 250
N
Natação 11, 33, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 60, 62, 63, 64, 65, 93, 131, 203, 218, 221, 222,
224, 226
Negócios 72, 106, 236, 237, 238, 239, 240, 241
O
Organizações Esportivas 68, 69, 71, 72, 83, 117, 137, 138, 139, 141, 143, 144, 146
P
Paratleta 87
Perda rápida de peso 13, 196, 197, 198, 204, 206, 207
Políticas Públicas 12, 5, 6, 7, 21, 96, 126, 127, 128, 129, 131, 134
Populações Tradicionais 12, 126, 128, 129, 133
Preensão Palmar 171, 173
Princípios operacionais 11, 118, 120, 121, 124
Q
Qualidade de vida 11, 2, 3, 6, 8, 15, 19, 36, 86, 87, 88, 89, 90, 94, 96, 99, 100, 102, 128,
131, 187, 207, 213, 215, 216, 239
Qualidade do sono 13, 196, 197, 198, 200, 203, 204, 207, 208
R
Regras de ação 11, 118, 120, 121, 124, 125
Relacionamento Humano 30, 31
Resiliência Psicológica 87, 99
S
Sedentarismo 10, 1, 2, 3, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11
Síndrome de Down 9, 12, 164, 165, 167
Ciências do esporte e educação física: Pesquisas cientícas inovadoras,
interdisciplinares e contextualizadas
258
Índice Remissivo
T
Tomada de decisão 11, 118, 122, 123, 124, 138, 139, 140, 147, 155, 183
Treinamento Personalizado 13, 236
ResearchGate has not been able to resolve any citations for this publication.
Article
Full-text available
Ischemic preconditioning (IPC) involves brief, repeated bouts of limb occlusion and reperfusion capable of improving exercise performance at least partially by enhancing local skeletal muscle oxygenation. This study sought to investigate the effect of a lower limb IPC protocol, with either a 5-min or 45-min post-application delay, on vastus lateralis tissue saturation index (TSI) and systemic cardiac hemodynamics at rest and during short-duration intense cycling. Twelve young adults randomly completed four interventions: IPC (at 220 mmHg) with 5-min delay (IPC5), IPC with 45-min delay (IPC45), SHAM (at 20 mmHg) with 5-min delay (SHAM5), and SHAM with 45-min delay (SHAM45). Following IPC intervention and recovery delay, participants completed 5, 60-s high-intensity (100% Wpeak) cycle sprints separated by 120-sec of active recovery (30% Wpeak). Compared to baseline, TSI immediately following IPC5, but pre-exercise, remained lower than the equivalent for IPC45 (-5.9 ± 1.5%, p= .002). IPC, imposed at least 45-min before the completion of five 60-s sprint cycling efforts, significantly enhanced TSI during active recovery between sprint intervals compared to a 5-min delay (6.6 ± 2.4%, p= .021), and identical SHAM conditions (SHAM5: 5.8 ± 2.2%, p= .024; SHAM45: 6.2 ± 2.5%, p= .029). A 45-min delay following IPC appears to provide heightened skeletal muscle metabolic rebound prior to intense sprint cycling as compared to a 5-min delay. Furthermore, IPC followed by a 45-min delay enhanced recovery of skeletal muscle oxygenation during low intensity active sprint recovery, despite an unchanged decline in skeletal muscle oxygenation during near-maximal sprinting efforts.
Article
Full-text available
This study examined the effects of a simultaneous ischemic preconditioning (IPC) and SHAM intervention to reduce the placebo effect due to a priori expectation on the performance of knee extension resistance exercise. Nine moderately trained men were tested in three different occasions. Following the baseline tests, subjects performed a first set of leg extension tests after the IPC (3 X 5 min 50 mmHg above systolic blood pressure) on right thigh and the SHAM (same as IPC, but 20 mmHg) on left thigh. After 48 hours, the subjects performed another set of tests with the opposite applications. Number of repetitions, maximal voluntary isometric contraction (MVIC) and perceptual indicators were analyzed. After IPC and SHAM intervention performed at the same time, similar results were observed for the number of repetitions, with no significant differences between conditions (baseline x IPC x SHAM) for either left (p = 0.274) or right thigh (p = 0.242). The fatigue index and volume load did not show significant effect size after IPC and SHAM maneuvers. In contrast, significant reduction on left tight MVIC was observed (p = 0.001) in SHAM and IPC compared to baseline, but not for right thigh (p = 0.106). Results from the current study may indicate that applying IPC prior to a set of leg extension does not result in ergogenic effects. The placebo effect seems to be related to this technique and its dissociation seems unlikely, therefore including a SHAM or placebo group in IPC studies is strongly recommended.
Article
Full-text available
Ischemic preconditioning (IPC) has been repeatedly reported to augment maximal exercise performance over a range of exercise durations and modalities. However, an examination of the relevant literature indicates that the reproducibility and robustness of ergogenic responses to this technique are variable, confounding expectations about the magnitude of its effects. Considerable variability among study methodologies may contribute to the equivocal responses to IPC. This review focuses on the wide range of methodologies used in IPC research, and how such variability likely confounds interpretation of the interactions of IPC and exercise. Several avenues are recommended to improve IPC methodological consistency, which should facilitate a future consensus about optimizing the IPC protocol, including due consideration of factors such as: location of the stimulus, the time between treatment and exercise, individualized tourniquet pressures and standardized tourniquet physical characteristics, and the incorporation of proper placebo treatments into future study designs.
Article
Full-text available
This study investigated the efficacy of ischemic preconditioning (IPC) on the recovery of maximal aerobic performance and physiological responses compared with commonly used techniques. Nine endurance athletes performed two 5-km cycling time trials (TT) interspersed by 45 minutes of recovery that included either IPC, active recovery (AR) or neuromuscular electrical stimulation (NMES) in a randomized crossover design. Performance, blood markers, arterial O2 saturation (SpO2), heart rate (HR), near-infrared spectroscopy-derived muscle oxygenation parameters and perceptual measures were recorded throughout TTs and recovery. Differences were analyzed using repeated-measures ANOVAs and Cohen's effect size (ES). The decrement in chronometric performance from TT1 to TT2 was similar between recovery modalities (IPC: -6.1 sec, AR: -7.9 sec, NMES: -5.4 sec, p = 0.84, ES 0.05). The modalities induced similar increases in blood volume before the start of TT2 (IPC: 13.3%, AR: 14.6%, NMES: 15.0%, p = 0.79, ES 0.06) and similar changes in lactate concentration and pH. There were negligible differences between conditions in bicarbonate concentration, base excess of blood and total concentration of carbon dioxide, and no difference in SpO2, HR and muscle O2 extraction during exercise (all p > 0.05). We interpreted these findings to suggest that IPC is as effective as AR and NMES to enhance muscle blood volume, metabolic by-products clearance and maximal endurance performance. IPC could therefore complement the athlete's toolbox to promote recovery.
Article
Full-text available
Abstract: It has been demonstrated that brief cycles of ischemia followed by reperfusion (IR) applied before exercise can improve performance and, IR intervention, applied immediately after exercise (post-exercise ischemic conditioning—PEIC) exerts a potential ergogenic effect to accelerate recovery. Thus, the purpose of this systematic review with meta-analysis was to identify the effects of PEIC on exercise performance, recovery and the responses of associated physiological parameters, such as creatine kinase, perceived recovery and muscle soreness, over 24 h after its application. From 3281 studies, six involving 106 subjects fulfilled the inclusion criteria. Compared to sham (cuff administration with low pressure) and control interventions (no cuff administration), PEIC led to faster performance recovery (p = 0.004; ES = −0.49) and lower increase in creatine kinase (p < 0.001; effect size (ES) = −0.74) and muscle soreness (p < 0.001; ES = −0.88) over 24 h. The effectiveness of this intervention is more pronounced in subjects with low/moderate fitness level and at least a total time of 10 min of ischemia (e.g., two cycles of 5 min) is necessary to promote positive effects.
Article
Full-text available
Background Ischemic preconditioning (IPC) is suggested to decrease fatigability in some individuals but not others. Sex differences in response to IPC may account for this variability and few studies systematically investigated the effects of IPC in men and women. The goal of this study was to determine if time to task failure, perception of pain, and neuromuscular mechanisms of fatigability were altered by IPC in men and women. Methods Ten women (29 ± 5 years old) and 10 men (28 ± 6 years old) performed isometric contractions with the plantar flexor muscles of the dominant leg at 20% of maximal voluntary contraction until task failure. We used a repeated measures design where each individual performed 3 randomized and counterbalanced test sessions: (A) IPC session, cuff inflation and deflation (5 min each repeated 3 times) performed before the exercise by inflating cuffs to the non-dominant leg and arm; (B) sham session, cuffs were inflated for a short period (1 min); and (C) control session, no cuffs were involved. Results Compared with control, IPC increased time to task failure in men (mean difference, 5 min; confidence interval (CI) of mean difference, 2.2; 7.8 min; P = 0.01) but not women (mean difference, − 0.6 min; CI of mean difference, − 3.5; 2.4 min; P = 0.51). In men, but not women, the IPC-induced increase in time to task failure was associated with lower response to pressure pain ( r = − 0.79). IPC further exposed sex differences in arterial pressure during fatiguing contractions (session × sex: P < 0.05). Voluntary activation, estimated with the twitch interpolation technique, and presynaptic inhibition of leg Ia afferents were not altered after IPC for men and women. The tested variables were not altered with sham. Conclusions The ergogenic effect of IPC on time to task failure was observed only in men and it was associated with reductions in the perception of pain. This pilot data suggest the previously reported inter-individual variability in exercise-induced fatigability after IPC could be a consequence of the sex and individual response to pain.
Article
Background The effects of ischemic preconditioning (IPC) versus a deceptive sham protocol on indirect markers of exercise-induced muscle damage (EIMD) after the application of individualized occlusion pressure were examined. The goal of using a sham protocol is to control for the potential effect of placebo. Hypothesis IPC would surpass the sham protocol in protecting against EIMD. Study Design A randomized, double-blinded, clinical trial. Level of Evidence Level 1. Methods Thirty healthy young men were randomly assigned to an eccentric exercise for the knee extensor muscles preceded by IPC (4 × 5 minutes of individualized total occlusion pressure) or sham protocol (4 × 5 minutes using 20 mm Hg). Maximal voluntary isometric torque (MVIT), rate of torque development, muscle soreness, pressure pain threshold, knee range of motion, thigh girth, and creatine kinase (CK) activity were assessed before IPC or sham protocol and up to 72 hours after the eccentric EIMD. Affective valence and perceived exertion were also evaluated. Results MVIT decreased 17.1% in the IPC and 18.1% in the sham groups, with no differences between groups. Differences from baseline were observed in the sham group for muscle soreness at 48 hours ( P < 0.001) and 72 hours ( P = 0.02), and for CK activity at 72 hours ( P = 0.04). Muscle soreness was reduced in the IPC group at 48 hours compared with the sham group (∆ = 15.8 mm; P = 0.008) but without achieving the minimal clinically important difference. IPC induced a smaller perceived exertion than the sham protocol (∆ = 1.1 a.u.; P = 0.02). The remaining outcomes were not statistically different in both groups. Conclusion IPC does not surpass the sham protocol to protect against mild EIMD of the knee extensors muscles. Clinical Relevance Although IPC is a noninvasive, low-cost, and easy-to-administer intervention, the IPC effects can, in part, be explained by the placebo effect. In addition, individualized IPC promotes attenuation in perceived exertion during eccentric exercise.
Article
Halley, SL, Peeling, P, Brown, H, Sim, M, Mallabone, J, Dawson, B, and Binnie, MJ. Repeat application of ischemic preconditioning improves maximal 1,000-m kayak ergometer performance in a simulated competition format. J Strength Cond Res XX(X): 000-000, 2020-This study examined the effects of ischemic preconditioning (IPC) on repeat 1,000-m kayak ergometer time-trial (TT) performance, completed in a simulated competition format. Eight well-trained male kayak athletes performed 3 experimental trials, each consisting of two 1,000-m TTs separated by 80 minutes (TT 1 and TT 2). Trials included; (a) IPC (4 × 5 minutes 220 mm Hg alternating bilateral leg occlusion) 40 minutes before TT 1 only (IPC1); (b) IPC 40 minutes before TT 1 and 20 minutes before TT 2 (IPC2); and (c) no IPC (CON). Time, power, stroke rate, and expired gas variables (V[Combining Dot Above]O2 and accumulated oxygen deficit) were measured throughout each TT; blood gas variables (blood lactate, partial pressure of oxygen and blood pH) and rating of perceived exertion were measured before and after each effort. Physiological, perceptual, and physical measures were analyzed via a repeated measures analysis of variance with the level of significance set at p ≤ 0.05. There were large improvements in completion time for TT 1 in IPC1 (d = 1.24 ± 0.68, p < 0.05) and IPC2 (d = 1.53 ± 0.99, p < 0.05) versus CON. There was also a large improvement in TT 2 completion time in IPC2 versus CON (d = 1.26 ± 1.13, p = 0.03) whereas, IPC1 and CON were indifferent (d = 0.3 ± 0.54, p = 0.23). This study showed that a repeat application of IPC in a simulated competition format may offer further benefit in comparison to a single pre-exercise application of IPC.
Article
Some evidence indicates that ischemic preconditioning (IPC) may positively affect endurance exercise performance, but IPC's effect on running performance is unclear. This study's purpose was to examine the effect of IPC on running performance in recreational runners. Participants (n=12) completed IPC, a sham (SH) condition, and a leg elevation without blood restriction (LE) control condition on separate days (order randomized). For IPC, blood was restricted using blood pressure cuffs inflated to 220 mmHg at the thigh. For SH, the cuffs were inflated to only 20 mmHg. For LE, participants positioned their legs at 90 degrees against a wall while laying supine. The duration of each protocol was 30 minutes (three 5-minute bouts with 5-minute breaks). Following each protocol, participants ran 2.4 kilometers as fast as possible on a motorized treadmill. Run time, heart rate, and perceived exertion were measured and statistically compared, using repeated-measures ANOVA, each 0.8 kilometers. There were no differences in heart rate or time trial performance across protocols (p>0.05; IPC, 612.5±61.2 sec; SH, 608.1±57.9 sec; LE, 612.7±59.1 sec). Rating of perceived exertion at 0.8 kilometers was significantly lower for the IPC protocol than SH in females only (~5.7%, or ~0.8 points on a 6-20 scale; p<0.05). Our IPC protocol did not improve running performance or physiological parameters during a time trial run in recreational runners. The performance benefit seen in this study's most fit individuals suggests that fitness level may influence IPC's efficacy for improving endurance running performance.