ChapterPDF Available

ARTICULAÇÃO ENTRE SAÚDE E EDUCAÇÃO: A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA SOB A ÓTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Authors:

Abstract

For centuries health has been associated with absence of disease, reflecting on a biomedical model, but since the 1970s, discussions about the expanded concept of health have been in force. This perspective considers the promotion, prevention and treatment of health problems, but also the quality of life levels of the individual, their family, the environment and thecommunity. From this perspective, the Brazilian health system creates mechanisms that lead to integrality in its actions, to mention the Extended Family Health and Primary Care Centers, composed of multiprofessional teams; and the Health at School Program, which aims to impact the health of the school community with positive developments in various areas. In this sense, we want to clarify the tenuous relationship between the macro areas of health and education, describing government programs from the perspective of the Physical Education professional, presenting possibilities for application in contexts beyond the Brazilian.
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 141
Data de aceite: 01/11/2020
ARTICULAÇÃO ENTRE SAÚDE E EDUCAÇÃO:
A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA SOB A ÓTICA DO
PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CAPÍTULO 14
doi
Data de submissão: 04/09/2020
Paulo Sergio Cardoso da Silva
Universidade Federal de Santa Catarina
Florianópolis/Santa Catarina
http://lattes.cnpq.br/5272022731516902
Marcelo Braz Vieira
Universitat de Barcelona
Barcelona (Espanha)
http://lattes.cnpq.br/6726869062553229
RESUMO: Durante séculos a saúde foi
associada a ausência de doença, reetindo num
modelo biomédico, mas, desde a década de
1970, discussões acerca do conceito ampliado
de saúde passaram a vigorar. Esta perspectiva
considera a promoção, prevenção e tratamento
de agravos a saúde, mas também os níveis de
qualidade de vida tanto do indivíduo como da
sua família, meio ambiente e comunidade. Sob
esta ótica, o sistema de saúde brasileiro cria
mecanismos de levar a integralidade nas suas
ações, a citar os Núcleos Ampliados de Saúde da
Família e Atenção Básica, composto por equipes
multiprossionais; e o Programa Saúde na
Escola, que visa impactar a saúde da comunidade
escolar com desdobramentos positivos em vários
âmbitos. Neste sentido, quer-se aqui tornar
clara a relação tênue entre as macroáreas da
saúde e educação, descrevendo programas
governamentais sob a ótica do prossional de
Educação Física, apresentando possibilidades
para aplicação em contextos além do brasileiro.
Palavras - chave: PROGRAMA SAÚDE NA
ESCOLA. Educação. Promoção de Saúde.
Educação Física. Brasil.
ARTICULATION BETWEEN HEALTH AND
EDUCATION: BRAZILIAN EXPERIENCE
FROM THE PERSPECTIVE OF PHYSICAL
EDUCATION PROFESSIONALS
ABSTRACT: For centuries health has been
associated with absence of disease, reecting
on a biomedical model, but since the 1970s,
discussions about the expanded concept of health
have been in force. This perspective considers
the promotion, prevention and treatment of health
problems, but also the quality of life levels of the
individual, their family, the environment and the
community. From this perspective, the Brazilian
health system creates mechanisms that lead to
integrality in its actions, to mention the Extended
Family Health and Primary Care Centers,
composed of multiprofessional teams; and the
Health at School Program, which aims to impact
the health of the school community with positive
developments in various areas. In this sense, we
want to clarify the tenuous relationship between the
macro areas of health and education, describing
government programs from the perspective of
the Physical Education professional, presenting
possibilities for application in contexts beyond the
Brazilian.
KEYWORDS: Health Program at School.
Education. Education. Health Promotion. Physical
Education. Brazil.
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 142
1 | INTRODUÇÃO
A saúde tem sido associada historicamente ao surgimento de doenças, sua
prevenção e cura. Isso reete a hegemonia do modelo biomédico que tem permeado
durante longo tempo o desenvolvimento das práticas de saúde no Brasil e no mundo. No
entanto, nos últimos anos esse quadro vem sendo modicado para uma visão mais ampla
e holística da saúde.
A integração das áreas de saúde e educação desde uma perspectiva de formação
permanente de educadores e prossionais da saúde, e a consequente troca de saberes
que emerge nesse contexto, permitem ressignicar sua interrelação que historicamente
“têm vivenciado aproximações e distanciamentos, e produzido experiências que reetem
encontros e desencontros, no cumprimento das suas missões e do seu papel social”
(Ministério da Educação, 2009, p.9).
Neste sentido, o objetivo deste estudo é:
Tornar clara a relação tênue entre as macroáreas da saúde e da educação;
Descrever um programa governamental intersetorial brasileiro sob a ótica do
prossional de Educação Física, para o enfrentamento de fatores de risco como
a obesidade;
Apresentar o modelo do Programa Saúde na Escola como uma forma possível
de ser aplicada em contextos além do brasileiro.
2 | FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Saúde pública brasileira e a Atenção Primária à Saúde
O Sistema Único de Saúde (SUS) está amparado na Constituição Federal brasileira,
de 1988, e nas Leis orgânicas da Saúde, todas fruto de vários movimentos pregressos
internacionais, como a Conferência Internacional de Atenção Primária de 1976, realizada
em Alma-Ata e com o objetivo de trazer a saúde sob a perspectiva ampliada; e também
nacionais, como a Reforma Sanitária brasileira ocorrida na década de 70, que buscou
fomentar mudanças e transformações no sistema de saúde para melhoria das condições
de vida da população, e a Conferência Nacional de Saúde em 1986, que teve como
tópicos de discussão o entendimento da saúde como direito, a reformulação do sistema
nacional vigente, além do nanciamento do setor (BRASIL, 1990a; 1990b; 1988; OMS,
1978).
Conforme seus princípios, o SUS traz a saúde como um direito universal (BRASIL,
1990a; 1988). Além disso, está organizado em três níveis de complexidade, a Atenção
Básica ou Primária à Saúde, normalmente relacionadas a atendimentos realizados nos
Postos/Centros/Unidades de Saúde, que utilizam uma tecnologia leve para atender a
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 143
maioria das demandas em saúde; a média complexidade, que se refere às ações e serviços
de saúde em ambiente ambulatorial ou hospitalar, com maior aporte tecnológico e apoio
para diagnóstico e tratamento, podendo ser representado pelas policlínicas e centros de
atenção psicossocial, de reabilitação, de odontologia, de doenças infecciosas, dentre
outros; e por m, a alta complexidade, que se refere a um conjunto de procedimentos que
demandam de alta tecnologia e alto custo, oferecendo serviços qualicados e normalmente
representados pelos hospitais (BRASIL, 2011; BRASIL, 2010a).
As ações realizadas na Atenção Primária à Saúde focam na corresponsabilização
dos atores envolvidos, empoderando as comunidades a serem responsáveis por si
mesmas e pelo próximo (BRASIL, 2017a). Tendo em vista que apresenta resolutividade
para cerca de 80% das demandas em saúde da população, a principal estratégia de saúde
brasileira se encontra neste nível de complexidade, a Estratégia Saúde da Família (Assis,
do Nascimento, Franco, y Jorge, 2010; Stareld, 2002). Formalizada como prioritária desde
2006, a ESF assegura uma estreita relação com as comunidades, tendo forte vinculação no
território, e tendo suas equipes compostas, por, no mínimo, médico da família, enfermeiro,
técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde (BRASIL, 2017a).
Apesar da alta capacidade resolutiva destas equipes, e visando atender ao importante
princípio do SUS, denominado “integralidade”, e conceituado como o “conjunto articulado e
contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para
cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema” (BRASIL, 1990a), o Ministério
da Saúde cria em 2008 os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) (BRASIL, 2008),
hoje denominados de Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica. O NASF-
AB é um serviço multidisciplinar com o objetivo de apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e
a gestão da saúde na Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família. As equipes podem
ser compostas por mais de 20 categorias prossionais distintas, incluindo o prossional de
Educação Física (BRASIL, 2017a).
As ações dos prossionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo àqueles
pertencentes a equipe NASF-AB, preveem os atendimentos individuais, domiciliares,
compartilhados, atividades de grupo, a ações de educação em saúde (BRASIL, 2017a;
SILVA, 2016). O Apoio Matricial, se caracteriza como uma das principais ferramentas
neste contexto. É com ele que os prossionais do NASF-AB buscarão assegurar, de
modo dinâmico e interativo, a retaguarda especializada nas equipes de referência (no
caso as equipes de Saúde da Família). Neste sentido, as dimensões de suporte podem
ser assistencial ou técnico-pedagógica. A primeira produz ações diretas com os usuários,
podendo ser de maneira compartilhada; e a segunda volta-se para apoio educativo com e
para a equipe (BRASIL, 2010b).
Saúde, educação e o profissional de Educação Física
Historicamente, a atuação do prossional de Educação Física sempre esteve atrelada
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 144
a uma relação com as grandes áreas dos esportes e educação (Farias y do Nascimento,
2016). Foi a partir da Resolução 218, de 1997, que passa a ser reconhecido pelo Ministério
da Saúde brasileiro como uma categoria prossional da saúde, de nível superior (BRASIL,
1997). Desde então, sua representatividade só vem crescendo. Um estudo que investigou
a distribuição dos prossionais de Educação Física na área da saúde, apontou para
um aumento de 78%, do ano de 2013 a 2017, segundo dados do Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (Silva, 2018).
Iniciativas do governo brasileiro, como o Núcleo Ampliado de Saúde da Família
e Atenção Básica (NASF-AB), que considera o prossional de Educação Física como
categoria prossional a integrar equipes multiprossionais no intuito de apoiar ações de
prevenção e promoção de saúde na Atenção Primária à Saúde, foram fundamentais para
este crescimento (BRASIL, 2017a).
É destacável também, iniciativas como a Política Nacional de Promoção de Saúde
(PNPS), que prevê a realização intersetorial das práticas corporais e atividade física como
instrumento de promoção de saúde da população; o Programa Academia da Saúde (PAS),
que possibilita a constituição de polos para a realização de inúmeras ações voltadas
para a prevenção e promoção de saúde; e o Programa Saúde na Escola (PSE), criado
em 2007, e que permite a realização de inúmeras ações de promoção de saúde dentro
do ambiente escolar, e cuja a execução é majoritariamente dos prossionais de saúde
inseridos na Atenção Primária á Saúde (BRASIL, 2017b; BRASIL, 2014; BRASIL, 2013).
A inserção formal do prossional de Educação Física nestas ações programáticas, aponta
para a potencialidade deste prossional na articulação de práticas de cuidado de caráter
multiprossional, inspiradas no princípio da integralidade, tanto para o campo da saúde
como da educação física (Fraga, Carvalho, y Gomes, 2012).
Por agir vinculado a um território e considerando os princípios do SUS, o foco de
atuação do prossional da Atenção Primária à Saúde perpassa todas as faixas etárias,
condições sociodemográcas e situações de saúde, sendo uma ponte entre outros níveis
de complexidades da Rede de Atenção à Saúde (BRASIL, 2011). Atua além das Unidades
Básicas de Saúde, ocupando espaços da comunidade, como praças, parques, igrejas,
centros comunitários, academias da saúde, escolas, creches, entre outros (BRASIL, 2017a).
A atuação do NASF-AB, como anteriormente dita, pressupõe vinculação com as equipes
de Atenção Básica ou equipes de Estratégia Saúde da Família, e visa oportunizar maior
integralidade e resolutividade aos atendimentos em saúde, que podem ser individuais,
compartilhados com outros prossionais de saúde, em forma de grupos temáticos e por
meio de processos educativos de saúde nos diferentes espaços (BRASIL, 2017a; Silva,
2016)
Há de se convir, contudo, que a aproximação da escola se mostra como mecanismo
de promoção de saúde bastante oportuno, haja vista que se relaciona com a estimulação,
manutenção e promoção de hábitos saudáveis, e cuja a repercussão apresenta potencial
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 145
de se perpetuar por toda a vida do indivíduo (Buss, 2001). Outro ponto importante é que,
o prossional de Educação Física é, talvez a categoria que melhor transita pela saúde e
educação com facilidade, pelas características da sua formação e campos de atuação
(Farias y do Nascimento, 2016). Estudos apontam para a potencialidade desta categoria
prossional como ponte entre a educação física escolar e a saúde. O ensino e aprendizagem
da vida ativa para a saúde permite com que as pessoas saibam escolher a melhor maneira
de desenvolver as atividades do seu cotidiano, frente a representações culturais, sociais,
econômicas, ambientais e biológicas (Mussi, Freitas, Amorim, y Petroski, 2016).
Neste sentido o Programa Saúde na Escola vem como um instrumento potencializador
das ações da Atenção Primária à Saúde no âmbito dos escolares, de forma a melhor cercar
os fenômenos transversais que atentam a saúde deste público, a citar, por exemplo, a
obesidade e o sedentarismo (BRASIL, 2017b). No que se refere o prossional de Educação
Física, suas atribuições podem estar relacionadas ao componente “Promoção das práticas
corporais/atividade física”, mas também no desenvolvimento de outros componentes do
programa, sob a ótica da educação em saúde em uma perspectiva mais ampla (Oliveira,
Martins y Bracht 2015), como “Alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil”
e todos os outros (BRASIL, 2017b). Desta forma, considerando a expertise necessária as
ações mencionadas, o prossional de Educação Física passa a ser compreendido com um
ator de fundamental importância neste contexto (Brito, Silva, y França, 2012).
A seleção de quais ações serão realizadas pelo PSE levam em consideração as
características do território da escola, a citar os aspectos epidemiológicos, sanitários,
sociodemográcos, culturais e alguma situação particular da própria instituição (BRASIL,
2017b; BRASIL, 2011). Entre as principais ações especícas dos prossionais de Educação
Física neste contexto, estão as ações voltadas para o combate a obesidade e a promoção
das práticas corporais, da atividade física e do lazer nas escolas (BRASIL, 2017b). A
atividade física regular é um importante instrumento de combate e tratamento de doenças
crônicas não transmissíveis, a citar a obesidade e o sedentarismo (WHO, 2018). No Brasil,
a prevalência de excesso de peso em adolescentes de 11 a 19 anos, no ano de 2015, foi
de 22,2% (Conde, Mazzeti, Silva, Santos, y Santos, 2018). Um importante estudo mundial,
com crianças e adolescente de 6 a 19 anos, mostrou que a prevalência de obesidade,
de 1975 para 2016, foi de 0,7% para 5,6% em meninas e 0,9% para 7,6% em meninas,
valores muito altos, considerando a idade (Abarca-Gómez et al., 2017). No mundo, 23%
dos adultos e 81% dos adolescentes, de 11 a 17 anos, não atendem as recomendações de
atividade física para a saúde da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2018).
É válido mencionar que ainda que o prossional de Educação Física seja o principal
responsável pela intervenção com atividade física, seus conteúdos e vivências são mais
amplos, sendo transdisciplinares e multiprossionais, podendo ser analisados sob a ótica
das ciências naturais, sociais, das humanidades ou mesmo das ciências aplicadas (Mussi
et al., 2016).
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 146
3 | DEFINIÇÃO DO CONTEXTO DE APLICAÇÃO
O Programa Saúde na Escola
Criado em 2007, o Programa Saúde na Escola tem por objetivo aproximar as
macroáreas da saúde e educação. Entre seus objetivos estão (BRASIL, 2017b):
I - promover a saúde e a cultura da paz, reforçando a prevenção de agravos
à saúde, bem como fortalecer a relação entre as redes públicas de saúde e
de educação;
II - articular as ações do Sistema Único de Saúde - SUS às ações das redes de
educação básica pública, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas
ações relativas aos estudantes e a suas famílias, otimizando a utilização dos
espaços, equipamentos e recursos disponíveis;
III - contribuir para a constituição de condições para a formação integral de
educandos;
IV - contribuir para a construção de sistema de atenção social, com foco na
promoção da cidadania e nos direitos humanos;
V - fortalecer o enfrentamento das vulnerabilidades, no campo da saúde, que
possam comprometer o pleno desenvolvimento escolar;
VI - promover a comunicação entre escolas e unidades de saúde, assegurando
a troca de informações sobre as condições de saúde dos estudantes; e
VII - fortalecer a participação comunitária nas políticas de educação básica e
saúde, nos três níveis de governo.
Seu contexto de aplicação é o município, entendendo que a saúde deve ser
pensada sob a perspectiva ampliada. Do ponto de vista prático, secretarias municipais
de saúde e de educação articulam ações à comunidade escolar, no intuito de prevenirem
e promoverem hábitos saudáveis que terão profunda interferência em suas vidas. Estas
ações são organizadas e executadas pelo setor da saúde, sobretudo pelos prossionais
inseridos na Atenção Primária à Saúde, oportunamente tendo suporte dos prossionais das
escolas envolvidas (BRASIL, 2017b).
Participação
A participação no PSE está condicionada a adesão do município junto ao Ministério
da Saúde e da Educação. Para credenciar o município, a adesão é realizada por escola, de
forma que são indicadas as escolas básicas da rede pública. Os registros das informações
sobre as atividades realizadas pelo PSE são efetuados no Sistema de Informação da
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 147
Atenção Primária à Saúde. Neste sentido, e considerando que o amparo se dá por meio de
um programa governamental intersetorial, é válido pontuar que mais de 90% dos municípios
brasileiros aderiram ao referido programa (Programa Saúde na Escola) no ciclo bianual
2017/2018 (BRASIL, 2017c).
Referente aos participantes das ações pontuais, conforme estabelecido em nas
diretrizes do PSE, são envolvidos o público escolar, a citar os estudantes da educação
básica, gestores e prossionais de educação e saúde, comunidade escolar e, de forma
mais amplicada, estudantes de educação prossional, tecnológica e de Jovens e Adultos
(Ministério da Educação, 2019; BRASIL, 2017b), com a maioria dos estudos encontrados
voltados para crianças e adolescentes (Batista et al., 2017; Machado et al., 2015; Machado
et al., 2016; Oliveira,et al., 2015). O Programa Saúde na Escola, possui periodicidade
bianual (24 meses), requerendo envio da comprovação das ações realizadas ao Ministério
da Saúde por meio do E-SUS Atenção Básica, sistema ocial do governo federal. Com
o encerramento do ciclo, e após análise do Ministério da Saúde e interesse da gestão
municipal, o município tem a oportunidade de contratualizar novo ciclo. Em termos gerais,
são analisados o cumprimento de metas pré-estabelecidas e a cobertura das ações em
escolas pactuadas com o PSE (BRASIL, 2017b). Para além da avaliação ocial, faz-
se necessária a constante avaliação, monitoramento e, se necessária, modicação das
estratégias adotadas no planejamento e execução das ações no ambiente escolar, no
intuito de melhor atender as reais demandas locais (Batista et al., 2017).
Resultados e Avaliações
Ao analisar programas e projetos direcionados à saúde em escolas brasileiras, um
estudo apontou que as ações mais comuns foram àquelas voltadas para o incentivo da
prática de atividades físicas e da alimentação saudável. Neste sentido, os programas que
promoveram atividade física na escola foram bem-sucedidos na redução do sedentarismo
(Brito et al., 2012). Loch (2011) faz uma importante consideração quanto à Educação
Física na escola, sinalizando que as intervenções voltadas para a promoção de uma vida
ativa e hábitos saudáveis não devem se limitar aos professores de Educação Física, mas
deve envolver demais atores. Outro ponto importante é o de que as ações não devem
se preocupar apenas com aumento nas práticas de atividades física, mas explorar as
múltiplas possibilidades do movimento humano, sob o olhar da educação emancipada, em
que considera a construção histórica e o campo de intervenção social (Knuth y Loch, 2014).
Quando avaliado os componentes do Programa Saúde na Escola executados
pelas equipes de Estratégia Saúde da Família entre escolares adolescentes da cidade
de Sobral-CE, um estudo identicou as seguintes ações: avaliação antropométrica e do
estado nutricional; medição da pressão arterial; vericação da carteira de vacinação;
vericação de sinais de agravos de saúde negligenciados (hanseníase, tuberculose e
malária); triagem de acuidade visual (teste de Snellen); avaliação do estado de saúde
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 148
bucal; avaliação psicossocial; atividades educativas sobre promoção de alimentação e
modos de vida saudáveis; oferecimento de práticas corporais; abordagem de temáticas
de saúde sexual e reprodutiva; atividades voltadas para a redução dos riscos e danos
causados pelo uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas; atividades de temáticas da
diversidade sexual, bullyng, discriminação e preconceito da família e da comunidade; e
atividades de sensibilização, responsabilização e intervenção do cuidado consigo e com o
meio ambiente (Machado et al., 2016).
De acordo com dados do Programa Nacional de Melhoria e da Qualidade da
Atenção Básica, o Brasil apresentou, no ano de 2012, expressivos resultados quanto a
realização de atividades na escola por meio do PSE. A região Norte foi a que executou mais
ações (80,5%), seguida da Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste (Machado et al., 2015).
É valido destacar as ações diagnósticas previstas no PSE. Por meio dos componentes
previstos pelo programa, a aproximação das equipes de saúde com a comunidade escolar
permite identicar as demandas daquele contexto. Um estudo que avaliou 21 escolas
públicas de Itapevi-SP no ano de 2014, mostrou, por meio de ações do PSE, que 30,6%
dos escolares apresentaram excesso de peso e 68,4% dos cardápios do período vespertino
apresentavam alimentos ultra processados, dentro da escola (Batista, Mondini, y Jaime,
2017). Ainda por meio do PSE, o Brasil em 2012 teve a avaliação antropométrica realizada
em maior escala na região Nordeste (57,9%), seguida da região Centro-Oeste (52,7%) e
região Norte (50,2%); e a promoção das práticas corporais e atividade física foram mais
prevalentes na região Norte (34,6%), seguido da região Centro-Oeste e Nordeste, com
34,0% e 33,9% respectivamente (Machado et al., 2015)
Entre as diculdades detectadas no PSE, um estudo apontou para o distanciamento
das propostas de promoção de saúde aos escolares adolescentes da cidade de Fortaleza-
CE (Brasil, Silva, Silva, Rodrigues, y Queiroz, 2017). Outro estudo identicou a existência
de espaços onde sua aplicação teve discurso voltado para a responsabilização dos
sujeitos, em contraposição ao que o conceito ampliado de saúde busca alcançar, cuja a
ideia é a corresponsabilização de todos envolvidos em respeito aos determinantes sociais
em saúde (Cavalcanti, Lucena, y Lucena, 2015). Ao avaliar o PSE em uma cidade do
Nordeste brasileiro um estudo apontou para a desarticulação entre os setores educação e
saúde, repercutindo negativamente no planejamento e execução das ações do PSE (Brasil
et al., 2017). De acordo com Carvalho (2015), a intersetorialidade é aspecto chave para a
promoção de saúde. Estudos sugerem para a consolidação do PSE a construção realizada
de forma participativa, com gestores municipais, equipe técnica e executores do programa,
no intuito de favorecer melhor articulação e engajamento dos atores, oportunizando uma
forma mais efetiva da sua execução, sempre avaliando as ações adotadas (Batista et al.,
2017; Fontenele, Sousa, Rasche, Souza, y Medeiros, 2017).
Contudo, é perceptível que o PSE vem em constante movimento de ampliação,
alcançando a quase totalidade dos municípios brasileiros e mostrando-se como investimento
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 149
de ganhos públicos no campo da saúde e seguridade infanto-juvenil (Vieira, Saporetti, y
Belisário, 2016). Reforça-se que a eciência e permanência das ações de promoção de
saúde na escola requerem o comprometimento de todos os envolvidos, devendo ser a
comunidade escolar empoderada nas atitudes do cotidiano (Couto et al., 2016).
Os resultados do PSE demonstram benefícios complexos como a articulação
intersetorial necessária entre as secretarias de saúde e de educação, que pode trazer
melhor eciência em outras políticas municipais, para além do PSE. Ainda neste sentido,
a aproximação de prossionais da saúde dentro do contexto escolar desmistica a ideia
de que os serviços de saúde estão necessariamente relacionados a doença, trazendo uma
imagem positiva de forma a contribuir incrementos nos níveis de qualidade de vida, não
em aspectos da saúde física, mas também aspectos psicológicos e cognitivos (CDC,
2017; Merege Filho et al., 2014; Northey, Cherbuin, Pumpa, Smee, y Rattray, 2018; Silva,
Silva, Silva, Souza, y Tomasi, 2010). Entre os resultados mais pragmáticos, está a melhoria
do estado geral de saúde dos escolares, familiares e comunidade escolar, aspecto que
traz desdobramentos positivos como, inclusive, menores gastos em saúde e melhores
resultados na educação (CDC, 2017; CEBR y ISCA, 2015; Lee et al., 2017; WHO, 2018).
4 | CONSIDERAÇÕES FINAIS
A articulação entre a saúde e a educação pode se constituir de diferentes formas e
pode trazer inúmeros benefícios, tanto à sociedade, como a gestão governamental. Além
de responder a problemas de saúde loco-regionais, estas ações possibilitam a melhoria
dos processos de trabalho por meio do renamento da articulação intersetorial, e ainda
uma abrupta economia de custos em saúde e melhoria dos resultados escolares.
No Brasil, uma das formas impulsionadoras desta relação setorial, é o Programa
Saúde na Escola, uma importante iniciativa federal que vêm trazendo resultados bastante
expressivos. Mais do que apresentar o PSE, este trabalho busca sensibilizar para a
importância da articulação entre as áreas da saúde e da educação, sobretudo na perspectiva
do prossional de Educação Física, que na sua formação sedimenta conhecimento de
ambas as áreas. Este cenário ca mais claro quando entendemos que o enfrentamento a
epidemias mundiais como a obesidade e o sedentarismo se faz cada vez mais necessário
(Abarca-Gómez et al., 2017; CDC, 2017; WHO, 2018).
Mediante os argumentos apresentados, encoraja-se que outras realidades, para
além da brasileira, empreendam esforços em projetos e ações articuladas entre saúde
e educação, no intuito de oportunizarem benefícios a sociedade em geral. Estratégia
semelhante foi encontrada nos Estados Unidos da América, em que visava aproximar as
áreas da saúde e da educação (CDC, 2017). Um relatório do Centre for Economics and
Business Research com o International Sports and Culture Association mostrou que, na
Espanha, cerca de 83% das crianças de 15 anos não atingem os níveis recomendados de
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 150
atividade física. Além disso, 13,4% de todas as mortes são causadas pela inatividade física,
aspectos que resultam em custos anuais totais superiores a 6,6 bilhões de euros (CEBR
y ISCA, 2015). O prognóstico apresentado faz da Espanha um país bastante permeável a
ações articuladas entre saúde e educação.
É válida a compreensão, contudo, de que os problemas de saúde no contexto escolar
são complexos e profundos, trazendo um importante papel a escola, em meio às questões
sociais que estão envolvidas na saúde e na aprendizagem. Isto faz com que a articulação
entre estes dois setores se faça essencial na sociedade, motivo pelo qual o PSE parece ser
uma estratégia interessante para auxiliar a população na adoção e manutenção de hábitos
de vida saudáveis (Christmann y Pavão, 2015).
A efetivação de políticas públicas voltadas para a promoção de saúde e qualidade de
vida da comunidade escolar, no entanto, exige a coordenação e planejamento intersetoriais,
com denição de orçamento adequado e uma narrativa voltada para o conceito ampliado
de saúde e para uma educação integral, selecionados a partir do diagnóstico de cada
contexto (Casemiro, Fonseca, y Secco, 2014).
Concluindo, mais estudos são necessários para comprovar a melhor forma de
implementação de políticas integradas de saúde e educação dentro do contexto escolar.
REFERÊNCIAS
Abarca-Gómez, L., Abdeen, Z. A., Hamid, Z. A., Abu-Rmeileh, N. M., Acosta-Cazares, B., Acuin, C.,
Ezzati, M. (2017). Worldwide trends in body-mass index, underweight, overweight, and obesity
from 1975 to 2016: a pooled analysis of 2416 population-based measurement studies in 128·9
million children, adolescents, and adults. The Lancet, 390(10113), 2627-2642. doi:10.1016/S0140-
6736(17)32129-3
Assis, M. M. A., do Nascimento, M. Â. A., Franco, T. B., y Jorge, M. S. B. (2010). Produção do cuidado
no Programa Saúde da Família: olhares analisadores em diferentes cenários: SciELO - EDUFBA.
Batista, M. S. A., Mondini, L., y Jaime, P. C. (2017). Ações do Programa Saúde na Escola e da
alimentação escolar na prevenção do excesso de peso infantil: experiência no município de
Itapevi, São Paulo, Brasil, 2014. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 26, 569-578.
Brasil, E. G. M., Silva, R. M., Silva, M. R. F., Rodrigues, D. P., y Queiroz, M. V. O. (2017). Promoção
da saúde de adolescentes e Programa Saúde na Escola: complexidade na articulação saúde e
educação. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 51.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 218, de 6 de março de 1997. Brasília: 1997.
BRASIL. Constituição Nacional (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília:
Senado Federal.
BRASIL. Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. (1990a). Dispõe sobre as condições para
a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências. Brasília: Diário Ocial da União, 20 set.
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 151
BRASIL. Lei n.º 8.142, de 28 de dezembro de 1990. (1990b).Dispõe sobre a participação
da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde – SUS e sobre as transferências
intergovernamentais de recursos nanceiros na área da saúde e dá outras providências. Brasília: Diário
Ocial da União, 31 dez.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008. Cria os Núcleos de Apoio à
Saúde da Família - NASF. Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010. (2010a). Estabelece
diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS). Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. (2010b). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção à
Saúde. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio a Saúde da Família / Ministério da Saúde, Secretaria
de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção à Saúde – Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a Lei nº 8.080,
de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o
planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências.
Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.681, de 7 de novembro de 2013. Redene o Programa
Academia da Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.466, de 11 de novembro de 2014. Redene a Política
Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. (2017a). Aprova a
Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da
Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Portaria Interministerial nº 1.055, de 25 de abril de 2017 (2017b). Redene as regras e os
critérios para adesão ao Programa Saúde na Escola - PSE por estados, Distrito Federal e municípios e
dispõe sobre o respectivo incentivo nanceiro para custeio de ações. Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Portaria nº 2.706, de 18 de outubro de 2017. (2017c). Lista os Municípios que nalizaram
a adesão ao Programa Saúde na Escola para o ciclo 2017/2018 e os habilita ao recebimento do teto
de recursos nanceiros pactuados em Termo de Compromisso e repassa recursos nanceiros para
Municípios prioritários para ações de prevenção da obesidade infantil com escolares. Portaria lista
Municípios que aderiram ao Programa Saúde na Escola. Brasília: Ministério da Saúde.
Brito, A. K. A., Silva, F. I. C., y França, N. M. (2012). Programas de intervenção nas escolas
brasileiras: uma contribuição da escola para a educação em saúde. Saúde em Debate, 36, 624-
632.
Buss, P. M. (2001). Promoção da saúde na infância e adolescência. Revista Brasileira de Saúde
Materno Infantil, 1, 279-282.
Carvalho, F. F. B. (2015). A saúde vai à escola: a promoção da saúde em práticas pedagógicas.
Physis: Revista de Saúde Coletiva, 25, 1207-1227.
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 152
Casemiro, J. P., Fonseca, A. B. C., y Secco, F. V. M. (2014). Promover saúde na escola: reexões a
partir de uma revisãosobre saúde escolar na América Latina. Ciência & Saúde Coletiva, 19, 829-
840.
Cavalcanti, P. B., Lucena, C. M. F., y Lucena, P. L. C. (2015). Programa Saúde na Escola:
interpelações sobre ações de educação e saúde no Brasil. Textos e Contextos, 14(2), 387-402.
doi:10.15448/1677-9509.2015.2.21728
CDC – Center for Disease Control and Prevention. (2017). Increasing Physical Education and
Physical Activity: A Framework for Schools 2017. Retrieved from National Center for Chronic
Disease Prevention and Health Promotion. Division of Population Health. Disponível em: https://www.
cdc.gov/healthyschools/physicalactivity/pdf/17_278143-A_PE-PA-Framework_508.pdf
CEBR - Centre for Economics and Business Research, y ISCA - International Sport and Culture
Association. (2015). The economic cost of physical inactivity in Europe. Disponível em: https://
inactivity-time-bomb.nowwemove.com/download-report/The%20Economic%20Costs%20of%20
Physical%20Inactivity%20in%20Europe%20(June%202015).pdf
Christmann, M., y Pavão, S. M. O. (2015). A saúde do escolar cuidada por práticas
governamentais: reexos para a aprendizagem. Revista de Educação PUC-Campinas, 20(3), 265-
277.
Conde, W. L., Mazzeti, C. M. S., Silva, J. C., Santos, I. K. S., y Santos, A. M. R. (2018). Estado
nutricional de escolares adolescentes no Brasil: a Pesquisa Nacional de Saúde dos Escolares
2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, 21.
Couto, A. N., Kleinpaul, W. V., Borfe, L., Vargas, S. C., Pohl, H. H., y Krug, S. B. F. (2016). O ambiente
escolar e as ações de promoção da saúde. Cinergis, 17(4 S1), 378-383. doi:10.17058/cinergis.
v17i0.8150
Farias, G. O., y do Nascimento, J. V. (2016). Educação, saúde e esporte: novos desaos à
Educação Física. Ilhéus, BA: Editus.
Fontenele, R. M., Sousa, A. I., Rasche, A. S., Souza, M. H. N., y Medeiros, D. C. (2017). Construção e
validação participativa do modelo lógico do Programa Saúde na Escola. Saúde em Debate, 41(n.
esp.), 167-179.
Fraga, A. B., Carvalho, Y. M., y Gomes, I. M. (2012). Políticas de formação em educação
física e saúde coletiva. Trabalho, Educação e Saúde, 10(3), 367-386. doi:10.1590/S1981-
77462012000300002
Knuth, A., y Loch, M. (2014). “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”? Um ensaio
sobre educação física e saúde na escola. Rev Bras Ativ Fis Saúde, 19(4), 429-440. doi:10.12820/
rbafs.v.19n4p429
Lee, B. Y., Adam, A., Zenkov, E., Hertenstein, D., Ferguson, M. C., Wang, P. I., . . . Brown, S. T. (2017).
Modeling The Economic And Health Impact Of Increasing Children’s Physical Activity In The
United States. Health Aff (Millwood), 36(5), 902-908. doi:10.1377/hlthaff.2016.1315
Loch, M. R. (2011). A promoção de atividade física na escola: um difícil e necessário desao. Rev
Bras Ativ Fís Saúde, 16(1), 76-77.
Educação e a Apropriação e Reconstrução do Conhecimento Cientíco 4 Capítulo 14 153
Machado, M. F. A. S., Gubert, F. D. A., Meyer, A. P. G. F. V., Sampaio, Y. P. C. C., Dias, M. S. D. A.,
Almeida, A. M. B., Chaves, E. S. (2015). Programa saúde na escola: estratégia promotora de
saúde na atenção básica no Brasil. Journal of Human Growth and Development, 25(3), 307-312.
doi:10.7322/jhgd.96709
Machado, W. D., Oliveira, K. M. C. P., Cunha, C. G., Júnior, D. G. A., Silvino, R. H. S., y Dias, M. S. A.
(2016). “Programa Saúde na Escola”: um olhar sobre a avaliação dos componentes. SANARE,
15(1), 62-68.
Merege Filho, C. A. A., Alves, C. R. R., Sepúlveda, C. A., Costa, A. S., Lancha Junior, A. H., y Gualano,
B. (2014). Inuência do exercício físico na cognição: uma atualização sobre mecanismos
siológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 20, 237-241.
Ministério da Educação. Programa Saúde nas Escolas. ME/Site institucional. Disponível em http://
portal.mec.gov.br/expansao-da-rede-federal/194-secretarias-112877938/secad-educacao-continuada-
223369541/14578-programa-saude-nas-escolas.
Ministério da Educação. (2009). Saúde e Educação: uma relação possível e necessária. Salto
para o futuro. ISSN 1982 – 0283. Ano XIX, Boletim 17, novembro 2009. Disponível em: http://
portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000012177.pdf
Mussi, R. F. F., Freitas, D. A., Amorim, A. M., y Petroski, E. L. (2016). Formação em educação física
e a saúde na escola. In G. O. Farias & J. V. do Nascimento (Eds.), Educação, saúde e esporte: novos
desaos à Educação Física (pp. 111-133). Ilhéus, BA: Editus.
Northey, J. M., Cherbuin, N., Pumpa, K. L., Smee, D. J., y Rattray, B. (2018). Exercise interventions
for cognitive function in adults older than 50: a systematic review with meta-analysis. Br J Sports
Med, 52(3), 154-160. doi:10.1136/bjsports-2016-096587
Oliveira, V. J., Martins, I., y Bracht, V. (2015). Relações da educação física com o Programa saúde
na Escola: visões dos professores das escolas de Vitória/ES. Pensar a Prática 18(3), 544-556.
doi:10.5216/rpp.v18i3.33028
Silva, P. S. C. (2016). Núcleo de Apoio à Saúde da Família: aspectos legais, conceitos e possibilidades
para a atuação dos Prossionais de Educação Física. Palhoça, SC: Unisul.
Silva, P. S. C. (2018). Physical Education Professionals in the Unied Health System: an analysis
of the brazilian registry of health institutions between 2013 and 2017. Rev Bras Ativ Fis Saúde,
23(e0050). doi:10.12820/rbafs.23e0050
Silva, R. S., Silva, I., Silva, R. A., Souza, L., y Tomasi, E. (2010). Atividade física e qualidade de vida.
Ciência & Saúde Coletiva, 15, 115-120. doi:10.1590/S1413-81232010000100017
Stareld, B. (2002). Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e
tecnologia. Brasília, DF: UNESCO: Ministério da Saúde.
Vieira, L. S., Saporetti, G. M., y Belisário, S. A. (2016). Programa Saúde na Escola: marcos jurídicos
e institucionais. Rev Med Minas Gerais, 26(Supl 8), S381-S387.
WHO - World Health Organization. (2018). Global action plan on physical activity 2018–2030: more
active people for a healthier world. Switzerland: World Health Organization.
Editora Chefe
Profª Drª Antonella Carvalho de Oliveira
Assistentes Editoriais
Natalia Oliveira
Bruno Oliveira
Flávia Roberta Barão
Bibliotecária
Janaina Ramos
Projeto Gráfico e Diagramação
Natália Sandrini de Azevedo
Camila Alves de Cremo
Luiza Alves Batista
Maria Alice Pinheiro
Imagens da Capa
Shutterstock
Edição de Arte
Luiza Alves Batista
Revisão
Os Autores
2020 by Atena Editora
Copyright © Atena Editora
Copyright do Texto © 2020 Os autores
Copyright da Edição © 2020 Atena Editora
Direitos para esta edição cedidos à Atena
Editora pelos autores.
Todo o conteúdo deste livro está licenciado sob uma Licença de
Atribuição Creative Commons. Atribuição-Não-Comercial-
NãoDerivativos 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de
responsabilidade exclusiva dos autores, inclusive não representam necessariamente a posição
oficial da Atena Editora. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam
atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou
utilizá-la para fins comerciais.
Todos os manuscritos foram previamente submetidos à avaliação cega pelos pares, membros
do Conselho Editorial desta Editora, tendo sido aprovados para a publicação.
A Atena Editora é comprometida em garantir a integridade editorial em todas as etapas do
processo de publicação. Situações suspeitas de má conduta científica serão investigadas sob
o mais alto padrão de rigor acadêmico e ético.
Conselho Editorial
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Prof. Dr. Alexandre Jose Schumacher – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Paraná
Prof. Dr. Américo Junior Nunes da Silva – Universidade do Estado da Bahia
Prof. Dr. Antonio Carlos Frasson – Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Prof. Dr. Antonio Gasparetto Júnior – Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
Prof. Dr. Antonio Isidro-Filho – Universidade de Brasília
ResearchGate has not been able to resolve any citations for this publication.
Article
Full-text available
The objective this study was to describe the distribution of Physical Education Professionals (PEP) registered in the Unified Health System (UHS) between 2013 and 2017 in Brazil. A descriptive study was carried out, based on data from the Brazilian Registry of Health Institutions (BRHI) and from the 2010 Demographic Census. The distribution was analyzed according to Brazilian macro-regions and states, considering the Brazilian Occupational Classification (BOC). A total of 6,797 PEP records were identified, distributed in eight BOC categories, of which 89.0% were registered Physical Education Professionals in Health (PEPH). There was an increase of 140.8% in the number of PEPH in the period analyzed. The largest increase was in the Southern region of the country (229.2%). The most favorable ratio between number of inhabitants and PEPH in 2017 was in the Northeastern region (24,300 inhab/PEPH) and the least favorable one was in the Northern region (46,100 inhab/PEHS). When the same ratio is analyzed according to state, Piauí showed the most favorable figure (16,341 inhab/PEHS) and the Federal District was the least favorable one (303,944 inhab/PEHS). Although the PEP is responsible for the adequate guidance of physical activity practice, clearly beneficial to health when well oriented, the results of this study pointed to an unequal distribution in the different regions and states of Brazil, although an absolute increase was observed in the registry of professionals in the period.
Article
Full-text available
RESUMO: Introdução: A obesidade é um problema crescente no Brasil em todos os grupos etários. Excesso de peso ao final da adolescência indica probabilidade elevada de peso não saudável na vida adulta. Objetivo: Descrever dados antropométricos da Pesquisa Nacional de Saúde dos Escolares (PeNSE) 2015 e sua distribuição segundo estratos geográficos e socioeconômicos. Métodos: Dados da PeNSE 2015 foram utilizados. A amostra desta análise compreende adolescentes com idade entre 11 e 19 anos de escolas públicas e privadas com dados antropométricos disponíveis. O estado nutricional foi classificado segundo valores de referência para o índice de massa corporal (IMC), propostos pela International Obesity Task Force (IOTF). As estimativas das prevalências de déficit de peso e de excesso de peso e seus respectivos erros padrão foram apresentados. A associação entre os indicadores antropométricos e as características demográficas ou sociais dos adolescentes foi estimada por odds ratio e os seus respectivos intervalos de confiança de 95% foram apresentados. Resultados: A prevalência de déficit de peso foi inferior a 3%. As maiores prevalências de excesso de peso foram observadas em adolescentes que se declararam negros ou indígenas, da região sul, da área urbana e dos quintos mais baixos de renda. Em geral, a prevalência de excesso de peso foi maior entre adolescentes que frequentavam escolas privadas. Conclusão: O excesso de peso é mais frequente entre adolescentes dos estratos de baixa renda. Além de indicador do estado nutricional, o excesso de peso pode indicar desigualdade social no Brasil.
Article
Full-text available
BACKGROUND:Underweight, overweight, and obesity in childhood and adolescence are associated with adverse health consequences throughout the life-course. Our aim was to estimate worldwide trends in mean body-mass index (BMI) and a comprehensive set of BMI categories that cover underweight to obesity in children and adolescents, and to compare trends with those of adults. METHODS:We pooled 2416 population-based studies with measurements of height and weight on 128·9 million participants aged 5 years and older, including 31·5 million aged 5-19 years. We used a Bayesian hierarchical model to estimate trends from 1975 to 2016 in 200 countries for mean BMI and for prevalence of BMI in the following categories for children and adolescents aged 5-19 years: more than 2 SD below the median of the WHO growth reference for children and adolescents (referred to as moderate and severe underweight hereafter), 2 SD to more than 1 SD below the median (mild underweight), 1 SD below the median to 1 SD above the median (healthy weight), more than 1 SD to 2 SD above the median (overweight but not obese), and more than 2 SD above the median (obesity). FINDINGS:Regional change in age-standardised mean BMI in girls from 1975 to 2016 ranged from virtually no change (-0·01 kg/m2 per decade; 95% credible interval -0·42 to 0·39, posterior probability [PP] of the observed decrease being a true decrease=0·5098) in eastern Europe to an increase of 1·00 kg/m2 per decade (0·69-1·35, PP>0·9999) in central Latin America and an increase of 0·95 kg/m2 per decade (0·64-1·25, PP>0·9999) in Polynesia and Micronesia. The range for boys was from a non-significant increase of 0·09 kg/m2 per decade (-0·33 to 0·49, PP=0·6926) in eastern Europe to an increase of 0·77 kg/m2 per decade (0·50-1·06, PP>0·9999) in Polynesia and Micronesia. Trends in mean BMI have recently flattened in northwestern Europe and the high-income English-speaking and Asia-Pacific regions for both sexes, southwestern Europe for boys, and central and Andean Latin America for girls. By contrast, the rise in BMI has accelerated in east and south Asia for both sexes, and southeast Asia for boys. Global age-standardised prevalence of obesity increased from 0·7% (0·4-1·2) in 1975 to 5·6% (4·8-6·5) in 2016 in girls, and from 0·9% (0·5-1·3) in 1975 to 7·8% (6·7-9·1) in 2016 in boys; the prevalence of moderate and severe underweight decreased from 9·2% (6·0-12·9) in 1975 to 8·4% (6·8-10·1) in 2016 in girls and from 14·8% (10·4-19·5) in 1975 to 12·4% (10·3-14·5) in 2016 in boys. Prevalence of moderate and severe underweight was highest in India, at 22·7% (16·7-29·6) among girls and 30·7% (23·5-38·0) among boys. Prevalence of obesity was more than 30% in girls in Nauru, the Cook Islands, and Palau; and boys in the Cook Islands, Nauru, Palau, Niue, and American Samoa in 2016. Prevalence of obesity was about 20% or more in several countries in Polynesia and Micronesia, the Middle East and north Africa, the Caribbean, and the USA. In 2016, 75 (44-117) million girls and 117 (70-178) million boys worldwide were moderately or severely underweight. In the same year, 50 (24-89) million girls and 74 (39-125) million boys worldwide were obese. INTERPRETATION:The rising trends in children's and adolescents' BMI have plateaued in many high-income countries, albeit at high levels, but have accelerated in parts of Asia, with trends no longer correlated with those of adults. FUNDING:Wellcome Trust, AstraZeneca Young Health Programme.
Article
Full-text available
Objective To analyze the context of health promotion with adolescents in the health and education interface focusing on the actions of the Brazilian School Health Program. Qualitative study conducted in 2015 with professionals working in the Regional Executive Coordination IV, in Fortaleza, Ceará. The data obtained in the interview were processed in the ALCESTE program. 17 health professionals and 22 education professionals participated in the study. The organization of spontaneous demand causes disharmony in the scheduled visits and health actions in the school. The difficulties in the implementation of the School Health Program were demonstrated by the lack of knowledge, the lack of planning among the sectors and the different demarcations in the territory. The professionals’ lack of knowledge regarding the program and the lack of action planning confirm the disarticulation of the education and health sectors, although they indicate the possibilities of this inter-sectoral practice.
Article
Full-text available
Objective: to describe the experience in the municipality of Itapevi-SP, Brazil, within the framework of School Health Program and school meals related to overweight prevention. Methods: this cross-sectional study comprised 21 public schools of the first cycle of Primary School who adhered to the School Health Program; the diagnoses, based on 2014 data, included the students' nutritional status, qualitative analysis of school meals, and inclusion of themes related to nutrition and physical activities in curricular and extracurricular activities. Results: overweight was present in 30.6% of the 7,017 students; ultra-processed foods represented 68.4% of the breakfast and afternoon snacks, whilst unprocessed and minimally processed foods were more present in lunch meals (92.4%); themes related to nutrition and the practice of physical activities were present in the curricular activities of 14 schools. Conclusion: the assessment of the actions of the School Health Program and school meals shows the need for adjustments on school menus.
Article
Full-text available
Resumo: Trata do tema da educação para a saúde em escolas públicas no município de Vitória/ES a partir do Programa Saúde na Escola (PSE) e suas relações com a Educação Física (EF). Um levantamento revelou a inexistência de projetos sobre o tema da saúde vinculados à EF. Isso ensejou o desenvolvimento de um projeto de formação continuada com seis professores de EF desta rede, a partir dos princípios da pesquisa-ação. De acordo com os dados produzidos e apesar da EF não ser citada diretamente nos documentos do PSE, existem potenciais relações a serem desenvolvidas. Contudo, há pouca clareza por parte dos profissionais da educação e da saúde sobre como implementá-lo, o que indica a necessidade de formações que capacitem esses agentes a desenvolverem as ações previstas no programa. Palavras-chave: Saúde Escolar. Promoção da Saúde. Educação Física e Treinamento. PHYSICAL EDUCATION OF RELATIONSHIPS BRAZILIAN’S SCHOOL HEALTH PROGRAM: VISIONS OF TEACHERS OF VITÓRIA/ES SCHOOLS Abstract: Addresses the topic of education for health in public schools in the city of Vitória/ES, the Brazilian’s School Health Program (PSE) and its relationship to Physical Education (PE). A survey showed that no projects on the theme of health related to PE. This gave origin to a continued formation project with six PE teachers of this network, from the action research principles. According to the data produced despite the PE not be cited directly into the PSE documents, there are potential relationships to be developed. However, there is little clarity on the part of professionals in education and health on how to implement it. Which indicates the need for formations that empower these agents to develop the actions planned in the program. Keywords: School Health. Health Promotion. Physical Education and Training. RELACIONES DE LA EDUCACIÓN FÍSICA CON EL PROGRAMA DE SALUD ESCOLAR: VISIONES DEL PROFESORES DE LAS ESCUELAS DE VITÓRIA/ES Resumen: Aborda el tema de la educación para la salud en las escuelas públicas de Vitória/ES, del Programa de Salud Escolar (PSE) y su relación con la Educación Física (EF). Una investigación mostró que no hay proyectos sobre el tema de la salud relacionada con la EF. Esto dio origen a un proyecto de formación continua con seis profesores de EF, a partir de los principios de la investigación acción. De acuerdo con los datos producidos y a pesar de la EF no estar directamente citada en los documentos del PSE, existen relaciones potenciales a desarrollar. Sin embargo, hay poca claridad por parte de los profesionales de la educación y salud sobre la manera de ponerla en práctica, lo que indica la necesidad de capacitación que permitan estos agentes desarrollar las acciones del programa. Palabras-clave: Salud Escolar. Promoción de la Salud. Educación y Entrenamiento Físico.
Article
Educar e cuidar são tarefas indissociáveis e indispensáveis em uma sociedade com diferentes realidades sociais e que necessita de subsídios concretos para a saúde de sua população, em especial a escolar. Torna-se imperativo discutir e compreender o Programa Saúde na Escola como uma ferramenta na aprendizagem, desenvolvimento e crescimento da criança em idade escolar a partir das conceituações de saúde e educação a fim de se repensarem práticas pedagógicas na saúde e na educação. O objetivo deste estudo é valorar o papel de articulação entre saúde e educação na escola por meio do Programa Saúde na Escola na perspectiva do cuidado integral. O estudo qualitativo do tipo documental teve por material de análise documentos oficiais do Ministério da Saúde e da Educação, e a análise foi realizada por meio da análise de conteúdo. A articulação entre saúde e educação é essencial e motivo pelo qual o Programa Saúde na Escola é uma estratégia que favorece a educação para saúde e em saúde. Palavras-chave: Aprendizagem. Educação. Saúde do escolar.
Article
Increasing physical activity among children is a potentially important public health intervention. Quantifying the economic and health effects of the intervention would help decision makers understand its impact and priority. Using a computational simulation model that we developed to represent all US children ages 8-11 years, we estimated that maintaining the current physical activity levels (only 31.9 percent of children get twenty-five minutes of high-calorie-burning physical activity three times a week) would result each year in a net present value of $1.1 trillion in direct medical costs and $1.7 trillion in lost productivity over the course of their lifetimes. If 50 percent of children would exercise, the number of obese and overweight youth would decrease by 4.18 percent, averting $8.1 billion in direct medical costs and $13.8 billion in lost productivity. Increasing the proportion of children who exercised to 75 percent would avert $16.6 billion and $23.6 billion, respectively. © 2017 Project HOPE-The People-to-People Health Foundation, Inc.
Article
Background Physical exercise is seen as a promising intervention to prevent or delay cognitive decline in individuals aged 50 years and older, yet the evidence from reviews is not conclusive. Objectives To determine if physical exercise is effective in improving cognitive function in this population. Design Systematic review with multilevel meta-analysis. Data sources Electronic databases Medline (PubMed), EMBASE (Scopus), PsychINFO and CENTRAL (Cochrane) from inception to November 2016. Eligibility criteria Randomised controlled trials of physical exercise interventions in community-dwelling adults older than 50 years, with an outcome measure of cognitive function. Results The search returned 12 820 records, of which 39 studies were included in the systematic review. Analysis of 333 dependent effect sizes from 36 studies showed that physical exercise improved cognitive function (0.29; 95% CI 0.17 to 0.41; p<0.01). Interventions of aerobic exercise, resistance training, multicomponent training and tai chi, all had significant point estimates. When exercise prescription was examined, a duration of 45–60 min per session and at least moderate intensity, were associated with benefits to cognition. The results of the meta-analysis were consistent and independent of the cognitive domain tested or the cognitive status of the participants. Conclusions Physical exercise improved cognitive function in the over 50s, regardless of the cognitive status of participants. To improve cognitive function, this meta-analysis provides clinicians with evidence to recommend that patients obtain both aerobic and resistance exercise of at least moderate intensity on as many days of the week as feasible, in line with current exercise guidelines.