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Abstract

O livro Psicolinguística em Minas Gerais visa apresentar pesquisas psicolinguísticas conduzidas por professores doutores vinculados a oito instituições de ensino do estado de Minas Gerais. Ao longo de 15 capítulos, o leitor fará uma revisão de importantes teorias linguísticas e psicolinguística, enquanto é apresentado às pesquisas desenvolvidas em território mineiro que refletem e investigam a realidade cognitiva de tais teorias.
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Muitas pesquisas na área da psicolinguística e outras subáreas da linguística envolvem análises de tempo de reação (TR) de seres humanos ao lerem determinadas estruturas linguísticas. Esses TRs são utilizados como indicativos da dificuldade de se processar diferentes unidades linguísticas. Para coletar esse tipo de informação dois métodos são bastante utilizados: o rastreamento ocular (Rayner) e a leitura auto-monitorada (Mitchell (a)). No entanto, os dados obtidos por esses métodos podem conter ruídos que tornam as análises dos resultados mais complexas. Neste trabalho, vamos apresentar uma outra opção de método experimental de leitura que parece mitigar esses ruídos: a tarefa labirinto ou maze task (Forster; et al.). Os proponentes dessa técnica experimental defendem que os dados que ela gera são menos ruidosos pois ela inibe efeitos spill-over, diminui as possibilidades de estratégias de leitura e exige um alto nível de atenção por parte dos participantes. Assim, os dados são encontrados na região esperada e perguntas de compreensão não são necessárias. Descrevemos nesse artigo alguns dos primeiros estudos que utilizaram essa técnica. Os resultados desses trabalhos corroboram o seu potencial metodológico, já que demonstram que a tarefa gerou dados localizados convergentes com efeitos de processamento previamente observados na literatura.
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The purpose of the present study was to contribute to current documented evidence of the challenges imposed by inflectional morphology in second language acquisition. We conducted two speeded acceptability judgment tasks with Brazilian Portuguese-English bilinguals with different linguistic profiles. We analyzed their behavior with respect to grammatical and ungrammatical sentences in English involving inflectional morphology. Our results suggested that the bilingual speakers differed from English native speakers only with respect to the sentences with missing inflectional morphemes regardless of proficiency level and immersion status. We understand these findings as an indication that difficulty with functional morphology involves perceptual salience and possibly learned attention to linguistic cues.
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Uma das características de bilíngues é a diversidade de perfis de proficiência e uso das línguas, o que se acentua no caso de surdos, já que as condições de acesso e exposição às línguas são bastante heterogêneas (GROSJEAN, 2008). Essas condições de acesso e exposição às línguas estão ligadas a inúmeros fatores, tais como as questões biológicas que cercam a surdez e as condições sociais, linguísticas e educacionais da pessoa surda. Considerando essa diversidade de perfis, o objetivo deste trabalho é fazer uma descrição de surdos bilíngues do par Libras-português no tocante a aspectos de sua história linguística e seus perfis de proficiência em Libras. A pesquisa baseia-se numa visão de bilinguismo pautada no uso das línguas (GROSJEAN, 2008, por exemplo), bem como em trabalhos sobre o bilinguismo dos surdos (MAYBERRY, 2007; PLAZA-PUST, 2012, 2014, entre outros). O estudo envolveu a aplicação de um questionário on-line para 117 surdos. A análise dos dados aponta que a maioria dos participantes da pesquisa é composta de surdos pré-linguais, pessoas com surdez severa ou profunda e confirma a altíssima variação na idade de contato com a Libras. Os principais contextos de aquisição da língua de sinais foram a escola, seguida das associações e cursos de Libras. A maioria dos participantes tem mais de 7 anos de contato com a comunidade surda. A maioria declarou ótimas habilidades de uso da Libras, com notas de 9 a 10 nas habilidades de sinalizar e compreender a sinalização. O artigo discute implicações da pesquisa para a definição de políticas linguísticas e a necessidade de construção de instrumentos de avaliação objetiva da proficiência em Libras.Palavras-chave: Bilinguismo dos surdos; histórias linguísticas; idade de aquisição; proficiência em língua de sinais; questionário linguístico.
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This study aims to add to the body of evidence regarding the linguistic structures that seem to be more challenging in L2 acquisition than in L1 acquisition (DeKeyser, 2005; Ellis, 2008; Inagaki, 2001; Slabakova, 2014; Sorace, 2011). The Negative Evidence Hypothesis (NEH) (AUTHOR) predicts that bilinguals are less sensitive than native speakers to violations resulted from the overgeneralization of an L2-specific rule. We tested this hypothesis by analyzing the behavior of Brazilian Portuguese-English bilinguals with different profiles towards double-object construction with unlicensed verbs in two acceptability judgment tasks. The results corroborate the NEH by conveying that bilinguals gain sensitivity as they become more proficient, yet, the data suggests that not even when immersed in the L2, they become as sensitive as native speakers.
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This volume explores how a second language is acquired and what learners must do in order to achieve proficiency. The paperback edition is a collection of original essays that approaches second language acquisition from a linguistic rather than a sociological, psychological, or purely pedagogical perspective. A wide range of viewpoints and approaches is represented. The essays in this book provide an incisive analysis of how a second language is acquired and what the second language learner must do mentally to achieve proficiency in another language. The chapters are arranged topically from those covering the broad area of theories of acquisition to those focusing specifically on syntax, semantics, pragmatics, lexicon, and phonology in another language.
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The N1-P2 complex of the auditory event-related potential (ERP) has been used to examine neural activity associated with speech sound perception. Since it is thought to reflect multiple generator processes, its functional significance is difficult to infer. In the present study, a temporospatial principal component analysis (PCA) was used to decompose the N1-P2 response into latent factors underlying covariance patterns in ERP data recorded during passive listening to pairs of successive vowels. In each trial, one of six sounds drawn from an /i/-/e/ vowel continuum was followed either by an identical sound, a different token of the same vowel category, or a token from the other category. Responses were examined as to how they were modulated by within- and across-category vowel differences and by adaptation (repetition suppression) effects. Five PCA factors were identified as corresponding to three well-known N1 subcomponents and two P2 subcomponents. Results added evidence that the N1 peak reflects both generators that are sensitive to spectral information and generators that are not. For later latency ranges, different patterns of sensitivity to vowel quality were found, including category-related effects. Particularly, a subcomponent identified as the Tb wave showed release from adaptation in response to an /i/ followed by an /e/ sound. A P2 subcomponent varied linearly with spectral shape along the vowel continuum, while the other was stronger the closer the vowel was to the category boundary, suggesting separate processing of continuous and category-related information. Thus, the PCA-based decomposition of the N1-P2 complex was functionally meaningful, revealing distinct underlying processes at work during speech sound perception.
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L1 influences on L2 learning and use are phenomena vastlydocumented in L2 learning research (ODLIN, 1989; JARVIS & PAVLEN-KO, 2007). However, approaches to the inversed phenomenon, i.e.: L2 influences on L1, are more recent (COOK, 2003). Studies of L2 e" ectson the L1 tend to examine bilinguals living in the linguistic environmentsof the L2. In the present study, we report the results of a psycholinguis-tic study that suggests that bilinguals who probably have their L1 as thedominant language may nonetheless activate L2 semantics-syntax inter-face representations over the course of sentence processing. We discussour results with respect to their implications for the cognitive architectureof bilinguals’ language representations, as well as what they might signifyfor language contact situations.