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Abstract

Este livro reúne capítulos de pesquisadores que participaram do III Encontro do Gedim, em Vitória-ES, na Universidade Federal do Espírito Santo. São capítulos que contemplam diferentes perspectivas de pesquisa que tomam como objeto de análise os discursos veiculados na mídia. O livro demonstra que o Grupo de Estudos sobre Discursos da Mídia (Gedim) tem a preocupação em partilhar com a comunidade acadêmica, com pesquisadores, com demais grupos de estudo e núcleos de pesquisa que tratam de temas relacionados, bem como interessados em mídia e reflexões sobre direito, gênero, sociedade, sexualidade, discriminação, violências e conflitos sociais.
ESTUDOS DISCURSIVOS EM
DIFERENTES PERSPECTIVAS
MÍDIA, SOCIEDADE E DIREITO
copyright
© 2016 Micheline Mattedi Tomazi, Lúcia Helena Peyroton da Rocha e Júlio César Pompeu, organização.
Todos os direitos autorais dos textos publicados neste livro estão reservados aos autores e foram
cedidos para uso da Editora Terracota Ltda., exclusivamente para a publicação desta obra. E o
conteúdo desses textos é de inteira responsabilidade de seus autores.
Capa e Diagramação
Líquido Editorial
Revisão
Metodológica
Editor responsável
Claudio Brites
Impressão
PSI7
Conselho Editorial
Alexandre Pianelli Godoy (UNIFESP-Br)
Ana Lúcia Tinoco Cabral (UNICSUL-Br)
Anna Christina Bentes (UNICAMP-Br)
Armando Jorge Lopes – Univ. Eduardo Mondlane – Moçambique
Benjamim Corte-Real – Univ. Nacional de Timor-Leste – Timor-Leste
Carlos Costa Assunção (UTAD–Pt)
Cláudia Maria de Vasconcellos (USP-Br)
Guaraciaba Micheletti (UNICSUL/USP-Br)
Johana de Albuquerque (USP-Br)
Juliana Jardim Barboza (USP-Br)
Lucianno Ferreira Gatti (UNIFESP-Br)
Luiz Carlos Travaglia (UFU-Br)
Maria da Graça Lisboa Castro Pinto (Univ. do Porto-Pt)
Maria João Marçalo (Univ. de Évora-Pt)
Maria Lucia da Cunha V. de O. Andrade (USP-Br)
Maria Valiria Aderson de M. Vargas (USP e UNICSUL-Br)
Marli Quadros Leite (USP-Br)
Moisés de Lemos Martins (Univ. do Minho – Portugal)
Sueli Cristina Marquesi (PUC/SP e UNICSUL-Br)
Vanda Maria da Silva Elias (PUC/SP-Br)
Todos os direitos desta edição reservados à
TERRACOTA EDITORA
Avenida Lins de Vasconcelos, 1886 - CEP 01538-001 - São Paulo - SP - Tel. (11) 2645-0549
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP
Roberta Amaral Sertório Gravina, CRB-8/9167
E85 Estudos discursivos em diferentes perspectivas: mídia, sociedade e direito / Micheline
Mattedi Tomazi, Lúcia Helena Peyroton da Rocha, Júlio César Pompeu (Orgs.). –
São Paulo: Terracota Editora, 2016.
232 p.
ISBN: 978-85-8380-048-4
1. Análise do discurso – mídia 2. Análise do discurso – sociedade 3. Análise do
discurso – direito I. Tomazi, Micheline Mattedi II. Rocha, Lúcia Helena Peyroton da
III. Pompeu, Júlio César
CDD 410
CDU 81
Micheline Mattedi Tomazi
Lúcia Helena Peyroton da Rocha
Júlio César Pompeu
Organização
São Paulo - 2016
Terracota
ESTUDOS DISCURSIVOS EM
DIFERENTES PERSPECTIVAS
MÍDIA, SOCIEDADE E DIREITO
SUMÁRIO
Apresentação
Prefácio
DISCURSO, GÊNERO E MÍDIA
Análise crítica do discurso
Teun A. van Dijk
Violência machista em manchetes jornalísticas
Micheline Mattedi Tomazi
Lúcia Helena Peyroton da Rocha
Jéssica Cabral Ortega
Discurso racista como meio de interdição à educação:
nas trilhas da mídia impressa
Denize Elena Garcia da Silva
Fernando Cezar Melo de Oliveira
Religiões, homossexualidades e as redes sociais:
os discursos que circulam
Daniel de Mello Ferraz
Gênero e mídia:
perspectivas históricas, sociais e políticas
Maria Beatriz Nader
DISCURSO, MÍDIA E SOCIEDADE
A construção de imagens de si no discurso organizacional
Gustavo Ximenes Cunha
“Concordo em parte” ou “discordo totalmente”:
ampliando a compreensão do fenômeno das prestações
de contas em episódios de conito
Roberto Perobelli de Oliveira
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15
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127
A crônica jornalística como espaço democrático e como porta-voz da inocência:
o (des)caso sobre mortes de bebês em hospitais
Mário Acrisio Alves Junior
Violência e poder na constituição do ethos no discurso religioso exorcista midiático
Jarbas Vargas Nascimento
Ivanaldo Santos
DISCURSO, MÍDIA E DIREITO
O direito na mídia:
mediação especializada em Supremo em Pauta
Ana Elvira Luciano Gebara
Patrícia Silvestre Leite Di Iório
Os embates entre a liberdade de expressão e o direito à imagem na mídia
Virgínia Colares
Sentenças judiciais – instâncias enunciativas constitutivas
e responsabilidade enunciativa
Maria das Graças Soares Rodrigues
Polêmica como estratégia argumentativa no discurso do contencioso
Ana Lúcia Tinoco Cabral
SOBRE OS(AS) AUTORES(AS)
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Article
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RESUMO Neste artigo problematizamos as mortes física e simbólicas, de Matheusa, mulher/homem trans não binária, anunciadas em uma notícia do jornal O Estado de São Paulo, em 2018. O aparato teórico é multidisciplinar e, portanto, enseja o diálogo entre a sociologia, a análise crítica do discurso (ACD) e a linguística aplicada (LA). A metodologia é qualitativa e os métodos de investigação advêm dos procedimentos interpretativos dos estudos sociológicos interseccionais e das ferramentas da ACD. O artigo está dividido em cinco partes. Após a introdução, a segunda parte investiga a interseccionalidade nos estudos de gênero e de raça. Na terceira, problematizam-se os gêneros e as (homos)sexualidades. Raça, racismo são os temas da quarta seção. Finalmente, discurso, mídia e ideologia mostram como as demais mortes de Matheusa são explicitadas discursivamente.
Article
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This work presents some ethnomethodological notes on the interaction between two Brazilian singers, Pitty and Anitta, in December 2014 at Altas Horas, a Rede Globo de Televisão show, which theme was the women’s role in society. Arguing on their antagonistic viewpoints, the parties used place formulation to create membership categories that, although with the same tag (woman) are presented in each turn at talk as completely different. The outcome is to analyze these differences microssequentially, in order to demonstrate how membership categorization devices are relevant at the constitution of a conflict episode. This, in turn, deserves to be understood analytically; not for analysts to implement them. On the contrary, for those who want, once conflict is implemented, they might, by knowing the conversation machinery, construct the best devices to end them.
Chapter
Bringing together thirteen original papers by leading American and British researchers, this volume reflects fresh developments in the increasingly influential field of conversation analysis. It begins by outlining the theoretical and methodological foundations of the field and goes on to develop some of the main themes that have emerged from topical empirical research. These include the organisation of preference, topic, non-vocal activities, and apparently spontaneous responses such as laughter and applause. The collection represents the most comprehensive statement yet to be published on this type of research.
Article
A proposta deste artigo é discutir a violência de gênero e os crimes passionais que tiveram destaque nos jornais maranhenses da década de 1950, em especial Pacotilha/ O Globo. A partir da análise desses dramas, pretende-se entender alguns aspectos da história de homens e mulheres envolvidos em relações afetivas e sexuais, as motivações que os levaram á prática de atos violentos contra o parceiro e como o amor e os papéis de gênero contribuá­ram para a ocorrência destes.
Article
This study describes the discourse production and processing of arguing sequences in a naturally occurring business negotiation between Brazilian manufacturers and U.S. importers. Initial chapters discuss this data source and the microethnographic processing of it, and then review, with transcript data illustrations, the literature grounding this as an interactional sociolinguistic microanalysis of negotiation talk in interaction.^ Analyses in the core chapters describe negotiational arguing sequences. These sequences develop within a limited topical scope, and out of a third-position sequential environment. When parties misalign with a bargaining position, they account for that action. When the recipients do not honor that accounting practice, arguing ensues. How the accounting practice withstands opposition determines the type of closing of a sequence.^ Further microanalysis reveals that participants orient to negotiational arguing sequences as interactional units which often have recognizable openings and closings. Their main constitutive actions--accounts and challenges--are examined. Analyses of example occurrences of different types of arguing sequences show the range of variation of the phenomenon across the corpus.^ Participants in negotiation talk co-construct these sequences of concerted arguing actions primarily through conversational turns which are topically connected among themselves as well as to previous bargaining sequences. Unlike its non-negotiational equivalents, such arguing is topic-restrictive and interactionally bounded, resulting from the negotiating participants' institutionally mandated joint efforts to locally establish some degree of common ground regarding issues on which the parties have displayed explicitly opposing views. This is required to allow alignment between the parties, preferably so that a bargaining reply can be proffered, and so that the parties may rely on each other as committed to particular courses of action in their post-negotiational future.^ Despite the participants' different linguistic background and societal membership, and despite the complexity of their interactional task, no significant miscommunication was observed in their co-construction of negotiational arguing, in contrast with what has typically been found in intra-societal interethnic encounters. This study thus postulates that the interdependent institutional goal-orientation of participants engaged in inter-societal negotiation may minimize serious cross-cultural miscommunication.
Article
The opening chapter provides the theoretical and contextual background to the book and introduces the rationale for the sections and for the themes that re-occur throughout the papers. After a brief introduction to the notion of textual travel, it outlines some of the issues relating to the notion of ‘legal-lay’ or ‘lay-legal’ communication. It then explores in some detail the genesis of textual travel notions in the interdisciplinary research literature. Next it outlines the topics and themes explored in each of the four substantive sections: police investigation as textual mediation; the legal case as intertextual construction; judicial discourse as legal recontextualization; and crossing cultural and ideological categories in lay-legal communication. Finally, it considers the long travels of the book itself.