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A qualidade do ar interior nos serviços de anatomia patológica. Revista Segurança. 2005. Nº 167. 45-50

Authors:

Abstract

Resumo Pala a s-Ci~av~: Formaldeido, Compostos Orgánicos Voláteis, Ventilação, Qualidade do Ar Interior, Serviços de Anatomia Patológica.-INTRODUÇÃO O efeito mais facilmente detectável da exposição aos vapores de Formaldeído é o seu odor desagradável e o seu efeito irritante das mucosas dos olhos e aparelho respiratório superior. Os limites de detecção estão entre os valores de 0,1-0,3 mglm3. No entanto, alguns indi víduos podem sentir o cheiro de Formaldeido a concen trações inferiores (WHO, 1991). O contacto directo com soluções de Formaldeido a concentrações de 1 %-2% pode causar irritações da pele em alguns individuos. De uma forma geral, solu ções com concentrações entre 5% e 25% são irritantes, e com concentrações superiores a 25% são corrosivas. As exposições de longa duração da pele podem levar a dermatoses alérgicas por contacto. Esta situação foi demonstrada apenas para as soluções de Formaldeído e não para os vapores (WHO, 1991). Foi demonstrado através de estudos com células humanas (ri vitro que o Formaldeído interfere com a repa ração do ADN ÇWHO, 1991). Paralelamente, demons trou-se que a exposição a vapores induzida a duas espécies de ratos levou a uma significante incidência de carcinomas nas cavidades nasais ÇWHO, 1991). A Environmental Protection Agency (EPA) classificou o Formaldeido como agente cancerígeno no Grupo El, isto é, provável carcinogénico de médio risco (Crespo & Lourenço, 2000). Por seu lado, a lei portuguesa, segundo a Norma Portuguesa NP-1796 (1988), classi fica o Formaldeído como agente suspeito de ter efeito oncogénico (Crespo & Lourenço, 2000). No entanto a proposta de actualização desta norma aponta para o mesmo em relação à sua carcinogenicidade e para uma concentração de 0,3 ppm, que nunca deve ser excedida para qualquer período de exposição. Num estudo efectuado por Cain et aL (1986), um grupo de 33 individuos autoavaliou-se relativamente à irritação e detecção do cheiro quando expostos ao formaldeído a concentrações entre 0,3 e 2,4 mg/m3 (0,25 e 2 ppm) durante 29 minutos. A partir deste estudo verificou-se que a irritação sensorial aumentou com o tempo a baixas concentrações e diminuiu com o tempo a altas concentrações. Este efeito ocorreu a nível do nariz, olhos e garganta, nos quais a sensibilidade foi seme lhante. Weber-Tschoop et aI. (1977) e Bender et aI. (1983) mostraram que ocorre uma adaptação sensorial em exposições de longa duração. Em 1983, um grupo de estudo da OMS estudou o Formaldeido procurando encontrar um limite de expo sição ocupacional com base nos seus efeitos para a saúde. Desta investigação foi indicado um limite de exposição ocupacional de curto prazo (15 minutos) para uma concentração de Formaldeído no ar de 1 mg/m3. Foi também indicado como limite a concentração de Pretendeu-se com a realização deste estudo conhecer a Quali dade do Ar Interior dos Serviços de Anatomia Patológica, mais especificamente, ao nivel das suas Sala de Entradas. Sabe-se que nestes locais ocorre a utilização e manuseamento de produtos químicos potencialmente tóxicos e carcinogéneos, nomeadamente do formol, que é um fixador pouco dispendioso e bastante eficiente, o que implica a sua eleição para os trabalhos de rotina em anatomia patológica. A solução de trabalho habitual é constituida essencialmente por formaldeido em forma gasosa e água. Foi demonstrado através de estudos com células humanas in vitro que o Formaldeido interfere com a reparação do AON. Paralelamente, demonstrou-se que a exposição a vapores indu zida a duas espécies de ratos levou a uma significante incidência de carcinomas nas cavidades nasais. considerando as actividades que se desenvolvem nos referidos locais de trabalho e a utilização dada ao formol, julga-se que se não existirem as condições de ventilação adequadas e procedi mentos de trabalho correctos os individuos que ai desenvolvem a sua actividade profissional acabarão por estar expostos a vapores de formaldeido. Procurando determinar os valores de exposição dos trabalha dores, realizou-se a medição da concentração de compostos Orgánicos Voláteis (cOVs) em três momentos específicos exem plificativos das principais actividades que se desenvolvem na Sala de Entradas. Optou-se pela medição de cov's porque o formaldeido está enquadrado neste grupo de poluentes (U.S. consumer Product Safety commission. 1997) e porque, no local, e no momento da medição, não se utilizava mais nenhum produto quimico de características semelhantes. As medições foram efectuadas em 5 Hospitais da Grande Lisboa. Na maior parte das situações investigadas foram encontradas concentrações elevadas de cov's (até 50,6 ppm) que se julga puderem estar relacionadas com as condições de ventilação existentes nas salas de entradas que foram alvo do nosso estudo. No momento da realização das medições encontraram-se outras situações que devem também ser objecto de melhoramento e, para as quais, se tecem também algumas recomendações.
is.
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
A
qualidade
do
ar
interior
nos
serviços
de
anatomia
patolágica
Amadeu
Ferro*,
Ana
Ponte**,
Ana
Silva**,
Cada
Viegas***,
Fernanda
Quintino*,Pauia
Albuquerque***,
Sandra
Fernandes**,
Susana
Viegas***
Resumo
Pala
a
s-Ci~av~:
Formaldeido,
Compostos
Orgánicos Voláteis,
Ventilação,
Qualidade
do
Ar
Interior,
Serviços
de Anatomia
Patológica.
-
INTRODUÇÃO
O
efeito
mais
facilmente
detectável
da
exposição
aos
vapores
de
Formaldeído
é
o
seu
odor
desagradável
e
o
seu
efeito
irritante
das
mucosas dos olhos
e
aparelho
respiratório
superior.
Os
limites
de
detecção estão
entre
os
valores
de
0,1
—0,3
mglm3.
No
entanto,
alguns
indi
víduos
podem
sentir
o
cheiro
de
Formaldeido
a
concen
trações
inferiores
(WHO,
1991).
O
contacto
directo
com
soluções
de
Formaldeido
a
concentrações
de
1
%-2%
pode
causar
irritações
da
pele
em
alguns individuos.
De
uma
forma
geral,
solu
ções
com
concentrações
entre
5%
e
25% são
irritantes,
e
com
concentrações
superiores
a
25%
são
corrosivas.
As
exposições
de
longa
duração
da
pele
podem
levar
a
dermatoses
alérgicas
por
contacto.
Esta
situação
foi
demonstrada
apenas
para
as
soluções
de
Formaldeído
e
não
para
os
vapores
(WHO,
1991).
Foi
demonstrado
através
de
estudos
com
células
humanas
(ri
vitro
que
o
Formaldeído
interfere
com
a
repa
ração
do
ADN
ÇWHO,
1991).
Paralelamente,
demons
trou-se
que
a
exposição
a
vapores
induzida
a
duas
espécies
de
ratos
levou
a
uma
significante
incidência
de
carcinomas
nas
cavidades
nasais
ÇWHO,
1991).
A
Environmental
Protection
Agency
(EPA)
classificou
o
Formaldeido
como
agente
cancerígeno
no
Grupo
El,
isto
é,
provável
carcinogénico
de
médio
risco
(Crespo
&
Lourenço,
2000).
Por
seu
lado,
a
lei
portuguesa,
segundo
a
Norma
Portuguesa
NP
—1796
(1988),
classi
fica
o
Formaldeído
como
agente
suspeito
de
ter efeito
oncogénico
(Crespo
&
Lourenço,
2000).
No
entanto
a
proposta
de
actualização
desta
norma aponta
para
o
mesmo
em
relação
à
sua
carcinogenicidade
e
para
uma
concentração
de 0,3
ppm,
que
nunca
deve ser
excedida
para
qualquer
período
de
exposição.
Num
estudo
efectuado
por
Cain
et
aL
(1986),
um
grupo
de
33
individuos
autoavaliou-se
relativamente
à
irritação
e
detecção
do
cheiro
quando
expostos
ao
formaldeído
a
concentrações
entre
0,3
e
2,4
mg/m3
(0,25
e 2
ppm)
durante
29
minutos.
A
partir
deste
estudo
verificou-
se
que
a
irritação
sensorial
aumentou
com
o
tempo
a
baixas
concentrações
e
diminuiu
com
o
tempo
a
altas
concentrações.
Este
efeito ocorreu
a
nível
do
nariz,
olhos
e
garganta,
nos
quais
a
sensibilidade
foi
seme
lhante.
Weber-Tschoop
et
aI.
(1977)
e
Bender
et
aI.
(1983)
mostraram
que
ocorre
uma
adaptação
sensorial
em
exposições
de
longa
duração.
Em
1983,
um
grupo
de
estudo
da
OMS
estudou
o
Formaldeido
procurando
encontrar
um
limite
de
expo
sição
ocupacional
com
base
nos seus
efeitos
para
a
saúde.
Desta
investigação
foi
indicado
um
limite
de
exposição ocupacional
de
curto prazo
(15
minutos) para
uma
concentração
de
Formaldeído
no
ar
de
1
mg/m3.
Foi
também
indicado
como
limite
a
concentração
de
Pretendeu-se
com
a
realização
deste
estudo
conhecer
a
Quali
dade
do
Ar
Interior
dos
Serviços
de
Anatomia
Patológica,
mais
especificamente,
ao
nivel
das
suas
Sala
de
Entradas.
Sabe-se
que
nestes locais ocorre
a
utilização
e
manuseamento
de
produtos
químicos
potencialmente
tóxicos
e
carcinogéneos,
nomeadamente
do
formol,
que
é
um
fixador pouco
dispendioso
e
bastante
eficiente,
o
que
implica
a
sua
eleição
para
os
trabalhos
de
rotina
em
anatomia
patológica.
A
solução
de
trabalho
habitual
é
constituida
essencialmente
por
formaldeido
em
forma gasosa
e
água.
Foi
demonstrado
através
de
estudos
com
células
humanas
in
vitro
que
o
Formaldeido
interfere
com
a
reparação
do
AON.
Paralelamente,
demonstrou-se
que
a
exposição
a
vapores
indu
zida
a
duas
espécies
de
ratos
levou
a
uma
significante
incidência
de
carcinomas
nas
cavidades
nasais.
considerando
as
actividades
que
se
desenvolvem
nos
referidos
locais
de
trabalho
e a
utilização
dada
ao
formol,
julga-se
que
se
não existirem
as
condições
de
ventilação
adequadas
e
procedi
mentos
de
trabalho
correctos
os
individuos
que
ai
desenvolvem
a
sua
actividade
profissional
acabarão
por
estar
expostos
a
vapores
de
formaldeido.
Procurando
determinar
os
valores de
exposição
dos
trabalha
dores,
realizou-se
a
medição
da
concentração
de
compostos
Orgánicos
Voláteis
(cOVs)
em
três
momentos
específicos
exem
plificativos
das
principais
actividades
que
se
desenvolvem
na
Sala
de
Entradas.
Optou-se
pela
medição
de
cov’s
porque
o
formaldeido
está
enquadrado
neste
grupo
de
poluentes
(U.S.
consumer
Product
Safety
commission.
1997)
e
porque,
no
local,
e
no
momento
da
medição,
não
se
utilizava
mais
nenhum
produto
quimico
de
características
semelhantes.
As
medições
foram
efectuadas
em
5
Hospitais
da
Grande
Lisboa.
Na
maior
parte
das
situações
investigadas foram
encontradas
concentrações
elevadas
de
cov’s
(até
50,6
ppm)
que
se
julga
puderem estar
relacionadas
com
as
condições
de
ventilação
existentes
nas
salas
de
entradas
que
foram
alvo
do
nosso estudo.
No
momento
da
realização
das
medições
encontraram-se
outras
situações
que
devem
também
ser
objecto
de
melhoramento
e,
para
as
quais,
se
tecem
também
algumas
recomendações.
1
1
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
0,75
ppm
de
Formaldeído
no
ar,
para
uma
exposição
diária
de
8horas
numa
semana
de
trabalho
de
40
horas.
Para
além
disso
foi ainda
concluído
que,
tendo
em
conta
os
efeitos
carcinogénicos
do
Formaldeído
refe
ridos
nos
ratos
e a
presença
de
dados epidemiológicos
inadequados
de risco
de
cancro
no
Homem,
é
aconse
lhada
a
redução
da
exposição
ao
Formaldeído
no
local
de
trabalho
para
o
nível
mais
baixo
possível.
De
acordo
com
a
evidência
apresentada,
a
expo
sição de
indivíduos
ao
Formaldeido
deve
ser
minimi
zada,
não
pelo
seu
provável
efeito
carcinogénico,
mas
também
pela
sua
potencial
acção
de
lesionar
os
tecidos.
Uma
prática
a
desenvolver
como
estratégia
preventiva efectiva
poderá ser
o
controlo
dos
níveis
de
Formaldeido
no
local
de
trabalho
para
níveis
abaixo
dos
que
possivelmente produzem efeitos
irritantes
significativos.
1.1
Características
Químicas
do
Formaldeído
Quimicamente,
o
Formaldeído
é
o
mais
simples
dos
aldeídos
e
tem
a
denominação
da
International
Union
for
Pure
and
Appiied
Chemistry
(IUPAC)
de
metanal.
Possui
a
fórmula
química
H2CO.
Apresenta-se
em
condições
normais de
pressão
e
temperatura
como
um
gás
incolor
de
cheiro
caracteristico
e
penetrante.
Ao
nível
celular
o
formaldeído
parece
possuir
a
capacidade
de
fomentar
o
estabelecimento
de
pontes
de
metileno
entre
os
amino
ácidos
de
várias
proteínas,
alterando
a
sua
forma
e
contribuindo
para
a
sua
inactivação
funcional.
Nesta
reacção
parecem
estar
também
impli
cados
os
iões
Ca2t
Na
utilização
laboratorial
o
formaldeído
é
empregado
sob
a
forma
de
gás
a
37%-39%
(solução
aquosa)
a
que
se
o
nome
de
formol.
1.2
Particularidades
do
Serviço
Hospitalar
de
Anatomia
Patológica
O
Serviço
Hospitalar
de
Anatomia
Patológica
tem
como
objectivo
primordial
a
resposta
imediata
aos
pedidos
das especialidades
médicas
que
solicitem
o
diagnóstico
anatomo
patológico.
Essa
resposta
deve
sersobaforma
de
relatório
escrito
e
assinado, indicando,
tanto
quanto
possível,
a
natureza
macroscó
pica
e
microscópica
do
material
enviado
para
análise.
Os
laboratórios
de
Anatomia
Patoló
gica
destinam-se
assim
ao
exame
macro
e
microscópico
de
órgãos
(ou
parte
deles),
com
vista
a
dar
ou
confirmar
um
diagnóstico
para
posterior
esta
belecimento
de um
prognóstico
e
planificação
de
uma
terapêutica adequada.
O
laboratório
de
Anatomia
Patológica
está
normal
mente
dividido
nas
seguintes
zonas
principais:
Sala
de
entradas
e
recepção
de
produtos
biológicos;
Sala
de
inclusão
e
corte;
Sala
de
coloração
e
montagem
e
Sala
de lavagens.
1.3
A
utilização
do
formaldeído
no Serviço
Hospitalar
de
Anatomia
Patológica
No
Serviço
Hospitalar
de
Anatomia
Patológica decorrem
actividades
que
implicam
a
utilização
e
manuseamento
de
produtos
químicos,
mais
especificamente,
do
formol.
Este
produto
é
utilizado
como
fixador,
ou
seja
uma
espécie
de
conservante
em
que
o
material
biológico
é
mergulhado,
garantindo
assim:
a)
A
coagulação
e
consequente
inactivação
das
enzimas
responsáveis
pela
autólise
tecidular;
b)
A
eliminação
dos
agentes
responsáveis
pelas
reacções
de
putrefacção
características
da
expo
sição
ao
meio
ambiente
de
matérias
biológicas.
Trata-se
de
um
fixador
barato
e
bastante
sendo,
por isso,
o
eleito
para
os
trabalhos
de
Anatomia
Patológica.
Além
disso,
é
um
bom
PORTO
Rua
Alexandre
Herculano,
341-6°
Andar,SaIa
23’4000-055
Porto
Tei.
222004740’
Fax22
3326239
Mali:
securilabor.porto@clix.pt
o
o
c-J
o
o
o
‘o
46
o.
z
o
L1J
cn
eficiente,
rotina
em
desinfec
SL
_______
centro
de
Segurança
Médico
Laborai,
Lda.
PRESTAÇÃO
DE
SERVIÇOS
DE
SEGURANÇA
HIGIENE
E
SAÚDE
NO
TRABALHO
LISBOA
RuaTornás Ribeiro,
6-1° Esq.’
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Tei.
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43
‘Fax
fl
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Mali:
securilabor@mail.telepac.pt
Site www,securilabor.pt
32
anos
ao
serviço
das
Empresas
em
todo
o
País
4.
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
tante
e
não
provoca
o
endurecimento
excessivo
dos
tecidos, tratando-se
de
um
meio
óptimo
para
conservar
e
armazenar biopsias
e
peças
cirúrgicas
(Moral,
1993).
Desta
forma,
torna-se
evidente
que
o
formol
se
trata
de um
produto
manuseado
com muita
frequência
pelos
profissionais
que
desenvolvem
a
sua
actividade
profis
sional
nos
Serviços
de
Anatomia Patológica
dos
Hospi
tais.
O
local
específico de
eleição
para
o
uso
do
formol
no
Serviço
de
Anatomia
Patológica
é
a
Salas
de
Entradas,
uma
vez que
é
aqui
que
mais
frequentemente
se
procede
a:
a)
Recepção
e
acondicionamento
do
material
bioló
gico
proveniente
dos
restantes
Serviços
Hospita
lares;
b)
Descrição
macroscópica
do
material
recebido;
c)
Lavagem
de
peças
anatómicas.
1.4
Procedimentos
a
ter
na
utilização
de
formaldeido
Como
desvantagem
principal da
utilização
do
formol,
e
que
importa
referir
no
âmbito
deste
estudo,
é
o
facto
de
promover
durante
o
seu
manuseamento
e
utilização
a
libertação
de
vapores
de
formaldeido,
acabando
por
ocorrer
a
inalação
desses
vapores
pelos
trabalhadores,
caso
não existam
medidas
de
prevenção
e/ou
protecção
adequadas.
Os
procedimentos recomendados
para
reduzir
a
expo
sição
ao
formaldeído
em
laboratórios
de
patologia
incluem
a
preparação
de
soluções
de
formaldeído
na
Hotte,
a
permanência
de
recipientes
com
formaldeido
devidamente
fechados,
trabalhar
apenas
em
áreas
ventiladas
e
minimizar
o
tempo
de
exposição.
A
ventilação
pode
ser
geral
ou
localizada.
A
geral
tem
como
principal objectivo
a
diluição
do
ar
contaminado,
não
promovendo
directamente
a
remoção
do
poluente
dos
locais
de
trabalho
(Macedo,
1988). Este
método
admite,
pois,
um
nível
de
poluição
residual
nos
locais
de
trabalho.
A
ventilação
localizada
promove
a
remoção
dos poluentes
que,
preferencialmente,
deverá
ser
efec
tuada
junto
da
zona
de
produção
dos mesmos
(Miguel,
2000).
Face
a
isto,
julga-se
que
a
situação
ideal
na
Sala de
Entradas
dos Serviços
de
Anatomia
Patológica
seria
a
existência
de
ventilação
localizada
nas
bancadas
onde
se
realizem
as
actividades
que
envolvem
a
utilização
e
manuseamento
de
formol,
inclusive
a
lavagem das
peças
anatómicas.
Complementarmente,
deverá
existir
um
sistema
de
ventilação
geral
que
promova
a
substi
tuição
do
ar
interior
por
ar
novo,
oriundo
do
exterior
e
isento
de
contaminantes.
1.5
Objectivos
da
investigação
Tendo
como objectivo
geral
contribuir
para
o
conhe
cimento
relativo
à
qualidade do
ar
nos
Serviços
de
Anatomia
Patológica
dos
Hospitais
da
zona
da
Grande
Usboa,
mais
especificamente
na
Sala de
Entradas
destes
serviços,
com
a
realização
deste
estudo pretendeu-se:
a)
Quantificar
a
presença
de formaldeído
no
ar
da
sala de
entradas
de
5
hospitais
da
zona da
.Z
Grande
Lisboa;
L.
b)
Identificar
as
condições
de
ventilação
existentes
na
sala
de
entradas
de
5
hospitais
da
zona
da~’
Grande
Lisboa;
c)
Identificar
as
condições
físicas
em
que
são
realizadas
as
três principais
operações
na
sala
de
entradas
de
5
hospitais
da
zona
da
Grande
~
Lisboa;
d)
Relacionar entre
si
os
factores
anteriormente
refe
ridos.
2
-
MATERIAIS
E
MÉTODOS
UTILIZADOS
Durante
o
mês
de
Agosto
de
2004,
a
avaliação da
Qualidade
do
Ar
Interior foi realizada
em
três operações
que
decorrem
nas
salas
de
entradas
dos Serviços
de
Anatomia
Patológica:
1.
Lavagem
das
peças
cirúrgicas
em
água
corrente,
que
se
realiza
antes
do
exame
macroscópico,
e
que
apresenta
como
objectivo
eliminar
o
formol
presente
na
peça
anatómica;
2.
Realização
do
exame
macroscópico
que
tem
como
principal
objectivo identificar
as
lesões
e
as
suas
dimensões
e
outras
características
do
material
anatómico
que
permitam
realizar
o
diagnóstico;
3.
Adição
de
formol
nos
recipientes
onde
poste
riormente
são
colocadas
as
peças
cirúrgicas
de
modo
a
garantir
a
conservação
das
mesmas.
Estas
operações
foram
seleccionadas
pelo
facto
de
se
realizarem
de
uma
forma
geral
em
todas
as
Salas de
Entradas
e
envolverem
a
utilização
e
manuseamento
de
formol.
Utilizou-se
para
a
realização
das
medições
um
equipa
mento
que
avalia
a
concentração
de
Compostos
Orgâ
nicos
Voláteis
(COV’s)
em
ppm,
pois
o
Formaldeído
enquadra-se
neste
grupo
de
poluentes
(U.S.
Consumer
Product
Safety
Commission,
1997),
não
existindo
na
atmosfera
outros
compostos
orgânicos
relevantes
na
altura
das
medições.
O
equipamento
utilizado
foi
o
MULTIRAE
da
Quest,
devidamente calibrado,
que
foi
colocado
à
altura do
aparelho
respiratório
dos
trabalhadores
que
desenvol
viam
as
actividades
seleccionadas
pelo
nosso
estudo
para
serem
caracterizadas.
Cada
medição
teve
a
duração
de
15
a
30
minutos.
Considerou-se
também
oportuno,
proceder
a
avaliação
da
qualidade do
ar
na
Sala de
Entradas
antes
do
início
das actividades.
Em
simultâneo,
procedeu-se
ao
levan
tamento
das
condições
de
ventilação
existentes
nas
salas
de
entradas
dos
5
Hospitais
visitados
com
recurso
a
uma
grelha
de análise.
Após
a
recolha de
informação
procedeu-seauma
análise
simples,
que
procurou
relacionar
os
valores
obtidos
nas
concentrações
de COV’s
(formaldeido)
e
as
condições
de
ventilação
existentes
em
cada
uma
das
salas.
a
a
c
c
c
c
c
4.
1,1
0,1
3,6
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
Em
relação
às
condições
de
ventilação
constata-se
que
nenhum
dos
hospitais
reúne
a
totalidade
das
condições
de
ventilação
recomendáveis.
No
entanto,
verifica-se
que
o
Hospital
A
é
aquele
que
possui
as
condições
mais
deficitárias
e
que
o
Hospital
C
é
o
que
possui
as
condi
ções
mais
adequadas
Quadro
2.
4-
DISCUSSÃO
Da
observação dos dois
quadros
podemos observar
que
o
Hospital
A
é
o
que
apresenta
maiores
concen
trações
de
COV’s
(formaldeido)
em
todas
as
operações
que foram
alvo
das
avaliações,
excepto
na
operação
1.
Como
se
pode
também
verificar,
trata-se
da
única
unidade
hospitalar
que
não
possui
ventilação
geral
mecanizada.
Para
além
disso
também
não
possui
clima
tização
na
sala
de
entradas,
nem
exaustão
localizada
na
zona
de
lavagem
das
peças.
Face
ao
exposto,
julga-se
____
importante
a
existência
de
uma
ventilação mecanizada
geral
(dotada
de
insuflação
e
exaustão)
para
comple
mentar
a
ventilação
localizada.
Verificou-se
também
que
a
maioria
das
salas
de
entradas
apresentavam
concentrações
residuais
de
vapores
de
formaldeído,
mesmo
antes
de
iniciar
as
actividades,
o
que,
provavelmente,
se
deve
ao
facto
de ser
prática
corrente
desligar
os
sistemas
de
ventilação durante
o
período
em
que
não ocorrem
actividades
(período
nocturno).
Considera-se
que
esta situação
possa
estar
relacionada
com
o
facto
dos recipientes
que
possuem
as
peças
anatómicas
com
formol
não
garantirem total•
50 estanquicidade,
podendo
promover
a
libertação
de
vapores
de formaldeído.
Julga-se,
portanto,
opor
tuno
recomendar que
os
sistemas
de
ventilação
sejam
8
mantidos
a
fõncionar
durante
1
hora
após
o
término
das
actividades
e
que
sejam
accionados
cerca
de
1
hora
-300
antes
do
início
das
actividades.
Em
relação
às
bancadas
onde
se realizam
os
exames
-20.0
macroscópicos,
todas
elas
possuiam
exaustão
locali
zada,
no
entanto,
conforme
se
confirmou
junto
dos
utili
zadores,
não
eram
alvo
de
uma manutenção
regular
e
de
carácter
preventivo,
não
se
podendo
aferir
o
estado
de
funcionamento
das
mesmas.
Talvez
esta
situação
justifique
o
facto
de
se
terem encontrado
algumas
concentrações consideráveis
de
formaldeído
durante
a
actividade
nesta
bancada.
Identificou-se
na
Unidade
Hospitalar
A
o
valor
máximo
de
8,1
ppm
durante
a
reali
zação desta
operação
quando
o
valor
médio
recomen
Quadro
2-
condições
de
ventilação
existentes
nas salas
de
entradas
B
Não
Sim Sim
Não
Sim
Não
c
Não
Sim
Sim
Sim
Sim Sim
D
Sim
Não
Sim
Não
Sim
Não
E
Sim
Sim Sim
Não
Sim
Não__—
4
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
3
-
RESULTADOS
Os
resultados
obtidos
estão
descritos
no
quadro
1,
verificando-se
que
existem
valores
de
concentração
de
COV’s
entre
O
e
50,6
ppm.
Quadro
1
-
concentrações
de
cov’s
encontradas
nas
salas
de
entradas
A
0,0 0,0
14,3
0,0
8,1
0,8
50,6
“I
t_%
‘1~
o
o
Ç’J
o
o
o
48
‘o
o,
=
=
o
W
cd,
0,2
B
0,5 0,2 3,3 0,5 1,9
0,3
c
0,8
0,2
0,6 0,0 2,3
O
0,6
0,0
6,4 0,7
1,0
0,4 0,2
E
0,0 0,0
0,3
0,0
2,8
0,0
4,8
Não
se
realizou
a
actividade
Tarefas:
Antes
dos
inicio
da
actividade
II
-
Lavagem das peças
anatómicas
III
-
Análise
em
bancada
com
exaustão
-
exame
macroscópico
IV
-
Acrescento
de formol
nos
recipientes
com
peças
frescas
O
Hospital
A
é
o
que
possui
valores
mais
elevados
e
heterogéneos,
havendo
uma
medição
de
50,6
ppm.
Em
relação
aos valores
mais
baixos
e
homogéneos
verifica-se
que
o
Hospital
C
é
aquele
que
se
destaca
gráfico
1.
50.
40
É
L
e
E
x
‘e
E
o
‘e
c
e
c
o
lo,
-
¶0,0
_
m
_
r~
,—
.
L.J
~
c
d
Hospital
Gráfico
1
-
Valores
de
concentração máxima
obtidos
por
Hospital.
A
sim
Não
Não Não
Sim
Não
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
SAÚDESAÚDESAÚDESAÚDE
dado
de
concentração
de
formaldeido
deve-se
manter
inferior
a
0,25
ppm
ÇWHO,
1991).
Pode-se
também
constatar
que uma
das
actividades
que
normalmente
envolve
uma maior
exposição
aos
vapores
de
formaldeido
é
a
da
lavagem
das peças
anató
micas1
pois foi
a
que apresentou valores
consideráveis
para
todas
as
instituições
em
termos
de
concentração
de COV’s.
De
salientar
o
valor
de
14,3
ppm
como
valor
máximo
da
Unidade
Hospitalar
A
durante
o
desenrolar
desta
actividade.
Na
maior parte
das
Salas
de
Entradas
visitadas
(4
em
5)
esta
actividade
desenvolvia-se
num
lavatório,
sem
qualquer
sistema
de
ventilação localizada
o
que
promovia
a
difusão
dos
vapores
de
formaldeido,
libertados durante
a
lavagem
das
peças
anatómicas
que
se
encontravam
impregnadas
de
formol.
Apesar
de
não ser
objectivo
específico
deste
trabalho,
«
importa
referir
que
em
nenhum
dos
serviços visitados
se
verificou
a
utilização
regular
de
Equipamento
de
Protecção
Individual
(EPI),
nomeadamente
máscara
de
protecção
respiratória
e
óculos
de
protecção
e
apenas
em
dois
serviços
existiam,
à
disposição dos
trabalha
dores,
máscaras
de
protecção
respiratória
adequadas.
É
de
destacar
que
a
média
diária
de
realização
de
actividades
na
sala
de
entradas
é
superior
a 4
horas.
Se
acrescentarmos
a
isso
o
facto
de
serem
desenvol
vidas
pelas
mesmas
pessoas
durante
1
semana
ou
1
mês
(dependendo
do
critério
de
rotatividade aplicado
e
da
disponibilidade
de
recursos
humanos),
verifica-
se
que
se
trata
de
um
procedimento que
vai
contra
as
recomendações
dos
grupo
de
estudo
da
Organização
Mundial
da
Saúde
(OMS),
que
recomendam
um
limite
de
exposição
ocupacional
de
curto prazo
(15
minutos)
para
uma
concentração
de
Formaldeido
no
ar de
1
mg/
m3
(WHO,
1991).
5
-
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Face
ao
exposto,
considera-se
oportuno
tecer
as
seguintes
recomendações:
-
Todas
as
Salas
de
Entradas
deverão
possuir
sistema
de
ventilação
geral
mecanizado
(dotado
de
insuflação
e
extracção);
Os
sistemas
de
ventilação,
idealmente,
devem
ser
dotados
de
accionamento
programado
para
que
se
mantenha
ligado
algum
tempo
após
o
término
das
actividades
e
possa
principiar
a
sua
actividade
antes
do
inicio
das
actividades
no
local;
Deverão
ser instalados
sistemas
de
ventilação
localizada
nas zonas
de
lavagem
de
peças
anatómicas
e
na
bancada
onde
se
adiciona
formol
nos recipientes
com
peças
frescas,
de
forma
a
evitar
a
dissipação dos vapores
de
formaldeído
por
todo
o
serviço;
Os
sistemas
de
ventilação
geral
e
de
ventilação
localizada
devem
ser
alvo
de
um
Programa
de
Manutenção
Preventivo,
de
forma
a
garantir
o
seu
adequado
funcionamento;
-
Deverá
ser
assegurada
a
entrega
aos
trabalha
dores
de
EPI
adequados
aos
riscos
presentes,
nomeadamente
facultar
uma
máscara
de
protecção respiratória
que
permita
uma
protecção
eficaz
aos
vapores
de
formaldeído
e
óculos
de
protecção
estanques
com
tratamento
de
anti-embaciamento
que impeçam
o
contacto
dos
vapores
com
os
olhos;
-
Os
trabalhadores deverão
ser
informados
acerca
dos
riscos
que
correm
e
sensibilizados
para
a
utilização
de
EPI
sempre
que
se realizem
qual
quer
uma
destas actividades;
-
Os
recipientes
que
armazenam
o
formol deverão
ser
devidamente
rotulados.
O
rótulo
deverá
possuir
a
sinalização
de
segurança adequada
e
informar
dos
riscos
e
medidas
de
segurança
a
adoptar
para
o
manuseamento
seguro
dos
produtos
em
questão;
-
Os
recipientes
que
contém
formol
devem
ser
mantidos sempre
fechados
e
ser
colocados
em
armários
de
segurança
estanques,
com
venti
lação para
o
exterior
e
com alguma resistência
ao
fogo;
-
Devem
ser
estabelecidos
critérios
de
rotativi
dade
dos
trabalhadores
para
que
permaneçam
o
menor
tempo
possível
expostos
aos
vapores
de
formaldeído.
Embora
este
estudo
tenha permitido
realizar um
levantamento
inicial
em
matéria
de
exposição
a
formaldeido
na
Sala
de
Entradas
dos
Serviços
de
Anatomia
Patológica
dos
nossos
Hospitais,
julga-
se
que
os
valores
das
concentrações
tenham
sido
influenciados
pelo
facto
de
se
terem
realizado
as
avaliações
no
mês
de Agosto,
altura
do
ano
que
a
actividade
nestes serviços
é
menor. Desta
forma,
sugere-se
a
realização
de
um
estudo
semelhante
em
outra
altura do
ano
e
recorrendo
à
amostragem
indi
vidual
para
aferir
em
detalhe
a
exposição
ocupacional
destes profissionais
a
este poluente.
De
salientar
que
nestes
serviços ocorre
também
a
utilização
de
xilol
para
a
realização
de uma
série
de
exames
às
peças
anatómicas.
Conhecendo
os
riscos
que
este
produto
apresenta
para
a
saúde
dos
traba
lhadores,
deve-se
desenvolver
acções
para
aferir
a
exposiç4o
ocupacional
também
a
este
poluente.
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Saúde
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Lisboa
no
âmbito
da
Unidade
Curricular
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Aplicada
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Anatomia
Patológica
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Ferro,
Fernanda
Quintino
Prois. da Area
Cientifica
de
Anatomia
Patolágica.
citolágica
e
Tanatolágica
da
Escola Superior
de
Tecnologia
da
Saúde
de
Lisboa
**Ana
Ponte,
Ana
Silva,
Sandra Fernandes
Alunas
do
Curso
de
Anatomia
Patolõgica.
Citolágica
e
Tanatolágica
leccionado
na
Escola
-
Superior
de
Tecnologia
da
Saúde
de
Lisboa
Carla
Viegas,
Paula
Albuguerque,
Susana
Viegas
Profs.
da
Area
Científica
de
Saúde
Ambiental
da
Escola Superior
de
Tecnologia
da
Saúde
de
Lisboa
PROTEJA
os
melhores
recursos
da sua
organização.
Segurança,
Higiene
e
Saüde
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... foram alvo de uma avaliação considerada como minimamente adequada sobre os riscos para a saúde humana e meio ambiente. As substâncias químicas são parte integrante da esmagadora maioria das actividades humanas desempenhando um papel fundamental na sociedade, pois para além de serem utilizadas em ampla escala na agricultura são elementos indissociáveis aos processos industriais e a inúmeros outros serviços (Prista & Uva, 2003 (Hughes, 1996), muito embora se reconheça que existem outros factores que também podem ser importantes, nomeadamente a predisposição genética do organismo exposto (Timbrell, 1998 (Costa et al., 2008;Ferro et al., 2005) registaram níveis elevados deste aldeído, superiores ao valor limite normativo (NP -1796(NP - : 2007 (Mayan et al., 1995). É uma substância de grande relevância comercial devido à polivalência de aplicações e ao baixo custo de produção. ...
... Face ao exposto, torna-se evidente que o formol é um produto de uso corrente e frequente pelos profissionais dos Serviços de Anatomia Patológica. A principal desvantagem apontada na utilização do formol é o facto de haver libertação de vapores de FA durante o seu manuseamento, com consequente inalação por parte dos trabalhadores(Ferro et al., 2005). ...
... Estes resultados são concordantes com os referidos noutros estudos nacionais e internacionais realizados anteriormente, nomeadamente, AKBAR-KHANZADEH et al., 1994;SHAHAM et al., 1997;AKBAR-KHANZADEH & PULIDO, 2003;FERRO et al., 2005;ORSIÈRE et al., 2006;CARRIÇO et al., 2006. Face aos resultados obtidos torna-se necessária a implementação de medidas de prevenção e de controlo que minimizem o risco de exposição a estes químicos, nomeadamente a implementação de boas práticas de trabalho e a formação dos profissionais nesses princípios. ...
Trabalho realizado por alunos do 4°ano da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa no âmbito da Unidade Curricular Inves tigação Aplicada em Anatomia Patológica II
  • M Crespo
  • H Lourenço
Crespo, M., Lourenço, H. (2000). Os Técnicos de Anatomia Patológica e a utiliza ção de equipamento de protecção indi vidual perante a exposição a formaldeido. Trabalho realizado por alunos do 4°ano da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa no âmbito da Unidade Curricular Inves tigação Aplicada em Anatomia Patológica II. Acessível no CDI da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Portugal;
Manual de Biossegurança
  • M Hirata
  • J Mancini
• Hirata, M., Mancini, J. (2002). Manual de Biossegurança. São Paulo: Editora Manole.
Manual de Higiene do Trabalho na Indús tria. Lisboa: Editora Fundação Calouste Gulbenkian
  • R Macedo
• Macedo, R. (1988). Manual de Higiene do Trabalho na Indús tria. Lisboa: Editora Fundação Calouste Gulbenkian.
Laboratono de Anatomia Patologica
  • R Moral
• Moral, R. (1993). Laboratono de Anatomia Patologica. Inte ramericana, Madrid: McGraw-hill.