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Abstract

Introdução: O envelhecimento facial ocorre devido à perda de volume facial e à alteração da textura da pele. Os preenchedores de ácido hialurônico são as principais ferramentas não cirúrgicas utilizadas para recuperar a perda de volume, uma vez que, além de preencher, atuam como remodelador cutâneo. Objetivo: Descrever uma nova técnica de rejuvenescimento facial com ácido hialurônico: delta V lifting. Por meio dessa técnica, buscamos não apenas preencher áreas com déficit de volume, mas principalmente estimular a regeneração tecidual pela interação entre o ácido hialurônico e o subcutâneo superficial, principal plano de aplicação. Métodos: Estudo observacional retrospectivo que avaliou 200 pacientes tratados com 2ml de ácido hialurônico de concentração 23mg/ml em uma única sessão terapêutica com a técnica delta V lifting. Resultados: 87% dos pacientes classificaram o resultado como “muita melhora” e 13% como “boa melhora”, segundo a Escala de Melhoria Estética Global. Além disso, todos afirmaram perceber a melhora progressiva do resultado até o momento do retorno em um mês após o procedimento. Conclusões: A técnica delta V lifting mostrou-se eficaz em trazer resultados estéticos satisfatórios com quantidade mínima de ácido hialurônico. Acredita-se que a interação entre ácido hialurônico e tecido adiposo esteja envolvida na otimização dos resultados.
Nova técnica de rejuvenescimento facial
lifting
New facial rejuvenation technique with Hyaluronic Acid: Delta V
Lifting
DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/scd1984-8773.20191131385
RESUMO
Introdução: O envelhecimento facial ocorre devido à perda de volume facial e à alteração
da textura da pele. Os preenchedores de ácido hialurônico são as principais ferramentas
não cirúrgicas utilizadas para recuperar a perda de volume, uma vez que, além de preencher,
atuam como remodelador cutâneo.
Objetivo: Descrever uma nova técnica de rejuvenescimento facial com ácido hialurônico:
delta V lifting. Por meio dessa técnica, buscamos não apenas preencher áreas com déficit de
volume, mas principalmente estimular a regeneração tecidual pela interação entre o ácido
hialurônico e o subcutâneo superficial, principal plano de aplicação.
Métodos: Estudo observacional retrospectivo que avaliou 200 pacientes tratados com 2ml
de ácido hialurônico de concentração 23mg/ml em uma única sessão terapêutica com a
técnica delta V lifting.
Resultados: 87% dos pacientes classificaram o resultado como “muita melhora” e 13%
como “boa melhora”, segundo a Escala de Melhoria Estética Global. Além disso, todos
afirmaram perceber a melhora progressiva do resultado até o momento do retorno em um
mês após o procedimento.
Conclusões: A técnica delta V lifting mostrou-se eficaz em trazer resultados estéticos satis-
fatórios com quantidade mínima de ácido hialurônico. Acredita-se que a interação entre
ácido hialurônico e tecido adiposo esteja envolvida na otimização dos resultados.
Palavras-chave: Ácido hialurônico; Rejuvenescimento; Técnicas
ABSTRACT
Introduction: Facial aging occurs due to loss of facial volume and altered skin texture. Hyaluronic
acid fillers are the main non-surgical tools used to recover the volume loss, since, besides filling, they
act as skin remodeling.
Objective: To describe a new facial rejuvenation technique with hyaluronic acid: delta V lifting.
Through this technique, we seek not only to fill in areas with volume deficits but mainly to stimulate
tissue regeneration through the interaction between hyaluronic acid and superficial subcutaneous tissue,
the main application plan.
Methods: A retrospective observational study assessing 200 patients treated with 2 ml of hyaluronic
acid at a concentration of 23 mg/ml in a single therapy session with the delta V lifting technique.
Results: 87% of patients rated the result as “great improvement” and 13% as “good improvement”
according to the Global Aesthetic Improvement Scale. Also, they all reported progressive improvement
of the result until the moment of return within one month after the procedure.
Conclusions: The delta V lifting technique was effective in bringing satisfactory aesthetic results with
a minimal amount of hyaluronic acid. The interaction between hyaluronic acid and adipose tissue is
believed to be involved in optimizing results.
Keywords: Hyaluronic acid; Rejuvenation; Techniques
Artigo Original
Autores:
Carlos Roberto Antonio1,2
Lívia Arroyo Trídico2,3
Ana Luiza Valle Esteves4
1 Ambulatório de Cirurgia Dermatológica,
Serviço de Dermatologia, Faculdade de
Medicina de São Jose do Rio Preto - São
Jose do Rio Preto (SP), Brasil.
2
Pelle Medical Center – São José do Rio
Preto (SP), Brasil
3 Serviço de Dermatologia, Faculdade de
Medicina de São Jose do Rio Preto - São
Jose do Rio Preto (SP), Brasil.
4 Clínica Gomes Moura - Belém (PA), Brasil.
Correspondência:
Lívia Arroyo Trídico
Av. Arthur Nonato, 4235
Nova Redentora
15090-040 São José do Rio Preto (SP), Brasil.
Email: latridico@gmail.com
Data de recebimento: 10/04/2019
Data de aprovação: 01/08/2019
Trabalho realizado no Pelle Medical Center -
São Jose do Rio Preto (SP), Brasil.
Suporte Financeiro: Nenhum.
Conflito de interesse: Nenhum.
211
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212 Antonio CR, Trídico LA, Esteves ALV
INTRODUÇÃO
O envelhecimento da face é caracterizado por diferen-
tes fenômenos que ocorrem mais ou menos ao mesmo tempo:
atrofia variável da pele e formação de rugas causadas por danos
genéticos, actínicos e fatores ambientais; perda de volume ósseo;
gordura facial e flacidez da pele.1 Dessa forma, o envelhecimento
da face consiste em interação dinâmica e complexa de diversos
fatores envolvendo mudanças tridimensionais que ocorrem no
esqueleto, assim como na estrutura dos tecidos moles, associadas
a alterações superficiais da pele. 2,3
O efeito de face caída associado ao envelhecimento
ocorre tanto devido à perda de volume facial quanto à alteração
da textura da pele.4 Deste modo, a face envelhecida se caracte-
riza pelo achatamento das concavidades da fronte, sobrancelha,
glabela e região temporal da face superior, queda da ponta nasal,
achatamento da bochecha no terço médio e retração do queixo,
perda do volume labial e queda da comissura oral na face infe-
rior.5
Os preenchedores de ácido hialurônico são as principais
ferramentas não cirúrgicas utilizadas para recuperar o volume
perdido. Antigamente, os preenchedores eram mais utilizados
para tratamentos superficiais, porém, atualmente, têm sido muito
empregados na volumização, priorizando os planos profundos de
aplicação e não apenas a pele superficial. Ao promover volumi-
zação, os preenchedores ajudam a limitar o impacto da flacidez e
garantir um efeito lifting. 6
Diversas são as técnicas de preenchimento com ácido
hialurônico, tais como punção em série, filamento linear, leque,
cruzamento transversal e técnica em torre. Uma técnica exce-
lente depende do agente preenchedor, da área-alvo a ser corri-
gida e da preferência do médico. O uso de cada uma delas busca
resultados estéticos ainda melhores.7
O principal objetivo para rejuvenescimento da face
como um todo deve ser a reestruturação do volume perdido e o
tratamento da flacidez cutânea. As áreas de reabsorção devem ser
selecionadas e individualizadas de acordo com a característica de
cada pessoa. Dessa forma, buscamos promover rejuvenescimento
com ácido hialurônico por meio de uma nova técnica: delta V
lifting. Esta técnica consiste em identificar as áreas com flacidez
e/ou perda de volume e marcá-las individualmente em forma
de triângulo (delta), sendo que a base do triângulo consiste na
região que apresenta maior reabsorção tecidual e que, portanto,
deve receber maior volume de preenchedor, enquanto o ápice
(ponta do delta) recebe menor quantidade de ácido hialurônico.
Além disso, o triângulo irá representar vetores (V) de sustentação
(efeito de movimento de tração) a fim de realizar o efeito lifting
da região a ser tratada.
Essa nova técnica pode ser utilizada em várias regiões
da face com segurança, uma vez que deve ser realizada com o
uso de cânulas (preferencialmente 22G) para evitar o acometi-
mento de vasos sanguíneos faciais. Buscamos, assim, realizar a
reestruturação facial por meio da identificação de áreas de perda
de volume e distribuição do ácido hialurônico em vetores de
sustentação em forma de triângulo, promovendo mais harmonia
e naturalidade à face envelhecida.
MÉTODOS
Estudo retrospectivo observacional que avaliou 200 pa-
cientes tratados em uma clínica privada na cidade de São José
do Rio Preto, SP, Brasil, no período de janeiro a dezembro de
2018. Foram incluídos pacientes com idade acima de 20 anos, de
ambos os sexos e que não realizaram outros tratamentos além do
proposto neste estudo. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de
Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio
Preto, SP.
Todos os pacientes foram tratados com 2ml de ácido
hialurônico de concentração 23mg/ml em uma única sessão
terapêutica. As áreas a serem tratadas foram marcadas em triân-
gulos (deltas) de forma individualizada, avaliando-se as áreas de
perda de volume e sustentação em cada paciente. O tamanho dos
triângulos e a quantidade de deltas marcados nos pacientes foram
específicos para cada indivíduo de acordo com sua necessidade.
Porém, as principais regiões identificadas a serem preenchidas
foram: região temporal, região supraciliar, região zigomática, re-
gião mandibular, região de sulco nasojugal, região de sulco naso-
geniano, região de sulco labiomentoniano e região labial.
Após a identificação das áreas a serem tratadas e dos ve-
tores de sustentação de cada região, o desenho dos deltas foi
realizado com a base correspondendo à área de maior perda de
sustentação. Sendo assim, o sentido dos vetores de sustentação
caminha do ápice do triângulo até a sua base (Figura 1). Para
cada triângulo a ser preenchido, foi realizado um botão anestési-
co cerca de 0,5cm distante do ápice com cloridrato de lidocaína
a 2,0% associado a hemitartarato de norepinefrina (1:50.000 em
norepinefrina).
Após a realização do botão anestésico, utilizamos uma
agulha 21G para fazer o orifício de entrada para a cânula. En-
tramos com a cânula 22G pelo ápice do triângulo, aplicando o
ácido hialurônico em plano subcutâneo através de retroinjeção
com maior quantidade do preenchedor na base do triângulo.
Realizamos três a quatro linhas em retroinjeção em cada triân-
gulo. O plano de aplicação é no subcutâneo superficial, logo
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vetores de
sustentação das
regiões a serem
tratadas
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abaixo da derme, com exceção da região de sulco nasojugal, em
que a aplicação é feita em plano justaósseo, e no lábio, onde é
realizado no músculo.
Após a realização do procedimento, os pacientes retor-
naram em um mês para avaliação médica, fotografia e realização
de questionário de satisfação. As fotografias foram avaliadas por
dois médicos não envolvidos na pesquisa a fim de classificar os
resultados de acordo com a Escala de Melhoria Estética Glo-
bal:8 muita melhora (ótimo resultado cosmético), boa melhora
(melhora acentuada na aparência, mas não totalmente ótima),
melhor (melhoria óbvia da aparência, mas um retoque ou novo
tratamento é indicado), inalterado (aparência é essencialmente a
mesma que a condição original), piora (aparência é pior que a
condição original).
RESULTADOS
Dos 200 pacientes avaliados, 18 (9%) tinham de 20 a 30
anos, 55 (27,5%) tinham de 31 a 40 anos, 50 (25%) tinham de 41
a 50 anos, 56 (28%) tinham de 51 a 60 anos e 21 (10,5) tinham
de 60 a 70 anos. A maioria dos pacientes avaliados era do sexo
feminino: 184 pacientes mulheres e 16 pacientes homens.
De acordo com a avaliação dos médicos, 58% dos pacien-
tes foram classificados como “muita melhora” de acordo com
a Escala de Melhoria Estética Global, 30% foram classificados
como “boa melhora” e 12% foram classificados como “melhor”
(Figuras 2, 3, 4, 5).
Segundo o questionário de satisfação dos pacientes, 87%
classificaram o resultado como “muita melhora” e 13%, como
“boa melhora”, segundo a Escala de Melhoria Estética Global.

Paciente antes do
tratamento
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Paciente imediatamente
após o tratamento

Paciente antes do
tratamento

Paciente um mês
após o tratamento
Todos estavam satisfeitos com o tratamento e indicariam a rea-
lização do procedimento para um familiar ou amigo. Todos os
pacientes quando questionados se gostariam de realizar o proce-
dimento no futuro responderam que sim. Além disso, todos os
pacientes afirmaram perceber a melhora progressiva do resultado
até o momento do retorno em um mês após o procedimento.
Quanto à dor, a maioria dos pacientes relatou sentir dor
leve durante o procedimento (58%), alguns referiram ausência
de dor (39%) e apenas seis pacientes referiram dor moderada. O
único efeito colateral observado foi hematoma discreto em 35%
dos pacientes. Os pacientes foram acompanhados por três meses
após o tratamento e nenhum outro evento adverso ocorreu.
DISCUSSÃO
O ácido hialurônico (AH) é usado amplamente para tra-
tamentos estéticos devido a sua eficácia, segurança, baixo poten-
cial alergênico e versatilidade. Além de repor volume, o ácido
hialurônico atua como remodelador cutâneo graças à observa-
ção da persistência do efeito de preenchimento por tempo mui-
to maior do que a biodisponibilidade do preenchedor. Estudos
têm demonstrado que o AH pode induzir aumento na produção
de colágeno e de fibras elásticas, restaurando a matriz extrace-
lular por estímulo direto e /ou por estiramento mecânico dos
fibroblastos.9
A localização do preenchedor na pele é um dos deter-
minantes do resultado cosmético.10 A localização dérmica não é
requerida para excelente resultado, uma vez que estudos eviden-
ciam que a grande maioria dos preenchedores “dérmicos” locali-
zam-se predominantemente no subcutâneo, independentemente
das várias técnicas de aplicação.10, 11, 12, 13 Por outro lado, quando
os preenchedores são colocados em plano mais profundo (sub-
cutâneo profundo ou justaósseo), maior quantidade de produto é
necessária para atingir o efeito desejado.14 No presente estudo, ao
injetar o ácido hialurônico no subcutâneo superficial, foi possível
obter excelentes resultados de restauração de volume, sustenta-
ção e melhora da flacidez facial com pequena quantidade do
produto (2ml de ácido hialurônico 23mg/ml) e alta segurança.
Acredita-se que ocorra uma interação entre o ácido
hialurônico e o tecido subcutâneo onde o preenchedor é co-
214 Antonio CR, Trídico LA, Esteves ALV
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locado. Ao aumentar a concentração de ácido hialurônico no
tecido adiposo, ocorre expansão dos adipócitos em um ambiente
não rígido, provocando reação de stress mecânico no tecido adi-
poso. O stress mecânico é um dos fatores conhecidos que induz
diferenciação das células troncomesenquimais derivadas do te-
cido adiposo. Pela injeção de ácido hialurônico, as células tron-
comesenquimais derivadas do tecido adiposo irão encontrar um
microambiente otimizado para expansão e diferenciação em te-
cido conectivo e células endoteliais, via regenerativa que resulta
em menor volume de preenchedor necessário para o rejuvenes-
cimento facial. 15, 16, 17
Sabe-se, ainda, que os adipócitos subcutâneos controlam a
atividade de fibroblastos dérmicos pela secreção de citocinas. Os
fibroblastos dérmicos humanos expressam genes que codificam
receptores para adiponectina e leptina, citocinas que aumentam a
produção de ácido hialurônico nos fibroblastos.17, 18 Dessa forma,
o ácido hialurônico em subcutâneo também irá tratar a derme
adjacente, melhorando a flacidez e qualidade da pele.
Por meio dessa nova técnica de rejuvenescimento facial
com ácido hialurônico, buscamos não apenas preencher áreas de
déficit de volume, mas principalmente estimular a regeneração
tecidual pela interação do ácido hialurônico com o subcutâneo
superficial. Procuramos, assim, otimizar resultados com menor
quantidade de ácido hialurônico necessária para remodelação
facial.
O presente estudo demonstrou alto índice de satisfação
dos pacientes tratados, mínimos efeitos colaterais e avaliação
positiva dos médicos avaliadores. Mais estudos são necessários a
fim de investigarem-se os exatos mecanismos de interação entre
ácido hialurônico e subcutâneo por meio desta técnica de reju-
venescimento facial. Além disso, o uso de cânula para injeção do
ácido hialurônico e a técnica de retroinjeção em delta nos traz
segurança quanto à possibilidade de acometimento vascular.
CONCLUSÃO
A técnica de rejuvenescimento facial delta V lifting mos-
trou-se eficaz em trazer resultados estéticos satisfatórios com
quantidade mínima de ácido hialurônico. Acredita-se que a inte-
ração entre ácido hialurônico e tecido adiposo esteja envolvida
na otimização dos resultados.l
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CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES:
Carlos Roberto Antonio | 0000-0001-9243-8293
Aprovação da versão final do manuscrito; concepção e planejamento do estudo; participação efetiva na orientação da pesqui-
sa; participação intelectual em conduta propedêutica e/ou terapêutica de casos estudados; revisão crítica da literatura; revisão
crítica do manuscrito.
Lívia Arroyo Trídico | 0000-0002-7743-4195
Análise estatística; elaboração e redação do manuscrito; obtenção, análise e interpretação dos dados; revisão crítica da literatu-
ra; revisão crítica do manuscrito.
Ana Luiza Valle Esteves | 0000-0001-9535-1601
Revisão crítica da literatura.
Delta V lifting: rejuvenescimento com ácido hialurônico 215
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Although various injection techniques of hyaluronic acid (HA) filler for facial rejuvenation have been developed, correction of deep wrinkles/grooves, such as the nasolabial fold (NLF), with intradermal or subdermal injections remains difficult. We tested the intradermal HA injection method to place multiple HA struts by (1) inserting a small needle perpendicularly to the wrinkle and (2) injecting HA as intradermal struts with the skin fully stretched by the practitioner's fingers. The results of both NLFs in 10 patients suggest that this technique improves NLFs and maintain the effects more consistently than conventional techniques, although the effects of both methods were almost lost after 6 months. Selective and/or combined application of this technique may enhance the current approach to facial rejuvenation with dermal fillers.
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Hyaluronic acid (HA) is a linear naturally occurring polysaccharide formed from repeating disaccharide units of N-acetyl-D-glucosamine and D-glucuronate. HA is omnipresent in the human body but highest amounts are found in soft connective tissues. HA is involved in several key processes, including wound repair, regeneration, and matrix organization. To increase stability, modifications of HA like various crosslinking substances and technologies have been developed. In recent years, most HA-fillers are of bacterial origin which ensures very low protein contaminations. HA fillers are temporary fillers, which can easily be digested by hyaluronidase, usually lasting for 6 to 9 months. They are safe for volumizing procedures when used with the appropriate technique and indications. Various types of clinical application are discussed. Best data are available for facial rejuvenation, in particular for nasolabial folds and the periocular region. Combining HA dermal fillers with other techniques allows an individualized treatment. In addition, HA fillers are useful to improve medical conditions such as scars and HIV-associated lipodystrophy as well. This review will provide an overview on the potential of this class of filler substances.
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Adipose tissue (AT) expansion in obesity is characterized by cellular growth and continuous extracellular matrix (ECM) remodeling, with increased fibrillar collagen deposition. It is hypothesized that the matrix can inhibit cellular expansion and lipid storage. It is therefore important to fully characterize the ECM's biomechanical properties and its interactions with cells. In this study we characterize and compare the mechanical properties of human subcutaneous and omental tissues, which have different physiological functions. AT was obtained from 44 subjects undergoing surgery. Force-extension and stress-relaxation data were obtained. The effects of osmotic challenge were measured to investigate the cellular contribution to tissue mechanics. Tissue structure and its response to tensile strain was determined using nonlinear microscopy. AT showed non-linear stress-strain characteristics up to 30% strain. Comparing paired subcutaneous and omental samples (n=19) the moduli were lower in subcutaneous: initial 1.6±0.8KPa (mean±SD) and 2.9±1.5KPa (p=0.001), final 11.7±6.4KPa and 32±15.6KPa (p<0.001) respectively. The energy dissipation density was lower in subcutaneous AT (n=13): 0.1±0.1KPa and 0.3±0.2KPa respectively (p=0.006). Stress-relaxation followed a two-exponential time course. When the incubation medium was exchanged for deionized water in specimens held at 30% strain, force decreased by 31% and the final modulus significantly increased. Nonlinear microscopy revealed collagen and elastin networks in close proximity to adipocytes and a larger-scale network of larger fiber bundles. There was considerable micro-scale heterogeneity in the response to strain in both cells and matrix fibers. These results suggest that subcutaneous AT has greater capacity for expansion and recovery from mechanical deformation than omental AT.
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Introdução: Os preenchedores à base de ácido hialurônico (AH) são considerados uma das opções de tratamento para rejuvenescimento das mãos. Objetivos: Avaliar a eficácia de preenchedores de AH em mulheres com perda de tecido adiposo e reabsorção dérmica como sinais de envelhecimento no dorso das mãos. Métodos: Quinze participantes receberam tratamento com dois géis de AH mais firmes combinados com o gel mais fluido da mesma linha (grupo 1), e outras 15 com dois géis de AH mais firmes apenas (grupo 2). Avaliações de eficácia e segurança foram realizadas em um, três e seis meses. Questionários de satisfação e autoavaliação foram aplicados. Resultados: A maioria das participantes apresentou fototipos (Fitzpatrick) III e IV, e a idade média foi de 56,6 anos. Seis meses após o tratamento, todas as participantes do grupo 1 e 93% do grupo 2 apresentaram melhora clínica; e 90% das participantes de ambos os grupos apresentaram melhora estética global. Dor leve foi relatada em ambos os grupos. Todos os eventos adversos foram leves ou moderados. Conclusões: Ambos os tratamentos foram eficazes e seguros, e foi observada melhora por até seis meses após o tratamento. A maioria dos participantes referiu alta satisfação até o final do estudo.
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In midface rejuvenation, hyaluronic acid (HA) fillers are commonly used as a versatile tool to improve appearance and to correct V-deformities and loss of volume. The induction of collagen as a major constituent of extracellular matrix (ECM) has been considered to be a basic effect of the rejuvenation procedure. Although commonly described as “dermal” soft fillers, histologic studies localized HA filler in the subcutaneous adipose tissue. Deep injection whenever possible lead to prolonged efficacy. Since volumizing HA filler induce mechanical stress not only to fibroblasts but adipocytes and deep injection itself causes minor trauma in the subcutaneous adipose tissue we suggest that the activation of adipose tissue-derived mesenchymal stem cells (ADMSC) is responsible for the observed clinical effects. We present a concept of filler action that discusses interactions of HA with adipocytes, ECM fiber network and ADMSC. Such a concept can explain the prolonged efficacy of deep midfacial filler placement and offers a new understanding to tailor HA fillers in the future.
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Context: Facial fillers have revolutionized the field of cosmetic facial rejuvenation as it has become the prime sought - after rejuvenation procedure offering youthful, 3-dimensional look with minimal invasiveness. Fillers are expensive and need to be redone periodically hence a sound understanding of structural basis on which they are laid is important in reducing the quantity of filler required in each sitting as well as increasing the longevity of results. Aim: The aim of the following study is to analyse a novel method of facial filling "The pillars pyramids and tie beams (PPT)" technique and its advantages over the conventional methods. Subjects and methods: A novel technique of injecting the facial fillers was employed on 67 patients visiting our clinic. These patients were followed-up for a period of 3 years. Results: We observed that the amount of filler material required in initial sitting remains the same, however the frequency of touch up visits is decreased and so is the amount of filler material required for follow-up injections. Conclusion: Facial contour remodelling is being revolutionised by the new filler materials for volume augmentation and no uniform consensus has been reached on the techniques currently used in clinical practice. We advocate this novel PPT technique of facial filling in facial rejuvenation to restore a youthful look as a primary goal.
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A video demonstrating injection of a patient with calcium hydroxylapatite in the midface and with hyaluronic acid in the tear trough can be viewed online This article examines the increasing role of injectable fillers to treat midface aging and our approach to decision making regarding the use of fillers versus surgery. We discuss the volume changes of the aging midface and advocate taking an anatomic approach to correct these changes. We discuss our approach to patient selection and injection technique. Finally, we review potential complications from injectable fillers and discuss the management of complications.
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It has been revealed that skeletal muscle cells have the potential to generate, sense and respond to biomechanical signals and that, mechanical force is one of the important factors influencing proliferation, differentiation, regeneration and homeostasis of skeletal muscle cells and myoblasts. The aim of this study was to illustrate the effect of cyclic uniaxial strain on myogenic differentiation of adipose-derived stem cells (ASCs). This study was designed to investigate this effect within 3 days in 4 groups: control (untreated), chemical, chemical-mechanical and mechanical based on exposure of ASCs to chemical growth factors for 3 days or to mechanical strain just on the 2nd day. Finally, cell orientation, muscle-related gene expression, myosin protein synthesis and the number of myosin-positive cells were examined to estimate the rate of differentiation. By studying the cells before and after exposure to uniaxial strain, it could be observed that by exerting the load, the cells were organized almost perpendicularly to strain direction. Real-time RT-PCR demonstrated that uniaxial strain had a significant effect on up-regulation of muscle-related genes in chemical-mechanical group (P < 0.001) as compared to mechanical or chemical groups. Immunocytochemistry confirmed the myosin-positive cells in treated groups and the numbers of these cells were enumerated by flow cytometry. These data suggest that uniaxial cyclic strain could affect ASCs and cause their myogenic differentiation and that the combination of chemical myogenic differentiation factors with mechanical signals promotes differentiation much more than differentiation by chemical myogenic differentiation factors or mechanical signals alone.