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Currículo e e cultura

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Abstract

O presente artigo propõe analisar e interpretar a relação entre currículo, cultura e linguagem no "novo" cenário global, ressaltando suas implicações para forma-ção do(a) professor(a) a partir do repensar das diferentes singularidades culturais presentes nas escolas, buscando compreender as teias de relações entre currículo, cultura e linguagem, seus pontos de encontros, rupturas, tensões e/ou conflitos para delinear uma aproximação e/ou distanciamento da abordagem do currículo multicultural. Palavras-chave: currículo-multiculturalismo-formação do professor The present article proposes to analyze and interpret the relationship between curriculum, culture and language, in the "new" global scenery, highlighting its implications to the education of teachers, starting from the rethinking of the different cultural singularities present in schools, seeking to understand the webs of relationships between curriculum, culture and language, their intersections, ruptures, tensions and/or conflicts, in order to outline an approximation and/or distancing of the multi-cultural curriculum approach. " ... como a solidariedade é uma forma de conhecimen-to que se obtém por via do reconhecimento do outro o outro só pode ser conhecido enquanto produtor de conhecimento. Daí que todo conhecimento emancipação tenha uma vocação multicultural...." (Santos, 2000:30) Desde o início do século XX o conhecimento científico moderno está em renovação. Os estudos da microfísica, da engenharia genética, da antropo-logia cultural, da biologia molecular, dentre outros, prepararam uma transformação no próprio modo de pensar o conhecimento. Essas transformações em torno do conhecimento desvelaram os limites, as fragilidades dos pilares em que se funda o co-nhecimento moderno, questionando as verdades con-sideradas universais. Esse desvelamento da concepção de ciência como Revista da FAEEBA-Educação e Contemporaneidade, Salvador, n o. 16, p. 145-153, jul./dez., 2001

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Este texto é uma versão ampliada da Oração de Sapiência proferida na abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra no ano lectivo de 1985/86. Estamos a quinze anos do final do século XX. Vivemos num tempo atónito que ao debruçar-se sobre si próprio descobre que os seus pés são um cruzamento de sombras, sombras que vêm do passado que ora pensamos já não sermos, ora pensamos não termos ainda deixado de ser, sombras que vêm do futuro que ora pensamos já sermos, ora pensamos nunca virmos a ser. Quando, ao procurarmos analisar a situação presente das ciências no seu conjunto, olhamos para o passado, a primeira imagem é talvez a de que os progressos científicos dos últimos trinta anos são de tal ordem dramáticos que os séculos que nos precederam -desde o século XVI, onde todos nós, cientistas modernos, nascemos, até ao próprio século XIX – não são mais que uma pré-história longínqua. Mas se fecharmos os olhos e os voltarmos a abrir, verificamos com surpresa que os grandes cientistas que estabeleceram e mapearam o campo teórico em que ainda hoje nos movemos viveram ou trabalharam entre o século XVIII e os primeiros vinte anos do século XX, de Adam Smith e Ricardo a Lavoisier e Darwin, de Marx e Durkheim a Max Weber e Pareto, de Humboldt e Planck a Poincaré e Einstein. E de tal modo é assim que é possível dizer que em termos científicos vivemos ainda no século XIX e que o século XX ainda não começou, nem talvez comece antes de terminar. E se, em vez de no passado, centrarmos o nosso olhar no futuro, do mesmo modo duas imagens contraditórias nos ocorrem alternadamente. Por um lado, as potencialidades da tradução tecnológica dos conhecimentos acumulados fazem-nos crer no limiar de uma sociedade de comunicação e interactiva libertada das carências e inseguranças que ainda hoje compõem os dias de muitos de nós: o século XXI a começar antes de começar. Por outro lado, uma reflexão cada vez mais aprofundada sobre os limites do rigor científico combinada com os perigos cada vez mais verosímeis da catástrofe ecológica ou da guerra nuclear fazem-nos temer que o século XXI termine antes de começar. Recorrendo à teoria sinergética do físico teórico Hermann Haken, podemos dizer que vivemos num sistema visual muito instável em que a mínima flutuação da nossa percepção visual provoca rupturas na simetria do que vemos. Assim, olhando a mesma figura, ora vemos um vaso grego branco recortado sobre um fundo preto, ora vemos dois rostos gregos de perfil, frente a frente, recortados sobre um fundo branco. Qual das imagens é verdadeira? Ambas e nenhuma. É esta a ambiguidade e a complexidade da situação do tempo presente, um tempo de transição, síncrone com muita coisa que está além ou aquém dele, mas descompassado em relação a tudo o que o habita. Tal como noutros períodos de transição, difíceis de entender e de percorrer, é necessário voltar às coisas simples, à capacidade de formular perguntas simples, perguntas que, como Einstein costumava dizer, só uma criança pode fazer mas que, depois de feitas, são capazes de trazer uma luz nova à nossa perplexidade. Tenho comigo uma criança que há precisamente duzentos e trinta e cinco anos fez algumas perguntas simples sobre as ciências e os cientistas. Fê-las no início de um ciclo de produção científica que muitos de nós julgam estar agora a chegar ao fim. Essa criança é Jean-Jacques Rousseau. No seu célebre Discours sur les Sciences et les Arts (1750) Rousseau formula várias questões enquanto responde à que, também razoavelmente infantil, lhe fora posta pela Academia de Dijon 1 . Esta última questão rezava assim: o progresso das ciências e das artes contribuirá para purificar ou para corromper os nossos costumes? Trata-se de uma pergunta elementar, ao mesmo tempo profunda e fácil de entender. Para lhe dar resposta -do modo eloquente que lhe mereceu o primeiro prémio e algumas inimizades -Rousseau fez as seguintes perguntas não menos elementares: há alguma relação entre a ciência e a virtude? Há alguma razão de peso para substituirmos o conhecimento vulgar que temos da natureza e da vida e 1 Jean Jacques Rousseau, Discours sur les Sciences et les Arts, in Oevres Completes, vol. 2, Paris, Seuil, pp. 52 e ss.
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SILVA, Tomaz Tadeu da. O currículo com fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. : Graça dos Santos Costa Pereira, é professora das disciplinas Didática, e Currículos e Programas, da Universidade do Estado da Bahia -UNEB e da Universidade Estadual de Feira de Santana -UEFS. Endereço para correspondência: Rua Piracicaba, Cond. Parque Lagoa Grande, Quadra C, Bloco 38, Aptº 202, CASEB -44040-130 Feira de Santana-BA. E-mail: gcosta@uefs.br Recebido em 03.10.01
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