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Questões nacionais e regionais da edição científica em educação

EDITORIAL
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QUESTÕES NACIONAIS E REGIONAIS DA
EDIÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO
Em um contexto de rápida evolução no campo da edição científica, especialmente no
que concerne à transição dos veículos impressos para os eletrônicos e à conseqüente neces-
sidade de discussão e atualização por parte de editores e técnicos, verifica-se a multipli-
cação de eventos científicos. Sejam de âmbito nacional ou, mais recentemente, regional,
os encontros organizados vêm permitindo a identificação de questões centrais para o setor.
Sendo assim, a Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec) realizou o Curso
de Atualização sobre Avaliação do Trabalho Científico, no Laboratório Nacional de
Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), durante o qual foram debatidos os
seguintes temas: o papel da Abec no cenário das revistas científicas brasileiras; interações
entre ciência brasileira e tecnologia; a importância da redação na qualidade do trabalho
científico; tradução e redação em outros idiomas; adequação dos descritores; qualidade
das ilustrações; clareza e cumprimento das normas de publicação.
Na mesma perspectiva, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em
Educação (Anped), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) coordenaram
a Primeira Reunião de Editores de Revistas de Educação das Regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste. Na ocasião, além de discutir as problemáticas envolvidas na produção,
manutenção e evolução editorial, iniciou-se uma rede de intercâmbio entre os 21
periódicos de educação representados.
Com o presente volume, lançamos uma diagramação inovadora de autoria de Paulo
Valério Pires Selveira Filho que complementa os aprimoramentos do projeto gráfico de
Linhas Críticas iniciados desde o número 16 (2003). Ao introduzirmos modificações
dessa natureza, nosso intuito primordial é, de um lado, tornar mais agradável a leitura
dos trabalhos científicos, promovendo, por exemplo, a ampliação da margem, a modifi-
cação da fonte, e, por outro lado, aperfeiçoar o nível informacional do periódico, desta-
cando, entre outros dados, a legenda bibliográfica, o título e a autoria do artigo.
Outros melhoramentos editoriais também estão sendo incorporados. Os resumos
passam a ser disponibilizados em quatro línguas (português, inglês, francês e espanhol),
visando a ampliação dos recursos de indexação nacional e internacional, que incremen-
tam a produção divulgada. A apresentação das normas para publicação (modelo ABNT)
foi atualizada.
No que tange especificamente à sua composição, este vigésimo número da revista
contou com a participação de Regina Vinhaes Gracindo, que atuou como editora con-
vidada para a publicação de um dossiê sobre políticas públicas para a educação, reunindo
textos de renomados pesquisadores brasileiros.
Linhas Críticas, Brasília, v. 11, n. 20, p. 3-4, jan./jun. 2005
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Regina Vinhaes Gracindo, Sonirza Correa Marques e Olgamir Amância Ferreira
de Paiva (UnB) refletem sobre a exclusão na escola e identificam políticas públicas de
educação básica destinadas a manter a população carente no sistema educacional, como
o Programa Bolsa-Escola Federal.
Dalila Andrade Oliveira (UFMG) revela a focalização da política educacional no
Brasil e na América Latina em reformas que adotam modelos de desregulamentação e
descentralização em detrimento de políticas universais.
Benno Sander (UFF) examina a gestão produtiva, voltada para o mercado e a lógica
econômica, e a gestão democrática, comprometida com a cidadania e a promoção da quali-
dade de vida humana.
Afrânio Mendes Catani e Renato de Sousa Porto Gilioli (USP) discutem a relação
entre o governo federal e o lobby da iniciativa privada na implantação do Programa
Universidade para Todos (Prouni), que integra a Reforma Universitária do governo Lula.
Os pesquisadores Jacques Velloso e Patricia Gatto (UnB) reconhecem o predomínio
de uma subcultura acadêmica na instituição ao investigar a percepção de mestres
e doutores de campos disciplinares distintos quanto às questões das políticas para a
educação superior.
José Marcelino de Rezende Pinto (USP) verifica o impacto limitado do Fundef na
melhoria salarial e na qualidade de ensino dos professores e propõe uma simulação em
termos de custo-aluno envolvidos no projeto de uma escola cidadã na educação básica.
Luiz Fernandes Dourado (UFG) examina os prejuízos das políticas de expansão do
setor privado na reorganização da educação superior no Brasil na década de 1990 e
aponta princípios norteadores para o resgate do setor público.
Márcia Ângela da Silva Aguiar e Márcia Maria de Oliveira Melo (UFPE) abordam as
polêmicas diretrizes curriculares do curso de pedagogia do Projeto do Conselho Nacional
de Educação (2005), defendendo a efetivação de uma estrutura curricular única.
Roberto Leher (UFRJ) analisa e critica o Anteprojeto da Educação Superior do
MEC, versão dezembro/2004, estabelecendo conexões com as propostas do Banco
Mundial e suas nefastas conseqüências para o País.
Por fim, para agilizar a seleção de nossas publicações, fornecemos ao final deste
número, os índices remissivos de autores e artigos, referentes ao período de dezembro de
1995 a junho de 2005 (números 1 a 20). O primeiro repertoria 28 autores representantes
de 18 instituições estrangeiras e 259 autores afiliados a 54 instituições de 14 estados do
País. O segundo índice relaciona 211 títulos de artigos oriundos de nove países: Brasil,
Portugal, Argentina, Estados Unidos, Espanha, México, Cuba, França e Canadá.
Antônio Villar Marques de Sá
Editor
4Linhas Críticas, Brasília, v. 11, n. 20, p. 3-4, jan./jun. 2005
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