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Abstract

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, apesar da ampla experiência acadêmica na área das ciências ambientais, pratica a gestão ambiental, administrativamente, de forma isolada. Teve-se, com o presente trabalho, o objetivo de avaliar o nível de sustentabilidade do Campus Quissamã do referido instituto pela metodologia da Pegada Ecológica (PE) convencional. Para tanto foram avaliadas as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 2014, promovidas pelo consumo de combustível, energia elétrica, água, papel e área construída. Além disso, foram propostas metodologias que visam à redução da PE. Verificou-se que o Campus Quissamã emitiu 99,8 tCO2, os quais poderiam ser neutralizados por plantas cultivadas na região onde o campus se encontra, como o eucalipto (PE = 8 haG), o pasto (PE = 16 haG) ou a cana-de-açúcar (PE = 14 haG). Com base no que se observou, foram apresentadas medidas preventivas (consumo de itens menos poluentes) e mitigatórias (cultivos) para minimizar a PE dessa instituição de ensino.
Submetido em: 6 jun. 2018
Aceito em: 26 nov. 2018
Artigo Original
e-ISSN 1809-2667
DOI: 10.19180/1809-2667.v21n12019p41-56
41 VÉRTICES, Campos dos Goytacazes/RJ, v.21, n.1, p. 41-56, jan./abr. 2019
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Os usuários
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ou formato, e também para, tendo como base o seu conteúdo, reutilizar, transformar
ou criar, com propósitos legais, até comerciais, desde que citada a fonte.
Avaliação da Pegada Ecológica no Campus Quissamã do Instituto Federal
Fluminense
Ecological Footprint at the Instituto Federal Fluminense, Quissamã Campus
Evaluación de la Huella Ecológica en el Campus de Quissamã del Instituto Federal
Fluminense
Gláucio José Pereira da Silva
Mestre em Engenharia de Produção pela UCAM-Campos. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Quissamã – Quissamã/RJ – Brasil.
E-mail: glaucio_jps@hotmail.com.
Wallan Azevedo dos Santos https://orcid.org/0000-0002-5925-4908
Mestrado Pro ssional em Sistemas Aplicados à Engenharia e Gestão pelo Instituto Federal Fluminense – Campos dos Goytacazes/RJ – Brasil. E-mail: wallan.azevedo@hotmail.com.
Milton Erthal Jr. https://orcid.org/0000-0002-9959-3568
Doutor em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense
Campus Campos Guarus – Campos dos Goytacazes/RJ – Brasil. E-mail: miltonerthal@hotmail.com.
Resumo
O Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia Fluminense, apesar da
ampla experiência acadêmica na área
das ciências ambientais, pratica a gestão
ambiental, administrativamente, de
forma isolada. Teve-se, com o presente
trabalho, o objetivo de avaliar o nível de
sustentabilidade do Campus Quissamã
do referido instituto pela metodologia
da Pegada Ecológica (PE) convencional.
Para tanto foram avaliadas as emissões
de dióxido de carbono (CO2) em 2014,
promovidas pelo consumo de combustível,
energia elétrica, água, papel e área
construída. Além disso, foram propostas
metodologias que visam à redução da
PE. Veri cou-se que o Campus Quissamã
emitiu 99,8 tCO2, os quais poderiam ser
neutralizados por plantas cultivadas na
região onde o campus se encontra, como
o eucalipto (PE = 8 haG), o pasto (PE =
16 haG) ou a cana-de-açúcar (PE = 14
haG). Com base no que se observou,
foram apresentadas medidas preventivas
(consumo de itens menos poluentes) e
mitigatórias (cultivos) para minimizar a
PE dessa instituição de ensino.
Palavras-chave: Gestão Ambiental.
Educação Ambiental. Sustentabilidade.
Abstract
e Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia Fluminense, despite its wide
academic experience in the environmental
sciences, carries out environmental
management, separately. e aim of this
study is to evaluate the sustainability
level of the Quissamã Campus, guided
by conventional Ecological Footprint
(PE) methodology. CO2 emissions from
fuel consumption, electric power, water,
paper and built-up areas were evaluated.
In 2014, the campus issued 99.8 tCO2,
which could be neutralized by plants
grown in the region, such as eucalyptus
(PE = 8 haG), pasture (PE = 16 haG)
or sugarcane (PE = 4 haG). Preventive
measures (consumption of less polluting
items) and mitigation measures (crops)
are proposed to minimize the PE of this
educational institution.
Keywords: Environmental Management.
Environmental Education. Sustainability.
Resumen
El Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia Fluminense, a pesar de
su amplia experiencia académica en las
ciencias ambientales, lleva a cabo la gestión
ambiental, por separado. El objetivo de este
estudio es evaluar el nivel de sostenibilidad
del Campus de Quissamã, guiado por la
metodología de la huella ecológica (PE)
convencional. Se evaluaron las emisiones
de CO2 provenientes del consumo de
combustible, energía eléctrica, agua,
papel y áreas edi cadas. En 2014, el
campus emitió 99,8 tCO2, que podría ser
neutralizado por plantas cultivadas en la
región, como el eucalipto (PE = 8 haG),
el pasto (PE = 16 haG) o la caña de azúcar
(PE = 4 haG). Se proponen medidas
preventivas (consumo de elementos menos
contaminantes) y medidas de mitigación
(cultivos) para minimizar el PE de esta
institución educativa.
Palabras clave: Gestión ambiental.
Educación ambiental. Sostenibilidad.
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Artigo Original
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1 Introdução
Como consequência do modelo de crescimento econômico e demográ co implantado durante o século XIX, a crise
ambiental está cada vez mais intensa no mundo. Surgem sinais de que os limites do planeta estão prestes a ser extrapolados
em virtude da extinção de espécies da fauna e  ora, da perda de solos férteis pela erosão e deserti cação, do aquecimento da
atmosfera e das mudanças climáticas, da diminuição da camada de ozônio, da chuva ácida, do acúmulo crescente de resíduos
e do colapso na quantidade e qualidade da água (IPBES, 2018).
Rockström e colaboradores (2009) propuseram a metodologia dos “Limites Planetários” para quanti car a crise
ambiental. Segundo os autores, a perda de biodiversidade, o excesso de nitrogênio e fósforo em solução, as mudanças
climáticas e o uso irregular do solo são os problemas que estão acima do ideal, com baixa capacidade de resiliência.
É importante notar que alguns desses problemas apresentam efeitos sinérgicos, como é o caso das mudanças
climáticas que afetam a biodiversidade e a biocapacidade do planeta, com reflexos no bem-estar da humanidade, no
que diz respeito à segurança alimentar e hídrica (WWF, 2014).
As restrições ambientais apontadas nesses estudos deveriam ser consideradas a m de se estabelecer um modelo de
desenvolvimento mais e ciente e menos agressivo ao ambiente natural, ou seja, um modelo de desenvolvimento sustentável. Nesse
novo modelo alternativo, a sustentabilidade deve ser pensada como um princípio aplicável a sistemas abertos, de interação da sociedade
com a natureza, envolvendo sistemas industriais, sociais (urbanização, mobilidade, comunicação etc.) e naturais (solo, atmosfera,
sistemas aquáticos e bióticos etc.), incluindo os  uxos de informações, bens, materiais e resíduos, entre outros. Em outras palavras,
a sustentabilidade envolve a interação com sistemas dinâmicos, os quais estão em constante mudança e necessitam de medidas pró-
ativas para que as relações interespecí cas fortaleçam o modelo de desenvolvimento como um todo (SARTORI et al., 2014).
A gestão ambiental constitui uma das ferramentas fundamentais na implantação do Desenvolvimento Sustentável em
empresas públicas e privadas que têm como meta o equilíbrio entre os pilares econômicos e socioambientais. Entre as medidas
de gestão ambiental, um indicador importante para se mensurar a sustentabilidade de uma instituição é a Pegada Ecológica
(PE), a qual consiste em uma metodologia de avaliação proposta por Wackernagel e Rees (1996) que representa o espaço
ecológico medido em hectares globais (haG) necessário para sustentar um determinado sistema ou unidade.
A PE é um indicador de sustentabilidade que contabiliza os uxos de matéria e energia que entram e saem de um
sistema econômico, convertendo-se em área correspondente de terra ou água existentes na natureza para sustentar esse sistema
(VAN BELLEN, 2002). Uma das formas de absorção do CO2 da atmosfera é a que se realiza por meio das áreas  orestais
existentes no planeta. Informações obtidas nos dados da PE mostram qual seria o total de área de orestas no mundo
necessária para absorver e reter o dióxido de carbono liberado por ações humanas.
A PE se divide, entre outras, nas seguintes famílias de pegadas: Pegada do Carbono, Pegada Hídrica e Pegada
Energética. A Pegada do Carbono representa a área de terra necessária à assimilação do gás carbônico proveniente da
queima de combustíveis fósseis e da produção industrial, por exemplo, pela biomassa vegetal.A Pegada Hídricaé a
quantidade deágua potávelsuficiente para produzir um determinado alimento ou mercadoria. A Pegada Energética
corresponde à quantidade de energia que é utilizada nas atividades diárias e que mantém em funcionamento as
indústrias que produzem os produtos que são consumidos (FANG et al., 2014).
A sustentabilidade é um tema que desperta interesse no Governo Federal, e, por isso, existem alguns projetos que objetivam
incentivar o desenvolvimento da área como, por exemplo, as Compras Públicas Sustentáveis (BIDERMAN et al., 2008). O
Ministério da Educação (MEC) vem exercendo papel de pioneirismo nesse âmbito. Em 2012, mediante o Termo de Adesão n. 2, o
MEC e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão buscaram integrar esforços para desenvolver ações visando à melhoria
da e ciência no uso dos recursos públicos e à inserção da variável socioambiental no ambiente de trabalho (BRASIL, 2012).
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Em cooperação com a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, o MEC lançou, em 2014, o Projeto Desa o da
Sustentabilidade, cujo objetivo era o de identi car, avaliar e selecionar propostas inovadoras da sociedade para melhorar a
e ciência socioambiental em órgãos públicos (BRASIL, 2014). Em 2015, o MEC lançou o projeto Coletânea Desa o da
Sustentabilidade, no qual foram reunidas mais de 18 mil ideias referentes à busca de soluções para a redução dos gastos com
água e energia elétrica nas instituições federais de ensino (BRASIL, 2015b). Tal esforço resultou na publicação da Portaria nº
370/2015 (BRASIL, 2015c), que determinava que todos os órgãos e unidades da administração direta do MEC bem como
as autarquias, fundações e empresas públicas vinculadas a esse Ministério deveriam integrar esforços para o desenvolvimento
de ações destinadas à melhoria da e ciência no uso racional dos recursos públicos.
Nos últimos dez anos, em Instituições de Ensino (IE) de países como Israel, China, Espanha e inclusive Brasil (pela Universidade
de São Paulo - USP), foram realizados trabalhos sobre PE, cujos principais aspectos analisados foram construção civil, energia elétrica,
papel, água, combustível, alimento e resíduos (Tabela 1) (GOTTLIEB et al., 2012; LI et al., 2008; RODRIGUEZ et al., 2008;
AMARAL, 2010). Percebe-se, no entanto, que essa é uma temática ainda pouco explorada no ambiente das IE, o que motivou a
realização desta pesquisa. Outro aspecto, além disso, consiste no fato de a IE onde o estudo de caso foi realizado (IFFluminense) ser
pública e de, por esse motivo, ter a obrigação de direcionar esforços em prol da sustentabilidade socioambiental em suas atividades.
Tabela 1. Trabalhos sobre Pegada Ecológica em Instituições de Ensino
Autores
(ano) Países Instituição de
Ensino Aspectos Analisados
Construção
Civil
Energia
Elétrica Papel Água Combustível Alimento Resíduo
Amaral
(2010) Brasil Universidade de
São Paulo X X X X X
Gottlieb et al.
(2012) Israel Municipal high
school ‘E’ X X X X
Li et al.
(2008) China Universidade de
Northeastern X X X X X X
Rodriguez et
al. (2008) Espanha
Universidade
de Santiago de
Compostela
X X X X X
Fonte: Elaborado pelos autores
Nesse contexto, o presente trabalho tem o objetivo de identi car os impactos ambientais decorrentes das atividades
desenvolvidas por uma IE. Para avaliar as emissões de dióxido de carbono causadas pelo consumo de combustível dos veículos
o ciais da instituição, consumo de água, energia elétrica, papel, além de sua área construída, a metodologia empregada foi a da
PE. O local escolhido para a aplicação da pesquisa foi o Campus Quissado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Fluminense (IFFluminense), tendo como base os dados de consumo do ano de 2014. Devido à falta de dados disponíveis, não
foram incluídas no cálculo da PE informações referentes ao consumo de alimentos, e uentes líquidos e resíduos sólidos.
O IFFluminense comporta atualmente 13campi: a) Campos Centro, Campos Guarus, São João da Barra, Rio Paraíba do
Sul, Macaé e Quissamã, no Norte do Estado do Rio de Janeiro; b) Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci e Santo Antônio
de Pádua, no Noroeste Fluminense; c) Cabo Frio, na Região dos Lagos; e d) Itaboraí e Maricá, na Região Metropolitana (IFF,
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2015a,d). Um dos cursos ofertados pela Instituição é o Técnico em Meio Ambiente, que tem o objetivo de formar pro ssionais
com conhecimento teórico e prático para atuarem diretamente nas questões concernentes ao meio ambiente, buscando sempre
cumprir o que preconiza a legislação vigente nessa área e gerar conhecimento (BRASIL, 2013b). Porém, apesar de formar
pro ssionais na área, as ações técnicas e administrativas referentes à sustentabilidade nessa IE ainda são isoladas.
2 Metodologia
A metodologia da Pegada Ecológica foi empregada para contabilizar a pressão ambiental causada por uma
instituição de ensino sobre os recursos naturais requeridos durante a fase de sua construção e em suas atividades
cotidianas. O estudo de caso foi aplicado no Campus Quissamã (Figura 1), em atividade desde o ano de 2006. A
contabilidade ambiental foi realizada para o ano de 2014, quando o campus tinha 405 alunos e 59 funcionários. Na
ocasião eram ofertados os cursos técnicos em eletromecânica, informática e segurança do trabalho.
Figura 1. Imagens do campus Quissamã do Instituto Federal Fluminense. Coordenadas: 22°06’38.4”S 41°28’51.7”W
A metodologia aplicada neste trabalho consiste em calcular a PE através das emissões de CO2 geradas pelo consumo
de combustível dos veículos o ciais, energia elétrica, água e papel, além da área construída do Campus Quissamã do
IFFluminense. Não foram incluídos nos cálculos da PE o consumo de alimentos pelos discentes e a geração de resíduos.
A exclusão dos alimentos deve-se à falta de dados o ciais e à variabilidade diária e sazonal do consumo desse item. Não há
informações quanto à quantidade de resíduos sólidos gerados diariamente. A gravimetria desse resíduo e a sua disposição  nal
precisam ser avaliadas de forma criteriosa para serem inseridas em pesquisas futuras.
Para efetuarem-se os cálculos das emissões de CO2 referentes ao consumo de combustíveis, foram analisados os cinco veículos
o ciais do Campus Quissamã: GM Montana Conquest 2010/2010 (Montana), Ford Fiesta Sedan 1.6 Flex 2010/2011 (Fiesta), Fiat
Uno Mille Fire Flex 2007/2007 (Uno), Marcopolo Volare w8 2010/2011 (Volare) e Mitsubishi L200 Outdoor 2011/2012 (L200).
Desses veículos, o Montana, o Fiesta e o Uno utilizam gasolina como combustível, enquanto o Volare e o L200 utilizam óleo diesel.
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De acordo com Rodríguez et al. (2008), para o cálculo das emissões de CO2 ocasionadas pelo consumo de energia elétrica,
água, papel e área construída, deve-se multiplicar o valor total consumido no período analisado pelo fator de emissão, conforme
apresentado na Tabela 2. Mais detalhes sobre a metodologia empregada podem ser obtidos no trabalho de Silva (2015).
O valor de fator de emissão de CO2 para o consumo de energia elétrica que deve ser utilizado em inventários com o
objetivo estimar a quantidade de CO2 associada a uma geração de energia elétrica determinada é de nido pelo MCTI (Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovação), que calcula a média das emissões da geração levando em consideração todas as usinas que
estão gerando energia e não somente aquelas que estejam funcionando na margem (BRASIL, 2015a). Os fatores de emissão do
ano de 2014 encontram-se na Tabela 3 e estão apresentados a cada mês, assim como o consumo e as emissões de CO2 calculadas.
De acordo com Rodríguez et al. (2008), em seu estudo da PE da Universidade de Santiago de Compostela, o fator
de emissão referente ao consumo de água é 0,5 kgCO2/m³; para o item consumo de papel, se o papel utilizado for de  bra
virgem, o valor utilizado é 1,84 kgCO2/kg de papel; ao passo que, se o papel for reciclado, 0,61 kgCO2/kg de papel.
Para calcular as emissões geradas pela área construída, obteve-se primeiramente a área (m2) total de construção em alvenaria
do Campus Quissamã. Em seguida, o somatório dos valores encontrados foi multiplicado pelo fator de emissão de 520 kgCO2/m²,
proposto por Rodríguez et al. (2008). Considerando que a vida útil de um prédio de alvenaria é de 50 anos, para a análise do período
de um ano (no caso deste artigo, o ano de 2014), divide-se o fator por 50, resultando num fator de emissão de 10,4 kgCO2/m²/ano.
De acordo com os mesmos autores, para calcular a PE deve-se dividir o valor de emissão de CO2 pelo valor da taxa
de absorção média da vegetação a ser utilizada. O resumo da metodologia utilizada neste trabalho, incluindo a formula
da PE, está apresentado na Tabela 2.
Tabela 2. Resumo da metodologia utilizada
Parâmetro Equação Unidade Fatores
Combustível Gasolina Diesel Álcool GNV
Consumo de energia (CC) CC = CA . Fconv . 45,2.10-3. Fcorr TJ 0,771 0,848 0,52 0,857
Quantidade de C (QC) QC = CC . Femiss . 10-3 GgC 18,9 20,2 14,81 15,3
Quantidade de C  xado (QCF) QCF = QC . FCFix GgC 0 0 1 0,33
Emissões líquidas de C (ELC) ELC = QC – QCF GgC - - - -
Emissões reais de C (ERC) ERC = ELC . FCO GgC 0,99 0,99 0,99 0,995
Emissões reais de CO2 (ERCO2)ERCO2 = ERC . [44/12] GgCO2- - - -
Energia Elétrica
Emissões reais de CO2
E = Co . F kgCO2Ver tabela 3 (energia elétrica mensal)
Água
Emissões reais de CO2E = Co . F kgCO20,5
Papel Fibra Virgem Fibra reciclada
Emissões reais de CO2E = Co . F kgCO21,84 0,61
Área Construída
Emissões reais de CO2E = Co . F kgCO2 10,4
Pegada Ecológica (PE) Taxa de Absorção Média de Carbono
Eucalipto Pastagem Cana-de-açúcar
Hectares globais PE = E/T ha 12,38 6,10 7,13
Fonte: Elaborado pelos autores, adaptado de Silva (2015)
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Legenda: CA = consumo aparente em m3 (consumo de combustível ao longo do ano de 2014). Fconv. = Fator de conversão. Fcorr = Fator de Correção = 0,95 para
combustíveis sólidos e líquidos e 0,90 para combustíveis gasosos. FCFix = fração de carbono  xado (adimensional). FCO = fração de carbono oxidada (adimensional). F
= fator. GgC = Gigagramas de carbono. TJ = Tera Jaules. C = carbono. Co = Consumo (energia elétrica = Kwh; água = m3; papel = kg; área construída = m2). E = emissão
de CO2 (tCO2). T = taxa de absorção média (MgCO2/ha/ano).
Para estimar a taxa de absorção de CO2, considerou-se a ocupação do solo com culturas agrícolas de tradição no
município de Quissamã, como eucalipto, pastagem e cana-de-açúcar. O valor médio da taxa de absorção do eucalipto foi
estimado por Jacovine et al. (2006) na Zona da Mata no estado de Minas Gerais; o valor referente à pastagem foi estimado
por Segnini et al. (2007) no estado de São Paulo, utilizando a espécie Brachiaria decumbens; e a estimativa do valor da taxa da
cana-de-açúcar foi feita por Campos (2003) no município de Ribeirão Preto (Tabela 2).
Para melhorar a e ciência da PE do IFFluminense Campus Quissamã, foram realizadas simulações com alterações de
combustíveis, papel e matriz energética, mantendo os mesmos valores de consumo desses parâmetros. No item combustível,
propôs-se a alteração do uso de gasolina por duas possíveis alternativas: álcool anidro ou gás natural veicular (GNV). No caso dos
veículos movidos a óleo diesel B5, optou-se pela substituição pelo combustível B20. Para facilitar a comparação dos resultados
apresentados com estudos futuros, com o objetivo de monitorar a contabilidade ambiental do campus, estabeleceu-se um valor
per capta da PE, cujo cálculo foi obtido dividindo-se o valor total da PE pelo número de discentes em 2014, 405 ao todo.
Segundo o sítio icarros, consultado para efetuar os cálculos de consumo especí co de álcool anidro no ambiente
urbano, o Montana tem um consumo especí co de 8,4 km/l, enquanto o Fiesta apresenta um consumo de 8,0 km/l e o Uno
7,2 km/l. Caso seja feita a alteração no combustível para o GNV, o fator de conversão é de 1,00, segundo a Gasmig. Para os
cálculos das emissões do uso do Biodiesel, foi considerado que o B20 reduz as emissões de CO2 em 14,5%, de acordo com o
relatório Benefícios Ambientais da Produção e do Uso do Biodiesel (BRASIL, 2013a).
Os fatores de emissões foram apresentados, em tabela, para cada mês, assim como o consumo e as emissões de CO2
calculadas. Além disso, foram de nidas as propostas de metodologias para redução nos valores de emissão de CO2 e PE. Mais
detalhes sobre a obtenção dos fatores utilizados neste estudo podem ser obtidos no trabalho de Silva (2015).
3 Resultados
A Tabela 3 apresenta os valores de fator de emissão, consumo e de emissão de CO2 referentes aos itens energia elétrica e
água. Analisando-a, é possível observar que os meses de outubro, novembro e dezembro são os de maior emissão de CO2 em
função do consumo elevado e devido ao fator mais alto. Por outro lado, os meses de janeiro e julho possuem menor consumo
e, consequentemente, menores emissões; além disso, em janeiro o fator de emissão é reduzido, pois a matriz energética nesse
mês, devido ao período de chuvas, tem maior participação da hidroeletricidade.
Para o parâmetro água, observa-se que, dado o aumento do consumo desse recurso natural, os meses de outubro,
novembro e dezembro são os de maior emissão de CO2, ao passo que nos meses de julho e setembro, cujo consumo é
reduzido, há redução das emissões.
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Tabela 3. Emissões de CO2 geradas pelo consumo de energia elétrica e água, considerando o consumo mensal desses itens
Parâmetro Energia Elétrica Água
Mês Fator de Emissão Consumo Emissões de CO2 Consumo Emissões de CO2
Unidade kgCO2/kWh KWh tCO2m³ tCO2
Janeiro 0,0911 6.796 0,62 218 0,11
Fevereiro 0,1169 12.744 1,49 176 0,09
Março 0,1238 13.412 1,66 176 0,09
Abril 0,1310 11.115 1,46 146 0,07
Maio 0,1422 11.178 1,59 120,90 0,06
Junho 0,1440 7.481 1,08 108 0,05
Julho 0,1464 6.828 1,00 89 0,04
Agosto 0,1578 11.092 1,75 92 0,05
Setembro 0,1431 12.311 1,76 61 0,03
Outubro 0,1413 15.283 2,16 340 0,17
Novembro 0,1514 14.177 2,15 253 0,13
Dezembro 0,1368 14.896 2,04 271 0,14
Total - 137.313 18,76 2.050,90 1,03
Fonte: Elaborado pelos autores
O papel fibra virgem consumido possui peso de 2.339 kg, o que gera uma emissão de 4,30 tCO2. O papel de
fibra reciclável utilizado cujo peso é de 1.169,5 kg, resulta em 0,71 tCO2. No total, o consumo de papel registrou 5,01
tCO2 emitidos no ano de 2014 (Tabela 4).
Para o parâmetro área construída, possuindo 1.616 m², o rreo é responsável por 16,81 tCO2; o 2º piso
tem área de 1.323 m² e gera 13,76 tCO2; a gastronomia, por sua vez, possui 356 m² gerando um total de 3,70
tCO2, enquanto a área pavimentada mede 1.483e gera 15,42 tCO2. Na totalidade, o IFF Quissamã possui área
construída de 4.778 m², o que causa uma emissão de 49,69 tCO2.
Para o item combustível, o veículo Volare foi o que mais emitiu CO2 com o combustível biodiesel B20, por
possuir o menor rendimento entre os veículos analisados para esse combustível. Por meio de uma análise percentual,
pode-se dizer que o Volare emite 174,12% a mais do CO2 espalhado pelo L200. Numa comparação entre todos os
veículos, ca perceptível que o Uno é o mais indicado ao uso, uma vez que lança um valor equivalente a 37,45% do
CO2 que o Volare emite. Entre os veículos de passeio, o Uno emite um valor correspondente a 90,35% do CO2 que o
Fiesta expele, e um valor proporcional a 77,44% do CO2 emitido pelo Montana (Tabela 4).
No item energia elétrica, propôs-se a alteração da matriz energética. O fator de emissão de CO2 da energia solar é 0,040
kgCO2/kwh e foi calculado pelo National Renewable Energy Laboratory (2012) na cidade de Golden nos Estados Unidos,
enquanto o de emissão de CO2 da energia eólica é de 0,016 kgCO2/kwh, tendo sido calculado por Miranda (2012) em seu
trabalho sobre a matriz energética usada no Brasil no ano de 2010. A estimativa do valor do fator de emissão de CO2 para
o sistema híbrido é 0,028 kgCO2/kwh, propondo-se um sistema que utilize de forma igual a energia solar e a eólica. Dessa
forma, seria recomendável o uso das energias solar e eólica como fonte de geração de energia elétrica por meio de um sistema
híbrido, aproveitando o fato de o município de Quissamã ter uma incidência expressiva de ventos e radiação solar.
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DOI: 10.19180/1809-2667.v21n12019p41-56
Apesar de a energia nuclear apresentar o menor valor de fator de emissão, seu uso não depende apenas do IFFluminense,
ou seja, caso fosse utilizada a geração de eletricidade por meio da energia eólica, o campus emitiria um valor equivalente a
11,73% das emissões atuais. Utilizando a energia solar, irradiaria 29,26% do valor atual, e, com o uso do sistema híbrido,
seriam utilizados 20,47% do valor atual. Para o item papel, a solução proposta para redução da PE causada pelo seu consumo
foi a de utilizar apenas papel reciclável, uma vez que seu fator de emissão de CO2 é menor que o do papel de  bra virgem.
Dessa forma, o consumo de papel emitiria 2,14 tCO2, ou seja, 42,71% do valor atual (Tabela 4).
Tabela 4. Emissões de CO2 dos parâmetros analisados
Parâmetro Distância
percorrida
(km) Emissões reais (tCO2)Emissões com propostas de melhorias
(tCO2)
Combustível
Veículo Gasolina Diesel Àlcool GNV Biodiesel
V1 17.809,41 4,10 - 2,54 2,37 -
V2 28.844,86 5,70 - 4,56 3,28 -
V3 10.037,81 1,80 - 1,67 1,03 -
V4 8.847,58 - 4,60 - - 3,93
V5 30.156,23 - 9,00 - - 7,70
Total 95.695,89 25,20 18,31
Energia
elétrica
Consumo (kWh) Emissões reais (tCO2) Emissões com propostas de melhorias (tCO2)
137.313 18,76 Eólico Solar Híbrido
2,20 5,49 3,84
Água Consumo (m³) Emissões reais (tCO2) Emissões com propostas de melhorias (tCO2)
2.050,9 1,03 -
Papel
Tipo Consumo (kg) Emissões reais (tCO2) Emissões com propostas de melhorias (tCO2)
Fibra virgem 2.339 4,30 -
Fibra reciclável 1.169,5 0,71 2,14
Total 3.508,5 5,01 2,14
Área
construída
Local Área (m²) Emissões reais (tCO2) Emissões com propostas de melhorias (tCO2)
Térreo 1.616 16,81 -
2° piso 1.323 13,76 -
Gastronomia 356 3,70 -
Área
pavimentada 1.483 15,42 -
Total 4.778 49,69 -
Fonte: Elaborado pelos autores
Legenda: V1 = Montana; V2 = Fiesta; V3 = Uno; V4 = Volare; V5 = L-200.
Para os tópicos água e área construída não houve propostas de metodologias para redução nos valores de emissão de
CO2 e PE. No caso do fornecimento de água, existe apenas uma empresa prestadora desse serviço de oferta na cidade de
Quissamã. No caso das edi cações, a pesquisa bibliográ ca efetuada neste trabalho não encontrou dados de fator de emissão
para materiais mais sustentáveis. A proposta para construção civil se aplicaria somente a obras futuras.
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Ao analisar os resultados da Tabela 5 quanto ao consumo de combustível,  ca claro que o eucalipto é a vegetação mais
adequada a ser cultivada, considerando a redução do CO2 para a atmosfera. Sobre os veículos, a caminhonete L-200 apresenta
a maior PE, juntamente com o Fiesta, uma vez que são os veículos mais usados no campus Quissamã. Para o ano de 2014 a
PE total foi de 8,04 haG, 16,42 haG, 13,99 haG, para as culturas do eucalipto, pastagem e cana-de-açúcar, respectivamente.
A PE per capita (per capita em relação ao número de discentes em 2014, 405 ao todo) foi de 0,02 haG (eucalipto),
0,04 haG (pastagem) e 0,03 haG (cana). Este parâmetro é um importante fator, já que possibilitará estabelecer
comparações com anos passados ou futuros, pois o aumento ou diminuição do número de alunos evidentemente
implicará variações no consumo de alguns recursos (como água e energia elétrica) que compõem o valor da PE. As
propostas de melhoria, caso fossem adotadas de forma integral, poderiam reduzir em cerca de 25% as emissões de CO2
e reduziriam a PE para 6,02 haG (eucalipto), 12,31 haG (pastagem) e 10,51 haG (cana-de-açúcar).
Tabela 5. Pegada Ecológica (haG) dos parâmetros analisados no ano de 2014
Fonte: Elaborado pelos Autores
Legenda: V1 = Montana; V2 = Fiesta; V3 = Uno; V4 = Volare; V5 = L-200.
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4 Discussão
Analisando os resultados obtidos com o cálculo da PE dos parâmetros avaliados no Campus Quissamã, percebe-
se que a área construída, o consumo de combustível e o consumo de energia elétrica apresentam valores maiores que
o consumo de papel e o consumo de água pelo fato de serem atividades que causam emissões expressivas de CO2. O
consumo de combustível foi analisado detalhadamente, porque, além de ser um dos parâmetros mais críticos, também
apresentou diversas metodologias a serem aplicadas visando às melhorias propostas.
Para o calcular a PE dos combustíveis, foram consideradas três metodologias: top-down e bottom-up (propostas pelo
IPCC), e uma metodologia utilizada por Amaral (2010). A metodologia bottom-up foi a única não utilizada nesta pesquisa, pois
sua aplicação necessitaria de dados especí cos, os quais não foi possível mensurar neste trabalho. Através de uma comparação
feita por Silva (2015), ca claro que os valores encontrados pela metodologia utilizada por Amaral (2010) são menores que os
constatados pela metodologia top-down. Como o estudo descrito neste trabalho aborda problemas ambientais, torna-se mais
adequado o uso de uma metodologia que produza resultados mais elevados, uma vez que resultados com valores menores
podem resultar em ações que não propiciem a proteção adequada ao meio ambiente. Desta forma, para  ns de cálculo de PE
através do consumo de combustíveis, se recomenda a metodologia top-down.
Para o cálculo da PE relativa ao consumo de eletricidade foram encontrados dois valores diferentes de fator de emissão
de CO2. Um deles foi empregado por um estudo com aplicação semelhante ao deste trabalho, enquanto o outro, que é mais
exato para ser utilizado em inventários no país, foi fornecido pelo MCTI. Aplicando-se a metodologia usada por Amaral
(2010), que emprega um fator sugerido para a Universidade de Santiago de Compostela, localizada na Espanha, a PE aumenta
signi cativamente em relação à avaliada neste estudo, a qual se baseia na metodologia do MCTI. Nesse caso, considerando-se
o contexto regional, entende-se ser mais apropriado usar os fatores de emissão fornecidos pelo MCTI.
Os cálculos da PE do consumo de água, papel e área construída foram realizados por fatores de emissão propostos
por Rodríguez et al. (2008). A proposta de implantação de coleta de águas pluviais seria uma medida de sustentabilidade
interessante para o Campus Quissamã. A coleta de água de chuva, além de favorecer a redução da PE, apresenta viabilidade
econômica em Instituições de Ensino (PÊGO; ERTHAL, 2012).
Os itens combustível, energia elétrica, água, papel e área construída são os mais importantes na estimativa da
PE, no entanto sabe-se que as emissões também são causadas pela alimentação dos alunos, pelo lixo gerado e pelos
bens patrimoniais (data show, televisões, impressoras etc.) e itens de consumo (material de limpeza, caneta de quadro
branco, apagador etc.) durante o processo de produção e transporte. Tais itens devem ser considerados em trabalhos
futuros (GOTTLIEB et al., 2012a; LI et al., 2008). Neste estudo, essas informações não foram avaliadas devido à falta
de dados oficiais e à variabilidade e sazonalidade de seu consumo. Não há informações quanto à quantidade de resíduos
sólidos gerados diariamente e, além disso, para estimar a PE, a gravimetria dos resíduos gerados e a sua disposição final
precisam ser avaliadas. Em relação ao material de consumo e aos equipamentos, não foram encontradas informações
sobre os valores de fator de emissão de CO2, o que impossibilitou sua inclusão nesta pesquisa.
Considerando-se a vegetação a ser utilizada para mitigar os efeitos das emissões de CO2,  ca claro que o eucalipto possui a
melhor e ciência entre as estudadas, uma vez que sua taxa de absorção é maior que as demais: pastagem e cana-de-açúcar. A cana-
de-açúcar, porém, é uma solução interessante, já que, mesmo contando com um valor de taxa de absorção um pouco menor que
a do eucalipto, possui um ciclo de plantio menor (o ciclo do eucalipto é de 7 anos, enquanto o ciclo da cana-de-açúcar é de 1 ano
e meio, em média). Outra vantagem do plantio da cana-de-açúcar é o fato de poder ser implantado um sistema de geração de
energia elétrica, ou caldeiras, proporcionando um uso mais e ciente da biomassa da cana-de-açúcar, aspecto que se torna ainda
mais relevante considerando-se a escassez das fontes não renováveis de energia e as pressões ambientalistas causadas pelo seu uso.
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Para aumentar a e ciência do processo e reduzir os impactos socioambientais, tecnologias de conversão mais
e cientes vêm sendo desenvolvidas e aperfeiçoadas, como a gasei cação e a pirólise, também sendo comum a cogeração
em sistemas que utilizam a biomassa como fonte energética e no suprimento de eletricidade para demandas isoladas da
rede elétrica (BRASIL, 2007b). Além disso, o município de Quissamã, onde se encontra a IE na qual foi aplicado este
estudo de caso, é historicamente reconhecido pelo cultivo da cana-de-açúcar.
Segundo Ribeiro (2014), no ano de 2012 o município de Quissateve 12.600 hectares sob cultivo dessa
gramínea. Considerando-se a importância histórica e atual, recomenda-se que as compensações das emissões sejam
mitigadas por meio do cultivo dessa planta, no entanto, essa compensação ambiental deve ser precedida de práticas
aceitáveis do ponto de vista socioambiental e uso do solo.
Práticas como a queimada da palhada durante o processo de colheita, usado para facilitar o corte manual da cana-de-
açúcar (CAMPOS, 2003), o uso de mão de obra escrava e infantil e as práticas de manejo do solo que o predispõem à erosão e
à liberação de gases do efeito estufa, entre eles CO2, N2O e CH4, devem ser banidas. Com o objetivo de propor uma estratégia
integrada com o Campus Quissamã, envolvendo a mitigação dos gases emitidos pela escola e, em troca, propostas de ação para
tornar o cultivo da cana-de-açúcar mais sustentável em nível local, tais aspectos poderiam ser expostos aos agricultores locais.
Uma interessante proposta de ação para o IFFluminense seria o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão
nessa área, de forma a envolver tanto alunos quanto a comunidade no entorno da instituição. A pesquisa no IFFluminense é
desenvolvida pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, e busca promover e estimular a pesquisa de uma forma verticalizada,
do ensino técnico ao mestrado, trabalhando para a região na qual o instituto está inserido, sendo feita de forma integrada ao
ensino e à extensão, instigando o aluno na produção de novos conhecimentos e no alcance de resultados (IFF, 2015f ).
A extensão no IFFluminense possibilita a prática dos conhecimentos adquiridos e produzidos no ambiente
educacional por meio da sua aplicação na sociedade, de forma a trazer melhorias. A Pró-Reitoria de Extensão planeja,
coordena, fomenta e acompanha essas atividades (IFF, 2015e). Esses projetos desenvolvidos poderiam contar com
parcerias entre o Instituto e produtores locais, de modo a desenvolver estratégias de plantio das vegetações pesquisadas
neste trabalho, para, assim, mitigar os efeitos das emissões de CO2 causadas pelo Instituto.
Um dos principais resultados desta pesquisa é a possibilidade de se fazer um banco de dados com informações
pertinentes à PE em instituições de ensino e utilizar esse indicador de sustentabilidade como forma de promover a Educação
Ambiental no ambiente acadêmico e de inserir, de forma sistemática, práticas sustentáveis em instituições públicas de ensino
(BRASIL, 2015b). Essa promoção deve considerar a divulgação dos valores obtidos para conhecimento geral e como forma de
incentivar a implantação de estratégias de gestão ambiental que possam mitigar os problemas ambientais do campus, torná-lo
mais sustentável e usar esse instrumento para agregar conhecimento acadêmico.
5 Conclusão
O item que mais colaborou com as emissões de CO2 foi a área construída (49,69 tCO2), seguido do consumo
de combustível (25,2 tCO2), enquanto que energia elétrica, água e papel juntos contribuíram com 24,80 tCO2. Com a
implantação das propostas de melhorias, as emissões poderiam ser reduzidas em até 24,83 %.
O alto valor da PE dessa instituição mostra que ainda há muito por fazer para que níveis adequados de
sustentabilidade sejam atingidos. É imprescindível a adoção de medidas por parte do Campus Quissamã que reduzam
as emissões de CO2, além de outras compensatórias para o impacto causado.
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A PE é um indicador de sustentabilidade que facilita a interpretação das variáveis ambientais de empresas, cidades,
regiões, países até mesmo em nível global. Neste trabalho, a PE foi aplicada em uma instituição pública de ensino e pode
auxiliar os gestores em tomadas de decisões que busquem a minimização de problemas ambientais. A PE total do Campus
Quissamã é de 8,04 haG (eucalipto), 16,42 haG (pastagem de braquiária) e 13,99 (cana-de-açúcar). Se as medidas de
melhorias propostas fossem implantadas, a PE total seria reduzida para 6,02 haG, 12,31 haG e 10,51 haG, respectivamente.
Por se tratar de uma instituição de ensino que presta um importante serviço à sociedade, a inserção de medidas de
sustentabilidade poderia ser usada como modelo a ser aplicado em outras instituições públicas e privadas em nível regional.
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Artigo Original
e-ISSN 1809-2667
DOI: 10.19180/1809-2667.v21n12019p41-56
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Article
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The term sustainability is often discussed and there is a variety of research on the theme. Without unique definition, there are series of research and studies that consider the terms sustainability and sustainable development as synonymous and there are others which don't. This study selected 103 relevant articles within a period of 28 years, with the aim of analyzing the sustainability theme, characterizing the stage it is the gaps and challenges for future contributions. The issues discussed are diverse, as discussions on the environmental, economic and social dimensions, growth and limits, living standards, use of resources, indicators and indices, tools, models of sustainability; there are many concepts and debates about sustainability, but its applicability is rare. However, there is a consensus on sustainability challenges: integrating economics, environment, society and institutional issues, considering the consequences of the actions of this in the future, awareness and involvement of society.
Article
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Desde 1970, a emissão de CO2 no setor industrial cresceu 65% em todo o mundo, contra 120% no de transportes – e 80% da energia utilizada para a mobilidade área urbana têm origem na queima de combustíveis fósseis. Assim, a motorização da mobilidade urbana é um dos principais emissores de gases de efeito estufa. Para analisar este cenário, este artigo toma como base a produção científica internacional produzida do Protocolo de Kyoto (1997) à conferência de Copenhague (2008) para levantar quais principais medidas para a redução do impacto ambiental, especialmente das emissões de CO2. Argumenta-se aqui que são cinco os grupos de medidas a partir da discussão de textos técnicos de órgãos internacionais e produção científica, sendo: econômico-fiscais e financeiras; regulatórias; informação e comunicação; planejamento urbano; e tecnológicas.
Article
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2) , MARCELO L. SIMÕES (3) , WILSON T.L. SILVA (4) , ODO PRIMAVESI (5) & LADISLAU MARTIN-NETO (2) RESUMO -Estudos têm mostrado que a introdução de espécies de gramíneas tropicais de origem africana, como, por exemplo, do gênero Brachiaria sp. têm capacidade de armazenar quantidades significantes de carbono nos solos. Com o objetivo de quantificar os estoques de carbono e estimar a taxa de seqüestro de carbono em um sistema de pastagem, comparando-se com a taxa de vegetação de uma área de cerradão, foram avaliados tratamentos de pastagem (na presença ou não de calagem e/ou adubação). Este estudo se refere a um ensaio de campo de gramíneas da espécie forrageira Brachiaria decumbens, com 27 anos de idade, conduzido em Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico, com 25% de argila, localizado em uma área de cerradão no estado de São Paulo. Os maiores teores de carbono ocorreram em áreas de pastagem, principalmente na profundidade de 0-10 cm. Verificou-se a partir dos dados de estoques de carbono totais (0-100 cm) calculados para os tratamentos avaliados que os estoques de carbono dos sistemas de manejo por pastagens foram de 1,7 a 3,5 Mg C ha -1 ano -1 maiores que os estoques de carbono nos solo sob vegetação de cerradão. Com esses resultados, e considerando o uso durante 27 anos, o sistema de manejo de pastagens de Brachiaria decumbens promoveu um seqüestro de 6,1 a 12,8 Mg CO 2 ha -1 ano -1 da atmosfera, dependendo da adubação nitrogenada. Comparando com o total de emissões anuais do Planeta, da ordem de 29,4 Pg CO 2 ano -1 , sendo que deste valor, 5,9 Pg CO 2 ano -1 corresponde às emissões provenientes do desmatamento e mudança no uso da terra, teríamos na área total (80 Mha) de pastagens de Brachiaria no Brasil um seqüestro de cerca de 8,3 a 17,3% do total de gás carbônico atualmente emitido pelas atividades relacionadas ao desmatamento e à mudança de uso da terra. Introdução O conhecimento dos estoques de carbono e de sua dinâmica no solo é importante na análise do papel do solo como fonte ou depósito de carbono-gás carbônico da atmosfera [1]. Os estoques de carbono são importantes para estimar potenciais de seqüestro de carbono em solos [2]. Estudos têm mostrado que a introdução de espécies de gramíneas tropicais de origem africana, como, por exemplo, do gênero Brachiaria sp. têm capacidade de armazenar quantidades significantes de carbono nos solos [2-5]. Esse acúmulo de carbono no solo em áreas sob pastagem tem trazido conseqüente mitigação do Efeito Estufa pelo seqüestro de carbono no solo. No Brasil já existem aproximadamente 80 milhões de ha de pastagens cultivadas. Nesses sistemas, com uso de fontes nitrogenadas e calagem, pode ocorrer enriquecimento do perfil do solo com cálcio, o que também estimula o desenvolvimento radicular em profundidade [6]. Com isso, nas pastagens bem manejadas, a entrada do nitrogênio com elevadas produções de resíduos, associadas ao não revolvimento do solo, favorecem o processo de acúmulo de matéria orgânica no solo [7]. Este trabalho teve como objetivo quantificar os estoques de carbono, estimar a taxa de seqüestro de carbono em um sistema de pastagem e comparar com a taxa de vegetação de cerradão, identificando qual tratamento de pastagem (calagem e/ou adubação) teve maior potencial de seqüestro de carbono.
Article
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One way in which institutions can implement the idea of sustainability is through the use of ecological indicators that will characterize the current situation and help determine where to focus efforts in order to achieve the goal of sustainability. The use of the ‘Ecological Footprint Analysis’ (EFA) represents an innovative attitude to calculate the load that an institution imposes on the natural environment. The goal of this study is to illustrate the benefits of using EFA at the institution scale. Our case study is the ecological footprint of one high school in the city of Haifa, Israel. We present a unique method integrating between institutional and individuals’ sourced data concerning consumption patterns at the institutional level. We then present the breakdown of the school footprint into four main components: electricity, transportation, food and materials. The results of our research reveal an overall footprint of 314 global hectares (gha), from which food and electric power are the main components followed by materials and transportation. Based on the results, we developed scenarios for potential future reduction of the high school ecological footprint.
Article
Over the past two decades, a continuously expanding list of footprint-style indicators has been introduced to the scientific community with the aim of raising public awareness of how humanity exerts pressures on the environment. A deeper understanding of the connections and interactions between different footprints is required in an attempt to support policy makers in the measurement and choice of environmental impact mitigation strategies. Combining a selection of footprints that address different aspects of environmental issues into an integrated system is, therefore, a natural step. This paper starts with the idea of developing a footprint family from which most important footprints can be compared and integrated. On the basis of literature review in related fields, the ecological, energy, carbon, and water footprints are employed as selected indicators to define a footprint family. A brief survey is presented to provide background information on each of the footprints with an emphasis on their main characteristics in a comparative sense; that is, the footprints differ in many aspects more than just the impacts they are addressed. This allows the four footprints to be complementarily used in assessing environmental impacts associated with natural resource use and waste discharge. We evaluate the performance of the footprint family in terms of data availability, coverage complementarity, methodological consistency, and policy relevance and propose solutions and suggestions for further improvement. The key conclusions are that the footprint family, which captures a broad spectrum of sustainability issues, is able to offer a more complete picture of environmental complexity for policy makers and, in particular, in national-level studies. The research provides new insights into the distinction between environmental impact assessment and sustainability evaluation, properly serving as a reference for multidisciplinary efforts in estimating planetary boundaries for global sustainability.
Article
The componential method of ecological footprint is applied to estimate the ecological footprint of Northeastern University (NEU) in 2003. The components considered in this study include energy (coal, natural gas, and electricity) consumption, food consumption, waste disposal, water supply, transportation, and paper consumption. The ecological footprint of NEU was 24,787ha, meaning that nearly 25,000ha of ecologically productive lands were needed to support consumptions and wastes disposal. The largest component of ecological footprint was energy consumption, which took up 68% of the total footprint; the second and the third largest footprint components were food consumption and waste disposal. In a word, ecological footprint can serve as a practical and meaningful tool for comparing and monitoring the environmental impact of campuses.