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DigCompEdu: Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores

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Abstract

O Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores responde à consciencialização crescente entre muitos estados membros europeus que os educadores precisam de um conjunto de competências digitais específicas para a sua profissão de modo a serem capazes de aproveitar o potencial das tecnologias digitais para melhorar e inovar a educação. (...)
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... In regard to the PADDE, it is based on the conceptual framework of the documents developed by the European Commission, namely, DigCompEdu (Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores-European Digital Competency Framework for Educators) (Lucas and Moreira 2018) and DigCompOrg (Quadro Europeu para Organizações Educativas Digitalmente Competentes-European Framework for Digitally-Competent Educational Organisations) (Kampylis, Punie, and Devine 2015). PADDE's areas of intervention will focus on different domains of the school organization within the scope of digital technologies: professional involvement, teaching and learning, learning assessment, continuous professional development, and leadership. ...
Article
The integration of digital technologies in schools caused changes in daily dynamics, particularly concerning management processes and communication within the educational community. Although it is argued that “digital tools” represented an important contribution to educational improvement, it is also recognized that their use has been rather complex. School leaders, being central pillars in schools’ digital modernization, have been faced with new challenges regarding the exercise of leadership. This article aims to understand the perception of school leaders from Portuguese schools regarding the use of Digital Platforms and Technologies (DPT), the purposes of its use, as well as the advantages it brings in schools’ functioning. The study is national in scope, using a questionnaire survey in which 94 school principals/leaders participated. Overall, the results revealed the existence of a multiplicity of DPT in Portuguese schools, with several advantages associated. This factor shows instrumental rationality described by the intersection of political and market forces that influence schools, and limit leaders in educational management processes.
... A capacitação digital docente, agora em curso, será uma outra condição. E embora esta capacitação, orientada pelo Quadro europeu de competência digital para educadores (Moreira & Lucas, 2018), vise a integração das competências didáticas com as pedagógicas, é necessário não perder de vista os alertas (Figueiredo, 2019) de que as competências digitais não são separáveis das não digitais. As competências digitais partem das não-digitais, assentam nelas e exigem práticas sociais que permitam a sua emergência e consolidação. ...
Chapter
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Neste texto serão apresentados exemplos de práticas de avaliação com recurso a tecnologias digitais, que decorreram parcialmente em EnP, com destaque para os procedimentos de introdução do feedback. Porque as práticas de avaliação não são indiferentes ao contexto curricular específico em que ocorrem (Alonso, 2002; Fernandes, 2019), começaremos por efetuar uma clarificação breve das opções curriculares tomadas (um ensino da filosofia por competências com integração intencional de capacidades e disposições para expressão explícita de pensamento crítico), a que seguirá a clarificação conceptual que enquadra as práticas de avaliação que se apresentam. Decorrente da apresentação dos exemplos de práticas implementadas, e de aspetos realçados na literatura de referência, terminaremos com o levantamento de algumas das condições que consideramos ser necessárias para a consolidação de uma prática pedagógica que deixe de ser considerada uma inovação disruptiva para se tornar gradualmente numa inovação incremental (Figueiredo, 2011).
... Porém, o desdobramento dos momentos de avaliação com intervenção dos alunos, pode exigir um volume de trabalho do professor e tempo de aula muito significativos. Apesar de o Quadro europeu de competência digital para educadores (Moreira & Lucas, 2018) ser o Quadro de referência para o Plano de Transição Digital da Educação e para a formação de professores associada a este Plano (Direção-Geral da Educação, 2020), no mesmo não é muito explícito o potencial do uso das tecnologias digitais para o desenvolvimento de procedimentos de auto e heteroavaliação, incluindo a avaliação, pelos alunos, do trabalho desenvolvido pelo professor. No entanto, conforme se poderá inferir a partir dos recortes acima apresentados, várias são as aplicações digitais que se podem mobilizar para implementar de modo sistemático procedimentos de auto e heteroavaliação, com diferentes intencionalidades pedagógicas na recolha da informação, assim como com diversificadas possibilidades de expressão reflexiva por parte dos alunos. ...
Conference Paper
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Em Portugal, os normativos que suportam o ensino secundário, nomeadamente a Portaria n.º 226-A/2018 de 7 de agosto, determinam uma conceção pedagógica da avaliação, na qual dimensão formativa é o núcleo da avaliação, distinguindo-se claramente de uma conceção estritamente sumativa, cujo objetivo é o de emitir um juízo classificatório e certificador. Entendida como contínua e reguladora dos processos de ensino-aprendizagem, a avaliação, numa conceção pedagógica exige critérios de qualidade como os de credibilidade. A concretização destes critérios no ato de avaliar é reforçada pela triangulação de estratégias, técnicas e instrumentos, beneficiando com a intervenção de mais do que um avaliador, nomeadamente dos alunos, permitindo um olhar cruzado professor-aluno e aluno-aluno. Tecnologias digitais, como as funcionalidades de questionário do Google Forms ou da Learning Management System Moodle, as de publicação do Padlet, ou a utilização de um student response system como o Mentimeter, permitem a introdução sistemática de processos de triangulação na avaliação das aprendizagens. Neste artigo, apresentam-se situações de ensino-aprendizagem na disciplina de Filosofia do ensino secundário português desenhadas com o objetivo de estabelecer a triangulação dos olhares avaliativos dos alunos sobre o trabalho do professor, o da turma, do seu grupo de trabalho e do seu próprio trabalho individual. Da recolha de dados efetuada, é possível recortar evidências da progressão dos alunos nos processos de auto e heteroavaliação, da sua perceção sobre a progressão das suas aprendizagens e da turma. Destes resultados e conclusões procurar-se-á elencar algumas das condições técnicas e pedagógicas subjacentes ao uso das tecnologias digitais e ao envolvimento sistemático dos alunos no processo de avaliação. Palavras-chave: avaliação pedagógica; triangulação da avaliação; autoavaliação; avaliação interpares; ensino-aprendizagem da Filosofia; tecnologias digitais. In Portugal, the regulations that support secondary education, namely the Portaria n. º 226-A/2018 of August 7, determine a pedagogical conception of assessment, in which the formative dimension is the core of the assessment, clearly distinguished from a strictly summative conception, whose purpose is to issue a classificatory and certifying judgment. Understood as continuous and regulating the teaching-learning processes, assessment in a pedagogical conception requires quality criteria such as those of credibility. The implementation of these criteria in the act of assessment is reinforced by the triangulation of strategies,techniques, and instruments, benefiting from the intervention of more than one evaluator, namely the students, allowing a cross look between teacher-student and student-student. Digital technologies, such as the questionnaire features of Google Forms or Moodle Learning Management System, the publishing features of Padlet, or the use of a student response system like Mentimeter, allow the systematic introduction of triangulation processes in learning assessment. In this article, we present teaching-learning situations in Philosophy at a Portuguese secondary school designed with the objective of establishing the triangulation of the students' evaluative views about the work of the teacher, the class, their working group, and their own individual work. From the data collection carried out, it is possible to extract evidence of the students' progression in the processes of self and hetero-evaluation, their perception of the progress of their learning and that of the class. From these results and conclusions, we will try to list some of the technical and pedagogical conditions underlying the use of digital technologies and the systematic involvement of students in the assessment process. Keywords: pedagogical assessment; evaluation triangulation; self-evaluation; peer review; teachinglearning of Philosophy; digital technologies
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Mesa redonda: Competências docentes no ensino superior: desafios atuais e futuros Debatedores: Professora Doutora Mariana Gaio Alves Professora Doutora Marta Mateus de Almeida Professor Mestre Cassio Cabra Santos Mediação: Professora Doutora Neuza Sofia Guerreiro Pedro
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Num contexto de globalização, configura-se imperativa a proficiência em outras línguas para além da língua materna. Esta competência oferece ao falante uma vantagem competitiva a nível social, profissional, económico ou cultural. Desta forma, os cursos de línguas são cada vez mais procurados, seja no seu formato presencial ou no formato online. Contudo, nem sempre a proficiência linguística se demonstra suficiente. No acesso ao Ensino Superior, é solicitado a falantes de língua estrangeira que apresentem um certificado linguístico (ALTE, 2016:16) que, por regra, deverá ser de nível intermédio alto ou superior. No caso de Portugal, o CAPLE-ULisboa oferece a examinação e certificação de seis níveis, segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL) (Conselho da Europa, 2018), sendo o nível B2, Vantagem ou Intermédio Superior, o exigido pela maioria das universidades. Considerando o relevo da Certificação para os aprendentes de língua estrangeira, nesta comunicação pretende-se explorar a preparação da produção e interação escritas (Barbeiro, 2019) para um exame de nível B2, recorrendo ao ensino online. Assim, convoca-se para discussão importância do treino para a Certificação, iniciando-se com um enquadramento do nível em análise, seguindo-se a apresentação de atividades didáticas implementadas através do ensino online, em conjugação com o Ensino de Língua Baseado em Tarefas (Ellis, 2003; Nunan, 2004; Castro, 2017), e finalizando com conclusões empíricas, fundamentadas por comentários recolhidos junto de aprendentes que realizaram as atividades. Estas conclusões permitiram observar a relevância da preparação específica para a certificação, que, por sua vez, melhora a execução das tarefas pelos participantes.
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RESUMO O uso de recursos educacionais digitais é uma exigência da contemporaneidade. Os professores do ensino básico precisam estar preparados para o uso adequado e emancipatório destes recursos. A partir do instrumento DigCompEdu Check-In, procurou-se verificar como os professores da rede municipal de ensino da cidade de Marília, interior de São Paulo, têm utilizado recursos digitais em atividades de ensino-aprendizagem, comparando-se com variáveis como sexo, idade e tempo de atuação. O instrumento foi aplicado a todos os professores da rede municipal de ensino. Houve um retorno de 1.348 questionários. Verificou-se que os professores têm utilizado a internet para buscar recursos e adotam como critério seleção a adequação do material a seus alunos. Quanto ao uso dos recursos digitais, eles se restringem a atividades mais simples, como elaboração de apresentações. Verificou-se que a maioria dos participantes se preocupa em proteger os dados e conteúdos sensíveis, mas ainda precisam aprimorar suas habilidades em relação a esta questão. Conclui-se que há necessidade de complementar a formação dos educadores da localidade onde foi desenvolvida a pesquisa e que os resultados devem informar a tomada de ações nesse sentido.
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O ensino online foi a solução encontrada em 2020 para responder ao desafio imposto pela pandemia global, exigindo uma adaptação rápida de currículos, estratégias e métodos de ensino (Moreira et al., 2020). Esta mudança promoveu o desenvolvimento de novas competências por parte de docentes e aprendentes, recorrendo à tecnologia como veículo para mediar a aprendizagem. Volvido um ano e meio, o retorno ao espaço de sala de aula permite regressar às mesma práticas de aprendizagem realizadas antes da pandemia COVID-19, mas será essa a melhor alternativa? Partindo da enumeração de algumas dificuldades encontradas no ensino online (Sepulveda-Escobar & Morrison, 2020), nomeadamente no ensino de Português como Língua Estrangeira (PLE), esta comunicação pretende convocar para debate as razões da implementação de uma metodologia B-learning, concretizadas por Flipped Classrom (Lage, Platt & Treglia, 2000), ou Sala de Aula Invertida (SAI). Este modelo, que inverte as atividades realizadas dentro e fora da sala de aula, solicita do aprendente uma participação ativa na aprendizagem, reforçando sua a autonomia, empenho e capacidade de resolução de problemas, enquanto permite fornecer diferentes estímulos em resposta a diferentes perfis de cada aluno (Bergmann & Sams, 2012). Na sequência, nesta comunicação apresentar-se-á um exemplo de implementação de uma sequência didática que, tendo por base Flipped Classroom, privilegia a exposição a input orientado, instrução para atividades de aprendizagem independentes realizadas pelos aprendentes, conduzindo à realização de uma tarefa final. Finalmente, aduzem-se as conclusões empíricas, baseada em comentários fornecidos pelos discentes que participaram nas atividades. Estas permitiram confirmar que a metodologia B-learnig, através de Flipped Classroom, incrementou a motivação, aprendizagem, as competências e autonomia dos participantes, oferecendo pistas para a continuação da exploração deste modelo.
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Mesa redonda: Competências Digitais dos professores do Ensino Superior: reflexões e a importância no ensino a distância e no remoto emergencial no 27º CIEAD Resumo: A competência digital é considerada transversal ao desenvolvimento das outras competências, essencial para a inclusão social satisfatória, para a participação cívica ativa e consciente na sociedade e na economia, e, ainda, para o crescimento competitivo, inteligente e sustentável da sociedade. A inclusão das TICs no ensino superior promoveu progressos importantes que afetam o corpo docente universitário, resultando em uma mudança marcante no seu método instrutivo, passando do ensino transmissivo baseado em metodologias tradicionais para os ambientes de aprendizagem enriquecidos, estimulando mais atividades promotoras de autonomia e colaboração e com o foco no estudante. Torna-se premente um diagnóstico fiel dos docentes do ensino superior em relação ao nível de proficiência nas competências digitais docentes. Para tanto, desenvolveram-se diversas iniciativas, culminando com o desenvolvimento de diversos referenciais, seja em nível global (UNESCO ICT Competency Framework for Teachers), Europeu (DigCompEdu - Quadro Europeu para a Competência Digital dos Educadores) ou locais, como no caso da Espanha (Marco común de Competencia Digital Docente), bem como de instrumentos e ferramentas de autoavaliação destas competências. Apenas com o diagnóstico preciso e individualizado será possível aos entes governamentais e instituições de ensino desenvolver programas de formação mais assertivos para que os docentes possam fazer frente aos novos desafios. O objetivo desta mesa redonda no 27º CIAED é apresentar como modelo, para que possa ser adotado em outros países, pesquisas realizadas em Portugal que adotaram como referencial o DigCompEdu e como questionário o DigCompEdu Check-In para avaliar o nível de proficiência dos docentes do ensino superior português.
Conference Paper
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Esta investigación pretende analizar la utilidad de una app para favorecer la creación de relatos digitales en primeras edades ligada a su capacidad inmersiva. Se llevó a cabo una intervención con alumnado de Educación Infantil (N=93) de tres escuelas rurales de Asturias (España). Para ello, se seleccionó la app Imagistory, que permite elaborar un relato digital apoyado en una secuencia de ilustraciones. Tras obtener los permisos correspondientes, el alumnado manipuló la aplicación individualmente durante 10 minutos. Esta comunicación se centra en determinar la potencialidad inmersiva de la app seleccionada, inferida a partir de: 1) el grado de autonomía y motivación del alumnado antes, durante y después de la tarea de creación de sus relatos; 2) su reacción afectivo-emocional, atendiendo a la empatía hacia los personajes, la verbalización de sus emociones y pensamientos, la curiosidad y/o inseguridad manifestadas, el disfrute, la inmersión en el relato, la relación de la historia con sus vivencias, etc. Se constata que, si bien más de la mitad necesitó estímulos para iniciar la narración, la mayoría mostró autonomía para crear su relato con el apoyo de la app. Asimismo, la mayor parte manifestó bastante o mucho interés tanto durante la actividad narrativa como en el visionado. Respecto a la reacción afectivo-emocional, casi todos manifiestan curiosidad y disfrute, y más de la mitad se sumergen en la ficción. Sin embargo, se obtienen resultados más bajos en la empatía hacia los personajes y en la verbalización de sus emociones. En conclusión, la actividad narrativa con este tipo de app despierta el interés por la invención de historias, favoreciéndose así las habilidades lingüístico-narrativas, dada su capacidad inmersiva.
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Contemporary society increasingly demands the use of digital tools in different areas of life, including in the teaching and learning process. The virtuality generated by cyberspace was even more evident in the current pandemic context, which caused the interruption of classroom classes and imposed a new educational model based on online education methodologies. Teachers had to adapt and reinvent their pedagogical practices and teaching methodologies in a virtual learning environment, often without guidance and without essential digital skills to promote quality learning. In this context, this chapter presents an excerpt from a bibliographical study that aimed to understand how distance education can contribute to promote the development of digital skills. Here, the results regarding the development of digital teaching skills are portrayed, with the indication of references and models that can be used to enable training proposals in this regard in addition to contributing to a reflection on the lack of institutional policies and programs for training teachers for online teaching.
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