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Abstract

Introdução: Atualmente, vem crescendo a utilização de diferentes métodos de treinamento de força (TF) como drop-set e bi-set, com intuito de maximizar gasto energético (GE). Porém, não há evidências que comprovem este fato. Objetivos: Mensurar e comparar o gasto energético (GE) em sessões de TF empregando os métodos drop-set, bi-set e TF tradicional (TRAD). Métodos: Nove homens recreacionalmente ativos realizaram três protocolos de exercícios em dias distintos, separados por intervalos de uma semana. O drop-set e o TRAD seguiram ordem fixa de execução dos exercícios; o bi-set foi realizado com dois exercícios sem intervalo entre eles. Todos os protocolos foram desempenhados a 80% de 1RM e, durante as sessões de treinamento, foi mensurado o consumo de oxigênio (VO2) e o GE. Resultados: Os resultados indicam que, durante a sessão de treino, o método drop-set gerou maiores valores de VO2 (13,6 ± 6,8 > 11,2 ± 5,9 kg/ml/min), GE (5,2 ± 2,3 > 4,5 ± 2,3 kcal/min-1), frequência cardíaca (128 ± 27,1 > 113 ± 22,4 bpm-1) e razão de trocas gasosas (1,2 ± 0,2 > 1,1 ± 0,1) quando comparado ao bi-set e TRAD (p<0,05). Conclusão: Maiores valores de frequência cardíaca durante o treino e gasto calórico superior foram observados no TF realizado com o método drop-set em relação ao bi-set e TRAD.
ConSc ientiae Saúde, 2018;17(3):293-301. 293
Artigos Revisões
de literatura
Recebido em 24 jan. 2018 / aprovado em 3 set. 2018
Comparação do gasto energético
em diferentes métodos do
treinamento de força
Comparison of energy expenditure in different strength training methods
Ragami Chaves Alves1; Jonato Prestes2; João Carlos Alves Bueno1; Fabrício Boscolo Del Vecchio3;
Tácito P. Souza Junior4
1 Depart amento de Edu cação Física - Universidad e Federal do Pa raná - UFPR. Curitiba, PR – Brasil.
2 Progra ma de Pós-gra duação de Educa ção Física – Un iversidade Ca tólica de Bra sília – UCB. Br asília, DF – Brasil.
3 Depart amento de Edu cação Física - Universidad e Federal de Pel otas - UFPel. Pelota s, RS – Brasi l.
4 Progra ma de Pós-gra duação de Educa ção Física – Un iversidade Fe deral do Para ná – UFPR. Cu ritiba, PR – Br asil.
Ender eço para c orrespo ndência:
Ragam i Chaves Alve s
R. Coro nel Romão Rod rigues de O liveira Bran co, 389 - Casa 12 - Jardim So cial
82520-110 – Curi tiba, PR [Bras il]
ragam i1@hotma il.com
DOI:10.5585/ConsSaude.v17n3.8288
Resumo
Intr odução: Atualmente, vem crescendo a utilização de diferentes métodos de
treinamento de força (TF) como drop-set e bi-set, com intuito de maximizar gasto
energético (GE). Porém, não há evidências que comprovem este fato. Objetivos:
Mensurar e comparar o gasto energético (GE) em sessões de TF empregando os
métodos drop-set, bi-set e TF tradicional (TRAD). Métodos: Nove homens recre-
acionalmente ativos realizaram três protocolos de exercícios em dias distintos,
separados por intervalos de uma semana. O drop-set e o TRAD seguiram ordem
fixa de execução dos exercícios; o bi-set foi realizado com dois exercícios sem
intervalo entre eles. Todos os protocolos foram desempenhados a 80% de 1RM e,
durante as sessões de treinamento, foi mensurado o consumo de oxigênio (VO2)
e o GE. Resultados: Os resultados indicam que, durante a sessão de treino, o
método drop-set gerou maiores valores de VO2 (13,6 ± 6,8 > 11,2 ± 5,9 kg/ml/min),
GE (5,2 ± 2,3 > 4,5 ± 2,3 kcal/min-1), frequência cardíaca (128 ± 27,1 > 113 ± 22,4
bpm-1) e razão de trocas gasosas (1,2 ± 0,2 > 1,1 ± 0,1) quando comparado ao bi-set
e TRAD (p<0,05). Conclusão: Maiores valores de frequência cardíaca durante o
treino e gasto calórico superior foram observados no TF realizado com o método
drop-set em relação ao bi-set e TRAD.
Descritor es: Treinamento físico; Metabolismo Energético; Consumo de Oxigênio.
Abstract
Intr oduct ion: It is currently growing use of different strength training methods
(ST) as a drop-set and bi-set, in order to maximize energy expenditure (EE).
However, there is no evidence to prove this fact. Objec tive: The aim of this study
was to compare the EE of training sessions of methods drop-set, bi-set and tradi-
tional ST (TRAD). Methods: Nine men recreationally assets had performed three
protocols of exercises on different days separated by a break of week between
each. The drop-set and the TRAD followed a fixed order of the exercises; the
bi-set were two exercises without a break followed the other, forming combina-
tions which were: squat-flexor and extensor chair - plantar flexion. All protocols
were performed at 80% of 1RM and during the training sessions were measured
oxygen consumption and the calorie expenditure. Results: The results indicate
during the training session the drop-set promoted higher values of VO2 (13.6 ±
6.8> 11.2 ± 5.9 kg / ml / min), EE (5.2 ± 2.3 ± 4.5 ± 2.3 kcal / min-1), heart rate
(128 ± 27.1> 113 ± 22.4 bpm-1) and gas exchange ratio (1.2 ± 0.2> 1.1 ± 0.1) when
compared to bi-set and TRAD (p<0.05). Conclusion : Briefly, the incorporation of
the protocol drop-set can benefit the practitioners that aim at maximizing the
consumption of EE.
Keywords: Strength Training; Energy Metabolism; Oxygen Consumption.
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Comparação do gasto energético em diferentes métodos do treinamento de força
Introdução
O treinamento de força (TF) é utilizado por
atletas que buscam aumentar o seu rendimento
obtendo incrementos na força, velocidade, hi-
pertrofia e ganhos motores1. Adicionalmente, o
TF também possui relevância nos programas de
exercícios sicos, inclusive sendo recomendado
pelo American College of Sports Medicine (ACSM)
e American Heart Association (AHA) devido às
diversas melhorias proporcionadas à saúde2,3.
Dentre esses benefícios agudos associados ao
TF, destaca-se o gasto energético (GE), que é a
quantidade de quilocalorias (kcal) metaboliza-
das durante a sessão de treinamento4,5.
O GE é modulado pela intensidade, volume
e/ou tempo de intervalo entre as séries6,7,8, va-
riáveis que compõem os diferentes métodos de
treino. Com o método denominado pré-exaus-
tão, Maynard e Ebben9 constataram diminuição
do pico de torque, potência e no desenvolvimen-
to das taxas de força; no entanto, observaram
aumento de 25% na atividade eletromiográfica
e sugeriram que o maior recrutamento de uni-
dades motoras teoricamente requeria gasto ca-
lórico superior. DeGroot et al.10 e Hatltom et al.11
também evidenciaram este fato verificando que
o TF em circuito com intervalo reduzido propor-
cionou GE relativo maior comparado ao TF tra-
dicional (TRAD), realizado em sériesltiplas,
com períodos de descanso entre elas. Por outro
lado, Kelleher et al.12 não encontraram diferen-
ças para o todo agonista/antagonista, o qual
é considerado intenso por desempenhar conse-
cutivamente dois exercícios, e aumentar o traba-
lho mecânico, semelhante ao treino em circuito.
Sendo assim, fica evidente que nem todas as va-
riações nos métodos de TF produzem o mesmo
GE. A partir disso, destaca-se a necessidade de
investigar os efeitos de diferentes métodos de
TF no GE, pois se reconhece que há muitas di-
ferenças agudas e crônicas ao se considerarem
as diversas possibilidades oferecidas pelo TF13 .
O drop-set é realizado a partir da execução
de uma série com carga elevada e poucas repeti-
ções, as quais são pré determinadas e, então, após
breve intervalo suficiente apenas para diminuir
a carga entre 20 a 40%, o praticante continua com
o movimento até nova falha concêntrica13. No
método bi-set uma série completa consiste em
realizar dois exercícios diferentes para o mesmo
grupamento muscular, um seguido do outro, e
sem intervalo de recuperação13. Estas caracterís-
ticas convergem para a estruturação de sessões
de treino intensas, que poderiam provocar per-
turbações metabólicas superiores ao TRAD ge-
rando GE mais elevado, de acordo com DeGroot
et al.10, Hatltom et al.11 e Maynard e Ebben9. No
entanto, estes os autores sugeriram este fato ba-
seados apenas no aumento da atividade eletro-
miográfica pressupondo que o maior número de
unidade motoras recrutadas teoricamente iria
requerer maior GE. Somente Kelleher et al.12 re-
almente avaliaram o GE para uma variação do
TF, no caso o método agonista/antagonista, co-
nhecido também por super-sets. Até o presente
momento nenhuma pesquisa buscou verificar
esse fato para outras variações, como, o drop-set
e bi-set; desta maneira, não esta claro ainda a re-
posta sobre o GE em diferentes variações do TF.
Esta reposta poderá auxiliar no direcionamento
da prescrição do treinamento demonstrando se
existem variações mais eficientes para maximi-
zar o GE e possibilitando talvez ajustes benéficos
na composição corporal, como redução do peso
corporal. Portanto, o presente estudo teve como
principal objetivo comparar o GE das sessões de
treino dos métodos drop-set, bi-set e TRAD. A hi-
pótese é que as variações do TF (drop-set e bi-set)
apresentem um GE mais elevado em relação ao
TRAD devido a sua configuração, a qual promo-
ve maior estresse menico.
Métodos
Desenho Experimental
O estudo é caracterizado como transver-
sal, observacional, controlado, randomizado,
sendo considerada como variável independente
o método de TF e, como variáveis dependentes,
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Alves RC, Preste s J, Bueno JCA, Del Vecchio FB, De Souza Junior T P
Artigos Revisões
de literatura
aquelas relacionadas às respostas cardiorrespi-
ratórias e o gasto calórico calculado.
Após recrutados, os participantes foram
submetidos as avaliações antropométricas e,
sequencialmente, desempenharam o teste de
uma repetição máxima (1RM) para determinar
a carga nos exercícios agachamento, cadeira
extensora, mesa flexora e flexão plantar senta-
do. Finalizados estes procedimentos os partici-
pantes realizaram sessões de treino compostas
pelos métodos drop-set, bi-set e TRAD de forma
randomizada em momentos distintos separa-
dos por intervalo de uma semana de descanso.
Durante e após as sessões, mensuraram-se as
variáveis de interesse (Figura 1). Esta pesqui-
sa foi aprovada no Comitê de Ética da Escola
Superior de Educação Física da UFPel (CAAE:
68577917.0.1001.5313).
Sujeitos
O presente estudo foi composto por 9 ho-
mens (idade: 21,6 ± 5,6 anos; altura: 174,5 ± 3,6
cm; peso: 75,2 ± 3,6 kg) recreacionalmente ati-
vos. Para estimar o tamanho da amostra foi con-
duzida uma análise no software G*Power 3.1uti-
lizando parâmetros para o teste da família F
(ANOVA). Os valores adotados para o cálculo fo-
ram “power” limítrofe de 0.80 com alfa 0.05 e um
tamanho do efeito de 0,40 que resultaram no n=
9. O recrutamento foi por conveniência (intencio-
nal) em centros de treinamento em Curitiba-PR.
Todos os participantes deveriam estar de acor-
do com os critérios adotados, inclusão: a) prati-
car TF de 2-4 dias por semana nos últimos seis
meses; b) idade entre 20-30 anos; c) sexo mas-
culino; d) autorrelato de o tabagismo; e) não
fazer uso de qualquer tipo de suplementação; f)
não poderiam ter utilizado o método drop-set e
bi-set antes do estudo. Exclusão: a) presença de
doenças metabólicas e/ou doenças osteomioarti-
culares; autorrelato de contraindicação à prática
de exercícios de alta intensidade nos seis meses
antecedentes ao início da pesquisa; b) presença
de doenças neurológicas. Além disso, todos re-
ceberam recomendações para não consumirem
grandes quantidades de bebida alcoólica e cafe-
ína. A participação no presente estudo foi auto-
rizada somente mediante a assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE),
Figura 1: Desenho experimental
Fonte: Os autores.
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Comparação do gasto energético em diferentes métodos do treinamento de força
seguindo as normas do Conselho Nacional de
Saúde (resolução nº 466/2012).
Procedimentos
Anteriormente aos dias de coletas de da-
dos, os participantes foram orientados a não
se exercitarem de modo vigoroso, realizarem
exercícios apenas para segmentos corporais dis-
tintos dos envolvidos na presente investigação,
absterem-se de álcool e dormirem, ao menos, 8h
na noite anterior às coletas. No dia das coletas,
a última refeição deveria ser feita entre 30min e
2h antes das coletas de dados.
Teste de força de uma repetição
máxima (1RM)
Para o teste de 1RM foram adotados di-
versos critérios com intuito de minimizar a
margem de erro: a) instruções padronizadas
sobre toda a rotina de coleta de dados; b) ins-
trução sobre a técnica de execução do exercício;
c) o avaliador ficou atento durante toda a exe-
cução do movimento para evitar interpretações
errôneas dos escores obtidos; d) os participan-
tes foram encorajados verbalmente durante a
execução do movimento; e) os pesos utilizados
no estudo foram previamente aferidos em ba-
lança de precisão.
O protocolo utilizou inicialmente um
aquecimento geral seguido de aquecimento
espefico e, ao término, iniciaram o teste em
conformidade com as diretrizes estabelecidas
previamente14, como aumentar adequadamente
a carga até alcança a 1RM sem fadigar o partici-
pante (5 tentativas ou menos), e descansar de 3
a 5 minutos entre tentativas, ressaltando que as
repetições consideradas como lidas foram as
que cumpriram o ciclo completo de movimento
com acnica apropriada.
Após 48 horas de intervalo foi realizada a
reprodutibilidade do teste de 1RM com intuito
de obter cargas fidedignas, com correlação de
0,94 entre momentos e sem diferenças estatísti-
cas entre eles (tabela 2).
Protocolo do treinamento de força
O percentual de carga utilizada nos três
métodos (drop-set, bi-set e TRAD) foi de 80% de
1RM para todos o exercícios em conformidade
com a metodologia de Kelleher et. al.12. A rotina
do TRAD foi composta por três séries de dez
repetições com um minuto de intervalo para
descanso com a seguinte ordem de execução
dos exercícios: 1- agachamento, 2 - mesa flexo-
ra, 3 - cadeira extensora e 4 - flexão plantar. No
método bi-set, os participantes realizaram dois
exercios sem intervalo, um seguido do outro,
formando combinações a saber: agachamento-
mesa flexora e cadeira extensora-flexão plan-
tar. As combinações foram estabelecidas com
base em ão agonista e antagonista para evi-
tar a fadiga possibilitando completar 10 repe-
tições para cada exercício. Sendo assim, o par-
ticipante realizava 3 x 10 repetições com 1 min
de intervalo para descanso entre cada série da
combinação de exercícios. Realizaram, primei-
ro, 3 séries da combinação agachamento + mesa
flexora, sendo que a série era considerada com-
pleta quando o participante finalizasse 10 repe-
tições no agachamento e mais 10 repetições na
mesa flexora. Após ormino da série ocorria a
pausa de 1 min para descanso. Os participantes
completaram mais duas séries nesse formato
para, então, realizarem a próxima combina-
ção, com cadeira extensora + flexão plantar,
seguindo o mesmo procedimento. No drop-set,
os envolvidos realizaram10 repetições a 80% de
1RM, seguidas de uma remoção de 20% da car-
ga e sem intervalo a continuação do movimen-
to até nova falha conntrica. Esta condição foi
aplicada em todos os exercícios propostos e
respeitou a mesma ordem de execução utiliza-
da no TRAD com intervalos de 1 minuto para
descanso entre as séries. Os métodos de trei-
namento seguiram recomendações prévias13 e
todos os protocolos mantiveram a velocidade
de 2 segundos para ambas ações, concêntrica e
excêntrica. Cada protocolo de treino foi desem-
penhado em uma única sessão para momentos
distintos separadas por 7 dias de intervalo para
descanso.
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de literatura
Gasto Energético durante o
exercício
As medidas do consumo de oxigênio e o
gasto calórico durante as sessões de treinamento
foram determinados a partir da calorimetria in-
direta utilizando o analisador de gases portátil
Cosmed K4 b2 (Roma, Itália). Este procedimento
teve icio somente após calibração prévia com
o ar ambiente e um gás de concentrações padro-
nizadas de O2 e CO2 e o volume conhecido foi de-
terminado utilizando uma seringa de 3 L15. Nas
sessões experimentais foram analisados dois fa-
tores: o volume de ar inspirado e o volume de ar
expirado proporcionando de maneira prática a
medida do consumo de oxigênio e permitindo
inferência do dispêndio energético16. Além dis-
so, foram obtidos os dados sobre a predominân-
cia metabólica (carboidrato, proteína e gordura)
também por meio do volume de ar inspirado e
o volume de ar expirado. O K4 emitiu os dados
percentuais relativo a quantidade consumida de
carboidrato, proteína e gordura baseado no VO2
medido durante o exercício. Cabe ressaltar que,
previamente a cada teste, o equipamento foi ca-
librado com intuito de manter a fidedignidade
dos dados obtidos.
Todos participantes foram instruídos a se
absterem por 72 horas antes do teste de qualquer
tipo de exercício, 24 horas sem ingerir bebidas
alcoólicas e cafeína durante 12 horas. Nenhuma
intervenção nutricional foi implementada, contu-
do, sabe-se que o consumo alimentar pode afetar
a taxa metabólica17. Portanto, para manter uma
consistência entre os ensaios, foram utilizadas
três dietas padronizadas dois dias antes dos tes-
tes (aproximadamente carboidrato = 50%, lipídeo
= 15%, proteína = 35%), sendo que estas recomen-
dações foram baseadas em
diretrizes nutricionais esti-
puladas pela the International
Society of Sports Nutrition18.
Análise Estatística
A normalidade da dis-
tribuição dos dados foi tes-
tada e confirmada pelo teste de Shapiro-Wilk.
Sequencialmente foi empregado um teste t
Student independente para testar a fidedignida-
de da carga de 1RM. Além disso, foi utilizado
também o coeficiente de correlação intraclas-
se. Para as características dos participantes, foi
aplicada estatística descritiva com medidas de
tendência central e dispersão (média e desvio-
padrão). Para comparar as médias das variáveis
dependentes (VO2, FC, RER, tonelagem, núme-
ro de repetições e GE) entre os diferentes pro-
tocolos de treino (drop-set, bi-set e TRAD) foi
empregada uma análise de variância (ANOVA
one-way) de um fator, juntamente com o teste de
comparação múltipla de Bonferroni para identifi-
cação das possíveis diferenças. A homocedasti-
cidade foi identificada em todas as análises pelo
teste de Levene. Cabe ressaltar que para analisar
o GE foram utilizadas as médias de cada proto-
colo. Todos os dados foram analisados no sof-
tware estatístico Statistical Package for the Social
Sciences (SPSS, versão 18.0) for Windows, com um
nível de significância estipulado em p<0,05 para
todas as análises.
Resultados
O teste t não apresentou diferea sig-
nificativa (t(-1,75)= 3,85; p= 0,06) na comparação
entre as cargas dos diferentes exercios para
o teste de 1RM. A tabela 2 apresenta em mé-
dia e desvio pado (±DP) as cargas obtidas no
teste de 1RM e reprodutibilidade, bem como, a
carga de treinamento da sessão determinada a
partir da 1RM.
Tabela 1: 1 RM, reprodutibilidade e treinamento da sessão
Variáveis Agachamento Extensor Flexor Flexão plantar
1RM (kg) 108 ± 17,6 87 ± 12,9 48 ± 9,3 170 ± 25,9
1RM (kg - após 48h) 108 ± 16,2 86 ± 13,4 48 ± 8,6 170 ± 23,6
80% de 1RM (kg) 88 ± 22,8 62 ± 19,8 38 ± 7,4 136 ± 20,7
* Diferença entre os grupos p ≤ 0,05.
Fonte: Os autores.
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Comparação do gasto energético em diferentes métodos do treinamento de força
A análise de variância de um fator
(ANOVA) demonstrou diferença significativa
(F(2,8) = 4,97; p= 0,01) entre os grupos para a to-
nelagem e número de repetições. A estatística
apontou que o drop-set apresentou maior quanti-
dade de peso levantado e repetições executadas.
A tabela 1 apresenta em média e desvio (±DP)
padrão as características dos participantes, tone-
lagem e o tempo de duração da sessão.
A análise de variância de um fator
(ANOVA) demonstrou diferença significativa
nas variáveis dependentes entre os grupos. A
estatística apontou que o drop-set apresentou
VO2 em ml•kg-1•min-1maior (F(2,8) = 5,33; p= 0,00)
quando comparado com o bi-set e TRAD (12,6 ±
6,8 > 12,6 ± 5,8; 11,2 ± 5,9 ml•kg-1•min-1). O gasto
energético foi maior (F(2 ,8) = 3,43; p= 0,03) para o
drop-set em relação ao bi-set e TRAD (5,2 ± 2,3 >
4,8 ± 2,6; 4,5 ± 2,3 kcal•min-1), bem como a FC
(128 ± 27,1 > 118 ± 27,6; 113 ± 22,4) e o RER (1,2 ±
0,2 > 1,1 ± 0,3; 1,1 ± 0,1), e a tabela 3 apresenta os
valores obtidos durante a sessão de treinamento
das variáveis fisiológicas.
A figura 2 ilustra os estoques energéticos
priorizados durante a sessão dos diferentes mé-
todos de TF. Os resultados demonstraram que
tanto carboidrato como gordura possuem o mes-
mo nível de oxidação entre os diferentes proto-
colos com uma predominância glicolítica (siste-
ma anaeróbio).
Discussão
A proposta do presente
estudo foi comparar o GE das
sessões de treino dos méto-
dos drop-set, bi-set e TRAD e
o principal achado foi que o
drop-set produziu maior GE
durante a sessão compara-
do com os outros métodos.
Investigações prévias têm
mostrado que o TRAD au-
menta o GE durante e imedia-
tamente após a sessão de treino2, embora ainda
exista considerável variação de protocolos mani-
pulando a velocidade de execução dos movimen-
tos11, número de repetições19, intervalos entre as
séries10 e combinações de grupos musculares12,
as quais podem influenciar significativamente
no GE. Alguns protocolos de TF permitem maior
trabalho mecânico20 e, portanto, presume-se que
eles produzam GE superior ao TRAD12. Neste
sentido, nossos resultados sugerem que, duran-
te a sessão de treino, o método drop-set propor-
cionou valores superiores no consumo de oxigê-
nio, no GE por minuto kcal•min-1, na FC e RER
quando comparado ao TRAD. Contudo, o méto-
do bi-set não gerou diferença
no GE, apenas no consumo de
oxigênio e FC em relação ao
TRAD, embora tenha a pre-
missa de gerar mais traba-
lho devido à conjugação dos
exercícios21. Provavelmente, a
diferença encontrada no bi-set
pode ser explica por meio do
aumento no tempo de traba-
Tabela 2: Caraterísticas do participantes e rotina de treinamento
Variáveis Drop-set Bi-set TRAD
Idade (anos) 21.6 ± 5.6 21.6 ± 5.6 21.6 ± 5.6
Estatura (cm) 174.5±3.6 174.5±3.6 174.5±3.6
Massa Corporal (kg) 75.2 ± 3.6 75.2 ± 3.6 75.2 ± 3.6
Tonelagem 17.231* 8.769 8.769
Número de repetições 216* 120 120
Tempo total da sessão (min.) 45 ± 0.0 44 ± 0.0 45 ± 0.0
* Diferença entre os grupos p ≤ 0,05.
Fonte: Os autores.
Tabela 3: Variáveis fisiológicas
Variáveis Drop-set Bi-set TRAD
VO2 (ml•kg-1•min-1) 13,6 ± 6,8* 12,6 ± 5,8 11,2 ± 5,9
GE absoluto (kcal•min-1) 5,2 ± 2,3* 4,8 ± 2,6 4,5 ± 2,3
GE relativo (kcal•min-1) 17,2 ± 1,2* 15,1 ± 0,5 15,3 ± 1,4
FC (bpm-1) 128 ± 27,1* 118 ± 27,6 113 ± 22,4
RER 1,2 ± 0,2* 1,1 ± 0,3 1,1 ± 0,1
* Diferença entre os grupos (p ≤ 0,05).
Fonte: Os autores
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Alves RC, Preste s J, Bueno JCA, Del Vecchio FB, De Souza Junior T P
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de literatura
lho mecânico durante a execução de uma série,
no caso realizar um exercício e em seguida outro
sem intervalo para descanso21. Todavia, a carga
levantada e número de repetições desempenha-
das no bi-set e TRAD foram iguais e talvez por
esta razão não tenha ocorrido diferença no GE
entre os todos (Tabela 1). Ou seja, desempe-
nhar maior tempo de estresse mecânico com
carga e número de repetições iguais não é efi-
ciente para gerar maior GE.
Kelleher et al.10 observaram resultados si-
milares entre TRAD e a execução dos exercícios
de maneira conjugada (agonista/antagonista),
agrupados em pares de modo semelhante ao
método bi-set. Os autores constataram elevação
significativa do lactato, indicando que o método
de conjugar exercícios provocou mais trabalho
mecânico e demanda metabólica, no entanto,
isto não foi capaz de afetar o gasto calórico ab-
soluto (TRAD = 4,5 ± 2,3 kcal•min-1; bi-set = 4,8 ±
2,6 kcal•min-1; p = 0,60) e relativo (TRAD = 15,3
± 1,4 kcal•min-1 ; bi-set = 15,1 ± 0,5 kcal•min-1 p
= 1,00). Especificamente quanto à atividade gli-
colítica, estudo prévio comparou os efeitos de
diferentes métodos na concentração de lactato,
e observou que todos os métodos produziram
elevação significativa do lactato sangneo13. Da
mesma forma, em nosso estudo encontramos
aumento significativo nas variáveis fisiológi-
cas (VO2 e FC), demonstrando elevado esforço,
porém, sem alterar o gasto calórico absoluto e
relativo entre métodos (Tabela 3). Kelleher et
al.12 reportaram que este resultado poderia ser
explicado pelo controle da velocidade que cada
repetição foi completada. Este argumento su-
porta parcialmente nossos achados, pois, além
de controlarmos a cadência de execução do mo-
vimento, foi quantificada a tonelagem, ou seja,
a quantidade total de peso levantado na sessão.
Nesta investigação, a tonelagem pode ter in-
fluenciado significativamente nos resultados,
uma vez que o método bi-set, realizado de modo
conjugado, apresentou a mesma quantidade de
peso que o TRAD, mas o drop-set apresentou
maiores valores de tonelagem e gasto calórico.
Previamente, ao testarem os métodos 10RM,
super lento, 6RM, repetições forçadas, oclusão
vascular e série decrescente observou-se que a
série decrescente gerou um elevado acúmulo de
lactato. Provavelmente, porque a carga acumu-
lada foi significativamente maior em relação aos
outro métodos13.
A proposta do método drop-set para im-
primir mais trabalho mecânico é desempenhar
uma série com carga elevada e poucas repetições
seguido de uma redução de 20 a 40% e continuar
com o movimento até a falha concêntrica11. Esta
redução acarreta no acréscimo de carga e núme-
ro de repetições desempenhadas por exercício
em cada série para mesma ação muscular20. A
partir disso, sugerimos que além do estimulo
mais intenso devido ao acréscimo, o intervalo
para descanso entre as séries provavelmente
não foi suficiente, levando a um grau inferior de
recuperação, o que pode ter ocasionado grande
perturbação metabólica contribuindo para o au-
mento do GE.
Esta hipótese foi testada no estudo de
DeGroot et al.10 e Haltom et al.11, quando o TF
foi realizado a 70% de 1RM em circuito, com
redução nos intervalos de descanso (30 vs. 60s
e 20 vs. 60s). O resultado demonstrou que o
circuito com intervalo de descanso reduzido
promoveu maior GE (kcal•min-1) comparado
Figura 2: Gasto Energético (GE) durante
os diferentes protocolos de treinamento.
*Diferença significativa (p ≥ 0,05) de
carboidrato comparado com a gordura.
Fonte: Os autores.
ConSc ientiae Saúde, 2018;17(3):293-301.
300
Comparação do gasto energético em diferentes métodos do treinamento de força
aos protocolos com intervalos de maior dura-
ção. Desta maneira, cargas elevadas associadas
ao descanso reduzido parecem gerar estímulo
capaz de perturbar mais o metabolismo que o
TRAD, e tal fato pode justificar os resultados
encontrados no presente estudo.
Por outro lado, as implicações devem ser
aceitas com cuidado, pois existem limitações em
nosso experimento. Isolar e avaliar as derivações
do TRAD nos forçou a estipular o mesmo tempo
para descanso entre as séries, equalizando a du-
ração de todas as sessões de treinamento. Este
formato, possivelmente, otimizou o método dro-
set; além disso, apesar de executarem os exer-
cícios em um percentual de carga alto (80% de
1RM), talvez se os participantes tivessem traba-
lhado com a fadiga voluntária no bi-set e TRAD
os resultados observados poderiam ter sido dis-
tintos. Com isso em mente, é importante notar
que os nossos resultados se aplicam somente
a praticantes recreacionais de TF e seguindo a
mesma estrutura de treinamento. Ainda, deve-
mos considerar algumas limitações que o estudo
possui, o tamanho amostral reduzido compos-
to por indivíduos de características específicas
e ausência da coleta de lactato, o que impede a
quantificação do gasto calórico decorrente da
via láctica.
Conclusão
Concluímos que o método drop-set é efi-
ciente em produzir maior GE comparado ao bi-
set e TRAD durante a sessão de treinamento. O
bi-set foi eficaz apenas no aumento do consumo
de oxigênio e FC comparado ao TRAD. Desta
maneira, recomendamos aplicar métodos que
utilizem elevados percentuais de carga asso-
ciado a incrementos adicionais na execução da
série com intervalos reduzidos no descanso (1
minuto) para maximizar o GE. Além disso, su-
gere-se que futuros estudos busquem comparar
métodos de treinamento volumosos e intensos
de curta duração com a tonelagem equalizada,
sem influenciar na característica do método.
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Article
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Position Statement: The International Society of Sports Nutrition (ISSN) bases the following position stand on a critical analysis of the literature regarding the effects of diet types (macronutrient composition; eating styles) and their influence on body composition. The ISSN has concluded the following. 1) There is a multitude of diet types and eating styles, whereby numerous subtypes fall under each major dietary archetype. 2) All body composition assessment methods have strengths and limitations. 3) Diets primarily focused on fat loss are driven by a sustained caloric deficit. The higher the baseline body fat level, the more aggressively the caloric deficit may be imposed. Slower rates of weight loss can better preserve lean mass (LM) in leaner subjects. 4) Diets focused primarily on accruing LM are driven by a sustained caloric surplus to facilitate anabolic processes and support increasing resistance-training demands. The composition and magnitude of the surplus, as well as training status of the subjects can influence the nature of the gains. 5) A wide range of dietary approaches (low-fat to low-carbohydrate/ketogenic, and all points between) can be similarly effective for improving body composition. 6) Increasing dietary protein to levels significantly beyond current recommendations for athletic populations may result in improved body composition. Higher protein intakes (2.3–3.1 g/kg FFM) may be required to maximize muscle retention in lean, resistance-trained subjects under hypocaloric conditions. Emerging research on very high protein intakes (>3 g/kg) has demonstrated that the known thermic, satiating, and LM-preserving effects of dietary protein might be amplified in resistance-training subjects. 7) The collective body of intermittent caloric restriction research demonstrates no significant advantage over daily caloric restriction for improving body composition. 8) The long-term success of a diet depends upon compliance and suppression or circumvention of mitigating factors such as adaptive thermogenesis. 9) There is a paucity of research on women and older populations, as well as a wide range of untapped permutations of feeding frequency and macronutrient distribution at various energetic balances combined with training. Behavioral and lifestyle modification strategies are still poorly researched areas of weight management.
Article
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Background: We investigated the effects of 2 different resistance training (RT) protocols on muscle hypertrophy and strength. The first group (n = 8) performed a single drop set (DS) and the second group (n = 8) performed 3 sets of conventional RT (normal set, NS). Methods: Eight young men in each group completed 6 weeks of RT. Muscle hypertrophy was assessed via magnetic resonance imaging (MRI) and strength via 12 RM tests before and after the 6 weeks. Acute stress markers such as muscle thickness (MT), blood lactate (BL), maximal voluntary contraction (MVC), heart rate (HR) and rating of perceived exertion (RPE) before and after one bout of RT. Results: Both groups showed significant increases in triceps muscle cross-sectional area (CSA) (10.0 ± 3.7%, effect size (ES) = 0.47 for DS and 5.1 ± 2.1%, ES = 0.25 for NS). Strength increased in both groups (16.1 ± 12.1%, ES = 0.88 for DS and 25.2 ± 17.5%, ES = 1.34 for NS). Acute pre/post measurements for one bout of RT showed significant changes in MT (18.3 ± 5.8%, p < 0.001) and MVC (-13.3 ± 7.1, p < 0.05) in the DS group only and a significant difference (p < 0.01) in RPE was observed between groups (7.7 ± 1.5 for DS and 5.3 ± 1.4 for NS). Conclusions: Superior muscle gains might be achieved with a single set of DS compared to 3 sets of conventional RT, probably due to higher stress experienced in the DS protocol.
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Diversos métodos de treinamento de força (MTF) foram desenvolvidos com o propósito de manipular os estímulos fisiológicos e obter melhores resultados com o treinamento. O propósito do presente estudo foi comparar as respostas metabólicas e mecânicas entre sete diferentes MTF descritos na literatura. Os MTF foram comparados com relação ao lactato sanguíneo, tempo sob tensão (TST) e sobrecarga total (TST x carga) em jovens treinados do sexo masculino. Os MTF testados foram 10RM, superlento, isométrico funcional, oclusão vascular adaptada, 6RM, repetições forçadas e séries descendentes. Todos os MTF produziram elevações significativas no lactato sanguíneo, sem diferenças entre eles. O método de séries descendentes produziu maior tempo sob tensão e sobrecarga total em comparação com os outros MTF testados.
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Energy Cost of Resistance Exercises: an Uptade The use of resistance exercises and of typical strength training methods have been progressively used to control body mass and to promote fat mass loss. The difficulties involved in the energy cost calculation during strength training are associated with the large amount of exercises and their several variations. Mean values between ≈3 and 30 kcal·min ⁻¹ are typically reported but our studies indicate that it may attain values as high as 40 kcal·min ⁻¹ in exercises which involve a large body mass. Therefore, in our opinion, the next step in research must be the isolated study of each of the main resistance exercises. Since the literature is scarce and that we do consider that the majority of the studies present severe limitations, the aim of this paper is to present a critical analysis of the energy cost estimation methods and provide some insights that may help to improve knowledge on resistance exercise. It seems necessary to rely on the expired O 2 measurements to quantify aerobic energy. However, it is warranted further attention on how this measure is performed during resistance exercises. In example, studies on the O 2 on-kinetics at various conditions are warranted (i.e. as a function of intensity, duration and movement speed). As for anaerobic lactic energy, it is our opinion that both the accumulated oxygen deficit and the blood lactate energy equivalent deserve further studies; analyzing variations of each method as an attempt to establish which is more valid for resistance exercise. The quantification of alactic anaerobic energy should be complemented by accurate studies on the muscle mass involved in the different resistance exercises. From the above, it is concluded that knowledge on the energy cost in resistance exercises is in its early days and that much research is warranted before appropriate reference values may be proposed.
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This study was undertaken to determine the effect of exercise duration on the time course and magnitude of excess postexercise O2 consumption (EPOC). Six healthy male subjects exercised on separate days for 80, 40, and 20 min at 70% of maximal O2 consumption on a cycle ergometer. A control experiment without exercise was performed. O2 uptake, respiratory exchange ratio (R), and rectal temperature were monitored while the subjects rested in bed 24 h postexercise. An increase in O2 uptake lasting 12 h was observed for all exercise durations, but no increase was seen after 24 h. The magnitude of 12-h EPOC was proportional to exercise duration and equaled 14.4 +/- 1.2, 6.8 +/- 1.7, and 5.1 +/- 1.2% after 80, 40, and 20 min of exercise, respectively. On the average, 12-h EPOC equaled 15.2 +/- 2.0% of total exercise O2 consumption (EOC). There was no difference in EPOC:EOC for different exercise durations. A linear decrease with exercise duration was observed in R between 2 and 24 h postexercise. No change was observed in recovery rectal temperature. It is concluded that EPOC increases linearly with exercise duration at a work intensity of 70% of maximal O2 consumption.
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While most studies suggest circuit weight training (CWT) to be safe in cardiac rehabilitation populations, few investigators have controlled variables known to impact CWT intensity. Therefore, the purposes of this study were to determine the energy cost and evaluate safety of cardiac patients while varying rest interval duration and lifting load in a CWT format. Nine male subjects with documented coronary artery disease had maximal oxygen uptake (VO2max), one-repetition maximum (1-RM), and body composition tested. In random order and on separate days, 4 CWT sessions using either 40% or 60% of the 1-RM, and either 30 or 60 seconds of rest between stations were completed. Energy cost, heart rate (HR), blood pressure (BP), and rate-pressure product (RPP) were measured. Data were analyzed with a repeated measures analysis of variance, and Tukey's post-hoc test was performed when significant results were found. The alpha level was set at < .05. Subjects exercised at 25% to 32% of VO2max (58%-67% of HRmax) during CWT. The HR and RPP responses were lower during all CWT protocols than at 85% of the treadmill VO2max. No subject displayed any ST-segment depression or angina during CWT. The 40%-60-second protocol had an energy cost (2.98 kcal/min) that was lower (P < .05) than the other protocols (3.48-3.81 kcal/min). Increasing the lifting load resulted in increases (P < .05) in energy cost, and decreasing the rest interval increased energy cost only during the 40% 1-RM protocols. Results indicate that CWT protocols of varied intensity are safe for cardiac patients when compared to treadmill exercise, and changes in rest interval duration and load can impact the energy cost.
Article
Nonexercise activity thermogenesis (NEAT) accounts for the vast majority of nonresting metabolic rate and changes in NEAT-predicted susceptibility to fat gain with overfeeding. Measuring physical activity and its components in free-living humans has been a long-standing challenge. In this study, we combine information about lightweight sensors that capture data on body position and motion with laboratory measures of energy expenditure to calculate nonfidgeting NEAT. This measurement of nonfidgeting NEAT was compared with total NEAT measured in a room calorimeter in 11 healthy subjects. The measurement of nonfidgeting NEAT accounted for 85 +/- 9% of total NEAT measured in the room calorimeter. The intraclass correlation coefficient for the two methods was 0.86 (95% confidence interval 0.56, 0.96; P < 6.05). This suggests that 86% of the variance is attributable to between-subject variance and 14% to between-method disagreement. These instruments axe applicable to free-living subjects; they are stand-alone, are lightweight, and allow normal daily activities. This novel technology has potential application for not only assessing NEAT but also tracking physical activity mi free-living humans.
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An acute bout of traditional resistance training (TRAD) increases energy expenditure (EE) both during exercise and in the postexercise period. Reciprocal supersets (SUPERs) are a method of resistance training that alternates multiple sets of high-intensity agonist-antagonist muscle groups with limited recovery. The purpose of this study was to compare the energy cost of SUPERs and TRAD both during and in the postexercise period. We hypothesized that SUPERs would produce greater exercise EE relative to the duration of exercise time and greater excess postexercise oxygen consumption (EPOC) than TRAD of matched work. Ten recreationally active, young men each participated in 2 exercise protocols: SUPER, followed 1 week later by TRAD matched within using a 10-repetition maximum load for 6 exercises, 4 sets, and repetitions. Participants were measured for oxygen consumption and blood lactate concentration during exercise and 60 minutes postexercise after each exercise bout. No significant differences were observed in aerobic exercise EE between trials (SUPER 1,009.99 +/- 71.42 kJ; TRAD 954.49 +/- 83.31 kJ); however, when expressed relative to time, the exercise EE was significantly greater during SUPER (34.70 +/- 2.97 kJ.min) than TRAD (26.28 +/- 2.43 kJ.min). Excess postexercise oxygen consumption was significantly greater after SUPER (79.36 +/- 7.49 kJ) over TRAD (59.67 +/- 8.37 kJ). Average blood lactate measures were significantly greater during SUPER (5.1 +/- 0.9 mmol.L) than during TRAD (3.8 +/- 0.6 mmol.L). Reciprocal supersets produced greater exercise kJ.min, blood lactate, and EPOC than did TRAD. Incorporating this method of resistance exercise may benefit exercisers attempting to increase EE and have a fixed exercise volume with limited exercise time available.