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Abstract

A relação professor-aluno é um fator importante no processo de ensino-aprendizagem e requer do professor, entre outras competências, um repertório elaborado de habilidades sociais (HS). Este estudo é uma revisão sistemática para avaliar a produção científica sobre HS relacionados à atuação docente no ensino superior na modalidade presencial. Foram analisados 23 artigos, publicados até novembro de 2015 em seis bases de dados distintas (Scielo Brasil, PEPSIC, LILACS, Index Psi, Corpus PHS e PsycArticles), que focavam as HS e/ou componentes não verbais e paralinguísticos apresentados pelo professor em sala de aula e/ou na relação com o aluno. As HS foram avaliadas por alunos, docentes e pesquisadores e, em 47,9% dos artigos, envolveram o emprego de instrumentos validados. As classes de HS mais abordadas foram comunicação (82,6%), trabalho (52,1%) e expressão de sentimentos positivos (39,1%). Enquanto as duas primeiras classes parecem estar mais relacionadas à postura tradicional do professor, como transmissor do conhecimento, a última parece estar mais ligada à preocupação atual de que ele assuma o papel de mediador entre aluno e conhecimento, o que aponta para um processo gradual de mudanças nas HS requeridas para a atuação no ensino superior. Novas revisões podem confirmar ou refutar os dados aqui descritos.
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O docente universitário participa direta e indiretamente da adaptação do estudante ao ensino superior. O presente estudo investigou como o professor compreende a sua influência sobre o processo de adaptação estudantil à universidade. Foram entrevistados 16 docentes de universidades públicas e privadas brasileiras. Realizou-se uma análise qualitativa sobre as transcrições das entrevistas mediante codificação descritiva e criação de categorias. As categorias foram organizadas em três grupos: relação professor-estudante, posturas e disposições do docente, e estilo e didática docente. Na discussão, são abordadas as questões da amizade entre estudantes e docentes, a empatia docente, e a prática reflexiva na docência. Essas questões são abordadas no contexto da influência do professor sobre a adaptação dos estudantes à universidade.
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Este artigo propõe situar a temática das Habilidades Sociais (HSs) entre os interesses de ensino, pesquisa e extensão do campo da Gestão Social (GS). Mediante a discussão conceitual sobre o fenômeno das HSs e de suas repercussões sobre o bem-estar e sobre o processo de desenvolvimento local, busca-se estabelecer a pertinência e relevância do tema para estudantes, gestores e pesquisadores da área. Apresenta-se e comenta-se os principais desafios teóricos e metodológicos e propõe-se uma agenda de pesquisa, ensino e extensão e possibilidades de atuação prática. Habilidades Sociais. Desenvolvimento Local. Gestão Social. This article proposes to situate the theme of Social Skills (SS) among the interests of teaching, research and extension in the field of Social Management. Through conceptual discussion on the phenomenon of SS and its repercussions on well-being and local development process, we seek to establish the pertinence and relevance of the theme for students, managers and researchers in the area. The main theoretical and methodological challenges are presented and commented, and a research agenda and possibilities for practical action are proposed. Social Skills. Local Development. Social Management.
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Uma das tarefas do professor é criar condições para a aprendizagem e sucesso acadêmico do aluno, o que inclui a oferta de suporte social (SS). SS está relacionado à qualidade da relação estabelecida com um outro significativo que se mostra disponível para cuidar, valorizar e fortalecer a percepção de pertencimento do indivíduo. Nesse sentido, as habilidades sociais de fazer e manter amizades, empatia e solidariedade parecem estar na base dos padrões comportamentais usualmente entendidos como SS. O presente estudo investigou a avaliação que universitários brasileiros fazem da frequência com que seus professores apresentam tais habilidades. Foram analisadas as respostas fornecidas por 1406 estudantes aos 10 itens do Inventário de Habilidades Sociais Educativas do Professor Universitário – versão Aluno (IHSE-PU-Aluno) relacionados ao SS. Os dados evidenciaram que, no geral, os professores fornecem SS aos seus alunos. Contudo, ao cruzar os resultados sobre SS com características da amostra, observou-se que na percepção dos alunos: (a) professores de instituições particulares ofereciam mais SS do que os de instituições públicas; e (b) professores que desempenham a função de supervisor (estágio ou pesquisa) oferecem mais SS do que aqueles que não desempenham tal função. Uma vez que o SS oferecido pelos professores impacta na adaptação e permanência dos estudantes, importa aprofundar em futuros estudos as variáveis que afetam a sua percepção sobre o SS recebido dos professores.
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p>Las universidades están viviendo una de las mayores transformaciones de su historia, provocada especialmente por la implementación del Espacio Europeo de Educación Superior. Las modificaciones del contexto donde el profesor universitario desarrolla su trabajo, provocan alteraciones en las funciones, roles y tareas que éste tiene asignadas, conllevando ello la necesidad de adquirir y/o desarrollar nuevas competencias para atender correctamente las nuevas funciones profesionales demandadas. Para abordar satisfactoriamente estas nuevas necesidades formativas, para establecer referentes adecuados en los protocolos de acreditación, selección, promoción y formación del profesorado universitario, debe delimitarse el nuevo perfil competencial que debe atesorar el mencionado profesional para desarrollar convenientemente sus funciones docente, investigadora y gestora, considerando sus diferentes escenarios de actuación profesional. Para delimitar este perfil competencial del profesor universitario se ha realizado una investigación fundamentalmente descriptiva que combina metodologías cuantitativas y cualitativas, triangulándose diferentes técnicas (cuestionarios, entrevistas y grupos de discusión) y fuentes de información (profesorado, expertos y alumnos). Por las lógicas limitaciones de espacio en este artículo únicamente abordamos los datos obtenidos, desde los diferentes informantes (alumnos, profesores y expertos), de las 6 competencias docentes delimitadas (diseño, desarrollo, tutorización, evaluación, mejora y participación), pero no ofreceremos los datos obtenidos de las 34 unidades competenciales en que se desglosan, ni de las competencias y unidades competenciales referentes a la función investigadora. Los resultados obtenidos deben ayudar a establecer áreas prioritarias de formación para el profesorado y el nivel de desarrollo de cada unidad competencial considerando las etapas de desarrollo profesional. </p
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Introducción La universidad necesita incorporar metodologías docentes activas para adaptarse a las demandas de la sociedad del conocimiento en la que el alumno debe ser responsable de su propio aprendizaje. El rol del profesor como un tutor permite dar mayor protagonismo a los estudiantes en su proceso de aprendizaje. Objetivo Involucrar al alumnado de enfermería en la evaluación a sus tutoras después de utilizar metodología del aprendizaje basado en problemas y comprobar si existen diferencias en el proceso tutorial entre una tutora experta y una tutora novel. Métodos Estudio transversal, descriptivo, en una muestra de 128 estudiantes de 2.° curso de Enfermería de la Universidad de Valladolid (España) que contestaron a un cuestionario tipo Likert. Resultados Se encontraron diferencias estadísticamente significativas (p < 0.01) en todos los ítems entre ambas tutoras. La evaluación fue muy satisfactoria. Conclusiones Evaluar al tutor permite una reflexión y retroalimentación entre los estudiantes y sus tutores, mejora la calidad docente y proporciona más autonomía a los estudiantes en su aprendizaje, implicándoles en la responsabilidad de ser honestos al evaluar las actividades de otros miembros del equipo, incluyendo las del tutor y las propias.
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O presente estudo buscou descrever a percepção de universitários sobre sua relação com os professores, bem como identificar a possível influência dessa percepção em sua adaptação acadêmica. Foram entrevistados 29 estudantes dos cursos de Psicologia e Economia de uma universidade do Interior do Rio Grande do Sul. Os relatos dos estudantes foram submetidos à análise fenomenológica, tendo-se identificado cinco aspectos da interação professor-aluno que podem tanto facilitar quanto dificultar a adaptação acadêmica desses jovens: 1- diferenças entre os professores do Ensino Médio e os do Ensino Superior; 2- formação e didática dos professores; 3- receptividade e incentivo; 4- relação acadêmica/pessoal; e 5- importância atribuída ao professor na formação. Os resultados apontaram a importância de os docentes atuarem com habilidades tanto nos aspectos teórico-didáticos quanto nos aspectos de relação interpessoal. Conclui-se que o papel do professor não se restringe ao ensino teórico e técnico da profissão.
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O presente artigo discute sobre a formação de docentes bacharéis que atuam na Educação Profissional e no Ensino Superior, considerando o contexto social em que se configura atualmente, assim como apresenta os desafios existentes para a atuação de professores nesses campos de ensino. Partimos então da questão norteadora: Que desafios precisam ser enfrentados na formação de docentes para o campo da educação profissional e Superior? Desenvolvemos a temática proposta por meio de revisão bibliográfica assim como utilizamos parte dos estudos desenvolvidos em pesquisa mais ampla que resultou na publicação de uma tese sobre a docência exercida por bacharéis. Concluímos defendendo a sistematização da formação continuada como política de formação que decorre de acreditarmos que ela pode oferecer subsídios ao Ensino Superior e a Educação Profissional para que o professor consiga enfrentar o momento de crise e incertezas vivenciados nas suas experiências cotidianas, pois a busca de soluções diante dessas incertezas gera uma demanda por novas competências, novas habilidades e exigem que o docente esteja em contínuos estudos.
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As the increase of research into interpersonal relationships in the sphere of university education is regarded as fundamental, this study has aimed to describe and analyze teacher-pupil and pupil-pupil relationships and the reasons why students behave in different ways in the classroom, in terms of their interest and participation, according to the pupils themselves and their teachers. The information was collected from 21 teachers and 90 students of a Psychology Course by way of open questionnaires. The data was submitted to categoric analysis and, subsequently, to quantitative analysis. The following categories were formulated: structural, interactional, pedagogic, behavioral and commitment. The aspects associated with interpersonal relationships in the classroom are seen to be positive for the practical classes and negative for the theoretical ones. Those aspects related to the Pedagogic category are shown to be the main reason for interest and participation in the classroom, especially those relating to the Classroom Procedures sub-category.
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Este artigo se propõe a contribuir com subsídios para a reflexão da atuação clínica contemporânea sob a ótica da humanização da atenção à saúde a partir de revisão da literatura indexada e publicada no Brasil nas bases de dados da biblioteca virtual em saúde (BVS) e Scielo entre 1987 e 2007, bem como autores citados nestes estudos e publicados no mesmo período, quando considerado essencial para consubstanciar as discussões apresentadas. Também são discutidas questões ligadas à humanização da saúde a partir da concepção da humanização como política de saúde e como prática profissional, assim como possibilidades de ampliação da discussão da necessidade de incorporar tais premissas nas diversas etapas da formação dos alunos de graduação no que concerne ao tema. Além disso, são apresentadas proposições para contribuir à formação do profissional ligado ao setor saúde desde a graduação, bem como subsídios para a reflexão sobre as propostas curriculares e oportunidades oferecidas pelos professores universitários, os quais podem influir fortemente na formação profissional e, posteriormente, com o funcionamento e com as práticas vigentes nos serviços de saúde.
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This article uses Merrill and Reid’s classification of social styles as drivers, analyticals, expressives, and amiables to examine differences between the personalities of different business majors and student choices of favorite professors. Significant differences were found in the social styles of different business majors. Furthermore, one’s major interacted with his or her gender to have a significant effect on the student’s social style. Students relied on cues both inside and outside the classroom to determine a professor’s social style. They were fairly accurate in guessing a professor’s level of assertiveness and responsiveness and, to a lesser extent, a professor’s specific social style. Students’ social styles and specific majors had a significant effect in preferences for specific faculty chosen as “favorites.” Recommendations are included on how marketing professors can develop a classroom persona to minimize personality conflicts in courses containing a mix of business majors.
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Normal 0 21 MicrosoftInternetExplorer4 Este artigo trata da analise dos fatores intervenientes na relacao professor-aluno, tendo em vista a aprendizagem. Tal preocupacao surgiu de um problema sobre os fatores que mais dificultam esta relacao, em duas turmas de graduacao de uma instituicao de ensino superior particular. Foram identificadas as causas imediatas do problema, seus determinantes maiores e os pontos-chave. Atraves das contribuicoes dos alunos e dos professores que ministram aulas para estas turmas, foi possivel desvendar algumas situacoes e propor hipoteses de solucao.
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Na interação professor-aluno, o professor tem um importante papel e seu bom desempenho depende da consciência e habilidade que tenha na comunicação. Este trabalho teve como objetivo verificar junto aos docentes de Enfermagem, o conhecimento e a importância atribuída aos sinais não-verbais na sua interação em sala de aula. É um estudo exploratório, na linha qualitativa e foram entrevistados 25 docentes da EEUSP, de outubro a dezembro de 1999. Dentre os achados, pudemos verificar que são considerados facilitadores da interação: algumas características do professor, características do aluno, a regularidade de contato, o tipo de conteúdo exposto e a própria comunicação.