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Historiografia de Moda - Um levantamento sobre a produção acadêmica no Rio Grande do Sul

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Alexandre Pena Matos
Cristiano Enrique de Brum
Débora Soares Karpowicz
Fernando Comiran
Luciana da Costa de Oliveira
Luísa Kuhl Brasil
Marcelo Vianna
P r i s c i l a M a r i a W e b e r
Rafael Saraiva Lapuente
Wanessa Tag Wendt
(Organizadores)
Editoração: Marcelo Vianna, Cristiano Enrique de Brum, Luciana da Costa, Wanessa Tag
Wendt
Crédito capa: Cristiano Enrique de Brum (concepção), Marcelo Vianna - arte sobre
fotografias cartaz evento Holland House, Kensington, London, 1940 (English Heritage
Collection); ativista e líder comunitária Olive Morris em protesto contra violência policial
em Londres, 1972 (domínio público); “Pé ante pé” trabalhadores na construção do
Congresso Nacional, 1959 (Alberto Ferreira). Contracapa Circuit Board
www.imgneed.com (domínio público).
Crédito fotografias: autores e Luís Lima LPHIS/PUCRS
Observação: A adequação técnica e linguística dos textos é de exclusiva
responsabilidade dos autores.
Como referenciar o trabalho (conforme ficha catalográfica)
SOBRENOME, Nome. Título. In: VIANNA, Marcelo et al (Orgs.).
O Historiador e as Novas
Tecnologias reunião de artigos do II Encontro de Pesquisas Históricas PUCRS. Porto Alegre:
Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, 2015. p. x-x. ISBN 978-85-88802-22-3.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Trilce Morales - CRB 10/220
H673
O historiador e as novas tecnologias: reunião de artigos do II Encontro
de Pesquisas Históricas PUCRS [recurso eletrônico] / Marcelo Vianna...
[et. al.] (Organizadores). Porto Alegre: Memorial do Ministério Público
do Rio Grande do Sul, 2015. 2056p.
Formato em PDF (24Mb)
ISBN: 978-85-88802-22-3
1. Evento acadêmico 2. História e tecnologia 3. História e memória I.
Título
CDU 930
506
HISTORIOGRAFIA DE MODA - UM LEVANTAMENTO SOBRE A PRODUÇÃO ACADÊMICA
NO RIO GRANDE DO SUL
HISTORIOGRAPHY OF FASHION - AN LEVY OF ACADEMIC PRODUCTION IN RIO
GRANDE DO SUL
Natália de Noronha Santucci
Mestranda em História na PUCRS
nataliasantucci@gmail.com
Resumo Inspirada por um trabalho proposto em aula pelo professor Jurandir Malerba, na
PUCRS, surgiu a questão: qual a situação da pesquisa acadêmica referente à Historiografia de
Moda no Rio Grande do Sul entre 2005 e 2014? Os levantamentos realizados anteriormente
por Adilson José de Almeida (1995), no qual lista 42 livros lançados entre 1979 e 1996, o
“mapeamento da produção acadêmica no âmbito da pós-graduação (mestrados e
doutorados) no País”, feito por Maria Claudia Bonadio (2010) e, por último, o “Acervo de
referências em moda na língua portuguesa” publicado por Dorotéia Baduy Pires em 2011, com
mais de 927 títulos entre “livros, revistas eletrônicas, artigos periódicos, anais catálogos,
vídeos, teses e dissertações, e também algumas obras que tratam do tema apesar dele não
estar indicado no título”, motivaram a elaboração deste trabalho, com a finalidade de
responder ao questionamento inicial e dar certa sequência às listas dos pesquisadores
supracitados. Será feito um levantamento dos trabalhos defendidos em Programas de Pós-
Graduação (PPGs) entre 2005 e 2014 no Estado do Rio Grande do Sul para verificar quantos
foram originados nos PPGs de História, quais são provenientes de outros PPGs, mas com temas
e objetos que possam estar intimamente relacionados com a escrita da História da Moda,
quantos trabalhos desta natureza foram realizados no período e qual o perfil dos autores.
Serão feitas também algumas considerações sobre o processo de busca nos acervos digitais e
sobre a produção localizada. A atualização dos levantamentos é fundamental para favorecer a
difusão das pesquisas mais recentes e a segmentação, que também tem valor para
organização de bibliografia especializada na área de História da Moda, para melhor proveito
por pesquisadores, professores ou mesmo leitores ocasionais.
Palavras-chave: Moda. História. Pós-Graduação.
Abstract Inspired by a work proposed in class by Professor Jurandir Malerba, at PUCRS, the
question arose: what is the situation of academic research related to the historiography of
Fashion on Rio Grande do Sul between 2005 and 2014? The surveys previously conducted by
Adilson José de Almeida (1995), which lists 42 books published between 1979 and 1996, the
"mapping of the academic production in the post-graduation (masters and doctorates) in the
country", made by Maria Claudia Bonadio (2010) and, finally, the "Collection of references in
fashion in Portuguese" published by Dorothea Baduy Pires in 2011, with over 927 titles
between "books, electronic magazines, periodicals, articles, proceedings catalogs, videos,
theses and dissertations, as well as some works on the same matter despite it is not being
507
mentioned in the title” motivated the elaboration of this work, in order to answer the initial
question and give the correct sequence to the list of researchers above.
A survey of the work presented in the Postgraduate Program (PPGs) between 2005 and 2014
in the state of Rio Grande do Sul will be done to check how many originated in PPGs related to
History, which come from other PPGs but with themes and objects that may be closely related
to writing the history of fashion, how many jobs of this nature were made in the period and
what is the profile of the authors. There will also be some considerations about the search
process in the digital collections and the localized production. The update of the surveys is
essential to promote the dissemination of the latest research and segmentation, which also
has value for specific bibliography in the field of History of Fashion, to best advantage for
researchers, teachers or even occasional readers.
Keywords: Fashion. History. Postgraduate Studies.
Considerações Iniciais
Em 2014, durante a disciplina ministrada pelo professor Jurandir Malerba no Programa
de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS), foi proposto um trabalho no qual deveríamos apresentar a situação da produção
acadêmica referente à Historiografia no segmento de pesquisa cada aluno. A partir dessa
proposta, surgiu nossa questão central: qual a situação da pesquisa acadêmica brasileira
referente à Historiografia de Moda?
Foram localizados alguns textos que listavam publicações sobre Moda - o
levantamento realizado por Adilson José de Almeida, no qual o autor lista 42 obras lançadas
entre 1979 e 1996, com o objetivo de “fornecer um quadro de referência de acesso imediato
tanto para o especialista, como para o leigo” (1995, p.299); o “mapeamento da produção
acadêmica no âmbito da pós-graduação (mestrados e doutorados) no País”, feito por Maria
Claudia Bonadio (2010, p.50) e, por último, o “Acervo de referências em moda na língua
portuguesa” publicado por Dorotéia Baduy Pires em 2011, com mais de 927 títulos entre
“livros, revistas eletrônicas, artigos periódicos, anais catálogos, vídeos, teses e dissertações, e
também algumas obras que tratam do tema apesar dele não estar indicado no título” (2011,
p.1).
Esses três textos foram motivadores do levantamento no qual estamos trabalhando e
que originou um primeiro artigo, apresentado na quinta edição do simpósio internacional
Moda Documenta - “Historiografia de Moda - Um levantamento da produção acadêmica em
508
São Paulo”. O presente texto, apresentado no II Encontro de Pesquisas Históricas (EPHIS) da
PUCRS, é a primeira continuação da busca. A importância deste novo levantamento reside no
ponto que a lista mais recente que localizamos a princípio tinha mais de três anos e em duas
delas havia livros de diversas origens - nem sempre acadêmica ou nacional - e não só sobre a
História da Moda. Assim, com a finalidade de responder ao questionamento inicial e dar uma
certa sequência tanto às listas dos autores supracitados quanto à nossa própria, estabeleceu-
se como objetivo geral fazer um levantamento dos trabalhos defendidos em Programas de
Pós-Graduação (PPGs) entre 2005 e 2014 no Estado do Rio Grande do Sul - cronologicamente
o segundo a implementar um curso de graduação em Moda - e, como objetivos específicos,
verificar quantos foram originados nos PPGs de História, quais são provenientes de outros
PPGs mas com temas e objetos que possam estar intimamente relacionados com a escrita da
História da Moda, contabilizar os trabalhos realizados no período e traçar um perfil básico dos
autores. Para isso, a partir de informações apresentadas por Bonadio e dados do site da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foi selecionado um
conjunto de PPGs para investigarmos, conforme será visto no item “Ensino, pesquisa e
recorte”.
A partir da coleta de dados dos documentos disponíveis nas páginas desses PPGs, das
bibliotecas e repositórios das instituições de ensino superior (IES) que os sediam, do Banco de
Teses da Capes e do site Domínio Público, foi feita uma pré-análise de conteúdo para verificar
se os trabalhos localizados aderem ao parâmetro “História da Moda”, utilizando uma ampla
definição de “Moda” que inclua roupas, tecidos e acessórios, desde a indumentária pré-
histórica à noção contemporânea relacionada a design e sazonalidade.
Os títulos encontrados foram tabulados, quantificados e o perfil dos autores foi
verificado via currículo Lattes - as etapas da busca serão comentadas em “Procedimentos e
dificuldades”, e os quadros estarão no item “Resultados parciais”. A partir das informações
obtidas foram feitas algumas considerações sobre o processo de busca e a produção
localizada, que fecham este texto.
A atualização e segmentação que aqui apresentamos são fundamentais para favorecer
a difusão das pesquisas mais recentes e para organização de bibliografia especializada em
História da Moda, para melhor proveito de pesquisadores, professores ou mesmo leitores
ocasionais interessados na cultura material e costumes do passado.
509
Ensino, pesquisa e recorte
No Brasil o ensino superior e a pós-graduação são relativamente novos e, dentro desse
contexto, o campo da Moda é ainda mais recente.
A educação superior no Rio Grande do Sul tem o início de sua história vinculado à
fundação da Escola de Farmácia e Química, em 1895, o que também marcou o início do que
viria a se tornar a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no século XX
(HISTÓRICO, UFRGS, s.d.). Quase cem anos depois, em 1993, a Universidade de Caxias do Sul
(UCS) abriu a primeira graduação em Moda do Estado (PIRES, 2002).
Em meados da década de 1930 diversas universidades estavam se consolidando,
incorporando as Escolas e Academias já existentes. Nesse período, instituições como a
Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
implementaram um modelo europeu de pós-graduação, embora o termo “pós-graduação” só
fosse ser utilizado formalmente em 1946 (SANTOS, 2002).
Quanto aos trabalhos sobre Moda desenvolvidos em pós-graduação, não foi
necessário esperar um século para que começassem a aparecer - de acordo com Bonadio
(2010), o primeiro data de 1926, oriundo da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Porém,
após ele só em 1950 houve outro - a tese de doutorado de Gilda de Mello e Souza.
Segundo Guerra (1997), os anos 1950 foram um marco para a indústria têxtil nacional,
e foi quando surgiram vários estilistas, embora seu sucesso tenha sido passageiro.
Estranhamente, o texto de Souza não teve destaque em sua época, mesmo com o
aquecimento do interesse na Moda, reaparecendo somente cerca de quarenta anos depois,
publicado em 1987 como o livro “O Espírito das Roupas”, em outro momento marcante para a
moda brasileira.
Nos anos 1960 houve a primeira lei brasileira sobre a pós-graduação, quando já havia
cerca de 30 cursos. Paralelamente a isso, alguns estilistas do final da década anterior estavam
se destacando, lançando coleções que se afastavam das “interpretações da moda francesa”, e
até os anos 1970 o setor de confecções manteve-se em expansão. (SANTOS, 2002; GUERRA,
1997).
510
Os anos 1980 foram favoráveis, simultaneamente, para os cursos de pós-graduação e
para a Moda - tanto na indústria quanto na academia. Surgiram pólos confeccionistas em
várias regiões do país, e o primeiro curso de ensino superior em Moda, na Faculdade Santa
Marcelina (FASM), em São Paulo, o que arrematou em 1988 os esforços de educação formal
para o setor, iniciados ainda na primeira metade da década (GUERRA, 1997; PIRES, 2002;
SANTOS, 2002), consolidados nos anos seguintes com a abertura de dezenas de cursos em
diversos Estados - inclusive o referido curso da UCS.
Segundo Almeida (1995), entre 1976 e 1996 a publicação de livros sobre moda
intensificou-se, sendo a História do Vestuário o domínio mais contemplado - lembrando que
seu levantamento abrange livros e capítulos em língua portuguesa, não teses ou dissertações
formuladas em universidades brasileiras. O autor destaca dois trabalhos importantes para
pesquisa histórica - O Império do Efêmero”, de Gilles Lipovetsky e o já mencionado “Espírito
das Roupas”, de Souza.
O campo acadêmico de Moda se firmou entre o fim do século XX e início do XXI -
temos como indicadores o surgimento e ampliação de eventos acadêmicos da área, como o
Colóquio de Moda (HISTÓRICO, C.M., s.d.), o Seminário Moda Documenta, em 2011 (EDIÇÕES
ANTERIORES, s.d.) e o Encontro Nacional de Pesquisa em Moda (HISTÓRICO, ENPModa, s.d.), e
a abertura de programas na área - em 2005 no Estado de São Paulo foi aberto o “primeiro
mestrado acadêmico Moda Cultura e Arte, inédito na América Latina” (HISTÓRICO DAS
DÉCADAS, s.d.) no Senac e, em 2011, o PPG em Têxtil e Moda na USP (RODRIGUES, 2011).
Entretanto, não localizamos mais nenhum PPG como esses no país. De acordo com o que
vimos no texto de Bonadio, a maioria das pesquisas que têm a Moda como pilar se inserem em
outros programas.
Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), o Rio Grande do Sul possui
atualmente 4 bacharelados e 12 tecnólogos em Moda. Consta também que a Universidade
Federal de Pelotas (UFPEL) já ofereceu o curso nas duas categorias, mas foram extintos. Há
ainda o curso de Design da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SUL), que
estabeleceu uma linha de formação em Moda196. Em boa parte destas instituições não há
programas de Mestrado ou Doutorado, mas há cursos nos quais eventualmente pesquisas
196A informação não aparece na busca do E-Mec, foi obtida na página da instituição:
<www2.espm.br/design-de-moda>. Acesso: 21.06.15, 16h29.
511
sobre Moda poderiam ser desenvolvidas - como Administração, Design, Arquitetura e
Urbanismo, Direito e Letras - conforme verificado por Bonadio, e nos quais consideramos que
a análise histórica talvez tivesse espaço conforme o objeto indicado pelo pesquisador, embora
possivelmente não fosse exatamente historiografia. Não nos aprofundamos na investigação
desdes PPGs no atual estágio de nosso levantamento, o que poderá ser feito em uma futura
atualização. Observamos que algumas destas IES possuem cursos lato sensu em Moda e desta
forma não atendem à modalidade de pós-graduação que estamos considerando em nosso
mapeamento.
Bonadio apresenta em seu texto alguns gráficos que indicam uma produção relevante
de trabalhos sobre Moda desenvolvidos em PPGs de História, embora não seja a área
predominante, em contraponto com as publicações citadas por Almeida, e por maior que seja
a importância do conhecimento histórico e da preservação da memória para outras questões
da área, como identidade e inovação.
Para localizar esta produção dentro de nossos parâmetros, estabelecemos que seriam
verificados os bancos de teses e dissertações dos PPGs em História apresentados pelo site da
Capes - UFRGS, UFSM, UFPEL, FURG, PUCRS, UNISINOS, UCS, UPF - outros programas se
apresentaram como relevantes à nossa investigação, como a linha de pesquisa em Moda do
Mestrado em Design da UNIRITTER, os cursos de Indústria Criativa e de Processos e
Manifestações Culturais da FEEVALE e Memória Social e Patrimônio Cultural da UFPEL197. A
busca foi complementada por consulta às bibliotecas virtuais e repositórios das mesmas
instituições, ao Banco de Teses da Capes e ao site Domínio Público.
Procedimentos e dificuldades
Estabelecemos os PPGs que seriam investigados, os bancos de dados complementares
e a adoção do mesmo método utilizado para realizar o levantamento dos trabalhos realizado
em São Paulo: foram selecionadas palavras-chave com as quais trabalharíamos na busca -
197Seguindo a ordem em que foram mencionadas, as instituições de ensino são: Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade
Federal do Rio Grande, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Universidade do Vale do
Rio dos Sinos, Universidade de Caxias do Sul, Universidade de Passo Fundo; Centro Universitário Ritter
dos Reis; Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior em Novo Hamburgo/Universidade Feevale.
512
Indumentária, Moda, Roupa, Tecido, Têxtil/Têxteis, Traje e Vestuário; em alguns casos
aplicamos também “História”, para confirmar por meio da localização do termo se o trabalho
em questão atendia a esse aspecto. Conforme dito anteriormente, o recorte temporal
compreende os últimos dez anos - 2005 a 2014 - visando o que foi produzido mais
recentemente, desse modo os resultados anteriores ou posteriores ao recorte não foram
considerados. As buscas foram realizadas em várias etapas, para que pudessem abranger
todos os campos possíveis - principalmente título, resumo e palavras-chave.
O procedimento pensado inicialmente foi: acessar a página dos PPGs, abrir a lista de
teses e dissertações defendidas, localizar os trabalhos de 2005 a 2014 e extrair os que seriam
sobre Moda. Entretanto, assim como ocorreu na primeira parte do levantamento, surgiram
dificuldades que alteraram a ideia inicial e nos conduziram a procedimentos específicos para
cada página. Mantendo a semelhança com a situação das IES paulistas, as listas de trabalhos
não obedecem a um padrão; com frequência a consulta era consideravelmente trabalhosa
pelas listas estarem divididas em diversas páginas; boa parte delas apresentavam informações
incompletas em relação ao que buscávamos, o que tornava necessário muitas vezes acessar
mais páginas para obter o que precisávamos. Em alguns casos os PPGs eram muito recentes,
ou eram direcionados de maneira que pesquisas sobre História da Moda não caberiam em
suas linhas de pesquisa.
Partindo para as bibliotecas, repositórios e banco de dados, encontramos novamente
a falta de padronização nos mecanismos de busca, na formatação em que os resultados são
exibidos e filtros que deixaram a desejar quanto à precisão do que retornaram. Por exemplo,
no Banco de Teses da Capes, selecionando trabalhos de História nos 290 resultados obtidos
pelos critérios “palavra-chave ‘moda’ em ‘todos os campos’”, verificamos que dezenas deles
não tinham sequer a menor relação com o campo do vestuário - provavelmente em
consequência de termos como “modalidade” contidos em seus resumos. A mesma dificuldade
foi encontrada no sistema SABI da UFRGS, e não raramente os termos “moda e “tecido”
ofereciam uma infinidade de resultados referentes a outras naturezas - correspondendo
geralmente à Matemática ou à Química.
Apesar dos percalços, da mesma forma que no primeiro levantamento, localizamos
diversos trabalhos com as palavras propostas, inclusive em PPGs que não estavam previstos
inicialmente. Em conformidade com o que já esperávamos, a lista foi reduzida ao encaixarmos
513
os resultados nos critérios do recorte. Por fim, ainda que tenhamos ampliado o limite temporal
neste segundo levantamento (2005-2014) em relação ao realizado sobre São Paulo (2010-
2014), muitos PPGs em História das IES gaúchas são extremamente recentes - boa parte deles
foi iniciada na década de 2010.
Por fim, restaram 29 textos que foram agrupados em três quadros de acordo com a
característica predominante que manteve cada um em nossa lista - por estarem em PPGs em
História (Quadro 1), em outros programas (Quadro 2) e trabalhos que possuem outra relação
com a História da Moda (Quadro 3). Os quadros resultantes desses agrupamentos serão vistos
no item a seguir, comentados individualmente.
De acordo com o que aludimos anteriormente, também serão observados os perfis
dos autores, para buscar uma melhor compreensão de quem está promovendo a escrita da
História da Moda ou abordagens próximas (Quadro 4).
Resultados parciais
Devido à nossa intenção de dar continuidade ao levantamento, ampliando a lista por
meio de um acompanhamento anual dos próximos trabalhos defendidos, simultaneamente à
segmentação dos textos já listados pelo outros autores referidos e também pela inclusão de
outros parâmetros de busca - outros Estados, cursos e bancos de dados, entre as demais
possibilidades - consideramos os resultados obtidos neste momento como parciais.
A seguir, apresentamos os três quadros contendo as pesquisas localizadas, os
respectivos comentários e o quadro contendo dados para uma reflexão inicial quanto ao perfil
dos pesquisadores.
Foram encontrados seis textos defendidos em PPGs em História, em duas instituições
(três na UPF e três na UFRGS), cinco deles deixando claro no título que seus objetos são Moda
ou Indumentária, o último tratando a Aparência. Não foram localizados trabalhos nos PPGs em
História das demais instituições verificadas no período 2005-2014.
514
Quadro 1: Trabalhos defendidos em PPGs em História. Em cinza os textos defendidos entre
2005-2009, em branco os de 2010-2014. Fonte: Autoral.
Cada um dos trabalhos reunidos no Quadro 1 indica uma aproximação diferente -
como modelagem, customização, identidade - e chama a atenção que a maioria discute
questões nacionais, enquanto um deles trata da moda europeia. Além disso, outro aspecto se
torna interessante ao observarmos os textos em conjunto - pelos recortes temporais, esses
trabalhos cobrem todo o período entre 1900 e 2000, salvo algumas lacunas.
Há ainda outros nove trabalhos defendidos nos PPGs em História que dedicam itens
em seus capítulos à indumentária, mas consideramos que a relação estabelecida por esses
trabalhos com a História da Moda é diferente da constituída pelos trabalhos dispostos no
Quadro 1. Esses títulos serão retomados no Quadro 3.
Durante nossas buscas em bancos de dados, repositórios e pelos PPGs disponíveis nas
IES que oferecem graduação em Moda, obtivemos resultados ligados à Educação e notamos
também a importância de olhar com mais atenção para os Programas da FEEVALE, UNIRITTER
e UFPEL que mencionamos anteriormente.
515
Quadro 2: Trabalhos defendidos em outros PPGs. Apenas um deles é anterior a 2010, em
destaque. Fonte: Autoral.
Desse modo, estão dispostos no Quadro 2 seis trabalhos localizados que julgamos ter
temas e objetos que possam estar vinculados em alto grau com a História da Moda, sendo dois
provenientes do Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural da UFPEL, enquanto os
demais são únicos em seus PPGs.
Quanto aos temas, as duas dissertações defendidas na UFPEL partem de acervos do
Museu da Baronesa, o que nos dá um indício da relevância da instituição para estudos sobre
trajes. Outros dois, defendidos nos programas de Educação da UCS e da PUCRS, tratam
questões de moda em ambiente escolar a partir da década de 1940, estabelecendo relações
com uniformes e memória. O texto oriundo do PPG em Processos e Manifestações Culturais
articula a trajetória do estilista gaúcho Rui Spohr com a identidade regional, e a pesquisa
realizada no PPG em Memória Social e Bens Culturais insere a moda como elemento da
memória social, embora peças específicas de roupa ou a abordagem de um momento histórico
não sejam o foco nesse caso.
516
Em nosso terceiro quadro listamos outros 17 títulos que hesitamos em incluir nos
resultados, mas optamos por manter e comentar, pois estabelecem outras relações com a
História da Moda, principalmente tratando de aspectos da história da indústria têxtil brasileira,
trazendo a indumentária como um ponto de referência ou dedicando um item a questões de
vestuário e aparência, mas sem ser o tema principal dos trabalhos.
517
Quadro 3: Trabalhos que possuem outra relação com a História da Moda.
Em cinza os textos defendidos entre 2005-2009, em branco os de 2010-2014. Fonte: Autoral.
Conforme mencionamos anteriormente, nove deles foram realizados em PPGs em
História. Entre eles, dois abordam a adequação dos trajes para o espaço de sociabilidade em
análise, um deles estendendo a questão para o papel do vestuário como diferenciador de
classes. Um terceiro é específico sobre o Museu da Baronesa em Pelotas que, de acordo com o
que apontamos no Quadro 2, possui acervos relevantes para o estudo da indumentária. Nesse
caso, aborda a criação do acervo de trajes e menciona algumas exposições relacionadas.
Outros três fazem várias referências à moda, às roupas - nossos termos de busca
aparecem com frequência nos textos, que trazem itens específicos, como "Moda: identidade e
distinção", "Um homem é o que ele veste" e “A longa vestimenta na "vitrine" fotográfica”.
Além desses, mais três contém temas bem específicos - um deles dedica alguns itens à
cooperativa têxtil e ao lanifício estabelecidos pelos colonos italianos no distrito de Galópolis,
em Caxias do Sul; outro dedica um item à construção do vestuário tradicionalista. Por último,
há o texto que aborda os trajes utilizados em ocasiões fúnebres pelos mortos, pelos presentes
nos velórios, pelas crianças, os trajes nas fotografias de lápide e observa algumas práticas em
relação à queima de têxteis relacionados a enfermos. A questão das roupas não é reunida em
um item nesse último trabalho, mas aparece com alta frequência.
Dos trabalhos oriundos de outros PPGs, dois tratam as rendas - um deles discutindo a
preservação no museu, o segundo a manufatura, a relação histórica entre as mulheres e o
cuidado com as roupas e outras questões relacionadas à aparência.
Há ainda dois que se relacionam à história da Indústria Têxtil, um deles apresentando
dados históricos de uma medida econômica que impactou o setor têxtil nacional, sendo
interessante para uma perspectiva de contexto, mas não da Moda em si. O outro tem como
objeto a fábrica de tecidos Rheingantz na cidade de Rio Grande.
Temos dois trabalhos que fazem retrospectos - um deles da relação entre a moda e as
transformações da sociedade, assim o aspecto histórico aparece aqui como item de
fundamentação; o outro traz um histórico do design de superfícies e do ensino de design no
Brasil, dois campos que se relacionam intimamente com o da Moda.
518
Por fim, os dois trabalhos restantes. Um deles elabora em um dos capítulos um
histórico da Moda no país a partir do século XIX. O outro tem um item dedicado à influência de
Carmen Miranda na Moda.
Passaremos agora para os autores dos trabalhos. Para a elaboração deste perfil foi
desconsiderado o Quadro 3, por entendermos que nesses casos a relação é diferente da que
se estabelece pelos trabalhos dispostos nos quadros 1 e 2.
Podemos observar que nosso painel é composto essencialmente por mulheres -
apenas um homem entre os autores. A maioria dos trabalhos foi realizada em nível de
Mestrado, dos 12 trabalhos aqui observados, 10 são dissertações. As instituições com a maior
média de ocorrência de trabalhos por programa são a UPF e a UFRGS (3) e a média anual de
trabalhos defendidos é de apenas 1,2 por ano nas sete instituições que compõem o quadro.
Verificamos que apenas a partir de 2008 houve um texto por ano de forma contínua. Ainda
assim, comparativamente com os números de São Paulo no período 2010-2014, a média anual
ficou bem mais baixa: em São Paulo 4,6 por ano (23 trabalhos), enquanto no Rio Grande do Sul
foi de 1,6 (8 trabalhos).
Quadro 4: Estatísticas sobre autores e trabalhos.* Para um comparativo com a média nas IES
paulistanas. Fonte: Autoral.
519
Voltando aos autores, metade possui graduação em Moda e outros três possuem
cursos de outra natureza na área. Três são egressos da graduação em História. Em dois casos
não verificamos nenhuma relação prévia com o campo da Moda. Notamos também que uma
maioria expressiva é ou já foi docente, e que em um único caso não foi possível verificar a
atuação profissional no ensino.
Examinando os quadros 1 e 2 percebemos que mais da metade dos textos tem como
objeto temas nacionais, metade estudando questões regionais. Os períodos recorrentes são as
décadas de 1940, 1950 e 1900 - em ordem decrescente quanto à ocorrência no recorte
temporal dos trabalhos - e o foco costuma ser a moda feminina.
De maneira geral, observamos que temas como identidade, representação e trabalhos
manuais são regulares. Notamos também que, como em São Paulo, há um número expressivo
de trabalhos sobre Moda na Comunicação - analisando revistas de Moda, desconsiderados por
não demonstrarem uma perspectiva histórica sobre os periódicos ou as roupas mostradas em
suas páginas - e também no Design, um dos campos onde mais se verificam trabalhos
abordando a Moda, provavelmente em consequência de boa parte das graduações na área
serem cursos de Design de Moda.
Também foram localizados diversos textos sobre a construção da identidade e da
tradição gaúcha, entretanto nenhum deles abordava os trajes de maneira enfática - alguns
mencionavam as roupas brevemente no decorrer do texto, outros até colocavam peças em
foco, mas sob a perspectiva do Design, não da História.
Considerações Finais
De acordo com o panorama que pudemos traçar, notamos que os estudos em pós-
graduação são relativamente recentes no Brasil, e no campo da Moda os PPGs só se
instituíram no século XXI. A História da Moda não é, atualmente, uma área predominante de
produção de conhecimento, mas possui relevância. Os pesquisadores que trabalham nesse
segmento geralmente são oriundos de cursos de Moda em diversos níveis - o que nos deixa
curiosos sobre a falta de interesse da maioria dos historiadores sobre um campo tão vasto e
com múltiplas possibilidades de articulação, por exemplo, com a cultura material, a economia
520
ou tantos outros recortes dentro da disciplina. Outro aspecto que observamos, assim como em
São Paulo, é que no Rio Grande do Sul também predominam as mulheres entre os autores
destas pesquisas. Assim como alguns campos são considerados domínio masculino, a Moda -
ainda que amalgamada com outra área - permanece como terreno feminino, abrindo espaço
para indagações referentes a gênero e trabalho.
São recorrentes os trabalhos focados em objetos nacionais ou regionais, tendo a
década de 1940 como a mais presente, embora diante de nossa pré-análise isso não esteja
relacionado com a ocorrência da II Guerra Mundial, e boa parte dos textos destacam a relação
entre a moda e a mulher.
Também seguindo a tendência que detectamos em São Paulo, a maioria dos textos são
dissertações de Mestrado, dado que reforça nosso questionamento se o número reduzido de
profissionais com o título de Doutor seria um dos motivos para ainda não existirem PPGs em
Moda no Rio Grande do Sul e em outros Estados, e mais programas em São Paulo - além, claro,
da disponibilidade das instituições às quais estes doutores estejam vinculados de oferecer pós-
graduação stricto sensu.
Considerando os quadros e a informação sobre o surgimento de eventos acadêmicos e
PPGs específicos na área em meados da década de 2010, notamos uma tendência de
crescimento do interesse de pesquisadores, nos últimos cinco anos, em ter a Moda ou campos
vinculados a ela como objeto de estudo ou como elemento complementar dentro de outras
análises. Entretanto, nossos cálculos ainda revelam uma média baixa de textos dentro de
nossos parâmetros e, desta forma, acreditamos que seja adequado classificar como
embrionária a escrita da Historiografia de Moda no Rio Grande do Sul.
Contudo, manifestamos nosso otimismo que, nos próximos anos, a taxa de pesquisas
historiográficas em Moda se eleve. Considerando como exemplo apenas os trabalhos em
andamento atualmente no PPG em História da PUCRS, temos cinco pesquisas que estabelecem
relações com Moda e Indumentária - quatro delas no Doutorado, sendo três desenvolvidas por
pesquisadoras que figuram em nossos quadros (Lima, Noronha e Santos). A quinta pesquisa,
no Mestrado, é da autora do presente artigo. Percebemos que, neste PPG especificamente, a
proporção entre Mestrado e Doutorado está invertida em relação à média que verificamos no
521
levantamento embora corresponda de certa forma aos resultados obtidos no Quadro 1 sobre
a UFRGS.
Por último, em relação à produção do levantamento, constatamos algumas
dificuldades - desde o curto período em atividade dos PPGs, alguns ainda sem trabalhos
finalizados, a questões de organização das listas nos sites das instituições e problemas
referentes à tecnologia de informação, como filtros de funcionamento insatisfatório e falta de
padronização no formato de exibição dos resultados. A organização, os filtros e a exibição são
cruciais para otimizar o acesso à produção acadêmica por outros pesquisadores e demais
interessados. Tendo isso em vista, nossas propostas de melhoria passam pela sugestão de
estabelecimento de um modelo padronizado para as listas de trabalhos defendidos, pela
atualização dos sites consecutivamente à defesa e aprovação dos trabalhos, e também pela
elaboração de um site descritor (ou handle) para o campo da Moda198, no qual os textos
pudessem ser localizados facilmente conforme a área ou tema a que se referem.
Conforme já mencionamos, temos a intenção de dar continuidade ao levantamento
ampliando a lista por meio de um acompanhamento anual dos próximos trabalhos defendidos,
simultaneamente à segmentação dos textos já listados por Almeida, Bonadio e Pires, e
também pela inclusão de outros parâmetros de busca - outros Estados, cursos e bancos de
dados, entre as demais possibilidades com a expectativa de oportunizar a difusão e o
encontro destes pesquisadores e seus trabalhos.
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198 Há um projeto com esse objetivo em andamento. A pesquisa de viabilidade está disponível no
link: http://goo.gl/forms/QXq03AWNUy
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Foram descritivamente listados livros e capítulos de livros, traduzidos ou originalmente escritos em português, entre 1979 e 1996 e referentes a vários aspectos da indumentária e da moda. O objetivo é fornecer um quadro de referência de acesso imediato tanto para o especialista, como para o leigo. A lista propriamente dita está precedida por uma caracterização geral da bibliografia e por um tratamento mais demorado daqueles autores que se considerou representarem algumas importantes vertentes neste domínio.
A produção acadêmica sobre moda na pós-graduação no Brasil. Iara -Revista de Moda
  • Maria Bonadio
  • Claudia
BONADIO, Maria Claudia. A produção acadêmica sobre moda na pós-graduação no Brasil. Iara -Revista de Moda, Cultura e Arte, São Paulo, v.3, n.3, dez.2010. Disponível em: <http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wpcontent/uploads/2015/01/03_IARA_vol3_n3_Dossie.pdf>. Acesso: 09.03.15, 23h03. 198
Moda e Estilos de Vida: Um estudo sobre a formação do campo da moda no Brasil. Dissertação de Mestrado, FAFICH-UFMG 1997
  • Karla Guerra
  • Brilharinho
GUERRA, Karla Brilharinho. Moda e Estilos de Vida: Um estudo sobre a formação do campo da moda no Brasil. Dissertação de Mestrado, FAFICH-UFMG 1997. Disponível em: <www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUBD-8JJNC2>. Acesso: 29.11.14, 16h59.
A história dos cursos de design de moda no Brasil
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Os primeiros passos da pós-graduação no Brasil: a questão da dependência. Ensaio Avaliação Políticas Públicas Educacionais
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SANTOS, Cássio Miranda dos. Os primeiros passos da pós-graduação no Brasil: a questão da dependência. Ensaio Avaliação Políticas Públicas Educacionais. Rio de Janeiro, v.10, n. 37, p. 479-492, out/dez, 2002.
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Instituições de Educação Superior e Cursos Cadastrados
  • Ministério Da
  • Educação
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituições de Educação Superior e Cursos Cadastrados. Disponível em: <http://emec.mec.gov.br/>. Acesso: 22.02.15, 13h05. PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO. Pesquisa Teses e Dissertações. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaPeriodicoForm.jsp>. Acesso: 09.03.15, 23h06.
A história dos cursos de design de moda no Brasil. Revista Nexos: Estudos em Comunicação e Educação
  • Dorotéia Pires
  • Baduy
PIRES, Dorotéia Baduy. A história dos cursos de design de moda no Brasil. Revista Nexos: Estudos em Comunicação e Educação. Especial Moda/Universidade Anhembi Morumbi -Ano VI, nº 9 (2002) -São Paulo: Editora Anhembi Morumbi. Disponível em: <http://www.inovacaoedesign.com.br/artigos_cientificos/db_historia_escola_design_moda_1 _.pdf>. Acesso: 06.03.15, 20h03.