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REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS E REDES SOCIAIS ACADÊMICAS: AS PRÁTICAS DOS PESQUISADORES BRASILEIROS

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Ao comemorar quinze anos do Movimento de Acesso Aberto, os líderes deste movimento buscam refletir sobre os avanços, os valores, os impactos e a relevância desta iniciativa junto com a comunidade científica, para propor novas recomendações. Estudos realizados nesses quinze anos mostram crescimento significativo do número de repositórios institucionais e de periódicos científicos de acesso aberto, mas, por outro lado, registram que os repositórios ainda são pouco povoados. O desconhecimento da existência dos repositórios e a não adesão ao autoarquivamento são os principais fatores que contribuem para este cenário. Recentemente, as redes sociais virtuais ganham espaço nas comunidades científicas, atraindo pesquisadores, que veem nesse novo ambiente, recursos que favorecem a disponibilização e o compartilhamento de conteúdo acadêmico e a interação com seus pares. Este estudo apresenta as práticas dos pesquisadores de instituições de ensino superior brasileiras no uso de uma rede social acadêmica, o ResearchGate, e dos repositórios institucionais, no que se refere à disponibilização de conteúdo acadêmico. Por meio de levantamento de dados no diretório OpenDOAR e na rede ResearchGate, apresenta-se o número de documentos disponibilizados nesta rede e nos repositórios, cotejando estes valores. Verifica-se que todas as instituições de ensino superior brasileiras da amostra têm representação na rede ResearchGate e que há uma parcela significativa de pesquisadores brasileiros que utilizam esta rede para disponibilizar documentos científicos. Também foi possível observar que há instituições cujo volume de publicações disponíveis no ResearchGate representa mais de 50% do volume de documentos disponíveis em seus repositórios institucionais. Palavras-Chave: Acesso Aberto; Repositório Institucional; Autoarquivamento; Redes Sociais Acadêmicas; ResearchGate.
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Thesis
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Repositórios Institucionais (RIs) surgiram como estratégia do Movimento de Acesso Aberto à informação científica, mas mecanismos simples como os mandatos de autoarquivamento obrigatórios não são suficientes para manter o RI em funcionamento. As novas demandas do ecossistema da Ciência Aberta, que preconizam a transparência e colaboração no processo de investigação científica, desafiam os repositórios. Quais os mecanismos de funcionamento dos Repositórios Institucionais que promovem ou dificultam a sua atuação em apoio ao ecossistema da Ciência Aberta? Esta tese elabora um modelo de sistema de composição-ambiente-estruturamecanismo (CESM) dos Repositórios Institucionais. É uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualitativa a partir da revisão da literatura, entrevistas com peritos e questionários aplicadas à pesquisadores. A principal contribuição da tese é a modelagem dos Repositórios Institucionais no contexto do novo ecossistema da Ciência Aberta. A descrição da composição, do ambiente e da estrutura, são os aspectos detectáveis no sistema dos repositórios, permite investigar processos que impulsionam ou impedem o seu desenvolvimento em apoio à Ciência Aberta. Os mecanismos conjecturados e diagramados são hipóteses de funcionamento, com relações de causa e efeito verificáveis empiricamente
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Este trabalho objetiva ter um panorama do autoarquivamento no Brasil e a visão dos gestores dos repositórios institucionais brasileiros quanto esta forma de compartilhamento de informação. A pesquisa de caráter exploratória utilizou levantamento bibliográfico e coleta de dados para atingir seus objetivos. Os repositórios integrantes da pesquisa foram selecionados a partir do registro no diretório OpenDoar. Foram identificados 43 repositórios com coleção de artigos. A coleta de dados foi realizada com o envio de questionários eletrônicos semiestruturados aos gestores dos repositórios. Foram retornados 25 questionários com respostas válidas. Constatou-se que 36% dos repositórios institucionais brasileiros não possuem o autoarquivamento habilitado no sistema. Dos RIs com autoarquivamento habilitado a maioria declara que menos de 5% do material no repositório foi autoarquivado. Entre os gestores de RIs que não possuem o autoarquivamento habilitado, 86% acreditam que a minoria dos seus pesquisadores autoarquivariam caso houvesse esta possibilidade. Concluiu-se que existe uma baixa adesão ao autoaquivamento no Brasil. Os dirigentes das instituições e os gestores de repositório precisam ser capacitados quanto aos objetivos do AA e da via verde. Os fatores que afastam e estimulam os pesquisadores na adesão ao acesso aberto devem ser estudados no âmbito de cada instituição e/ou área do conhecimento.
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A facilidade de acesso à Internet e a possibilidade de compartilhamento da informação científica aumentam exponencialmente a produção e o uso da informação nas bases de dados especializadas, portais e redes sociais acadêmicas. Editoras e indivíduos compartilham textos e audiovisuais, no sentido de dinamizar o fluxo da informação científica, tecnológica, política e cultural, além de colaborar com outros pesquisadores. O objetivo deste artigo é apresentar, de maneira sintética, algumas formas de apoio ao processo de comunicação científica que ajudam pesquisadores na obtenção e no compartilhamento das informações científicas e acadêmicas. Estes recursos, denominados Recursos do Conhecimento, são apresentados com um breve descritivo, sua utilidade e como podem ser acessados/utilizados. São apresentados os serviços de Bases de Dados como: Dialnet, Web of Science, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações do IBICT, Portal de Teses da CAPES e OAIster; Gestores de Referências Bibliográficas como: Citeulike, EndNote, Mendeley, Refworks e Zotero; Mecanismos de Apoio, como: Authormapper, Curadoria de Conteúdos, Google Alerts e ORCID; e, por fim, Redes Sociais Acadêmicas como: Academia.edu, Methodspace e Researchgate. Conclui-se que, na medida em que se torna complexa a busca e o compartilhamento de informação diante da sobrecarga informacional existente na Web, novos serviços, padrões e recursos surgem como forma de amenizar esta problemática e auxiliar pesquisadores das comunidades científicas e acadêmicas nas produções bibliográficas e no compartilhamento destas com demais pesquisadores. Então, iniciativas de pesquisas e formas de identificação de autores e suas pesquisas tornam-se vitais para o desenvolvimento e ampliação de mais Recursos do Conhecimento.
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The article discusses the reason behind the reluctance of some researchers to deposit their work in institutional repositories (IR). These include ignorance on the existence of IR and the right of researchers to self-archive, lack of permanent institutional affiliation, and the tendency of IR to offer poor user experience. Also mentioned is the need aggregate each IR and the advantage of IR over centralized silos.
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ResearchGate es una de las más importantes redes sociales académicas, con más de 9 millones de usuarios y 80 millones de documentos. Además de importantes herramientas de networking social académico y ofertas de empleo, proporciona un amplio catálogo de indicadores bibliométricos, entre los que se encuentra ResearchGate Score. El objetivo principal de este trabajo es revelar las principales ventajas e inconvenientes de estos indicadores, prestando una atención especial al citado RG Score, indicador insignia de ResearchGate. Pese a que ResearchGate ofrece unas prestaciones e indicadores bibliométricos con enormes posibilidades para obtener datos complementarios acerca del impacto de la producción científica y acadé- mica de un autor, tanto las políticas de comunicación como algunas acciones recientes tomadas en el diseño, elaboración y difusión de sus indicadores generan importantes dudas respecto a su uso con fines evaluativos. Finalmente, respecto a RG Score, se concluye que el indicador no mide el prestigio de los investigadores sino su nivel de participación en la plataforma. Accesible desde: http://recyt.fecyt.es/index.php/EPI/article/view/epi.2016.mar.18/30281
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The current scenario of globally distributed digital repositories stimulates diversified studies on these resources with which this work seeks to contribute, aiming a survey of repositories of higher education institutions in Brazil, verifying the effectiveness of an experimental tool in data treatment and analysis using as sources the Registry of Open Access Repositories (ROAR), Directory of Open Access Repositories (OpenDOAR), Diretório Luso-Brasileiro de Revistas e Repositórios de Acesso Aberto and the L_repositorios list. The experimental tool ‘Google Fusion Tables’ has been applied on data from institutional repositories to categorize its main features: sponsor institution, nature of the institution, location, geographic region, software and use of the Dublin Core format, and amount of work available on survey date. We identified 49 repositories which in August 2013 provided 396,881 items, being Federal institutions those with the largest repository population and LUME repository the first in volume of items; the Southeast region has the largest number of repositories and volume of items available; DSpace software is predominant with its 1.6.2 version and Dublin Core pattern in all its applications. This study has demonstrated the effectiveness and usefulness of ‘Fusion Tables’, allowing to characterize the current landscape of repositories of higher education institutions in Brazil. The results are available in a Repository Catalog and in an interactive Repository Map of Higher Education Institutions in Brazil.
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Scientific information access has been a great challenge to undeveloped countries as Brazil. With the scientific journal crisis motivated by the high prices on the scholarly journals subscriptions, that access became very limited. Even that crisis had started in the middle 80’s, until today there is not a definitive solution. With the information and communication technologies, rises, the Open Archives Initiative, which defines a model of interoperability for libraries and digital repositories, making possible new alternatives for scientific communication. At the same time, the open access to scientific information movement got stronger around the world, confronting the big editors and publishers, proposing actions to make possible the consolidation that initiative. Those are the bases proposed by the new model to intensified and consolidate the register and dissemination of the Brazilian scientific information content, as well as its access. With the experiences brought with the development of Brazilian Digital Library of Theses and dissertations (BDTD), the Brazilian Institute for Information on Science and Technology has today the technical ability to implement and consolidate that project.
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This study investigated factors that motivate or impede faculty participation in self-archiving practices—the placement of research work in various open access (OA) venues, ranging from personal Web pages to OA archives. The author's research design involves triangulation of survey and interview data from 17 Carnegie doctorate universities with DSpace institutional repositories. The analysis of survey responses from 684 professors and 41 telephone interviews identified seven significant factors: (a) altruism—the idea of providing OA benefits for users; (b) perceived self-archiving culture; (c) copyright concerns; (d) technical skills; (e) age; (f) perception of no harmful impact of self-archiving on tenure and promotion; and (g) concerns about additional time and effort. The factors are listed in descending order of their effect size. Age, copyright concerns, and additional time and effort are negatively associated with self-archiving, whereas remaining factors are positively related to it. Faculty are motivated by OA advantages to users, disciplinary norms, and no negative influence on academic reward. However, barriers to self-archiving—concerns about copyright, extra time and effort, technical ability, and age—imply that the provision of services to assist faculty with copyright management, and with technical and logistical issues, could encourage higher rates of self-archiving.
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portal: Libraries and the Academy 3.2 (2003) 327-336 In the fall of 2002, something extraordinary occurred in the continuing networked information revolution, shifting the dynamic among individually driven innovation, institutional progress, and the evolution of disciplinary scholarly practices. The development of institutional repositories emerged as a new strategy that allows universities to apply serious, systematic leverage to accelerate changes taking place in scholarship and scholarly communication, both moving beyond their historic relatively passive role of supporting established publishers in modernizing scholarly publishing through the licensing of digital content, and also scaling up beyond ad-hoc alliances, partnerships, and support arrangements with a few select faculty pioneers exploring more transformative new uses of the digital medium. Many technology trends and development efforts came together to make this strategy possible. Online storage costs have dropped significantly; repositories are now affordable. Standards like the open archives metadata harvesting protocol are now in place; some progress has also been made on the standards for the underlying metadata itself. The thinking about digital preservation over the past five years has advanced to the point where the needs are widely recognized and well defined, the technical approaches at least superficially mapped out, and the need for action is now clear. The development of free, publicly accessible journal article collections in disciplines such as high-energy physics has demonstrated ways in which the network can change scholarly communication by altering dissemination and access patterns; separately, the development of a series of extraordinary digital works had at least suggested the potential of creative authorship specifically for the digital medium to transform the presentation and transmission of scholarship. The leadership of the Massachusetts Institute of Technology (MIT) in the development and deployment of the DSpace institutional repository system <http://www.dspace.org/>, created in collaboration with the Hewlett Packard Corporation, has been a model pointing the way forward for many other universities. In 2003, with funding from The Andrew W. Mellon Foundation and other sources, MIT's DSpace is scheduled to be replicated at a number of additional institutions around the world; the software has also been released publicly under an open source arrangement, greatly lowering the cost and development barriers to implementing repositories for all institutions. The MIT software is not the only option available, although I believe it is the most general-purpose; for example, there is software from the University of Southampton in the U.K. <http://www.eprints.org/> designed more specifically for institutional or disciplinary repositories of papers, as opposed to arbitrary digital materials. Over the past few months, I have had a number of opportunities to speak about the roles and significance of institutional repositories as a strategy for supporting the use of networked information to advance scholarship, notably at a workshop jointly sponsored by ARL, CNI, and SPARC in Washington, D.C., at the DSpace launch celebration at MIT, and at the University of Tennessee and the University of British Columbia. While video recordings of some of these events are available on the Net, this article is an attempt to summarize and articulate the views I've expressed at these various events about the nature and functions of institutional repositories and their role in transforming scholarship. In my view, a university-based institutional repository is a set of services that a university offers to the members of its community for the management and dissemination of digital materials created by the institution and its community members. It is most essentially an organizational commitment to the stewardship of these digital materials, including long-term preservation where appropriate, as well as organization and access or distribution. While operational responsibility for these services may reasonably be situated in different organizational units at different universities, an effective institutional repository of necessity represents a collaboration among librarians, information technologists, archives and records managers, faculty, and university administrators and policymakers. At any given point in time, an institutional repository will be supported by a set of information technologies, but a key part of the services that comprise an institutional repository is the management of technological changes, and the migration of digital content from one set of technologies to the next as part of the...