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Património paleontológico do Miocénico da Península de Setúbal.

Authors:

Abstract

Due to its great paleontological wealth, the totality of the miocene cliffs of the western coast of Setúbal Peninsula should be included in the Portuguese Paleontological Heritage, according to scientific, pedagogic and cultural criteria previously defined. The reasons accounting for this inclusion are presented in this work, for some selected localities considered most representative of the whole series.
1
Património Paleontológico do Miocénico da Península de Setúbal
M. ESTEVENS; P. LEGOINHA; L. SOUSA & J. PAIS*
Palavras-chave: Património Paleontológico; Miocénico; Península de Setúbal; Bacia do Baixo Tejo; Portugal.
Resumo: Pela sua grande riqueza paleontológica, a totalidade das arribas miocénicas do litoral ocidental da Península de Setúbal merecem ser
incluídas no Património Paleontológico Português, de acordo com critérios científicos, pedagógicos e culturais anteriormente definidos. Enumeram-se
neste trabalho as razões justificativas dessa inclusão, para algumas jazidas seleccionadas, consideradas mais representativas da totalidade da série.
Title: Paleontological Heritage of the Setúbal Peninsula Miocene.
Key-words: Paleontological Heritage; Miocene; Setúbal Peninsula; Lower Tagus Basin; Portugal.
Abstract: Due to its great paleontological wealth, the totality of the miocene cliffs of the western coast of Setúbal Peninsula should be included in
the Portuguese Paleontological Heritage, according to scientific, pedagogic and cultural criteria previously defined. The reasons accounting for this
inclusion are presented in this work, for some selected localities considered most representative of the whole series.
INTRODUÇÃO
O Miocénico da Península de Setúbal constitui, actualmente, a melhor representação de terrenos desta época no
território nacional, dada a destruição e/ou ocultação da maior parte da excelente série que outrora aflorava na região de
Lisboa. Por este motivo, tem-se chamado a atenção para a necessidade de classificação destes terrenos como Património
Geológico, considerando a sua relevância a nível da Europa Ocidental (ESTEVENS et al., neste seminário). Uma das
características que confere particular importância ao Miocénico da Bacia do Baixo Tejo, e concorre para a sua
necessidade de preservação, é a riqueza paleontológica, nomeadamente a abundância, diversidade e boa preservação de
fósseis em quase todos os níveis. Estes assumem um papel relevante pelas indicações biostratigráficas, paleoclimáticas,
paleoecológicas e paleogeográficas que proporcionam. Considera-se, deste modo, justificada a inclusão no Património
Paleontológico Português (P.P.P.) da generalidade das arribas miocénicas do litoral ocidental da Península de Setúbal,
de acordo com critérios anteriormente definidos por ALCALÁ & MORALES (1994) para o caso espanhol, e parcialmente
adaptados por CACHÃO et al. (1998) para o caso português.
PATRIMÓNIO PALEONTOLÓGICO DO MIOCÉNICO DA PENÍNSULA DE SETÚBAL
A título meramente representativo da totalidade das arribas miocénicas da Península de Setúbal, foram
seleccionadas 14 jazidas, que se destacam pelo seu valor científico, pedagógico e cultural, bem como pela facilidade de
acesso e elevado nível de conhecimento paleontológico (sensu ALCALÁ & MORALES, 1994). Estas jazidas distribuem-se
pelos três sectores seguintes:
arribas da margem esquerda do gargalo do Tejo (Cacilhas-Trafaria), incluindo as jazidas de Cristo Rei, Palença
de Baixo, Porto Brandão, Portinho da Arrábida e Trafaria;
arriba fóssil do litoral ocidental da Península de Setúbal (Trafaria-Lagoa de Albufeira), incluindo as jazidas de
Costa da Caparica, Capuchos, Foz do Rego, Fonte da Telha e Adiça;
arribas litorais a Sul da Lagoa de Albufeira (até à Praia da Foz da Fonte), incluindo as jazidas de Ribeira da
Lage, Penedo Norte, Penedo Sul e Foz da Fonte.
* Centro de Estudos Geológicos, Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL), Quinta da Torre, 2825-114 Caparica, PORTUGAL
2
Critérios científicos
Jazidas
i) Taxonómico
iii) Tafonómico
iv) Paleoecológico
(1) Holótipos
(2) Tipos
(3) Vertebrados
(4) Fósseis raros
Taxa presentes:
Cristo Rei
(Forno
do
Tijolo)
Gastropoda: Protoma
rotifera var. costai (DOLLFUS
et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1957).
Teleostei: Mugil pragalensis,
Pseudorhombus
helvecianus, Jefitchia
spinosa (JONET, 1972-73),
Diplodus aquitaniensis
(JONET, 1975).
Bivalvia: Flabellipecten
pragalensis (FERREIRA,
1953). Gastropoda:
Pleurotoma subanceps
(COSTA, 1867), Turritella
terebralis var. lusitanica
(ZBYSZEWSKI, 1957).
Echinoidea: Clypeaster
palençaensis (LORIOL,
1896). Teleostei: Dentex
gregarius simplex (JONET,
1972-73).
Foram registados restos de
Selachii, Batoidea e
Teleostei (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954; JONET,
1972-73, 1975). Presença
da única fauna de
micromamíferos descrita até
o momento para o
Miocénico da Pen. Setúbal,
no topo da unidade
litostratigráfica IVb
(ANTUNES et al., 1996,
1999b).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Brachiopoda: Terebratulina caputserpentis (ZBYSZEWSKI, 1957);
Scaphopoda: Dentalium michelotti (ZBYSZEWSKI, 1957); Bivalvia:
Lima inflata mut. neogenica, Chione fasciculata mut.
trigonomorpha (ZBYSZEWSKI, 1957); Gastropoda: Nerita funata,
Eulima fontinensis, Vermetus arenarius var. arcusferens, V.
intortus var. taurinensis, Ficus cf. cingulatus, Hadriania coelata,
Terebra pseudopertusavar. subacuminata, Conus mercati var.
daciae (ZBYSZEWSKI., 1957); Teleostei: Clupea testis, Mugil
pragalensis, Otolithus (P.) aequalis var. burdigalensis, Jefitchia
aff. claybornensis, J. spinosa, Trigla adjuncta, Phrynorhombus
medius, Rhinoplagusia sp., R. leuchsi, Otolithus spp. 1, 2 e 3
(JONET, 1972-73), Boops boops (JONET, 1975). Ocorrência rara do
Foraminifera Catapsydrax unicavus (N6) (ANTUNES et al., 1996).
Ocorrência da melhor associação florística do Miocénico da Pen.
Setúbal (ANTUNES et al., 1996, 1999b).
Boa preservação de
macrorrestos vegetais
(impressões de folhas)
(ANTUNES et al., 1999b).
Plantae (ANTUNES et al., 1996, 1999b), Foraminifera
(ANTUNES et al., 1996), Brachiopoda e Scaphopoda
(ZBYSZEWSKI, 1957), Bivalvia (COTTER, 1879; RIBEIRO,
1880; DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI, 1957),
Gastropoda (COSTA, 1866, 1867; COTTER, 1879;
RIBEIRO, 1880; DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI,
1957), Ostracoda (NASCIMENTO, 1988; ANTUNES et al.,
1996), Malacostracea (FERREIRA, 1954, 1964-65),
Echinoidea (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c), Selachii
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950; SERRALHEIRO, 1954),
Batoidea (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950; ZBYSZEWSKI,
1957), Teleostei (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950;
ZBYSZEWSKI, 1957; JONET, 1972-73, 1975), Mammalia
(ANTUNES et al., 1996), Icnofósseis (GIBERT et al.,
1998).
Palença
de
Baixo
Cocolitoforídeos:
Coccolithus taganus
(FONSECA, 1976). Bryozoa:
Metrarabdotos (P.) canui
(CARVALHO, 1963; BUGE &
CARVALHO, 1963). Bivalvia:
Mauricia palencae
(FRENEIX, 1957). Ostracoda:
Neosidea rochae
(NASCIMENTO, 1988, 1989).
Bivalvia: Chlamys pseudo-
pandorae (ZBYSZEWSKI,
1957). Gastropoda:
Turritella terebralis var.
lusitanica (ZBYSZEWSKI,
1957). Echinoidea:
Clypeaster palençaensis
(LORIOL, 1896).
Foram registados restos de
Selachii, Batoidea e
Teleostei (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954) e
Cetacea (ESTEVENS, 1998).
Única ocorrência na Pen. Setúbal, e acima do Aquitaniano, do
Malacostracea Achelous delgadoi (FERREIRA, 1954, 1964-65).
Ocorrência do Echinoidea Clypeaster olisiponensis, desconhecido
fora de Portugal (FERREIRA, 1961c). Único local de ocorrência
registado para Portugal dos taxa: Bryozoa: Callopora lineata,
Cribillaria radiata (CARVALHO, 1971); Bivalvia: Septifer cornutus
(ZBYSZEWSKI., 1957), Mauricia palencae (FRENEIX, 1957);
Gastropoda: Turritella terebralis var. grata, Galeodes cornutus
var. semispinosa, Acamptochetus submitraeformis, Mitra
substriatula var. substriata, Cancellaria barjonae var. bearnensis,
C. b. var. salomacensis, Sveltia lyrata var. taurinia, Pleurotoma
canaliculata, Acteon subglobosus (ZBYSZEWSKI., 1957).
Excelente preservação da
fauna malacológica
(Bivalvia e Gastropoda) da
unidade litostratigráfica IVa
(DOLLFUS et al., 1903-04).
Cocolitoforídeos (FONSECA, 1977), Bryozoa
(CARVALHO, 1963, 1971), Bivalvia e Gastropoda
(DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI, 1957),
Ostracoda (NASCIMENTO, 1988), Malacostracea
(FERREIRA, 1954, 1964-65), Echinoidea (LORIOL,
1896; FERREIRA, 1961c), Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950; SERRALHEIRO, 1954), Batoidea
(SERRALHEIRO, 1954), Teleostei (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950; SERRALHEIRO, 1954; ZBYSZEWSKI,
1957), Cetacea (ESTEVENS, 1998).
Porto
Brandão
Bivalvia: Chlamys pseudo-
pandorae (ZBYSZEWSKI,
1957). Gastropoda:
Turritella terebralis var.
lusitanica (ZBYSZEWSKI,
1957). Echinoidea: Scutella
lusitanica (LORIOL, 1896).
Foram registados restos de
Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954) e de
Teleostei (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950).
Presença de um dos poucos exemplares do Cephalopoda Aturia
aturi conhecidos em Portugal (DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1957). Ocorrência do Echinoidea Clypeaster
olisiponensis, desconhecido fora de Portugal (LORIOL, 1896;
FERREIRA, 1961c). Único local de ocorrência registado para
Portugal dos taxa: Cnidaria: Tarbellastraea cf. abditaxis, Favites
neglecta (CHEVALIER, 1964-65); Bivalvia: Anadara fichteli var.
elongatior, Cyprina girondica (ZBYSZEWSKI, 1957), Pecten aff.
corsicanus (FERREIRA, 1961a).
Cnidaria (ZBYSZEWSKI, 1957; CHEVALIER, 1964-65),
Cephalopoda (DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI,
1957), Bivalvia e Gastropoda (COTTER, 1879; RIBEIRO,
1880; DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI, 1957),
Malacostracea (FERREIRA, 1964-65), Echinoidea
(LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c), Selachii e Teleostei
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950).
Portinho
da
Costa
Gastropoda: Turritella
terebralis var. lusitanica
(ZBYSZEWSKI, 1957).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Bivalvia: Cardita subalpina (ZBYSZEWSKI., 1957); Gastropoda:
Eudolium subfasciatum (ZBYSZEWSKI., 1957).
Bivalvia e Gastropoda (DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1957), Ostracoda (ANTUNES et al., 1992),
Cirripedia (ZBYSZEWSKI, 1957), Echinoidea (LORIOL,
1896; FERREIRA, 1961c).
Trafaria
(Picagalo)
Malacostracea: Calianassa
lusitanica (FERREIRA, 1954).
Foram registados restos de
Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950) e de
Batoidea (SERRALHEIRO,
1954).
Ocorrência do Echinoidea Clypeaster olisiponensis, desconhecido
fora de Portugal (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c). Ocorrência
rara do Foraminifera Globigerinoides bisphericus (N7).
Presença de conchas bem
preservadas do
Gastropoda Pereiraria
gervaisii (ANTUNES et al.,
1992).
Foraminifera (SEN et al., 1992), Cnidaria (CHEVALIER,
1964-65), Bryozoa (CARVALHO, 1971), Bivalvia e
Gastropoda (COTTER, 1879; DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1957), Ostracoda (ANTUNES et al., 1992),
Malacostracea (FERREIRA, 1954, 1964-65),
Echinoidea (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c), Selachii
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950), Batoidea
(SERRALHEIRO, 1954).
Quadro I Critérios científicos para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector Cacilhas-Trafaria no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
3
Critérios científicos
Jazidas
i) Taxonómico
iii) Tafonómico
iv) Paleoecológico
(1) Holótipos
(2) Tipos
(3) Vertebrados
(4) Fósseis raros
Taxa presentes:
Costa
da
Caparica
(Fonte
da
Pipa)
Selachii: Paragaleus
pulchellus (JONET, 1965-66;
ANTUNES & JONET, 1969-
70), Squalus almeidae
(ANTUNES & JONET, 1969-
70). Batoidea: Rhinobatus
antunesi, Narcine
olisiponensis (JONET, 1968),
Mobula cappetta (JONET,
1976). Teleostei: Trachurus
elegans, Peristedion
pulchrum, Eucitharus
lusitanicus (JONET, 1972-
73), Pagellus caparicaensis
(JONET, 1975).
Teleostei: Congermuraena
weileri, Dentex gregarius
simplex (JONET, 1972-73),
Pagrus robustus (JONET,
1975).
Foram registados restos de
Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954;
ANTUNES & JONET, 1969-
70), Batoidea
(SERRALHEIRO, 1954;
JONET, 1968, 1976),
Teleostei (JONET, 1972-73,
1975, 1984), Reptillia
(ANTUNES et al., 1990), e
Cetacea (JONET, 1972-73,
1980-81; ESTEVENS, 1998).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Cnidaria: Eupsammia cylindrica (ANTUNES & CHEVALIER, 1971);
Batoidea: Raja antiqua (SERRALHEIRO, 1954; JONET, 1968),
Rhinobatus antunesi (JONET, 1968), Mobula cappettae, M.
pectinata, Manta fragilis (JONET, 1976); Teleostei: Bregmaceros
sp., Congermuraena fallax, Gadus elegans, Urophycis tenuis,
Antigona alta, Mugil cephalus, Centropristis integer, Sciaena aff.
barthassadensis, Corvina gemmoides, Peristedion pulchrum,
Pleuronectes sp. (JONET, 1972-73), Pagrus sp. 1 (JONET, 1975).
Foraminifera (ANTUNES et al., 1990), Cnidaria
(ANTUNES & CHEVALIER, 1971), Bivalvia e Gastropoda
(ANTUNES et al., 1990), Ostracoda (ANTUNES et al.,
1990, 1992), Malacostracea (FERREIRA, 1954, 1964-
65), Echinoidea (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c),
Selachii (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950; SERRALHEIRO,
1954; JONET, 1965-66; ANTUNES & JONET, 1969-70),
Batoidea (SERRALHEIRO, 1954; JONET, 1968, 1976),
Teleostei (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954; JONET, 1972-73, 1975, 1984),
Reptillia (ANTUNES et al., 1990), Cetacea (JONET,
1972-73, 1980-81; ESTEVENS, 1998).
Capuchos
Selachii: Carcharhinus sp. I,
Carcharhinus sp. II
(ANTUNES & JONET, 1969-
70). Teleostei: Sparnodus
helvecianus (JONET, 1975).
Teleostei: Pagrus robustus
(JONET, 1975).
Foram registados restos de
Selachii (ANTUNES & JONET,
1969-70), Batoidea (JONET,
1976), Teleostei (JONET,
1972-73, 1975) e Cetacea
(JONET, 1972-73, 1980-81;
ESTEVENS, 1998).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Bryozoa: Membranipora tuberculata (CARVALHO, 1971); Selachii:
Carcharhinus sp. II (ANTUNES & JONET, 1969-70).
Bryozoa (CARVALHO, 1971), Bivalvia e Gastropoda
(ANTUNES et al., 1990), Selachii (ANTUNES & JONET,
1969-70), Batoidea (JONET, 1976), Teleostei (JONET,
1972-73, 1975), Cetacea (JONET, 1972-73, 1980-81;
ESTEVENS, 1998).
Foz
do
Rego
Gastropoda: Conus
eschewegi (COSTA, 1866).
Foram registados restos de
Selachii e Batoidea
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950) e de Cetacea
(ANTUNES et al., 1990;
ESTEVENS, 1998).
Único local de ocorrência registado para Portugal do Cnidaria
Cladocora multicaulis (CHEVALIER, 1964-65).
Excelente preservação da
fauna malacológica
(Bivalvia e Gastropoda)
(DOLLFUS et al., 1903-04;
ANTUNES et al., 1992).
Concentração de conchas,
provavelmente relacionada
com tempestades
(ANTUNES et al., 1990).
Plantae, Dinoflagellata, Foraminifera e Ostracoda
(ANTUNES et al., 1990, 1992), Cnidaria (CHEVALIER,
1964-65), Bivalvia e Gastropoda (COSTA, 1866, 1867;
COTTER, 1879; RIBEIRO, 1880; DOLLFUS et al., 1903-
04; ANTUNES et al., 1990), Echinoidea (LORIOL, 1896;
FERREIRA, 1961c), Selachii (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950), Batoidea (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950;
JONET, 1978), Cetacea (ANTUNES et al., 1990;
ESTEVENS, 1998).
Fonte
da
Telha
Teleostei: Arius umbonatus,
Pomadasys ornatus, Dentex
rotundus (JONET, 1979).
Foram registados restos de
Selachii, Teleostei e
Batoidea (JONET, 1978,
1979) e de Cetacea (JONET,
1978; ESTEVENS, 1998).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Scaphopoda Dentalium (A.) fossile, D. sexangulum (JONET, 1979);
Ostracoda: Celtia quadridentata, Paracypris sp. 1 (NASCIMENTO,
1988); Cirripedia Scalpellum magnum, Balanus concavus (JONET,
1979); Batoidea: Rhynchobatus pristinus, Dasyatis rugosa
(JONET, 1978); Teleostei: Myctophum splendidum, Macrurus
gracilis, Morone limburgensis, Serranus aff. delicatulus, Smerdis
geron, Corvina speciosa, Cynoscion sp., Pagrus distinctus,
Trachinus biscissus, T. acutus, Peristedion acutum, Platycephalus
sp., Neoplatycephalus aff. fluctuosus, Buglossidium luteum,
Quenselia cf. ocellata (JONET, 1979). Ocorrência rara do
Foraminifera: Neogloboquadrina acostaensis (N16).
Excelente preservação da
fauna malacológica
(Bivalvia e Gastropoda)
(ANTUNES et al., 1990).
Foraminifera (ANTUNES et al., 1999a), Bryozoa
(JONET, 1979), Scaphopoda (JONET, 1979), Bivalvia e
Gastropoda (ANTUNES et al., 1990; JONET, 1979),
Ostracoda (NASCIMENTO, 1988; ANTUNES et al., 1990),
Cirripedia (JONET, 1979), Malacostracea (JONET,
1979), Echinoidea (JONET, 1979), Selachii (JONET,
1978), Batoidea (JONET, 1978), Teleostei (JONET,
1978, 1979), Cetacea (JONET, 1978; ESTEVENS, 1998).
Adiça
(Mina
de
Ouro)
Gastropoda: Pleurotoma
adiçana (COSTA, 1867).
Cetacea: Metopocetus
vandelli, Aulocetus latus,
Cephalotropis nectus
(KELLOGG, 1938-40).
Gastropoda: Marginella
stephaniae (COSTA, 1866),
Fusus adiçanus, Cancellaria
adiçana (COSTA, 1867).
Foram registados restos de
Selachii e Batoidea
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950; SERRALHEIRO, 1954),
e de Cetacea (VANDELLI,
1831; KELLOGG, 1938-40;
ESTEVENS, 1998).
Excelente preservação da
fauna malacológica
(Bivalvia e Gastropoda)
(DOLLFUS et al., 1903-04).
Bivalvia e Gastropoda (COSTA, 1866, 1867; COTTER,
1879; RIBEIRO, 1880; DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI et al., 1965), Echinoidea (LORIOL, 1896;
FERREIRA, 1961c), Selachii (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950; SERRALHEIRO, 1954), Batoidea (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950), Teleostei (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950; SERRALHEIRO, 1954), Cetacea (VANDELLI, 1831;
KELLOGG, 1938-40; ESTEVENS, 1998).
Quadro II Critérios científicos para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector Trafaria-Lagoa de Albufeira no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
4
Critérios científicos
Jazidas
i) Taxonómico
iii) Tafonómico
iv) Paleoecológico
(1) Holótipos
(2) Tipos
(3) Vertebrados
(4) Fósseis raros
Taxa presentes:
Ribeira
da
Lage
Malacostracea: Scilla
gigantea (KOTCHETOFF et
al., 1975).
Único local de ocorrência registado para Portugal do
Malacostracea Scilla gigantea (KOTCHETOFF et al., 1975).
Foraminifera (ANTUNES et al., 1995), Bivalvia
(ZBYSZEWSKI; 1967; ANTUNES et al., 1995), Ostracoda
(ANTUNES et al., 1995, 1997), Malacostracea
(KOTCHETOFF et al., 1975), Echinoidea (ZBYSZEWSKI,
1967).
Penedo
Norte
Echinoidea: Echinocardium
olisiponensis, Clypeaster
papilionensis (KOTCHETOFF
et al., 1975). Malacostracea:
Calianassa espichelensis
(FERREIRA, 1961b).
Teleostei: Trigonodon
elongatus (JONET et al.,
1975).
Echinoidea: Opissaster
cotteri (FERREIRA, 1961c).
Foram registados restos de
Selachii e Teleostei
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950; JONET et al., 1975),
Cetacea (MATA, 1962-63;
ZBYSZEWSKI, 1967; JONET et
al., 1975; ANTUNES et al.,
1995; PAIS et al., 1998;
ESTEVENS, 1998) e de
Pinnipedia (ANTUNES et al.,
1995; PAIS et al., 1998;
ESTEVENS, 1998).
Único local de ocorrência registado para Portugal dos taxa:
Bryozoa: Cellaria salicornioides (CARVALHO, 1971); Ostracoda:
Ruggieria tetraptera tetraptera (ANTUNES et al., 1995);
Malacostracea: Callianassa aff. munieri (CARVALHO, 1959;
FERREIRA, 1964-65), Callianassa espichelensis (FERREIRA, 1961b,
1964-65); Echinoidea: Prionocidaris sismondai (LORIOL, 1896;
FERREIRA, 1961c; KOTCHETOFF et al., 1975), Heteroclypeus
semiglobus (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c), Opissaster cotteri,
Spatangus corsicus (FERREIRA, 1961c), Echinocardium
olisiponensis, Clypeaster papilionensis, C. sardinensis ?,
Pericosmus longior ?, P. latus (KOTCHETOFF et al., 1975);
Selachii: Procarcharodon aff. rondeletti, Aprionodon aff. lerichei
(JONET et al., 1975); Batoidea: Myliobatis crassus, M. aff. acutus,
M. aff. oweni (JONET et al., 1975); Teleostei: Trigonodon
elongatus, T. oweni, Tetrodon lecointrei (JONET et al., 1975).
Ocorrência rara do Foraminifera Preorbulina.
Foraminifera (ANTUNES et al., 1995), Bryozoa
(CARVALHO, 1971), Bivalvia e Gastropoda
(ZBYSZEWSKI; 1967), Ostracoda (ANTUNES et al., 1995,
1997), Malacostracea (FERREIRA, 1964-65),
Echinoidea (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c;
KOTCHETOFF et al., 1975), Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950; JONET et al., 1975), Batoidea
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950; JONET et al., 1978),
Teleostei (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950; JONET, 1975;
JONET et al., 1975), Cetacea (MATA, 1962-63;
ZBYSZEWSKI, 1967; JONET et al., 1975; ANTUNES et al.,
1995; PAIS et al., 1998; ESTEVENS, 1998), Pinnipedia
(ANTUNES et al., 1995; PAIS et al., 1998; ESTEVENS,
1998).
Penedo
Sul
(Bicas)
Echinoidea: Scutella
lusitanica (LORIOL, 1896).
Foram registados restos de
Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950) e de
Mamíferos marinhos
(ESTEVENS, 1998).
Ocorrência do Echinoidea Clypeaster olisiponensis, desconhecido
fora de Portugal (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c). Único local de
ocorrência registado para Portugal dos taxa: Echinoidea:
Clypeaster michelotti (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c);
Gastropoda: Cassidea jauberti (ZBYSZEWSKI., 1957). Ocorrência
rara do Foraminifera Catapsydrax unicavus (N6).
Foraminifera (ANTUNES et al., 1995), Bivalvia e
Gastropoda (ZBYSZEWSKI; 1967), Ostracoda
(ANTUNES et al., 1995, 1998), Echinoidea (LORIOL,
1896; FERREIRA, 1961c), Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950), Mammalia (PAIS et al., 1998;
ESTEVENS, 1998).
Foz
da
Fonte
Ostracoda: Callistocythere
oertlii, Cytheretta (C.)
ramalhi (NASCIMENTO, 1988,
1989). Bivalvia: Pecten
revolutus var. espichelensis
(FERREIRA, 1961a).
Bivalvia: Flabellipecten
tagicus (ZBYSZEWSKI, 1957,
1967). Echinoidea: Scutella
lusitanica (LORIOL, 1896).
Foram registados restos de
Selachii e Batoidea
(ZBYSZEWSKI & ALMEIDA,
1950; SERRALHEIRO, 1954;
ZBYSZEWSKI, 1967) e de
Sirenia (ZBYSZEWSKI, 1967;
PAIS et al., 1998; ESTEVENS,
1998).
Presença de um dos poucos exemplares do Cephalopoda Aturia
aturi conhecidos em Portugal (DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1957). Ocorrência do Echinoidea Clypeaster
olisiponensis, desconhecido fora de Portugal (LORIOL, 1896;
FERREIRA, 1961c). Primeira ocorrência do Foraminifera
Globigerinoides altiaperturus (N5) na Bacia do Baixo Tejo. Único
local de ocorrência registado para Portugal dos taxa: Bivalvia:
Chlamys latissima var. nodosiformis, Meretrix rudis (ZBYSZEWSKI,
1967), Pecten revolutus var. espichelensis (FERREIRA, 1961a);
Gastropoda: Scalaria torulosa (DOLLFUS et al., 1903-04;
ZBYSZEWSKI, 1967), Architectonica grateloupi, Capulus
hungaricus, Xenophora cf. crispa, Ocenebra excoelata var.
merignacensis, Clavatula semimarginata (ZBYSZEWSKI, 1967);
Ostracoda: Cytherella (C.) aff. beckmanni, Eucythere (E.) declivis,
Neocytherideis sp. 1, Cytheretta (C.) ramalhi, Loxoconcha (L.)
parallela, Paracytheridea (P.) biensani, ? Bythocythere spp. 1 e 2
(NASCIMENTO, 1988); Echinoidea: Clypeaster latirostris (LORIOL,
1896; FERREIRA, 1961c), Spatangus ocellatus (KOTCHETOFF et al.,
1975).
Foraminifera (SEN et al., 1992), Cephalopoda
(DOLLFUS et al., 1903-04; ZBYSZEWSKI, 1957), Bivalvia
e Gastropoda (ZBYSZEWSKI; 1967), Ostracoda
(NASCIMENTO, 1988; ANTUNES et al., 1998),
Malacostracea (FERREIRA, 1954, 1964-65),
Echinoidea (LORIOL, 1896; FERREIRA, 1961c;
KOTCHETOFF et al., 1975), Selachii (ZBYSZEWSKI &
ALMEIDA, 1950; SERRALHEIRO, 1954; ZBYSZEWSKI,
1967), Batoidea (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950),
Teleostei (ZBYSZEWSKI & ALMEIDA, 1950;
SERRALHEIRO, 1954), Sirenia (ZBYSZEWSKI, 1967; PAIS
et al., 1998; ESTEVENS, 1998), Icnofósseis (SILVA et
al., 1999).
Quadro III Critérios científicos para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector a Sul da Lagoa de Albufeira no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
5
Critérios pedagógicos
Critérios culturais
Jazidas
i) Potencial
pedagógico
ii) Potencial didático
iii) Potencial turístico
i) Valor ambiental
natural
ii) Situação socio-
geográfica
iii) Valor histórico
Cristo-Rei
(Forno do Tijolo)
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro I),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde decorrem
frequentemente reuniões
científicas de temática
geológica (nomeadamente
em Lisboa).
Portinho da Costa e Trafaria,
em particular, foram
anteriormente objecto de
visitas de campo integradas
em congresso científico
internacional (ANTUNES et al.,
1992).
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro I),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde existem
numerosas instituições de
ensino, quer universitário,
quer básico e secundário.
Como tal, estas jazidas são
frequentemente utilizadas
como local de visita e
trabalho de campo,
nomeadamente em aulas da
Licenciatura em Engenharia
Geológica da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da
Universidade Nova de Lisboa
e da Licenciatura em
Geologia da Faculdade de
Ciências da Universidade de
Lisboa.
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro I), e
particularmente devido ao
variado e conspícuo contéudo
fossilífero em macrofauna,
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
susceptíveis de fornecerem
público interessado em
turismo científico-cultural
(área metropolitana de
Lisboa).
Jazida integrada em área
urbana (cidade de Almada),
ameaçada de destruição
pelas recentes obras do eixo
ferroviário Norte-Sul.
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de Forno
do Tijolo (COTTER, 1879;
RIBEIRO, 1880; LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Corresponde à localidade tipo
onde foi definida a unidade
litostratigráfica IVa “Argilas
azuis do Forno do Tijolo”
(DOLLFUS et al., 1903-04).
Palença de Baixo
Proximidade de área urbana
com potencial crescimento
urbanístico a curto prazo
(área metropolitana de
Almada), susceptível de
colocar em perigo as jazidas
em causa.
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste (LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Porto Brandão
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste (COTTER, 1879;
RIBEIRO, 1880; LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Portinho da Costa
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste (LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Trafaria
(Picagalo)
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de
Picagalo (COTTER, 1879;
LORIOL, 1896; DOLLFUS et al.,
1903-04).
Quadro IV Critérios pedagógicos e culturais para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector Cacilhas-Trafaria no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
6
Critérios pedagógicos
Critérios culturais
Jazidas
i) Potencial
pedagógico
ii) Potencial didático
iii) Potencial turístico
i) Valor ambiental
natural
ii) Situação socio-
geográfica
iii) Valor histórico
Costa da Caparica
(Fonte da Pipa)
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro II),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde decorrem
frequentemente reuniões
científicas de temática
geológica (nomeadamente
em Lisboa).
Costa da Caparica e Foz do
Rego, em particular, foram
anteriormente objecto de
visitas de campo integradas
em congresso científico
internacional (ANTUNES et al.,
1992).
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro II),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde existem
numerosas instituições de
ensino, quer universitário,
quer básico e secundário.
Como tal, estas jazidas são
frequentemente utilizadas
como local de visita e
trabalho de campo,
nomeadamente em aulas da
Licenciatura em Engenharia
Geológica da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da
Universidade Nova de Lisboa
e da Licenciatura em
Geologia da Faculdade de
Ciências da Universidade de
Lisboa.
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro II), e
particularmente devido ao
variado e conspícuo contéudo
fossilífero em macrofauna,
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
susceptíveis de fornecerem
público interessado em
turismo científico-cultural
(área metropolitana de
Lisboa), bem como
conveniente localização numa
tradicional zona de veraneio
(Costa da Caparica).
Jazidas inseridas na Área de
Paisagem Protegida da Arriba
Fóssil da Costa da Caparica.
Proximidade de área urbana
de reconhecido valor turístico
e potencial crescimento
urbanístico a curto prazo
(Costa da Caparica),
susceptível de colocar em
perigo as jazidas em causa.
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de Fonte
da Pipa (COTTER, 1879;
LORIOL, 1896; DOLLFUS et al.,
1903-04).
Capuchos
Foz do Rego
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de Rego
(COTTER, 1879; RIBEIRO,
1880; LORIOL, 1896; DOLLFUS
et al., 1903-04).
Fonte da Telha
Semelhante aos anteriores
mas com menor facilidade de
acesso.
Semelhante aos anteriores
mas com menor facilidade de
acesso.
Semelhante aos anteriores
mas com menor facilidade de
acesso.
Adiça
(Mina de Ouro)
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste (VANDELLI, 1831;
COTTER, 1879; RIBEIRO, 1880;
LORIOL, 1896; DOLLFUS et al.,
1903-04; KELLOGG, 1938-40).
Produziu os primeiros fósseis
de vertebrados descritos para
Portugal (VANDELLI, 1831).
Quadro V Critérios pedagógicos e culturais para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector Trafaria-Lagoa de Albufeira no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
7
Critérios pedagógicos
Critérios culturais
Jazidas
i) Potencial
pedagógico
ii) Potencial didático
iii) Potencial turístico
i) Valor ambiental
natural
ii) Situação socio-
geográfica
iii) Valor histórico
Ribeira da Lage
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro III),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde decorrem
frequentemente reuniões
científicas de temática
geológica (nomeadamente
em Lisboa).
Toas estas jazidas foram
anteriormente objecto de
visitas de campo integradas
em congressos científicos
internacionais (ANTUNES et
al., 1992; PAIS et al., 1998).
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro III),
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
(área metropolitana de
Lisboa), onde existem
numerosas instituições de
ensino, quer universitário,
quer básico e secundário.
Como tal, estas jazidas são
frequentemente utilizadas
como local de visita e
trabalho de campo,
nomeadamente em aulas da
Licenciatura em Engenharia
Geológica da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da
Universidade Nova de Lisboa.
Elevado, pelo valor científico
intrínseco anteriormente
demonstrado (Quadro III), e
particularmente devido ao
variado e conspícuo contéudo
fossilífero em macrofauna,
associado a facilidade de
acesso e proximidade de
áreas urbanas populosas
susceptíveis de fornecerem
público interessado em
turismo científico-cultural
(área metropolitana de
Lisboa), bem como
conveniente localização numa
tradicional zona de veraneio
(Praias do Meco).
Jazidas inseridas numa área
de grande beleza
paisagística, merecedora de
classificação como área
protegida.
Penedo Norte
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de
Penedo (LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Penedo Sul
(Bicas)
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste, sob a
designação clássica de Bicas
ou Fonte da Pipa (LORIOL,
1896; DOLLFUS et al., 1903-
04).
Foz da Fonte
Jazida referida
frequentemente na
bibliografia paleontológica
nacional do século passado e
ínicio deste (COTTER, 1879;
RIBEIRO, 1880; LORIOL, 1896;
DOLLFUS et al., 1903-04).
Quadro VI Critérios pedagógicos e culturais para inclusão das jazidas do Miocénico da Península de Setúbal do sector a Sul da Lagoa de Albufeira no Património Paleontológico Português
(sensu CACHÃO et al., 1998).
8
Nos Quadros I a VI enumeram-se as razões que justificam a inclusão de cada uma destas jazidas no P.P.P., de
acordo com os critérios científicos, pedagógicos e culturais propostos por ALCALÁ & MORALES (1994) e CACHÃO et al.
(1998).
CONCLUSÕES
Da análise dos quadros conclui-se que as jazidas consideradas reunem vários critérios de selecção, pelo que, tal
como salientam CACHÃO et al. (1998), se revestem de maior importância e assumem maior premência face à integração
no P.P.P. Da mesma forma, e de acordo com os mesmos autores, todos os fósseis referidos sob o critério taxonómico,
depositados em diversas instituições paleontológicas nacionais, deverão ser considerados recursos paleontológicos
(sensu SILVA et al., 1998), e como tal igualmente integrados no P.P.P.
À semelhança do que foi referido para o Património Geológico (ESTEVENS et al., neste seminário), também no que
respeita ao Património Paleontológico se considera justificada a classificação da totalidade das arribas miocénicas da
Península de Setúbal, e não apenas das jazidas enumeradas. Estas apenas representam locais de maior interesse e
melhor conhecimento integrados num conjunto contínuo, cuja conservação só faz sentido no seu todo. Na verdade,
muitos outros pontos das arribas miocénicas da Península de Setúbal foram tradicionalmente referidos na bibliografia
como locais de frequentes colheitas de fósseis, ilustrando a grande riqueza fossilífera destes depósitos: Cacilhas, Ginjal,
Fonte da Pipa (Almada), Olho de Boi, Boca do Vento, Praia do Covalinho, Pragal, Arialva, Arrábida, Alfanzina,
Banática, Torre Velha (Lazareto), Porto dos Buxos, Alpena, Três Covas, Seixalinho, etc.
O presente trabalho pretende constituir uma primeira inventariação do Património Paleontológico do Miocénico da
Península de Setúbal, com vista à sua integração no P.P.P. Embora se tenha tentado ser tão exaustivo quanto possível,
não se tem a pretensão de ter esgotado o assunto. Eventuais contribuições futuras permitirão melhorar esta
inventariação, nomeadamente no que respeita à nomenclatura e sistemática de vários dos grupos mencionados, as quais
carecem de revisão e actualização.
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Conference Paper
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The Setúbal Peninsula cliffs may be understood as a Natural Monument. A short description of the most interesting Miocene outcrops of these cliffs (concerning their scientific, pedagogic and cultural value) is presented, in order to give a contribution to the inventory of the Portuguese Geological Heritage.
Article
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The main goal of this excursion is to show the Miocene series of the Lower Tagus basin in Lisbon region. It comprises a very complete sucession of mostly marine and some continental beds since lowermost Miocene (Aquitanian) to Upper Miocene (Tortonian), corresponding to seven cycles characterized by a marine transgression and the next regression. Most of these beds are rich in fossils. Hence it was possible to obtain a fairly accurate local time-scale based on both marine and continental fossils, K-Ar glauconite ages and paleomagnetism. Conditions are particularly suited for marine-continental correlation. As many of the classical sections are now under buildings in Lisbon, the best exposures are those at Setúbal Peninsula, just South of Lisbon. Except for Aquitanian, all later levels are well exposed here.
Article
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Key words: Lower Miocene; Lower Tagus basin; Cristo Rei: datation; plant fossils; vertebrates; ecology and environments. The section at Cristo Rei shows sandy beds with intercalated clayey lenses (IVb division from the Lisbon Miocene series) that correspond to a major regression event dated from between ca. 17.6 and 17 Ma. They also correspond to a distal position (relatively to the typical fluviatile facies in Lisbon), nearer the basin's axis. Geologic data and paleontological analysis (plant fossils, fishes, crocodilians, land mammals) allow the reconstruction of environments that were represented in the concerned area: estuary with channels and ox-bows; upstream, areas occupied by brackish waters where Gryphaea griphoides banks developped; still farther upstream, freshwaters sided by humid forests and low mountain subtropical forests under warm temperate and rainy conditions, as well as not far away, seasonally dry environments (low density tree or shrub cover, or steppe).
Article
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Key-words: Lower Miocene - Magnetostratigraphy-Foraminifera - Lisboa - Tagus Basin - Portugal. The magnetostratigraphy of two sections in early Miocene marine deposits of the Tagus Basin is studied. Thermal demagnetization was used to isolate the primary component of magnetization for 45 samples from the Foz da Fonte section, and for 74 others from Trafaria section. The succession of the polarity zones found in these sections is tentatively correlated with the geomagnetic polarity time scale (GPTS) on the basis of the biostratigraphic data yielded by planktic Foraminifera. The planktic zones and magnetic polarities recognized in these sections can be adequately correlated with the part of the GPTS [table calibrated by BERG!JREN et al. (1985)] corresponding to the Anomalies 6 and 5E (Foz da Fonte) and 5D (Trafaria). This correlations suggests ages between 19,35 and 18,14 Ma for Foz da Fonte section, and 17,90 to 16,98 Ma for Trafaria.
Article
Occurrences of Neogene rocky shores in Portugal have been identified by help of bioerosion trace fossils. Ichnogenera Gastrochaenolites, Entobia, Caulostrepsis, Maeandropolydora and Trypanites are generally present. The importance of bioeroded surfaces for field recognition of wave-cut platforms, hard substrate marine-flooding surfaces (transgressive surfaces), and of major interruptions (hiatuses) in the stratigraphic record is stressed.
Towards a definition of the Spanish palaeontological heritage
  • L Morales
ALCALÁ, L. & MORALES, J. (1994)-Towards a definition of the Spanish palaeontological heritage. In O'HALLORAN, D.; GREEN, C.; HARLEY, M.;
Notes sur la Géologie et la Paléontologie du Miocène de Lisbonne. VII -Observations complémentaires sur les madréporaires et les faciès récifaux
  • M T Antunes
  • J P Chevalier
ANTUNES, M. T. & CHEVALIER, J. P. (1971) -Notes sur la Géologie et la Paléontologie du Miocène de Lisbonne. VII -Observations complémentaires sur les madréporaires et les faciès récifaux. Rev. Fac. Ciênc., 2ª sér., C, 16 (2), pp. 291-306.