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Estudo dos Conceitos presentes em um Resumo de Alta Hospitalar para a Representação das Informações por meio de Arquétipos Openehr

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O crescimento acelerado de informação, estimulado pelo aumento da disponibilidade de tecnologias, gera dificuldades para a integração das fontes de dados. As tarefas relacionadas à busca, acesso e armazenamento se tornam cada vez mais complexas e a falta de padronização, embora não seja o único problema, é um fator importante que impede a interoperabilidade entre sistemas de informação em saúde. O conceito de interoperabilidade diz respeito à troca de dados entre sistemas de informação de maneira transparente, na qual os dados possuem semântica para todos os pontos em que a informação é compartilhada. Um dos métodos utilizados para se alcançar a interoperabilidade entre sistemas é o uso e compartilhamento de arquétipo, principalmente os da fundação openEHR. Objetivo: Neste trabalho pretendemos realizar um estudo dos conceitos presentes em um documento de resumo de internação hospitalar, para que este documento possa ser modelado e seus conceitos representados por meio de arquétipos. Métodos: Estudo da Folha de Alta Hospitalar (documento de resumo da internação hospitalar) destacando seus conceitos divididos em demográficos e clínicos, para posterior busca em um repositório de arquétipos, pelo melhores arquétipos na língua portuguesa que representem estes conceitos de maneira coerente. Resultados: Foram encontrados alguns arquétipos, capazes de representar toda a informação presente na Folha de Alta Hospitalar, já na língua portuguesa e um dos arquétipos necessários precisou ser traduzido para o português. Discussão e Conclusão: Este foi um estudo preliminar, capaz de apontar os primeiros desafios para a construção de um sistema de informação baseado em arquétipos. Podemos observar que muitos dos conceitos comumente presentes em sistemas de informação já estão disponíveis nos repositórios de arquétipos, facilitando sobremaneira a representação destas informações Palavras-chave: Arquétipos openEHR. Sistemas de Informação em Saúde. Resumo de Alta Hospitalar. _____________________________________________________________________ INTRODUÇÃO O A grande heterogeneidade dos dados na atenção à saúde no Brasil desafia a cooperação e a sistematização de processos que promoveriam uma melhor qualidade na atenção. O crescimento acelerado de informação, estimulado pelo aumento da disponibilidade de tecnologias, gera dificuldades para a integração das fontes de dados. As tarefas relacionadas à busca, acesso e armazenamento se tornam cada vez mais complexas e a falta de padronização, embora não seja o único problema, é um fator importante que impede a interoperabilidade entre sistemas de informação em saúde (SISs). A integração entre SISs é essencial para que seja possível realizar o cuidado compartilhado de pacientes, prover atenção adequada a indivíduos que estão constantemente se locomovendo e fazer com que os sistemas de saúde sejam mais eficientes (1). Ademais, a interoperabilidade entre sistemas garante a troca de informações entre Registros Eletrônicos de Saúde (RES), permitindo um acompanhamento longitudinal do paciente (2). Em um mundo interoperável, é possível que os serviços de saúde, em suas diversas especialidades, compartilhem informações sobre o mesmo paciente, possibilitando uma melhoria no cuidado, redução nos erros e na duplicidade de informações, além da diminuição do gasto com investigações diagnósticas desnecessárias. Para tanto, existe uma necessidade de padrões de interoperabilidade que permitam que os sistemas clínicos computadorizados, além de compartilharem dados de saúde, preservem fielmente os sentidos clínicos a eles atribuídos (3). Dessa forma, o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) define interoperabilidade como a capacidade de dois ou mais sistemas, ou componentes, trocarem entre si informações e conseguirem fazer uso das mesmas (4). Para o IEEE a interoperabilidade é possível apenas a partir da aplicação de normas e do uso de padrões. Assim, a interoperabilidade está atrelada à cooperação, normalizada por especificações, políticas e standards que viabilizem o intercâmbio de informações. Além disso, segundo a ISO (International Organization for Standardization), pode-se considerar a interoperabilidade como (5): • Interoperabilidade funcional: capacidade dos sistemas de compartilharem informações; • Interoperabilidade semântica: capacidade das informações que são compartilhadas entre os sistemas serem entendidas em nível de definição formal dos conceitos. Medicina (Ribeirão Preto) abril/2014; 47 (Supl. 1): 74-77 HTTP://revista.fmrp.usp.br
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ESTUDO DOS CONCEITOS PRESENTES EM UM RESUMO DE ALTA HOSPITALAR PARA A
REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES POR MEIO DE ARQUÉTIPOS OPENEHR
Thiago Fernandes de Freitas Dias1; Ariane Morassi Sasso1; Carlos Humberto Porto Filho2,3; Domingos Alves3
1 Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia EESC/FMRP/IQSC USP
2 Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto USP
3 Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP
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RESUMO
Introdução: O crescimento acelerado de informação, estimulado pelo aumento da disponibilidade de
tecnologias, gera dificuldades para a integração das fontes de dados. As tarefas relacionadas à busca,
acesso e armazenamento se tornam cada vez mais complexas e a falta de padronização, embora não seja
o único problema, é um fator importante que impede a interoperabilidade entre sistemas de informação em
saúde. O conceito de interoperabilidade diz respeito à troca de dados entre sistemas de informação de
maneira transparente, na qual os dados possuem semântica para todos os pontos em que a informação é
compartilhada. Um dos métodos utilizados para se alcançar a interoperabilidade entre sistemas é o uso e
compartilhamento de arquétipo, principalmente os da fundação openEHR. Objetivo: Neste trabalho
pretendemos realizar um estudo dos conceitos presentes em um documento de resumo de internação
hospitalar, para que este documento possa ser modelado e seus conceitos representados por meio de
arquétipos. Métodos: Estudo da Folha de Alta Hospitalar (documento de resumo da internação hospitalar)
destacando seus conceitos divididos em demográficos e clínicos, para posterior busca em um repositório
de arquétipos, pelo melhores arquétipos na língua portuguesa que representem estes conceitos de
maneira coerente. Resultados: Foram encontrados alguns arquétipos, capazes de representar toda a
informação presente na Folha de Alta Hospitalar, já na língua portuguesa e um dos arquétipos necessários
precisou ser traduzido para o português. Discussão e Conclusão: Este foi um estudo preliminar, capaz
de apontar os primeiros desafios para a construção de um sistema de informação baseado em arquétipos.
Podemos observar que muitos dos conceitos comumente presentes em sistemas de informação já estão
disponíveis nos repositórios de arquétipos, facilitando sobremaneira a representação destas informações
Palavras-chave: Arquétipos openEHR. Sistemas de Informação em Saúde. Resumo de Alta Hospitalar.
_____________________________________________________________________
INTRODUÇÃO
O A grande heterogeneidade dos dados na atenção à saúde no Brasil desafia a cooperação e a
sistematização de processos que promoveriam uma melhor qualidade na atenção. O crescimento acelerado de
informação, estimulado pelo aumento da disponibilidade de tecnologias, gera dificuldades para a integração das
fontes de dados. As tarefas relacionadas à busca, acesso e armazenamento se tornam cada vez mais complexas e a
falta de padronização, embora não seja o único problema, é um fator importante que impede a interoperabilidade
entre sistemas de informação em saúde (SISs).
A integração entre SISs é essencial para que seja possível realizar o cuidado compartilhado de pacientes,
prover atenção adequada a indivíduos que estão constantemente se locomovendo e fazer com que os sistemas de
saúde sejam mais eficientes (1). Ademais, a interoperabilidade entre sistemas garante a troca de informações entre
Registros Eletrônicos de Saúde (RES), permitindo um acompanhamento longitudinal do paciente (2). Em um mundo
interoperável, é possível que os serviços de saúde, em suas diversas especialidades, compartilhem informações
sobre o mesmo paciente, possibilitando uma melhoria no cuidado, redução nos erros e na duplicidade de
informações, além da diminuição do gasto com investigações diagnósticas desnecessárias.
Para tanto, existe uma necessidade de padrões de interoperabilidade que permitam que os sistemas clínicos
computadorizados, além de compartilharem dados de saúde, preservem fielmente os sentidos clínicos a eles
atribuídos (3). Dessa forma, o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) define interoperabilidade como
a capacidade de dois ou mais sistemas, ou componentes, trocarem entre si informações e conseguirem fazer uso
das mesmas (4). Para o IEEE a interoperabilidade é possível apenas a partir da aplicação de normas e do uso de
padrões. Assim, a interoperabilidade está atrelada à cooperação, normalizada por especificações, políticas e
standards que viabilizem o intercâmbio de informações. Além disso, segundo a ISO (International Organization for
Standardization), pode-se considerar a interoperabilidade como (5):
Interoperabilidade funcional: capacidade dos sistemas de compartilharem informações;
Interoperabilidade semântica: capacidade das informações que são compartilhadas entre os sistemas
serem entendidas em nível de definição formal dos conceitos.
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Para garantir a interoperabilidade funcional entre os sistemas é necessário que a troca de informações entre
tais seja feita seguindo um mesmo padrão de comunicação. Tipicamente na área da saúde, esta comunicação é
realizada por meio da troca de mensagens HL7 (Health Level Seven), ou por meio de Web Services, Esquemas
XML, entre outros (6).
Os pré-requisitos para interoperabilidade semântica entre sistemas incluem principalmente a conformidade
com standards, especificação dos modelos de referência e domínio e o uso de terminologias e ontologias próprias
(7). Esse patamar é atingido quando as informações trocadas entre dois sistemas tem o mesmo significado para
ambos, para isso o uso de padrões de informação e conteúdo, como os definidos pela Fundação openEHR é
recomendado. Este tipo de interoperabilidade não é um conceito tudo ou nada”, ou seja, os sistemas podem
alcançar vários níveis dependendo do comprometimento com os requisitos supracitados.
OpenEHR é um padrão aberto e de livre acesso, que almeja criar uma plataforma informática para registro
eletrônico clínico, global, normalizada, longitudinal a vida do paciente, transversal a todos os atores do sistema de
saúde, acessível e única para cada paciente (8).
Este padrão é coordenado pela Fundação openEHR, uma fundação internacional constituída por uma
comunidade on-line, a qual tem por objetivo promover e facilitar o progresso dos registros eletrônicos de saúde de
alta qualidade e suportar as necessidades de pacientes e clínicos em todos os lugares. Ela publica os fundamentos
teóricos e a avaliação de seus trabalhos no domínio público e tem criado coleções de especificações que, definem
um modelo de referência para informação em saúde e uma linguagem para construção de modelos clínicos.
Sua arquitetura foi desenhada para fazer uso de terminologias externas tais como SNOMED e LOINC.
Componentes e sistemas em conformidade com o openEHR são abertos em termos de dados (seguem um modelo
de esquemas XML) e modelos (são orientados a arquétipos), que são escritos segundo um formalismo chamado
Archetype Definition Language (ADL) e APIs. Eles compartilham a inovação chave do openEHR que é a
adaptabilidade, pois devido aos arquétipos serem externos ao software, parte significante da aplicação pode ser
gerada automaticamente à partir dos mesmos.
A abordagem técnica do openEHR é uma modelagem multi-nível com uma arquitetura orientada a serviços,
na qual modelos (arquétipos) construídos por especialistas dos domínios ficam em sua própria camada. Isso permite
que sejam utilizadas terminologias de saúde específicas e que os especialistas (como, por exemplo, clínicos) sejam
diretamente envolvidos na definição da semântica do sistema de informação em desenvolvimento.
Atualmente, existem repositórios que são utilizados para o compartilhamento de arquétipos, como por
exemplo o Clinical Knowledge Manager (CKM) internacional pertencente à openEHR Foundation e o CKM
pertencente ao National E-Health Transition Authority (NEHTA) da Austrália.
OBJETIVO
O principal objetivo deste trabalho é realizar um estudo da Folha de Alta Hospitalar, destacando os principais
conceitos presentes, dividindo-os em conceitos demográficos e clínicos, na tentativa de encontrar os arquétipos
necessários (na língua portuguesa) para modelar tais informações, ou seja, deseja-se modelar as informações da
Folha de Alta Hospitalar seguindo o padrão openEHR.
A Folha de Alta Hospitalar é um instrumento de coleta de dados que representa um resumo sobre a
internação hospitalar dos hospitais da região de Ribeirão Preto. Este instrumento foi desenvolvido pelo Centro de
Processamento de Dados Hospitalares (CPDH) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP, com o intuito de
coletar os dados das internações para estudos epidemiológicos e para gestão da saúde dessa região.
MÉTODOS
A Folha de Alta Hospitalar representa o resumo da internação de um paciente, na qual constam informações
relevantes a internação registradas em 33 campos, tais como, dados de identificação do paciente e da instituição em
que o atendimento foi realizado, categoria da internação (pública ou privada), afecção principal e comorbidades,
procedimentos cirúrgicos realizados, algumas informações de identificação do médico que efetuou a alta do paciente,
e a condição de saída deste paciente.
Com base no Modelo de Arquétipos e no Modelo de Referência e ainda, nos conceitos presentes na Folha de
Alta, foi possível analisar este documento, destacar seus principais conceitos e dividi-los em duas classes: conceitos
demográficos e conceitos clínicos. Após essa identificação foi possível realizar a busca pelos arquétipos que melhor
representassem os conceitos encontrados.
Esta busca foi realizada no CKM internacional de arquétipos da fundação openEHR e como inicialmente um
dos arquétipos necessários para representação de um dos conceitos não estava disponível em português do Brasil,
foi necessário realizar a sua tradução, que será abordada na sequência.
RESULTADOS
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Conceitos demográficos
Os conceitos demográficos representam as informações demográficas do paciente, do médico responsável
pelo atendimento e da instituição na qual ocorreu a internação.
O primeiro conceito que pode-se destacar na folha de alta, representa as informações básicas do paciente,
tais como: nome, sexo, idade, registro do paciente, ocupação e origem. Estas informações podem ser modeladas
utilizando-se o arquétipo denominado openEHR-DEMOGRAPHIC-PERSON.person_patient.v1, encontrado no CKM
e com tradução para o português.
O próximo conceito extraído da Folha de Alta diz respeito às informações sobre a organização de saúde que
prestou o atendimento (internação), contendo informações como nome da organização, categoria de internação,
enfermaria e especialidade. Tais informações podem ser registradas com o arquétipo openEHR-DEMOGRAPHIC-
ROLE.healthcare_provider_organization.v1, também já traduzido para o português.
O último conceito demográfico que pode ser extraído é o médico responsável pelo atendimento, com
informações de nome do médico e CRM, podendo ser representadas pelos arquétipos demográficos openEHR-
DEMOGRAPHIC-PERSON.person.v1 e openEHR-DEMOGRAPHIC-CAPABILITY.individual_credentials.v1. Estes
arquétipos também encontram-se disponíveis no CKM com tradução para português.
Além do que foi citado, recentemente existe outro arquétipo que poderia substituir o registro de dados do
serviço de saúde e do profissional responsável pelo atendimento. Sendo esse conhecido como openEHR-EHR-
ADMIN_ENTRY.admission.v1, capaz de unificar as informações desejadas e ainda incluir a data de admissão do
paciente e outros campos de futuro interesse. No entanto, ainda não se encontra traduzido para o Português, o que o
torna um possível trabalho futuro.
Conceitos clínicos
Encontramos apenas dois conceitos clínicos presentes na Folha de Alta Hospitalar, que representam os
diagnósticos atribuídos na internação e os procedimentos cirúrgicos realizados durante a mesma.
As informações sobre os diagnósticos, no caso, o principal e mais quatro possíveis secundários, consistem do
nome do diagnóstico e do código CID-10 relacionado. Para registrar estas informações pode-se utilizar o arquétipo
openEHR-EHR-EVALUATION.problem_diagnosis.v1, que pode ser encontrado no CKM na língua portuguesa.
O conceito de procedimento cirúrgico possui informações como o nome do procedimento e respectivo código
(ICD-9-CM) e também a data na qual foi realizado. Estas podem ser registradas por meio do arquétipo openEHR-
EHR-ACTION.procedure.v1, que está disponível no CKM, porém por não possuir tradução para o português, fez com
que fosse necessário traduzi-lo.
Para a informação presente na Folha de Alta referente à data de saída (alta) do paciente não foi encontrado
um arquétipo ideal, portanto é necessário um estudo que aponte se esta informação pode ser incluída em um
arquétipo já existente ou se um novo arquétipo poderia ser criado contendo essa e outras informações relativas a alta
de um paciente.
Tanto os arquétipos demográficos quanto clínicos são capazes de registrar mais informação do que se
necessita nesta aplicação, no entanto a ideia de abranger o máximo de informação sobre um conceito é a base para
a construção de arquétipos. A própria arquitetura do openEHR prevê a possibilidade de se usar apenas os campos
necessários para o propósito desejado.
Processo de tradução de arquétipos
O processo de tradução do arquétipo para procedimento cirúrgico foi realizado pela própria ferramenta para
tradução disponível no CKM, necessitando apenas de um registro prévio no sistema.
A ferramenta de tradução do CKM é muito simples de ser utilizada, incialmente permitindo a seleção do
arquétipo que se deseja traduzir e, em seguida, exibindo os campos com as informações do arquétipo na língua
original. Existe uma caixa de texto para cada um dos campos e assim o usuário pode traduzi-los fazendo o
preenchimento dessas caixas com o conceito na língua desejada.
Devido à grande extensão de alguns arquétipos é possível traduzi-los por partes, salvando o progresso
realizado. Enquanto é feita a tradução, um novo ramo daquele arquétipo é criado no repositório, para que suas
modificações não interfiram no projeto principal. Assim que a tradução é finalizada, deve-se submetê-la para análise
pelos autores originais, que têm a possibilidade de aceita-la ou não. Uma vez que a tradução é aceita pelos autores
ela fica disponível para o resto da comunidade.
CONCLUSÃO E DISCUSSÃO
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Todo o processo de estudo dos conceitos relativos à Folha de Alta produziu conhecimento sobre alguns dos
arquétipos que poderiam ser utilizados para tratar dos problemas de interoperabilidade, principalmente no que diz
respeito aos diferentes padrões de codificação utilizados pelos diversos hospitais da região de Ribeirão Preto.
Com a abordagem da fundação openEHR poderíamos desenvolver um sistema capaz de coletar as
informações advindas dos diversos hospitais parceiros por meio da Folha de Alta de maneira padronizada e
consistente, facilitando, entre outras coisas, uma gama grande de estudos epidemiológicos e de gestão na região de
Ribeirão Preto.
Pode-se dizer que este foi um estudo primordial para o avanço no desenvolvimento de sistemas
interoperáveis entre o CPDH e os demais hospitais e apesar de simples, é fundamental para os próximos passos em
direção ao desenvolvimento de tais sistemas, possibilitando que a informação esteja disponível ao usuário tão logo
ela seja gerada, reduzindo sobremaneira o gap existente entre a geração da informação e sua disponibilização no
portal do observatório regional de atenção hospitalar (ORAH)1.
REFERÊNCIAS
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3. Lenz, R., & Kuhn, K. A. (2002). Integration of heterogeneous and autonomous systems in hospitals. Business Briefing: Data
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4. IEEE Standard Computer Dictionary: A Compilation of IEEE Standard Computer Glossaries, IEEE, 1990
5. ISO IO for S. ISO/TC 215 Technical Report: Electronic Health Record Definition, Scope, and Context [Internet]. 2003. [citado
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Disponível em: http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.jsp?arnumber=1403874
7. Lopez DM, Blobel BGME. A development framework for semantically interoperable health information systems. Int. J. Med.
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8. openEHR Foundation. What is openEHR? [Internet]. [citado em 27 Jan 2014]. Disponível em:
http://www.openehr.org/what_is_openehr.
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  • R Lenz
  • K A Kuhn
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openEHR Foundation. What is openEHR? [Internet]. [citado em 27 Jan 2014]. Disponível em: http://www.openehr.org/what_is_openehr.