Working PaperPDF Available

TERRA, G. T. C. ; Oliveira, J. X. ; DOMINGOS, V. B. T. C. ; ROSSI JUNIOR, R. . Tomografia Computadorizada Cone Beam: Avaliando sua precisão em medidas lineares. Journal of Biodentistry and Biomaterials, v. 2, p. 10-16, 2011.

Authors:

Figures

Content may be subject to copyright.
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CONE BEAM:
AVALIANDO SUA PRECISÃO EM MEDIDAS LINEARES
Guilherme Teixeira Coelho Terra
Professor e Assessor da Coordenação do Curso de Odontologia da Universidade Ibirapuera, Mestre em
Odontologia – Universidade Ibirapuera, Especialista em Implantodontia – SOESP, Especialista em
Dentística – Unicsul.
Jefferson Xavier de Oliveira
Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Odontologia – Diagnóstico Bucal – Faculdade de
Odontologia da Universidade de São Paulo, Mestre, Doutor e Livre Docente em Odontologia – Diagnóstico
Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
Vanda Beatriz Teixeira Coelho Domingos
Coordenadora do Curso de Especialização em Ortodontia da SPO e SLMandic, Mestre e Doutora em
Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da USP, Especialista em Ortodontia – SOESP.
Renato Rossi Junior
Coordenador dos Cursos de Especialização em Implantodontia do SOESP e SBOOM, Especialista em
CTBMF – USP, Especialista em Implantodontia – CFO, Mestre e Doutor em Odontologia – FOUSP,
Pós-Doutor em Odontologia – Hospital Hermanos Amejeiras.
Resumo
Desde o advento da tomograa computadorizada por Ambrose e Hounseld em 1972, o planejamento dos tratamentos
com implantes ganhou um grande aliado, sendo nos dias de hoje indispensável. As tomograas computadorizadas são
técnicas Imaginológicas onde se obtém imagens em diversos planos com uma delidade das mensurações muito próxi-
mas à realidade. Este trabalho procurou avaliar a precisão da Tomograa computadorizada Cone Beam em relação às
medidas reais, utilizando uma guia radiográca em uma mandíbula suína e dela sendo realizada uma tomograa compu-
tadorizada Cone Beam. Ao avaliar a revisão da literatura e os resultados deste trabalho, concluímos que esse exame é
válido como ferramenta auxiliar no planejamento de tratamentos com implantes osseointegrados, sendo que a TC Cone
Beam, comparada à TC Helicoidal ainda têm a vantagem de propiciar uma menor dose de radiação ao paciente, produzir
menos artefatos radiológicos, possuir uma melhor qualidade da imagem dos tecidos duros, ser mais barata, mais rápida
de ser realizada e pode ser realizada em diversos Centros Radiológicos Odontológicos.
Descritores: Tomograa Computadorizada Espiral, Tomograa Computadorizada de Feixe Cônico, Implantes Dentários.
Abstract
Since the advent of computed tomography Hounseld and Ambrose in 1972, the treatment planning with implants won a
major ally and is nowadays indispensable. CT scans are imaging procedures which takes images in different planes with
a delity of the measurements are very close to reality. This study sought to evaluate the accuracy of Cone Beam Com-
puted Tomography for actual measurements, using a radiographic guide a fever and her jaw had undergone a cone beam
computerized tomography. In assessing the literature review and the results of this study, we conclude that this test is valid
as a tool to assist in treatment planning with dental implants, and Cone Beam CT, compared with helical CT also have the
advantage of providing a lower dose of radiation to patients, produce less artifacts radiological, have a better quality image
of the hard tissues, is cheaper, faster to perform and can be accomplished in several Centers Dental Radiology.
Keywords: Spiral Computed Tomography, Cone Beam Computed Tomography, Dental Implants.
Journal of Biodentistry and Biomaterials - Universidade Ibirapuera
São Paulo, n. 2, p. 10-16, set./fev. 2011
12
1. Introdução
Quando entramos no assunto tomograa com-
putadorizada não podemos nos esquecer de Wilhelm
Conrad Röntgen, que no dia 28 de Dezembro de 1985
anunciou a descoberta dos raios-x1. Após essa desco-
berta e com o passar dos anos, o diagnóstico por ima-
gem passou por signicativos avanços, resultando em
exames de extrema qualidade, como os que temos nos
dias de hoje. Um dos momentos mais importantes dessa
evolução foi em 1972 quando, Ambrose e Hounseld
apresentaram um novo método de utilização da radia-
ção, onde os coecientes de absorção dos raios-x pelos
diversos tecidos do corpo Humano seriam enviados a
um computador onde seria calculados e apresentados
em uma tela como pontos luminosos, variando do bran-
co ao preto, com tonalidades de cinza intermediárias.
Inicia-se, então, a era das tomograas computadoriza-
das ² ³.
Tomograa Computadorizada é um termo gené-
rico dado a uma gama de tecnologias de diagnóstico por
imagem que é capaz de reconstruir os dados coletados
pelo equipamento e reconstruir volumetricamente, sen-
do possível a análise de cortes em diversos planos do
corpo Humano 4 5 .
Basicamente, as tomograas computadorizadas
podem ser divididas em duas principais categorias, ba-
seando-se na geometria do feixe emitido pelo aparelho:
tomograa computadorizada Helicoidal (onde o feixe
emitido é em forma de leque) e a tomograa computado-
rizada de feixe cônico (onde o feixe emitido é em forma
de cone).
A tecnologia das tomograas computadorizadas
permite a reconstrução volumétrica e manipulação das
imagens por meio de softwares de computador, com ex-
trema delidade e em escala real (1:1), onde a obtenção
desses dados ocorre pela emissão de um feixe de raios-
-x que são colhidos por receptores de raios-x, sendo es-
ses dados enviados ao computador, onde serão recons-
truídos em imagens e manipulados pelo software5 6.
O sucesso do tratamento envolvendo implantes
osseointegrados depende de um correto planejamento,
que só será conseguido utilizando exames de tomograa
computadorizada, sendo esse exame essencial para o
planejamento em Implantodontia, já que a avaliação das
condições ósseas e a relação entre estruturas anatômi-
cas importantes como o canal mandibular e o seio ma-
xilar, somente são bem visualizados pelos vários planos
visualizados nas tomograas 7 8.
Cerca de uma década atrás, em 1998, surgiu o
conceito de um novo aparelho de tomograa: a tomogra-
a computadorizada de feixe cônico, conhecida também
como TC Cone Beam. Segundo seus idealizadores, este
novo tomógrafo, desenvolvido para a região Maxilo fa-
cial, diferentemente da tomograa computadorizada He-
licoidal (TC Helicoidal) que adquiria os dados por fatias,
baseava-se na emissão de um feixe cônico de raios-x em
um único giro de 360° em torno da cabeça do paciente
onde todo o volume das estruturas seria obtido. Após a
aquisição dos dados as imagens seriam reconstruídas
volumetricamente, bidimensionalmente e tridimensio-
nalmente pelo programa de computador 6 9 10.
As doses de radiação efetiva da TC Cone Beam
seriam mais baixas que na tomograa computadorizada
de feixe em leque6 11. Alguns autores relatam que a dose
de radiação seria até 40 vezes menor que na TC Helicoi-
dal9 12 porém a maioria dos autores citam que, em média,
as doses de radiação efetiva seriam cerca de quinze ve-
zes menor10 13.
Autores armam que a qualidade das imagens
produzidas pela TC Cone Beam são superiores as ima-
gens produzidas pela TC Helicoidal, além de produzirem
menos artefatos frente a artigos metálicos14.
Hoje em dia, a tomograa computadorizada de
feixe cônico já é amplamente utilizada na Implantodon-
tia, tem provado ser uma ferramenta extremamente útil
para a avaliação pré-cirúrgica de implantes e deve de-
sempenhar um papel de suma importância dentro da
Odontologia, principalmente dentro da Implantodontia 5 12 15.
2. TC Helicoidal X TC Cone Beam
Algumas diferenças básicas dessas tomograas são
a dose de radiação efetiva absorvida, que é signicante maior
no exame Helicoidal, sendo relatado por alguns autores como
até 40 vezes maiores que na TC Cone Beam 5 12 15 . Com rela-
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
13
ção ao custo para o paciente, a TC Cone Beam é signicante-
mente mais barata que a TC Helicoidal5 18. Autores12 relataram
que, no mercado Americano, os valores dos exames variam
entre US$ 250 e US$ 350 para a tomograa computadorizada
de feixe cônico, US$ 350 e US$ 800 para a tomograa compu-
tadorizada Helicoidal.
No quesito qualidade das imagens há um consenso
de que para tecidos moles a TC Helicoidal é mais apurada.
Já para os tecidos duros, a qualidade das imagens penderia
para a TC Cone Beam 14,10,13,19, explicada por alguns autores14
pelo tamanho e forma dos voxels (os voxels são as estruturas
de tamanho muito reduzido que recriam a imagem no compu-
tador a partir dos dados colhidos pelas tomograas computa-
dorizadas), onde na TC Helicoidal esse voxel é anisotrópico
cubos retangulares, com a profundidade maior que sua altura
e espessura – e na TC Cone Beam o voxel é isotrópico – igual
nas três dimensões. Outra diferença entre os voxels é que na
TC Helicoidal a superfície do voxel pode chegar a 0.625 mm2 en-
quanto na TC Cone Beam pode chega r a 0.125 mm³. No sistema
Cone Beam os artefatos produzidos por restaurações metálicas
são bem menos signicantes que na TC Helicoidal 5 10.
A tomada dos dados na TC Helicoidal é realizada
com paciente deitado na mesa, onde essa se movimentará
pelo interior do Gantry, gerando assim os cortes tomográcos
em cada posição da mesa em relação ao Gantry. Este exame
pode levar até cerca de dez minutos20 22. Já na TC Cone Beam
a maioria dos exames são realizados sentados, onde a fonte
de raios-x realizaria um único giro de 360° em torno da cabeça
do paciente onde todo o volume das estruturas seria obtido.
Após a aquisição dos dados as imagens seriam reconstruídas
volumetricamente, bidimensionalmente e tridimensionalmen-
te pelo programa de computador. O exame de Cone Beam
dura cerca de 36 segundos 5-6,9-10,23.
Os programas que executam a reconstrução das
imagens da TC Cone Beam podem ser instalados em com-
putadores convencionais, não sendo necessário uma
“Workstation” como a TC Helicoidal. Desta maneira, o pro-
ssional pode utilizar o software especíco em seu compu-
tador pessoal, e manipular as imagens tridimensionais, se-
gundo a sua conveniência, assim como mostrá-la em tempo
real aos pacientes10.
Uma curiosidade da TC Cone Beam é de que as me-
didas obtidas em exames de tomograa computadorizada de
feixe cônico, apesar de serem muito próximas à realidade,
são freqüentemente menores que as medidas reais 24.
A proposta do presente estudo foi vericar a preci-
são do exame de uma tomograa computadorizada de feixe
cônico, realizada em uma mandíbula suína, confrontando as
medidas obtidas no exame com as medidas reais, realizadas
diretamente na mandíbula.
3. MATERIAL E MÉTODO
Para a realização deste trabalho foram utilizados
quatro guias cirúrgicas dispostas em quatro regiões em
uma mandíbula suína, um paquímetro mecânico (Mar-
berg, China), um programa de manipulação de imagens
(DentalSlice - Bioparts, Brasil) e um exame tomográco
Cone Beam (I-Cat, Imaging Science, USA).
Foi confeccionada uma guia radiográca em re-
sina acrílica auto polimerizável onde foram posicionadas
pequenas porções de guta percha, que foram utilizadas
como referência para as medições, tendo uma na lâmi-
na de cera utilidade como espaçador entre a guta percha
e a mandíbula. Esta lâmina de cera tinha a nalidade
de não permitir que a imagem da guta percha se sobre-
pusesse às imagens das estruturas ósseas no exame
tomográco. A cera utilidade, após a polimerização da
resina, foi removida, pois a guta percha já estava aderida
rmemente à resina acrílica.
As marcações de referência em guta percha foram posicionadas
em quatro regiões da mandíbula suína: uma na região anterior direi-
ta (AD), uma na região anterior esquerda (AE), uma na região poste-
rior esquerda (PE) e outra na região posterior direita (PD).
A Mandíbula suína foi submetida ao exame de tomograa
computadorizada de feixe cônico (TC Cone Beam) no equipa-
mento I-Cat, Kavo - Imaging Science
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
Figura 1 - Mandíbula preparada para ser submetida à tomograa.
14
com 80 kVp, 5 mAs. Após a aquisição dos dados, foram
realizadas reconstruções axiais primárias com cortes de
1 mm de espessura. Os dados obtidos foram gravados
em padrão DICOM.
As imagens gravadas foram transportadas e
manipuladas por meio de um software de tratamento de
imagem (DentalSlice – Bioparts, Brasil).
As medidas realizadas diretamente na mandíbu-
la foram realizadas com o auxílio de um paquímetro,
por um observador e seguiram os seguintes parâmetros:
Medição da altura óssea, na região referente a
cada esfera de guta percha, do topo da crista óssea à
cortical inferior do osso basal.
As medidas realizadas nos exames tomográcos foram
realizadas diretamente no computador por meio de um
software (DentalSlice) por um observador e seguiram os
seguintes parâmetros:
Medição da altura óssea no corte referente ao
posicionamento de cada esfera de guta percha, do topo
da crista óssea à cortical inferior do osso basal.
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
Figura 2 - Equipamento de tomograa
computadorizada Cone Beam.
Figura 8 - Corte tomográco da
região anterior direita
Figura 3 - Paquímetro utilizado
Figura 4 - Medição da região posterior esquerda
Figura 6 - Corte tomográco da região
posterior esquerda
Figura 7 - Corte tomográco da região
anterior esquerda
Figura 5 - Medição da região posterior direita
15
5. RESULTADOS
Após as mensurações das imagens nos cortes se-
lecionados no exame tomográco, realizou-se a compara-
ção das medidas obtidas nas mensurações realizadas com
o paquímetro diretamente na mandíbula suína (padrão
ouro). Os resultados encontrados estão dispostos nos quadros 1:
Quadro 1 – Medidas da altura óssea
6. DISCUSSÃO
Em vista dos riscos em se realizar procedimentos
inerentes à Implantodontia sem a utilização de exames to-
mográcos computadorizados, e a queda dos valores dos
exames de diagnóstico por imagem, as tomograas compu-
tadorizadas se tornaram quase que uma obrigação no plane-
jamento dos procedimentos cirúrgicos Implantodônticos7 8.
Apesar da alta dose de radiação despendida pe-
los aparelhos tomográcos Helicoidais, este tipo de exame
foi e continua sendo, um dos exames de eleição, e muito
requisitado pelos cirurgiões dentistas, para as cirurgias de
instalação de implantes osseointegrados9, 15. Também é
um exame muito utilizado em planejamentos de cirurgias
de reconstrução maxilo-mandibulares e em cirurgias Buco
Maxilo Faciais. Desde o advento da TC Cone Beam, esta
vem ganhando o espaço da TC Helicoidal, principalmente
na Odontologia9 12 15.
Toda tomograa computadorizada gera imagens
volumétricas. Portanto, a nomenclatura correta para a to-
mograa computadorizada utilizada em Odontologia é to-
mograa computadorizada de feixe cônico ou tomograa
computadorizada Cone Beam5 - 6.
A maior desvantagem, e que gera muitas
discussões em relação à TC Helicoidal, é o risco radiobio-
lógico e seus possíveis efeitos estocásticos, que seriam
cerca de 40 vezes superiores a uma radiografia pano-
râmica16 - 17. Já na TC Cone Beam, esse risco radiobiológico
giraria em torno de quatro vezes superior a uma radiograa
panorâmic9. Outra desvantagem citada em relação à TC
Helicoidal é o fato do posicionamento da necessidade de
posicionar o paciente em 0° em relação ao Gantry e que o
paciente que imóvel durante a aquisição das imagens21 - 22.
Qualquer mudança nessa posição ou pequenas movimen-
tações do paciente (como respiração rápida, deglutição,
tosse, etc...) poderiam gerar distorções na imagem nal,
aumentando o tempo do exame e de exposição à radia-
ção, devido ao reposicionamento do paciente e repetição
do exame nos cortes que forem necessários21.
Dentre as vantagens da TC Cone Beam sobre a
TC Helicoidal, são citadas o fato de a grande maioria dos
exames de TC Cone Beam serem realizados sentados, a
menor importância do perfeito posicionamento do paciente
na máquina e o tempo de tomada do exame, que chega a
ser quinze vezes menor13.
Existe um consenso de que as visualizações dos
tecidos moles são mais nítidas na TC Helicoidal, porém a
qualidade das imagens dos tecidos duros é melhore na TC
Cone Beam, pois, os voxels, que são as estruturas de me-
nor tamanho das imagens, na TC Helicoidal são anisotró-
picos – cubos retangulares, com a profundidade maior que
sua altura e espessura – e na TC Cone Beam isotrópicos
igual nas três dimensões. Outra diferença entre os voxels
é que na TC Helicoidal a superfície do voxel pode chegar
a 0.625 mm² enquanto na TC Cone Beam pode chegar a
0.125 mm³. Quanto menor for o tamanho deste voxel, me-
lhor é a qualidade da imagem14, 19.
Quanto à delidade das imagens, muitos trabalhos
mostram que a acurácia dos dois exames são muito pareci-
das, sendo a TC Helicoidal citada por alguns autores como
levemente mais el que a TC Cone Beam, porém, sendo
ambos os exames de excelente delidade10, 11.
Outro fato muito abordado são os artefatos pro-
duzidos pelos exames tomográcos computadorizados
em geral, porém é muito lembrado o fato dos softwares de
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
Corte tomográco da
região posterior direita
16
manipulação de imagens serem mais ecientes nos exa-
mes de Cone Beam na remoção desses artefatos, que são
produzidos na presença de qualquer artigo metálico como
restaurações metálicas, implantes, placas e parafusos10.
O modo de obtenção das imagens da tomograa
computadorizada tradicional (TC Helicoidal) ocorre em fa-
tias por um campo de raios-x colimados em forma de leque
detectado por uma leira de detectores também em forma
de leque. Para uma melhor qualidade de reconstrução da
imagem são necessárias diversas projeções de vários ân-
gulos, onde quem se movimenta é a mesa onde está posi-
cionado o paciente6, 9, 20.
Já na TC Cone Beam a aquisição de dados ocorre-
ria em apenas um giro de 360° em torno da cabeça do pa-
ciente, onde o equipamento se utiliza de um feixe de raios-x
em forma de cone que são detectados por uma leira de
detectores também em forma de cone onde os dados bru-
tos são reformatados em diversos planos pelo software de
manipulação de imagens6, 9 -10, 13.
A TC Cone Beam vai desempenhar um papel im-
portante no futuro da Imaginologia e das áreas que dela se
utilizam, pois além dos aspectos de sua qualidade e pre-
cisão já apresentados, seus exames são de valores mais
baixos que os da TC Helicoidal, é executado em um tempo
muito reduzido, o equipamento é de um valor signicante-
mente menor, tornando possível mais centros radiológicos
adquirirem o aparelho, facilitando assim a disseminação do
uso deste exame5, 10 - 12.
Concordando com os resultados obtidos neste tra-
balho, Lascala24 (2003) cita que as medidas obtidas nos
exames de tomograa computadorizada de feixe cônico,
apesar de serem muito próximas à realidade, são freqüen-
temente menores que as medidas reais.
7. CONCLUSÕES
Com base na literatura pesquisada e a partir dos resultados desta
pesquisa concluímos que:
O exame de tomograa computadorizada de feixe cônico
possui imagens de alta denição quando o assunto é tecido ósseo.
As medidas dos exames de tomograa computadorizada
de feixe cônico são extremamente precisas, porém freqüentemente
menores que as medidas reais.
O exame tomográco de feixe cônico é indicado no plane-
jamento em Implantodontia com total segurança e pr ev is ib il id ade .
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Martins RA. A descoberta dos raios X: o primeiro comu-
nicado de Röntgen. Rev Bras Ens Fis. 1998;20(4):373-91.
2. Carvalho ACP. História da tomograa computadorizada.
Rev Imagem. 2007;29(2):61-6.
3. Ruprecht A. Oral and Maxillofacial Radiology: Then and
Now. J Am Dent Assoc. 2008;139:5S-6S.
4. Brooks SL. Computed tomography. Dent Clin North Am.
1993 Oct;37(4):575-90.
5. Cotrim-Ferreira FA, Lascala CA, Costa C, Garib DG,
Chilvarquer I, Cavalcanti MGP, Ferreira RI. Modernos mé-
todos de radiologia e Imaginologia para uso ortodôntico.
Ortodontia. 2008;41(1):62-71.
6. Mozzo P, Procacci C, Tacconi A, Martini PT, Andreis IAB.
A new volumetric CT machine for dental imaging based on
the cone-beam technique: preliminary results. Eur Radiol.
1998;8(9):1558-64.
7. Andrade LM. Aplicações da tomograa computadorizada
ao diagnóstico odontológico. [Dissertação de Mestrado].
Belo Horizonte: Escola de Engenharia da UFMG; 2000.
8. Costa DM, Lederman HM, Chilvarquer I, Cerri A, Lima
AMC. Índice de discrepância de imagens reformatadas na
TC helicoidal para o planejamento de implantes osseointe-
grados. RPG Rev Pós-Grad. 2005 Out./Dez;12(4):423-9.
9. Resnik RR, Kircos LT, Misch CE. Técnicas e diagnostico
por imagem. In: Misch CE. Implantes dentais contemporâ-
neos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2008. p. 38-67.
10. Garib DG, Raymundo Jr R, Raymundo MV, Raymundo
DV, Ferreira SN. Tomograa computadorizada de feixe -
nico (cone beam): entendendo este novo método de diag-
nóstico por imagem com promissora aplicabilidade na Or-
todontia. R Dental Press Ortodon Ortop Facial. 2007 mar./
abr.12(2):139-56.
11. Saddy MS. Estudo comparativo entre a tomograa com-
putadorizada e a tomograa volumétrica na confecção de
modelos de prototipagem. [Tese de Doutorado]. São Paulo:
Faculdade de Odontologia da USP; 2006.
12. Danforth RA, Peck J, Hall P. Cone Beam volume tomo-
graphy: an imaging option for diagnosis of complex man-
Journal of Biodentistry and Biomaterials set./fev. 2011 n2: 10-16
17
dibular third molar anatomical relationships. J Calif Dent
Assoc 2003;31(11):847-52.
13. Bissoli CF, Ágreda CG, Takeshita WM, Castilho JCM,
Medici Filho E, Moraes MEL. Importancia y aplicaciones
del sistema de tomograa computarizada cone-beam
(cbct). Acta Odontol Venez. 2007;45(4):589-92.
14. Scarfe WC, Farman AG, Sukovic P. Clinical aplications
of Cone-Beam Computed Tomography in dental practice. J
Can Dent Assoc. 2006; 72(1):75-80.
15. Hatcher DC, Dial C, Mayorga C. Cone Beam CT for Pre-
-Surgical Assessment of Implant Sites. J Calif Dent Assoc.
2003 Nov.;31(11):825-33.
16. Schulze D, Heiland M, Thurmann H, Adam G. Radiation
exposure during midfacial imaging using 4- and 16-slice
computed tomography, cone beam computed tomography
systems and conventional radiography. Dentomaxillofac
radiol. 2004;33(2):83-6.
17. Silva JAB, Silva LEA, López, AM. Disposición del
conducto dentario inferior en el cuerpo mandibular. Es-
tudio anatómico y tomográco. Acta Odontol Venez.
2007;45(3):421-425.
18. Roberts JA, Drage NA, Davies J, Thomas DW. Effective
dose from cone beam CT examinations in dentistry. Br J
Radiol; 2009 Jan;82(973):35-40.
19. Hashimoto K, Arai Y, Iwai K, Araki M, Kawashima S,
Terakado M. A comparison of a new limited cone beam
computed tomography machine for dental use with a multi-
detector row helical CT machine. Oral Surg Oral Med Oral
Pathol Oral. 2003 Mar;95(3):371-7.
20. Pasler FA, Visser H. Tomograas computadorizadas
com anatomia radiográca. In: Pasler FA, Visser H. Ra-
diologia odontológica: Texto e atlas. Porto Alegre: Artmed;
2006. p. 98-105.
21. Albani ML, Tavano O, Wassall T, Bonecker MJ, Cury
PR, Joly JC. Planejamento cirúrgico dos implantes dentá-
rios: utilização da tomograa computadorizada como re-
curso diagnóstico. RGO. 2003 Out;51(4):260-4.
22. Choi SC, Ann CH, Choi HM, Heo MS, Lee SS. Accuracy
of reformatted CT image for measuring the pre-implant site:
Analysis of the image distortion related to the gantry angle
change. Dentomaxillofac Radiol. 2002;31:273-7.
23. Howerton Jr. WB, Mora MA. Advancements in Diital
Imaging: What Is New and on the Horizon? J Am Dent As-
soc. 2008 Jun;139:20S-4S.
24. Lascala CA. Análise da conabilidade de medidas line-
ares obtidas em imagens de tomograa computadorizadas
por feixe cônico (CBCT-NEWTOM). Tese [Livre Docência
em Odontologia] São Paulo: Faculdade de Odontologia da
Universidade de São Paulo; 2003.
ResearchGate has not been able to resolve any citations for this publication.
Article
Full-text available
Cone beam CT (CBCT) is becoming an increasingly utilized imaging modality for dental examinations in the UK. Previous studies have presented little information on patient dose for the range of fields of view (FOVs) that can be utilized. The purpose of the study was therefore to calculate the effective dose delivered to the patient during a selection of CBCT examinations performed in dentistry. In particular, the i-CAT CBCT scanner was investigated for several imaging protocols commonly used in clinical practice. A Rando phantom containing thermoluminescent dosemeters was scanned. Using both the 1990 and recently approved 2007 International Commission on Radiological Protection recommended tissue weighting factors, effective doses were calculated. The doses (E(1990), E(2007)) were: full FOV head (92.8 microSv, 206.2 microSv); 13 cm scan of the jaws (39.5 microSv, 133.9 microSv); 6 cm high-resolution mandible (47.2 microSv, 188.5 microSv); 6 cm high-resolution maxilla (18.5 microSv, 93.3 microSv); 6 cm standard mandible (23.9 microSv, 96.2 microSv); and 6 cm standard maxilla (9.7 microSv, 58.9 microSv). The doses from CBCT are low compared with conventional CT but significantly higher than conventional dental radiography techniques.
Article
Background and overview: Cone beam computed tomography (CBCT) is a diagnostic imaging technology that is changing the way dental practitioners view the oral and maxillofacial complex. CBCT uses radiation in a similar manner as does conventional diagnostic imaging and reformats the raw data into Digital Imaging and Communications in Medicine (DICOM) data. DICOM data are imported into viewing software that enables the manipulation of multiplanar reconstructed slices and three-dimensional volume renderings. DICOM data also may be used in third-party software to aid in dental implant placement, orthognathic surgery and orthodontic assessment. Conclusions and clinical implications: The information gained from using CBCT requires careful interpretation to achieve optimum results for the patient and provider.
Article
O NEWTOM e um aparelho de tomografia computadorizada (TC) volumetrico de feixe conico (CBCT) que propicia a obtencao de imagens e de projecoes tomograficas com menores doses de irradiacao e de uso na Odontologia. Objetivo do trabalho foi avaliar a confiabilidade de medidas lineares obtidas em imagens de tomografias computadorizadas por reconstrucao volumetrica. Para tanto, foram realizadas 13 medidas em cranios secos (n=8) entre estruturas anatomicas internas e externas com o uso de paquimetro que foram consideradas como medidas reais. A seguir, foram realizadas TCs desses cranios. Nas imagens de cortes axiais e de reconstrucoes sagitais ou coronais foram repetidas as medidas entre as mesmas estruturas previamente medidas no cranio seco, utilizando o QR-DVT 9000 software. Os dados foram comparados entre si pelo metodo estatistico "t"de Student para dados pareados. Os resultados mostraram que as medidas reais sempre foram maiores que as tomograficas, sendo que essas diferencas so foram significantes para medidas entre estruturas internas localizadas na base do cranio. Conclui-se que apesar das imagens obtidas pelo NEWTOM subestimarem as diatancias reais entre estruturas cranianas, o tomografo CBCT pode ser indicado para avaliacoes lineares, de maneira segura para medidas em cranios, exceto entre estruturas da base do cranio. Dessa forma, por sua confiabilidade, essa tomografia pode ser utilizada nas diversas especialidade odontologicas (AU). Professor Livre Docente -- Universidade de Sao Paulo. Faculdade de Odontologia, Sao Paulo, 2003.
Article
In a multiplanar reconstruction CT program (CT/MPR), the altered gantry angle corresponding to the patient's position during scanning for multiplanar reformatted CT may cause distortion of the image. The aim of this study was to quantitatively assess the distortion in reformatted central panoramic and cross-sectional images owing to the change of gantry angle. A resin block model with four cylindrical holes and a human dry mandible were used in high resolution conventional CT scanning. A MPR software package was used for reformatted panoramic and cross-sectional images. The block and the gantry were equally inclined at 0 degrees, 15 degrees and 30 degrees. The relationship between the positional difference and depth of the hole as determined in the reformatted image, and the actual depth was analysed with respect to the gantry angle. The actual depths (H) were calculated by use of the measured depths (h) and the inclined angles: H=hxcos beta. The positional differences of the hole bases (W) were also calculated by use of the measured depths and the inclined angles: W=hxsin beta or Hxtan beta. Increasing the gantry angle, increased the depth and inclination of the holes in the reformatted central panoramic images. Inclined angle (beta) was the same as gantry angle. When the gantry angle is not at 0 degrees, certain CT/MPR programs may distort the reformatted image. If distortion occurs, the corrected position and usable length of pre-implant sites can be calculated by use of the above formula.
Article
We sought to compare a new limited cone beam computed tomography (CT) machine for dental use (3DX) with the multidetector CT machine for image quality and skin doses. Images of the right maxillary central incisor and the left mandibular first molar of an anthropomorphic phantom were taken by both the 3DX and the multidetector CT. A 5-point method was used to evaluate the depiction of cortical and cancellous bone, enamel, dentin, pulp cavity, periodontal ligament space, lamina dura, and overall impressions. Furthermore, the skin doses for both modalities were compared. The image quality of the 3DX was better than the multidetector CT for all items (P < .01). Moreover, the mean skin doses with the multidetector CT were 458 mSv per examination, whereas the doses with the 3DX were 1.19 mSv per examination. These results clearly indicate the superiority of the 3DX in the display of hard tissues in the dental area while substantially decreasing the dose to the patient.
Article
Complex impacted third molars present potential treatment complications and possible patient morbidity. Objectives of diagnostic imaging are to facilitate diagnosis, decision making, and enhance treatment outcomes. As cases become more complex, advanced multiplane imaging methods allowing for a 3-D view are more likely to meet these objectives than traditional 2-D radiography. Until recently, advanced imaging options were somewhat limited to standard film tomography or medical CT, but development of cone beam volume tomography (CBVT) multiplane 3-D imaging systems specifically for dental use now provides an alternative imaging option. Two cases were utilized to compare the role of CBVT to these other imaging options and to illustrate how multiplane visualization can assist the pretreatment evaluation and decision-making process for complex impacted mandibular third molar cases.
Article
The pre-surgical assessment of proposed implant sites requires very specific and accurate data. Imaging has always been used to assist with the implant site assessment but until the recent introduction of cone beam CT scanners, the available imaging had a low value when considering the ratio between diagnostic potential, cost of study, and risk to the patient. CBCT scanners are nearing the end of their first-generation dedicated maxillofacial imaging modalities and have proven to be an extremely useful imaging tool for pre-surgical assessment of implant sites. CBCT scanners are easy to use and produce a 3-D image volume that can be reformatted using software for customized visualization of the anatomy. Protocols have been developed that optimize the visualization of image for implant site assessment.