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Quelônios Amazônicos: Guia de identificação e distribuição

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O livro “Quelônios Amazônicos: guia de distribuição e identificação” compila informações atualizadas sobre distribuição, taxonomia, biologia, ecologia e ameaças para as 18 espécies de quelônios que ocorrem na Amazônia, grupo que compreende tartarugas, cágados e jabutis, localmente denominados “bichos-de-casco”. É o primeiro livro sobre quelônios lançado no Brasil a conter mapas de distribuição e de áreas ambientais adequadas à ocorrência de cada uma das espécies da Amazônia, além de uma relevante chave taxonômica para auxiliar na identificação de indivíduos jovens e adultos e de imagens dos ovos em tamanho real para cada espécie, contribuindo para seu reconhecimento. Além disso, o livro procura informar sobre incertezas e divergências nas pesquisas sobre as espécies contempladas e propõe estudos prioritários a serem desenvolvidos para conhecimento e conservação do grupo. O livro foi publicado pela Wildlife Conservation Society (WCS-Brazil) com o apoio financeiro da Fundação Betty & Gordon Moore. Os autores esperam que o livro seja amplamente utilizado e consultado para a obtenção de conhecimento sobre quelônios, tanto por pesquisadores e estudantes, quanto por gestores, agentes fiscalizadores, tomadores de decisões e demais interessados. Os quelônios são um dos grupos de vertebrados mais ameaçados do mundo, pois são altamente vulneráveis aos impactos humanos, principalmente por serem historicamente consumidos em grande escala. Na Amazônia, a preocupação com a conservação do grupo é fundamental, já que a cultura de consumo de ovos e da carne dessas espécies ainda é bastante presente. Dessa forma, “Quelônios Amazônicos: guia de distribuição e identificação” é um importante instrumento que reúne as informações mais relevantes e atuais do grupo a fim de contribuir para ações de conservação a serem desenvolvidas em diferentes níveis, desde a esfera acadêmica até a gestão pública. Aos interessados em adquirir o livro (em português), por gentileza, entrar em contato com wcsbrazil@wcs.org
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... As Amazonian turtles have different migration capability and feed behavior (Ferrara et al. 2017), they are an ideal group to study the effects of landscape in their genetic structure (Oliveira et al. 2019). Podocnemis expansa is adapted for swimming hundreds of kilometers, but genetic differences were found only between sub-basins (Pearse et al. 2006). ...
... Podocnemis expansa is adapted for swimming hundreds of kilometers, but genetic differences were found only between sub-basins (Pearse et al. 2006). In contrast, the Yellow-spotted River Turtle (Podocnemis unifilis) is widely distributed (Turtle Taxonomy Working Group 2021), does not show the habit to migrate long distances for feeding or nesting (Vogt 2008;Ferrara et al. 2017), but possibly have a geographic pattern of genetic variation associated with landscape features (Escalona et al. 2009). ...
... databases, also including records from the Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia collection (Manaus, Amazonas, Brazil). These records were crosschecked with records considered in literature reviews by Amazonian turtle specialists (Ferrara et al. 2017;Rhodin et al. 2018), resulting in 3,415 occurrence records from 340 localities ( Fig. 1, Table S1). ...
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Context Waterfalls and rapids of Amazon basin have been suggested as causing the speciation and genetic structure of many freshwater species, including turtles. The species behaviour affects the way waterfalls and rapids limit gene flow. The Yellow-spotted River Turtle (Podocnemis unifilis), a widely distributed and endangered Amazonian turtle, does not show the habit to migrate long distances for breeding or eating, but has a complex geographic pattern of genetic variation. Objectives Here, we investigate isolation by distance and by resistance of P. unifilis. We analyzed if the species ecological niche and waterfalls explain the genetic distance in Brazilian Amazonia. Methods Using the control region mitochondrial DNA, we evaluated the P. unifilis spatial distribution of genetic variability and diversity. We tested the hypotheses of isolation either by distance and resistance through an integrative approach using genetic, geographic, and ecological data. With niche modeling distribution, we created a resistance matrix. We compare, with multiple regressions and Mantel tests, the explanation power of geographical distance (both linear and in-water distance) and resistance distance on genetic distance (using ФST fixation index). Results We found a high genetic diversity and pattern of genetic structure proved to be geographically complex. The population structure followed some watersheds but also showed structuring within different rivers. We found that landscape resistance better explains genetic distance than linear and in-water distance. Conclusions The resistance of the landscape influences the displacement of individuals by aquatic, vegetational, biological, and geomorphological variables, and efforts to species conservation need to be applied throughout its distribution considering landscape genetics. 3
... As Amazonian turtles have different migration capability and feed behavior (Ferrara et al. 2017), they are an ideal group to study the effects of landscape in their genetic structure (Oliveira et al. 2019). Podocnemis expansa is adapted for swimming hundreds of kilometers, but genetic differences were found only between sub-basins (Pearse et al. 2006). ...
... Podocnemis expansa is adapted for swimming hundreds of kilometers, but genetic differences were found only between sub-basins (Pearse et al. 2006). In contrast, the Yellow-spotted River Turtle (Podocnemis unifilis) is widely distributed (Turtle Taxonomy Working Group 2021), does not show the habit to migrate long distances for feeding or nesting (Vogt 2008;Ferrara et al. 2017), but possibly have a geographic pattern of genetic variation associated with landscape features (Escalona et al. 2009). ...
... databases, also including records from the Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia collection (Manaus, Amazonas, Brazil). These records were crosschecked with records considered in literature reviews by Amazonian turtle specialists (Ferrara et al. 2017;Rhodin et al. 2018), resulting in 3,415 occurrence records from 340 localities ( Fig. 1, Table S1). ...
... Originários de ambientes marinhos, suas histórias naturais remontam há mais de 100 milhões de anos atrás (Ma), no período cretáceo, e estima-se que seu surgimento ocorreu no início do triássico, há 240 Ma, através de uma relação filogenética irmã com os Archosaurios (crocodilianos e aves) (Bowen and Karl, 2007;Crawford et al., 2012;Duchene et al., 2012;Ferrara et al., 2017). ...
... Ao longo destes 3 tipos de águas habitam 16 espécies de quelônios amazônicos de água doce, além dos 2 jabutis (terrestres), todas desovam em ambientes terrestres, mas, destas, 11 são consideradas aquáticas, ocorrendo em ambientes como rios, lagos/lagoas, igarapés (pequenos cursos d'água), remansos, poças ou charcos temporários e florestas alagadas (igapós e várzeas); e apenas 5 são consideradas semiaquáticas (Ferrara et al., 2017), que também podem ser avistadas nestes ambientes, mas que andam e forrageiam em poças na terra firme ou florestas alagadas. ...
... Sendo assim, os quelônios representam um dos grupos de animais mais ameaçados, com cerca de 50% das espécies em algum grau de risco de extinção, principalmente por serem alimento de humanos e vários animais, com isso tem sido observados declínios populacionais de algumas espécies nos últimos anos (Ferrara et al., 2017;TTWG, 2017). ...
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Os quelônios estão entre as várias espécies que habitam a região amazônica e estão distribuídos principalmente em países como Brasil, Colômbia e Peru. No Brasil, sua distribuição e abundante em rios de águas pretas, brancas e claras. Apesar dessas espécies serem conhecidas localmente quanto a sua morfologia e de seus ovos, faltam dados sobre sua exploração e sobre os padrões de distribuição que são limitados e, em alguns casos insuficientes ao longo da região amazônica. Estes padrões de distribuição refletem diretamente no estado de conservação dessas espécies. O objetivo desse estudo foi avaliar padrões de distribuição de ocorrências de 16 espécies de 4 famílias de quelônios amazônicos (Chelidae, Geoemydidae, Kinosternidae e Podocnemididae). Os dados foram obtidos a partir de uma ampla revisão de literatura e das redes de informações integradas Species Link e Gbif nos últimos 15 anos totalizando 8.511 registros. Os mapas foram gerados por meio do Sistema de Informação Geográfica (SIG). Foram confirmados 5.330 pontos de observação sendo 716 da família Chelidae, 77 da Geoemydidae, 305 Kinosternidae e 4.232 Podocnemididae. A distribuição das espécies variou de acordo com as influências biogeográficas ocorridas no período da formação geomorfológica da região. As medidas de manejo são fundamentais para a conservação das espécies. O aprimoramento das técnicas utilizadas atualmente para incluir a proteção de áreas de desova e ocupação das espécies deve ser levada em consideração para a proteção dos quelônios. O monitoramento das espécies deve ser feito de forma constante para compreender seu comportamento e distribuição.
... The host species P. unifilis and P. expansa, together with Podocnemis dumerilianus (Schweigger, 1812), Podocnemis erythrocephala Spix, 1824, and Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849, are part of the Podocnemididae Cope 1888 family, which is found in Brazil, mainly in the Amazon basin (Ferrara et al. 2017). Among these species, P. expansa (the giant Amazon River turtle) is the largest freshwater turtle in South America, with a carapace length of up to 70 cm and a weight of 25 kg, and is widely distributed in the tributaries of the Orinoco, Essequibo, and Araguaia/Tocantins Basins, as well as the outflows of the Amazon River (Vogt 2008). ...
... Among these species, P. expansa (the giant Amazon River turtle) is the largest freshwater turtle in South America, with a carapace length of up to 70 cm and a weight of 25 kg, and is widely distributed in the tributaries of the Orinoco, Essequibo, and Araguaia/Tocantins Basins, as well as the outflows of the Amazon River (Vogt 2008). Podocnemis sextuberculata (the six-tubercle river turtle), meanwhile, is one of the smallest species of the genus, with a carapace length of around 34 cm (Ferrara et al. 2017) and is abundant in the Upper Amazon and several tributaries of the Lower Amazon (Vogt 2008). In addition to their ecological importance, these species are socioeconomically and culturally important to traditional populations that live along the Amazon Basin (Rebêlo and Pezzuti 2000;Salera et al. 2006). ...
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This study describes two new species of the genus Haemogregarina living in the Amazonian freshwater turtles Podocnemis expansa and Podocnemis sextuberculata. Haemogregarina species isolated from P. expansa have been characterized by the presence of encapsulated, folded immature gamonts, with the parasitophorous vacuole and fragmented chromatin located in the central region. In Haemogregarina found in P. sextuberculata, curved immature gamonts were observed inside a parasitophorous vacuole, with small, slightly arched meronts with rounded nuclei, and mature gamonts with trapezoid-shaped condensed nuclei. The novel 18S rRNA sequences obtained in this study clustered within a well-supported clade composed of hemogregarines isolated from other neotropical freshwater turtles from the families Podocnemididae and Geoemydidae. The hemogregarines found in this study were compared to Haemogregarina podocnemis from Podocnemis unifilis and Haemogregarina sp. from Podocnemis expansa, based on morphological, morphometric, and molecular data. The analysis supports the new species Haemogregarina karaja sp. nov. isolated from P. expansa and Haemogregarina embaubali sp. nov. found in P. sextuberculata.
... Os quelônios amazônicos, sobretudo do gênero Podocnemis, constituem até hoje um recurso alimentar significativo e fonte de renda para as populações humanas que vivem ao longo dos rios, áreas rurais e pequenas cidades (SMITH, 1979;ALVES et al., 2012;PEZZUTI et al., 2018). Esses répteis também são uma parte considerável da biomassa faunística e desempenham importantes papéis no fornecimento de diversos serviços ecossistêmicos, especialmente relacionados à teia alimentar, ciclagem de matéria orgânica e dispersão de sementes (MOLL et al., 2004;FERRARA et al., 2017). As espécies de quelônios estão cada vez mais ameaçadas na Amazônia e fatores como a poluição das águas, a expansão das atividades agropecuárias, queimadas, desmatamentos das várzeas e matas ciliares, barramentos dos corpos d'água e a caça ilegal estão contribuindo para o declínio das populações desses répteis na região (RODRIGUES, 2005;ALHO et al., 2015). ...
... Entre essas iniciativas, destaca-se o hoje denominado Programa Quelônios da Amazônia -PQA, desenvolvido pelo governo brasileiro desde a década de 1970 e que realiza ações de proteção e manejo, especialmente das espécies do gênero Podocnemis, nos principais rios da Amazônia e do Centro Oeste do país (CANTARELLI et al., 2014). As estratégias de conservação desses répteis adotadas na Amazônia geralmente abrangem a proteção dos sítios de reprodução das espécies que desovam em praias e o monitoramento da população ou de fêmeas reprodutivas (FERRARA et al., 2017). ...
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O aumento da compreensão dos papéis culturais, sociais e econômicos dos quelônios amazônicos é essencial para estabelecer planos de manejo e conservação eficazes. Nesse sentido, por meio de entrevistas semiestruturadas e da análise de conteúdo, o presente estudo avaliou percepções de moradores da região do baixo Xingu sobre aspectos relacionados à conservação dos quelônios. A maioria dos 55 moradores entrevistados considera que os quelônios têm grande importância cultural, social e ambiental; destaca costumes e falta de recursos financeiros como os principais motivos para os usos dos quelônios na região; reconhece que as iniciativas conservacionistas desenvolvidas são eficazes, entretanto, afirma que os estoques naturais diminuíram ou estão diminuindo em razão da ação antrópica; participaria voluntariamente de ações para conservação dos quelônios, mas não incentivaria familiares e amigos a não consumirem esses répteis. Conhecimentos e atitudes a respeito dos quelônios estiveram relacionados às características socioeconômicas dos entrevistados. Os resultados sugerem que em razão do uso cultural como alimento e do comércio ilegal, os quelônios sofrem intensa pressão de caça. Assim como evidenciam a relevância dos aspectos culturais e socioeconômicos, envolvimento comunitário efetivo, geração de alternativas de renda e esforços educacionais contínuos para recuperação e manutenção das espécies de quelônios na região. Estudos futuros devem avaliar a longo prazo os efeitos dos usos e consumo desses répteis sobre seus estoques naturais, assim como aprofundar o conhecimento sobre como as variáveis socioeconômicas influenciam os hábitos e atitudes dos habitantes locais em relação a esses animais.
... With limited displacement, small C. denticulatus remained in small areas close or restricted to flat, elevated terrain, suggesting that these areas might reflect nest-site choice by females. Although information on reproduction of this species in the wild is lacking [43], several studies have shown that females of some tortoise species and other reptiles are highly selective in where they deposit their eggs [44,45,46]. It is suggested that yellow-footed-tortoise females often lay their eggs on the ground covered by a thin layer of leaves rather than burying them. ...
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Habitat selection and extension of the area used by a given species may vary during different phases of its life and are often determined by the distribution and availability of resources throughout the landscape, such as food, breeding sites, and shelters. In this study, we assessed the influence of body size on the areas used by 21 individuals of the yellow-footed tortoises (Chelonoidis denticulatus) from January to June 2017 in a dense rain forest area in Central Amazonia. We also investigated whether individuals selected different ranges of terrain slope, elevation, areas with high food availability, or areas with treefall gaps that could be used for shelter or thermoregulation. We monitored tortoise movements using thread-bobbins, and sampled terrain characteristics, availability of potential food resources and forest gaps along the routes used by the tortoises. We also measured the same variables in plots distributed systematically throughout the study area to evaluate resource availability. Tortoises used an average area of 1.56 ha (SD = 1.51, min = 0.03, max = 6.44). The size of the area used was positively associated with the individual body size, but did not vary between sexes. Small individuals selected higher and flatter areas where the availability of fallen flowers was higher, whereas the area used by larger individuals did not differ from the natural availability of topographic traits and food in the region. Although tortoises did not select areas according to availability of tree-fall gaps, most larger tortoises were found sheltered under fallen trees (85%). Conversely, small individuals were mainly found hidden under litter (66%). Body size determined the patterns of landscape use by tortoises; larger individuals were mainly generalists, but small individuals occupied high and flat areas. The yellow-footed tortoise is endangered by hunting, illegal collection for the pet trade, habitat destruction and effects of climate change. Size-related differences in habitat selection should be taken into account in species-distribution models for the identification of suitable areas for reintroduction and the development of management plans in protected areas.
... The Amazon basin is the distribution center of turtles of the genus Podocnemis, harboring 4 of the 6 extant species: P. expansa, P. unifilis, P. sextuberculata, and P. erythrocephala. These turtles vary in size, abundance, geographic distribution, habitat preferences, feeding habits, life history, and behavior (Vogt 2008;Ferrara et al. 2017). All of these chelonians have traditionally been an important resource in the Amazon region because they are a source of protein and of income for riverine communities (Pantoja-Lima et al. 2014). ...
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Abstract Podocnemis sextuberculata (Pleurodira: Podocnemididae) is widely distributed throughout the Amazon drainage basin in Brazil, Colombia, and Peru. Telemetry and previous molecular data suggest that P. sextuberculata lacks population structure in the central Amazon basin of Brazil. Generalization of these results, however, requires much-broader sampling across a range of habitats of this broadly distributed species. For this reason, we tested the hypothesis of panmixia in P. sextuberculata, analyzing a total of 319 specimens sequenced for the mitochondrial control region. Our sampling included localities from 16 areas in the Amazon basin from rivers characteristic of the Amazon basin (whitewater), clearwater rivers of the Guiana shield (Branco, Trombetas, and Nhamundá rivers), and the Brazilian shield (Xingu River). The hypothesis of panmixia was rejected because the results of analysis of molecular variance, pairwise ФST, and Bayesian analysis of population structure indicated population structure in the group of individuals from the locality of Xingu which was not correlated to a pattern of isolation by distance. We suggest that the populations of P. sextuberculata of the Brazilian Amazon basin are composed of 2 management units, one represented by populations restricted to the Xingu River and the other represented by all other populations. The population of the Xingu should be viewed with attention and concern, especially considering the direct and indirect impacts of damming the Xingu River.
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Abstract.—With this analysis, we update the state of knowledge on the species richness, distribution, and conservation status of the turtles of Colombia, both at the national level and regionally within Colombia by hydrological drainages and geopolitical distribution units (departments). The richness patterns and conservation status are analyzed at taxonomic and geographic levels, and the implications of the description of new species on our knowledge of their distribution and conservation status in the country are discussed. Finally, annotations are given on the turtle species that have been introduced into Colombia, translocated within the country, erroneously reported, or deemed to be taxonomically invalid. Our conservative analysis in terms of richness (based upon validated occurrence records) confirms that there are 33 species and two subspecies of turtles in Colombia, of which five are sea turtles and 28 are tortoises or freshwater turtle species. Colombia has 17 genera of chelonians in nine families, so it is second behind Brazil in terms of the number of extant species in South America. The proportion of threatened species in Colombia exceeds 43%, and the threatened species are not evenly distributed among higher taxa or regions. Commonalities were found in the national conservation status assessments for most of the turtle species shared among the five most species-rich countries in South America, including sea turtles and podocnemidids (except for the podocnemidids in Brazil). / Resumen.—En este análisis actualizamos el estado de conocimiento sobre la riqueza de especies, distribución y estado de conservación de las tortugas de Colombia, tanto a nivel nacional, como por cuencas hidrológicas y por distribución geopolítica (departamentos). Analizamos los patrones de riqueza y conservación a nivel taxonómico y geográfico, y discutimos las implicaciones de la descripción de especies nuevas en el conocimiento de su distribución y conservación en el país. Finalmente, hacemos anotaciones sobre las especies de tortugas introducidas, traslocadas a nivel nacional, erróneamente reportadas, o consideradas taxonomicamente inválidas. Nuestro análisis conservador a nivel de riqueza de especies (basados en registros de ocurrencia validados) confirma que en Colombia ocurren 33 especies y dos subespecies de tortuga, de las cuales cinco son marinas y 28 son terrestres o de agua dulce. Colombia cuenta con nueve familias de quelonios, 17 géneros y es segundo en Suramérica después de Brasil en términos del número de especies vivientes. La proporción de especies amenazadas en Colombia excede el 43% y no se distribuye equitativamente por familia o por regiones. Encontramos similitudes en las evaluaciones nacionales de los estados de conservación para la mayoría de las especies de tortugas compartidas entre los cinco países de mayor riqueza del orden en Suramérica, incluyendo a las tortugas marinas y los podocnemididos (con la excepción de los podocnemididos de Brasil). http://amphibian-reptile-conservation.org/pdfs/Volume/Vol_16_no_1/ARC_16_1_[General_Section]_106-135_e306.pdf?fbclid=IwAR2QGSvOWEdVEgc3VXOS2m-eteq3ZOuWDiH1F8H4XbmecGAw86uaBYKSItc
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The matamatas (Chelus fimbriata and the recently described Chelus orinocensis) are the largest species in the family Chelidae, easily identified by their distinct morphological characteristics. The matamatas have a wide distribution in South America, occurring in Bolivia, Brazil, Colombia, Ecuador, Guyana, French Guiana, Peru, and Venezuela, as well as Trinidad and Tobago. However, there are many gaps in the knowledge of its distribution. The objective of this study was to present new records of occurrence for the C. fimbriata species complex and describe the area of distribution. We compiled data from published papers, databases in museums and other scientific collections, and research institutes and conservation organizations. From these data we mapped the species distribution, considering 3 types of river drainages based on water color in the Amazon Basin. We added 182 new records in Brazil, Venezuela, Colombia, Bolivia, and Peru, demonstrating that the C. fimbriata species complex has a wide distribution, totaling 6,907,551 km2 across all 3 river types. Most records were concentrated in areas lower than 200 m above sea level.
Article
The morphological study of limbs is important for the understanding of tetrapod biology, where it can be applied to taxonomy and phylogeny, as well ecology and behavior. In this study area, osteogenesis is a subject in Kinosternidae, which has been little researched. The main aim of this study was to characterize the skeletogenesis of Kinosternon scorpioides limbs. Samples were histologically processed, and the embryos were cleared with potassium hydroxide and stained with alcian blue and alizarin red. It was observed that the limbs arose in embryonic Stage 10 as mesenchymal condensate cells. The first stylopodium chondrification centers were noted at Stage 14. Zeugopodium chondrification centers appeared at Stage 15; carpal, metacarpal, tarsal, and metatarsal regions were observed at Stage 16, and the cartilage molds of all bones limbs were present at Stage 18. Ossification began in the humerus and femur at Stage 20, and continued into the radius, ulna, tibia, and fibula bones. By Stage 23, it was already effectively directed toward the bone epiphyses in both limbs. At Stage 26 and hatching, only articular cartilages remained, and in the majority of samples the carpal region showed no affinity for alcian blue or alizarin red staining. This study acts as an indicative parameter of the taxon's normal development and can contribute to the phylogenetic understanding of this group. O estudo morfológico dos membros é importante para o entendimento da biologia dos tetrápodes, onde pode ser aplicado à taxonomia e filogenia, bem como à ecologia e ao comportamento. Nesta área de estudo, a osteogênese é um assunto pouco pesquisado nos Kinosternidae. O objetivo principal deste estudo foi caracterizar a esqueletogênese dos membros do Kinosternon scorpioides. As amostras foram processadas histologicamente e os embriões foram clarificados com hidróxido de potássio e corados com azul de alcian e vermelho de alizarina. Foi observado que os membros surgiram no estágio embrionário 10 como células mesenquimais condensadas. Os primeiros centros de condrificação do estilopódio foram observados no Estágio 14. Os centros de condrificação zeugopódio apareceram no Estágio 15; as regiões carpal, metacarpal, tarsal e metatarsal foram observadas no Estágio 16, e os moldes de cartilagem de todos os membros dos ossos estavam presentes no estágio 18. A ossificação começou no úmero e no fêmur no Estágio 20, e continuou nos ossos rádio, ulna, tíbia e fíbula. No Estágio 23, foi efetivamente direcionada para as epífises ósseas em ambos os membros. No estágio 26 e em recém‐eclodidos, apenas as cartilagens articulares permaneceram, e na maioria das amostras a região carpal não mostrou afinidade para coloração com azul de alcian ou vermelho de alizarina. Este estudo atua como um parâmetro indicativo do desenvolvimento normal do táxon e pode contribuir para o entendimento filogenético desse grupo.
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