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Efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas: revisão da literatura [Effects of homeopathic high dilutions on plants: literature review] (Dossiê Especial: “Evidências Científicas em Homeopatia” – Revista de Homeopatia da APH - Edição Online)

Authors:

Abstract

Resumo Introdução: Dentre as premissas não convencionais do modelo homeopático, o emprego de doses ultradiluídas de medicamentos desperta questionamentos e ceticismo na classe científica, acostumada ao paradigma dose-dependente da farmacologia clássica. Para evidenciar o efeito das ultradiluições homeopáticas em seres vivos, pesquisas são realizadas em diversos modelos experimentais (in vitro, em plantas e em animais). Objetivo: Descrever os estudos de melhor qualidade metodológica que confirmaram o efeito positivo das ultradiluições homeopáticas em plantas. Métodos: Utilizando como fontes de referência as revisões sobre o tema publicadas até 2015, atualizamos os dados adicionando estudos recentes citados na base de dados PubMed. Resultados: Dentre 167 estudos experimentais analisados nas principais revisões, 48 atingiram os critérios mínimos de qualidade metodológica e 29 identificaram os efeitos específicos das ultradiluições homeopáticas em plantas, empregando controles adequados. Conclusões: Apesar da qualidade metodológica insatisfatória da maioria dos experimentos, estudos com controle negativo sistemático e reprodutibilidade reportaram efeitos significativos e incontestáveis das ultradiluições homeopáticas em plantas. Abstract Introduction: Among the non-conventional grounds of homeopathy, the use of medicines in high dilutions is a cause for objections and skepticism among the scientific community, trained within the dose-dependency paradigm of classic pharmacology. Research aiming at evidencing the effects of homeopathic high dilutions has resource to several experimental models (in vitro, in plants and in animals). Aim: To describe the results of studies with high methodological quality that demonstrated positive effects of homeopathic high dilutions on plants. Methods: Taking reviews published until 2015 as reference source, we updated the information through the addition of data in recent studies included in database PubMed. Results: From 167 experimental studies analyzed in the main reviews, 48 met the minimum criteria of methodological quality, from which 29 detected specific effects of homeopathic high dilutions on plants through comparison with adequate controls. Conclusions: Despite the substandard methodological quality of most experiments, studies with systematic use of negative controls and reproducibility demonstrated significant undeniable effects of homeopathic high dilutions on plants. //
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
008!
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Efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas: revisão da literatura
Marcus Zulian Teixeira¹; Solange M.T.P.G. Carneiro²
Resumo
Introdução: Dentre as premissas não convencionais do modelo homeopático, o
emprego de doses ultradiluídas de medicamentos desperta questionamentos e
ceticismo na classe científica, acostumada ao paradigma dose-dependente da
farmacologia clássica. Para evidenciar o efeito das ultradiluições homeopáticas em
seres vivos, pesquisas são realizadas em diversos modelos experimentais (in vitro, em
plantas e em animais). Objetivo: Descrever os estudos de melhor qualidade
metodológica que confirmaram o efeito positivo das ultradiluições homeopáticas em
plantas. Métodos: Utilizando como fontes de referência as revisões sobre o tema
publicadas até 2015, atualizamos os dados adicionando estudos recentes citados na
base de dados PubMed. Resultados: Dentre 167 estudos experimentais analisados nas
principais revisões, 48 atingiram os critérios mínimos de qualidade metodológica e 29
identificaram os efeitos específicos das ultradiluições homeopáticas em plantas,
empregando controles adequados. Conclusões: Apesar da qualidade metodológica
insatisfatória da maioria dos experimentos, estudos com controle negativo sistemático e
reprodutibilidade reportaram efeitos significativos e incontestáveis das ultradiluições
homeopáticas em plantas.
Palavras-chave
Homeopatia; Ultradiluições; Agricultura; Plantas; Modelos fitopatológicos; Revisão
Effects of homeopathic high dilutions on plants: literature review
Abstract
Introduction: Among the non-conventional grounds of homeopathy, the use of
medicines in high dilutions is a cause for objections and skepticism among the
scientific community, trained within the dose-dependency paradigm of classic
pharmacology. Research aiming at evidencing the effects of homeopathic high
dilutions has resource to several experimental models (in vitro, in plants and in
animals). Aim: To describe the results of studies with high methodological quality that
demonstrated positive effects of homeopathic high dilutions on plants. Methods: Taking
reviews published until 2015 as reference source, we updated the information through
the addition of data in recent studies included in database PubMed. Results: From 167
experimental studies analyzed in the main reviews, 48 met the minimum criteria of
methodological quality, from which 29 detected specific effects of homeopathic high
dilutions on plants through comparison with adequate controls. Conclusions: Despite
the substandard methodological quality of most experiments, studies with systematic
use of negative controls and reproducibility demonstrated significant undeniable effects
of homeopathic high dilutions on plants.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
1 Engenheiro agrônomo (ESALQ-USP). Médico homeopata, PhD, coordenador e pesquisador da disciplina
optativa Fundamentos da Homeopatia (MCM0773) da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo (FMUSP). Integrante da Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do
Estado de São Paulo (CREMESP). 2 Engenheira agrônoma (ESALQ-USP), PhD, pesquisadora da Área de
Proteção de Plantas do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR). ! solange_carneiro@iapar.br
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Keywords
Homeopathy; High dilutions; Agriculture; Plants; Phytopathological models; Review
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
00L!
!
!
Introdução
Em vista do modelo homeopático de tratamento das doenças estar fundamentado em
pressupostos não convencionais (princípio da similitude terapêutica, experimentação
patogenética dos medicamentos em indivíduos sadios e emprego de doses ultradiluídas
de medicamentos escolhidos segundo a totalidade de sinais e sintomas característicos
do binômio doente-doença), encontra resistência em ser aceito pela classe médica e
científica, desconhecedora de suas particularidades e das evidências que as respaldam
[1,2].
Acostumados ao uso de doses massivas e crescentes de medicamentos que agem de
forma contrária e paliativa às manifestações das doenças, médicos e pesquisadores
desconsideram a aplicação de um tratamento que se utiliza de doses infinitesimais e
mínimas de medicamentos que causam distúrbios semelhantes aos que se desejam
curar, apesar de considerarem os avanços das pesquisas nos campos da imunoterapia e
da nanoterapia, que se apoiam em fundamentos semelhantes aos da episteme
homeopática.
Dentre as premissas homeopáticas, o uso de medicamentos dinamizados,
potencializados ou ultradiluídos, com concentrações inferiores a 1 molécula-grama da
substância (níveis de diluição além do número ou constante de Avogadro: 6,02 x 10-23),
é o que desperta as maiores críticas dos céticos ao tratamento homeopático, por
estarem afeitos ao modelo dose-dependente da farmacologia moderna. Negando a
plausibilidade do efeito das ultradiluições homeopáticas em seres vivos [3,4], atribuem
as evidentes melhoras que se seguem ao tratamento homeopático à relação médico-
paciente (efeito consulta) e ao efeito placebo.
Com o intuito de evidenciar a eficácia dos medicamentos homeopáticos no tratamento
das doenças e a efetividade da ação das ultradiluições em sistemas biológicos, ensaios
clínicos e experimentais são realizados em seres humanos, animais, plantas, culturas
de células, etc. Nessa revisão, iremos descrever as evidências científicas do efeito de
ultradiluições homeopáticas em plantas realizadas nas últimas décadas.
Comparativamente a outros modelos de estudo, pesquisas homeopáticas em plantas
apresentam inúmeras vantagens, tais como: experimentos com grande número
amostral e conjuntos de dados; curto período de execução e baixo custo; ausência de
efeito placebo (consulta) e dos problemas éticos existentes nas pesquisas com animais
e seres humanos, dentre outras. Por outro lado, também existem desvantagens:
ausência da experimentação patogenética sistemática dos medicamentos em plantas,
que possibilitaria a confecção de matéria médica homeopática específica para plantas
e permitiria a seleção do medicamento individualizado para cada espécie vegetal e
tipo de doença, como vimos sugerindo e realizando na última década [5-8];
parâmetros relevantes ou artefatos que não podem ser controlados e interferem no
desenvolvimento e na saúde das plantas, dificultando a reprodutibilidade dos
experimentos, dentre outras.
Estudos para avaliar o efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas são descritos
desde 1926 [9], com a primeira revisão geral da literatura publicada em 1984 [10]. Na
última década, diversas revisões descreveram os efeitos das preparações homeopáticas
em plantas [11-16], analisando os fatores que se relacionam à melhoria da qualidade
00M!
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!
!
metodológica dos experimentos e das respectivas publicações (descrição detalhada do
experimento, randomização, cegamento, grupo controle, análise estatística dos
resultados, controle negativo sistemático e reprodutibilidade, dentre outros).
Vale ressaltar que o controle negativo sistemático (grupo placebo, sem qualquer tipo
de intervenção) é o método ideal para controlar a estabilidade do sistema, excluir
resultados falso-positivos e avaliar o efeito específico das ultradiluições [16].
Reprodutibilidade também é um quesito que exclui os resultados falso-positivos,
atestando a qualidade científica do experimento [14-17]. Como resultado do esforço
na melhora da qualidade metodológica dos estudos, a publicação de artigos sobre
pesquisa básica em homeopatia em revistas ‘revisadas por pares’ aumentou
consideravelmente nas duas últimas décadas [18], sugerindo, indiretamente, melhoria
dos experimentos.
Nas 3 principais revisões que analisaram o uso de preparações homeopáticas em
plantas [11-13], os estudos experimentais foram agrupados em 3 campos, divididos
segundo o estudo de diferentes questões: (a) modelos em plantas sadias [11], úteis para
investigar questões relacionadas às potências ou dinamizações homeopáticas, assim
como para a realização das experimentações patogenéticas dos medicamentos; (b)
modelos fitopatológicos [12], ideais para investigar a aplicação da homeopatia no
manejo de doenças e pragas das plantas, prática permitida e utilizada na agroecologia
ou agricultura orgânica (agrohomeopatia) [19]; e (c) modelos com plantas submetidas a
fatores de estresse abiótico (toxidez mineral, salinidade, pH, etc.) [13], empregando
ultradiluições desses agentes estressores para restabelecer o estado saudável das
mesmas.
Como citado anteriormente, a inexistência de uma matéria médica homeopática
específica para plantas que abarque grande número de sinais e sintomas em diferentes
espécies vegetais impede a aplicação do princípio da similitude terapêutica entre sinais
e sintomas dos medicamentos e dos espécimes afetados, dificultando o tratamento
homeopático individualizado das doenças e outros distúrbios que acometem as
plantas. Além da aplicação empírica de medicamentos homeopáticos em diversos
distúrbios das plantas, experimentos evidenciam a eficácia do tratamento bioterápico
ou isoterápico (princípio da identidade terapêutica) no manejo de doenças e
desequilíbrios minerais e químicos, administrando-se ultradiluições homeopáticas dos
agentes estressores bióticos (vírus, fungos, bactérias, insetos, pragas, etc.) e abióticos
(substâncias tóxicas, NaCl, etc.) causadores dos referidos transtornos e desequilíbrios,
com o objetivo de neutralizá-los. [16,20]
Nessa revisão, como objetivo principal, iremos descrever os estudos que atestaram o
efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas, agrupando-os em tabelas em
conformidade com a tríplice classificação anteriormente citada. Num segundo
momento, empregando os pré-requisitos para análise da qualidade metodológica,
iremos descrever os experimentos e linhas de pesquisa mais significativos, assim como
algumas linhas de pesquisa desenvolvidas no cenário brasileiro.
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001!
!
!
Materiais e métodos
Como fontes de informação dos estudos incluídos nesta revisão foram utilizadas as
revisões anteriormente citadas [11-16], selecionando os experimentos de melhor
qualidade metodológica (Manuscript Information Score ou MIS 5) e publicados a
partir de 1979. Como as referidas revisões analisaram as publicações no período 1920-
2015, acrescentamos estudos publicados após este período (2015-2017) através de
pesquisa na base de dados PubMed utilizando as palavras-chave “homeopathy” AND
“plant” e “homeopathy” AND “agriculture”. Descrevemos também algumas iniciativas
brasileiras na área da pesquisa homeopática em plantas.
Resultados
Os principais estudos que satisfizeram os critérios de inclusão (MIS 5) foram
agrupados segundo os 3 principais campos de pesquisa (plantas sadias, modelos
fitopatopatológicos e de estresse abiótico), tendo seus dados sintetizados e
esquematizados em tabelas específicas.
Tabela 1. Principais estudos sobre o efeito de ultradiluições (dinamizações)
homeopáticas em plantas sadias
Autor e
ano
Objetivo
Parâmetro
avaliado
Tratamento
(substância e
dinamização)
Controle
Frequência
e forma de
aplicação
do
tratamento
Efeitos
Endler et
al., 2015
[21]
Avaliar efeito
do ácido
giberélico
dinamizado no
crescimento
das plântulas
no outono
versus inverno-
primavera
Compri-
mento da
plântula
Ácido
giberélico
dinamizado
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
Em todos os
experimentos
conduzidos
no outono,
ácido
giberélico 30d
reduziu** o
crescimento
das plântulas.
Nos
experimentos
conduzidos
no inverno-
primavera os
resultados
foram
inconsistentes
Majewsky
et al.,
2014
[22]
Investigar o
efeito do ácido
giberélico
dinamizado no
crescimento
das plântulas
Taxa de
crescimen-
to
Ácido
giberélico
nas
dinamizaçõe
s 14d a 30d
Água; água
dinami-
zada
As plântulas
foram
mantidas em
copo Becker
com solução
nutritiva e
um dos
tratamentos
Houve
aumento** na
taxa de
crescimento
em algumas
dinamizações,
mas a fase de
desenvolvi-
mento da
plântula
parece afetar
a resposta ao
tratamento
003!
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!
!
Hribar-
Marko et
al., 2013
[23]
Verificar se
pré-tratamento
das sementes
com ácido
giberélico em
dose molecular
aumenta o
efeito do ácido
giberélico
dinamizado no
desenvolvi-
mento das
plântulas
Compri-
mento da
plântula
Pré-
tratamento
das sementes
com ácido
giberélico em
dose
molecular
(10-5, 10-4,
10-3);
tratamento
com ácido
giberélico
dinamizado
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
de 2 ml do
pré-
tratamento
na placa de
Petri com as
sementes.
Após 4
horas,
aplicação de
3 ml dos
tratamentos
No grupo pré-
tratado com
água, o ácido
giberélico 30d
reduziu** o
crescimento
das plântulas.
Nos grupos
que
receberam o
ácido em
dose
molecular,
quanto menor
a
concentração
maior o efeito
do ácido
dinamizado
na redução do
crescimento
das plântulas
Kiefer et
al., 2012
[24]
Avaliar o efeito
do ácido
giberélico
dinamizado na
germinação de
sementes
Sementes
germinadas
Ácido
giberélico
dinamizado
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
O ácido
giberélico 30d
reduziu** a
taxa de
germinação
nos
experimentos
de 2009-
2010; em
2011, não
houve
diferença.
Causas para
esta diferença
podem ser a
menor
viabilidade
das sementes
e a estação do
ano
Endler et
al., 2011
[25]
Avaliar o efeito
do ácido
giberélico
dinamizado no
crescimento
das plântulas
em diferentes
estações do
ano
Compri-
mento da
plântula
Ácido
giberélico
dinamizado
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
O ácido
giberélico 30d
reduziu** o
crescimento
das plântulas.
O melhor
efeito foi
obtido no
outono.
Causas para
esta diferença
podem ser a
menor
viabilidade
das sementes,
a estação do
ano e
temperatura
Pfleger et
al., 2011
[26]
Avaliar efeito
do ácido
giberélico
dinamizado no
crescimento
das plântulas
Compri-
mento da
plântula
Ácido
giberélico
dinamizado
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
O ácido
giberélico 30d
reduziu** o
crescimento
das plântulas
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
00N!
!
!
Santos et
al., 2011
[27]
Estudar o efeito
de Phosphorus
no crescimento
e na
concentração
de óleo
essencial da
planta
Parâmetros
de
crescimen-
to da planta
e conteúdo
de óleo
essencial
Phosphorus
nas
dinamiza-
ções 5cH,
6cH, 9cH,
12cH, 15cH,
18cH, 21cH,
24cH, 27cH
e 30cH
Água;
solução
hidroalco-
ólica
Os
tratamentos
foram
aplicados 3
vezes na
semana, 100
ml por vaso,
durante 3
meses
Algumas
dinamizações,
em especial a
9cH,
aumentaram*
* a altura das
plantas e a
massa seca de
ramos e
folhas, além
da produção
de óleo
essencial
Scherr et
al., 2009
[28]
Analisar a
influência de
altas diluições
em lentilha
d'água
Taxa de
crescimen-
to
Ácido
giberélico,
Argentum
nitricum,
cinetina e
Lemna minor
Água; água
dinami-
zada
As plantas
foram
selecionadas
de acordo
com o
número de
folhas e
tamanho
similares e
mantidas em
copo Becker
com os
tratamentos
O ácido
giberélico nas
dinamizações
15d, 17d,
18d, 23d e
24d reduziu**
a taxa de
crescimento
da planta
Sukul et
al., 2009
[29]
Verificar a
influência de
retardadores do
crescimento
vegetal (CCC,
cloreto de
cloro-etil-
trimetil-
amônio; MH,
hidrazida
maleica) sobre
o desenvolvi-
mento da
planta
Variáveis
de
crescimen-
to e
fisiológicas
CCC 30c,
CCC 200c,
CCC (com
nano-
partículas de
cobre) 30c e
MH 30
Solução
hidroalco-
ólica
dinami-
zada
Pulveriza-
ção foliar
do
tratamento
diluído
1:500 por
dois dias,
duas vezes
ao dia
Todos os
tratamentos
aumenta-
ram** o
crescimento
da planta, o
conteúdo de
clorofila, a
quantidade de
proteína e de
água nas
folhas. CCC
30c com
nano-
partículas de
cobre foi mais
efetivo do que
CCC 30c
Baumgart
ner et al.,
2008
[30]
Avaliar os
efeitos do
ácido
giberélico
dinamizado no
crescimento
das plântulas
Crescimen-
to da parte
aérea
Ácido
giberélico
nas
dinamizaçõe
s 17d e 18d
Água; água
dinami-
zada
As sementes
foram
imersas nos
tratamentos
por 24hrs
O ácido
giberélico 17d
estimulou** o
crescimento
das plântulas
das sementes
colhidas em
1997
Sukul et
al., 2008
[31]
Verificar o
efeito de
substâncias no
crescimento da
planta
Variáveis
de
crescimen-
to e
fisiológicas
CCC 30c,
CCC 200c,
CCC (com
nano-
partículas de
cobre) 30c e
MH 30
Solução
hidroalco-
ólica
dinami-
zada
Pulveriza-
ção foliar
do
tratamento
diluído
1:500 por
oito dias
Todos os
tratamentos
aumenta-
ram** o
crescimento
das plantas,
teor de
clorofila,
açúcar e
proteína
0./!
,;<=>?(@A(&BCDBC<;E(%FG;HIB(,&-J(K;<HBC<F(
!
!
Scherr et
al., 2007
[32]
Estudar os
efeitos de
substâncias
dinamizadas
na taxa de
crescimento da
lentilha d'água
Taxa de
crescimen-
to
Dinamiza-
ções 14d-30d
de Argentum
nitricum,
sulfato de
cobre, ácido
giberélico,
ácido 3-
indol-
acético,
cinetina,
lactose,
Lemma
minor, metil
jasmonato,
metoxuron,
Phosphorus,
nitrato de
potássio e
Sulphur
Água; água
dinami-
zada
Plantas
uniformes
(em relação
ao número
de folhas e
tamanho)
foram
colocadas
em um copo
Becker com
solução
nutritiva e
depois
adicionados
46,2 ml dos
tratamentos
Argentum
nitricum nas
dinamizações
24d, 28d e
29d; cinetina
nas 14d, 16d,
20d, 23d,
26d, 27d e
30d; e
Phosphorus
na 21d, 25d e
29d
afetaram** a
taxa de
crescimento
da planta
durante todo
o período de
avaliação
Baumgart
ner et al.,
2004
[33]
Avaliar o efeito
de hormônios
vegetais
dinamizados
no crescimento
das plântulas
Compri-
mento das
plântulas
Ácido
giberélico,
cinetina,
auxina, ácido
absísico nas
dinamiza-
ções 12d a
30d
Água, água
dinami-
zada
As sementes
foram
imersas por
24 horas no
tratamento e
colocadas
para
germinar
Ácido
giberélico
13d, 15d,17d
e 23d; e
cinetina 19d
aumentaram*
* o tamanho
das plântulas
Chapman
2004
[34]
Avaliar o efeito
de
medicamentos
homeopáticos
no crescimento
de plantas
Tamanho e
peso das
plantas
Sulphur e
Silicea
dinamizados
Água
dinami-
zada
As plantas
receberam
os
tratamentos
no solo
Silicea e
Sulphur 1LM
afetaram** o
desenvolvi-
mento das
plantas
Andrade
et al.,
2001
[35]
Avaliar o efeito
de substâncias
dinamizadas
no
crescimento,
na produção
de cumarina e
no campo
eletromagnéti-
co de chambá
(Justicia
pectoralis)
Variáveis
de
crescimen-
to,
rendimento
de
cumarina e
campo
eletromag-
nético
Dinamiza-
ções (3cH)
de Justicia,
Acanthaceae,
cumarina,
guaco,
Phosphorus,
Sulphur,
Arnica
montana e
ácido
húmico
Controles:
etanol 70%
e etanol
70% na
3cH
Pulveriza-
ções (9)
semanais de
2,65 ml por
planta de
uma solução
com 10
gotas/l de
água
Os
tratamentos
Justicia, ácido
húmico,
Arnica
montana,
Phosphorus e
Sulphur na
3cH aumenta-
ram** o
rendimento
de cumarina
Brizzi et
al., 2000
[36]
Avaliar o efeito
de Arsenicum
album sobre a
germinação de
sementes
Número de
sementes
não
germinadas
Arsenicum
album
(As2O3) 23d a
45d
Água; água
dinami-
zada
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
As
dinamizações
30d, 35d,
40d, 42d e
45d de As2O3
estimularam**
a germinação
das sementes
Betti et
al., 1994
[37]
Avaliar o efeito
de Arsenicum
album sobre a
germinação
Taxa de
germinação
Arsenicum
album
(As2O3) 23d,
25d, 30d,
35d, 40d e
45d
Água; água
30d
Aplicação
dos
tratamentos
na placa de
Petri com as
sementes
As2O3 40d e
45d aumenta-
ram** a
germinação
das sementes
Pongratz
& Endler,
1994
[38]
Estudar o efeito
de nitrato de
prata
dinamizado
sobre a
germinação e
desenvolvi-
mento das
plântulas
Tamanho
da plântula
e taxa de
germinação
Nitrato de
prata 24d
Água; água
dinami-
zada
As sementes
foram
imersas nos
tratamentos
Nitrato de
prata 24d
estimulou o
desenvolvi-
mento das
plântulas
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
0.0!
!
!
Endler &
Pongratz,
1991
[39]
Avaliar o efeito
do ácido
indolbutírico
no desenvolvi-
mento de
plantas
Enraiza-
mento e
desenvolvi-
mento de
novas
folhas
Ácido
indolbutírico
33d
Água
dinami-
zada
Imersão da
planta
A
dinamização
33d
aumentou o
enraizamento
Pongratz,
1990
[40]
Avaliar o efeito
de nitrato de
prata sobre a
germinação e
desenvolvi-
mento das
plântulas
Compri-
mento da
plântula,
taxa de
germinação
Nitrato de
prata 24d
Água
dinami-
zada
Imersão das
sementes
O tratamento
24d
aumentou** o
desenvolvi-
mento das
plântulas
Noiret &
Claude,
1979
[41]
Avaliar o efeito
de sulfato de
cobre
dinamizado
sobre a
germinação e
desenvolvi-
mento das
plântulas
Peso seco e
fresco
CuSO4
dinamizado
na 5c, 7c e
9c
Água; água
dinami-
zada
Imersão das
sementes
Houve
redução** nas
variáveis
analisadas
** diferença estatisticamente significativa
Tabela 2. Principais estudos sobre o efeito de ultradiluições (dinamizações)
homeopáticas em modelos fitopatológicos
Autor
e ano
Espécie
Objetivo
Parâmetro
avaliado
Tratamento
(substância e
dinamização)
Controle
Frequência
e forma de
aplicação do
tratamento
Efeitos
Shah-
Rossi
et al.,
2009
[42]
Arabido-
psis
thaliana
Verificar o
efeito de
diferentes
substâncias
dinamizadas
em plantas
infectadas
pela bactéria
Pseudomonas
syringae
Taxa de
infecção nas
folhas
30
substâncias
dinamizadas
na 30d
Água; água
dinami-
zada
Mergulhan-
do as
plantas nos
tratamentos,
depositando
1,5 ml no
centro da
roseta da
planta e
irrigando a
planta com
os
tratamentos
Redução da
infecção**
pelo
complexo
homeopático
Biplantol
Datta,
2006
[43]
Amoreira
Verificar o
efeito de Cina
maritma
sobre
Meloidogyne
incognita em
amoreiras
Variáveis de
crescimento
da planta e
de infecção
Cina 200c e
Cina T.M. em
tratamento
antes e após
a inoculação
Solução
hidroalcoó-
lica 90%
As plantas
foram
pulverizadas
4 vezes,
com
intervalo de
3 dias, com
10 ml do
tratamento
por planta;
Cina T.M.
foi diluída
1:40 e Cina
200c a 1:20
para
pulverização
Os
tratamentos
aumentaram,
significativa-
mente**, o
comprimento,
o peso fresco
de ramos e
raízes, o n°
de folhas por
planta e a
área foliar; e
reduziu** o
n° de galhas
por planta; a
aplicação
antes da
inoculação
foi mais
eficaz
0..!
,;<=>?(@A(&BCDBC<;E(%FG;HIB(,&-J(K;<HBC<F(
!
!
Sukul
et al.,
2006
[44]
Quiabo
Verificar a
influência de
medicamen-
tos
homeopáticos
em plantas de
quiabo
infectadas
com o
nematoide
Meloidogyne
incognita
Número de
galhas e
população
do
nematoide
nas raízes
Cina 30c,
Santonin 30c
Água;
solução
hidroalco-
ólica 30c
Pulverização
durante 10
dias,
iniciando 7
dias após a
inoculação.
Cada planta
recebeu de
5 a 10 ml do
tratamento
diluído em
água na
proporção
1:1000
O
medicamento
Cina 30c e o
Santonin 30c
reduziu** o
nº de galhas e
a população
do nematoide
nas raízes; e
aumentou** a
população no
solo
Betti
et al.,
2003
[45]
Tabaco
(Fumo)
Estimar os
efeitos do
trióxido de
arsênico em
plantas de
fumo
inoculadas
com o vírus
do mosaico
do fumo
Lesões de
hipersensibi-
lidade
Dinamiza-
ções de
As2O3 (5d,
45d, 5cH e
45cH)
Água; água
dinami-
zada
Foram
retirados 10
discos da 3a
ou 4a folha
inoculadas
de cada
planta e
colocados
em uma
placa de
Petri com 15
ml de
tratamento
As
dinamizações
decimais de
As2O3,
especialmen-
te a 45d,
diminuiu** o
n° de lesões
de
hipersensibili-
dade
Sukul
et al.,
2001
[46]
Tomate
Estudar os
efeitos de
Cina maritma
dinamizada
em
Meloidogyne
incognita
Número de
galhas e
população
do
nematoide
nas raízes
Cina 200c e
1000c
Glóbulos
com
solução
hidroalco-
ólica 90%
Pulverização
foliar com
10 ml/planta
do
tratamento
diluído a 7,2
mg de
glóbulos/ml
de água
destilada. As
plantas
foram
pulverizadas
por 10 dias,
1 vez ao dia
Cina 200c
reduziu** o
n° de galhas/
planta; as 2
dinamizações
de Cina
reduziram** a
população do
nematoide
nas raízes
Sukul
&
Sukul
1999
[47]
Caupi
Avaliar o
efeito de Cina
maritma
1000c sobre
Meloidogyne
incognita
Número de
galhas;
população
do
nematoide
Cina 1000c
Glóbulos
com
solução
hidroalco-
ólica 90%
Pulverização
foliar
O tratamento
reduziu o
número de
galhas e a
população do
nematoide na
raiz e no solo
** diferença estatisticamente significativa
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
0.8!
!
!
Tabela 3. Principais estudos sobre o efeito de ultradiluições (dinamizações)
homeopáticas em plantas submetidas a estresse abiótico
Autor e
ano
Espécie
Objetivo
Parâmetro
avaliado
Tratamento
(substância e
dinamização)
Controle
Frequência e
forma de
aplicação do
tratamento
Efeitos
Brizzi et
al., 2011
[48]
Trigo
Avaliar o
efeito de
Arsenicum
album 45d
na
germina-
ção de
sementes
estressadas
previamen-
te com
As2O3
Taxa de
germinação
Arsenicum
album 45d
Água
destilada;
água
destilada
45d
As sementes
foram
estressadas
com As2O3 por
30 minutos e
enxaguadas
(60 minutos)
em água antes
dos
tratamentos,
que foram
aquecidos por
30 minutos a
20, 40, 70 e
100ºC (por 5
minutos)
Arsenicum
album 45d
estimulou** a
germinação
das sementes;
a eficácia de
As2O3 45d
não foi
alterada pelo
aquecimento
até 40ºC, mas
a 100ºC
ocorreu
redução na
eficácia
Jager et
al., 2011
[49]
Lemna
gibba
Avaliar o
efeito de
11
substâncias
dinamiza-
das sobre o
crescimen-
to da
planta após
estresse
com As2O3
Número e
área foliar;
coloração
da folha
Arsenicum
album,
nosódio
(preparado
por
maceração
de plantas
cultivadas
por 48hs em
meio com
As2O3), ácido
giberélico,
solução de
arsênico e
outras
substâncias
em diferentes
dinamiza-
ções
Água; água
sucussio-
nada
As plantas
permanece-
ram por 48hs
em meio com
As2O3 para
intoxicação.
Depois foram
transferidas
para outro
recipiente
com os
tratamentos
Arsenicum
album e o
nosódio
dinamizado
aumentou** a
taxa de
crescimento
das plantas
Jager et
al., 2010
[50]
Lemna
gibba
Avaliar o
efeito de 3
substâncias
dinamiza-
das sobre o
crescimen-
to da
planta após
o estresse
com As2O3
Área foliar
Arsenicum
album,
nosódio e
ácido
giberélico em
diferentes
dinamiza-
ções
Água; água
dinami-
zada
As plantas
permanece-
ram por 48hs
em meio com
As2O3 para
intoxicação.
Depois foram
transferidas
para outro
recipiente
com os
tratamentos
Arsenicum
album e o
nosódio
dinamizados
aumenta-
ram** a taxa
de
crescimento
das plantas
Lahnste
in et al.,
2009
[51]
Trigo
Avaliar o
efeito de
Arsenicum
album
dinamiza-
do sobre a
germina-
ção de
sementes
estressadas
com As2O3
e
crescimen-
to da
plântula
Crescimento
da parte
aérea
Arsenicum
album 45d
Água
destilada;
água
destilada
45d
As sementes
foram
estressadas
com As2O3 por
30 minutos e,
a seguir, foram
enxaguadas
por 60
minutos em
água; depois
receberam 3,3
ml do
tratamento
Arsenicum
album 45d
reduziu** o
crescimento
de plântulas
de trigo
0.:!
,;<=>?(@A(&BCDBC<;E(%FG;HIB(,&-J(K;<HBC<F(
!
!
Binder et
al., 2005
[52]
Trigo
Efeito de
Arsenicum
album em
sementes
estressadas
com As2O3
Crescimento
da plântula
Arsenicum
album 45d
Água
destilada;
água 45d
As sementes
foram
estressadas
com 0,1% de
As2O3 por 30
minutos e
enxaguadas
em água por
60 minutos; os
tratamentos
foram
colocados na
placa de Petri
com as
sementes
Arsenicum
album 45d
reduziu** o
crescimento
da plântula
quando
comparado
com água e
água 45d
Brizzi et
al., 2005
[53]
Trigo
Avaliar o
efeito de
As2O3
dinamiza-
do sobre o
crescimen-
to de
plântulas
estressadas
com doses
subletais
de As2O3
Compri-
mento das
plântulas
As2O3
dinamizado
em 5d, 15d,
25d, 35d e
45d
Água
destilada;
água
destilada
dinamizada;
As2O3
diluído e
sem
sucussão
As sementes
foram
estressadas
com 0,1% de
As2O3 por 30
minutos e
enxaguadas
por 60
minutos em
água; após,
receberam 3,2
ml de cada
tratamento
As2O3 45d
aumentou **
o
comprimento
das plântulas
Brizzi et
al., 2000
[54]
Trigo
Verificar o
efeito de
Arsenicum
album
dinamizad
o sobre a
germina-
ção de
sementes
de trigo
estressadas
com As2O3
Taxa de
germinação
As2O3
dinamizado
na 30d, 40d,
42d, 45d
Água
destilada;
água
destilada
dinamizada;
As2O3
diluído e
sem
sucussão
As sementes
foram
estressadas
com 0,1% de
As2O3 por 30
minutos e
enxaguadas
por 60
minutos em
água; os
tratamentos
foram
colocados na
placa de Petri
com as
sementes
As
dinamizações
40d, 42d e
45d
estimularam**
a germinação
das sementes
previamente
ou não
estressadas
com As2O3; o
As2O3 apenas
diluído não
teve qualquer
efeito sobre a
germinação
Betti et
al., 1997
[55]
Trigo
Avaliar o
efeito de
Arsenicum
album 45d
sobre
sementes
de trigo
intoxicadas
com As2O3
Crescimento
da parte
aérea e da
raiz
Arsenicum
album 45d
Água
destilada
Única
aplicação de
3,2 ml de
água ou
Arsenicum
album em
cada
recipiente
O Arsenicum
album
dinamizado
aumentou**
em 24% o
comprimento
da parte aérea
** diferença estatisticamente significativa
Discussão
As revisões recentes que estudaram o efeito das ultradiluições homeopáticas em
plantas [11-13] agruparam, até 2011, um total de 167 estudos experimentais descritos
em 157 publicações. Elaboradas por um mesmo grupo de pesquisadores, aplicaram um
protocolo específico (Manuscript Information Score ou MIS) para avaliar a qualidade
metodológica dos estudos, atribuindo pontuações (0-2 pontos) à descrição de 5
quesitos fundamentais: desenho do experimento, materiais utilizados, instrumentos de
medida, técnicas de dinamização e tipos de controle.
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
0.L!
!
!
Na análise global dessas revisões [16], dentre os 167 estudos experimentais analisados,
84 (50%) incluíram análise estatística e 48 (29%) alcançaram uma pontuação mínima
(MIS 5) que permitisse uma interpretação adequada dos resultados. 29 estudos (17%)
utilizaram controles adequados para identificar os efeitos específicos das ultradiluições
homeopáticas, reportando efeitos significativos das preparações em níveis de diluição
além da constante de Avogadro. Dez estudos (6%) empregaram controle negativo
sistemático (grupo placebo).
Dentre os 48 estudos experimentais com MIS 5, a principal planta usada foi o trigo
(23 estudos), seguido por ervilha-anã e lentilha d’água (3 estudos cada). Os preparados
homeopáticos mais usados foram: nitrato de prata (9 estudos), arsênico (8 estudos),
ácido giberélico (6 estudos) e Cina maritma (4 estudos). O estressor abiótico mais
aplicado foi o arsênico (6 estudos). Diferentes dinamizações ou potências foram
utilizadas, sem identificar qualquer relação linear entre o nível da potência e o
tamanho do efeito. Em uma rie de potências usada num mesmo modelo de
experimento, algumas se mostraram ativas e outras inativas. Em plantas sadias, algumas
potências estimularam a germinação e outras inibiram, evidenciando o efeito bifásico
das diversas concentrações [16,36].
Na análise das revisões específicas [16], dentre os 86 estudos com plantas sadias [11],
43 (50%) incluíram análise estatística, 29 (34%) apresentaram MIS 5, 15 (17%)
utilizaram controle adequado e 5 (6%) empregaram controle negativo sistemático
[28,30,32,33]. Dentre os 44 estudos com modelos fitopatológicos [12], 19 (43%)
incluíram análise estatística, 6 (7%) apresentaram MIS 5, 6 (7%) utilizaram controle
adequado e 1 (2%) empregou controle negativo sistemático [42]. Dentre os 37 estudos
com plantas submetidas a estresse abiótico [13], 22 (68%) incluíram análise estatística,
13 (35%) apresentaram MIS 5, 8 (22%) utilizaram controle adequado e 4 (11%)
empregaram controle negativo sistemático [48,50-52].
Avaliando a reprodutibilidade dos experimentos homeopáticos em plantas, que
reiteram a validade de resultados isolados, revisões recentes [14,15] agruparam estudos
semelhantes de uma mesma linha de pesquisa, evidenciando a repetição de efeitos
positivos comparáveis. Nos modelos com plantas sadias, destacaram os experimentos
das linhas de pesquisa ‘mudas de trigo & nitrato de prata’ [9,38,40,56,57], ‘ervilha-anã
& ácido giberélico’ [30,33], mudas de trigo/ crescimento do talo & ácido giberélico’
[21-23,25,26] e ‘mudas de trigo/ germinação & ácido giberélico’ [24,58]. Nos modelos
com plantas submetidas a estresse abiótico e posterior tratamento, destacaram os
experimentos da linha de pesquisa ‘envenenamento de mudas de trigo com arsênico &
Arsenicum album[48,53-55,59].
Desde 1984, na primeira revisão de estudos com ultradiluições em plantas, Scofield
[10] alertava para as falhas metodológicas nos desenhos e na condução dos
experimentos analisados: tamanho inadequado da amostra; ausência de análise
estatística; ausência de descrição detalhada do método (técnica de seleção e de
preparação dos medicamentos, doses utilizadas, formas de aplicação, etc.) e dos tipos
de controle; ausência de método duplo-cego, controle adequado e reprodutibilidade
dos experimentos; tipos e medidas de desfechos inadequados, dentre outras.
Além dessas deficiências na elaboração dos experimentos, facilmente corrigidas com a
observância das premissas do método científico, outros aspectos intrínsecos ao modelo
homeopático dificultam a sistematização e o aprimoramento dos experimentos, tais
como a complexidade que envolve a seleção do medicamento homeopático
0.M!
,;<=>?(@A(&BCDBC<;E(%FG;HIB(,&-J(K;<HBC<F(
!
!
individualizado e a aplicação das ultradiluições. No entanto, como pudemos observar
na descrição dos estudos publicados nas últimas décadas, tem ocorrido um salto
qualitativo nas pesquisas com ultradiluições homeopáticas em plantas, com diversas
sugestões para o aprimoramento do desenho, da condução e da descrição desse tipo
de experimentos. (17,60-64)
Embora o controle negativo sistemático e a reprodutibilidade dos experimentos devam
ser implantados de forma rotineira nos futuros estudos com ultradiluições
homeopáticas em plantas, com o objetivo de controlar a estabilidade do sistema,
excluir resultados falso-positivos e confirmar a validade dos resultados, alguns aspectos
podem impedir a reprodutibilidade interna ou externa, tais como: parâmetros
relevantes que não podem ser controlados, medidas de desfecho inadequadas e
irreprodutibilidade inerente ao sistema, dentre outros. Por outro lado, muitos resultados
falso-positivos podem estar relacionados a artefatos, fruto de contaminação, desvios
sistemáticos ou ruído randômico do desenho experimental, que são erroneamente
interpretados como efeitos do tratamento. [14,15]
Segundo Baumgartner [17,60,65], a questão da reprodutibilidade em experimentos
com homeopatia é uma situação complexa, em vista dos diversos fatores envolvidos,
tornando-se necessária uma abordagem interativa.
Como citado inicialmente, vale reiterar a importância da união dos pesquisadores em
torno do projeto de elaboração de uma matéria médica homeopática específica para
plantas, iniciado no Brasil em 2003 [5-8,20,66,67], pressuposto indispensável à
seleção do medicamento individualizado para o tratamento dos diversos transtornos e
doenças. Reiterada por outros pesquisadores recentemente [13,16,22], possibilitaria a
aplicação da similitude terapêutica clássica entre os sinais e sintomas despertados pelo
medicamento homeopático na experimentação patogenética em plantas e os sinais e
sintomas observados na espécie vegetal a ser tratada. Excetuando a especificidade na
seleção do tratamento isoterápico, que utiliza ultradiluições de agentes patogênicos
para prevenir e/ou tratar os efeitos deletérios desses mesmos agentes em plantas
(analogamente à imunização e à imunoterapia em humanos, respectivamente), a
grande maioria dos medicamentos utilizados no tratamento homeopático dos
distúrbios de plantas é escolhida de forma empírica e inespecífica (sem descrever o
método de seleção empregado), aplicando-se analogias interpretativas entre os sinais e
sintomas descritos nas matérias médicas homeopáticas tradicionais (fruto da
experimentação patogenética das substâncias medicinais em seres humanos) e os sinais
e sintomas observados nas plantas.
Como proposta complementar, reproduzindo o que vimos realizando com os fármacos
modernos na última década, sugerindo seu emprego homeopático em conformidade
com a aplicação da similitude entre seus eventos adversos e os sinais e sintomas dos
indivíduos doentes (Novos medicamentos homeopáticos: uso dos fármacos modernos
segundo o princípio da similitude; http://www.newhomeopathicmedicines.com) [68-
73], poderíamos iniciar a elaboração dessa matéria médica homeopática para plantas
com o levantamento, a sistematização e a formatação dos sinais e sintomas
despertados nas espécies vegetais pela toxidez de diversas substâncias utilizadas
convencionalmente nas práticas agrícolas (minerais, agrotóxicos, fertilizantes, etc.),
incrementando esse compêndio inicial com experimentações patogenéticas
homeopáticas clássicas.
!"#$%&'()"(*+,"+-'&$'(./0123/405.67(008908.(
0.1!
!
!
Exemplificando a validade do método anteriormente proposto, ressaltamos o
experimento de Betti et al. [45], que utilizou o trióxido de arsênico (As2O3) para reduzir
a severidade do mosaico do fumo (tabaco), provocado pelo vírus TMV. O
medicamento foi selecionado segundo o princípio da similitude terapêutica clássica,
baseada em sinais e sintomas semelhantes, em vista dos pesquisadores terem
observado que a aplicação de concentrações fitotóxicas do As2O3 em folhas de fumo
causava lesões semelhantes às observadas na reação de hipersensibilidade induzida
pelo TMV. Nos resultados, os autores constataram que o tratamento homeopático das
plantas com ultradiluições do As2O3 aumentou significativamente a resistência do fumo
ao TMV, avaliada pela contagem do número de lesões de hipersensibilidade.
O mesmo grupo de pesquisa também conseguiu a redução dos sintomas causados pelo
fungo Alternaria brassicicola em couve-flor utilizando As2O3 na dinamização 35d,
substância escolhida com base em experimentação patogenética do As2O3 a 1mM em
couve-flor, que produziu sintomas semelhantes aos causados pelo fungo. [74]
Trabalhos semelhantes conduzidos no Brasil detectaram a similaridade entre os sinais e
sintomas patogenéticos do óleo de eucalipto no feijoeiro com os sinais e sintomas
provocados pelo fungo Pseudocercospora griseola, causador da mancha angular nesta
cultura [66,75]. Os estudos visando redução da infecção por P. griseola em feijão ainda
são incipientes, mas apontam para o possível controle da mancha angular com o óleo
de eucalipto dinamizado [76], com a ativação de mecanismos bioquímicos de defesa
das plantas [77].
Conclusões
Cumprindo o objetivo dessa revisão, o efeito das ultradiluições homeopáticas em
plantas foi demonstrado em distintos modelos experimentais e de satisfatória qualidade
metodológica, os quais empregaram controle negativo sistemático e apresentaram
reprodutibilidade, dirimindo a probabilidade de resultados falso-positivos e
confirmando a validade dos efeitos observados.
Além da confirmação do efeito dos medicamentos dinamizados em sistemas biológicos
diversos, os resultados positivos dos experimentos homeopáticos em plantas endossam
a plausibilidade do tratamento homeopático em doenças humanas, em vista da
ausência da relação médico-paciente (efeito consulta) e do efeito placebo na interação
pesquisador-planta, utilizados pelos céticos como justificativas das melhoras
observadas no transcurso da clínica homeopática.
Apesar das falhas metodológicas observadas em estudos no passado, o progresso da
pesquisa homeopática em plantas das últimas décadas, em vista das vantagens desse
modelo experimental e do interesse crescente de sua aplicação na agroecologia, indica
um campo promissor de pesquisas para desvendar as particularidades que envolvem o
mecanismo de ação das ultradiluições homeopáticas e para ampliar sua aplicação
terapêutica.
0.3!
,;<=>?(@A(&BCDBC<;E(%FG;HIB(,&-J(K;<HBC<F(
!
!
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Article
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The homeopathic treatment is based on the principle of therapeutic similitude, employing medicines that cause certain disorders to treat similar manifestations, stimulating a reaction of the organism against its own ailments. The occurrence of this secondary reaction of the organism, opposite in nature to the primary action of the medicines, is evidenced in the study of the rebound (paradoxical) effect of several classes of modern drugs. In this work, in addition to substantiate the principle of similitude before the experimental and clinical pharmacology, we suggest a proposal to employ hundreds of conventional drugs according to homeopathic method, applying the therapeutic similitude between the adverse events of medicines and the clinical manifestations of patients. Describing existing lines of research and a specific method for the therapeutic use of the rebound effect of modern drugs (http://www.newhomeopathicmedicines.com), we hope to minimize prejudices related to the homeopathy and contribute to a broadening of the healing art.
Article
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Um grande entrave no cultivo da couve-flor é a incidência do fungo Alternaria brassicicola, causador da mancha foliar escura em plantas da família Brassicaceae. A utilização de sais de cobre na agricultura é questionada. De fato, estes produtos apresentam desvantagens, principalmente relacionadas com os seus depósitos no solo e a sua fitotoxicidade. Neste trabalho investigou-se os efeitos do uso de arsenico na forma ultra diluída (UHD), preparado por um processo de diluição repetida e agitação, por meio de: 1) germinação in vitro de esporos em suspenção de A. brassicicola; 2) experimento in planta e 3) ensaio em campo onde plantas de couve-flor, infectadas pelo fungo, foram pulverizadas. Diluições ultra altas de arsenico (em que não há mais presença dessas moléculas) foram eficazes em todos os experimentos, inibindo a germinação de esporos em 60,0%, controlando a doença fúngica nos experimentos in planta (eficácia relativa de 42,1%) e, no teste de campo, diminuindo o nível de infecção médio em cabeças de couve flor em 45,7% e 41,6% respectivamente, em plantas inoculadas artificialmente e infectadas naturalmente. Este é o primeiro estudo para demonstrar que as soluções ultra diluídas de arsenico efetivamente reduzem a germinação de esporos in vitro e reduzem a infecção de A. brassicicola em plantas de couve-flor, tanto em condições controladas como em campo. Nossa pesquisa ainda é muito experimental; no entanto, à luz dos resultados significativos obtidos com arsênico ultra-diluído e, dado que o elevado nível de diluição impede qualquer toxicidade ou acumulo no ambiente, o uso de UHDs poderia ser considerado uma abordagem potencial e confiável para a agricultura sustentável.
Article
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In previous multicentre studies, the influence of a homeopathic ultra-high dilution of gibberellic acid on wheat growth was scrutinized. Data showed that this test dilution slowed down stalk growth when experiments were performed in the autumn season. The aim of this work was to test the hypothesis that pretreatment of grains with high concentrations of gibberellic acid would enhance the growth-inhibiting effect of the ultra-high dilution of the plant hormone. Grains of winter wheat (Triticum aestivum, 500 or 1000 per group) were pretreated with (non-agitated) gibberellic acid 10-5, 10-4 and 10-3 parts by weight (Ge-5, Ge-4, Ge-3) or with water ("W0") for control prior to further treatment. Grains were then observed under the influence of extremely diluted gibberellic acid (10-30 parts by weigth) prepared by stepwise dilution and agitation according to a protocol derived from homeopathy ("G30x"). Analogously prepared water was used for control ("W30x"). Seedlings were allowed to develop under standardized conditions for 7 days; plants were harvested and stalk lengths were measured. Of the four pretreatment variants under study, Ge-3 yielded most growth, followed by Ge-4 , Ge-5 and finally W. This outcome was modulated by the application of G30x in that the inhibition obtained with G30x as compared to W30x was the greater the lower the pretreatment concentration of G had been. The hypothesis that pretreatment of grains with high concentrations of gibberellic acid would enhance the growth inhibiting effect of G30x had to be rejected. Rather, G30x slowed down stalk growth most in the W0 group with p < 0.001, only moderately in the Ge-5 and Ge-4 group and not at all in the Ge-3 group.
Article
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Introduction: This paper focuses exclusively on experimental models with ultra high dilutions (i.e. beyond 10e-23) that have been submitted to replication scrutiny. It updates previous surveys, considers suggestions made by the research community and compares the state of replication in 1994 with that in 2015. Methods: Following literature research, biochemical, immunological, botanical, cell biological and zoological studies on ultra high dilutions (potencies) were included. Reports were grouped into initial studies, laboratory-internal, multicentre and external replications. Repetition could yield either comparable, or zero, or opposite results. The null-hypothesis was that test and control groups would not be distinguishable (zero effect). Results: A total of 126 studies were found. From these, 28 were initial studies. When all 98 replicative studies were considered, 70.4% (i.e. 69) reported a result comparable to that of the initial study, 20.4% (20) zero effect and 9.2% (9) an opposite result. Both for the studies until 1994 and the studies 1995-2015 the null-hypothesis (dominance of zero results), should be rejected. Furthermore, the odds of finding a comparable result are generally higher than of finding an opposite result. Although this is true for all three types of replication studies, the fraction of comparable studies diminishes from laboratory-internal (total 82.9%) to multicentre (total 75%) to external (total 48.3%), while the fraction of opposite results was 4.9%, 10.7% and 13.8%. Furthermore, it became obvious that the probability of an external replication producing comparable results is bigger for models that had already been further scrutinized by the initial researchers. Conclusions: We found 28 experimental models which underwent replication. In total, 24 models were replicated with comparable results, 12 models with zero effect, and 6 models with opposite results. Five models were externally reproduced with comparable results. We encourage further replications of studies in order to learn more about the model systems used.
Article
Objective: To evaluate the efficacy and safety of potentized estrogen compared to placebo in homeopathic treatment of endometriosis-associated pelvic pain (EAPP). Study design: The present was a 24-week, randomized, double-blind, placebo-controlled trial that included 50 women aged 18-45 years old with diagnosis of deeply infiltrating endometriosis based on magnetic resonance imaging or transvaginal ultrasound after bowel preparation, and score ≥ 5 on a visual analogue scale (VAS: range 0 to 10) for endometriosis-associated pelvic pain. Potentized estrogen (12cH, 18cH and 24cH) or placebo was administered twice daily per oral route. The primary outcome measure was change in the severity of EAPP global and partial scores (VAS) from baseline to week 24, determined as the difference in the mean score of five modalities of chronic pelvic pain (dysmenorrhea, deep dyspareunia, non-cyclic pelvic pain, cyclic bowel pain and/or cyclic urinary pain). The secondary outcome measures were mean score difference for quality of life assessed with SF-36 Health Survey Questionnaire, depression symptoms on Beck Depression Inventory (BDI), and anxiety symptoms on Beck Anxiety Inventory (BAI). Results: The EAPP global score (VAS: range 0 to 50) decreased by 12.82 (P < 0.001) in the group treated with potentized estrogen from baseline to week 24. Group that used potentized estrogen also exhibited partial score (VAS: range 0 to 10) reduction in three EAPP modalities: dysmenorrhea (3.28; P < 0.001), non-cyclic pelvic pain (2.71; P = 0.009), and cyclic bowel pain (3.40; P < 0.001). Placebo group did not show any significant changes in EAPP global or partial scores. In addition, the potentized estrogen group showed significant improvement in three of eight SF-36 domains (bodily pain, vitality and mental health) and depression symptoms (BDI). Placebo group showed no significant improvement in this regard. These results demonstrate superiority of potentized estrogen over placebo. Few adverse events were associated with potentized estrogen. Conclusions: Potentized estrogen (12cH, 18cH and 24cH) at a dose of 3 drops twice daily for 24 weeks was significantly more effective than placebo for reducing endometriosis-associated pelvic pain. Trial registration: ClinicalTrials.gov Identifier: NCT02427386.
Article
Background: Endometriosis is a chronic inflammatory disease that causes difficult-to-treat pelvic pain. Thus being, many patients seek help in complementary and alternative medicine, including homeopathy. The effectiveness of homeopathic treatment for endometriosis is controversial due to the lack of evidences in the literature. The aim of the present randomized controlled trial is to assess the efficacy of potentized estrogen compared to placebo in the treatment of chronic pelvic pain associated with endometriosis. Methods/design: The present is a randomized, double-blind, placebo-controlled trial of a homeopathic medicine individualized according to program 'New Homeopathic Medicines: use of modern drugs according to the principle of similitude' (http://newhomeopathicmedicines.com). Women with endometriosis, chronic pelvic pain and a set of signs and symptoms similar to the adverse events caused by estrogen were recruited at the Endometriosis Unit of Division of Clinical Gynecology, Clinical Hospital, School of Medicine, University of São Paulo (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HCFMUSP). The participants were selected based on the analysis of their medical records and the application of self-report structured questionnaires. A total of 50 women meeting the eligibility criteria will be randomly allocated to receive potentized estrogen or placebo. The primary clinical outcome measure will be severity of chronic pelvic pain. Statistical analysis will be performed on the intention-to-treat and per-protocol approaches comparing the effect of the homeopathic medicine versus placebo after 24 weeks of intervention. Discussion: The present study was approved by the research ethics committee of HCFMUSP and the results are expected in 2016. Trial registration: ClinicalTrials.gov Identifier: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02427386.
Article
Ethanol extracts from the funicles of Acacia auriculiformis and the flowering meristems of Artemisia nilagirica were tested in vivo on the root-knot nematodes, Meloidogyne incognita. The active principles of A. auriculiformis and A. nilagirica are acaciasides and santonin, respectively. The extract from A. auriculiformis reduced the root-knot disease of mulberry, (Morus alba L.) and increased the protein content of its leaves. A. nilagirica extract at ultra high dilutions, called Cina 200 and Cina 1000, reduced the root-knot disease and improved the growth of tomato plants. Electronic spectra of Cina 1000 and the crude extract, called Cina Q showed some similarity in absorbance intensity and spectral pattern Molecular complexation and charge transfer interaction between the drug and the diluent medium (90% ethanol) are thought to be responsible for the spectral pattern and absorbance of Cina 1000. The spin lattice relaxation time (T1) of 2H of OH, CH2 and CH3 of ethanol in Cina 1000 showed significant difference from that of 90% ethanol. This change in T1 in Cina 1000 might be due to a change in the rate of tumbling in the relevant parts of the molecule. These physical parameters are thought to be responsible for the biological effect of Cina 1000.