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Marcha de absorção e extração de nutrientes pelo tomateiro (Nutrient accumulation and extraction by tomato plant)

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Abstract and Figures

Dentro da cadeia produtiva da tomaticultura, empresas públicas e privadas, estão em continuado esforço no sentido de oferecer aos produtores novas cultivares e híbridos que apresentam resistências a pragas e doenças, adaptação as diferentes condições climáticas, e com melhor aproveitamento dos insumos disponíveis aumentando seu potencial produtivo. Consequentemente, com a maior produção de massa vegetal, também se altera a necessidade nutricional dessas plantas. Assim para poder refinar as recomendações de adubação existentes para cada cultivar são necessários estudos envolvendo o acúmulo e as curvas de absorção de nutrientes que são importantes nas recomendações de adubação/fertirrigação.
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04 10 26
REQUEIMA:
NOVOS DESAFIOS
NESTA EDIÇÃO
INSETOS VETORES DE
VÍRUS EM TOMATE MURCHADEIRA
A requeima é uma das principais
doenças da tomaticultira e possui
alto poder destrutivo. A as perdas
podem variar de 10 a 100% em
poucos dias
Entre os fatores que podem afetar
o rendimento do tomate ou sua
qualidade estãoos danos causados
por insetos e ácaros
A doença é causada por uma
bactéria que infecta plantas da
família das solanáceas, como:
tomate, batata, berinjela, jiló,
pimentão e pimenta
ANO 001
EDIÇÃO I
MAIO 2017
AGROXTIL
UM GRANDE ALIADO DA
TOMATICULTURA MODERNA
| 1 |
Índice
CONFIRA NESTA EDIÇÃO
REQUEIMA: NOVOS DESAFIOS 04
BIOESTIMULANTES 07
INSETOS-VETORES D E VÍRUS EM TOMATE 10
TRAÇA DO TOMATE: PRAGA “FILHA DA TUTA!” 14
AGROTÊXTIL 16
ÁCIDO SALICÍLICO 21
MURCHADEIRA 26
EMPREENDEDORISMO NA TOMATICULTURA 28
O CONSUMIDOR MAIS PERTO DA “ROÇA 30
VERTICALIZAÇÃO OU MORTE! 32
CULTIVO DE TOMATE EM VASO 34
MARCHA DE ABSORÇÃO 36
| 2 |
Nós somos o Tomate Brasil!
Um grupo de produtores e prossionais da
tomaticultura de todo território nacional,
que nasceu em conversas usando a rede
social e aplicativo WhatsApp, onde o
assunto principal sempre foi a cultura do
“tomate”.
Percebendo a necessidade de difundir
conhecimento com o coletivo e contribuir
com informação e formação para aqueles
que buscam na tomaticultura o seu meio
de sustento, nos norteou e impulsionou há
lançarmos esta revista. Como prossional
do meio da horticultura tenho visto que
a carência de informações. Durante a
construção da minha história prossional,
percebo que as dúvidas de 20 anos atrás
ainda continuam sendo as mesmas. Hoje, a
cadeia produtiva do tomate está diante de
um grande abismo: de um lado a urgência de
mudança e do outro lado desejo de mudar.
Certamente construir uma ponte entre
esses dois pontos não é uma tarefa fácil, mas
o fato é que precisamos olhar para algumas
questões e fazermos algumas perguntas
básicas para entendermos:
1º O que foi a tomaticultura?
2º O que está sendo a tomaticultura?
3º O que tomaticultura nacional pode ser no
futuro?
É essencial fazermos essa analogia entre o
passado e o presente e, assim exercitarmos a
futurologia em prol da atividade tomateira
brasileira, pois se não sabe onde é ponto de
partida, não sabe em qual direção seguir.
Olá! Vivenciamos um setor da horticultura
tido como nobre no meio da produção de
hortaliças, porém esquecidos nas encostas
das serras, pelos rincões e sertões desse
Brasil, que só é lembrado como potencial de
faturamento e quando o tomate é o “vilão da
inação” de feiras e mercados.
Conversar de maneira franca e sincera com
os produtores tem nos dado uma noção
muito clara da atividade das principais
zonas de produções brasileiras, onde falta de
organização e de conhecimento têm levado
o tomaticultor a uma “roleta russa” ou ainda,
chamada por alguns de “seleção natural”.
Porém, sabemos que não é a sorte que garante
os padrões de seleção dos agricultores e
prossionais que estão inseridos nesse
contexto e, nem a denição de disputas para
os mesmos. O que certamente vai nortear
a construção dessa ponte que nos leva ao
futuro são alicerces baseados nos princípios
da vida humana: respeito, bom senso e ética.
Certo que fora desses fundamentos não
existirá nenhuma estrutura sólida capaz de
resistir aos abalos e as crises.
Precisamos hoje andar de mãos dadas com
os consumidores dos nossos tomates e
defendê-los, pois é essa a missão de quem
produz alimento, a sociedade precisa nos
ver como amigos e, ter a noção que quando
um tomate for colocado a mesa uma nova
consciência seja realidade para essas famí lias,
de que essa fruta não é só composta de uma
substância chave como o licopeno, algo
tão importante quanto esse antioxidante
que está por de trás da linda cor vermelha,
existem elementos intangíveis da fruta,
como, à dedicação de famílias que vivem
da condução dessa lavoura e de prossionais
que abriram mão do conforto dos grandes
centros, para viver uma vida devotada ao
estudo e manejo da tomaticultura.
Conhecimento e discernimento são
atributos fundamentais que nos garantirão
a real mudança do país, que almejamos
em todos os aspectos. A necessidade de
mudança nunca se fez tão presente como
hoje, usando o nome da canção de Oswaldo
Montenegro que ilustra o momento:
“Mudar dói, não mudar dói muito”, ou
“pagamos pelo preço da mudança ou
pagaremos pelo preço da falência”.
A planta do tomate é pedagógica, nos
ensina e deixa muito clara que a existência
de todo ser humano se confunde com a
sua, na brevidade da vida e nas mazelas da
sua existência. O tomateiro com a sagrada
missão de deixar os seus frutos para que a
fome do mundo seja menor e a que nossa
expectativa de vida possa ser melhor.
Deus, na sua perfeição não poderia ter
deixado uma planta tão ímpar e apaixonante
como está fora do convívio agrícola do
homem, para que sendo assim, pudéssemos
nela perceber a sua generosidade e ainda
observarmos que os “bons frutos” que
produzirmos nessa vida dá a possibilidade
de uma vida digna ao nosso próximo.
Welson Perli Pereira
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Dentro da cadeia produtiva da
tomaticultura, empresas públicas e privadas,
estão em continuado esforço no sentido de
oferecer aos produtores novas cultivares
e híbridos que apresentam resistências a
pragas e doenças, adaptação as diferentes
condições climáticas, e com melhor
aproveitamento dos insumos disponíveis
aumentando seu potencial produtivo.
Consequentemente, com a maior produção
de massa vegetal, também se altera a
necessidade nutricional dessas plantas.
Assim para poder renar as recomendações
de adubação existentes para cada cultivar são
necessários estudos envolvendo o acúmulo
e as curvas de absorção de nutrientes que
são importantes nas recomendações de
adubação/fertirrigação pois indicam a
quantidade necessária para o crescimento
diário da planta ocasionando melhoria
da eciência dos nutrientes aplicados e
evitando sobras de fertilizantes/sais no
solo e portanto, possibilitam estabelecer
as proporções entre nutrientes mais
adequadas a planta. A curva ótima de
consumo de nutrientes pela planta auxiliará
na denição da quantidade de aplicação de
um determinado nutriente. Para isso, em
função das cur vas de absorção de nutrientes,
devem-se obter as taxas diárias de absorção
dos mesmos e utilizar essa informação
respeitando as etapas fenológicas de
crescimento das plantas para se denir as
MARCHA DE ABSORÇÃO E
EXTRAÇÃO DE NUTRIENTES
PELO TOMATEIRO
diferentes quantidades e proporções entre
os nutrientes a serem aplicados durante as
adubações.
No Brasil o trabalho pioneiro visando à
absorção dos nutrientes pelo tomateiro
feito por Gargantini & Blanco (1963)
utilizando a variedade Santa Cruz
1639. Ao final do ciclo de cultivo o
acumulado total de nutrientes foi
185>93,6>31>28>21>9 kg ha-1, para K, N,
Ca, S, P e Mg. Os autores verificaram que
os conteúdos de N, K, Mg e S alcançaram
valores máximos no período de 100 a
120 dias após a germinação, enquanto
que o Ca e o P foram absorvidos durante
todo o ciclo da cultura. Infelizmente, no
Brasil, ainda existem poucos trabalhos
publicados e estudos gerando curvas de
acúmulo de nutrientes em genótipos
com níveis de produtividade muito
superiores aos alcançados naquela época,
principalmente pela utilizaç ão de híbridos
em substituição as cultivares.
Fayad et al. (2002) chegaram a resultados
diferentes quanto à exigência quantitativa
de nutrientes pela cultivar Santa Clara
em campo aberto obtendo em ordem
decrescente de acúmulo de nutrientes
na parte aérea: K > N > Ca > S > P > Mg,
alcançando os valores máximos de 360,0,
206,0, 202,0, 49,0, 32,0 e 29,0 kg ha-1,
respectivamente para cada nutriente,
atingindo produtividade de 88,6 t ha-1.
Em ambiente protegido e utilizando
o híbrido EF-50, os mesmos autores
verificaram que o acúmulo de nutrientes
na parte aérea do tomateiro decresceu
na seguinte ordem: K > N > Ca > S
>Mg > P, alcançando os valores de 264,0
211,0, 195,0, 49,0, 40,0 e 30,0 kg/ha-1,
respectivamente para cada nutriente e
produtividade de 109 t/ha-1
Para os cultivares tipo salada Paron e
Silluet aos 90 dias após o transplante
de mudas a extração total de
macronutrientes em g/planta foram de:
13,9 de N, 3,0 de P, 21,5, de K, 9,5 de Ca,
2,2 de Mg e 4,3 de S para o Paron e
de 10,6 de N, 1,7 de P, 16,9 de K, 5,6 de
Ca, 1,5 de Mg e 2,3 de S para o Silluet
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(Furlani & Maggio, 2008, dados não
publicados)
Para o minitomate híbrido Angelle cultivado
por hidroponia em vaso com substrato em
estufa, Furlani & Maggio (2012, dados não
publicados), obtiveram aos 138 dias de
cultivo, um acúmulo total por planta de 7,0
g de N, 12,3 g de K, 1,7 g de P, 4,31 de Ca, 1,0
g de Mg e 1,3 g de S.
Para o híbrido Vento, Silva et al.
(2013), vericaram o acúmulo total de
macronutrientes (parte aérea e frutos) aos
126 DAT nas quantidades de: K (19,7)
> N (14,5) > Ca (6,3) > S (4,4) > P (3,6) >
Mg (1,5), expressas em g planta-1; para os
micronutrientes as quantidades, expresso
em mg planta-1 foram: Cu (132,9) > Mn
(72,6) > (Fe 57,2) > (Zn 32,9) > (B 16,4), com
produtividade de 109,9 t ha-1.
Para a cultivar Ozone, aos 161 dias após o
transplante de mudas, Furlani & Maggio
(2016, dados não publicados), a extração
total em g/planta foi de 18,7 g de N, 3,1 g de
P, 22,6 g de K, 7,4 g de Ca, 2,6 g de Mg e 4,6
g de S.
Para a cultivar Dylla, aos 122 dias após o
transplante de mudas, a extração total (g/
planta) foi de 17,5 de N, 1,9 de P, 22,1 de K,
10,8de Ca, 2,8de Mg e 4,8 de S (Furlani &
Maggio, 2016, dados não publicados).
Em estudo com os híbridos Dominador e
Serato, Purquerio et al. (2016), no nal do
ciclo de cultivo, vericaram os máximos
acúmulos totais (planta e frutos) estimados
na seguinte ordem, em g planta-1: 27,9 de K,
17,7 de N, 11,5 de Ca, 5,1 de S, 3 de Mg e
2,4 de P, com produtividade de 131,9 t ha-1
para ‘Dominador’ e 33,0 de K, 19,8 de N, 8,4
de Ca, 4,0 de S, 2,7 de Mg e 2,6 P, expressos
em g planta-1, com produtividade de 158,7 t
ha-1 para ‘Serato.
A quantidade de nutrientes absorvidos pela
planta de tomate durante o ciclo depende
de fatores bióticos e abióticos, como
temperatura do ar e solo, luminosidade e
umidade relativa, época de pla ntio, genótipo
e concentração de nutrientes no solo.
Esses e outros fatores, como a fertirrigação,
condução vertical das plantas e cobertura
plástica, presentes de forma diferenciada
nos sistemas de cultivo do tomateiro
conduzido em condições de campo e em
ambiente protegido inuem na absorção de
nutrientes (Fayad et al., 2002).
Os teores de nutrientes nas diferentes partes
da planta apresentam grande variação,
em função das atividades metabólicas e
siológicas da planta. À medida que os
frutos começam a se desenvolver, há um
incremento na absorção de nutrientes pelas
plantas. As folhas são, até este estádio, o
órgão da planta com maior concentração
de nutrientes e massa seca. A partir de
então alguns nutrientes, como nitrogênio,
fósforo e potássio passam gradativamente
a se acumular em maior quantidade nos
frutos. Dessa forma, no tomateiro, os
frutos são o grande dreno de nutrientes
e fotoassimilados, sendo tais nutrientes
exportados juntamente com os frutos.
Com os resultados de absorção de nutrientes
ao longo do ciclo de cultivo obtidos para
uma diferente gama de cultivares, existe
a possibilidade de melhor entendimento
da demanda nutricional em cada etapa
do crescimento. Com isso, evitam-se
quantidades excessivas de fertilizantes,
que podem levar a níveis de salinidade
superior ao limite da planta. Evitam-se,
também, quantidades abaixo do mínimo
necessário para atingir determinadas metas
de produtividade, melhorando o manejo
nutricional dessas culturas (Purquerio,
2010, Furlani e Purquerio, 2010).
É essencial, portanto que sejam realizados
mais estudos de acúmulo de nutrientes
durante o ciclo produtivo, para diferentes
cultivares de tomateiro, para que exista a
possibilidade de renamento da nutrição
e manejo da adubação, visando à máxima
eciência dessa cultura.
Alvarenga et al.(2004) estabeleceram
uma planilha de cálculo e de aplicação de
nutrientes via fertirrigação para a cultura
do tomateiro, baseando-se nas curvas de
crescimento, necessidades nutricionais
durante as diferentes fases fenológicas e as
quantidades necessárias de N, P, K e Ca para
cada kg de fruto a ser produzido.
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Com os resultados gerados para uma
diferente gama de espécies de hortaliças,
existe a possibilidade de melhor
entendimento da demanda nutricional
em cada etapa do crescimento, evitando
quantidades excessivas de fertilizantes, que
podem levar a níveis de salinidade superior
ao limite da planta, bem como quantidades
abaixo do mínimo que a planta necessitaria
para atingir determinadas metas de
produtividade, melhorando assim o manejo
nutricional dessas culturas. O uso de
extratores de solução do solo tem sido uma
ferramenta valiosa para monitorar o meio
radicular e possibilitar análises pontuais da
salinidade e concentrações de nutrientes.
Entretanto, há muita carência sobre as
composições mais adequadas de soluções
do solo para diferentes culturas (Furlani e
Purquerio, 2010).
A busca por produtos com qualidades
nutricionais e organolépticas é hoje
uma exigência do mercado consumidor
de tomates. Tanto a pesquisa quanto as
empresas de sementes e insumos devem
contribuir para que o produtor tenha
orientações de como fazer para melhor
explorar as características das cultivares
modernas em produtividades quantitativa e
qualitativa e, poder oferecer ao consumidor
um produto seguro do ponto de vista
alimentar.
LITERATURA
Alvarenga, M.A.R.; Lima , L.A. & Faquin, V.
Fertirrigação. In: ALVARENGA, M.A.R.
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Fayad, J.A.; Fontes, P.C.R.; Cardoso, A.A.;
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sob condições de campo e de ambiente
protegido. Horticultura Brasileira20:90-94,
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Furlani, P. R e Purquerio, L. F. V. (2010).
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Pedro Roberto Furlani, CONPLANT
– Consultoria, Treinamento, Pesquisa e
Desenolimento Agrícola Ltda. pfur
Luis Felipe Villani Purquerio, Instituto
Agronômico, Centro de Horticultura,
Bruna Franciele Iversen da Sila, Instituto
Agronômico, Pós-graduação em Agricultura
Tropical e Subtropical
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Full-text available
Plant nutrition and fertilization among other growing tools, are fundamental for the success of any agricultural activity. With the constant release of new genetic material with resistance to pest and diseases, adapted to specific climatic conditions, which use natural resources as light, water and nutrients more efficiently and yield better, existing fertilizer recommendations may need to be updated. Thus new technical information needs to be generated to support tomato production decisions. Therefore, the objective of the present study was to characterize plant growth, nutrient content and nutrient uptake of tomato ‘Dominador’ and ‘Serato’ during growth. The experiments for each hybrid were independent but carried out simultaneously. A completely randomized block design was used with four replications. The treatments were evaluations dates that happened every 14 days from transplant until 154 days after transplant. Plants were had two stems and eight vines per stem. ‘Dominador’ and ‘Serato’ yielded 9.9 and 11.9 kg plant-1. Total nutrient uptake, at 154 DAT for ‘Dominador’ was: K (371.9 kg ha-1) > N (235.9 kg ha-1) > Ca (153.3 kg ha-1) > S (68.0 kg ha-1) > Mg (41.3 kg ha-1) > P (30.7 kg ha-1) > Cu (1.6 kg ha-1) > Mn (1.2 kg ha-1) > Fe (1.0 kg ha-1) > Zn (0.5 kg ha-1) > B (0.3 kg ha-1). For ‘Serato’ nutrient uptake was: K (440.0 kg ha-1) > N (263.9 kg ha-1) > Ca (112.0 kg ha-1) > S (53.3 kg ha-1) > Mg (35.9 kg ha-1) > P (34.7 kg ha-1) > Cu (1.6 kg ha-1) > Mn (1.0 kg ha-1) > Fe (0.7 kg ha-1) > Zn (0.4 kg ha-1) > B (0.2 kg ha-1).
Article
Full-text available
This study aimed to characterize the phenology and nutrient uptake throughout the crop cycle of short-day onion established by direct seeding. The experimental design was in randomized blocks with four replications. The treatments were different evaluation times. The characteristics evaluated were number of leaves, transversal and longitudinal diameter of the bulb, dry mass and plant nutrient accumulation. At the harvest, the plants reached 39.0 g of dry mass. The sequence of nutrient accumulation (g plant-1) was K (0.80) > N (0.49) > Ca (0.26) > S (0.17) > P (0.09) > Mg (0.05) and (mg plant-1) Fe (2.17) > Zn (1.42) > Mn (1.36) > Cu (1.06) > B (0.92). For a population of 320,000 plants ha-1 and yield of 78,9 t ha-1, the plants extracted at the end of the cycle, 256.2; 157.2; 83.6; 53.2; 29.1; 15.4 kg ha-1 of K, N, Ca, S, P and Mg, and 694.8; 455.7; 436.0; 339.3; 294.6; g ha-1 of Fe, Zn, Mn, Cu, and B. The bulbs exported 38, 55, 38, 28, 42, 40, 41, 9, 20, 10 and 30% of N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn and Zn.
Avanços e desafios na nutrição de hortaliças
  • R M Prado
  • Cecílio Filho
Avanços e desafios na nutrição de hortaliças. In: Prado, R. M., Cecílio Filho, A. B., Correia, M. A. R. e Puga, A. P. (Eds).
Marcha de absorção de nutrientes pelo tomateiro
Marcha de absorção de nutrientes pelo tomateiro. Bragantia, 56:693-713, 1963.
Nutrição mineral de hortaliças. Campinas, Fundação Cargill, 538 p
  • H P Haag
  • K Minami
Haag, H.P. e Minami, K. Nutrição mineral de hortaliças. Campinas, Fundação Cargill, 538 p, 1988.
Acúmulo de nutrientes ao longo do ciclo por tomateiros do grupo salada
  • B F Silva
Silva, B. F. I. Acúmulo de nutrientes ao longo do ciclo por tomateiros do grupo salada. Dissertação Mestrado, Campinas, 66p., 2017.