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A estória duma história musical

Authors:
  • Conservatório de Música C. Gulbenkian, Braga, Portugal

Abstract

Introdução ao conto musical "A caixa dos laços"
© 2010 by Rudesindo Soutelo Pág. 1
A estória duma história musical
Por Rudesindo Soutelo
Era uma vez um país que, não estando nos mapas, todos sabiam que ele
existia e mesmo onde se encontrava. Chamavam-lhe o País da Música e
obviamente estava habitado por músicos, gente muito consciente da
importância da sua arte. A perceção, a razão e a emoção eram os alicerces da
sua criatividade.
Mas num mau dia a sua história mudou.
Não querendo ser aborrecido, com pretensões de cientista historiador –mas
também não querendo converter isto numa historieta, anedota ou facto pouco
importante– vou contar o acontecido em forma de fábula, relato ou estória.
O País da Música era uma terra muito harmoniosa e hospitaleira, sempre de
portas abertas e muito confiante. Tão confiantes eram os seus habitantes que
um dia chegaram lá os amusios –gente que odeia a música porque não tem a
capacidade de apreciar os sons– e assumiram o controlo do país.
Os amusios não se interessavam pela visão mágica do mundo, apenas pela
sua dimensão económica. Assim, do País da Música, levaram tudo e mais
alguma coisa, nomeadamente o que mais brilhava, como os instrumentos de
metal, que os amusios penduravam nas suas casas para fazer ciúmes aos
vizinhos, que pensavam que eram de ouro.
Entre as muitas coisas que os amusios levaram do País da Música, havia uma
pequena caixa, sem valor material, mas que na confusão também foi
apanhada. Era uma caixa cheia de laços como os que vestiam os cidadãos do
País da Música.
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Pelo caminho, o amusio que levava a caixa, decidiu aliviar a sua carga
deitando fora as coisas de menos valor. Foi assim que a Caixa dos Laços se
perdeu num lugar desconhecido.
A Caixa dos Laços era o bem mais apreciado no País da Música, muito mais
do que o próprio rei –afinal, qualquer cabeça servia para levar uma coroa. A
Caixa dos Laços guardava o maior tesouro do País da Música, que era o
segredo da inspiração musical. Quando os habitantes do País da Música
queriam fazer uma música nova, iam ter com o guardião da Caixa e pediam-lhe
um laço que os inspirasse, que lhes abrisse a mente para perceber o ser, que
lhes aguçasse o seu juízo para pensar o mundo e que avivasse a chama do
espírito com emoções profundas.
Havia laços destinados a inspirar músicas brincalhonas e laços para inspirar
melodias de amor; laços para inspirar músicas de crianças e laços para inspirar
sinfonias. Cada música precisava de uma inspiração própria e cada laço era
único, sendo devolvido à caixa mal o compositor acabasse a sua nova obra.
Também havia laços para inspirar os intérpretes, laços para inspirar os
maestros diretores e, ainda, laços para inspirar os cientistas da música. Para
fazer música inspiradamente, os habitantes do País da Música sempre
acudiam ao segredo da Caixa dos Laços, porque os laços que eles punham,
diariamente, não eram mais do que uma evocação ou sacralidade estética do
mistério da inspiração. Os autênticos laços da inspiração guardavam-se
naquela caixinha que, para os músicos, era uma caixa sagrada, um sacrário.
Só não havia laços para fazer musiquetas porque, como acontece com as
historietas, são de moda passageira, anedóticas, pouco importantes e de valor
artístico muito ligeiro. Não se ia malgastar a inspiração em banalidades porque
a inspiração era um bem precioso, muito escasso, que se poupava para as
coisas importantes.
Sem a Caixa dos Laços, os músicos não conseguiam transmitir o sentimento
oceânico, que era a comunhão do espírito com a imensidão e a sensação de
eternidade ou plenitude. Sem os laços da inspiração tudo se tornava superficial
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e a arte musical esmorecia, enquanto os amusios iam controlando o país
inteiro.
Os amusios consideravam que essa moda dos laços era uma extravagância
algo esquisita e antiquada. Para eles, que já tinham substituído a política por
mercado, a cultura por espetáculo, as catedrais por centros comerciais e de
ócio e até a educação tinham substituído por informação fragmentária, o
modelo de elegância era o desarranjo.
Para controlar os países, os amusios não precisavam derrubar governos nem
mudar autoridades, pois, privados de perceber as categorias musicais, culturais
e artísticas, pensavam o mundo em categorias económicas –mercancia, valor,
dinheiro, capital, mais-valia, lucro, custo, salários e produção. Era o mercado
que ditava as leis aos governos e este estava nas mãos dos amusios.
Diferenciar o canto de um passarinho do mugido de uma vaca era tarefa
impossível para os amusios puros ou congénitos. Não eram surdos mas, para
eles, ambas as coisas eram uma barulheira desconfortável. Alguns nem sequer
conseguiam distinguir os ritmos mais simples, pelo que não podiam dançar,
nem cantar, nem emocionar-se com as belezas da música. Isso também os
impedia de aprender línguas, pelo que, com o seu poder económico,
obrigavam, todos os que queriam entrar no mercado, a falar o amusianês.
Os amusios puros ou congénitos não eram assim tantos mas geriam as
grandes corporações transnacionais. Para controlar efetivamente o mercado
eles tinham uma enorme rede de ajudantes espalhados por toda a parte. Estes
ajudantes eram colaboracionistas dispostos a trair o seu país, a sua cultura e a
sua língua para assumir, como própria, a língua e a cultura invasoras.
O amusianês começou assim a espalhar-se pelo País da Música e muitos, mal
aprendiam a dizer quatro palavras, iam velozes vender o seu saber musical aos
novos poderosos, mas os amusios, como não percebiam patavina de música,
não confiavam naquele entusiasmo prematuro. Então, o apetite económico
destes colaboracionistas levou-os a planear uma arma secreta para oferecer
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aos amusios e, assim, serem aceites no clube dos poderosos. Depois de
algumas tentativas, acertaram na fórmula e, finalmente, os amusios decidiram
testar a arma secreta que lhes era oferecida. Os resultados pareciam
promissores.
As musiquetas entontecedoras, concebidas pelos perversos colaboracionistas,
começaram a ouvir-se nas lojas, nas ruas, nos elevadores, nos telefones, nas
escolas. Foi uma invasão em massa! Até mesmo nos conservatórios de música
se ouviam aquelas musiquetas amusianesas. O silêncio desapareceu do
mundo e já ninguém conseguia pensar direito com tanta musiqueta
entontecedora à sua volta. Nunca antes se tinha conseguido algo assim. Só a
utilização habilidosa dos desportos passivos de massas atingira, pontualmente,
quotas entontecedoras igualmente destacáveis mas que nada tinham a ver
com o entontecimento contínuo das musiquetas. A adoração que os amusios
tinham pela tecnologia contribuiu, grandemente, para o êxito daquela invasiva
reprodutibilidade técnica das musiquetas.
Os amusios estavam felizes mas queriam algo mais. Queriam ter controlo
sobre como e quanto entonteceriam as musiquetas. A arma secreta foi
aperfeiçoada e apareceram as musiquetas subliminais para manipular a curva
de rendimento laboral, de consumo, de submissão. Havia musiquetas com
mensagens subliminais para fazer a guerra, fazer o amor, fazer a política, fazer
que se fazia. E ainda musiquetas para manipular as crenças, as ideologias, e
as paixões primárias do baixo-ventre. As musiquetas subliminais promoviam o
consumo compulsivo e garantiam um ótimo rendimento dos mercados amusios.
O amusianês era a língua franca das musiquetas mas, para obter ainda mais
rendimento económico, permitiam a babelização das traduções traidoras.
A fórmula secreta das musiquetas era a reprodução, a cópia, a repetição do já
dito, a memória acrítica, a fragmentação. Mas essa constante confusão entre
memória e repetição, sem capacidade de renovação, gerava decadência e
irrelevância porque a originalidade, a autenticidade, a criação era algo que não
se podia copiar. O ser e o não ser eram antagónicos. A cópia desencorajava a
criação.
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Revestidos da falsa autoridade musical que lhes proporcionava o êxito
económico das musiquetas, começaram a disseminar a ideia de que já não
havia categorias musicais, que todas as músicas eram boas, que todas as
músicas eram agradáveis, que já não havia valores, só havia prazer, e que as
musiquetas eram a música moderna, a nova música erudita. Doutores,
licenciados e analfabetos num discurso ecuménico de ignorâncias plurais
confirmavam a antiga sentença: “Quem não ama a música ofende a verdade e,
também, a sabedoria”.
Os músicos que se mantinham fiéis à ética do País da Música foram postos de
parte, sendo vistos como sonhadores à procura dos laços perdidos.
Obviamente, que a ética não se podia pôr em palavras, era transcendental.
Ética e estética eram as raízes da autêntica diversidade musical que, em lugar
de fragmentar, atuava como força de coesão dos valores comuns. A herança e
a memória eram preservadas por aqueles músicos para construir a realidade
do futuro. Recordavam, consideravam e esperavam, porque o tempo estava
nas suas mentes.
Como não colaboravam com o inimigo, a sua insubmissão era duramente
castigada com difamação e descrédito. Os amusios sabiam que a música
inspirada e criativa movimentava emoções profundas e que podia neutralizar as
musiquetas. Os músicos não colaboracionistas eram, pois, os piores inimigos
dos amusios, que começaram a criminalizá-los por tudo, mesmo por querer
viver do seu trabalho intelectual criador. Quando eram levados ao tribunal
amusio, ainda que tivessem a razão, saíam sempre a perder.
Os amusios chegaram a fazer crer que a culpa de todos os males residia nos
direitos económicos que as leis concediam aos compositores e intérpretes pelo
uso, cópia e reprodução do seu trabalho e, assim, incitando ao roubo do labor
criador, impediam os músicos insubmissos de sobreviver. Essa estratégia
perversa também diminuía grandemente as receitas das musiquetas, mas os
amusios que controlavam esse mercado, eram os mesmos que fabricavam a
tecnologia para copiar e reproduzir a música roubada. Era um negócio rápido e
redondo. A cultura da cópia contra a criação, a destruição da imaginação, o
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triunfo da ignorância, eram processos que se consolidavam e nos quais, sem o
saber, toda a sociedade colaborava.
Já todos se tinham esquecido que, no País da Música, existira uma Caixa dos
Laços, antes da chegada dos amusios –essa gente que odeia a música porque
não tem a capacidade de apreciar os sons. Só um velho e faminto compositor
guardava memória dessa caixa mas ninguém acreditava nas suas fantasias.
Consideravam-no um tolo. Todos os dias, punha o seu laço, mesmo sabendo
que aquilo não era mais do que uma evocação do mistério da inspiração. Como
não há mal que sempre dure, ele esperava, considerava e recordava. A
memória devia, no seu entender, ser preservada em ligação com a esperança
presente das coisas futuras. Tão só a magia da música poderia anular a arma
secreta dos amusios, mas a Caixa dos Laços estava perdida e sem a
inspiração musical não era possível enfrentar aquelas musiquetas
entontecedoras.
Mas, havia de surgir o ‘dia feliz’ em que a história do País da Música teria de
mudar.
Duas crianças –uma menina e um menino irmãos– aborrecidas de tanta
musiqueta e de tantos brinquedos tecnológicos, foram para a floresta à procura
de aventuras mais estimulantes. E lá, brincando na natureza, encontraram uma
pequena caixa cheia de laços. Eram tão bonitos aqueles laços que decidiram
averiguar de onde vinham para os devolver ao seu dono. Enquanto
pesquisavam, puseram a caixa num lugar seguro e secreto.
Perguntavam pela vizinhança se alguém sabia algo sobre laços, para que
serviam, onde se conseguiam. Todos olhavam para eles com muita estranheza
até que um velho lhes disse que, no País da Música, se utilizavam laços. Mas
onde está o País da Música, se nos mapas não aparece? O velho afirmou que
nunca estivera lá mas que, quando criança, ouvira dizer que fora invadido por
pessoas que odiavam a música e que, talvez por isso, se teria apagado a sua
memória pois nunca mais ouvira referir o nome do País da Música.
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Ao ver que os meninos ficaram muito aflitos com a resposta, o velho perguntou-
lhes porque tanto se interessavam eles por laços? Olharam um para o outro,
como advertindo-se mutuamente que tinham de guardar o segredo, e
responderam ao mesmo tempo, como se tivessem combinado: “É que
gostaríamos de ter um laço”.
O velho percebeu que aquelas crianças tinham algo de especial e, talvez,
fossem a esperança presente das coisas futuras. Perguntou então se, de
verdade, queriam ir até ao País da Música para conseguirem o seu laço. Sim,
responderam os dois com determinação. Mas o caminho não seria fácil e, para
além de terem de se esquivar das armadilhas dos amusios, seriam submetidos
às doze provas musicais.
Desde que os amusios tinham entrado lá e controlado o país, todos
desconfiavam de todos e até duvidavam se o rei seria também colaboracionista
ou mesmo um amusio infiltrado, pois ninguém o vira a assistir a concertos. Não
admirava, pois, que os músicos insubmissos tivessem de criar um sistema de
autodefesa clandestina para não serem eliminados. Todas as precauções eram
poucas.
Os caminhos que levavam ao País da Música eram múltiplos e muito
ramificados. Não importava a direção escolhida mas antes a vontade e
empenho para chegar lá. O velho, que na realidade era um músico insubmisso
e clandestino, disse-lhes que, para se orientarem, deviam fazer uma pergunta a
cada duodécima pessoa que encontrassem pelo caminho –como se fossem as
doze notas musicais– mas, ainda assim, as respostas podiam ser falsas ou
mesmo não dar qualquer informação. Quando fizessem as perguntas às
pessoas certas, estas só responderiam depois de os pôr à prova para se
certificarem de que estavam dentro dos segredos da música e que, portanto,
não eram amusios.
Conseguirão os nossos meninos superar as doze provas musicais? A Caixa
dos Laços voltará a inspirar os músicos para neutralizar as musiquetas
entontecedoras dos amusios?
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Esta estória duma história musical fica por aqui, com a mente aberta à visão
mágica do mundo. As crianças mais baixinhas, as que gostam de ajudar os
heróis, podem ainda introduzir-se no conto musical ‘A Caixa dos Laços’ e
superar as doze provas –doze adivinhas musicais– que lhes permitirão salvar o
País da Música e ganhar o seu laço de músico.
O autor sabe, por experiência de vida, que o poder dos amusios é imenso e ‘A
Caixa dos Laços’ pode ser a sua última obra mas aqui fica a memória, ligada à
esperança presente dum futuro inspirado.
(Vila Praia de Âncora: 8-I-2010)
© 2010 by Rudesindo Soutelo
www.soutelo.eu
Referência bibliográfica:
Soutelo, R. (24 de Janeiro de 2010). A estória duma história musical. (AGAL, Editor)
Obtido em 24 de Janeiro de 2010, de Portal Galego da Língua:
http://pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1822:a-estoria-
duma-historia-musical&catid=3:opiniom&Itemid=80&Itemid=36
... Ambas as partes conformam um todo orientado para a educação artística, no significado que a Doutora Yolanda Espiña lhe confere como a arte de educar os sentidos para interpretar simbolicamente a realidade envolvente. (Espiña, 2007) O texto definitivo da primeira parte foi publicado -para cumprir com os propósitos de avaliação e triangulação da investigação-no dia 24 de janeiro de 2010 no Portal Galego da Língua e pode ser consultado na web (Soutelo, 2010). ...
Article
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The creation of a musical tale ‘to educate the senses’ referring to the transcendence, has led to enquire into distant disciplines but with some connection to the experience of art. The research was oriented to ‘amusia’ or musical ignorance and the stimulating process of riddles as a cryptic image of the art. The methodology is of qualitative focus and is based on the constructivist paradigm in the form of a Case Study. The partial work creation results were triangulated with children, students and colleagues of the composer. RESUMO: A criação de um conto musical ‘para educar os sentidos’ evocando a transcendência, levou a uma indagação em disciplinas longínquas mas com alguma ligação à experiência da arte. A investigação orientou-se para a ‘amusia’ ou ignorância musical e o processo estimulador das adivinhas como imagem enigmática da arte. A metodologia é de enfoque qualitativo e assenta no paradigma construtivista sob a forma de Estudo de Caso. Os resultados parciais da criação da obra foram triangulados com crianças, alunos e colegas do compositor.
Research
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A necessidade de abordar novos desafios criativos que diversifiquem o catálogo de obras, levou o compositor a considerar a criação de uma ‘peça de arte amiga das crianças’. Uma série de circunstâncias pessoais, que eram simples anedotas, passaram para primeiro plano ao receber uma encomenda para compor um conto musical. Numa mudança de cidade, o transporte perdera uma caixa com a coleção de laços do compositor e isso transformou-se na amêndoa da obra. A encomenda oferece a segurança de que a obra vai ser estreada e, neste caso, com um importante número de reposições mas o que alicia principalmente o compositor é a oportunidade de contribuir para uma possível mudança de conceitos estéticos e musicais nos futuros adultos. A criação de um conto musical ‘para educar os sentidos’ evocando a transcendência, levou a uma indagação em disciplinas longínquas mas com alguma ligação à experiência da arte. Na filosofia, jogando um papel estruturador do pensamento no texto do conto, tem a Teoria Estética de Adorno como pedra basilar mas faz um longo percurso desde Platão e Aristóteles até Habermas, Foucault, Vattimo e Rodríguez-Magda entre outros. A recolha dos contributos da neurociência, do evolucionismo, da função do instinto na arte, da teoria da complexidade é fulcral para modelizar a imprevisibilidade essencial da obra. A metodologia é de enfoque qualitativo e assenta no paradigma construtivista sob a forma de Estudo de Caso. Os resultados parciais da criação da obra foram triangulados com duas turmas de crianças, uma do 5º ano da EB e outra de Área de Projeto da Academia de Música, ambas de Vila Praia de Âncora, mais o Coro da mesma Academia e alunos e colegas do compositor. A investigação orientou-se para a ‘amusia’ ou ignorância musical e o processo estimulador das adivinhas como imagem enigmática da arte. O texto criou-se com metáforas filosóficas e adivinhas, e a música foi construída com uma técnica de «complexos». Os objetivos da criação foram atingidos e, como em toda obra de arte, o futuro dirá se A Caixa dos Laços contribuiu em algo para modificar os conceitos estéticos e musicais.
A estória duma história musical. (AGAL, Editor) Obtido em 24 de Janeiro de
  • R Soutelo
Soutelo, R. (24 de Janeiro de 2010). A estória duma história musical. (AGAL, Editor) Obtido em 24 de Janeiro de 2010, de Portal Galego da Língua: http://pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1822:a-estoriaduma-historia-musical&catid=3:opiniom&Itemid=80&Itemid=36
que o poder dos amusios é imenso e 'A Caixa dos Laços' pode ser a sua última obra mas aqui fica a memória, ligada à esperança presente dum futuro inspirado
  • O Autor Sabe
  • Vida
O autor sabe, por experiência de vida, que o poder dos amusios é imenso e 'A Caixa dos Laços' pode ser a sua última obra mas aqui fica a memória, ligada à esperança presente dum futuro inspirado. (Vila Praia de Âncora: 8-I-2010)