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Programas de Endomarketing na Indústria de Produtos Orgânicos: Estudo do Marketing de Relacionamento

Authors:
  • Faculdade de Tecnologia de Piracicaba

Abstract

O estudo buscou este trabalho buscou investigar a aplicabilidade da utilização, no agronegócio da ferramenta do marketing de relacionamento nos Programas de endomarketing (voltados ao público interno, os colaboradores). Foram investigadas na pesquisa 12 empresas, tendo assim uma amostra por conveniência. Pode-se concluir que os objetivos dos Programas de Endomarketing estão direcionados para promover o bem-estar, buscar o comprometimento e a capacitação, e informar os colaboradores. Os maiores benefícios oferecidos pelos Programas de Endomarketing, apontados pelas empresas, são: Estimulam à participação de todos os colaboradores da organização; Melhoram as atitudes e comportamentos dos colaboradores com relação ao emprego; Criam e promovem idéias nas organizações voltadas ao bom atendimento ao cliente; Contribuem para a melhoria dos índices de produtividade; Favorecem o recrutamento e seleção; e Incluem os planos de carreira como instrumentos de motivação. Este estudo representa a assunção do Marketing de Relacionamento em 50% das empresas contatadas, já que a investigação nos pontos de venda permitiu a verificação de 24 empresas.
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REMark Revista Brasileira de Marketing
e-ISSN: 2177-5184
DOI: 10.5585/remark.v15i5.3410
Data de recebimento: 28/07/2016
Data de Aceite: 19/10/2016
Editor Científico: Otávio Bandeira De Lamônica Freire
Avaliação: Double Blind Review pelo SEER/OJS
Revisão: Gramatical, normativa e de formatação
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PROGRAMAS DE ENDOMARKETING NA INDÚSTRIA DE PRODUTOS ORGÂNICOS: ESTUDO
DO MARKETING DE RELACIONAMENTO
RESUMO
O estudo buscou este trabalho buscou investigar a aplicabilidade da utilização, no agronegócio da ferramenta do
marketing de relacionamento nos Programas de endomarketing (voltados ao público interno, os colaboradores).
Foram investigadas na pesquisa 12 empresas, tendo assim uma amostra por conveniência. Pode-se concluir que os
objetivos dos Programas de Endomarketing estão direcionados para promover o bem-estar, buscar o
comprometimento e a capacitação, e informar os colaboradores. Os maiores benefícios oferecidos pelos Programas
de Endomarketing, apontados pelas empresas, são: Estimulam à participação de todos os colaboradores da
organização; Melhoram as atitudes e comportamentos dos colaboradores com relação ao emprego; Criam e
promovem idéias nas organizações voltadas ao bom atendimento ao cliente; Contribuem para a melhoria dos
índices de produtividade; Favorecem o recrutamento e seleção; e Incluem os planos de carreira como instrumentos
de motivação. Este estudo representa a assunção do Marketing de Relacionamento em 50% das empresas
contatadas, já que a investigação nos pontos de venda permitiu a verificação de 24 empresas.
Palavras-chave: Endomarketing; Marketing de Relacionamento; Produtos Orgânicos.
ENDOMARKETING PROGRAMS IN THE ORGANIC PRODUCTS INDUSTRY: STUDY
RELATIONSHIP MARKETING
ABSTRACT
The study sought this study investigated the applicability of use in the agribusiness relationship marketing tool in
internal marketing programs (aimed at internal stakeholders, employees). in the research were investigated 12
companies, thus having a convenience sample. It can be concluded that the objectives of the Internal Marketing
Programs are targeted to promote the welfare, seek commitment and training, and inform employees. The greatest
benefits offered by the Internal Marketing Programs, appointed by companies are: stimulate the participation of
all employees of the organization; Improve the attitudes and behaviors of employees with respect to employment;
Create and promote ideas in organizations dedicated to good customer service; Contribute to the improvement of
productivity rates; Favor the recruitment and selection; and include career plans as motivation tools. This study is
the assumption of Relationship Marketing in 50% of the contacted companies, as research in the points of sale
allowed the verification of 24 companies.
Keywords: Internal Marketing; Relationship Marketing; Organic Products.
Graziela Oste Graziano
1
Yeda Cirera Oswaldo
2
Andrea Kassouf Pizzinatto
3
Valéria Rueda Elias Spers
4
1
Doutora em Administração pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE. Professora Pós-Graduação em
Administração da Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP. Brasil. E-mail:
graziela.graziano@gmail.com
2
Doutora em Psicologia pela Universidade São Francisco - USF. Professora da Universidade Metodista de
Piracicaba - UNIMEP. Brasil. E-mail: yoswaldo@unimep.br
3
Doutora em Administração pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE. Professora Pós-Graduação em
Administração da Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP. Brasil. E-mail:
marketingandrea@yahoo.com.br
4
Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. Professora da
Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP. Brasil. E-mail: vrueda@unimep.br
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1 INTRODUÇÃO
O conceito de marketing vem evoluindo, de
uma visão praticamente operacional, que definia o
marketing como “um braço da economia aplicada,
para estudos de canais de distribuição, em épocas de
escassez de produtos. Época da orientação para a
produção, em que tudo o que se produzia era
avidamente demandado” (Neves, 2008, p.18), para
um enfoque no relacionamento e foco no cliente.
Essa evolução do marketing é decorrente
das mudanças no cenário competitivo, sintetizadas
por Gonçalves (2003. p.1), como “concorrência mais
acirrada, consumidores mais exigentes, aumento da
qualidade total aliada a custos baixos, informações
sobre concorrentes amplamente disponíveis e
mudança tecnológica muito intensa”
Da mesma forma, com o aumento do nível
de concorrência e as novas formas de comunicação,
em que mais ofertas são apresentadas ao mesmo
consumidor a cada dia, modificou-se profundamente
o comportamento dos clientes. Se, de um lado, o
consumidor está mais esclarecido, de outro é
seduzido a cada instante por um outro produto ou
marca. Como a qualidade passou a ser item constante
da maioria dos produtos, o foco da competitividade
para conquista e fidelização do cliente migrou para o
relacionamento.
Entretanto, o Marketing de
Relacionamento, ao ser implementado sob uma
perspectiva do Foco no Cliente, utiliza o conceito
ampliado de clientes (Whiteley, 1996; Gummesson,
2010), onde se incluem todos os stakeholders
organizacionais: os clientes internos (funcionários),
os intermediários (distribuidores, fornecedores, por
exemplo) e os finais (os consumidores usuários e
potenciais). O Marketing de Relacionamento, como
filosofia, busca melhorar a competitividade da
empresa pela fidelização do cliente externo, pelo
comprometimento do cliente interno com os
objetivos de marketing da organização e o
compromisso do cliente intermediário com a
qualidade, os prazos e as especificações definidas
pelo mercado.
O foco no cliente, segundo Ribeiro e Cobra
(2000), representa o esforço de identificar as
necessidades intangíveis do cliente, ou seja, o valor
percebido por detrás do valor aparente. Exige a
constante investigação das necessidades e
expectativas do cliente, seja no pré-venda, na venda,
ou no pós venda.
Este trabalho focou a construção de tais
relacionamentos sob a ótica quando voltada aos
clientes internos, gerando Programas de
Endomarketing.
O Endomarketing “cuida do
relacionamento entre a empresa e seus
colaboradores. Isso significa que os empregados
passam a ser tratados como clientes internos”
(Limongi-França, 2009, p.149).
O processo de Marketing de
Relacionamento, quando o foco é o cliente interno,
exige a busca da melhor relação custo/benefício e o
investimento em colaboradores motivados e
capacitados para atender os clientes.
A priorização das competências humanas,
por parte das organizações, é o reconhecimento de
que o capital humano da organização é um fator
decisivo num ambiente de concorrência. Para
obtenção do comprometimento dos colaboradores
com a satisfação do cliente externo, faz-se necessário
contar com pessoas motivadas na organização,
sentindo-se importante para a empresa e,
consequentemente, com desempenho positivo, pois,
é o ativo humano da organização que convive com
as contrariedades do dia a dia dos negócios.
Assim, este trabalho buscou investigar a
aplicabilidade da utilização, no agronegócio da
ferramenta do marketing de relacionamento nos
Programas de endomarketing (voltados ao público
interno, os colaboradores).
2 DO MARKETING TRANSACIONAL (MT)
AO MARKETING DE RELACIONAMENTO
(MR)
O enfoque do marketing vem se alterando:
do marketing de massa ao de segmentos, chegando
ao chamado Marketing de Relacionamento (MR),
voltado à construção de relacionamentos duradouros
com o cliente, daí a expressão “foco no cliente”.
O conceito de Marketing de
Relacionamento surgiu nos campos de marketing de
serviços e marketing industrial (Jackson, 1985). Foi
a partir de 1979, segundo Dwyer, Schurr e Oh (1987)
que surgiram os primeiros comentários sobre o
Marketing de Relacionamento, no qual as trocas
eram resultados de relações entre empresa e clientes
em uma perspectiva de longo prazo. Ainda que de
modo simplificado, o conceito de Marketing de
Relacionamento existe desde que as trocas
comerciais passaram a ocorrer de maneira
organizada, complementam Sheth e Parvatiyar
(1995). Mas, o novo enfoque do marketing somente
passou a atrair a atenção de pesquisadores a partir da
década de 1980 (Yamashita e Gouvêa, 2004),
aparecendo com mais destaque na década seguinte,
especialmente como abordagem para fazer face ao
acirramento da concorrência.
Considerado por Tofoli, Tofoli e Santos
(2006), um dos principais conceitos surgidos na área
do marketing nos últimos tempos, o Marketing de
Relacionamento, pregando a criação de laços de
parceria entre empresas e clientes, nasceu,
principalmente, porque as empresas perceberam que
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as despesas com comunicação e vendas (anunciar em
veículos de massa e manter vendedores percorrendo
suas trilhas), antes representadas por tarefas
rotineiras e de custo baixo, estavam ficando onerosas
demais. Há, entretanto, posições divergentes quanto
à origem do termo. Cobra (2009) o atribui a
Gummeson (2010); já Brodie et al. (2008) citam
Thomas (1976), embora associem o termo a Berry
(1983). Mas, esse novo enfoque é decorrência de
alterações no cenário competitivo ambiental, como
explica McKenna (1996, p.46), “com um mundo
onde os consumidores têm tantas opções, eles podem
ser instáveis. Isso significa que o marketing moderno
é uma batalha pela fidelidade do cliente”.
Nas palavras de Tofoli, Tofoli e Santos
(2006), as constantes mudanças, que vêm ocorrendo
no mundo dos negócios, fazem com que as empresas
se tornem ainda mais competitivas, deixando à
disposição do consumidor inúmeras opções de
produtos, serviços, marcas, qualidade e
fornecedores. Os autores recomendam que, as
empresas ofereçam valor superior a seus clientes
para serem bem-sucedidas. Nesta perspectiva,
passariam de uma filosofia centrada no produto e na
transação para outra voltada ao cliente e ao mercado,
o que implica que a empresa ouça o mercado,
verificando a sua exigência para moldar-se nessa
nova definição de mercado.
Com esse objetivo, Kotler e Armstrong
(1998, p. 397), afirmam: “a melhor maneira de
manter clientes é oferecer-lhe altos níveis de
satisfação e valor”.
Nesse processo, Tofoli, Tofoli e Santos
(2006) alertam que as empresas passam do
marketing centrado na transação, o Marketing
Transacional (MT), como denominam Brodie et al. (
2008) para o Marketing de Relacionamento (MR),
focado no cliente e que tem como meta o
desenvolvimento de programas de fidelização.
Ainda na década de 1980, Berry (1983)
usou o termo como parte de uma crítica da literatura
de marketing de serviços, argumentando que os
empresários têm se concentrado demais em atrair
consumidores para produtos e serviços. O autor
defende a mudança na abordagem transacional, na
qual os esforços de marketing estão centrados na
atração de clientes, para uma abordagem relacional,
onde a atração de novos clientes deve ser vista
apenas como uma etapa intermediária no processo de
comercialização. Sendo assim, a abordagem
relacional tem o objetivo principal de manter os
clientes.
O Marketing de Relacionamento (MR)
desafiou o Marketing Transacional na teoria e na
prática. As origens do Marketing Transacional foram
na microeconomia, antes da Segunda Guerra
Mundial, quando os economistas desenvolveram a
teoria do preço para englobar o que chamaram de
concorrência oligopolista (Waterschoot & Van Den,
1992). Tal desenvolvimento teórico, segundo
McGarry (1950), levou a uma serie de listas de
variáveis de marketing deduzidas das equações de
lucro. Borden (1964) introduziu ao conceito de
marketing mix, uma lista de 13 variáveis (produto,
preço, marca, distribuição, venda pessoal,
publicidade, promoções, embalagens, exposição,
manuseio, manutenção física, averiguação e análise),
que os comerciantes teriam que considerar, em
qualquer situação organizacional. McCarthy (1960)
apresentou a estratégia de marketing de gestão de
mix, substituindo a proposta original de Borden
(1964) das 13 variáveis para o quadro dos 4 Ps
(preço, produto, promoção e colocação).
As condições econômicas também
conspiraram na visão de O’Malley e Patterson
(1998) para reforçar a superioridade do mix de
marketing em função da necessidade da alta
confiança do consumidor, pouco desenvolvimento
dos canais de distribuição e concorrência acirrada. O
mix de marketing se tornou a base do Marketing
Transacional, segundo os autores Takala e Usitalo
(1996). Assim, o Marketing Transacional, para
Gonroos (1991), mantém a assunção de suas origens
microeconômicas, em que o mix de marketing é
usado para ajudar a otimizar a empresa na sua função
de lucro. Em função disso, na opinião de Bitner et al.
(1994), as empresas consideraram que os objetivos
de marketing foram atendidos no ponto de atração do
cliente - ou seja, no momento de troca. O autor relata,
ainda, que houve um crescente reconhecimento de
que, na comercialização de um serviço ou produto, o
objetivo não deve ser apenas atrair, mas, em seguida,
manter e conservar o cliente, no sentido de
desenvolver um relacionamento de longo prazo com
eles. Brodie et al. (2008) colocam que estratégias
de marketing são essenciais a qualquer empresa que
almeje sucesso, pois, aliadas à criação de valor,
podem tornar-se o grande diferencial para o sucesso
no ambiente atual, cada vez mais competitivo e
menos previsível.
A preocupação com o cliente e sua
satisfação tem função vital para a organização,
visando impedir a migração para a concorrência.
Mas, o Marketing de Relacionamento não é,
simplesmente, enviar malas diretas, telefonemas,
correspondências eletrônicas, panfletos ou folders
aos clientes, conforme alertam Olbrzymek,
Olbrzymek; Bretzke (2005): é estudar os clientes
atuais e saber distinguir quem pode ser considerado
cliente único, parceiro e lucrativo, para, em seguida,
poder trabalhar a fidelização. É também despender o
tempo que for necessário para atendê-lo e antecipar
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se às suas necessidades; encantá-lo de tal forma que
de não deseje sair do status de ser importante e único.
O Marketing de Relacionamento “é
essencial ao desenvolvimento da liderança no
mercado, à rápida aceitação de novos produtos e
serviços e à consecução da fidelidade do
consumidor” (Mckenna, 1992, p. 105).
3 ENDOMARKETING: OS PROGRAMAS DO
PÚBLICO INTERNO
Para Limongi-França (2009), uma das
principais preocupações do administrador consiste
em descobrir novas formas de promover a motivação
e a satisfação no ambiente de trabalho, com o intuito
de integrar os trabalhadores aos objetivos
organizacionais. Halal (2000) salienta a importância
de cuidar dos colaboradores exatamente como se
deve fazer com os clientes externos - a fim de manter
o negócio funcionando, pois as pessoas são
totalmente responsáveis pelo futuro das
organizações. O valor econômico do conhecimento
do colaborador ultrapassou todos os ativos
financeiros, de capitais, investimentos, patentes e
outros recursos da maioria das empresas. Assim, as
organizações necessitam saber realmente como usar
seu recurso mais valioso: o conhecimento e a
criatividade que residem nas mentes dos seus
colaboradores. Segundo Souza e Santos (1992), uma
estratégia que tem sido aplicada com essa finalidade
é a utilização do marketing junto ao público interno
da organização. Tal estratégia, em sua implantação,
materializa-se em Programas de Endomarketing.
O termo Endomarketing, segundo Brum
(2010), foi registrado no Brasil, em 1996, por Bekin
(1995), como resultado de sua experiência no corpo
a corpo de sua atividade profissional, na época na
média gerência de uma empresa multinacional, que
possuía alguns problemas, tais como: baixa
integração entre os departamentos e visão divergente
sobre as funções. Diante desses problemas, concluiu
que as pessoas não conheciam com profundidade a
empresa em que trabalhavam e essa situação
constituía um desafio, cuja solução não estava nos
livros. Era preciso um instrumento para sintonizar os
colaboradores, promovendo uma reorientação de
objetivos, junto com uma reordenação interna da
empresa. Assim, o Endomarketing pode facilitar
trocas, cativando e cultivando certa harmonia para
fortalecer as relações interpessoais e,
principalmente, a comunicação interna.
As atividades de Endomarketing para
Camelo e Vidal (2006), não devem estar focadas
somente na melhoria incremental por meio de ações
pontuais e esporádicas, mas sim, na criação de um
ambiente de crescimento individual, que favoreça o
desempenho coletivo na busca do aprendizado
organizacional contínuo.
O prefixo endo significa “para dentro,
dentro de”, mostrando a idéia de interiorização, ou
seja, algo que se move para dentro. Nesse caso, o
Endomarketing deve ser entendido como o
marketing que é realizado dentro das organizações,
argumenta Limongi-França (2009).
Segundo Cerqueira Neto (1994, p. 49), “o
Endomarketing significa marketing voltado para
dentro da empresa, ou seja, consiste em um conjunto
de ações e veículos de comunicação integrados para
que os funcionários tenham e saibam de sua
importância para alcançar o sucesso”.
4 PRODUTOS ORGÂNICOS: O SETOR EM
ESTUDO
O conceito de agronegócio, tal como
apresentado, é também assumido por organizações
como a Embrapa (2011), incluindo a somatória das
operações de produção e distribuição de suprimentos
agrícolas, as operações de produção nas unidades
agrícolas, o armazenamento, o processamento e a
distribuição dos produtos agrícolas, e os itens
produzidos a partir deles.
De fato, a alimentação moderna tem
conduzido não apenas a um desastre na saúde
humana, mas também a uma série de problemas
ambientais. A busca pela qualidade alimentar está se
tornando uma das principais preocupações dos
consumidores conscientes, argumenta Darolt (2002).
Como resultado de alguns estudos, Berlin, Lockeretz
e Bell (2009) concluíram que os atributos mais
procurados pelos consumidores conscientes na
compra de produtos são: sabor, valores nutricionais,
frescor e confiança no vendedor.
Assim, os orgânicos, alimentos cada vez
mais procurados por alguns consumidores nos
supermercados, são definidos pela legislação
brasileira como produtos de um sistema de produção
agropecuária, no qual são adotadas técnicas que
otimizam o uso dos recursos naturais e
socioeconômicos disponíveis, mantendo o respeito à
integridade cultural das comunidades rurais.
Dada à crescente degradação ambiental,
que inclui todo o ecossistema, e à realização de
estudos sobre os perigos para a saúde do homem,
devido ao consumo de alimentos contaminados com
produtos químicos, surge a alternativa de uma
alimentação com maior qualidade, representada
pelos produtos orgânicos que vêm conquistando
vários consumidores, de tal forma que esses
alimentos estão sendo cada vez mais procurados nos
supermercados. Essa procura por orgânicos, na
concepção de Hoff (2005), é derivada da necessidade
de reduzir a quantidade de substâncias químicas
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ingeridas como um passo importante na melhoria da
qualidade de vida, considerando-se o acúmulo de
agentes agressivos que a humanidade vem
adicionando ao seu dia-a-dia (stress, poluição).
Para Lages (2003), a preocupação
ambiental tem assumido um papel cada vez mais
relevante para as empresas e para a sociedade como
um todo, não pela crescente exigência dos
governos através de legislação e normas específicas,
mas também por pressões de mercado, advindas,
principalmente, do consumidor, que se mostra mais
informado, exigente e busca melhor qualidade de
vida. Com base no exposto, pode-se justificar,
então, a busca do desenvolvimento sustentável, ou
sustentabilidade, que envolve o desenvolvimento
econômico, social e ambiental. Os métodos
utilizados na agricultura orgânica têm como objetivo
manter os ecossistemas estáveis e auto-sustentáveis,
por meio de princípios ecológicos e de conservação
dos recursos naturais.
5 METODOLOGIA
O objetivo da primeira etapa da pesquisa
foi desenvolver e esclarecer os conceitos
vinculados ao referencial teórico do tema, num
estudo exploratório de múltiplos casos, que
segundo Boyd e Westfall (1986), é “o primeiro
passo do processo de pesquisa” e é usado, nas
palavras de Malhotra (2005), para “explorar a
situação do problema”.
Vergara (2004), Aaker, Kumar e Day
(2001) ressaltam que a pesquisa de caráter
exploratório é utilizada quando se busca um
entendimento sobre a natureza geral de um
problema. O estudo exploratório apoia-se em
diversas fontes de informação, sendo a primeira
delas os dados secundários. Essas informações são
as que, segundo Mattar (1996), já foram coletadas,
tabuladas, e até ordenadas.
Já Malhotra (2005, p. 72) considera os
dados secundários como “quaisquer dados que
foram coletados para outros propósitos, podendo
estar em pesquisas anteriores, ou em documentos,
ou em publicações”, e defende sua utilização
lembrando que os mesmos “podem ser levantados
rapidamente a um custo baixo”.
A pesquisa em dados secundários num
primeiro momento envolveu livros, revistas, teses
e dissertações sobre o tema, pesquisa em anais de
eventos científicos, banco de teses da Universidade
de São Paulo- USP e outros programas de Mestrado
e Doutorado, documentos das organizações em
estudo, tais como catálogos, relatórios e outros.
Tais atividades de pesquisa constituem as
investigações preliminares do projeto; também
nessa etapa, foi realizada, por observação nas
seções de produtos orgânicos de cadeias de
supermercados (Carrefour, Sondas e Pão de
Açúcar), a identificação das respectivas indústrias
produtoras, via investigação nas embalagens dos
produtos ali ofertados.
A pesquisa em dados secundários em um
segundo incluiu consultas a meios eletrônicos de
busca na web, com o objetivo de investigar as
indústrias produtoras de produtos orgânicos, no
sentido de identificar as estratégias de Marketing
de Relacionamento para seu público interno e
externo. Essa técnica, segundo Severino (1999), é
uma fonte válida de informação.
Outra fonte de informação foram as pessoas
com experiência - os dirigentes e pessoas ligadas à
gestão dos Programas de Endomarketing. Portanto,
foram aplicados questionários junto aos gestores de
uma amostra de doze fabricantes de produtos
orgânicos dentre as 24 organizações investigadas e
contatadas; assim a amostra da pesquisa foi por
conveniência e compreendeu 12 empresas.
O questionário teve como objetivo analisar
o perfil de cada programa de Endomarketing. Os
pontos principais investigados no questionário sobre
Programas de Endomarketing (apêndice A) diziam
respeito à identificação (títulos ou ações dos
Programas oferecidos), objetivos, pessoas
envolvidas. Para avaliação das ações e dos
benefícios de tais Programas voltados ao público
interno, foram criadas categorias de análise, a partir
da pesquisa bibliográfica, tais como: estímulo à
participação, melhoria nas atitudes e comportamento
dos colaboradores, uso de pesquisas internas, dentre
outros. Assim, foram investigadas 12 empresas
industriais de produtos orgânicos, cujos dados são
apresentados no Quadro 1:
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Quadro 1 Relação de Empresas Investigadas no Estudo.
Fonte: elaborado pela autora com base nas informações encontradas nos sites das empresas
Os dados coletados nas empresas foram
caracterizados por meio de uma análise descritiva
dos dados coletados na amostra, apresentados por
meio de tabelas e gráficos, por meio de cuja análise
se busca atender aos objetivos do estudo. Deste
modo, a segunda etapa do estudo pode enquadrar-se
como um estudo descritivo, o qual, argumentam
McDaniel & Gates (2003, p. 33) “compreende as
relações básicas da área do problema”; são estudos
“conduzidos para responder às perguntas: quem, o
que, quando, como e onde”. Num segundo momento,
as informações coletadas na pesquisa foram
analisadas qualitativamente, por meio de discussão e
interpretação dos resultados. Segundo Iemma (1992,
p. 6), “a análise qualitativa é utilizada para descrever
qualidades e categorias”. A análise qualitativa
servirá para desenvolver uma comparação entre as os
projetos desenvolvidos pelas organizações, segundo
as teorias disponíveis na área.
6 RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE
ENDOMARKETING
Neste tópico, apresentam-se os resultados
derivados da tabulação e análise e interpretação dos
dados investigados em relação aos Programas de
Endomarketing das 12 organizações pesquisadas. O
Quadro 2 destaca os programas oferecidos, o tempo
de vigência de cada programa, o número de
colaboradores envolvidos e os objetivos dos
programas nas 12 empresas inseridas neste deste
estudo.
EMPRESA
SITE
CIDADE/ESTAD
O
1) Mãe Terra
www.maeterra.com.br/site/
Osasco/SP
2)Campo Verde:
Chá orgânico
www.chaverde.com.br
Curitiba/PR
3)Açúcar União
orgânico
www.ciauniao.com.br/site/home.htm
Sertãozinho/SP
4)Espumante da
Casa: Cooperativa
Vinícola Garibaldi
www.vinicolagaribaldi.com.br
Bento Gonçalves/
RS
5)Arroz Blueville
www.blueville.com.br
São Paulo/ SP
6)Jasmine
Orgânico
http://www.jasminealimentos.com/em
presa
Curitiba/PR
7)Morro Grande
http://www.cafemorrogrande.com.br/
home/index.html
Piracicaba/ SP
8)Yamamotoyama
www.yamamotoyama.com.br
São Paulo/SP
9)Provaso
Indústria e
Comércio de
Fertilizantes
Orgânicos Ltda.
www.provaso.com.br
Mogi-Mirim/ SP
10)Namastê
www.namaste.ind.br
Santana de São
Francisco/ CE
11)Jalles Machado
http://www.jallesmachadosa.com.br/
Goianésia /GO
12)Viapaxbio
http://www.viapaxbio.com.br
Pirabeiraba/
Joinville / SC
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EMPRESAS
PROGRAMAS
DADOS DOS PROGRAMAS DE ENDOMARKETING
a) tempo de
vigência
b) número de colaboradores
c) Objetivos
Total
Por nível
1) Mãe Terra
- Mais qualidade
de vida Mãe Terra
- 2 anos
150
- Operacional (110)
-Administrativo (40)
- Promover consciência e
prática de atitudes que
promovam bem-estar a si
e aos que os rodeiam
(através de atividades de
educação nutricional,
sobre lazer, atividades
físicas, sobre como tratar
o estresse e outros
problemas)
- Além da
conscientização em
relação aos cuidados
com o meio ambiente
(atividades sobre
sustentabilidade)
2)Campo Verde: Chá
orgânico
- Treinamentos em
qualidade de
produtos.
- Treinamentos
para buscar
informações com
clientes e
fornecedores
- 7 anos
125
- Não respondeu
- Comprometimento dos
colaboradores
- Prevenir possíveis
problemas com os
produtos
- Informar os
colaboradores
3)Açúcar União
orgânico
- Treinamento:
novos produtos
-Merchandising
- Quadro de avisos
- Jornal interno
Não
respondeu
757
- operacional (650)
- intermediário (85)
- gerencial
(22)
- Apresentar novos
produtos para os
colaboradores no sentido
de favorecer o processo
de vendas
- Distribuição interna de
amostras no lançamento
de produtos
- Informar os
colaboradores sobre
assuntos organizacionais
- Informar os
colaboradores sobre
assuntos organizacionais
4)Espumante da Casa:
Cooperativa Vinícola
Garibaldi
- Não tem
programas de
endomarketing
-
45
-
-
5)Arroz Blueville
- Cultura
organizacional
- 5 anos
250
- operacional (182)
- intermediário (47)
- gerencial (21)
- Apresentar a empresa
- Reconhecer a
diversidade cultural
6)Jasmine Orgânico
- Jasmine com
você
- 1 ano e 6
meses
232
- operacional (135)
- intermediário (64)
- gerencial (33)
- Integrar o colaborador,
comunicar informações
internas e externas
relevantes
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7)Morro Grande
- Procedimento de
Treinamento e
Capacitação de
Pessoal
- Manual de Boas
Práticas de
Fabricação
- 11 anos
57
- Operacional (45)
- Intermediário (9)
- Gerencial (3)
- Reter os colaboradores
- Capacitar, desenvolver
e reciclar os
colaboradores
- Manter um ambiente na
empresa sadio
- Incentivar a iniciativa e
manter a motivação
8)Yamamotoyama
- Entrega de
Panfletos
- não
respondeu
8
- não respondeu
- Panfletos informativos
para informar e integrar
os colaboradores nas
políticas da organização
9)Provaso Indústria e
Comércio de
Fertilizantes
Orgânicos Ltda
- Não tem
programas de
endomarketing
- não
respondeu
80
- não respondeu
-
10)Namastê
-Comportamento
organizacional
- Treinamento de
atendimento ao
cliente
- Novas ideias
- Qualidade de
vida no trabalho
- Gestão da
Produção
- Gestão do
conhecimento
- 11 anos
6
- não respondeu
- Comprometimento dos
colaboradores
- Desenvolve ações em
benefícios aos clientes
- Proporcionar
motivação, valorização e
reconhecimento dos
colaboradores
- Melhorar índices de
produtividade
- Reduzir custos
- Melhorar os índices de
qualidade
- Educação e
Desenvolvimento dos
colaboradores
11)Jalles Machado
- Mudança
Organizacional
- Embalagem
- 3 meses
- 6 meses
183
- operacional (101)
- Intermediário (53)
- gerencial (29)
- Promover a motivação
dos colaboradores
- Desenvolver a
flexibilidade no ambiente
de trabalho
- Promover ideias para as
mudanças e inovações
nas embalagens de açúcar
orgânico de 1 Kg
12)Viapaxbio
- Reuniões
Semanais com
todas as lideranças
- Reuniões
trimestrais com as
equipes
-Clima
organizacional
- 10 anos
20
- Não respondeu
- Tratar assuntos
constantes
- Evitar o distanciamento
entre as áreas da empresa
- Avaliar as estratégias
da empresa
- Apresentação dos
resultados alcançados
mensalmente para toda
equipe
- Pesquisa de clima
organizacional e
correções necessárias
Quadro 2- Perfil dos Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, a partir dos resultados da pesquisa de campo.
Programas de Endomarketing na Indústria de Produtos Orgânicos: Estudo do Marketing de Relacionamento
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O Quadro 3 e a Figura 1 demonstram e
ilustram o porte da empresa com base na categoria
do SEBRAE (2011), considerando a quantidade de
funcionários. Ao analisar o Quadro, nota-se que,
42% das empresas investigadas estão na categoria
média empresa, com um quadro de funcionário de
100 até 499. Das empresas estudadas, 33% das
encontram-se na categoria de pequeno porte, com
um quadro de funcionários de 20 até 99 empregados.
Por fim, 17% das empresas estão incluídas na
categoria de micro empresa com até 19 empregados.
Ao analisar o Quadro 2 nota-se, também,
que as empresas que investem em Programas de
Endomarketing já o desenvolvem há mais de um
ano. O tempo máximo de vigência varia entre 3
meses até 11 anos. Quanto aos colaboradores
envolvidos nos programas, as informações
indicaram o envolvimento de todos os colaboradores
das organizações, que promoveram Programas de
Endomarketing.
Reportando ainda ao Quadro 2, percebe-se
que, das empresas investigadas, dez responderam
que possuem Programas de Endomarketing,
representando 83% da amostra, como consta no
Quadro 4 e na Figura 2.
Porte da empresa e quantidade de
funcionários
F
%
Micro: até 19 empregados
2
17
Pequena: de 20 a 99 empregados
4
33
Média: 100 a 499 empregados
5
42
Grande: mais de 500 empregados
1
8
Total
12
100
Quadro 3 Porte da empresa e quantidade de funcionários
Fonte: elaborado pela autora, a partir dos resultados da pesquisa de campo.
Figura 1 Porte da empresa e quantidade de funcionários
Fonte: elaborado pela autora, a partir das informações do Quadro 26
17%
33%
42%
8%
Micro: até 19
empregados
Pequena: de 20 a
99 empregados
Média: 100 a 499
empregados
Grande: mais de
500 empregados
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Possuem Programas de
Endomarketing
F
%
Sim
10
83
Não
2
17
Total
12
100
Quadro 4 Empresas que Possuem Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, a partir das informações do Quadro 26.
Obs: A análise percentual foi calculada com base no número de empresas, ou seja, 12.
Figura 2 Empresas que Possuem Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, a partir das informações do Quadro 28.
O Quadro 5, apresenta resumidamente, os tipos de Programas de Endomarketing nos quais as empresas
investem.
TIPOS DE PROGRAMAS DE ENDOMARKETING
- Qualidade de Vida
- Treinamentos de capacitação de pessoas
- Merchandising de Produtos para os colaboradores
- Quadro de avisos
- Jornal Interno
- Cultura Organizacional
- Manuais
- Panfletos
- Comportamento Organizacional
- Mudança Organizacional
- Clima Organizacional
Quadro 5 Tipos de Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, partir das informações do Quadro 26
83%
17% Sim
Não
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O Quadro 6, apresenta resumidamente, os objetivos dos Programas de Endomarketing.
OBJETIVOS DOS PROGRAMAS DE ENDOMARKETING
- Promover consciência e prática de atitudes que promovam bem-estar (através de atividades de educação
nutricional, sobre lazer, atividades físicas, sobre como tratar o estresse e outros problemas)
- Conscientização em relação aos cuidados com o meio ambiente (atividades sobre sustentabilidade)
-Comprometimento dos colaboradores
- Prevenção de possíveis problemas com os produtos
- Informar os colaboradores
- Apresentar novos produtos para os colaboradores, no sentido de favorecer o processo de vendas
- Distribuição interna de amostras no lançamento de produtos
- Informar os colaboradores sobre assuntos organizacionais
- Apresentar a empresa
- Reconhecer a diversidade cultural
- Integrar o colaborador, comunicar informações internas e externas relevantes
- Reter os colaboradores
- Capacitar, desenvolver e reciclar os colaboradores
- Manter um ambiente sadio na empresa
- Incentivar a iniciativa e manter a motivação
- Elaborar panfletos informativos para informar e integrar os colaboradores nas políticas da organização
- Desenvolver ações em benefícios dos clientes
- Proporcionar motivação, valorização e reconhecimento dos colaboradores
- Melhorar índices de produtividade
- Reduzir custos
- Melhorar os índices de qualidade
- Promover educação e desenvolvimento dos colaboradores
- Desenvolver a flexibilidade no ambiente de trabalho
- Evitar o distanciamento entre as áreas da empresa
- Avaliar as estratégias da empresa
- Apresentar os resultados alcançados, mensalmente, para toda a equipe
- Fazer pesquisa de clima organizacional e correções necessárias
Quadro 6 Objetivos dos Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, partir das informações do Quadro 27
Em seguida, o Quadro 7 apresenta a
avaliação das 10 empresas que possuem Programas de Endomarketing, quanto as ações e benefícios
identificados, para posterior análise.
CATEGORIA DE ANÁLISE DOS PROGRAMAS
CT
CP
C
DP
D
DT
Os PEnd estimulam a participação de todos os colaboradores da
organização
5
2
2
1
Os PEnd melhoram as atitudes e comportamentos dos colaboradores com
relação ao emprego
5
5
Os PEnd provêm pesquisas para identificar as necessidades e desejos dos
colaboradores
4
4
1
1
Os PEnd, com base nas pesquisas, incluem benefícios para satisfazer as
expectativas dos funcionários
4
2
3
1
Os PEnd atraem, desenvolvem e retêm talentos
4
1
3
2
Os PEnd asseguram que todos os colaboradores tenham as informações
necessárias para agir em benefício do cliente
4
4
2
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Os PEnd criam e promovem ideias nas organizações voltadas ao bom
atendimento ao cliente
5
2
3
Os PEnd vencem resistências internas a mudanças
2
4
3
1
Os PEnd buscam a manutenção de um ambiente de trabalho, que
proporcione motivação, valorização e reconhecimento das pessoas
4
3
3
Os PEnd estimulam em todos a assunção da missão, visão, objetivos,
estratégias e táticas do negócio
3
3
3
1
Os PEnd contribuem para a melhoria dos índices de produtividade
1
7
1
1
Os PEnd contribuem para a melhoria dos índices de qualidade
3
4
1
2
Os PEnd contribuem para a diminuição dos custos
2
3
4
1
Os PEnd utilizam canais de comunicação interna, que contribuem para
a melhoria dos relacionamentos, independente do nível hierárquico
4
3
2
1
Os PEnd criam ambientes e situações que façam o funcionário ter
motivação em seu trabalho
3
4
2
1
Os PEnd favorecem o recrutamento e seleção
2
5
3
Os PEnd trabalham o treinamento sob a ótica de educação e
desenvolvimento
4
3
1
2
Os PEnd incluem os planos de carreira como instrumentos de
motivação
2
5
3
Os PEnd atingem colaboradores por nível organizacional (operacional,
intermediário, gerencial)
3
2
2
3
Quadro 7 Avaliação das Ações e dos Benefícios dos Programas de Endomarketing
Fonte: elaborado pela autora, a partir dos resultados da pesquisa de campo.
Nota:
CT- Concordo Totalmente
CP - Concordo Parcialmente
C- Concordo
DP- Discordo Parcialmente
D- Discordo
DT- Discordo Totalmente
Na análise do Quadro 7, constata que cinco
empresas (42% das empresas da amostra)
responderam que concordam totalmente com as
afirmações que os Programas de Endomarketing
estimulam a participação de todos os colaboradores
da organização, melhoram as atitudes e
comportamentos deles em relação às suas
ocupações, criam e promovem ideias inovadoras nas
organizações voltadas ao bom atendimento ao
cliente. Quatro empresas (25%) concordam
totalmente que os Programas de Fidelização utilizam
pesquisas para identificar as necessidades e desejos
dos colaboradores, incluem benefícios para
satisfazer as expectativas dos funcionários, atraem,
desenvolvem e retêm talentos, asseguram que todos
os colaboradores tenham as informações necessárias
para agir em benefício do cliente. Buscam a
manutenção de um ambiente de trabalho que
proporcione motivação, valorização e
reconhecimento das pessoas, utilizando canais de
comunicação interna a fim de conseguir melhoria
nos relacionamentos, independente do nível
hierárquico e trabalham o treinamento sob a ótica de
educação e desenvolvimento. Três das firmas (25%)
concordam totalmente com as afirmações que os
Programas de Endomarketing estimulam em todos
os colaboradores a adoção da missão, visão,
objetivos, estratégias e táticas do negócio.
Sete empresas (58%) concordam
parcialmente que os Programas de Endomarketing
contribuem para a melhoria dos índices de
produtividade. Cinco firmas (41%) concordaram
parcialmente com a afirmação de que os Programas
de Endomarketing melhoraram as atitudes e
comportamentos dos colaboradores em relação ao
emprego. Quatro organizações (33%) concordam
parcialmente que os Programas de Endomarketing
provêm pesquisas para identificar as necessidades e
desejos dos colaboradores, assegurando que todos os
colaboradores teriam as informações necessárias
para agir em benefício dos clientes. Essas empresas
afirmaram ter criado ambientes e situações que
motivam os seus funcionários, contribuindo, desse
modo, para a melhoria dos índices de qualidade e
para a superação das resistências internas ás
mudanças. Três empresas (25% das empresas da
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amostra) concordaram parcialmente com a
afirmação que os Programas de Endomarketing
estimulam em todos a adoção da missão, visão,
objetivos, estratégias e táticas do negócio.
Cinco das organizações (41%) apenas
concordam que os Programas de Endomarketing
incluem os planos de carreira como instrumentos de
motivação e favorecem o recrutamento e seleção.
Para quatro (33%) das firmas pesquisadas, os
Programas de Endomarketing contribuem para a
redução dos custos. Por fim, para três das empresas
da amostra os Programas de Endomarketing não
atingem completamente os colaboradores nos níveis
operacional, intermediário ou gerencial.
O Quadro 8 mostra o conteúdo disponível
na teoria em comparação com a pesquisa de campo
(questionário aplicado nas 12 indústrias de produtos
orgânicos) sobre os Programas de Endomarketing e
os Programas de Fidelização.
Benefícios dos Programas de Endomarketing: Posicionamentos
Disponíveis na teoria
Resultados da Prática: benefícios dos
Programas de Endomarketing na
ótica das indústrias de orgânicos
Segundo os autores Ponce (1995), Kotler (1993), Bekin (1995), os
benefícios dos Programas de Endomarketing são:
estimulam a participação de todos os colaboradores da
organização
melhoram as atitudes e comportamentos dos colaboradores com
relação ao emprego
provem pesquisas para identificar as necessidades e desejos dos
colaboradores
incluem com base em pesquisas benefícios para satisfazer as
expectativas dos funcionários
atraem, desenvolvem e retém talentos
asseguram que todos os colaboradores tenham as informações
necessárias para agir em benefício do cliente
criam e promovem idéias nas organizações voltadas ao bom
atendimento ao cliente
vencem resistências internas a mudanças
buscam a manutenção de um ambiente de trabalho, que
proporcione motivação, valorização e reconhecimento das
pessoas
estimulam em todos a assunção da missão, visão, objetivos,
estratégias e táticas do negócio
contribuem para a melhoria dos índices de produtividade
contribuem para a melhoria dos índices de qualidade
contribuem para a diminuição dos custos
utilizam canais de comunicação interna, que contribuem para a
melhoria dos relacionamentos, independente do nível
hierárquico.
criam ambientes e situações que façam o funcionário ter
motivação em seu trabalho
favorecem o recrutamento e seleção
trabalham o treinamento sob a ótica de educação e
desenvolvimento
incluem os planos de carreira como instrumentos de motivação
atingem colaboradores por nível organizacional (operacional,
intermediário, gerencial)
estimulam a participação de todos os
colaboradores da organização
melhoram as atitudes e
comportamentos dos colaboradores
com relação ao emprego
criam e promovem idéias nas
organizações voltadas ao bom
atendimento ao cliente
contribuem para a melhoria dos
índices de produtividade
favorecem o recrutamento e seleção
incluem os planos de carreira como
instrumentos de motivação
Quadro 8 Benefícios dos Programas de Endomarketing: confronto teoria x prática das indústrias de orgânicos
Fonte: elaborado pela autora, a partir dos resultados da pesquisa de campo
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Ao analisar o Quadro 8, nota-se que, dos 19
(dezenove) benefícios dos Programas de
Endomarketing disponíveis na teoria, 6 (seis) deles
são mencionados pelas indústrias, ou seja, os
benefícios dos Programas de Endomarketing na ótica
das indústrias de orgânicos estão voltados para:
estimular a participação de todos os
colaboradores da organização,
melhorar as atitudes e comportamentos dos
colaboradores com relação ao emprego
criar e promover ideias nas organizações
voltadas ao bom atendimento ao cliente
contribuir para a melhoria dos índices de
produtividade
favorecer o recrutamento e seleção
incluir os planos de carreira como
instrumentos de motivação
7 CONCLUSÃO
Ao identificar a existência de programas de
Marketing de Relacionamento desenvolvidos pelas
indústrias desse segmento para o público interno,
ficou evidenciado que a maioria das empresas possui
Programas de Endomarketing (10 empresas das 12
empresas pesquisadas), sendo os tipos de programas
oferecidos ligados a: cultura organizacional,
comportamento, mudança e clima organizacional,
quadro de avisos, manuais, jornal e panfletos,
qualidade de vida, treinamento e merchandising de
produtos.
Sobre o tempo de vigência dos Programas
de Endomarketing, há variação desde os com 3
meses até 11 anos de implementação.
Os objetivos dos Programas de
Endomarketing estão direcionados para promover o
bem-estar, buscar o comprometimento e a
capacitação, e informar os colaboradores.
Os maiores benefícios oferecidos pelos
Programas de Endomarketing, apontados pelas
empresas, são: Estimulam à participação de todos os
colaboradores da organização; Melhoram as atitudes
e comportamentos dos colaboradores com relação ao
emprego; Criam e promovem idéias nas
organizações voltadas ao bom atendimento ao
cliente; Contribuem para a melhoria dos índices de
produtividade; Favorecem o recrutamento e seleção;
e Incluem os planos de carreira como instrumentos
de motivação.
Em relação ao aspecto de abrangência dos
Programas de Endomarketing, detectou-se que é
total, isto é, as informações indicaram o
envolvimento de todos os colaboradores das
organizações consultadas.
os programas de endomarketing, das 12
empresas, 10 desenvolvem alguma ação voltada para
o cliente interno. Esse resultado mostra o inverso em
relação ao que os autores Kotler e Armstrong (2007),
ressaltam: o endomarketing deve preceder o
marketing externo.
Portanto, pode-se dizer que o marketing de
relacionamento é uma resposta para o inovação dos
produtos orgânicos, ou seja, é uma diretriz
mercadológica para as industrias orgânicas. Finaliza-
se assim, o estudo com as evidências de que as
indústrias de produtos orgânicos assumem quase
integralmente o Marketing de Relacionamento,
por meio dos Programas de Endomarketing,
tendo-se atingido, com esses resultados, os objetivos
do estudo.
Este estudo representa a assunção do
Marketing de Relacionamento em 50% das empresas
contatadas, já que a investigação nos pontos de
venda permitiu a verificação de 24 empresas.
A investigação em 12 das empresas das 24
identificadas, representa a limitação do estudo, pois
no restante dessas organizações, percebeu-se uma
resistência dos dirigentes para responder os
questionários, no sentido de estarem mostrando as
estratégia praticadas pela organização.
Nesse sentido, sugere-se em estudos
futuros, ampliar o estudo com as demais
organizações, bem como, identificar lacunas na
oferta, ou seja, quais produtos não são oferecidos e
os quais o consumidor sente falta. Nessa linha, ainda,
podem ser desenvolvidas pesquisas de oportunidade
mercadológica e de estratégias de diversificação de
produtos.
Finalmente, completando a sugestão para
estudos futuros, pode-se ainda pensar em pesquisas
direcionadas aos consumidores, no sentido de
verificar aqueles que não consomem produtos
orgânicos e o que falta para serem conquistados.
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... Nas últimas décadas, frente a ambientes de negócios mais competitivos, em que o número de ofertas para os consumidores é cada vez maior, modificou-se profundamente o comportamento dos clientes. Se, de um lado, o consumidor está mais informado, de outro é seduzido a cada instante por um outro produto ou marca (GRAZIANO et al., 2016). Neste novo cenário, a conquista da fidelidade dos clientes vem se estabelecendo como prioridade nas organizações (DEMO, 2010). ...
... Por meio dos relacionamentos com parceiros de negócios, uma organização pode tornar-se mais competitiva. Quando essa relação se estabelece com clientes, a empresa é capaz de melhor gerenciar questões que dizem respeito à fidelização do cliente externo, ao comprometimento do cliente interno com os objetivos de marketing da organização e ao compromisso do cliente intermediário com a qualidade, os prazos e as especificações definidas pelo mercado (GRAZIANO et al., 2016). A força dessa espécie de relacionamento, denominada neste estudo de "relacionamento empresa-cliente", foi definida por Kumar et al (2003) como a intensidade envolvida no relacionamento entre um fornecedor e seu cliente. ...
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O presente estudo verificou a influência das características socioeconômicas e demográficas, assim como da duração, frequência e atributos do relacionamento, na força da relação desenvolvida entre clientes de centros de beleza em Foz do Iguaçu - PR. A pesquisa se caracteriza como descritiva e em sua abordagem classifica-se como quantitativa. A amostra é do tipo não probabilística por acessibilidade. Os dados foram coletados através de questionários e tratados por meio de frequências, teste qui-quadrado, análise fatorial e regressão logística binária. Os resultados apontam que há uma relação de dependência que revela uma influência direta das variáveis duração do relacionamento e atributos relacionais na força da relação empresa-cliente. A frequência de encontros e o gênero dos entrevistados, por sua vez, possuem uma relação associativa com a força da relação desenvolvida entre os clientes inquiridos e seus centros de beleza.
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The employee's relationship with the company goes far beyond the contractual commitment; it extends to the point where it reflects positively or negatively on the company's relationship with the client and the market. However, it is an organizational challenge to mobilize people towards their goals, which requires companies to see the strength of their human resources in order to strategically generate value by investing in improving the performance and commitment of their employees. The study starts with an understanding of the role of endomarketing in the business context, supported by the literature, followed by a perception of the strategies that the company (the focus of the study) uses to provide innovative services and creative solutions to its customers. The aim is to understand whether the strategic tools of endomarketing make the company more competitive, with teams of excellence and multidisciplinary, both in the Portuguese and Brazilian markets, countries in which
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O endomarketing considera que a influência motivacional entre líderes e subordinados é um dos principais pilares para a boa performance organizacional. Sendo assim, o principal problema de pesquisa foi indagar como o endomarketing pode influenciar a relação entre líderes e subordinados através do processo motivacional. Tendo como objetivo principal analisar a influência do endomarketing no processo motivacional entre líderes e subordinados em uma organização do ramo hoteleiro. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa descritiva, de natureza aplicada, com a problemática abordada de maneira qualitativa e quantitativa. Quanto aos procedimentos técnicos, foram realizados uma pesquisa bibliográfica e um levantamento (survey), aplicando-se um questionário com 11 perguntas para uma amostragem de 103 colaboradores da unidade de análise. Os resultados demonstraram que, mesmo empiricamente, existem práticas eficazes de endomarketing na organização estudada. No entanto, é necessário que o processo de dar e receber feedbacks seja mais eficaz, de modo que os colaboradores consigam entender as estratégias, objetivos, processos de gestão e sua importância no desenvolvimento organizacional. Faz-se importante maior aproximação da organização para com o público interno, motivando-os de forma continuada para que a satisfação dos colaboradores seja direcionada diretamente na agregação de valores para o cliente externo.
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Este estudo objetiva apresentar um panorama das publicações sobre endomarketing e a motivação nas organizações. De modo a analisar como as publicações tem abordado o endomarketing no que tange ao fator motivacional, permitindo a compreensão do endomarketing, das premissas relacionadas a este e da forma como o endomarketing está interligado à motivação e ao fortalecimento das ações no ambiente interno das organizações. Isto com o intuito de auxiliar no entendimento do tema e contribuir para novos estudos voltados ao endomarketing. A abordagem do estudo consiste em uma revisão sistemática de literatura baseada em 17 artigos, nos quais estuda-se o que vem sendo publicado sobre o tema, as ações de endomarketing, a correlação feita entre os programas de endomarketing e o fortalecimento das organizações. Como principais resultados, observa-se que a maioria dos artigos trata da aplicação das ações de endomarketing e dos benefícios desta aplicação para o crescimento organizacional, porém a prática de endomarketing pode ser melhorada pois as organizações têm apostado em atividades pontuais de endomarketing que proporcionam um retorno imediato. Tem-se que as principais contribuições teóricas são o enfoque no modo com o qual os artigos tratam das ações de endomarketing nas organizações estudadas. Considera-se como principal contribuição deste estudo o fato de proporcionar visão da produção científica sobre o tema, possibilitando o embasamento teórico dos conceitos, ações e métodos de pesquisa aplicados ao endomarketing dentro das organizações.
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Durante los últimos tiempos se ha considerado al capital humano como el recurso más valioso para toda organización, dado que, sin él no podrían llegarse a cumplir los objetivos planificados. En la búsqueda de herramientas para gestionar de una manera más efectiva a los clientes internos (colaboradores), surgió el endomarketing durante la década de 1970 como un enfoque que buscó adaptar el marketing transaccional a la gestión de recursos humanos; procurando mejorar los niveles de productividad y compromiso organizacional. Dentro del endomarketing se destaca el rol de la comunicación interna como un factor clave para la toma de decisiones y en la creación de la marca interna, la cual permite una mayor identificación de los colaboradores con la organización. A través de la presente revisión teórica se busca dar a conocer las principales concepciones y planteamientos con respecto al endomarketing; para dicho fin, se ha realizado una exhaustiva y minuciosa búsqueda bibliográfica, la misma que ha permitido asimilar los tópicos más importantes sobre esta tendencia de marketing.
Book
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O livro ‘Alimentos Orgânicos: dinâmicas na produção e comercialização’ reflete esforços de pesquisadores das mais diferentes áreas do conhecimento que possuem em comum o contexto dos alimentos orgânicos como objeto de estudo e de ação prática. Entende-se por alimento orgânico todo o universo de produção, comercialização e consumo de alimentos livres de agrotóxicos, pesticidas, fertilizantes sintéticos e químicos, transgênicos, e que, no âmbito das suas práticas e significados, visam respeitar o meio-ambiente e a manter a qualidade do alimento. Apesar dos orgânicos estarem atrelados principalmente a um modo de produção de alimentos, somado a perspectiva agroecológica, o impacto deste tipo de produção ecoa nos mais diferentes níveis culturais, econômicos e tecnológicos da sociedade. Envolve assim desde a possibilidade de ganhos financeiros extras pelos produtores, em função do preço premium geralmente atribuídos aos alimentos orgânicos, desenvolvimento de novas técnicas de produção, como o controle biológico de pragas, até elementos culturais, como uma reorientação sobre o que representa ser produtor rural. Diante da complexidade de níveis e ângulos de análise que o fenômeno dos alimentos orgânicos proporciona, qualquer tentativa de compreensão deve ser dotada de uma perspectiva multidisciplinar. Assim, essa obra visa de alguma forma perpassa por diferentes faces disciplinares, tendo em comum o cenário de produção, comercialização e consumo de alimentos orgânicos. Em adição, dar conta deste cenário complexo, requer entender que essas diferentes faces operam de forma dinâmica, ou seja, um movimento em prol de modelos de produção e consumo de alimentos orgânicos gera forças capazes de promover mudanças na sociedade em prol de modelos agroalimentares mais sustentáveis. Assim, ao apresentar esta obra, desejamos exaltar a produção e comercialização de alimentos orgânicos a partir de uma noção dinâmica. Para isso, o livro está organizado em torno de três blocos e 15 capítulos. O primeiro bloco apresenta os “cenários na produção orgânica’ por meio de um conjunto de seis capítulos que descrevem desde a adoção da produção orgânica, passando por mecanismos de controle e certificação até suas aplicações em diferentes contextos. Especificamente, no primeiro capítulo, os autores Ana Carolina Campos, Gisele Hidalgo, Joice Inês Kist, Juliana Plocharski Pedroso e Marlon Dalmoro apresentam uma revisão sistemática da literatura para identificar, a partir de estudos prévios, as motivações e barreiras na produção orgânica. Depois, trazendo uma perspectiva prática, Lauro Bernardi e Andreia Tonin, refletem sobre os mecanismos de controle da qualidade na produção orgânica e dos processos de certificação. Já no terceiro capítulo, Mônica Jachetti Maciel, Thaís Müller e Claucia Fernanda Volken de Souza, discutem outro elemento central nesse tema que é a qualidade nutricional e segurança dos alimentos orgânicos. No quarto capítulo, Mirian Fabiane Strate apresenta como a formação de uma rede de atores auxilia na promoção da agricultura orgânica. Posteriormente, Elisete Maria de Freitas; Fernanda Bruxel; Carla Roberta Orlandi; Miriam Helena Kronhardt; Ana Carolina Barzotto; Kétlin Fernanda Rodrigues ressaltam as agroflorestas como uma alternativa na produção de alimentos orgânicos, ressaltando os seus impactos na conservação da biodiversidade. Por fim, Carlos Cândido da Silva Cyrne, Chantreli Cristine Schneider e Estela Gausmann descrevem o sistema de produção de leite orgânico na Galícia. O segundo bloco volta as suas atenções para a organização e técnicas de produção de alimentos orgânicos em um conjunto de cinco capítulos. No primeiro deles, Guilherme Alimentos orgânicos: dinâmicas na produção e comercialização Liberato da Silva, Liana Johann e Noeli Juarez Ferla, exploram um elemento central na viabilização técnica da produção orgânica que é o controle biológico. Já Daian Guilherme Pinto de Oliveira e Luis Francisco Angeli Alves analisam o controle de pragas especificamente no contexto da produção avícola orgânica. Avançando nas reflexões sobre a organização da produção orgânica, Bruno Pinto Coratto, Luciana Turatti e Cristiane Reimers lançam um olhar sobre a necessidade de superar o paradigma econômico para pensar o sistema de tributação dos alimentos orgânicos. Ainda explorando aspectos relacionados com a organização do sistema de produção orgânico, Mônica Jachetti Maciel, Adriano Mattei e Claudete Rempel, oferecem uma análise da legislação referente a esse tipo de produção. Por fim, Andreia Tonin e Lauro Bernardo refletem sobre estes aspectos organizacionais e de produção a partir da experiência de formação de um Organismo de Controle Social – OCS. No último bloco, volta-se as atenções para a gestão e comercialização dos alimentos orgânicos em um conjunto de quatro capítulos. O primeiro deles, de autoria de Joice Inês Kist, Marlon Dalmoro e Alexandre André Feil busca oferecer formas de melhorar a gestão da produção e comercialização dos alimentos orgânicos. Nesta mesma linha, Júlia Elisabete Barden e Fernanda Cristina Wiebusch Sindelar, refletem sobre a construção de indicadores capazes de avaliar não só o desempenho econômico, mas também social e ambiental da produção de alimentos orgânicos. Posteriormente, Daniel Merabet e Denise Barros provocam uma reflexão necessária entre o pensamento hegemônico que influencia as ações mercadológicas das empresas e como isso afeta a organização do mercado brasileiro de alimentos orgânicos. Por fim, Estevan Muñoz, Maiz Bortolomiol e Paulo Niederle apresentam um caso no qual a articulação entre agricultores e consumidores permitiu construir um espaço de comercialização de alimentos orgânicos. A partir desse conjunto de capítulos tão diverso, esperamos proporcionar os leitores uma perspectiva ampla e interdisciplinar sobre os alimentos orgânicos. A variedade de temas e a mescla entre reflexões mais teóricas associadas com trabalhos empíricos e reflexões oriundas da prática tornam os textos úteis tanto para acadêmicos, profissionais que atuam no setor de alimentos orgânicos e leigos que possuem interesse no tema.
Chapter
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Diante da constatação de que a produção e o consumo de alimentos orgânicos vêm crescendo, busca-se analisar a legislação que trata do referido assunto. Num primeiro momento, discute-se a legislação de alimentos orgânicos em nível mundial, dando destaque a legislações específicas de alguns países. Num segundo momento, analisa-se mais especificamente a situação brasileira. Por fim, estabelece-se uma síntese do panorama atual, destacando os avanços e os entraves da legislação para a produção, comercialização e consumo de alimentos orgânicos em nosso país.
Conference Paper
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Resumo Concordando que há uma dinâmica nos retornos dos ativos negociados no mercado e que determinadas ações são tomadas com intuito de sinalizar possíveis retornos positivos, o presente estudo tem como objetivo verificar o comportamento das ações das empresas brasileiras listadas na B3 a partir da publicação do ranking de reputação corporativa Merco, de acordo com os pressupostos da Teoria da Sinalização. Desta forma, foi realizada uma pesquisa quantitativa por meio de um estudo de eventos, com os ativos de empresas brasileiras listadas no ranking Merco. A amostra foi composta por 23 ativos, que atenderam aos pressupostos para testes paramétricos, submetidos aos cálculos dos retornos normais e anormais, sendo estes considerados ao nível de significância de 10%, 5% e 1%. Os resultados apontam retornos anormais para 16 ativos, permitindo verificar que a sinalização infere em comportamento diferenciado apenas em parte das ações das companhias listadas. Para tanto, os achados levaram a identificação de retornos anormais nulos em 30% das observações, enquanto em 70% da amostra os retornos se demonstraram diferentes de zero, evidenciados, marginalmente, a partir do conteúdo informacional da divulgação do ranking Merco. Por fim, a existência dos retornos de forma pulverizada na janela de eventos pode estar condicionada a colocação de parte das empresas nas edições anteriores do ranking, o que suprime a relevância da informação para o mercado de ações. Ademais, o setor de cosméticos, demonstrou maiores esforços para divulgar a colocação de suas empresas no ranking de reputação corporativa, promovendo uma sinalização secundária ao mercado, destacando que cada ativo reagiu de acordo com as características do mercado em que a companhia encontra-se listada. Palavras chave: Teoria da Sinalização, Retornos anormais, Merco, Reputação Corporativa.
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At present, a continuing widespread debate on the moral nature of business is widely recognized. However, it seems that the ethical evaluation of business practices is not very common in the area of relationship marketing. Analyses relationship marketing from the viewpoint of ethical theories. The theories applied are deontology, utilitarianism, virtue ethics, and emotivism. Reviews and analyses studies on relationship marketing issues in order to construct a framework for the ethical analysis of relationship marketing principles. Finally presents a framework for ethical analysis in the form of a constructive solution. Includes a model or code of business ethics for relationship marketers. The code will help make relationship marketing practices ethically longer lasting and, in this way, make the practices also more competitive and profitable.
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Purpose – The objective of the Contemporary Marketing Practices (CMP) research program is to develop an understanding of how firms relate to their markets in a manner that integrates both traditional and more modern views of marketing, and incorporates an understanding of both the antecedents and consequences of different practices. This paper aims to review its first decade. Design/methodology/approach – The paper adopts a theoretical approach. It reviews the history of CMP research and its outcomes. The assessment concludes with a discussion of the program's contribution to marketing knowledge and some issues and challenges for future research. Findings – Now a decade old, the CMP research program has undertaken research in over 15 countries. The study finds that it has made a unique contribution to marketing knowledge by bridging the gap between theory and practice. Originality/value – By adopting a multi‐paradigm philosophy and a multi‐method approach, a broad perspective has been achieved that integrates the traditional managerial view of marketing with relational and process arguments.
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It's mid afternoon and the sun is blazing a trail across the blue sky. You've got the sweet aroma of tar in your nostrils and a sudden hunger to take to the road. Don your shades and sit in your car. Wind the top down, start your engine and come with us on a journey. Our travels will take us past some pretty familiar territory. In particular, we'll pay a visit to that most popular of tourist attractions, the mix management paradigm. But don't worry - you'll also get the chance to go off-road.
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Marketing theory and practice have focused persistently on exchange between buyers and sellers. Unfortunately, most of the research and too many of the marketing strategies treat buyer-seller exchanges as discrete events, not as ongoing relationships. The authors describe a framework for developing buyer-seller relationships that affords a vantage point for formulating marketing strategy and for stimulating new research directions.
Article
In service settings, customer satisfaction is often influenced by the quality of the interpersonal interaction between the customer and the contact employee. Previous research has identified the sources of satisfaction and dissatisfaction in service encounters from the customer's point of view; this study explores these sources in service encounters from the contact employee's point of view. Drawing on insights from role, script, and attribution theories, 774 critical service encounters reported by employees of the hotel, restaurant, and airline industries are analyzed and compared with previous research. Results generally support the theoretical predictions and also identify an additional source of customer dissatisfaction-the customer's own misbehavior. The findings have implications for business practice in managing service encounters, employee empowerment and training, and managing customers.
Article
In this article the marketing strategy continuum concept is presented and a number of marketing and management consequences are discussed. It demonstrates the need for a marketing concept which allows a variety of approaches to marketing. The nature of a relationship approach to marketing strategy is analysed in comparison with the nature of a transaction marketing strategy. Relationship marketing and transaction marketing are seen as strategy options at opposite ends of the continuum. Eight marketing and management implications of the two extreme strategies are examined.
Article
Research focused on consumer behavior and attitudes toward organic, small-scale and locally produced foods can help organic producers understand consumer values, and in turn develop production and marketing approaches that match these values. This research on New England area food shoppers included focus groups, individual interviews, and a mail survey, all of which helped us to identify relationships between organic food buying and consumers' views of the food system. Comments made in focus groups and individual interviews revealed a frequent blending of the concepts of local, small-scale and organic, and their associated benefits. Subsequent mail surveys identified similar tendencies, although respondents made some distinctions among the reasons why they bought food from the three farm categories. When there were differences, respondents tended to attribute greater importance to reasons to buy from local farms, as compared to organic or small farms. The six questions for which the differences across farm categories had the lowest P-values were related to the environment, rural economy, rural landscape, farmers, product freshness and product taste. However, freshness, taste, nutritional quality and safety were some of the most compelling reasons that were attributed to all three farm categories. The challenge for the small, local and organic producer will be to continue to hold the consumer's attention as the general perception of organic farming shifts to a more industrialized model.