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Abstract and Figures

Brazilian Mammals in Scientific Collections: III – United States of America. Here I list and comment about scientific collections with Brazilian mammals in United States of America. These collections began to systematically gathering specimens from South America from second half of 19th century, and are among the main institutions that housed specimens from Brazil. Among these, some are quite famous, such as the o American Museum of Natural History e o The Field Museum of Natural History, and others less well known, such as the Museum of Texas Tech University and the Museum of Southwestern Biology.
Content may be subject to copyright.
Coleções Científicas de Mamíferos do Brasil:
III – Estados Unidos da América
Alexandra M.R. Bezerra
Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios, Fundação Oswaldo Cruz – IOC, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Endereço atual: Mastozoologia, Coordenação de Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Campus de Pesquisa, Belém, PA, Brasil.
E‑mail: amrbezerra@hotmail.com
Resumo: Aqui apresento e faço alguns comentários sobre as coleções científicas de mamíferos dos
Estados Unidos da América. Essas coleções começaram a reunir material oriundo da América do Sul
de maneira sistemática a partir da segunda metade do século 19 e hoje estão entre as principais
instituições que contém em seus acervos material proveniente do Brasil. Entre essas instituições
estão algumas muito conhecidas, como o American Museum of Natural History e o The Field
Museum of Natural History, e outras menos conhecidas, como o Museum of Texas Tech University e
o Museum of Southwestern Biology.
Palavras-Chave: América do Sul; Coleções científicas estrangeiras; Século 19; Século 20.
Abstract: Brazilian Mammals in Scientific Collections: IIIUnited States of America. Here I list and
comment about scientific collections with Brazilian mammals in United States of America. These
collections began to systematically gathering specimens from South America from second half of
19th century, and are among the main institutions that housed specimens from Brazil. Among these,
some are quite famous, such as the o American Museum of Natural History e o The Field Museum of
Natural History, and others less well known, such as the Museum of Texas Tech University and the
Museum of Southwestern Biology.
Key-Words: 19th century; 20th century; Foreigner scientific collections; South America.
também relacionam a biografia e expedições de grandes
pesquisadores que trabalharam com a mastofauna neo‑
tropical, recente e extinta.
Histórico
Os acervos das coleções americanas começaram
a ser reunidos de maneira sistemática a partir do final
da primeira metade do século 19. As intrigas e rebe‑
liões que ocorriam principalmente no centro e leste da
Europa, e que culminaram na Primeira Guerra Mundial
(1914‑1915), minaram recursos e interesses dos Estados
europeus em continuar investindo no envio de natura‑
listas às Américas. Esta abertura de espaço proporcio‑
nou pouco a pouco aos americanos, muitos dos quais
imigrantes europeus ou descendentes diretos, o inves‑
timento em grandes expedições científicas pela América
Latina e outros continentes. Contudo, ao contrário das
expedições europeias que visavam a conquista de novos
territórios para seus impérios, as expedições americanas
tinham como objetivo primordial a ampliação do comér
cio internacional e a busca por novas fontes de maté‑
rias‑primas de valor comercial e cultural, bem como
apreender conhecimentos sobre novas culturas (Phil‑
brick, 2004). O marco dessas expedições americanas
é o “U.S. Exploring Expedition” (livremente traduzido
APRESENTAÇÃO
Dando sequência à série de ensaios iniciada na
edição número 65 do Boletim da Sociedade Brasileira
de Mastozoologia com ‘Coleções Científicas de Mamí‑
feros do Brasil: I – Brasil’ (Bezerra, 2013), seguida por
‘Coleções Científicas de Mamíferos do Brasil: II–Euro‑
pa’ (Bezerra, 2015), apresento agora um ensaio sobre as
importantes coleções científicas para o estudo das espé‑
cies de mamíferos silvestres recentes do Brasil presentes
nos Estados Unidos da América. Como nas edições an‑
teriores, as coleções presentes no território americano
também apresentam características próprias em termos
de formação de acervos e de abrangência taxonômica e
geográfica dos espécimes ali depositados.
O objetivo do presente trabalho é o de divulgar as
coleções científicas que abrigam espécimes de funda‑
mental importância ao estudo das espécies de mamífe‑
ros do Brasil. Um panorama abrangente das primeiras
expedições americanas (e de outras nações) na região
Neotropical fora apresentado por Baker (1991), que
abordou muitos dos pesquisadores, naturalistas e cole‑
tores profissionais que empreenderam tais expedições
e que tiveram papel relevante no reconhecimento de
novos táxons até o início do século 20. Birney & Choate
(1994), em uma monografia de quase 500 páginas sobre
a mastozoologia nos Estados Unidos entre 1919 e 1994,
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
em “Expedição de Exploração dos Estados Unidos”)
de 1838‑1842 (Philbrick, 2004). No entanto, somente
na segunda metade do século 19 houve um crescente
significativo de estudos da fauna sul‑americana pelos
pesquisadores norte‑americanos, e este foi decorrente,
também, do envio de material aos Estados Unidos por
coletores profissionais (Baker, 1991).
Cronologicamente, de grande destaque entre os
americanos, é o zoólogo Joel Asaph Allen, ex‑aluno de
Louis Agassiz em Harvard, com quem foi ao Brasil em
1865 (Birney & Choate, 1994). Allen trabalhou no Ame‑
rican Museum of Natural History (AMNH), em New York
City, a partir de 1885 até a sua morte em 1921, onde foi
curador de aves e de mamíferos. Descreveu aproxima‑
damente 270 táxons de mamíferos sul‑americanos entre
1876 e 1920 (Baker, 1991). Os espécimes‑tipo definidos
por Allen encontram‑se principalmente neste museu.
Dentre as espécies da fauna do Brasil descritas por Al‑
len podemos citar os morcegos Molossus coibensis J.A.
Allen, 1904 e Lonchophylla thomasi J.A. Allen, 1904, o
novo gênero de esquilo Microsciurus J.A. Allen, 1895 e
os roedores Oecomys trinitatis (J.A. Allen & Chapman,
1893) e Necromys urichi (J.A. Allen & Chapman, 1897)
(Figura 1A).
Theodore “Teddy” Roosevelt, 26º presidente ame‑
ricano, que também foi homem de negócios e natura‑
lista, empreendeu uma expedição em conjunto com o
Marechal Cândido Rondon, conhecida como expedição
“Expedição Científica Rondon‑Roosevelt”, que durou um
ano a partir de maio de 1913. Essa expedição foi cofi‑
nanciada pelo American Museum of Natural History teve
como finalidade explorar a Amazônia e expandir as li‑
nhas de telégrafos do Brasil. Esta expedição iniciou na
cidade de Cáceres, no estado do Mato Grosso do Sul,
e encerrou no norte do estado do Mato Grosso (Roo‑
sevelt, 1914). Roosevelt (1914) atesta que “Zoologically
the trip had been a thorough success… about five hun‑
dred mammals…. Many of them were new to science; for
much of the region traversed had never previously been
worked by any scientific collector”. Pequenos, médios e
grandes mamíferos coletados durante esta expedição
se encontram depositados principalmente no Museu
Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, e no
American Museum of Natural History.
Também, entre os curadores do American Museum
of Natural History, estão o zoólogo e botânico inglês
George Henry Hamilton Tate e o zoólogo americano
Harold Elmer Anthony, contemporâneos na instituição.
Anthony iniciara carreira no AMNH em 1910, permane‑
cendo até 1958 (Birney & Choate, 1994), enquanto Tate
ingressa em 1927, permanecendo até a sua morte em
1953 (Anthony, 1954). Durante suas vidas profissionais
no AMNH, empreenderam diversas expedições, incluin‑
do a Bolívia, Brasil e Venezuela (passando pelo platô do
monte Roraima), Guiana e três idas ao Equador (entre
1920 e 1924). Tate e Anthony descreveram inúmeras
espécies da América do Sul que se encontram deposita‑
das naquele museu, como os roedores Oecomys rutilus
Anthony, 1921, Scolomys melanops Anthony, 1924, Po
doxymys roraimae Anthony, 1929 (Figura 1D). Algumas
outras instituições também abrigam em seus acervos
material da América do Sul descrito por Tate, como os
marsupiais Marmosops paulensis (Tate, 1931) e Marmo‑
sops parvidens (Tate, 1931) (Figura 1B) depositados no
The Field Museum of Natural History.
O equatoriano Alfonso Maria Olalla (1899‑1971)
foi, como seu pai e seus três irmãos, um coletor profis‑
sional de aves e mamíferos. Participou de diversas ex‑
pedições à América do Sul nas décadas de 1920 e 1930,
passando pela Amazônia peruana, por rios da Amazônia
brasileira, como o Tapajós e o Juruá, pelo Equador e Bolí‑
via (Wiley, 2010). As séries coletadas pelos Olallas foram
Figura 1: Espécimes‑tipo com peles em vista dorsal: (A) Necromys urichi M‑7725/6110, American Museum of Natural History; (B) FMNH 1845
Marmosops parvidens, The Field Museum of Natural History; (C) Microakodontomys transitorius MN 25969, Museu Nacional/Universidade Federal
do Rio de Janeiro; (D) Podoxymys roraimae M‑75586, American Museum of Natural History; (E) Juliomys pictipes FMNH 26814, The Field Museum of
Natural History; (F) Monodelphis kunsi USMN 461348, National Museum of Natural History. Barra = 10 mm.
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
vendidas a diversos museus americanos, como o Ame‑
rican Museum of Natural History, The Field Museum of
Natural History e o Museum of Comparative Zoology, ao
museu europeu Naturhistoriska riksmuseet, na Suécia,
e a museus brasileiros, como o Museu de Zoologia da
Universidade de São Paulo (então Museu Paulista) e ao
Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro
(Patterson, 1992; Wiley, 2010).
Um dos mais afamados curadores do The Field
Museum of Natural History, o americano Wilfred Hud‑
son Osgood trabalhou entre 1921 e 1941 como cura‑
dor‑chefe na coleção de mamíferos desta instituição, e
permaneceu como curador emérito até sua morte em
1947. Suas contribuições ao estudo dos mamíferos sul‑
‑americanos são numerosas. De um total de 30 expedi‑
ções ao longo de sua carreira (Patterson, 1983), reali‑
zou viagens ao Chile, Argentina, Venezuela e Colômbia
(FMNH, 2016a; Patterson, 1983). Grande parte do mate‑
rial obtido nestas expedições subsidiou as descrições de
diversos táxons, como o marsupial Philander andersoni
(Osgood, 1913), o primata Saimiri collinsi Osgood, 1916
e o roedor Juliomys pictipes (Osgood, 1933) (Figura 1E).
O zoólogo americano Phillip Hershkovitz, como Os‑
good, foi membro do corpo de curadores no The Field
Museum of Natural History, entre 1947 e 1971 (Patter
son, 1987), continuando como curador emérito até 1997
(FMNH, 1916a). Hershkovitz, desde a década de 1930,
empreendeu diversas expedições à América do Sul,
iniciando no Equador em 1933. Suas viagens seguiram
nos anos seguintes, passando pela Colômbia, Suriname,
Bolívia, Peru e o Brasil, onde efetuou expedições entre
os anos de 1984 e 1992, passando por quase todos os
biomas (Patterson, 1997). Para a mastofauna sul‑ameri‑
cana, foi particularmente importante nos estudos de ta‑
xonomia sistemática de primatas, roedores akodontinos
e marsupiais didelfídeos. A maioria dos espécimes des‑
critos por Hershkovitz se encontra no The Field Museum
of Natural History, em Chicago, e no Museu Nacional/
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Dentre as espécies e gêneros descritos por Hershkovitz
podemos citar o marsupial Hyladelphys kalinowskii (Her‑
shkovitz, 1992), os primatas Aotus nancymaae Hersh‑
kovitz, 1983 e Mico intermedius (Hershkovitz, 1977), e
os roedores Thalpomys cerradensis Hershkovitz, 1990
e o Microakodontomys transitorius Hershkovitz, 1993
(Figura 1C).
O mastozoólogo e ornitólogo americano Alfred L.
Gardner, atualmente curador no National Museum of
Natural History (USNM), em Washington D.C., tem no‑
tável trabalho com a fauna da mamíferos neotropicais,
principalmente da América Central, tendo descrito mais
de 19 gêneros e espécies de mamíferos, entre os mar‑
supiais Marmosops neblina Gardner, 1989 e Philander
mcilhennyi Gardner & Patton, 1972, os morcegos Glos‑
sophaga commissarisi Gardner, 1962 e Platyrrhinus fus‑
civentris Velazco, Gardner & Patterson, 2010, e o roedor
Rhipidomys wetzeli Gardner, 1989. Além disso, contri‑
buiu enormemente com o estado da arte dos grupos de
xenartros, marsupiais, insetívoros e morcegos neotropi‑
cais como a edição do livro “Mammals of South America,
Vol 1, marsupials, xenarthrans, shrews, and bats”. Um
volume de 669 páginas, publicado em 2008, que abran‑
ge sinonímias, taxonomia, sistemática e chaves de iden‑
tificação baseadas em caracteres externos, osteológicos
e dentários para todas as espécies então reconhecidas
dos grupos supracitados.
O zoólogo James L. Patton foi entre 1969 e 2001
curador da coleção de mamíferos no Museum of Verte‑
brate Zoology e professor na University of California, em
Berkeley (Lacey & Myers, 2005). Além de importantes
estudos que fez com a mastofauna norte‑americana, Ja‑
mes ‘Jim’ Patton contribui sobremaneira para o conheci‑
mento da biogeografia e sistemática da fauna de micro‑
mamíferos no Brasil e na América do Sul (principalmente
o Peru, com estudos vários sobre os roedores akodonti‑
nos). Sua incursão pelo sudeste da Amazônia, no Brasil,
entre 1991 e 1992 (Lacey & Myers, 2005), rendeu mais
de 12 espécies novas, com espécimes‑tipo depositados
nas coleções de mamíferos do Museum of Vertebrate
Zoology, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas,
em Manaus, estado do Amazonas, e do Museu Paraense
Emílio Goeldi, em Belém, no estado do Pará. Dentre as
espécies descrita por Jim Patton e colaboradores, po‑
demos citar os roedores Neacomys musseri Patton, da
Silva & Malcolm, 2000 e Rhipidomys gardneri Patton,
da Silva & Malcolm, 2000, e Trinomys mirapitanga Lara,
Patton & Hingst‑Zaher, 2002. Além das importantes sé‑
ries amostrais e hipóteses científicas levantadas por Jim
e colaboradores (e.g., Patton & da Silva, 1995; Patton
& Costa, 2003), ele contribuiu na formação de diversos
proeminentes pesquisadores brasileiros, entres eles Yuri
L.R. Leite e Leonora C. Pires, ambos hoje na Universi‑
dade Federal do Espírito Santo. Não pode deixar de ser
mencionado o monumental trabalho que encabeçou
como editor, publicado em 2015 pela University of Chi‑
cago Press, Chicago, o ‘Mammals of South America, Vol
2, Rodentia’. Um volume de 1.336 páginas que, como o
volume 1 editado por Alfred Gardner, também abrange
sinonímias, taxonomia, sistemática e chaves de identifi‑
cação baseadas em caracteres externos, osteológicos e
dentários para todas as espécies então reconhecidas da
ordem Rodentia na América do Sul.
Louise H. Emmons, zoóloga americana nascida no
Uruguai, passou boa parte de sua infância vivendo em
diversos países acompanhando as mudanças de base do
seu pai, que era diplomata americano (USGS, 2016), e
hoje é pesquisadora associada no National Museum of
Natural History. Participou de diversas campanhas ao
Peru e à Bolívia, realizando estudos taxonômicos com
diversos táxons que ocorrem também no Brasil e des‑
crevendo algumas espécies, como o Hylaeamys acritus
(Emmons & Patton, 2005). No Brasil, realizou campanha
à região do rio Xingu em 1986, nos municípios de Alta‑
mira e Marabá, no estado do Pará, acompanhada de Mi‑
chael D. Carleton e Don E. Wilson, e parte do material
coletado nesta viagem está depositado no USNM e no
Museu de Zoologia do Universidade de São Paulo (Voss
& Emmons 1996). Notória é a sua descrição de Jusce‑
linomys huanchacae (Emmons, 1999), espécie irmã de
Juscelinomys candango, até então o único representante
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
do gênero, do qual se conhecia somente os espécimes
que compõem a série‑tipo. Espécimes coletados por
Louise Emmons também se encontram depositados das
coleções do National Museum of Natural History e do
Museo de Historia Natural Noel Kempff Mercato, em
Santa Cruz de la Sierra.
O zoólogo americano Bruce Patterson, curador na
divisão de mamíferos do The Field Museum of Natural
History, em Chicago, é também uma das referências
quando se refere à sistemática, biogeografia e conser
vação de mamíferos na América do Sul, além de outros
continentes. Na América do Sul, podemos citar seus tra‑
balhos de descrição de Rhagomys longilingua Luna &
Patterson, 2003 para o Peru, espécie irmã de Rhagomys
rufescens (Thomas, 1886), endêmico à Mata Atlântica e
até então representante de um gênero monoespecífico,
além de estudos da sistemática de caviomorfos. Amos‑
trou cerca de 600 espécimes nos estados de Rondônia
(em 1986) e São Paulo (diversas ocasiões entre 1989 e
1993) (B. Patterson, pers. comm.), os quais se encon‑
tram depositados no The Field Museum of Natural His‑
tory, no Museu Paraense Emílio Goeldi e no Museu de
Zoologia da Universidade de São Paulo (Bruce Patterson,
pers. comm.).
O mastozoólogo americano Robert S. Voss é cura‑
dor na divisão de mamíferos do American Museum of
Natural History, em New York, e há décadas trabalha
com a fauna de pequenos mamíferos da América do
Sul. Em especial ao conhecimento desta fauna na sub‑
‑região Guiana na Amazônia, encontramos resultados
elegantemente apresentados e discutidos em Voss et al.
(2001). Seus estudos, autônomos ou em colaboração,
abordando taxonomia e sistemática, renderem diversos
novos táxons para o continente sul‑americano, como o
morcego Micronycteris brosseti Simmons & Voss, 1998,
os roedores Neacomys dubosti Voss, Lunde & Simmons,
2001, Neacomys paracou Voss, Lunde & Simmons, 2001
e Coendou rossmalenorum (Voss & da Silva, 2001) e os
novos gêneros de marsupiais Hyladelphys Voss, Lunde
& Simmons, 2001 e Cryptonanus Voss, Lunde & Jansa,
2005, assim como também revalidou espécies, como
Cryptonanus agricolai (Moojen, 1943).
O zoólogo americano Ronald “Ron” H. Pine, foi
curador no National Museum of Natural History e hoje é
pesquisador associado na University of Kansas. Realizou
diversas expedições à América do Sul (uma à Venezuela,
duas à Bolívia e duas ao Brasil) (Ron Pine, pers. comm.),
coletando diversos espécimes. Descreveu vários táxons,
principalmente espécies de marsupiais, Marmosa an‑
dersoni Pine, 1972, Marmosops bishopi (Pine, 1981),
Marmosops pinheiroi (Pine, 1981), Monodelphis kunsi
Pine, 1975 (Figura 1F), e de morcegos como Thryroptera
lavali Pine, 1993.
O zoólogo americano Michael Mares, curador da
seção de mamíferos no Sam Noble Museum of Natural
History, juntamente com Thomas E. Lacher e Michael
Willig (pesquisadores ex‑alunos de Michael Mares), em‑
preenderam expedições na década de 1980 à Caatinga
do estado de Pernambuco e Cerrado do Brasil central. O
material coletado por esses pesquisadores se encontra
depositado principalmente no Sam Noble Museum of
Natural History e no Carnegie Museum of Natural His‑
tory (no Brasil há espécimes depositados no Museu de
Zoologia da Universidade de São Paulo).
A lista das instituições apresentadas no presente
trabalho, assim como o foram nas edições anteriores
(Bezerra 2013; 2015), não é exaustiva. O foco é indicar
aquelas consideradas mais importantes pelo número de
tipos nominais ou de espécies e espécimes representan‑
tes da fauna de mamíferos silvestres recentes que ocor
rem no Brasil. Peço perdão caso esteja também omitin‑
do algum importante pesquisador ou naturalista que
tenha passado pelo território brasileiro. Considerando
ainda que as espécies não conhecem limites políticos
geográficos, também forneço dados gerais para espéci‑
mes provenientes de toda América do Sul.
Principais coleções científicas de história
natural nos Estados Unidos que abrigam
espécimes da mastofauna do Brasil
A lista abaixo está disposta em ordem alfabética dos
nomes originais das instituições, ou seja, em inglês, com
um pequeno histórico. O número total de espécimes,
quando não especificados, foram obtidos nas páginas
online oficiais das instituições no mês de maio de 2016.
1) American Museum of Natural History (AMNH),
New York City, New York: A instituição foi funda‑
da no ano de 1869 por um esforço conjunto de
Theodore Roosevelt, J.P. Morgan, Robert L. Stuart
e outros. O acervo da coleção de mamíferos re‑
centes conta com cerca de 279.000 espécimes
(Eileen Westwig, pers. comm.) (dentre crânios,
peles, espécimes montados e em meio líquido),
sendo a terceira maior do mundo para mamíferos,
com mais de 50.000 espécimes da América do Sul
(AMNH, 2016a). Possui mais de 1.200 tipos primá‑
rios (AMNH, 2016b), sendo 34 espécimes‑tipo do
Brasil mais 334 de outros países da América do Sul.
Todo o acervo de mamíferos se encontra com os
dados digitalizados, e mais de 10.000 espécimes
procedentes do Brasil, sendo as ordens Chiroptera
e Rodentia as mais representadas, respectivamen‑
te (AMNH, 2016c).
2) Carnegie Museum of Natural History (CMNH),
Pittsburgh, Pennsylvania: É um de quadro museus
(Carnegie Museums of Pittsburgh) derivados da‑
queles fundados pelo escocês Andrew Carnegie em
1895. Este museu possui cerca de 22 milhões de
itens entre espécimes extintos e recentes (CMNH,
2016a). A coleção de mamíferos, criada em 1932,
quando foi separada das Aves (CMNH, 2016b), con‑
ta em seu acervo com cerca de 118.500 espécimes,
incluindo 40 tipos primários (CMNH, 2016c). Os
dados de toda a coleção estão digitalizados desde
1978 (CMNH, 2016c). Possui aproximadamente
14.000 espécimes provenientes da América do Sul,
dos quais 3.797 do Brasil. Possui em seu acervo
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
dois tipos primários da Argentina, três da Bolívia,
um do Paraguai e três do Suriname (Suzanne Ma‑
cLaren, pers. comm.).
3) Museum of Comparative Zoology (MCZ), Harvard
University, Boston, Massachusetts: Fundando em
1859 por esforços do zoólogo suíço Louis Agassiz.
O museu possui cerca de 21 milhões de itens entre
espécimes extintos e recentes (MCV, 2016a). A co‑
leção de mamíferos conta em seu acervo com cerca
de 85.000 espécimes, incluindo 342 tipos primários
(MCZ, 2016b). Possui 5.966 espécimes da América
do Sul com dados disponíveis online, sendo 1.946
espécimes provenientes do Brasil. A coleção possui
1.559 espécimes‑tipo (sendo 353 tipos primários),
sendo 84 da América do Sul (25 tipos primários)
e quatro do Brasil (dois tipos primários) (MCZ,
2016c).
4) Museum of Southwestern Biology (MSB), Univer‑
sity of New Mexico, Albuquerque, New Mexico: A
coleção do museu foi iniciada em 1928 por esfor
ços de coletas do botânico e explorador america‑
no Edward F. Castetter (MSB, 2016a). Entretanto, a
coleção de vertebrados ganhou maior importância
e incremento do acervo a partir de 1938, quando
o zoólogo americano William J. Koster entrou na
University of New Mexico (MSB, 2016a). A coleção
de mamíferos conta com mais de 275.000 espéci‑
mes catalogados, representando cerca de 1.650 es‑
pécies de todo o mundo (MSB, 2016b). A América
do Sul é representada por 24.405 espécimes com
dados disponíveis online, onde 549 são do Brasil,
além de 8 holótipos e 61 parátipos (todos com lo‑
calidade‑tipo na Bolívia).
5) Museum of Vertebrate Zoology (MVZ), University
of California, Berkeley, California: Fundado em
1908, foi um presente de Annie M. Alexander (na‑
turalista americana, aventureira e filha e sobrinha
de produtores de cana‑de‑açúcar no Hawaii) à Uni‑
versity of California (MVZ, 2016). O acervo conta
com material procedente de diversas coletas e
doações, sendo o espécime mais antigo datado de
cerca de 1858. O acervo da coleção de mamíferos
contém mais de 229.900 espécimes (MVZ, 2016). É
a quarta nos Estados Unidos em número de tipos,
com 364 espécimes‑tipo. Possui 19.957 espécimes
provenientes da América do Sul, sendo aproxima‑
damente 5.100 do Brasil, principalmente da Ama‑
zônia, do Nordeste Bahia, Ceará e Paraíba, do Su‑
deste Minas Gerais e São Paulo, e do Mato Grosso.
6) National Museum of Natural History (NMNH;
specimens USNM), The Smithsonian Institution,
Washington D.C., Washington: Faz parte de um
conglomerado de 12 museus, um zoológico e uma
universidade sob a administração da Smithsonian
Institution. O nome Smithsonian deriva de James
Smithson, inglês que em 1838 enviou um repre‑
sentante a New York com o objetivo de estabelecer
um novo gênero de instituição, como o objetivo
de aumentar e difundir conhecimento (Philbrick,
2004). O acervo das coleções de história natural
iniciara com amostras coletadas durante a primei‑
ra grande expedição americana de exploração, a
U.S. Exploring Expedition (livremente traduzido em
“Expedição de Exploração dos Estados Unidos”) de
1838 a 1842 (Philbrick, 2004). Hoje o acervo da co‑
leção de mamíferos recentes conta com cerca de
590.000 espécimes, sendo o maior do mundo para
mamíferos. Possui 3.220 tipos primários (Fisher &
Ludwig, 2014), somente suplantado pela coleção
do Natural History Museum de Londres, que abriga
mais de 11.000 espécimes‑tipo (Bezerra, 2015). O
acervo conta com cerca de 74.500 espécimes pro‑
venientes da América do Sul, sendo 12.023 do Bra‑
sil (Esther Langan, pers. comm.), incluindo 33 espé‑
cimes‑tipo. As ordens Rodentia e Didelphimorphia
são as mais representadas para o Brasil. Quatro
importantes contribuições para o acesso aos da‑
dos dos espécimes tipos depositados nesta coleção
foram publicados, Lyon & Osgood (1909), Poole &
Schantz (1942), Fisher & Ludwig (2012, 2014), sen‑
do os dois últimos dedicados à ordem Rodentia.
7) Museum of Texas Tech University (MTTU; speci‑
mens TK), Lubbock, Texas: Foi fundado em 1929
como West Texas Museum por um grupo de cida‑
dãos que visaram preservar arte, cultura e história
de Lubbock e região (TTU, 2016). Este museu inclui
diversas coleções: antropologia, belas artes, teci‑
dos e vestuários, história, paleontologia e ciências
naturais (TTU, 2016). As coleções de ciências natu‑
rais ficam no Natural Science Research Laboratory
(NSRL), uma construção que data do início da déca‑
da de 1970 (NSRL, 2016). A coleção de mamíferos
conta em seu acervo com cerca de 116.500 espé‑
cimes, sendo 12.844 provenientes da América do
Sul (principalmente do Peru e Paraguai, somente
48 espécimes do Brasil). A coleção conta com seis
tipos primários com localidades‑tipo na América
do Sul: um da Venezuela, um do Peru, um da Co‑
lômbia e três do Equador (esses somente tecidos,
sendo que os espécimes retornaram à Pontifícia
Universidad Católica del Ecuador) (Heath Garner,
pers. comm.).
8) Sam Noble Oklahoma Museum of Natural History
(SNOMNH), Norman, Oklahoma: Fundado em 1899
pela Oklahoma Territorial Legislature, no campus
da University of Oklahoma, com o nome de Sto
vall Museum of Science & History. À época grande
parte da coleção fora originalmente reunida pelo
paleontólogo americano John Willis Stovall. Hoje a
coleção conta com cerca de 7 milhões de objetos e
espécimes abrigados em um novo prédio dentro do
campus, inaugurado em 1999, à prova de tornados
e furacões. Possui aproximadamente 65 mil espé‑
cimes catalogados (SNOMNH, 2016a), dos quais
5.177 são provenientes da América do Sul, sendo
a grande maioria (4.516) procedente da Argentina
(Brandi Coyner, pers. comm.). É a maior série de
mamíferos da Argentina fora daquele país (SNOM‑
NH, 2016a). Do Brasil há 479 espécimes repre‑
sentados principalmente pelas ordens Rodentia,
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
Chiroptera e Didelphimorphia, nesta ordem, sendo
a maioria (313 espécimes) proveniente do Distrito
Federal (SNOMNH, 2016b).
9) The Field Museum of Natural History (FMNH), Chi‑
cago, Illinois: Os acervos das coleções de história
natural foram iniciados no século 19, fundado
como The Columbia Museum of Chicago em 1893,
sendo a coleção de mamíferos estabelecida em
1894 (FMHN, 2016a). Seu acervo contém mais de
229.736 espécimes, com cerca de outros 2 a 3 mil
exemplares ainda para catalogar (Bruce Patterson,
pers. comm.). Deste plantel, 195.498 estão com
dados disponíveis online, sendo 45.261 espécimes
provenientes da América do Sul. As ordens mais re‑
presentadas são Rodentia, Chiroptera, Soricomor‑
pha e Carnivora, nesta ordem. Do acervo online,
podemos recuperar 3.967 espécimes procedentes
do Brasil (FMNH, 2016c), contudo o Peru é o país
da América do Sul mais representado, com 13.115
registros. A coleção conta com 540 tipos primários
(FMNH, 2016b), sendo 159 com localidade‑tipo
na América do Sul, dos quais 20 no Brasil (FMNH,
2016c).
10) University of Michigan Museum of Zoology
(UMMZ), Ann Arbor, Michigan: Fundado junto com
a criação do estado de Michigan, em 1937. O Acer
vo da coleção de mamíferos foi estabelecido em
1837, com o ato para estabelecimento de um “Ca‑
binet of Natural History in the University of Michi‑
gan”. O gabinete ganhou a categoria de “Museum
of Natural History” em 1858, após a aquisição de
séries do Smithsonian Institution (UMMZ, 2016a).
Hoje o acervo contém cerca de 150.000 espécimes,
dos quais 10 % preservados em meio líquido, e
130 tipos primários. Ordem mais representada é a
Rodentia, com mais de 90.000 espécimes, seguida
pelas ordens Chiroptera, Insectivora sensu lato e
Lagomorpha (UMMZ, 2016b).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os Estados Unidos abrigam cinco das seis maiores
coleções científicas de mamíferos do mundo, sendo o
National Museum of Natural History o de maior acervo
(o Natural History Museum, em Londres, possui o segun‑
do maior acervo do mundo), seguidos pelo American
Museum of Natural History, o Museum of Southwestern
Biology e o Museum of Vertebrate Zoology e The Field
Museum of Natural History. Como supracitado, essas
coleções são extremamente importantes, tanto em ter‑
mos quantitativos quanto qualitativos de seus acervos.
Anualmente recebem centenas de pesquisadores e es‑
tudantes de graduação e pós‑graduação, incluindo diver‑
sos brasileiros em todas as categorias listadas, além da
consulta pelos próprios pesquisadores e alunos vincula‑
dos. Seus acervos fomentam uma grande quantidade de
dissertações, teses e artigos científicos e de divulgação.
Contudo, não no mesmo nível em que as coleções cien‑
tíficas europeias (ver Roselaar, 2003; Andreone et al.,
2014; Bezerra, 2015), nos Estados Unidos essas coleções
também vêm sofrendo perdas no financiamento. Em
março de 2016 cortes orçamentários na U.S. National
Science Foundation (agência nacional americana respon‑
sável por promover programas de ciência e engenharia)
pausou o programa de financiamento à infraestrutura
e manutenção de base das coleções americanas (Col‑
lections in Support of Biological Research Program, no
original) (CSBR, 2016), o que pode causar grande instabi‑
lidade, principalmente em instituições de pequeno por‑
te (Pfleger, 2016). Faz parte da cultura americana fazer
doações, e muitas instituições de arte, cultura, ciência e
educação costumam receber grandes somas ou doações
de acervos/materiais de pessoas físicas e jurídicas. Con‑
tudo, desde a crise de 2008 e a recessão da economia
americana, esse aporte às coleções também vem sendo
reduzido. Os dois problemas conjugados podem afetar
diretamente a gestão, infraestrutura e manutenção de
recursos humanos assim como o crescimento e manu‑
tenção dos acervos, como já relatado por outros autores
(ver comentário integrado sobre séries temporais em
Gardner et al., 2014). Dentre as coleções listadas acima,
uma que se destaca pelo incremento no número de es‑
pécimes é a coleção de mamíferos do Museum of Sou‑
thwestern Biology, que teve o seu acervo grandemente
aumentado nos últimos anos devido a uma parceria com
agência de vigilância sanitária americana (o Centers for
Disease Control and Prevention), para qual há levanta‑
mentos e estudos de controle de espécies relacionadas
a zoonoses (Bruce Patterson, pers. comm.)
AGRADECIMENTOS
Aos curadores e assistentes em curadoria pelo
acesso e consulta aos espécimes‑tipo, e por repassa‑
rem informações sobre os acervos: Eileen Westwig e
Eleonor Hoeger (AMNH), Suzanne McLaren (CMNH),
Bruce Patterson (FMNH), Chris Conroy (MVZ), Esther
Langan (NMNH), Brandi Coyner (SNMNH) e Heath Gar
ner (TTU). Bruce Patterson ajudou‑me com lembranças
sobre alguns pesquisadores americanos que coletaram
no Brasil. Ronald ‘Ron’ Pine gentilmente descreveu suas
expedições pela América do Sul e o Brasil. Vera de Ferran
e um revisor anônimo fizeram comentários e sugestões
que aprimoraram o texto original. Ao CNPq pela bolsa
BJT recebida (processo nº 372459/2013‑7) e pela bolsa
DCR (processo nº 300461/2016‑0).
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Submetido em 12/07/2016
Aceito em 01/11/2016
ENSAIOS
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Bezerra, A.M.R.: Mamíferos do Brasil em coleções americanas
... The American Museum of Natural History (AMNH, New York) organized one of most famous North American expedition to Brazil, in 1913, with President Theodore Roosevelt composing the team. The main goal of this expedition was to map the "Rio da Dúvida", later renamed "Rio Roosevelt", however they also performed biodiversity surveys along the river, and all mammals collected were sent to the AMNH (Ávila-Pires & Oliveira, 2014;Bezerra, 2016). Only after 1980, Brazilian mammalogists began to take part in the large foreign scientific expeditions in Brazil and also to claim to keep part of the series of specimens collected in local institutions (Ávila-Pires & Oliveira, 2014). ...
Article
Full-text available
Biological scientific collections are important source of information and testimonies of biodiversity. Development of research in taxonomy, systematics, and curatory are imperative for efficient conservation and understanding of the biodiversity. For historical reasons, there are relatively few Brazilian taxonomists, and often lack knowledge on the importance, existence, and taxonomic and geographic magnitude of many scientific collections that house mammal species of Brazil. Here I list scientific collections with Brazilian mammals in Europe. Among these, some are quite famous, such as the Natural History Museum and the Museum für Naturkunde, and others less well known, such as the Senckenberg Museum.
Chapter
Full-text available
We examine the phylogeographic structure of nine genera of rainforest didelphid marsupials (Didelphis, Phi-lander, Metachirus, Gracilinanus, Marmosa, Marmosops, Micoureus, Monodelphis, and Caluromys) based on sequences from the mitochondrial cytochrome b gene. Multiple geographic representatives of many of the currently recognised species in each genus provide a backdrop to questions concerning the nature of species boundaries and the geographic ranges of these species, as well as the proper application of the available names. We use phylogeographic data to understand the historical connections between the major wet forest biomes of South America, specifically connections between southern Amazonia and the Atlantic Forest of coastal Brazil. Species diversity in several genera is greater than current taxonomy would suggest. While some lineages appear relatively recent (lowland species of Didelphis), the majority of extant species are surprisingly divergent, suggesting species formation well before the Pleistocene. Thus, there appears to be little support for the putative role of Pleistocene refuges in generating species diversity in these genera. Geographic samples are limited, but there are areas of strong phylogeographic concordance among lineages within Amazonia and historical connections occur between southern Amazonia and the Atlantic Forest through both the Paraná Basin and around the 'horn' of eastern Brazil.
Article
Full-text available
The Italian natural history museums are facing a critical situation, due to the progressive loss of scientific relevance, decreasing economic investments, and scarcity of personnel. This is extremely alarming, especially for ensuring the long-term preservation of the precious collections they host. Moreover, a commitment in fieldwork to increase scientific collections and concurrent taxonomic research are rarelyconsidered priorities, while most of the activities are addressed to public events with political payoffs, such as exhibits, didactic meetings, expositions, and talks. This is possibly due to the absence of a national museum that would have better steered research activities and overall concepts for collection management. We here propose that Italian natural history museums collaborate to instate a “metamuseum”, by establishing a reciprocal interaction network aimed at sharing budgetary and technical resources, which would assure better coordination of common long-term goals and scientific activities.
Article
The type collection of Recent mammals in the Division of Mammals, National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, contains 843 specimens bearing names of 820 species group taxa of Rodentia (Sciuromorpha and Castorimorpha) as of July 2011. This catalog presents a list of these holdings, which comprise 798 holotypes, 14 lectotypes, seven syntypes (30 specimens), and one neotype. In addition, we include three holotypes and 10 specimens that are part of syntype series that should be in the collection but cannot be found and three syntypes that were originally in this collection but are now known to be in other collections. One specimen that no longer has namebearing status is included for the record. Forty-one of the names are new since the last type catalog. One new lectotype is designated. Suborders and families are listed as in Wilson and Reeder. Within families, currently recognized genera are arranged alphabetically. Within each currently recognized genus, accounts are arranged alphabetically by original published name. Information in each account includes original name and abbreviated citation thereto, current name if other than original, citation for first use of current name combination for the taxon (or new name combination if used herein for the first time), type designation, U.S. National Museum catalog number(s), preparation, age and sex, type locality, date of collection and name of collector, collector’s original number, and comments or additional information as appropriate. Digital photographs of each specimen serve as a condition report and will be linked to each electronic specimen record.
Article
This report describes the results of nonvolant mammal inventory fieldwork at Paracou, a lowland rainforest locality in northern French Guiana, and concludes the faunal analysis introduced by our previous monograph on the bats of Paracou (Simmons and Voss, 1998). Working within a 3-km radius over the course of 202 sampling dates from 1991 to 1994, we recorded a total of 64 nonvolant species by conventional trapping, arboreal platform trapping, pitfall trapping, diurnal and nocturnal hunting, and interviews with local residents. Included in this total species count are 12 marsupials, 9 xenarthrans, 6 primates, 10 carnivores, 5 ungulates, and 22 rodents. Systematic research with nonvolant mammal specimens collected as voucher material resulted in the discovery of new taxa, documented range extensions of previously described species, and helped resolve many longstanding taxonomic problems: (1) Gracilinanus emiliae (Thomas), herein reported for the first time from French Guiana, is redescribed and its known geographic distribution documented; based on examination of type material and original descriptions, G. longicaudus Hershkovitz is considered a junior synonym of G. emiliae, but Marmosa agricolai Moojen is not. (2) A new genus is proposed for Gracilinanus kalinowskii Hershkovitz, a taxon previously known only from eastern Peru, in recognition of its trenchant morphological differences from all other known didelphimorph marsupials. (3) Marmosops parvidens (Tate) and M. pinheiroi (Pine), the latter originally described as a subspecies of the former, are distinct species that occur sympatrically at Paracou; based on examination of type material, other taxa hitherto synonymized with M. parvidens are also judged to be valid species, including M. juninensis (Tate) and M. bishopi (Pine). (4) Monodelphis brevicaudata (Erxleben), M. glirina (Wagner), and M. palliolata (Osgood) are all distinct species diagnosable by unique combinations of morphological traits; based on examined specimens, M. brevicaudata (with type locality emended herein as Kartabo, Guyana) appears to be endemic to the Guiana subregion of Amazonia and to include both bicolored and tricolored phenotypes; a neotype from Cayenne, French Guiana, is designated to fix the application of Viverra touan Shaw as the oldest available name for the tricolored form. (5) Saguinus midas (Linnaeus) and S. niger (E. Geoffroy), currently treated as synonyms or conspecific races, are unambiguously diagnosable species that do not appear to be sister taxa; a neotype is designated to conserve current usage of niger E. Geoffroy for the black-handed tamarin of southeastern Amazonia. (6) Two new small species of Neacomys are described from material collected at Paracou; their diagnostic attributes are documented by detailed comparisons with other like-sized con geners from northern South America. (7) Nectomys melanius Thomas is recognized as a species distinct from N. squamipes (Brants) and N. palmipes J. A. Alien and Chapman; however, N. parvipes Fetter is not a valid taxon and is herein synonymized with N. melanius. (8) The diagnostic characters of Neusticomys oyapocki (Fetter and Dubost), a species previously known only from the holotype, are reevaluated and illustrated from freshly collected material. (9) Oecomys auyantepui Tate and O. paricola (Thomas), previously treated as synonyms, are valid species distinguished by consistent cranial differences and occupy allopatric ranges north and south of the Amazon, respectively. (10) A critical examination of small Oecomys specimens from Paracou and other Guianan localities supports the conclusions of other investigators that O. rutilus Anthony and O. bicolor (Tomes) are unambiguously diagnosable species. (11) Oligoryzomys fulvescens (Saussure) and O.. microtis (J. A. Alien), currently regarded as valid allopatric species occurring north and south of the Amazon, respectively, are difficult to diagnose unambiguously and may be conspecific; new information is provided about the hitherto ambiguous type locality of the latter taxon. (12) Rhipidomys nitela Thomas is reported from French Guiana for the first time and its previously unpublished diagnostic differences from other congeners are tabulated and discussed. (13) A lectotype is designated for Coendou melanurus (Wagner), and the species is redescribed based on all known specimens in North American and European museums; diagnostic differences between this: species and C. insidiosus (Olfers) are illustrated for the first time. (14) A red-rumped agouti (Dasyprocta) is designated as the neotype of Mus aguti Linnaeus to preserve current usage of Dasyprocta prymnolopha (Wagler) for the black-rumped agouti. (15) The diagnostic differences between red and green acouchies (Myoprocta) are discussed and a neotype is designated for Cavia acouchy Erxleben to fix the application of that name to the red species; other nominal taxa of Myoprocta are identified as red or green acouchies based on examination of type material and original descriptions. (16) The diagnostic morphological traits of Proechimys cuvieri Fetter and P. guyannensis (E. Geoffroy) are reevaluated and discussed based on character variation in topotypical (French Guianan) material. Analyses of our sampling results indicate that distinct sets of nonvolant species are effectively sampled by different inventory methods, and that increased sampling effort with any method generally results in more species. Although the rate of discovery of new species always decreases with increasing sample size, none of our graphs of species accumulation indicate that an asymptotic value was reached with any method. Instead, nonparametric statistical extrapolations suggest that the Paracou nonvolant mammal fauna consists of somewhere between 69 and 74 species; by implication, our nonvolant inventory is about 86-93% complete. Most missing species are probably marsupials and rodents, but one or two expected primate species might have been locally extirpated by hunters prior to our fieldwork. In terms of higher taxonomic composition, the Paracou nonvolant mammal fauna is typical of those found throughout the humid Neotropical lowlands. However, a quantitative analysis of nonvolant faunal similarity at the species level among 12 exemplar rainforest inventories first clusters the Paracou list with others from the Guiana subregion of Amazonia, next with lists from elsewhere in Amazonia, and lastly with Central American lists. Pairwise similarity values likewise show an obvious positive correlation between faunal resemblance and geographic proximity within the Neotropical rainforest biome. At least 24 species (38%) of the Paracou nonvolant fauna are Amazonian endemics, but 18 (28%) are essentially pan-Neotropical in distribution; the remaining 22 species exhibit a variety of distributional patterns that suggest past connections among different sets of currently disjunct rainforested regions. Species richness comparisons among nonvolant faunal inventories are complicated by a variety of familiar problems including inconsistent methodology, presence or absence of certain key habitats, and uneven sampling effort. A conservative interpretation of sampling results from La Selva (Costa Rica), Paracou, and Manu (Peru), however, suggests progressive increases in richness of about 23% from Central America to the Guianas, and of about the same amount from the Guianas to western Amazonia; over the entire gradient (Central America to western Amazonia), the net increase in observed richness is at least 50%. Whereas rodents are consistently the most diverse clade in all well-sampled nonvolant faunas, rankings of other orders by relative richness exhibit considerable site-to-site variation, at least some of which appears to reflect real geographic differences in taxonomic diversity rather than sampling artifacts. Nonvolant rainforest mammals are hard to classify into trophic guilds due to behavioral plasticity and incomplete knowledge of relevant natural history. Preliminary guild comparisons among three exemplar faunas, however, suggest that the Paracou nonvolant community is substantially less diverse in arboreal frugivores and more diverse in terrestrial animalivores than are nonvolant communities at some Central American and western Amazonian sites. Subsistence and recreational hunting has clearly affected local populations of some nonvolant mammals at Paracou; whereas popular game species (e.g., large primates) were seldom sighted, density compensation may explain high local densities of certain other taxa (e.g., Potus flavus and Cuniculus paca). Patterns of differential habitat use between closely related nonvolant species at Paracou were mostly observed within the terrestrial granivore/frugivore guild. Combining these results with those previously reported for the sympatric bat fauna, we recorded a total of 142 mammalian species at Paracou. By statistical extrapolation from our sampling data, the entire local community perhaps contains 155-168 species; because the known French Guianan rainforest mammal fauna contains at least 167 species for which suitable habitat is present in our study area, such estimates are plausible. By implication, our inventory is perhaps 85-92% complete overall. A synthesis of biogeographic information analyzed in this monograph and by Simmons and Voss (1998) suggests that faunal turnover with increasing geographic distance is much higher for nonvolant mammals than for bats, a necessary consequence of observed group differences in endemicity: whereas many nonvolant rainforest mammals have geographic ranges bounded by obvious topographic or habitat discontinuities (e.g., large rivers, xeromorphic vegetation), most rainforest bats are geographically widespread. Not surprisingly, most of the taxa that usefully define a Guianan center of mammalian endemism are nonvolant species. The geographic limits of Guianan endemism appear to be remarkably similar for mammals, birds, snakes, lizards, and trees, suggesting a common pattern of biotic differentiation. Overall, the Paracou mammal fauna conforms broadly with previous generalizations about community-wide patterns of diel activity and substrate use by Neotropical rainforest mammals, but appears to diverge significantly from conventional views about trophic structure. Whereas there are many more species of secondary consumers than primary consumers at Paracou, primary consumers appear to outnumber secondary consumers by an equally large margin at some western Amazonian inventory sites. Sampling artifacts perhaps explain some of the community differences observed in such comparisons, but real geographic variation in trophic structure is also apparent.
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Information about the magnitude and geographic distribution of mammalian diversity in Neotropical lowland rainforests is important for evaluating research and conservation priorities in Central and South America. Although relevant inventory data are rapidly accumulating in the literature, real site-to-site diversity differences are hard to identify because many confounding factors can affect the size and composition of faunal lists. Herein we assess the available information about Neotropical rainforest mammal diversity and suggest guidelines for future work by reviewing inventory methods, documenting and discussing faunal lists from ten localities, and summarizing geographic range data to predict diversity patterns that can be tested by field and museum research. All inventory methods are biased because each is suitable for collecting or observing only a fraction of the morphologically and behaviorally diverse mammalian fauna that inhabits Neotropical rainforests. Hence, many methods must be used in combination to census whole communities. Although no combination of methods can be guaranteed to produce complete inventories, the omission or nonintensive application of any of several essential methods probably guarantees incomplete results. We recommend nine methods that, used intensively and in combination, should maximize the efficiency of future inventory fieldwork. Ten rainforest mammal inventories selected as exemplars illustrate several common problems: sampling effort is highly variable from study to study, species accumulation curves are not asymptotic for any fauna, essential field methods were omitted in every case, and some localities were partially defaunated by hunters prior to inventory. Meaningful diversity comparisons are therefore impossible without a major investment in additional fieldwork at each site. Geographic range data provide an essential alternative source of diversity estimates. Comparisons of inventory results with geographic expectations (diversity predictions based on range data) suggest that all existing inventories are incomplete, that the degree of incompleteness is inversely correlated with inventory duration, and that special methods are required to add elusive species to faunal lists. The range data at hand also suggest several geographic patterns that should be tested with carefully focussed fieldwork. (1) Mammalian diversity in Amazonia is probably greatest in the western subregion (between the Rio Negro and the Rio Madeira, where over 200 species might be sympatric at some localities), least in the Guiana subregion (east of the Negro and north of the Amazon), and intermediate in southeastern Amazonia (east of the Madeira and south of the Amazon). (2) Geographic variation in Amazonian diversity chiefly involves marsupials, bats, primates, and rodents; by contrast, xenarthran, carnivore, and ungulate faunas are remarkably uniform across the entire region. (3) In Central American rainforests, a conspicuous and apparently monotonic diversity gradient extends from eastern Panama (where mammalian diversity is within the range of Amazonian values) to southern Mexico (where mammalian diversity may be less than anywhere else on the rainforested Neotropical mainland). Mammalian diversity in coastal Venezuelan and southeastern Brazilian rainforests is difficult to assess with existing literature and collection resources, but neither region is likely to be as diverse as Amazonia. Despite a few dissenting voices, the literature of New World mammalogy provides compelling evidence that mammalian diversity, as measured by sympatric species richness, is greatest in lowland tropical rainforests and decreases along gradients of increasing latitude, elevation, and aridity. Thus, the mammalian faunas of western Amazonia are the most diverse of any in the Americas and perhaps in the world. We briefly discuss the generality and causes of observed diversity patterns in terms of contemporary ecology and historical scenarios. Significant advances in understanding mammalian diversity patterns in Neotropical rainforests will require systematic revisions of many problematic genera and an aggressive program to inventory poorly sampled areas while opportunities to do so yet remain.
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The type collection of Recent mammals in the Division of Mammals, National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, contains 843 specimens bearing names of 820 species group taxa of Rodentia (Sciuromorpha and Castorimorpha) as of July 2011. This catalog presents a list of these holdings, which comprise 798 holotypes, 14 lectotypes, seven syntypes (30 specimens), and one neotype. In addition, we include three holotypes and 10 specimens that are part of syntype series that should be in the collection but cannot be found and three syntypes that were originally in this collection but are now known to be in other collections. One specimen that no longer has namebearing status is included for the record. Forty-one of the names are new since the last type catalog. One new lectotype is designated. Suborders and families are listed as in Wilson and Reeder. Within families, currently recognized genera are arranged alphabetically. Within each currently recognized genus, accounts are arranged alphabetically by original published name. Information in each account includes original name and abbreviated citation thereto, current name if other than original, citation for first use of current name combination for the taxon (or new name combination if used herein for the first time), type designation, U.S. National Museum catalog number(s), preparation, age and sex, type locality, date of collection and name of collector, collector’s original number, and comments or additional information as appropriate. Digital photographs of each specimen serve as a condition report and will be linked to each electronic specimen record.
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The type collection of Recent mammals in the Division of Mammals, National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, contains 945 specimens bearing names of 931 species-group taxa of Rodentia (Myomorpha, Anomaluromorpha, and Hystricomorpha) as of August 2013. This catalog presents an annotated list of these holdings comprised of 905 holotypes, 16 lectotypes, 8 syntypes (48 specimens), and 2 neotypes. In addition, we include 44 specimens that are part of syntype series that should be in the collection but cannot be found or are now known to be in other collections. One hundred and ten of the names are new since the last type catalog covering these suborders A lectotype for Mus peruvianus Peale, 1848, is newly designated herein. Nine specimens previously reported were subsequently sent to the vertebrate paleontology collection and are not included here. Suborders and families are ordered as in Carleton and Musser; within families, currently recognized genera are arranged alphabetically; within each currently recognized genus, accounts are arranged alphabetically by original published name. Information in each account includes original name and abbreviated citation thereto, current name if other than original, citation for first use of current name combination for the taxon (or new name combination if used herein for the first time), type designation, U.S. National Museum catalog number(s), preparation, age and sex, date of collection and collector, original collector number, type locality, and remarks as appropriate. Digital photographs of each specimen will serve as a condition report and will be attached to each electronic specimen record.