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MANUEL PEREIRA CRESPO (1911-1980), O ÚLTIMO MINISTRO DA MARINHA

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Abstract

Manuel Pereira Crespo (1911-1980) começou uma carreira na Marinha em 1930, que terminou, a seu pedido, em 29 de Abril de 1974, no posto de contra-almirante. Foi o último ministro da Marinha em termos absolutos, dado que a estrutura militar saída da Revolução de 25 de Abril extinguiu o cargo, integrando inicialmente as funções no CEMGFA e, mais tarde no ministro da Defesa. Nomeado para o governo em 1969 pelo Dr. Salazar, o almirante Crespo foi o único membro desse elenco governativo que permaneceu continuamente em funções até ao derrube do Estado Novo. Foi em certa medida defensor da guerra como solução extrema para enfrentar o problema colonial, o que lhe valeu a oposição dos sectores da Marinha contrários ao conflito e ao regime. Estas divergências, que oscilavam entre manifestações claras e directas e a resistência discreta ou mesmo clandestina, não perturbaram o relacionamento entre o Ministro e a sua Marinha, que se inscreveu sempre num quadro de lealdade e respeito mútuo. A carreira militar e política de Manuel Pereira Crespo ficou marcada por um sóbrio mas intenso e consistente sentido de serviço à Marinha e a Portugal. O almirante Manuel Pereira Crespo, de certo modo, uma antítese do " grande homem " , de quem nunca se fez uma história de vida oficial ou oficiosa, apesar das diversas homenagens e evocações que, depois da sua morte, lhe foram dedicadas por grupos de cidadãos e pela Marinha, que o fez patrono do curso admitido na Escola Naval em 2005. O seu carácter reservado, feito de uma sobriedade que subentendia um apurado sentido cívico, desafia a procura da compreensão do seu pensamento político, designadamente em relação ao Ultramar, como um contributo para, conhecendo o personagem, conhecer melhor a Marinha e o País do seu tempo.

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