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Plantas Medicinais de uso comum no Nordeste do Brasil

Authors:

Abstract

Plantas Medicinais de uso comum no Nordeste do Brasil
Medicinais
2.a Edição Revisada
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy
Dermeval Araújo Furtado
Paulo Roberto Megna Francisco
José Luciano Santos de Lima
Jógerson Pinto Gomes Pereira
(Organizadores)
EDUFCG
Organizadores:
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy
Dermeval Araújo Furtado
Paulo Roberto Megna Francisco
José Luciano Santos de Lima
Jógerson Pinto Gomes Pereira
a
2 Edição Revisada
Campina Grande - PB
EDUFCG
2016
2.a Edição Revisada
EDUFCG
© dos autores e organizadores
Todos os direitos desta edição reservados à EDUFCG
FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFCG
EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - EDUFCG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG
editora@ufcg.edu.br
Prof. Dr José Edílson Amorim
Reitor
Prof. Vicemário Simões
Vice-Reitor
Prof. Dr. José Helder Pinheiro Alves
Diretor Administrativo da Editora da UFCG
Revisão ortográfica e Edição: Paulo Roberto Megna Francisco
Revisão: Luciano José de Oliveira - Médico Perito - SIASS
Geraldo de Sousa Morais - Coordenador - SIASS
Homero Gustavo Correia Rodrigues - SRH
Capa e Projeto Gráfico do Miolo: Luiz Felipe de Almeida Lucena
Fotos: José Luciano Santos de Lima
Luiz Felipe de Almeida Lucena
Foto da capa: Cana de Macaco/Costus spicatus (Jacq.) Sw.
CONSELHO EDITORIAL
Antônia Arisdélia Fonseca Matias Aguiar Feitosa (CFP)
Benedito Antônio Luciano (CEEI)
Consuelo Padilha Vilar (CCBS)
Erivaldo Moreira Barbosa (CCJS)
Janiro da Costa Rego (CTRN)
Marisa de Oliveira Apolinário (CES)
Marcelo Bezerra Grilo (CCT)
Naelza de Araújo Wanderley (CSTR)
Railene Hérica Carlos Rocha (CCTA)
Rogério Humberto Zeferino (CH)
Valéria Andrade (CDSA)
Os autores
S u m á r i o
PREFÁCIO......................................................................................08
APRESENTAÇÃO...........................................................................09
AGRADECIMENTOS......................................................................10
INTRODUÇÃO................................................................................11
CAPÍTULO 1 .............................................................................13
Formas de preparo das práticas caseiras de plantas medicinais.....13
CAPÍTULO 2 .............................................................................21
Plantas medicinais para uso humano..................................................21
CAPÍTULO 3 .............................................................................73
Plantas medicinais para uso animal...................................................73
Principais doenças que acometem os animais.................................80
Relação de espécies indicadas para o tratamento de animais........87
GLOSSÁRIO...................................................................................90
ÍNDICE DE PLANTAS E SUA INDICAÇÃO DE USO ....................94
BIBLIOGRAFIA...............................................................................98
Eronildes Siqueira Bezerra , Haroudo Sátiro Xavier , Jógerson Pinto Gomes Pereira, José
Dantas Neto, José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy, José Luciano Santos de Lima,
Luiz Felipe de Almeida Lucena, Soahd Arruda Rached Farias, Verneck Abrantes de
Sousa, Ygor Paiva Baracuhy
Dermeval Araújo Furtado, Jacira Neves da Costa Torreão, José Luciano Santos de Lima,
Haroudo Sátiro Xavier
Aline Costa Ferreira, Ana Carolina Silva de Lima, Beranger Arnaldo de Araújo, Carlos
Henrique Lima Coelho, Haroudo Sátiro Xavier, José Luciano Santos de Lima, Lívia
Caroline de Sousa Silva, Marcélio Bastos, Marcos Antônio Firmino Batista , Maria
Aparecida Lacerda de Almeida Pinto, Tatiana Silva de Lima, Vanessa Silva de Lima, Vera
Lúcia Antunes de Lima
O pai da medicina ocidental, o médico e filósofo grego Hipócrates
repetia enquanto cuidava de seus pacientes que “O homem é uma parte
integral do cosmo e só a natureza pode tratar seus males” mostrando com
isso, que as causas da doença eram naturais. Esse pensamento voltou a ser
difundido nos últimos anos, ao mesmo tempo em que ocorre uma
popularização dos métodos alternativos à mesma medicina.
A habilidade de preparar remédios com produtos naturais, na maioria
das vezes, é atribuída às avós. Isso se deve provavelmente ao fato dessas
receitas caseiras por muito tempo terem sido passadas de geração em
geração, nutrindo o conhecimento da cultura popular. As plantas são o
laboratório da natureza planetária onde transforma energia solar em cura e
saúde ao homem. Não podemos de deixar de lembrar que a medicina
tradicional utiliza a natureza como fonte primária de elaboração dos
fármacos.
Com o objetivo de auxiliar o leitor no preparo e uso desses elementos
naturais, esta cartilha traz vários exemplos de plantas medicinais em ordem
alfabética e ilustradas, com o seu modo de preparo e uso correto. Ainda traz
o nome popular e cientifico de cada espécie e a sua origem. Portanto uma
obra preciosa que traz grandes contribuições.
Lembramos que esta cartilha traz em si o resgate da ideia da
conservação e a preservação da natureza, pois observamos a grande
utilidade que essas espécies podem ter em nossas vidas nos curando de
simples dores.
A iniciativa de sua republicação pela editora da universidade, além de
que tenha repercutido em todo o Brasil na sua edição anterior, seu motivo
maior se deu através do agrônomo e professor Baracuhy, que atualmente
responsável pela prefeitura da UFCG, com a preocupação de socializar esse
saber popular aos que procuram o seu bem-estar, instalou nas dependências
da universidade, ao lado do Sistema Integrado de Atenção a Saúde do
Servidor, uma horta com 30 espécies medicinais da região que poderá ser
compartilhada com todos os que ali passam e necessitem. Esta proposta foi
bem aceita pelo Dr. Luciano, médico, que também parabenizou essa
iniciativa.
Portanto essa cartilha constitui uma grande contribuição para todos os
leitores e nosso voto é que seja de grande utilidade.
José Edílson de Amorim
Reitor da Universidade Federal de Campina Grande
A fitoterapia ou terapia pelas plantas é uma das mais antigas
práticas terapêuticas da humanidade, pois remonta há cerca de 8.500
a.C. e apresenta origens tanto no conhecimento popular como na
experiência científica. Existe uma grande quantidade de plantas
medicinais, em todas as partes do mundo, utilizadas há milhares de
anos para o tratamento de doenças através de práticas alternativas,
complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção
de doenças, promoção e recuperação da saúde. Essas práticas e
pesquisas abrangem diversos biomas ou sistemas. O conceito de uso
dos fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os
próprios médicosm utilizando e que têm base científica
comprovada.
Portanto esta cartilha apresenta-se o propósito de recuperar a
sabedoria popular da região semiárida e trazer a publico esse
conhecimento do uso de plantas desse bioma na cura de sua
população, além da conscientização da necessidade de preservação
dessas espécies dada pela sua grande utilização.
A cartilha contempla 50 espécies vegetais indicadas aos seres
humanos e 14 para animais domésticos. É necessário alertar que esta
cartilha não pretende substituir as formas de tratamento de saúde
oferecida atualmente, mas sim complementar.
Esta pequena obra em sua primeira edição em 2006, que foi uma
iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
contemplou uma tiragem de 12.000 exemplares que foram
distribuídos em todo o Brasil, e pelo sucesso alcançado e pedidos
realizados, os editores decidiram trazer novamente esta obra a
publico.
Enfim, desejamos que esta segunda edição seja de grande valia
aos leitores e que esses saberes possam realmente apresentar frutos a
mãos cheias.
Giucélia Araújo de Figueiredo
Delegada Federal do MDA no Estado da Paraíba
Cuidados especiais na preparação e formas de utilização nas
práticas caseiras de plantas medicinais (verdes ou secas)
É necessário se ter cuidado na coleta, dessecação, armazenamento e
preparação de plantas ou de partes de plantas para uma utilização correta enquanto
fitoterápicos.
A secagem de plantas medicinais visa atender a indústria farmacêutica de
fitoterápicos, que não dispõe de meios para usar plantas frescas ou verdes em
quantidade necessária à produção industrial.
O material para a secagem é constituído de folhas, flores, botões florais,
frutos, cascas, entrecascas, raízes e tubérculos. A maneira de secar e de armazenar é
importante para que a qualidade medicinal não fique comprometida durante as
várias etapas dos processos de secagem e armazenagem.
Alguns princípios para a secagem de plantas medicinais
Cascas: As cascas devem ser colhidas de plantas adultas saudáveis. Retire apenas
cascas de um quadrante da planta, em pequena quantidade. Limpe o local a ser
extraído, para eliminar fungos, lodos, poeiras e insetos. Lave as cascas em água
corrente e, em seguida, seque ao sol ou em estufa. Armazene em local ventilado e
sem umidade, evitando assim o surgimento de fungos ou fermentação.
Folhas: As folhas colhidas devem apresentar aspecto saudável, estando livres de
envelhecimento, doenças e pragas, além de manifestar um bom desenvolvimento. A
secagem deve ser feita à sombra, em área coberta, limpa e ventilada. Em seguida,
devem ser colocadas em camadas finas, sendo remexidas periodicamente, evitando
assim que apenas as folhas da camada superior fiquem secas. Uma outra maneira é
secar em estufa ou forno microondas, tendo o cuidado com o tempo de secagem.
Látex (leite) e Sumo: Estes produtos devem ser consumidos após a coleta, ou
devem ser mantidos sob refrigeração. A armazenagem deve ser feita em frascos de
vidro bem limpos, em pequenos volumes.
Raízes: As raízes arrancadas do solo devem ser lavadas em água corrente, para
retirar o excesso de terra e devem ainda passar por uma avaliação de sua rigidez.
Raízes que apresentam ataques de fungos ou nódulos não devem ser usadas. As de
boa qualidade devem ser dessecadas e armazenadas conforme o processo
recomendado para as cascas. No caso de raízes grossas e tubérculos, corte em
pequenos pedaços com espessura de um centímetro para a secagem.
Sementes: As sementes apresentam uma durabilidade maior. Devem ser colhidas
de frutos maduros, saudáveis, isentos de ataques de insetos. Limpe, através de
peneira, e lave conforme o caso. Seque ao sol e armazene, protegendo contra
umidade e ataque de insetos.
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Informações sobre o cultivo
As plantas medicinais devem ser mantidas em hortas comunitárias. Elas
proporcionam algumas vantagens, como facilitar a coleta, servir como local de
pesquisa e aprendizagem, evitar o extrativismo de plantas nativas e contribuir para a
preservação da biodiversidade, além de permitir a identificação correta das
espécies. Porém, dispense sempre cuidados específicos, porque cada espécie tem
exigências próprias quanto à quantidade de água, tipos de nutrientes e de solo, e
iluminação.
Como utilizar as plantas medicinais
Há diversas maneiras de preparação e uso de plantas consideradas
medicinais. aquelas que são ingeridas, chamadas de uso interno, como chá,
infuso, maceração, aluá e tintura. E há também as de uso externo, a exemplo do
emplastro. A preparação, também chamada de forma farmacêutica, requer
obediência à norma para cada caso. Em primeiro plano, deve-se ter o cuidado geral
com a higiene. Nas preparações caseiras, os materiais como papeiros, colheres,
copos, xícaras e coadores devem estar sempre limpos, livres de contaminação.
Formas caseiras mais comumente utilizadas
Aluá: Bebida parcialmente fermentada com raízes amiláceas. É preparada a partir
da tritura de 100g de raiz livre de impurezas em meio litro de água, num recipiente
que possa ser vedado. Após o preparo, deixe repousar por um dia. Coe o líquido
fermentado, com auxílio de um pano fino. Não deixe em repouso por mais um dia,
uma vez que, depois de iniciado o processo de fermentação, a bebida pode se tornar
azeda. Beba o líquido gelado.
Cataplasma: É preparado, em geral, por aquecimento, adicionando-se farinha e
água à planta triturada. Às vezes, usa-se o decocto da planta em lugar da água.
Aplique sobre a área afetada, entre dois panos finos. Use quente como resolutivo de
tumores (como panarícios) e de furúnculos. Use morno nas inflamações dolorosas
por entorses e contusões.
Forma de aplicação do cataplasma.
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Chá - Há três procedimentos mais comuns em sua preparação: infusão, decocção
e maceração.
a) Por infusão: É preparado juntando-se água fervente aos pedaços de erva, na
proporção de 150 ml para 10g da planta fresca ou 5g da planta seca. Misture por um
instante, cubra e deixe em repouso por 10 minutos, até atingir temperatura
apropriada à ingestão. Os chás indicados para resfriado, gripe, bronquite e febre
devem ser adoçados e bebidos ainda quentes. Aqueles indicados para problemas do
aparelho digestivo, como indigestão, mal-estar e diarréia, devem ser bebidos na
temperatura ambiente ou gelados. No caso de chás contra diarréia, como exemplo o
de olho de goiabeira, adicione um pouco de açúcar e uma pitada de sal comum a
cada xícara, e consuma de duas em duas horas. Preferencialmente, os chás devem
ser preparados em doses individuais e devem ser usados logo em seguida. Caso
necessite de várias doses, prepare uma quantidade maior para consumo no mesmo
dia. Use material bem limpo no preparo, mantenha o recipiente que armazena o chá
bem fechado e conserve-o na geladeira, usando todo o conteúdo em até 24 horas.
b) Por decocção ou cozimento: Coloque a planta na água fria e leve ao fogo
durante l0 a 20 minutos, ou até obter fervura, dependendo da consistência da parte
da planta empregada. Após o cozimento, deixe em repouso por período de l0 a 15
minutos e coe em seguida. Esta forma não deve ser preparada com folhas aromáticas
ou com cascas de cumaru, porque os princípios ativos são voláteis e perdem sua
ação. Esta é a forma mais adequada para preparações com cascas e raízes.
O chá, antes de berber, deve ser
coado. Beber morno ou frio.
O cozimento pode ser feito em
fogão a gás ou a lenha.
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c) Por maceração: Mergulhe a planta amassada ou picada, bem limpa, em água
fria por período de 10 a 24 horas, dependendo da parte utilizada. No caso de
sementes e partes tenras da planta, o tempo de espera é de 10 a 12 horas. Já no caso
de talos, raízes e cascas duras, o tempo mínimo é de 22 a 24 horas. Após este
período, coe e consuma.
Inalação: Esta preparação se constitui na ação combinada de vapor de água quente
com o aroma dos óleos essenciais, como o eucalipto, bamburral e alecrim do
tabuleiro (usados como antigripal). O processo de preparo e uso da inalação requer
cuidados especiais em decorrência do risco de queimaduras, especialmente em
crianças. Para adultos, coloque ½ litro de água fervente sobre porções da planta
contida numa panela. Recomenda-se a aspiração dos vapores de forma rítmica
(aguardar três segundos para aspirar e até três segundos para expelir o ar), por
período de 15 minutos. Repita a adição da planta e de água fervente, quando os
vapores perderem o aroma. Use um pequeno funil de papel rígido para a aspiração.
Cobrindo-se os ombros, a cabeça e a panela, o tratamento torna-se mais eficaz.
Lambedor ou Xarope: Trata-se de preparação espessa, usada no tratamento de
dores de garganta, tosse e bronquite. Junte parte do chá ou cozimento, conforme o
caso, com uma parte de açúcar cristalizado. O xarope é obtido a frio, filtrando a
mistura e agitando-a 3 a 4 vezes diariamente, durante 3 dias. O xarope, a quente, é
obtido fervendo-se a mistura até desmanchar o açúcar. Deixe esfriar e filtre da
mesma maneira. Conserve o lambedor em frasco limpo, escaldado e lavado depois
Deixar a planta em repouso num
recipiente fechado o tempo
especificado.
Ao fazer a inalação, aspirar os
vapores de forma rítmica.
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de fechado, para evitar fermentação e ataques de mofo e formigas. Embora possa ser
usado por vários dias, já que apresenta boas condições de conservação, seu uso deve
ser suspenso, caso surja grumos brancos (mofo), aparência de coalho ou cheiro
azedo. Em geral, o lambedor ou xarope é feito a partir de plantas propícias para
problemas respiratórios (tosse e bronquite). Quando é preparado a partir de plantas
que contêm muito líquido em sua composição, como malvariço e mamão verde,
basta misturar com o açúcar, sem acrescentar água.
Pós: O pó é de fácil preparação, de uso muito cômodo tanto por via oral quanto por
via tópica. Seque a planta até ficar quebradiça. A secagem pode ser obtida no forno,
depois de apagado, ou em estufa, tendo o cuidado de não deixar queimar. Depois do
processo de secagem, triture a planta, em especial as folhas, com as mãos, peneire
com peneira ou pano fino. Moa, rale ou pise cascas e raízes, passando numa peneira
fina em seguida. Guarde o pó obtido em frasco bem fechado, para evitar mofo ou
umidade. Rotule e date o frasco. Para uso oral, pode misturar o ao leite ou mel de
abelhas. Para uso tópico, use sempre o pó puro, cobrindo o ferimento com uma fina
camada. Quando bem seco, deve durar até três meses.
Sinapismo: É um tipo especial de cataplasma, no qual se adiciona mostarda,
pimenta-malagueta, gengibre e outras plantas. Provoca revulsão e rubor (torna a
pele bem vermelha). É usado como derivativo nos casos de inflamações internas.
Tintura: Preparação por maceração ou percolação com álcool de cereais ao invés
de água. Maceração é o processo mais prático. Neste caso, é preciso uma proporção
específica entre as quantidades de planta e de álcool que serão utilizadas no preparo
das tinturas. Em geral, as partes vegetais trituradas (frescas ou secas) são
mergulhadas em álcool durante oito a dez dias. Em seguida, côa-se a mistura, filtra-
se, e armazena-se com proteção contra a luz e o ar. No caso de plantas frescas, use
500g de planta para 100ml de álcool 92º GL. Quando a tintura é feita a partir do
material fresco, essa preparação é denominada de alcoolatura. Em plantas secas, use
25g de planta para uma mistura de 700ml de álcool 92º GL e de 300ml de água.
Ajuste o volume final do filtrado para um litro, a partir dos compostos utilizados
nessa mistura. Para o preparo da tintura de algumas plantas, como aroeira, alecrim,
pimenta e macela, pode usar álcool mais diluído (a 20%), com água. Nunca utilize
álcool comum. Utilize apenas álcool farmacêutico.
Cozinhar a planta juntamente com
o açúcar.
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Tisana: São preparações líquidas de uso interno, mais conhecidas como chá,
infuso, decocto simples ou composto, usadas desde a antiguidade. Acrescente ervas
e água fervente em uma panela tampada. Deixe ferver por mais 5 minutos e coloque
para resfriar em um vasilhame. Consuma em seguida.
Vinho medicinal: Trata-se de um estimulante, feito com vinho tinto. Deixa-se
uma ou mais plantas trituradas em maceração no vinho durante oito dias, conforme
o caso. É o mesmo processo aplicado de forma caseira com as sementes de sucupira
branca (Pterodon polygaliflorus), que são deixadas em maceração em preparado
farmacêutico comercial do tipo vinho.
Acondicionamento do vinho medicinal
a) Armazenar a tintura em um vidro
limpo e bem fechado. b) Cobrir com papel alumínio para
evitar a incidência de luz no preparado.
Eronildes de Siqueira Bezerra - Bacharela em Administração
Haroudo Sátiro Xavier - Doutor em Ciências Farmacêuticas e
Biológicas
Jógerson Pinto Gomes Pereira - Doutor em Agronomia
José Dantas Neto - Doutor em Agronomia
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy - Doutor em Recursos Naturais
José Luciano Santos de Lima - Mestre em Botânica
Luiz Felipe de Almeida Lucena - Mestre em Engenharia Agrícola
Soahd Arruda Rached Farias - Engenheira Agrícola
Verneck Abrantes de Sousa - Engenheiro Agrônomo
Ygor Paiva Baracuhy - Bacharelando em Medicina
1. ABÓBORA
01. Abóbora - fruto, folhas e flor
02. Fruto com detalhes das sementes
Nome popular: Abóbora, jerimum
Nome científico: Curcubita pepo L.
Família: Cucurbitaceae
Partes usadas: Folhas, flores, ramos e sementes
Descrição: Planta herbácea, rasteira, com ramos carnosos e com pêlos. As folhas
são peltadas com pêlos ásperos. As flores são solitárias e grandes, de coloração
amarelo-alaranjada. Os frutos são grandes e de formas diversas.
Cultivo: Plantada a partir de sementes em local definitivo.
Indicações: Tem ação vermífuga, estomáquica e antitérmica. Pode ser usada no
tratamento de inflamações de rim, fígado e baço. Também atua em queimaduras e
erisipela.
Preparação e usos: As sementes secas são esmagadas e usadas como
vermífugo. No combate a tênia e solitária, amasse de 30 a 60 sementes e misture a
4 colheres (sopa) de açúcar mascavo e 10 colheres (sopa) de leite. Beba a mistura de
uma só vez, em jejum. Após 2 horas da ingestão, beba uma colher (sopa) de óleo de
rícino para eliminar os vermes mortos. O chá das flores atua como estomáquico e
antiinflamatório (em problemas dos rins, fígado e baço). Já o suco das folhas pode
ser usado no tratamento de queimaduras e erisipela.
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2. ALECRIM
03. Alecrim verdadeiro -
Folhagem
04. Ramos
Nome popular: Alecrim verdadeiro, alecrim do sul
Nome científico: Rosmarinus officinalis L.
Família: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Planta pequena, subarbusto lenhoso, de até 1 m de altura, é pouco
ramificada, apresenta folhas finas e aromáticas e flores azuladas e cheirosas. É de
origem européia.
Cultivo: Plantada a partir dos ramos (estaca) em canteiros ou vasos.
Indicações: Pode ser usada como cicatrizante, antimicrobiana e estimulante do
couro cabeludo, em aplicações locais. Age como diurética, aumenta o volume da
secreção biliar e estimula a eliminação de gases do aparelho digestivo, aliviando a
sensação de empachamento.
Preparo e usos: Use na forma de chá ou de tintura, a partir das folhas. A tintura é
preparada em álcool com 30% de água. Considere a proporção de 100g de folhas
secas para 1/2 litro de álcool diluído em três partes de água. Misture a tintura à água
açucarada, na proporção de uma porção de mistura para uma mesma porção de água
açucarada. Deve ser bebida em doses de 5 a 10 ml, duas vezes ao dia. No tratamento
de hemorróidas inflamadas, deve-se beber as mesmas doses anteriores, durante 10
dias seguidos. Para uso externo, empregue a tintura diluída em álcool a 70 graus, em
forma de compressa. No tratamento de entorses e contusões, pode esfregar o
preparo nas áreas afetadas.
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3. ALFAVACÃO
Nome popular: Alfavacão, alfavaca cravo, falso boldo
Nome científico: Ocimum gratissimum L.
Família: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas
Descrição: Planta pequena, aromática, ereta, atingindo até 1m de altura. É
originária da Ásia e é subespontâneo no Brasil. As folhas são ovado-lanceoladas, de
bordos duplamente denteados, com membrana de 4 a 8cm de comprimento,
aproximadamente. As flores são pequenas, de coloração roxo-pálidas, dispostas em
racemos paniculados eretos, em grupo de três. Os frutos são cápsulas pequenas,
contendo 4 sementes esféricas. Apresenta cheiro forte que lembra o cravo da Índia.
Cultivo: É plantada a partir de sementes em canteiros de hortas, quintais e jardins,
através de ramos (estacas) com esterco de curral.
Indicações: O eugenol é seu óleo essencial e tem ação antisséptica local em casos
de fungos Aspergillus e Trichoderma e bactérias Staphylococus. O eucaliptol é
expectorante e desinfetante pulmonar. As folhas são usadas na preparação de
banhos antigripais para crianças. Usa-se o chá como carminativo, sudorífico e
diurético. Por possuir sabor e odor semelhante ao cravo da Índia, também é usado
como condimento na culinária.
Preparação e usos: As folhas localizadas nas extremidades da planta devem ser
coletadas em torno do meio-dia. Das folhas e frutos, prepare o chá abafado ou
tintura. A tintura serve para uso anti-séptico e aromático bucal, através de
bochechos diários, após escovar os dentes. Prepare a tintura caseira em frasco de
larga abertura, onde as folhas são mergulhadas em álcool até a metade. Em seguida,
preencha o frasco com água. Deixe descansar por 3 dias e filtre. No tratamento de
gripes, tosses e bronquites em crianças acima de dois anos, misture um litro de água
fervente a 100g de folhas e frutos, e use na forma de inalação dos vapores ou banhos
quentes. Para o banho, deixe amornar o preparado.
05. Alfavacão -
Folhagem
06. Alfavacão-
Inflorescências
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4. ALHO
07. Alho
08. Alho - Variação das formas
dos dentes
Nome popular: Alho
Nome científico: Alium sativum L.
Família: Liliaceae
Partes usadas: Bulbos (dentes)
Descrição: Planta herbácea e bulbosa. É
plantada em todo mundo como hortaliça
aromática, condimentar e medicinal. As folhas
são lineares e longas. Partindo do bulbo, o alho
é composto de bulbilhos (conhecidos como
dentes), envolvidos por película esbranquiçada
ou cor-de-rosa. As flores, dispostas em
umbelas, apresentam cores esbranquiçadas ou
avermelhadas.
Cultivo: É plantada através dos dentes em
canteiros com solo leve e rico em esterco de
curral. A colheita é feita de 5 a 8 meses após a
semeadura.
Indicações: É indicado como fungicida,
antibacteriano, e antiviral, devido à alicina. O
ajoeno presente no alho protege contra a
trombose e reduz os níveis de colesterol e
arteriosclerose (gordura no sangue). Diminui
ainda os níveis de triglicérides.
Preparação e usos: Pessoas idosas ou safenadas devem ingerir um dente de
alho, diariamente, como preventivo de acidentes cardiovasculares. A trituração e o
cozimento decompõem os princípios ativos do dente de alho, que deve ser usado
depois de cortado em fatias finas. Para prevenir a intoxicação hepática, beba durante
o tratamento sucos ricos em vitamina C, como acerola, laranja, goiaba, e caju. A
vitamina protege o organismo dos efeitos tóxicos do alho. Os ferimentos infectados
da pele devem ser tratados com alho esmagado na água. Para corrimento vaginal e
mau cheiro causado por infecções, aplique na vagina um dente de alho perfurado,
envolvido com gaze, antes de dormir.
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5. ANGICO-MANSO
09. Angico - Vista geral
10. Angico
A. Ramo, B e C. Casca
D. Vagem
A
B
C
D
Nome popular: Angico, angico-manso, angico-vermelho, angico de caroço
Nome científico: Piptadenia macrocarpa Benth.
Família: Mimosaceae
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição:Planta alta que pode atingir até 15m de altura, típica da caatinga do
Nordeste do Brasil. Apresenta caule grosso, tortuoso, com acúleos, e entrecasca
avermelhada. As folhas são compostas, bipinadas. As flores são dispostas em
capítulos globosos e os frutos são vagens achatadas de 30cm de comprimento, com
várias sementes achatadas e arredondadas.
Cultivo: Plantada através de sementes, é de fácil germinação. São semeadas em
sacos plásticos e, ao atingir aproximadamente 25 a 30cm de altura, pode ser
transplantada para o local definitivo ou multiplicada através de parte dos ramos
(estacas).
Indicações: Tem ação depurativa, adstringente, hemostática (faz estancar a
hemorragia) e em doenças pulmonares.
Preparação e usos: Pode usar as cascas em infusão, xarope, maceração ou
tintura. Faça o infuso com 100g de cascas para ½ litro de água. Ferva por
15 minutos, deixe esfriar, coe, e beba de uma a duas xícaras (café), duas vezes ao dia,
por três dias.
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6. ARNICA
Nome popular: Arnica, erva lanceta, espiga de ouro
Nome científico: Solidago chilensis Meyen
Família: Asteraceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta pequena, perene, não ramificada, comumente encontrada em
touceiras, rizomatosa, levemente aromática, atingindo aproximadamente 120cm de
altura. É nativa da América do Sul e está presente no Sul e Sudeste do Brasil. Possui
folhas simples, alternas, lanceoladas, ásperas ao tato e com aproximadamente 4 a
8cm de comprimento. Apresenta inflorescências escorpióides na extremidade dos
ramos, capítulos florais pequenos e flores amarelas.
Cultivo: É plantada por semente ou rizoma, em canteiros ou vasos.
Indic a ções: Atu a como e stomáq u ica, a dstri n g ente, ci catri z ante,
descongestionante, antisséptica, e cura feridas e chagas. Por sua toxidade, o uso
interno deve ser feito com indicação e acompanhamento médico. O uso externo
serve nos casos de ferimentos, dores nevrálgicas e reumáticas, escoriações,
traumatismos e contusões.
Preparação e usos: Para uso por via
tópica, n o tratamen t o de ferime n t os ,
escoriações, traumatismos e contues,
aplique tintura ou maceração (em álcool de
cereais com folhas, flores e rizomas) sobre a
parte afetada, com auxílio de um pedaço de
algodão ou compressa. Para uso interno, faça o
infuso com 20g de folhas, flores e rizomas e ½
litro de água, deixando ferver por 20 minutos.
Espere esfriar, coe e beba duas xícaras (café),
duas vezes ao dia, por 3 dias.
11. Arnica - Inflorescência,
hastes e folhas
7. AROEIRA
Nome popular: Aroeira, aroeira do sertão
Nome científico: Myracrodruom urundeuva F. Allemão
Família: Anacardiaceae
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição: Planta alta, típica da caatinga do Nordeste brasileiro. Possui folhas
alternas, compostas, com 5 a 7 pares de folíolos, imparipenadas. Flores em
panículas avermelhadas. Frutos drupáceos, pequenos, globosos e ovais.
Cultivo: Plantada a partir de sementes. É semeada em sacos plásticos para se obter
mudas. Posteriormente, é plantada em local definitivo. Pode ser multiplicada
através de partes dos ramos.
Indicações: Atua como adstringente, antialérgica, anti-inflamatória e
cicatrizante. Por via oral, pode atenuar e até curar gastrite e úlceras do estômago e do
duodeno. Por via local, é indicada no tratamento de ferimentos infeccionados da
pele e de mucosas, como gengivites, faringites e amigdalites, e infecções do
aparelho genital feminino. É útil no caso de cervicite (ferida no colo do útero) e de
hemorróidas inflamadas.
Preparação e usos: Prepare um litro de cozimento, usando 100g da entrecasca
seca em pequenos pedaços extraídos de duas vezes. Para cada extração, utilize ½
litro de álcool diluído, na proporção de uma (1) a cinco (5) partes. Pode ser bebida
ou aplicada no local. Para gastrite e úlcera gástrica, o uso é oral. Beba ½ xícara
(café) do cozimento, misturando com água e açúcar, de uma a três vezes ao dia. Para
cervicite e cérvico-vaginites, o uso é local e diário. Antes de dormir, aplique de 5 a
10 ml do cozimento em compressas intravaginais (o absorvente interno feminino,
pode servir a esse propósito). Nas inflamações das gengivas, da garganta e de
hemorróidas, o uso também é local. Nas inflamações das gengivas e da garganta, o
cozimento é diluído em uma a duas partes de água e utilizado em forma de
gargarejos e bochechos. Para hemorróidas, faça compressas ou lavagens antes de
deitar para dormir ou depois de defecar, higienizando (lavando) o local. Basta
prender as nádegas por alguns minutos, para reter o líquido colocado no reto.
12. Aroeira - Vista geral
13. Aroeira - Casca 14. Aroeira
Hastes e folhas
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8. ARRUDA
Nome popular: Arruda
Nome científico: Ruta graveolens L.
Família: Rutaceae
Partes usadas: Folhas e raízes
Descrição: Planta aromática, pequena, com altura de até 90 cm, e muito
ramificada. Suas folhas são compostas, pinadas, de folíolos lisos e de cor verde-
azulada. As flores são pequenas, amareladas, dispostas em corimbos terminais.
Produz óleo essencial amarelo-esverdeado, de sabor amargo e odor desagradável.
Cultivo: Plantada a partir de sementes ou a partir dos ramos (estacas) em canteiros
ou vasos.
Indicações: Atua em problemas menstruais, doenças do fígado, dor de ouvido,
verminose, inflamações, febre e cãimbras. Não é recomendável para gestantes.
Preparação e usos: O sumo é obtido espremendo-se as folhas. O sumo serve
para aliviar a dor de ouvido. Instile duas a três gotas ainda mornas no ouvido.
Prepare o chá, por infusão, a partir de uma colher (café) de folhas picadas em uma
xícara (chá) de água fervente. Deixe amornar e use a dose de duas xícaras (café) por
dia, até obter resultados positivos com o tratamento. Serve para regular a
menstruação. As folhas amassadas servem para lavar feridas. Em maceração, deixe
de 4 a 6g de folhas frescas ou de 2 a 3g de folhas secas numa xícara (café) com água
fria, durante período de 6 a 12 horas. Beba duas vezes ao dia, em casos de
amenorréia, durante 5 dias.
15. Arruda - Folhagem
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9. BABOSA
Nome popular: Babosa , aloés
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.
Família: Liliaceae
Partes usadas: Folhas e resina
Descrição: Planta de origem africana. Possui folhas grossas, carnosas e
suculentas, dispostas em rosetas presas a um caule curto. As flores possuem
coloração amarelo-esverdeada, são tubuladas, pendentes em espigas terminais de
haste simples. Ao serem cortadas, escoa um líquido viscoso, amarelo e muito
amargo.
Cultivo: Plantada por perfilhamento, em canteiros ou vasos. Cresce
espontaneamente em toda a região tropical. Prefere solos arenosos e não exige
muita água.
Indicações: Tem ação cicatrizante e antimicrobiana sobre bactérias e fungos.
Ideal para tratamento local de ferimentos e queimaduras da pele e mucosas, como as
cérvico-vaginites, úlceras gástricas e hemorróidas. Também possui atividade
laxante.
17. Babosa - Inflorescência
16. Babosa - Detalhes das folhas
C
D
Preparo e usos: Use o sumo mucilaginoso
recém retirado de pedaços de folhas frescas ou a
mi s tu ra da fol ha tri tu ra d a c om ál co o l
(alcoolatura), como supositório. Nas queimaduras
da pele, use sumo fresco aplicado diretamente ou o
pedaço cortado da própria folha. Nesse caso, limpe
a folha com álcool ou com água sanitária diluída,
antes da aplicação. Utilize os pedaços de folhas
cortados como supositório para tratamento de
hemorróidas. Nas contusões, entorses e dores
reumáticas, use a alcoolatura preparada por
trituração de 50g das folhas descascadas em ½ litro
de uma mistura de álcool e água, após coar em
pano. Aplique em compressas e massagens nas
partes doloridas. Como laxante, use a resina em
na dose de 0,1 a 0,2g misturada com água e açúcar,
ou na forma de pílulas. A resina pode ser preparada
por secagem ao sol ou ao fogo. Ela é obtida a partir
do sumo que escorre das folhas cortadas no tronco
e penduradas com a parte cortada (grossa) para
baixo, por período de um a dois dias.
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10. BARBATIMÃO
Nome popular: Barbatimão, barbatenon , casca da virgindade
Nome científico: Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville
Família: Mimosaceae
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição: Planta de copa alongada, que atinge altura aproximada de 4 a 6 metros,
e possui tronco cascudo e tortuoso. É nativa dos cerrados do Sudeste e Centro-Oeste
do Brasil. Também é encontrada nos tabuleiros costeiros do Nordeste brasileiro. As
folhas são compostas, bipinadas, com 5 a 8 jugas, com folíolos ovados de 6 a 8 pares
de pinas. As flores são pequenas e amareladas, dispostas em racemos axilares. Os
frutos são vagens cilíndricas indeiscentes, que contêm muitas sementes pardas.
Cultivo: Plantada em sacos plásticos, a partir das sementes, para obter mudas. Ao
atingir de 20 a 25cm de altura, é transplantada para local definitivo.
Indicações: Como a casca é rica em tanino, é usada em curtumes. O seu decocto é
indicado em casos de leucorréia (corrimento vaginal e do útero), hemorragias,
hemorróidas e diarréias. Também é aplicado na limpeza de ferimentos. Em forma de
gotas, é usado nos casos de conjuntivite.
18. Barbatimão - Vista geral da casca
19. Barbatimão - Folhagem
Preparação e usos: O chá da casca em
uso externo para hemorragias uterinas,
corrimento vaginal e feridas ulcerosas. Para
inflamações da garganta, d i a r r é i a s ,
corrimento vaginal e hemorragias é usado
via oral o extrato (chá) alcoólico, preparado
com duas colheres (sopa) de casca picada
em uma xícara (chá) de álcool de cereais a
50% e deixando em maceração por 3 dias,
tomar uma colher (café) do seu coado
(filtrado) um pouco diluído em água 2 a 3
vezes ao dia.
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11. CANA-DE-MACACO
Nome popular: Cana-de-macaco, cana- do- brejo, cana-mansa
Nome científico: Costus spicatus (Jacq.) Sw.
Familia: Zimgiberaceae
Partes usadas: Folhas, haste e raízes
Descrição: Planta perene, rizomatosa, ereta, cespitosa, podendo atingir de 1 a 2m
de altura. As folhas são alternas, membranáceas, com bainhas papiráceas de 25 a
40cm de comprimento e de 6 a 10cm de largura. As inflorescências são dispostas em
espigas terminais, estrobiliformes, com brácteas vermelhas e flores rosadas.
Cultivo: : Plantadas por rizomas, hastes ou sementes, em canteiros ou vasos.
Indicação: Indicada como depurativa, adstringente, diurética, tônica, emenagoga
e diaforética. Usada também no combate a gonorréia, sífilis, nefrite, picada de
insetos, leucorréia e irritação vaginal, e no tratamento da bexiga, diabetes e úlceras.
20. Cana-de-macaco - Folhas, flores e hastes
Preparação e usos: Faça o suco
com 10g da haste fresca diluídas em
½ litro de água fervente. Deixe
esfriar e beba uma xícara (chá) duas
a três vezes ao dia, durante 5 dias.
Esse preparo é indicado para o
tratamento de gonorréia,filis,
nefrite, picada de insetos, problemas
de bexiga e diabetes. Para uso
externo, nas irritações da vagina e
em casos de leucorréia e úlceras, use
o decocto (ou infusão) preparado
com 5 a 10g da planta picada para
cada xícara (chá) de água fervente,
após esfriar. O chá das raízes e dos
rizomas é usado como diurético,
tônico, emenagogo e diaforético.
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12. CAJUEIRO
Nome popular: Cajueiro, caju, caju da praia
Nome científico: Anacardium occidentale L.
Família: Anacardiaceae
Partes usadas: Folhas, cascas e óleo
Descrição: Planta de grande porte de até 12m de altura, esgalhada, e muito
cultivada no Brasil. As folhas são simples e as flores pequenas, perfumadas, de cor
vermelho-púrpura, dispostas em panículas terminais. O fruto é a castanha do tipo
aquênio, reniforme. O caju é o pedúnculo floral, sendo o pseudofruto carnoso.
Cultivo: Deve ser plantada em sacos plásticos, a partir das sementes, para se obter
as mudas. Ao atingir altura de aproximadamente 25 a 30cm, deve ser transplantada
para o local definitivo. Pode ser também obtida por parte dos ramos.
Indicações: Tem ação anti-inflamatória, adstringente, antidiarréica, antiasmática,
depurativa e tônica, podendo agir no combate a diabetes.
21. Cajueiro - Inflorescências
22. Cajueiro - Aspecto da entrecasca
Preparação e usos: Use, por via
oral, os preparados feitos com a
entrecasca, goma e o líquido da
castanha do caju. O cozimento da
entrecasca serve como anti-séptico em
bochechos e ga rgarejo s e como
antiinflamatório em casos de feridas e
úlceras da boca e afecções da garganta.
A película que envolve a amêndoa tem
ação antiinflamatória. O uso de 5 a 6
amêndoas assadas ao dia baixa o teor de
colesterol e triglicérides do sangue.
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13. CAPIM-SANTO
Nome popular: Capim-santo, capim-limão
Nome científico: Cymbopogon citratus Stapf.
Familia: Poaceae
Partes usadas: Folhas, raízes e óleo
23. Capim-santo - Folhagem
Preparação e usos: Prepare o chá com 5 a 6 folhas frescas embebidas em ½ litro
de água fervente. Ou coloque de 1 a 3g de folhas secas em um xícara (café) com água
fervente. Pode ingerir algumas vezes ao dia, sem risco de toxidez.
Descrição : Planta aromática,
cespitosa. Originária da Europa e
plantada nos países tropicais. Possui
folhas longas, estreitas, que, ao serem
machucadas, exalam um forte odor
que lembra o limão. As flores são
raras, estéreis e sem sementes.
Produz óleo essencial rico em citral.
Cultivo: Plantado por perfilhos em
canteiros e vasos, com esterco de
curral.
Indicações: Age como sedativo e
espasmolítico. O chá das folhas,
saboroso e aromático, é empregado
para o alívio de cólicas uterinas e
intestinais, e no tratamento do
nervosismo.
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14. CARDO-SANTO
Nome popular: Cardo-santo
Nome científico: Argemone mexicana L.
Família: Papaveraceae
Partes usadas: Folhas, flores, frutos e raízes
Descrição: Planta herbácea, espinhenta, com látex (leite) amarelo, de porte
pequeno, podendo atingir até 90cm de altura. As folhas são simples, alternas,
sésseis, glaucas e lobadas. As inflorescências são simples, axilares e terminais, com
flores amarelas e vistosas. Os frutos são cápsulas, muricadas, com muitas sementes
pretas.
Cultivo: Plantado a partir de sementes, em canteiros ou vasos.
Indicões: Indicado como purgativo, anti-inflamatório, colagogo e
adstringente. Também é recomendado em casos de amigdalite, labirintite e
constipação.
Preparação e usos: Na forma de infuso ou decocto, age como purgativo em
casos de constipação. Prepare o infuso com uma colher (café) das sementes
trituradas e uma xícara (café) de água fervente. Deixe esfriar e beba duas vezes ao
dia, por três dias consecutivos. Em casos de amigdalite, como antinflamatório e
adstringente, faça o infuso a partir da mistura de uma colher (sopa) de folhas
trituradas com uma xícara (café) de água fervente. Deixe amornar, coe e faça
bochechos. Faça o chá com 10g de folhas e raízes para 200ml de água fervente.
Deixe esfriar, coe e beba de uma a quatro xícaras (café) ao dia, por 3 dias
consecutivos, para o tratamento da inflamação da bexiga, doenças do coração e
labirintite. As folhas são usadas como cataplasma nas úlceras externas. O látex é
usado nas inflamações oculares, devendo-se instilar uma gota diluída em três gotas
de água fervida. 25. Cardo-santo -
Folhagem
24. Cardo-santo - Folhas, flores e fruto
35
15. CATINGUEIRA
Nome popular: Catingueira, catingueira verdadeira
Nome científico: Caesalpinia pyramidalis Tul.
Família: Caesalpiniaceae
Partes usadas: Folhas, flores, cascas e raízes
Descrição: Planta que pode atingir até 8m de altura, apresenta folhas compostas,
bipinadas, de 5 a 11 folíolos sésseis e alternos. As flores são amarelas e dispostas em
racemos. Os frutos são vagens achatadas de cor escura, com ápice pontiagudo e
deiscente.
Cultivo: Plantada a partir de sementes em sacos plásticos. Ao atingir de 20 a 30cm
de altura, deve ser transplantada para o local definitivo.
Indicações: No tratamento de infecções catarrais e disenterias.
Preparação e Usos: Faça o infuso com 100g de cascas, flores, folhas e raízes, em
½ litro de água. Deixe ferver por 15 minutos, aguarde esfriar, coe e beba de uma a
duas xícaras (café), de duas a três vezes ao dia, por 3 dias consecutivos.
27. Catingueira - Folhas, flores e vagens
26. Catingueira - Vista geral
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16. CHANANA
Nome popular: Chanana, arranca-estrepe
Nome científico: Turnera ulmifolia L.
Família: Turneraceae
Partes usadas: Folhas e raízes
Descrição: Planta pequena, subarbustiva, ramificada. Possui folhas alternas,
corrugadas, com duas glândulas na base do limbo. As flores são axilares e amarelas.
É comumente encontrada no Nordeste do Brasil.
Cultivo: Plantada através de sementes ou parte dos ramos (estacas enraizadas) em
canteiros.
Indicações: Atua como adstringente, expectorante e no tratamento de diabetes.
Combate a amigdalite e funciona como tônico do sistema nervoso. Ainda é usado no
tratamento de urina solta e albumina na urina.
Preparação e usos: O chá das folhas e raízes tem ação adstringente e
expectorante. Faça o cozimento de 20g de folhas e raízes picadas em ½ litro de água,
por 15 minutos. Deixe esfriar e beba uma xícara (chá), duas a três vezes ao dia, por
3 dias. Para extrair espinhos e outros corpos estranhos, geralmente do pé, machuque
150g de folhas frescas e aplique na parte afetada. O mesmo procedimento serve para
tratar tumores e furúnculos.
28. Chanana - Folhas e flores
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17. CHAPÉU-DE-COURO
Nome popular: Chapéu-de-couro
Nome científico: Echinodorus grandiflorus Mitch.
Família: Alismataceae
Partes usadas: Folhas, flores e raízes
Descrição: Planta herbácea, aquática, rizomatosa. Possui folhas grandes, com
cerca de 20 a 30cm de comprimento, simples, com pecíolo e longo pedúnculo de até
1,30m de comprimento. As flores são brancas, dispostas em inflorescências
paniculadas, por meio de longo pedúnculo originado do rizoma.
Cultivo: Cultivada através das raízes (rizomas) em vasos ou tanques com água.
Indicações: Indicado como diurético, depurativo, no combate a afecções da
garganta, rins e bexiga, cálculos renais, hérnias, sífilis, reumatismo, e doenças do
fígado, próstata e da pele.
29. Chapéu-de-Couro - Folhas, ramos e flores
30. Chapéu-de-Couro - Inflorescência
Preparação e usos: : Faça o chá a
p a rt ir de d ua s f ol ha s se ca s
mergulhadas em ½ litro de água
fervente por 15 minutos. Deixe
esfriar e beba de uma a três xícaras
(café) por dia, durante 3 dias.
Também pode ser feito com o pó que
é obtido das folhas secas trituradas.
Use uma colher (sobremesa) do pó
para umacara (café) de água
fervente. Esse chá também é usado
em bochechos e gargar ejos no
tratamento de amigdalite e faringite.
Os rizomas são usados na forma de cataplasma para
tratamento de hérnias. Pode-se usar a quantidade de 1 litro
do chá, de duas a três vezes ao dia, em banhos de assento
para tratar inflamação na próstata.
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18. CIDREIRA-DE-ARBUSTO
Nome popular: Cidreira-de-arbusto, falsa melissa
Nome científico: Lippia alba (Mill.) N.E. Br.
Família: Verbenaceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta pequena, subarbustiva, podendo atingir até 1,5m de altura. É
aromática, muito ramificada, com ramos finos, esbranquiçados, arqueados, longos
e quebradiços. Suas folhas são inteiras, opostas, ásperas e de bordos serreados e
ápice pontiagudo. As flores têm coloração azul-arroxeada, estando dispostas em
inflorescências axilares e capituliformes. Os frutos são drupas globosas e de cor
rosa-arroxeada.
Cultivo: Plantada facilmente a partir dos ramos (estacas).
Indicações: Tem ação calmante, espasmolítica, analgésica, sedativa, ansiolítica,
expectorante e mucolítica. Também serve para as cólicas uterinas e intestinais.
Preparação e usos: Faça o chá com 100g de folhas, flores e ramos em ½ litro de
água. Deixe ferver. Beba ainda quente, em temperatura ambiente ou gelado, de uma
a cinco xícaras (café) ao dia ou quando interessar. Não têm contra-indicações.
31. Cidreira-de-arbusto - Hastes, folhas e flores
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19. COLÔNIA
Nome popular: Colônia
Nome científico: Alpinia zerumbet (Pers.) B.L.Burtt. & R.M. Smith.
Família: Zingiberaceae
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Planta de origem asiática que atinge até 2,5m de altura. É aromática,
rizomatosa e agrupa-se em touceiras. Suas folhas são longas, largas e de
extremidade pontiaguda. As flores são campanuladas, de coloração rósea e
esbranquiçada, dispostas em inflorescências pendentes.
Cultivo: Plantada em canteiro, a partir de rizomas. Quando atinge entre 25 e 30cm
de altura, é transplantada para local definitivo. Pode-se ainda usar os perfilhos (pés
novos junto à planta) para sua multiplicação.
33. Colônia -
Ramos
32. Colônia -
Folhagem
Indicação: É aplicada no tratamento da hipertensão arterial e dos estados de
ansiedade, febre, gripe, dor de cabeça e congestão nasal. Também age como
calmante e diurético.
Preparação e usos: Faça o chá com pedaços de uma folha fresca em 1 litro de
água (fervente). Cubra e deixe esfriar. Ao ficar róseo, pode ser bebido. O chá deve
ser preparado e consumido no mesmo dia. A dosagem dever ser de uma xícara (chá)
duas a três vezes ao dia, durante três dias. As flores também resultam num saboroso
chá aromático. Para congestão nasal, utilize 3 flores para 2 copos de água fervente e
faça a inalação dos vapores.
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20. CUMARU
Nome popular: Cumaru, imburana-de-cheiro, amburana
Nome científico: Amburana cearensis Fr. Allemão A.C. Smith
Família: Anacardiaceae
Partes usadas: Cascas, entrecascas e sementes
Descrição: Planta da caatinga nordestina. Pode atingir até 12 metros de altura. O
tronco possui casca grossa, avermelhada, pardacenta, suberosa. A parte exterior do
tronco apresenta finas camadas. As folhas são alternas, compostas de 7 a 12 folíolos
ovados. As flores são brancacentas, pequenas e aromáticas, dispostas em racemos
axilares multifloros que cobrem inteiramente os galhos. Não há presença de folhas
durante a floração. O fruto é uma vagem achatada, escura, com uma semente alada.
A semente é manchada de marrom e branco e possui cheiro agradável. A casca tem
cheiro suave.
35. Cumaru - Cascas e sementes
34. Cumaru - Detalhe da casca
Cultivo: Plantada através das sementes. São
semeadas em sacos plásticos para obter as mudas.
Ao atingir 25 a 30cm de altura, devem ser
transplant adas para o local definitivo. O
procedimento pode ser feito com partes dos ramos
(estacas).
Indicações: Indicada para melhorar a respiração
e promover a expectoração. De uso popular no
tratamento de tosse, gripe, bronquite, azia e asma.
As cascas e sementes são utilizadas em doenças
dos pulmões, para melhorar as contrações súbitas
(espasmódicas) e provocar a menstruão
(emenagogas). O banho das cascas é usado em
casos de dores reumáticas.
Preparação e usos: Use na forma de cozimento
e xarope. O cozimento é feito com 50g de cascas e
200ml de água. Pode ser ingerido diretamente ou
usado para fazer xarope. Para preparar o xarope ou
lambedor, misture bem ao cozimento o mel de
abelhas, em partes iguais. Para azia, torre 8 a 10
sementes, coloque em 1 litro d'água fervente e
deixe esfriar. Beba a dose de 50ml, 3 vezes ao dia.
a opção de bebê-lo gelado.
41
21. EMBAÚBA
Nome popular: Embaúba, imbaúba, árvore-da-preguiça, torém
Nome científico: Cecropia pachystachya Trécul
Família: Cecropiaceae
Partes usadas: Folhas, raízes e resina (líquido)
Descrição: Planta silvestre de até 12m de altura, de tronco esbranquiçado e oco.
As folhas são alternas, multilobadas (de 8 a 9 lobos) com pecíolos longos. Quando
seca, os lobos enrolam-se. As flores são dióicas dispostas em densas espigas no
ápice do pedúnculo axilar. Os frutos são drupáceos, pequenos e comestíveis.
36. Embaúba - Vista geral
Cultivo: Plantada a partir de sementes. O cultivo ocorre de forma espontânea, após
a derrubada das matas litorâneas e em serras de altitude.
Indicações: Age como diurética, anti-hipertensiva e anti-inflamatória nos casos
de artrite, tendinite e bursite.
Preparação e usos: Use o decocto das folhas após o cozimento. Obtenha o
decocto deixando ferver por 10 minutos de 1 a 2 folhas secas em ½ litro de água.
Após a fervura, deixe esfriar, coe e beba de uma a duas xícaras (chá), de uma a três
vezes por dia, durante 5 dias. Pode conservar o preparo na geladeira.
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22. ERVA-DOCE
Nome popular: Erva-doce, erva-doce brasileira
Nome cientifico: Foeniculum vulgare Mill
Família: Apiaceae
Partes usadas: Folhas, flores, frutos e óleo
Descrição: Planta de porte pequeno, que atinge até 50cm de altura. Entouceirada e
aromática. As folhas inferiores são alongadas e as superiores mais estreitas, com
bainhas que envolvem o caule, compostas e pinadas, e folíolos reduzidos a
filamentos. As flores são pequenas e amarelas, dispostas em umbelas compostas. Os
frutos são oblongos, compostos por dois aquênios. É nativa da Europa.
Cultivo: Plantada através de sementes, em canteiros ou vasos.
Indicações: Atua como calmante, digestivo (combate cólicas), carminativo e
antiespasmódico. Estimula a lactação.
Preparação e usos: Prepare o chá com flores e frutos. Coloque 20g de flores e
frutos frescos e 300 ml de água num recipiente e leve ao fogo. Deixe ferver por 10
minutos. Aguarde esfriar e beba 3 xícaras (café) ao dia, sem contra-indicação.
37. Erva-doce - Folhagem
38. Erva-doce - Ramo, flores e frutos
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23. ESPINHEIRA-SANTA
Nome popular: Espinheira-santa, espinheira-divina, espinheira-cancerosa
Nome científico: Maytenus ilicifolia Reissek
Família: Celastraceae
Partes usadas: Folhas
Descrição: Planta pequena, nativa das regiões altas do Sul do Brasil. Atinge até 5
m de altura, apresenta copa arredondada e densa. As folhas são coriáceas e
brilhantes, e com espinhos ligeiramente rígidos em seus bordos. As flores são
pequenas e amarelas. Os frutos são cápsulas oblongas, deiscentes, de coloração
vermelha e contêm de 1 a 2 sementes pretas.
Cultivo: Plantada a partir de sementes, semeadas em canteiros ou sacos plásticos e
depois transplantadas para o local definitivo.
Indicações: Tem ação terapêutica em casos de gastrites crônicas e úlceras
gástricas e duodenais, e câncer de pele.
Preparação e usos: O emplastro de suas folhas é aplicado via tópica no
tratamento de câncer de pele. O decocto de suas folhas também é usado em casos de
câncer de pele através de lavagens. O chá é feito com água fervente em uma xícara
(chá) contendo 1 colher (sobremesa) de folhas picadas. A dose diária é uma xícara
(chá) antes das principais refeições, durante cinco dias.
39. Espinheira-santa - Folhas e frutos
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24. EUCALIPTO
Nome popular: Eucalipto
Nome científico: Eucalyptus globulus Labill.
Família: Myrtaceae
Partes usadas: Folhas e cascas
Descrição: Planta que pode atingir até 30m de altura. Possui casca lisa e
acinzentada. Apresenta folhas alternas, falciformes e lanceoladas. As flores são
esbranquiçadas, dispostas em racemos terminais. Os frutos são cápsulas deiscentes,
com opérculos contendo muitas sementes pequenas. É originária da Austrália.
Cultivo: Cultivada a partir das sementes, em sacos plásticos, para se obter as
mudas. Ao atingir altura entre 25 e 30cm, deve ser transplantada para o local
definitivo.
Indicações: Indicada como antisséptico, anticatarral, antiasmático, digestivo,
hemostático e febrífugo.
Preparação e usos: Faça o cozimento de 5 folhas frescas e 200ml de água,
deixando ferver por 15 minutos. Beba uma xícara (chá) do decocto duas a três vezes
ao dia, ainda quente. As folhas também são usadas em banhos de cheiro e em
saunas.
41. Eucalipto - Casca
40.Eucalipto - Folhas
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25. FAVELA
Nome popular: Favela, faveleira
Nome Científico: Cnidoscolus phyllacanthus (Muell.Arg.) Pax & H.Hoffm.
Família: Euphorbiaceae
Partes usadas: Cascas, entrecascas, raízes e látex (leite)
Descrição: Planta espinhenta, com látex, nativa da caatinga do Nordeste do
Brasil. Atinge até 8m de altura, e possui folhas e ramos com acúleos urticantes (que
provocam prurido e ardor). As folhas são simples, cartáceas, com bordos sinuosos
de 3 a 7cm de comprimento. As flores são unissexuais, brancas, organizadas em
inflorescência do tipo cimosa. Os frutos são cápsulas ovadas, aculeadas, deiscentes,
tricarpelares, com 3 amêndoas comestíveis.
Cultivo: Plantado a partir de sementes, em sacos plásticos, para obtenção de
mudas. Ou a partir de partes de ramos (estacas).
Indicações: Está indicada para inflamações ovarianas, inflamações em geral e
cicatrização. O látex fresco é usado em dermatoses (doenças da pele) e também para
remover verrugas.
Preparação e usos: A casca e entrecasca do caule são utilizados para o decocto,
infuso ou macerado. Os preparos são usados em inflamações em geral. Faça o
cozimento com 100g de cascas para ½ litro de água fervente. Beba de uma a duas
xícaras de café ao dia, durante 3 dias.
43.Favela - Hastes e folhas
42.Favela - Vista geral
46
26. FEDEGOSO
Nome popular: Fedegoso, Crista de galo
Nome científico: Heliotropium indicum L.
Famiília: Boraginaceae
Partes usadas: Folhas, flores, raízes e ramos
Descrição: Planta pequena, de caule híspido, com 30 a 90cm de altura, apresenta
folhas ovado-lanceoladas, em forma de coração, rugosas, e com pêlos. Suas flores
são pequenas e de cor lilás, em cimo escorpióides terminais ou laterais, comumente
solitários. O fruto é drupáceo, liso, alcançando, em média 2,5mm de comprimento.
Tem origem na América Tropical e pode ser encontrada em quase todo o Brasil.
Cultivo: Plantada a partir de sementes, em vasos ou canteiros.
Indicações: Pode ser usada como desobstruente, diurético e no combate às
pneumopatias (doenças dos pulmões).
Preparo e usos: O suco da planta é específico para as moléstias da pele. Coloque
20g de folhas e flores secas para ferver, deixe esfriar e passe na região afetada. O
decocto é usado na forma de gargarejos e bochechos para tratar aftas, estomatite,
úlceras na garganta e faringite.
44.Fedegoso - Inflorescência
45.Fedegoso - Hastes e folhas
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Nome popular: Gengibre, gingibre
Nome científico: Zingiber officinale Roscoe
Família: Zingiberaceae
Partes usadas: Rizomas
Descrição: A planta é uma erva rizomatosa que pode atingir até 80cm de altura. É
originária da Ásia. Possui folhas simples e invaginantes. As flores têm coloração
branco-amarelada. O rizoma ramificado tem odor intenso e sabor picante.
Cultivo: Plantada em canteiros, a partir de rizomas ou perfilhos.
Indicação: Usada em casos de asma, bronquite, rouquidão e menorragia (perda de
sangue pelo útero). Tem ação antimicrobiana, estimulante, digestiva (em casos de
dispepsia), carminativa (nas cólicas flatulentas), antiemética, anti-inflamatória,
anti-reumática, antiviral, antitussígena, antialérgica, cardiotônica, e ainda age nos
casos de trombose e inflamação de garganta.
27. GENGIBRE
46.Gengibre - Hastes, flores e folhas
47.Gengibre - Rizoma
Preparação e usos: A raiz fresca
pode ser mascada, sendo útil para
combater doenças da boca, estômago
e rouquidão. Pode ser aplicada em
forma de compressa. Use partes da
raiz amassada sobre um pano fino e
aplique no local a ser tratado.Tem
a ç ão r ev ul si va , p r o vo c a nd o
vermelhidão e sensação de calor na
pele.
48
28. GOIABEIRA
Nome popular: Goiabeira, goiaba
Nome científico: Psidium guajava L.var. pomifera L.
Família: Myrtaceae
Partes usadas: Brotos novos, folhas e frutos
Descrição: Planta frutífera, com copa aberta, que atinge até 7m de altura. As
folhas são opostas, oblongas, subcoriáceas e aromáticas. As flores são claras,
solitárias ou em grupos de duas a três, situadas nas axilas das folhas. Os frutos são do
tipo baga, de polpa doce e levemente aromática, com sementes pequenas e duras. É
nativa da América do Sul e pode ser encontrada da Venezuela ao Rio de Janeiro. É
atualmente muito cultivada em perímetros irrigados do Nordeste do Brasil.
Indicações: Age como antidiarreica e nos casos de inflamação da boca e garganta.
50.Goiabeira - Inflorescência e frutos jovens
49.Goiabeira - Brotos, folhas, flor e fruto
Preparação e usos: Use o chá
dos br o t os para d i a r r éia. Em
inflamações da boca e garganta,
faça gargarejos. Faça o chá com 3 a
4 brotos novos e 300ml de água,
deixando ferver por 10 minutos.
Beba 100ml, 3 a 4 vezes ao dia. A
cada defecação líquida, beba a dose
novamente. No caso de diarréia em
crianças, faça o chá com 10 brotos
novos em 1 litro de água fervida.
Ac r e scentando-se uma colher
(sopa) de açúcar e uma colher (chá)
de sal. Pode ser usado como soro
caseiro. Ofereça 50ml do preparo,
de 10 em 10 minutos.
48.Goiabeira - Fruto maduro
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29. HORTELÃ-MIÚDA
Nome popular: Hortelã da folha miúda, hortelã rasteira, poejo
Nome científico: Mentha x villosa Huds.
Família: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas
Descrição: Planta pequena, herbácea, aromática e rasteira. Possui haste ramosa e
quadrangular nas cores verde ou roxa purpúrea. As folhas são simples, opostas,
curto-pecioladas, pilosas, ovais, agudas, arredondadas na base, e serreadas com
dentes finos. Possuem forte odor característico. As flores são pequenas e dispostas
em espigas curtas e terminais, de cores roxas e claras. É originária da Europa e
aclimatada no Brasil.
Cultivo: É plantada a partir dos ramos (estacas). Planta-se os ramos enraizados ou
pedaços de rizoma, em canteiros altos ou vasos suspensos. É preciso replantar a
cada 3 meses e mudar o local do plantio a cada 12 meses, para manter as plantas em
condições de uso.
Indicações: Como antiparasitário, no tratamento de diarréias por infestação
intestinal de ameba ou giárdia, e de corrimento vaginal por tricomonas.
51. Hortelã da folha miúda - Folhagem
Preparação e usos: As folhas
secas podem ser usadas em pó ou em
tintura. Use a dose de 4ml do pó, três
vezes ao dia, durante 5 dias. Pode
misturar a dose de 125mg de mel de
abelhas ao pó. Use a tintura a 20% e
beba 2ml, três vezes ao dia, durante
5 dias. Também há a opção de se
preparar suco de frutas com 6 a 10
folhas frescas, para ser bebido
durante as refeições, 3 vezes ao dia,
por 10 dias consecutivos. Repetir o
tratamento após 10 dias de pausa.
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30. JUAZEIRO
Nome popular: Juazeiro, juá
Nome científico: Zyziphus joazeiro Mart.
Família: Rhamnaceae
Partes usadas: Folhas, cascas, entrecascas, frutos e raízes
52. Juazeiro - Vista geral
53. Juazeiro - Casca
54. Juazeiro - Frutos
Preparo e usos: Usa-se na forma de ou raspa como
agente de limpeza para a higiene dental e dos cabelos. O
pó é obtido da entrecasca seca devendo ser peneirado e
guardado em frascos bem fechados. Para limpeza dos
dentes, o pó é usado na quantidade que se prende a
escova molhada. Na limpeza dos cabelos usa-se uma
boa porção da raspa misturada com água.
Cultivo: Inicialmente, é cultivada em sacos plásticos
para obtenção das mudas a partir das sementes. Quando
atinge altura de 25 a 30cm, deve ser transplantada para o
local definitivo.
Descrição: Planta frondosa de até 12m de altura e
silvestre da caatinga dos sertões nordestinos. Pode ser
encontrada em vales e margens de rios. É indicadora de
água. O tronco e os ramos contêm rijos espinhos. As
folhas são alternas, pecioladas, elíticas, coriáceas,
verde-luzentes e serreadas na base. As flores são
pequenas, amarelo-esverdeadas, organizadas em
inflorescência cimosa. A drupa (fruto) é globosa,
amarela, com caroço grande envolvido em polpa
mucilaginosa, doce e branca.
Indicações: É indicada para limpeza do couro
cabeludo e dos fios capilares. Também é indicada para
higiene bucal, já que possui propriedade de retirar a
placa dentária. Na prevenção da cárie, através da
escovação, o pó do juazeiro é considerado mais eficiente
que os dentrifícios comuns, pois pode eliminar a placa
microbiana dental.
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31. JUREMA-PRETA
Nome popular: Jurema-preta
Nome científico: Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret.
Família: Mimosaceae
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição: Planta com até 7m de altura. Apresenta espinhos. Tem folhas
compostas, alternas e bipinadas. As flores são brancas e dispostas em espigas. Os
frutos são vagens pequenas e pluriarticuladas.
Cultivo: Plantada a partir de suas sementes, em sacos plásticos, para se obter as
mudas. Ao atingir de 20 a 30cm de altura, deve ser transplantada para o local
definitivo.
Indicações: Indicada como anti-inflamatório e na cicatrização de ferimentos.
Preparação e usos: Faça a infusão a partir de 100g de casca e entrecasca em
½ litro de água, deixando ferver por 15 minutos. Após esfriar, coe e beba de uma a
cinco xícaras (café) ao dia, por 3 dias seguidos.
55. Jurema-preta - Vista geral
56. Jurema-preta - Detalhe da casca
57. Jurema-preta - Detalhe interno da casca
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32. JURUBEBA
Nome popular: Jurubeba
Nome científico: Solanum paniculatum L.
Família: Solanaceae
Partes usadas: Folhas, frutos e raízes
Descrição: Planta arbustiva, ramificada, podendo atingir até 2,5m de altura.
Apresenta espinhos nos ramos e nas folhas. As folhas são simples, inteiras, lobadas,
coriáceas, e, na parte inferior e nos ramos, são brancas e tomentosas. As flores têm
coloração azul claro e estão dispostas em cimos paniculiformes e terminais. Os
frutos são bagas, suculentas, esféricas ou ovadas, e de cor verde-amarelado, quando
maduras.
Cultivo: Plantado por sementes, cresce bem em terrenos baldios, margens de
estradas e pastagens.
Indicações: Em casos de anemia, distúrbios hepáticos e de vesícula, problemas
digestivos (gastrite) e febre.
Preparação e Usos: Prepare o chá, por decocção, a partir de folhas, frutos e
raízes. Use a proporção de uma colher (chá) de raízes picadas para cada xícara (chá)
de água exposta à fervura por 5 minutos. Beba uma xícara (chá) três vezes ao dia,
durante 3 dias consecutivos. Para uso externo, como cicatrizante de feridas, para
combater úlceras, pruridos e contusões, use também na forma de chá.
58. Jurubeba - Vista geral
59. Jurubeba
Ramo com frutos, flores
e folhas
Prepare o chá com uma
colher (sopa) de fol h a s
picadas e uma xícara (chá) de
água, deixando em fervura
por 10 minutos. Deixe esfriar
e aplique sobre as lesões com
gaze. Garrafadas elaboradas
em cachaça a partir dos
frutos, também são usadas
para problemas intestinais e
de fígado.
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33. MACASSAR
Nome popular: Macassar, macassá
Nome científico: Aeollanthus suaveolens (Als.) Spreng.
Família: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta pequena de até 40cm de altura. As folhas são opostas, tenras,
carnosas e cheirosas. As flores são de cor lilás. As raízes são fasciculadas.
Cultivo: Plantado a partir dos ramos (estacas) em canteiros ou vasos.
Indicações: Atua como anti-hipertensivo, no combate à enxaqueca, problemas
cardíacos e de labirintite, além de servir ao banho de cheiro.
Preparação e usos: Faça o infuso com 10 folhas frescas, flores e ramos em
½ litro de água. Deixe ferver a mistura por 15 minutos. Beba uma xícara (chá) de 3 a
4 vezes ao dia, durante 5 dias. Para o banho de cheiro, faça o infuso com 250g da
parte situada nas extremidades da planta em um litro de água. Deixe ferver por 20
minutos e misture à água do banho.
60. Macassar - Vista geral
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34. MACELA
Nome popular: Macela, macela-da-terra
Nome científico: Egletes viscosa (L.) Less.
Família: Asteraceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta silvestre, aromática, comum no Nordeste brasileiro. Cresce às
margens de lagoas, açudes, riachos, no início do verão, após a baixa das águas. As
folhas apresentam tamanhos diferentes e são recortadas. Os capítulos florais
(cabecinhas) aparecem entre um e três meses após a estação chuvosa. São
aromáticos, de sabor amargo, e contêm um anel de pequenas pétalas esbranquiçadas
(lígulas), mas amarelas no centro.
Cultivo: Plantada a partir de sementes. Para a obtenção de mudas, é necessário
colocar as sementes em água durante duas semanas. Em seguida, deve-se colocá-las
em canteiro, molhando e cobrindo com pequena camada de terra. Os capítulos
florais são colhidos já maduros, após 3 a 4 meses.
Indicações: Age como antidispéptico, antidiarréico, e nos casos de perturbações
gástricas alimentares, como azia e enxaqueca.
61. Macela - Detalhe das folhas,
ramos e raízes.
Pre p araç ão e uso s: Os
capítulos florais são usados na
forma de chá ou tintura. O chá é
preparado na ocasião do uso, com
1 a 2g para 50ml de água fervente.
A tintura é preparada com 20g em
100ml de álcool diluído em
300ml de água. Como preventivo
de gastrite, a dose é de 50ml ou 30
a 40 gotas de tintura diluída em
água. A mesma dose é usada para
aliviar sintomas de enxaqueca,
dispepsia e azia.
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35. MALVARIÇO
Nome popular: Malvariço, hortelã da folha grande, malvarisco
Nome científico: Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng.
Família: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas
Descrição: Planta aromática, com folhas simples, alternas, deltóide-ovaladas e
bordos denteados. Apresentam nervuras salientes no dorso, são grossas, pilosas e
suculentas. As flores, dispostas em longos racemos, são azuladas e claras ou
rosadas.
Cultivo: É plantada a partir de seus ramos (estacas), em canteiros ou vasos, com
esterco de curral. Repete-se o plantio anualmente em novo local, para manter a
qualidade de suas propriedades.
Indicações: Age como antiséptico bucal, demulcente, e balsâmico. Pode ser
usada para tosse, rouquidão, e inflamações da boca e garganta. O óleo rico em timol
tem ação antimicrobiana. O sumo das folhas pode ser aplicado, por via oral, para
combater problemas ovarianos, uterinos e nos casos de cervicite (ferida do colo do
útero).
Preparação e usos: Prepare o lambedor ou xarope com cerca de 30 a 40 folhas
frescas aquecidas ao fogo juntamente com uma porção de 150 a 200g de açúcar. Não
coloque água. No caso de tosse, bronquite e inflamações da garganta, beba a dose de
10 a 20ml, três vezes ao dia, até obter resultados positivos com o tratamento.
62. Malvariço - Folhas
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36. MALVA-ROSA
Nome popular: Malva-rosa
Nome científico: Geranium erodifolium L.
Família: Geraniaceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta pequena, herbácea, cheirosa, que pode atingir até 80cm de
altura. As folhas são pinatilobadas, grossas, peludas e aromáticas.
Cultivo: Plantada a partir dos ramos (estacas), em canteiros ou vasos.
Indicações: Atua em problemas intestinais e de cansaço, e no alívio de cólicas.
Também é indicada para o preparo de lambedor e banho de cheiro.
63. Malva-rosa - Vista geral
64. Malva-rosa - Vista superior
Preparação e usos: Faça o infuso a partir da mistura de 20g de folhas, flores ou
ramos com ½ litro de água, deixando ferver por 15 minutos. Beba de uma a cinco
xícaras (chá), ao dia, por 3 dias consecutivos. Para o banho de cheiro, ferva 250g da
parte situada nas extremidades da planta para cada litro de água, por 20 minutos.
Misture à água do banho.
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37. MASTRUZ
Nome popular: Mastruço, mastruz, erva de Santa Maria
Nome científico: Chenopodium ambrosioides L. var. anthelmintica (L.) A. Gray.
Família: Chenopodiaceae
Partes usadas: Folhas, flores e ramos
Descrição: Planta pequena, que atinge 1m de altura, em média. É ramificada, de
cheiro forte e característico. As folhas são alongadas, de tamanhos diversos, e as
menores ficam localizadas na parte superior da planta. Produz muitas sementes
pretas, brilhantes e ricas em óleo. As flores são pequenas, de coloração esverdeada,
e dispostas em espigas axilares densas. Surge espontaneamente ou através do
cultivo em países tropicais e temperados.
Cultivo: Pode ser plantada através das sementes ou perfilhos, em canteiros ou
vasos. Cresce em terreno úmido.
Indicação: Age como anti-helmíntica, antimicrobiana e antirreumática. As folhas
são indicadas para doenças de pulmão e estômago. As pessoas sensíveis ao ascaridol
devem usar moderadamente.
65. Mastruz - Folhas e ramos
66. Mastruz - Vista geral
Preparação e usos: A planta fresca, cortada
em pedos e machucada, é usada como
vermífuga em casos de Ascarídoes (lombrigas),
Ancilóstomos (vermes do amarelão) e Oxiúros
(verme que parasita o intestino grosso do
homem). Machuque 20 folhas verdes e
misture-as a 100ml de leite, mel de abelhas ou
suco de laranja. Beba em um só dia, e repita o
procedimento após dez dias. As crianças com
peso entre 10 e 20 kg devem beber uma colher
(sobremesa) de uma vez. Já crianças com
peso entre 20 e 40 kg, podem beber uma colher
de sopa. Jovens e adultos devem ingerir de 2 a 3
colheres (sopa). A planta triturada é usada em
ferimentos e inflamações da pele, por meio de
compressas, ataduras e pomadas. Serve ainda
para tratamento de contusões e fraturas.
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38. MELÃO-DE-SÃO-CAETANO
Nome popular: Melão-de-são-caetano
Nome científico: Momordica charantia L.
Família: Cucurbitaceae
Partes usadas: Folhas, frutos, sementes e ramos verdes
Descrição: Planta trepadeira, de ramos herbáceos (moles) longos. É comumente
encontrada cobrindo cercas. As folhas são recortadas e as flores têm coloração
amarela. O fruto é uma cápsula carnosa, e se abre em três partes quando maduro,
deixando à mostra suas sementes que apresentam massa vermelha adocicada. As
folhas são amargosas.
Cultivo: Plantada através de sementes junto a suporte. Cresce sobre cercas e
arbustos durante a estação chuvosa.
Indicações: Está indicada no tratamento de doenças das mucosas, da pele, no
controle da glicemia (taxa de açúcar do sangue) e na eliminação de piolhos, sarna ou
rabugem.
67. Melão-de-são-caetano -
Folhagem
Preparação e usos: Em doenças de pele, ou em
casos de piolho, aplique compressas com o sumo
obtido pelo esmagamento de folhas e ramos verdes.
No caso de diabeti, beba de uma a três xícaras (chá)
do cozimento feito com folhas e ramos verdes,
diariamente. Obtenha o extrato da ramagem a partir
de ½ kg da planta acrescido a 5 litros de água. Use
na eliminação de larvas de Ancilós tomos,
molhando o solo, onde defecam cães, gatos e
galinhas, responsáveis pela infestação por larva
migrans (impetigo) no homem. No caso de
hemorróidas, use vinte frutos maduros para 1 litro
de água fervente. Deixe repousar por 20 minutos.
Beba de 3 a 4 xícaras (café) por dia. Para flores-
brancas (leucorréia) e problemas de menstruação,
faça o chá com 20 folhas em 1 litro de água
fervente. Beba 4 xícaras diárias por 3 dias. Como
laxante, antifebril, anticatarral e anti-reumático,
adicione 5 folhas em 1 litro de água fervente. Deixe
esfriar e beba uma xícara (café) por dia, durante 3
dias.
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39. MIL-FOLHAS
Nome popular: Mil-folhas
Nome científico: Achillea millefolium L.
Família: Asteraceae
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Planta pequena, atingindo cerca de 50cm de altura, herbácea,
rizomatosa, aromática, entouceirada. As folhas são compostas e pinadas. As flores
são brancas, com capítulo em panícula terminal. É originária da Europa.
Cultivo: É plantada a partir dos ramos (estacas) ou divisão de touceira, diretamente
nos canteiros.
Indicações: Como diurética, antii-nflamatória, antiespasmódica e cicatrizante.
Usada em cólicas menstruais, e nas inflamações respiratórias e de cálculo renal.
Também aplicada no combate a indisposição, astenia (fraqueza), flatulência,
dispepsia, diarréia, febres e gota. É utilizada em uso externo no combate a
hemorróidas, contusões, feridas na pele e dores musculares.
Preparação e usos: Adicione água fervente em uma xícara (chá) contendo uma
colher (sobremesa) de inflorescências picadas. Beba uma xícara (chá) duas vezes ao
dia, por 3 dias. O extrato é usado na forma de banho, durante 15 minutos, contra
prostatite, hemorróidas e fissuras anais. A cataplasma da inflorescência deve ser
aplicada sobre a área afetada por 15 minutos, atuando em reumatismos, cólicas
menstruais e renais.
69. Mil-folhas - Raízes
68. Mil-folhas - Vista geral
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40. MORORÓ
Nome popular: Mororó do sertão, pata-de-vaca
Nome científico: Bauhinia cheillantha (Bong.) Steud.
Família: Caesalpiniaceae
Partes usadas: Folhas e cascas
Descrição: Planta silvestre, de até 3m de altura, de caule rijo, com casca fibrosa.
As folhas são simples, alternas, fendidas no ápice em dois lóbulos que lembram o
rastro de pata de vaca. As flores são brancas e dispostas em cachos. Os frutos são
vagens deiscentes com 3 a 5 sementes.
Cultivo: Plantada a partir das sementes, que devem ser semeadas em sacos
plásticos para se obter mudas. Também pode ser plantada através do transplante de
novos pés junto à planta adulta na época das chuvas.
Indicação: Está indicada para reduzir o açúcar e o colesterol do sangue. Também
age no combate a doenças pulmonares e como adstringente.
Preparação e usos: Para diabéticos, prepare o chá com 6g (uma colher de sopa)
do pó da folhas secas em 150ml de água, por decocção. Beba doses de uma a quatro
xícaras (café) ao dia, durante cinco dias. Pode-se preparar o chá das folhas frescas,
na proporção de 5g para 100ml de água fervente.
70. Mororó - Vista geral
71. Mororó -
Ramo, folhas e vagens
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41. MULUNGU
Nome popular: Mulungu
Nome científico: Erythrina velutina Willd.
Família: Fabaceae
Partes usadas: Folhas, flores, frutos, cascas e raízes
Descrição: Planta de grande porte, podendo atingir até 15m de altura. Apresenta
copa aberta e arredondada, é abundantemente florífera, ornamental e espinhenta. As
folhas são compostas, alternas, trifoliadas, de folíolos grandes e com pêlos. As
flores têm cor vermelho-coral e são grandes, dispostas em panículas racemosas. A
floração ocorre quando a árvore está sem folhas. Os frutos são do tipo vagem
deiscente (que se abre), contendo de 1 a 3 sementes reniformes, vermelhas e
brilhantes. É originária da Amazônia e do Mato Grosso.
Cultivo: Plantada através de sementes ou ramos (estacas), em sacos plásticos, para
se obter as mudas. Ao atingir entre 20 e 25cm de altura deve ser transplantada para o
local definitivo.
Indicações: Possui ação sudorífera, calmante, vermífuga, anti-hemorroidal,
emoliente e age no combate a doenças pulmonares.
Preparação e usos: Faça o infuso com 100g de casca e ½ litro de água, deixando
ferver por 15 minutos. Aguarde esfriar, coe e beba de 2 a 3 xícaras (café) por dia,
durante 3 dias. É empregado como sedativo, calmante e antitussígeno. É usado
ainda no tratamento de verminoses e hemorróidas. O decocto serve para acelerar o
amadurecimento de abscessos nas gengivas e o extrato tem ação cicatrizante.
72. Mulungu - Vista geral
73. Mulungu -
Detalhe da casca
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42. NIM
Nome popular: Nim, niem, margosa
Nome científico: Azadirachta indica A.Juss.
Família: Meliaceae
Partes usadas: Folhas, flores, frutos e cascas
Descrição: Planta resistente e de rápido crescimento, podendo alcançar até 15m
de altura. Teve sua origem na Ásia. As folhas são compostas, pinatipartidas. As
flores são brancas, perfumadas e dispostas em cachos. Os frutos são bagas ovóides e
quando maduros apresentam coloração amarelada.
Cultivo: Plantada através de sementes. Também é possível obter mudas embaixo
das árvores num período entre 30 e 40 dias após a queda dos frutos. As mudas devem
ser transplantadas para local definitivo.
Indicações: Age como antisséptico, antimicrobiano, antimalárico, vermífugo e
contraceptivo (espermicida).
Preparação e Usos: Faça o infuso com 50g de folhas e flores em ½ litro de água.
Ferva por 15 minutos, deixe esfriar, coe e beba de uma a cinco xícaras (café), ao dia,
durante 3 dias.
74. Nim - Ramos, frutos, folhas e flores
75. Nim - Vista geral
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43. PAU-D’ARCO ROXO
Nome popular: Pau-d'arco roxo, ipê roxo
Nome científico: Tabebuia avellanedae (Lor.) ex Griseb.
Família: Bignoniaceae
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição: Planta silvestre, comum na caatinga do Nordeste do Brasil, podendo
alcançar até 15m de altura. Tem folhas compostas e trifoliadas. O tronco apresenta
casca áspera e fibrosa. As flores são roxas e os frutos síliqua, deiscentes, com muitas
sementes aladas.
Cultivo: Plantada por sementes, em sacos plásticos, para obter as mudas. Ao atingir
de 25 a 30cm de altura, deve ser transplantada para o local definitivo. Pode-se
utilizar também partes dos ramos (estacas).
Indicações: Como anti-inflamatório (local e sismico), antialérgico,
antibacteriano, antitumoral, adstringente e cicatrizante. Utilize, por via oral, nos
casos de gastrite, úlcera do estômago, tendinite, bursite, inflamação da próstata e
algumas formas de câncer. Aplica-se ainda no tratamento local de inflamação da
pele, mucosas das gengivas, garganta, vagina, colo do útero e ânus.
76. Pau-d’arco roxo -
Vista geral
Preparação e usos: Use o cozimento ou tintura por via oral ou local. Em casos
de gastrite e úlceras do estômago, tendinite, bursite e alguns tipos de câncer, faça o
cozimento de 100g de casca com ½ litro de álcool de cereais diluído em 150ml de
água. Ferva por 15 minutos. Coe, deixe esfriar e guarde o frasco limpo e
esterilizado, em local escuro. Beba ½ xícara (café), de uma a três vezes ao dia, por 3
dias consecutivos, como anti-inflamatório. No tratamento local das inflamações da
pele e mucosas ou ferimento aberto da vagina, colo do útero e ânus, faça uso de
compressas e lavagens nas partes afetadas. Para tratamento das afecções da gengiva
e garganta, faça gargarejos e bochechos, diluindo o composto em duas partes iguais
de água.
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44. QUEBRA-PEDRAS
Nome popular: Quebra-pedra, erva pombinha
Nome científico: Phyllanthus niruri L.
Família: Euphorbiaceae
Partes usadas: Folhas, flores, frutos e raízes
Descrição: Planta pequena, herbácea, ereta, ramificada horizontalmente, glabra
(sem pêlos), de até 50cm de altura. As folhas são simples e membranáceas. As flores
são pequenas, localizadas na nervura das axilas das folhas e viradas para baixo. O
fruto é tricoca e possui 3 sementes.
Cultivo: Plantada a partir das sementes. Cresce espontaneamente na época das
chuvas.
Indicações: Atua como antiespasmódico (evita ou alivia espasmos), relaxante
muscular, analgésico, diurético, antiviral e para as afecções do sistema renal,
principalmente na eliminação de cálculos (litíase) e nos casos de presença de sangue
na urina. Também é útil para o reumatismo gotoso (gota), pois auxilia na excreção
de ácido úrico. Ainda é indicado no combate à hepatite B.
Preparação e usos: Em casos de pedras nos rins e gota, use toda a planta
triturada, na forma de cozimento. Coloque 30 a 40g da planta fresca ou 10 a 20g da
planta seca em 1 litro de água e deixe ferver por 10 minutos. A diluição do chá para
dosagem diária é de uma colher (sopa) para 200ml de água. Beba 3 vezes ao dia,
durante 3 semanas. Suspenda por uma semana e repita o tratamento. No caso da
hepatite B, use o pó obtido da planta seca. Beba de duas a três xícaras (café) ao dia.
Após 10 dias, suspender o tratamento por 14 dias.
77. Quebra-pedras -
Vista geral
65
45. QUIXABEIRA
Nome popular: Quixabeira, quixaba
Nome científico: Sideroxylon obtusifolium (Roem.&Schul.) T.D. Penn.
Família: Sapotaceae
Partes usadas: Cascas, entrecascas e raízes
Descrição: Planta de copa ampla que pode atingir até 10m de altura. Seu tronco é
grosso e áspero. Os ramos são espinhosos e tortuosos com pontas pendentes. Os
espinhos são rígidos e longos. As folhas são simples, opostas e coriáceas. Suas
flores são perfumadas e de cor amarelo-esverdeado em fascículos axilares. Os
frutos são drupas ovóides, lisos, brilhantes, de cor preta quando maduros e contém
látex (leite). É nativa da caatinga do Nordeste do Brasil.
Cultivo: Cultivada por sementes, em sacos plásticos, para se obter as mudas. Ao
atingir de 20 a 30cm de altura, é transplantada para o local definitivo. Pode ser
reproduzida ainda a partir dos ramos (estacas).
Indicações: A casca do tronco e raízes tem ação adstringente, tônica, anti-
inflamatória e atua no tratamento de diabetes.
Preparação e usos: Use como decocto, infusão e maceração. Faça a infusão com
100g de entrecasca em ½ litro de água. Deixe ferver por 15 minutos, aguarde esfriar,
coe e beba uma xícara (café), de 3 a 4 vezes ao dia, durante 3 dias.
78. Quixabeira - Vista geral 79. Quixabeira - vista da casca
e entre-casca
66
46. ROMÃ
Nome popular: Romã
Nome científico: Punica granatum L.
Família: Punicaceae
Partes usadas: Fruto, casca do fruto, casca do caule e raízes
Descrição: Planta originária da região do Mediterrâneo, podendo atingir até 7m
de altura. As folhas são simples e opostas. Apresenta flores isoladas de coloração
vermelho-alaranjada, e cálice esverdeado, rijo e coriáceo. Os frutos são globosos,
de tamanho grande, e possuem muitas sementes envoltas por arilo róseo translúcido
e um líquido adocicado.
Cultivo: Pode ser plantado através das sementes ou parte dos ramos (estacas). Faça
a semeadura em sacos plásticos e quando as mudas estiverem com
aproximadamente 25 a 40cm remova para o local definitivo.
Indicações: A casca do caule ou da raiz é empregada em casos de tênia (solitária)
do ser humano e dos animais, como gatos. Elimina vermes da esquistossomose nos
reservatórios de água contaminados. A casca do fruto tem ação adstringente,
antimicrobiana (no caso de staphylococus), e antiviral (em vírus do Herpes genital).
Em geral, é indicado para o tratamento de dores de garganta, rouquidão, inflamação
da boca, e locais infectados pelo Herpes.
80. Romã - Vista geral
Preparação e Usos: Prepare o cozimento com 40 a
60g de cascas do caule ou da raiz em 150ml de água.
Deixe ferver por 15 minutos. Em seguida, coe e beba
50ml 3 vezes ao dia. No dia seguinte, beba um laxante
para expulsar os vermes mortos. Use a casca do fruto
em pequenos pedaços, chupando-os lentamente. Pode
usar também o decocto preparado com 10g de cascas
para um copo de água, em gargarejos ou bochechos. O
decocto pode ser usado em Herpes genital, na forma de
lavagens. Na inflamação de boca e garganta, masque
10 pedaços pequenos da casca do fruto, por dia. A
infusão das folhas é usada nos casos de diarréia e
leucorréia.
67
47. SABUGUEIRO
Nome popular: Sabugueiro, sabugueiro do Brasil
Nome científico: Sambucus australis Cham. & Schltdl.
Família: Caprifoliaceae
Partes usadas: Flores, folhas, cascas e raízes
Descrição: Planta de porte médio, podendo atingir até 4m de altura, com copa
irregular e ramificada. As folhas são imparipenadas, com 5 a 7 folíolos
membranáceos e com nervuras salientes. As flores são pequenas, aromáticas,
brancas, dispostas em inflorescências corimbosas e terminais. Os frutos são drupas
globosas, arroxeadas quando maduras.
Cultivo: Cultivada a partir de ramos (estacas), em canteiros e jardins.
Indicações: Tem ação diurética, anti-inflamatória, antipirética, antisséptica e
cicatrizante. Usada no combate a resfriados, gripes, anginas, tosses e sinusites. As
cascas agem no tratamento de artrites, nefrites, cálculos renais e reumatismo (gota e
artrite). O decocto é usado ainda para obesidade, cistite e constipação. Também atua
no combate a sarampo e catapora.
82.Sabugueiro -
Folhas e flores
81.Sabugueiro -
Vista geral
Preparações e usos: Faça o infuso com flores, limão e mel, usando 10g de flores
para 100ml de água. Beba uma xícara (café) três vezes ao dia, durante 5 dias. O
infuso também pode ser feito com uma colher (chá) de entrecasca picada e uma
xícara (chá) de água em fervura por 5 minutos. Beba uma xícara (chá) de duas a três
vezes ao dia, por 5 dias. O decocto é preparado com cascas e raízes. O cataplasma é
feito a partir de flores amassadas e é aplicada com gaze para extrair abscessos e
furúnculos. Prepare o chá com uma colher (sobremesa) de folhas secas e picadas e
uma xícara (chá) de água fervente. Beba uma xícara (chá) de uma a duas vezes ao
dia, por 5 dias. Fique em repouso para obter o efeito analgésico. Age também como
sudorífero e no combate a sarampo e catapora.
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Nome popular: Saião, coirama, folha da fortuna
Nome científico: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken
Família: Crassulaceae
Partes usadas: Folhas e resinas
Descrição: Planta pequena e suculenta. As folhas são opostas, carnosas, ovaladas,
com bordos crenados. O caule é espesso de coloração verde-avermelhado e pouco
ramificado.
Cultivo: Plantada a partir dos ramos (estacas) em canteiros, hortas e jardins.
Indicações: Tem ão cicatrizante, anti-inflamaria, antimicrobiana,
antiespasmódica e antiamenorréica (favorece a menstruação). É usada no
tratamento de anexite (inflamação dos anexos uterinos), gastrite, tosse, bronquite,
inflamação do útero e do ovário. Ainda serve para desfazer tumores e combater dor
de cabeça.
Preparação e usos: Para desfazer tumores, use folhas esmagadas, levemente
aquecidas e em compressas locais. Também é usada para combater dor de cabeça.
Contra tosse e bronquite, faça um lambedor com 10 folhas frescas e 200ml de água.
Beba em jejum, diariamente, de 3 a 6 colheres (sopa), durante 5 dias. Para tratar
anexite e gastrite, obtenha o sumo de 2 folhas diluído em 100ml de água e beba uma
vez ao dia por 3 dias.
48. SAIÃO
83.Saião - Vista geral
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49. SETE-DORES
Nome popular: Sete-dores, falso boldo, malva amarga
Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews
Falia: Lamiaceae
Partes usadas: Folhas e ramos
Descrição: Planta subarbustiva, aromática, perene, pouco ramificada, com até 1,5 m de
altura. Possui folhas opostas, simples, ovaladas, pilosas e de bordos denteados. Alcança
comprimento de 5 a 8cm aproximadamente, são espessas, suculentas e flexíveis quando
secas. Apresenta sabor muito amargo. As flores são azuis, em inflorescências cimosas e
apicais. É originária da Índia.
Cultivo: Plantada através de seus ramos (estacas) em canteiros ou vasos.
85. Sete-dores -
Inflorescência
84. Sete-dores - Vista geral
Indicações: É indicada para males do fígado, problemas de digestão, gastrite,
dispepsia e azia.
Preparão e usos: Prepare o chá abafando (infuso) 6 folhas frescas em ½ litro de
água fervente. Beba uma xícara (ca) duas vezes ao dia, por 3 dias.
70
50. VASSOURINHA
Nome popular: Vassourinha, vassoura de botão
Nome científico: Scoparia dulcis L.
Família: Scrophulariaceae
Partes usadas: Folhas, flores, ramos e raízes
Descrição: É a planta silvestre mais utilizada em medicina popular do Nordeste
brasileiro. Ela cresce em quase todos os tipos de solo. É ramificada, alcança cerca de
50cm de altura. Suas folhas são pequenas e surgem aos pares ou em conjunto de três ou
quatro, são lanceoladas e denteadas. As flores são brancas e pequenas, isoladas ou aos
pares. Os frutos o pequenas cápsulas globosas com muitas sementes.
Cultivo: Cresce naturalmente em toda parte, desde solos pobres a pátios, ruas, e até
embaixo de árvores, mas sempre expostas ao sol. Pode ser plantada a partir das sementes,
em canteiros ou vasos.
86. Vassourinha -
Planta com folhas,
flores e raiz
Indicações: É indicada nos tratamentos caseiros das
afecções das vias respiratórias, em especial tosses
originadas de gripes mal curadas, com presença de
catarro. Pode ser usada também como antiácido, no
tratamento de indigestão, como anti-inflamario e no
tratamento do herpes labial. Pode provocar sangramento
menstrual, age como expectorante e tem ão febfuga
e anti-hemorroidal.
Preparo e usos: É utilizada toda a planta, inclusive a
raiz. A medicina popular recomenda o uso do chá ou
infuso de toda a planta, na forma de cozimento. Coloque
20g da planta seca triturada em ½ litro de água. A dose
diária é de 4 a 5 xícaras das de café. No caso do herpes, o
tratamento acompanha aplicações de compressas na
rego afetada, no decorrer das crises. A planta seca
triturada pode ser conservada por até 3 meses em frasco
bem fechado, para a preparação e cozimento.
71
Capítulo 3
Plantas medicinais para
uso animal
Dermeval Araújo Furtado - Doutor em Recursos Naturais
Jacira Neves da Costa Torreão - Mestre em Medicina Veterinária
José Luciano Santos de Lima - Mestre em Botânica
Haroudo Sátiro Xavier - Doutor em Ciências Farmacêuticas e
Biológicas
74
A criação de animais de pequeno e grande porte (bovinos, caprinos e ovinos)
desempenha importante papel na economia do Nordeste brasileiro, já que
representa expressivo rebanho para aproveitamento direto de produtos e
subprodutos. Em decorrência de sua função, o setor da pecuária tem merecido
especial atenção nas políticas econômicas do país, uma vez que ainda prevalecem
no campo alguns fatores que podem servir como empecilho ao desenvolvimento:
carência de informações e de domínio de técnicas agropecuárias dos produtores.
Na criação extensiva, complicações no manejo dos rebanhos (como incidência
de diversas doenças) se enquadram perfeitamente como um dos fatores de
empecilho ao crescimento da produção. Registra-se com frequência ocorrências de
parasitos externos e internos, de difícil controle, entre os rebanhos. Esses parasitos
trazem prejuízo à produtividade, obstaculizando a comercialização de produtos, e
podem levar à morte precoce dos animais.
O controle das doenças e dos parasitos é praticado, na grande maioria dos
casos, mediante tratamento químico, através de drogas de alta toxidade, expondo a
saúde animal, humana e meio ambiente, além de elevar os custos de produção.
Existem métodos alternativos de controle das principais doenças que atacam os
rebanhos e que favorecem a sanidade animal, que partem do princípio de utilização
das diversas plantas existentes em abundância na região, promovendo assim
elevação na produção e fortalecimento econômico dos produtores.
Com a intenção de expandir esse conhecimento aos produtores rurais e auxiliar
na redução de custos, neste capítulo, são apresentadas plantas com potencial e
eficiência na prevenção e no tratamento dos males que afetam os rebanhos. O
capítulo está dividido em duas partes, a primeira relaciona 14 plantas com aplicação
em várias enfermidades nos animais, e a segunda parte cita algumas das principais
doenças que acometem os rebanhos, mostrando as plantas e seus modos de
preparos.
As plantas a seguir, destacadas com asterisco (*) têm o nome científico e
família descritas no Capítulo 1.
Apresentação
51. ABÓBORA
52. ALHO
53. ARNICA
Nome popular: ,Abóbora* jerimum
Partes usadas: Folhas, flores, ramos e sementes
Descrição: Ver abóbora (Item 01).
Indicações: Age como vermífugo, antitérmico, cicatrizante e antiinflamatório.
Modo de preparo e usos: As sementes secas esmagadas agem como vermífugo.
O chá das flores tem ação anti-inflamatória. O suco das folhas amassadas,
misturado a 60 sementes, também atua contra vermes. Após 3 horas da
administração do preparado, ministre 100ml de óleo de rícino (diluído em 100ml de
água) para eliminar os vermes mortos. Para controle da verminose em caprinos e
ovinos, associe 50g de sementes secas com 100g de folhas de catingueira, e misture
Nome popular: Alho*
Partes usadas: Dentes de alho triturados
Descrição: Ver alho (Item 04).
Indicações: Inseticida com ação sobre carrapatos e mosca-do-chifre nos bovinos.
Modo de preparo e usos: Macere 100g de alho em 1 litro de cachaça ou álcool,
por 10 dias. Para os animais adultos, ofereça 50ml da solução diluída em 1 litro de
água, uma vez ao dia, durante 3 dias. Para os animais jovens (terneiros), forneça
apenas 10ml da solução diluída em 1 litro de água, uma vez ao dia, durante 3 dias.
Nome popular: Arnica*, erva lanceta, espiga de ouro
Partes usadas: Folhas, flores e raízes
Descrição: Ver arnica (Item 06).
Indicações: As inflorescências secas são queimadas para tratar a doença
bacteriana que afeta os cavalos, chamada garrotilho, que é caracterizada pelo
inchaço dos gânglios no pescoço. Também é utilizada como analgésico nas
contusões e entorses dos animais.
Modo de preparo e usos: É utilizada por via tópica no tratamento de
traumatismos e contusões. Aplique sobre a área afetada, com auxílio de um pedaço
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55. CATINGUEIRA
54. BARBATIMÃO
Nome popular: Catingueira*
Partes usadas: Flores, folhas, raízes e cascas
Descrição: Ver catingueira (Item 15).
Indicações: Tem ação antiparasitária (contra vermes) nos caprinos e ovinos,
sendo largamente utilizada juntamente com a semente de jerimum.
Modo de preparo e usos: O chá é preparado com cascas, flores, folhas e raízes.
Prepare o chá ou infuso, a partir de 200g de toda a planta, 50g de semente de
jerimum em 1 litro de água, na forma de cozimento. Ofereça ao animal, duas vezes
ao dia, durante oito dias.
Nome popular: Barbatimão*, barbatenon, casca da virgindade
Partes usadas: Cascas e folhas
Descrição: Ver barbatimão (Item 10).
Indicações: O seu decocto (substância que resulta do cozimento da planta) é
indicado contra hemorragias, diarréias, na limpeza de ferimentos, e também atua
como cicatrizante e anti-inflamatório.
Modo de preparo e usos: O uso externo do chá da casca serve para hemorragias
e feridas ulcerosas. É utilizado como potente anti-inflamatório da pele dos animais,
inclusive nos eqüídeos, espécie em que a cicatrização é mais lenta. Prepare o extrato
(chá) alcoólico, a partir de 100g de cascas picadas embebidas em um litro de álcool a
50%. Deixe em maceração por 3 dias. Ofereça ao animal, via oral, ½ litro do seu
coado (filtrado) diluído em 200ml de água, 2 a 3 vezes ao dia, durante 3 dias.
de algodão ou compressa embebida na tintura ou maceração. Para preparar a tintura,
coloque 20g de flores, folhas e raízes em 100ml de álcool a 60°GL, deixando
macerar por 10 dias. Filtre e guarde em garrafa bem fechada. Antes de usar, dilua o
preparado em 1/2 litro de água. Aplique sobre entorses ou contusões, desde que não
haja ferimento.
76
57. FEDEGOSO
56. EUCALIPTO
58. JUREMA PRETA
Nome popular: ,Fedegoso* crista de galo
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Ver fedegoso (Item 26).
Indicações: Atua como desobstruente, diurético, anti-inflamario
(principalmente em casos de inflamação do útero de vacas) e no combate à
pneumopatia (qualquer doença pulmonar).
Modo de preparo e usos: Contra endometrite (inflamação do endométrio,
devido à retenção de placenta), separe 200g de folhas e flores frescas e ferva em dois
litros de água. Deixe esfriar e ofereça, por via oral, ao animal. Repita este
procedimento a cada 12 horas, durante três dias.
Nome popular: Eucalipto*
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Ver eucalipto (Item 24).
Indicações: É utilizado para as complicações das vias respiratórias dos animais e
em casos de febre.
Modo de preparo e usos: Faça o chá com 100g de folhas, embebidas em 1 litro
de água. Ferva por 20 minutos, coe e ofereça 1 litro ainda morno, de duas a três vezes
ao dia, por 3 dias consecutivos.
Nome popular: Jurema preta*
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Descrição: Ver jurema preta (Item 31).
Indicações: Para cicatrização de ferimentos nos animais.
Modo de preparo e usos: A infusão é preparada com 100g das cascas e
entrecascas em ½ litro de água. Ferva por 10 minutos. Deixe esfriar e forneça ao
animal, duas vezes ao dia, durante cinco dias.
77
59. MASTRUZ
60. MELÃO DE SÃO CAETANO
Nome popular: , ,Mastruz * mastruço erva de Santa Maria
Partes usadas: Folhas, flores e raízes
Descrição: Ver mastruz (Item 37).
Indicação: Ação vermífuga e antimicrobiana
Modo de preparo e usos: A planta fresca e amassada é usada como vermífugo.
A planta triturada é usada em ferimentos e inflamações da pele, em compressas e
pomadas. O óleo apresenta efeito vermífugo de largo espectro, sendo extensamente
usado na medicina veterinária, principalmente para o tratamento de verminoses de
ovelhas.
Nome popular: Melão de São Caetano*
Partes usadas: Folhas, flores e frutos
Descrição: Ver melão de são caetano (Item 38).
Indicações: No tratamento de doenças das mucosas, da pele e na eliminação de
piolhos, sarna ou rabugem.
Modo de preparo e usos: Nas doenças de pele e piolho dos animais, aplica-se
compressas com o sumo obtido pelo esmagamento de folhas e ramos verdes. O
extrato é feito com ½ kg da planta fresca para 5 litros de água. Use na eliminação de
larvas de Ancilóstomos, molhando o solo, onde defecam cães, gatos e galinhas,
responsáveis pela infestação por larva migrans (impetigo) no homem.
61. NIM
Nome popular: , ,Nim* niem margosa
Partes usadas: Folhas, flores e frutos
Descrição: Ver nim (Item 42).
Indicações: Nos animais, é utilizado como vermífugo, contra carrapatos e
piolhos.
78
63. SAIÃO
62. SABUGUEIRO
Modo de preparo e usos: Junte 375g de sementes moídas sem casca, 750g de
sementes moídas com cascas, em balde contendo 20 litros de água. Deixe em
repouso por 12 horas, agitando de duas a três vezes durante esse período. Em
seguida, coe em tela fina para aplicação com pulverizador. Para o uso externo nos
animais, contra carrapatos, bernes e moscas do chifre, misture 150g de folhas secas
trituradas com 50 g de sabão em pó em 20 litros de água. Deixe em repouso por
12 horas, em ambiente escuro. Coe e pulverize o gado. No combate aos vermes, use
folhas ou torta das sementes em até 10% da ração concentrada.
Nome popular: , ,Saião* coirama folha da fortuna
Partes usadas: Folhas, flores e raízes
Descrição: Ver saião (Item 48).
Indicações: Atua como cicatrizante, anti-inflamatório, antimicrobiano. Para
amolecer tumores e inflamação do útero.
Modo de preparo e usos: Para amolecer tumores, a folha esmagada, levemente
aquecida, é de uso local. O infuso é feito a partir de 50 folhas frescas embebidas em
½ litro de água, na forma de cozimento. Misture à ração do animal duas vezes ao dia,
Nome popular: ,Sabugueiro* sabugueiro do Brasil
Partes usadas: Folhas e flores
Descrição: Ver sabugueiro (Item 47).
Indicações: Como diurético, anti-inflamatório, antipirético, antisséptico,
cicatrizante. As cascas são indicadas para reumatismo e para pneumonia nos
animais.
Modo de preparo e usos: O infuso das flores é preparado com 50g de flores para
½ litro de água. A cataplasma é preparada com flores amassadas e, para puxar
abscessos, é aplicada com gaze. Quanto ao chá, a quantidade a ser oferecida ao
animal deverá ser sempre proporcional ao seu peso. De forma que, a cada 50 kg de
peso vivo, seja oferecido um volume de 300ml do chá.
79
64. VASSOURINHA
por um período de 5 dias. Para o tratamento de inflamação do útero, esprema e
obtenha 30 ml de sumo das folhas, adicione a ½ litro de água, e ofereça ao animal,
por via oral, uma vez ao dia, durante três dias.
Nome popular: ,Vassourinha* vassoura de botão
Partes usadas: Folhas, flores e raízes.
Descrição: Ver vassourinha (Item 50).
Indicações: É utilizada em aves para o tratamento de bouba.
Modo de preparo e usos: Toda a planta pode ser utilizada. Recomenda-se
preparar o chá ou infuso e oferecer no bebedouro das aves, trocando-se o líquido
diariamente. O chá é feito com 50g da planta em 1 litro de água. Ferva por 15 a 20
minutos. Deixe esfriar, coe e distribua no bebedouro. Repita todo o processo e
ofereça às aves durante oito dias.
Principais Doenças
que Acometem os Animais
Dentre as principais doenças que atacam os animais de produção encontram-se
as que são causadas por parasitos externos e internos, bem como aquelas
transmitidas por bactérias, a exemplo de mamite em fêmeas produtoras de leite,
diarréia em bezerros, além de piolhos, sarnas, carrapatos, bernes e moscas dos
chifres. Na seção que antecede o glossário, uma relação com nome popular,
científico e família das plantas recomendadas adiante.
Mamite ou Mastite
Modo 1: , -Espinheira santa* cardo santo*, babosa*, sabugueiro* e
macela*
Modo de preparo e uso: Ferva 50g da planta seca em 1 litro de água, por
15 minutos. Abafe e misture 15 ml do chá com 5ml de óleo de oliva (soja, girassol
ou milho). Deixe esfriar e coe. Aplique os 20ml obtidos dentro da teta do animal,
duas vezes por dia, durante 5 dias. Use apenas duas das plantas indicadas.
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Modo 2: Macerado de ervas
Nome popular: Babosa*, sabugueiro*, confrei
Partes usadas: Folhas e flores
Modo de preparo e uso: Macere 50g de folhas secas (ou 150g de folhas frescas) em
1 litro de água, durante duas horas. Coe e aplique 20ml dentro da teta do animal,
duas vezes ao dia, por um período de 5 dias. Use apenas duas das plantas indicadas.
Modo 3: Macerado de alho
Nome popular: Alho*
Partes usadas: Dentes de alho descascados
Modo de preparo e uso: Deixe uma xícara (café) de alho descascado, moído ou
picado, em 1 litro de álcool ou de cachaça na infusão por 15 dias, agitando
diariamente. Coe e misture 2ml da solução em 10ml de água fervida. Aplique dentro
da teta do animal, duas vezes ao dia, durante 5 dias.
Modo 4: Angico*
Nome popular: Angico*
Partes usadas: Cascas e entrecascas
Modo de preparo e usos: Coloque 30g de entrecascas do angico e 1 litro de óleo de
soja (milho ou girassol) num recipiente de larga abertura. Ferva em banho-maria por
40 minutos. Deixe esfriar, coe e aplique 15ml na teta do animal, diariamente,
durante 5 dias. Use também, de preferência, 30g da entrecasca triturada do angico
na ração diária, durante 3 dias.
Modo 1: Gengibre
Nome popular: Gengibre*
Partes usadas: Rizomas
Modo de preparo e uso: Descasque um pedaço de gengibre com aproximadamente
10cm de comprimento, rale e coloque na água fervente. Utilize o decocto para
aplicar compressas mornas na parte afetada, por 5 minutos. Repita o procedimento
até perceber melhora considerável.
Modo 2: Sabugueiro, arruda ou mastruz
Nome popular: Sabugueiro*, arruda*, mastruz*
Partes usadas: Folhas e flores
Modo de preparo e uso: Prepare o chá com 100g de folhas embebidas em ½ litro de
Edema e Inflamação do Úbere
81
água fervente, e acrescente uma pitada de sal. Com o chá obtido a partir das plantas,
após ser gelado, faça compressas e massagens, uma vez ao dia, durante 5 dias
seguidos. Use apenas duas das plantas indicadas.
Modo 3: Arruda e cânfora
Nome popular: Arruda*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Amasse 10 folhas da planta, misture a ½ litro de água fria e,
em seguida, massageie o úbere.
Modo 4: Camomila
Nome popular: Camomila*
Partes usadas: Flores
Modo de preparo e uso: Ferva, em banho-maria, 3 colheres (sopa) da planta
juntamente com 100 ml de óleo de soja. A partir dessa mistura, massageie o úbere do
animal, duas vezes ao dia, durante 3 dias.
Modo 5: Arruda
Nome popular: Arruda*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Frite 50g de folhas de arruda em 3 colheres (sopa) de banha
e misture 100ml de cachaça. Com a substância obtida, massageie o úbere do animal,
duas vezes ao dia, durante 3 dias.
Modo: Arruda* e boldo
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Moa 50g de folhas de boldo ou arruda, ou 50g de fumo em
pacote. Retire o sumo e acrescente a 500g de sabão de coco ralado e 1 litro de água.
Leve tudo ao fogo, até o ponto de pasta. Coloque em um tabuleiro, deixe esfriar e
corte em pedaços. Use como sabão nos locais afetados.
Parasitos Externos: piolho, sarna e carrapato
82
Modo 1: Abóbora, jerimum
Nome popular: Abóbora*, jerimum
Partes usadas: Sementes
Modo de preparo e uso: Torre 100g de sementes e, depois de moídas, acrescente à
ração animal. Em caprinos e ovinos, use 40g da farinha das sementes para cada
20 kg de peso vivo, por via oral. Recomenda-se um jejum de 12 horas. Repita o
procedimento a cada OPG (ovos por grama de fezes) acima de 500 ovos.
Modo 2: Batata-de-Purga
Nome popular: Batata-de-purga
Partes usadas: Tubérculo
Modo de preparo e uso: Forneça 10g de farinha de batata de purga para cada 20kg de
peso vivo, por via oral. Deixe o animal em jejum por 12 horas, como é recomendado
nesses casos. Repita o procedimento a cada OPG (ovos por grama de fezes) acima
de 500 ovos. É desaconselhável usar em cabras e ovelhas prenhas.
Modo 3: Melão-de-São-Caetano
Nome popular: Melão-de-São-Caetano*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Forneça 90g de folhas para cada 20kg de peso vivo, por via
oral. Deixe o animal em jejum por 12 horas, como é recomendado nesses casos.
Repita o procedimento a cada OPG (ovos por grama de fezes) acima de 500 ovos.
Modo 4: Alho, abóbora e hortelã da folha miúda
Nome popular: Alho*, abóbora*, hortelã da folha miúda*
Partes usadas: Folhas e sementes de abóbora, folhas de hortelã da folha miúda
Modo de preparo e uso: Coloque 20g de alho e 100g de folhas de abóbora em 200 ml
de chá de hortelã. Misture tudo e forneça ao animal, por via oral.
Modo 5: Nim
Nome popular: Nim*
Partes usadas: Folhas ou torta de sementes
Modo de preparo e uso: Use as folhas ou torta das sementes em até 10% da ração
animal.
Parasitos Internos: verminose
83
Modo 6: Hortelã da folha miúda e limão
Nome popular: Hortelã da folha miúda*, limão
Partes usadas: Folhas de hortelã da folha miúda e limão
Modo de preparo e uso: Amasse 50g de folhas de hortelã da folha miúda e coloque
em 2 litros de água fervente, por 15 minutos. Acrescente o suco de 20 limões. Deixe
esfriar e forneça ao animal, uma vez por dia, durante 3 dias.
Modo 7: Eucalipto, cidreira e bananeira
Nome popular: Eucalipto*, cidreira* e bananeira
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e usos: Para animais adultos, triture três folhas de bananeira e 30g
de folhas de eucalipto ou cidreira. Forneça na ração do animal, uma vez por dia,
durante 5 dias. Para os animais jovens, triture apenas uma folha de bananeira e 20g
de folhas de eucalipto ou cidreira. Forneça na ração do animal, uma vez por dia,
durante 5 dias.
Modo 8: Abacate
Nome popular: Abacate
Partes usadas: Caroço
Modo de preparo e uso: Prepare uma mistura de 500g de sal mineral com 500g do
do caroço de abacate. Forneça essa mistura na ração do animal, uma vez por dia,
durante 5 dias.
Modo 9: Alho
Nome popular: Alho*
Partes usadas: Dentes de alho triturados
Modo de preparo e usos: Macere 100g de alho em 1 litro de cachaça ou álcool, por
10 dias. Para os animais adultos, ofereça 50 ml da solução diluída em 1 litro de água,
uma vez ao dia, durante 3 dias. Para os animais jovens (terneiros), forneça apenas
10 ml da solução diluída em 1 litro de água, uma vez ao dia, durante 3 dias.
Modo 1: Nim
Nome popular: Nim*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Misture 150g de folhas secas trituradas e 50g de sabão em
pó em 20 litros de água. Deixe em repouso por 12 horas, em ambiente escuro. Coe e
pulverize o gado.
Mosca do Chifre
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Modo 2: Fumo
Nome popular: Fumo
Partes usadas: Fumo de corda ou de pacote
Modo de preparo e uso: Deixe macerar 500g de fumo em 2 litros de álcool 96ºGL.
Permita o repouso por 48 horas. Coe, dilua em 8 litros de água, e acrescente 200g de
cal apagada (hidratada ou extinta). Use o pulverizador limpo e aplique em 6 bovinos
adultos.
Modo 3: Abóbora
Nome popular: Abóbora*, jerimum
Partes usadas: Sementes
Modo de preparo e uso: Esfregue as folhas frescas sobre o lombo de vacas e cavalos,
para repelir as moscas.
Modo 1: Cinamomo
Nome popular: Cinamomo
Partes usadas: Folhas e frutos
Modo de preparação e uso: Faça o chá (infusão) com 1kg de folhas de cinamomo e
20 litros de água. Ou deixe as folhas de molho por 2 horas. Banhe os animais sempre
ao final da tarde.
Modo 2: Arruda
Nome popular: Arruda*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Faça a infusão de 50g de folhas de arruda com uma colher
(sopa) de sal, em 1 litro de álcool ou cachaça, por 15 dias. Coe e passe no animal.
Modo 3: Nim - Folhas secas
Nome popular: Nim*
Partes usadas: Folhas secas
Modo de preparo e uso: Misture 150g de folhas secas trituradas com 50g de sabão
em pó e acrescente 20 litros de água. Deixe em repouso por 12 horas, em ambiente
escuro. Coe e pulverize o gado.
Carrapato
85
Modo 4: Nim - Extrato de folhas e talos
Nome popular: Nim
Partes usadas: Extrato de folhas e talos
Modo de preparo e uso: Triture 1 kg de folhas e talos no liquidificador com 2 litros
de água. Coloque em seguida 500g de sabão em pedra derretido na água. Deixe o
composto armazenado em garrafa plástica, em ambiente sem iluminação, por
12 horas. Coe e pulverize os animais. Você deve repetir o tratamento por 5 dias
consecutivos.
Modo 5: Fumo de corda
Nome popular: Fumo
Partes usadas: Fumo de corda
Modo de preparo e uso: Coloque 100g de fumo de corda, picado, em 1 litro de
álcool, deixando em repouso por um dia. Dilua a solução em 25 litros de água. Coe e
pulverize os animais.
Modo 6: Eucalipto e alho
Nome popular: Eucalipto* e alho*
Partes usadas: Folhas de eucalipto e dentes de alho
Modo de preparo e uso: Misture 20g de folhas de eucalipto a 30g de alho amassado,
100g de sal comum, 500g de enxofre e 100g de sal mineral. Forneça 50g dessa
mistura na ração do animal, por dia, durante 5 dias.
Modo 7: Arruda
Nome popular: Arruda*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Coloque 50g de folhas de arruda e uma colher (sopa) de sal
em 1 litro de álcool ou cachaça. Deixe curtir por 15 dias. Após esse período, passe o
preparado no lombo do bovino, com auxílio de um pano.
Modo 8: Eucalipto, cidreira e alho
Nome popular: Eucalipto*, cidreira* e alho*
Partes usadas: Folhas secas de eucalipto, cidreira e dentes de alho
Modo de preparo e uso: Triture no liquidificador 50g de folhas secas de eucalipto,
50g de folhas de cidreira, 5 dentes de alho e 100ml de óleo de soja. Passe no lombo
do animal a substância obtida, com auxílio de um pano.
Obs: Pode-se ainda catar as fêmeas dos carrapatos à mão e, posteriormente,
queimar ou fazer a rotação do pastoreio.
86
Modo 1: Camomila
Nome popular: Camomila
Partes usadas: Flores
Modo de preparo e uso: Faça o chá utilizando 50g de flores de camomila e 1 litro de
água fervente. Deixe esfriar, coe e forneça 200ml do chá aos bezerros, diariamente,
durante 3 dias seguidos.
Modo 2: Goiabeira
Nome popular: Goiabeira*
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Utilize 100g de folhas de goiabeira para 1 litro de água
fervente. Deixe esfriar, coe e forneça 200ml do chá aos bezerros, por dia, durante
3 dias.
Modo 3: Bananeira
Nome popular: Bananeira
Partes usadas: Folhas
Modo de preparo e uso: Utilize 100g de folhas de bananeira e 1 litro de água
fervente no preparo do chá. Deixe esfriar, coe e forneça 200ml aos bezerros, por dia,
durante 3 dias.
Diarréia de Bezerros
Relação de espécies indicadas
para tratamento de animais
Abacate / Nome científico: Persia americana Mill.
Família: Lauraceae
Abóbora, jerimum / Nome científico: Cucurbita pepo L.
Família: Cucurbitaceae
Alamanda, quatro patacas / Nome científico: Allamanda cathartica L.
Família: Apocynaceae
Alho / Nome científico: Allium sativum L.
Família: Liliaceae
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Arnica, erva lanceta / Nome científico: Solidago chilensis Meyen
Família: Asteraceae
Arruda / Nome científico: Ruta graveolens L.
Família: Rutaceae
Babosa / Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.
Família: Liliaceae
Bananeira / Nome científico: Musa paradisíaca L.
Família: Musaceae
Barbatimão / Nome científico: Stryphnodendro adstringens (Mart.) Coville
Família: Mimosaceae
Boldo / Nome científico: Pneumus boldus (Mol.) Lyons
Família: Monimiaceae
Camomila / Nome científico: Chamomilla recutita (L.) Rauschert
Família: Asteraceae
Cardo-santo / Nome científico: Argemone mexicana L.
Família: Papaveraceae
Catingueira / Nome científico: Caesalpinia pyramidalis Tul.
Família: Caesalpiniaceae
Cidreira / Nome científico: Lippia alba (Mill.) N. E. Br.
Família: Verbenaceae
Cinamomo / Nome científico: Melia azedarach L.
Família: Meliaceae
Confrei / Nome científico: Symphytum officinale L.
Família: Boraginaceae
Cravo-de-defunto / Nome científico: Tagetes minuta L.
Família: Asteraceae
Crista-de-galo / Nome científico: Heliotropium indicum L.
Família: Boraginaceae
Espinheira-santa / Nome científico: Maytenus ilicifolia Reissek
Família: Celastraceae
Eucalipto / Nome científico: Eucalyptus globulus Labill.
Família: Myrtaceae
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Fumo / Nome científico: Nicotiana tabacum L.
Família: Solanaceae
Gengibre / Nome científico: Zingiber officinale Roscoe
Família: Zingiberaceae
Hortelã miúda / Nome científico: Mentha x villosa Huds.
Família: Lamiaceae
Jurema preta / Nome científico: Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret.
Família: Mimosaceae
Limão / Nome científico: Citrus limon (L.) Burm. f.
Família: Rutaceae
Macela / Nome científico: Egletes viscosa (L) Less.
Família: Asteraceae
Mastruz / Nome científico: Chenopodium ambrosioides L.var. anthelmintica
(L.) A.Gray
Família: Chenopodiaceae
Melão-de-São-Caetano / Nome científico: Momordica charantia L.
Família: Cucurbitaceae
Nim / Nome científico: Azadirachta indica A. Juss.
Família: Meliaceae
Sabugueiro / Nome científico: Sambucus australis Cham. & Schultdl.
Família: Caprifoliaceae
Saião, coirama / Nome científico: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken
Família: Crassulaceae
Vassourinha / Nome científico: Scoparia dulcis L.
Família: Scrophulariaceae
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GLOSSÁRIO
Aclimatação - maneira pela qual um animal ou planta se adapta a mudanças no seu
meio ambiente
Adstringente - que ou o que produz constrição, relativo a, ou aquilo que causa
contração ou sensação de repuxamento na pele ou em outro tecido orgânico
Adstringir - apertar, comprimir, reduzir
Ajoeno - substância, presente no óleo essencial do alho, que funciona como
anticoagulante, com poder contra o câncer
Alcoolatura - tintura a partir de material fresco; produto obtido do processo em que
consiste a maceração de uma planta no álcool
Alicina - responsável pelo odor característico do alho
Alterna - quando só há uma folha em cada nó
Amenorréia - ausência, suspensão da menstruação
Amiláceas - da natureza do amido; que contém amido, matéria-prima que
possibilita fermentação
Analgésica - que suprime a dor, que paralisa, anestésica
Analgesia - perda, ausência de sensibilidade à dor
Anexite - inflamação de ovários e trompas
Ansiolítica - que combate ansiedade; tranqüilizante
Antiamenorréica - que auxilia na liberação do fluxo menstrual
Antidiarréico - combate a diarréia, a eliminação de fezes líquidas
Antidispéptico - combate a dificuldade de digerir
Antiemético - substância que evita o vômito
Antiespasmódico - que evita ou alivia espasmos e contração súbita
Antifebril - que combate a febre
Anti-hemorrágico - faz estancar a hemorragia
Anti-hemorróidal - combate a hemorróidas
Anti-hipertensiva - que faz reduzir a pressão arterial
Antimicrobiana - que combate micróbios
Antinevrálgico - combate a nevralgia (dor aguda provocada por lesão de um nervo)
e suas manifestações
Antitérmico - que reduz a temperatura corporal
Apical - Relativo ao ápice; que termina em ápice
Aquênio - fruto proveniente de um ovário unicarpelar, com uma única semente
presa
Aromáticas - cheirosas, de perfume agradável
Arteriosclerose - doença degenerativa que causa o endurecimento das paredes das
artérias
Baga - fruto pequeno; carnoso de sementes múltiplas
Bacteriostático - agente que impede o desenvolvimento de bactérias, prevenindo a
sua multiplicação
Bamburral - certa planta da família das labiadas; lugar pantanoso onde há erva de
pasto
90
Bráctea - pequena folha situada perto de uma flor, geralmente na base do pedúnculo
floral
Bulbo - órgão vegetal formado por um caule subterrâneo, com numerosas folhas
muito unidas e carnudas, cheias de reservas nutritivas e que permite às plantas
renovar anualmente suas partes aéreas
Bulbilho - espécie de broto que se desenvolve nos órgãos aéreos de certas plantas,
capaz de destacar-se e enraizar-se, desenvolvendo-se em nova planta
Carminativa - que faz eliminar gases
Carpelo - cada uma das peças florais, geralmente soldadas, cujo conjunto constitui
o pistilo das flores
Cataplasma - pasta medicamentosa aplicada, entre dois panos, a uma parte do
corpo dorida ou inflamada; afetada
Catártica - que é purgativa; promove evacuação intestinal
Cefaléia - dor de cabeça
Citral - componente mais importante do óleo essencial do capim-santo
Colagoga - aumenta o volume da secreção biliar; indicada em má digestão de
alimentos gordurosos
Colerética - aumenta a concentração (o fluxo) da secreção biliar; indicada para
reumatismo, obesidade e diabetes
Crena - dente arredondado no bordo de certas folhas; crênula
Decocção - cozimento
Decocto - o que resulta do cozimento
Defesa orgânica - proteção relativa a, ou própria de organismo
Deiscente - diz-se dos órgãos fechados que se abrem por si mesmos
Demulcente - com capacidade para aliviar irritações de mucosas ou superfícies
lesadas
Denteado - recortado em dentes; denticulado, dentado
Dentifrícios - pasta de dente, pó ou líquido que serve para limpar os dentes
Depurativo - que limpa ou purifica
Diaforético - que faz suar
Dispepsia - dificuldade de digerir
Diurética - aumenta a diurese (ou secreção urinária), a quantidade de urina
Drupa - fruto carnoso que contém uma única semente protegida por um caroço
duro. A polpa não é dividida em gomos como a polpa da laranja. A drupa é, em geral,
coberta por uma pele fina
Drupáceo - que é da natureza da drupa; tribo da família das rosáceas que abrange
todos os gêneros cujo fruto é uma drupa
Elítico - o mesmo que elíptico; que se refere à elipse
Embaúba - nome comum a várias árvores da América; o nome embaúba tem as
variantes imbaúba, umbaúba, ambaúba e imbaíba
Emenagogo - restabelece o fluxo menstrual; provoca a menstruação
Emética - que provoca vômitos
Emoliente - que abranda uma inflamação
Emplastro - medicamento para uso externo, que contém substâncias que amolecem
ao calor do corpo e a este adere
Entouceirada - com tronco múltiplo, possibilitando alta produtividade
91
Escorpióide - que tem a forma da cauda do escorpião
Espasmolítico - que ou o que tem capacidade ou tendência para aliviar, acalmar
espasmos e contração súbita
Espessa - grossa; consistente; densa
Estomáquica - relativo ao estômago
Estrogênio - nome genérico de certos hormônios femininos; que estimula a função
ovariana
Febrífuga - que combate a febre
Flatulento - que acumula gases
Folíolo - cada divisão do limbo de uma folha composta
Fricções - atos de friccionar, esfregar; atritos
Gânglio - Dilatação arredondada ou fusiforme que contém uma substância
cinzenta e se forma no trajeto de um nervo. Gânglio linfático, dilatação situada no
trajeto dos vasos linfáticos. (Os gânglios linfáticos formam cadeias no pescoço,
axilas, virilha, tórax e abdome)
Garrotilho - adenite eqüina, também denominada de gurma ou corisa contagiosa,
uma espécie de gripe que atinge especificamente os eqüinos; caracterizada por
sintomas como febre alta, anorexia, tosses, espirros, rinite com descarga nasal
purulenta e linfadenite purulenta (linfonodos retromandibulares)
Glabro - Diz-se dos órgãos vegetais desprovidos de pêlos
Glossário - relação de termos usados no texto de um livro
Gotoso - Relacionado a ou que sofre de gota
Hematúria - sangue na urina; sintoma de doenças renais
Hemoptise - expectoração sanguínea ou sanguinolenta, presença de sangue no
escarro
Hemostático - relativo a procedimento ou medicamento que detém ou ajuda a deter
uma hemorragia; faz estancar a hemorragia
Hepatite - inflamação do fígado
Hidropsia e Hidropisia - inflamação ou acúmulo anormal de líquido seroso em
tecidos ou em cavidades do corpo
Hipotensor - reduz a pressão arterial
Híspido - ouriçado, arrepiado, teso, espinhento; coberto de pêlos duros e espessos,
espinhos ou acúleos; hirsuto
Imparipenado - diz-se das folhas que terminam por um folíolo ímpar
Impetigo - infecção das camadas exteriores da pele; impetigem
Laxante - purgante ligeiro, laxativo; faz evacuar
Leucorréia - corrimento branco da vagina ou do útero, resultante de infecções por
bactérias, fungos ou protozoários
Lígula - pequena saliência da folha das gramíneas na junção do limbo e da bainha
Linfonodos - gânglio linfático, órgão responsável pela barreira entre as bactérias e
células neoplásicas que migram pelo sistema linfático
Litíase - formação de cálculos nos canais excretores das glândulas (vias biliares,
urinárias, salivares etc.)
Metrorragia e Uterorragia - hemorragia do útero
Mucolítica - tornar fluída a secreção dos brônquios; promover limpeza bronquial
Nefrite - inflamação de rim
92
Neurastenia - popular mau humor; doença mental caracterizada por fraqueza
física, grande irritabilidade, dor de cabeça, e alterações do sono
Nevrostênico - que aumenta a força nervosa
Oblongo - de forma alongada, mais comprido que largo
Odontálgica - acalma ou põe fim à dor de dente
Oftalmia - inflamação do globo ocular
Panarícios - tumor inflamatório, na ponta dos dedos ou na raiz da unha
Panícula - tipo de inflorescência que se caracteriza por um cacho (racimo)
composto em que os ramos vão decrescendo da base para o ápice, razão porque
assume forma piramidal
Perfilhar - Emitir (a planta) rebentos
Prostatite ou inflamação da próstata - é, de modo geral, uma infecção do trato
urinário que se espalhou para a próstata
Pubescente - que tem pêlos finos e curtos
Reniforme - com a forma de um corte longitudinal mediano de um rim
Revulsão - irritação local provocada por medicamento a fim de cessar, noutra parte
do corpo, um estado congestivo ou inflamatório
Rizoma - caule subterrâneo que cresce horizontalmente, ramificando-se para dar
origem a novas plantas; ocorre, por exemplo, nos bambus, no gengibre, na cana.
Rubefaciente - Diz-se do, ou medicamento irritante, cuja aplicação à pele produz
congestão intensa e passageira: a mostarda é um rubefaciente
Rubor - vermelhidão na pele, especialmente nas faces; enrubescimento produzido
por inflamação ou por rubefaciente
Sedativa - que seda ou acalma; calmante
Síliqua - tipo de fruto seco e deiscente, constituído por 2 carpelos
Subarbusto - planta baixa, cuja parte aérea é anual, embora lignificada, e cuja parte
subterrânea, em geral mais possante, é perene, e refaz a aérea na época favorável ao
crescimento. É planta característica da vegetação campestre, submetida anualmente
a uma estação seca
Suberoso - que tem a consistência da cortiça
Sudorífico - que faz suar; sudorífero
Tegumento - parte exterior do corpo de um animal, podendo ser constituído de pele,
penas etc. Este termo também se aplica à parte externa, invólucro, das sementes
Tomentoso - penugento, felpudo, coberto por uma espécie de penugem
Úbere - A mama (teta) da vaca, cabra ou ovelha
Umbela - modo de inflorescência em que os pedúnculos, como na erva-doce,
partem todos do mesmo ponto para elevarem-se ao mesmo nível
Urticante - que produz sensação análoga à da irritação provocada pela urtiga
93
ÍNDICE DE PLANTAS E SUA INDICAÇÃO DE USO PARA O HOMEM
COM A FUNÇÃO
Analgésica: cidreira-de-arbusto; colônia; mil-folhas; quebra-pedras; sabugueiro;
saião.
Ansiolítica: capim-santo; cidreira-de-arbusto; colônia; erva-doce.
Antiácida: cumaru; macela; saião; vassourinha.
Antialérgica: aroeira; gengibre; pau-d'arco roxo.
Antianêmica: jurubeba.
Antiamenorreica: saião.
Antiasmática: cajueiro; cumaru; eucalipto; gengibre.
Antibacteriana: alho; pau-d'arco roxo.
Anticatarral: eucalipto; melão-de-são-caetano.
Antidiarreica: cajueiro; goiabeira; macela; romã.
Antidispéptica: macela.
Antiespasmódica: capim-santo; cidreira-de-arbusto; erva-doce; melão-de-são-
caetano; mil-folhas; quebra-pedras; saião.
Antiemética: gengibre.
Antifúngica: alho.
Anti-gases: mil-folhas.
Antigripal: cumaru; sabugueiro.
Antimalárica: nim.
Antimicrobiana: alecrim; babosa; gengibre; matruz; nim; saião.
Antimicrobiana dental: juazeiro; malviço; romã.
Antiparasitário: hortelã.
Antipirética: sabugueiro; vassourinha.
Antirreumática: embaúba; chapéu-de-couro; gengibre; matruz; melão-de-são-
caetano; mil-folhas; quebra-pedras; sabugueiro.
Antisséptica: alfavacão; arnica; cajueiro; eucalipto; malvariço; nim; sabugueiro.
Antitérmica: abobora; arruda; colônia; eucalipto; jurubeba; melão-de-são-
caetano; mil-folhas.
Antitumoral: pau-d'arco roxo; saião.
Antitussígena: cumaru; gengibre; malvariço; vassourinha.
Antiviral: alho; gengibre; quebra-pedras; romã.
Antiverruga: favela.
Anti-hipertensiva: embaúba; colônia; macassar.
Anti-helmíntica: matruz; mulungu; nim.
Anti-hemorroidal: alecrim; aroeira; babosa; barbatimão; melão-de-são-caetano;
mil-folhas; mulungu; vassourinha.
Anti-inflamatória: abobora; aroeira; arruda; barbatimão; cajueiro; cardo-santo;
embaúba; favela; gengibre; jurema-preta; mil-folhas; pau-d'arco roxo; quixabeira;
sabugueiro; saião; vassourinha.
Anti-vermífugo: romã.
Anti-sarna: melão-de-são-caetano.
94
Adstringente: angico; arnica; aroeira; cana-de-macaco; cajueiro; cardo-santo;
chanana; mororó; pau-d'arco roxo; quixabeira; romã.
Carminativa: alecrim; erva-doce.
Cicatrizante: alecrim; arnica; aroeira; babosa; favela; jurema-preta; saião; mil-
folhas; mulungu; pau-d'arco roxo.
Cardiotônica: gengibre; sabugueiro.
Calmante: mulungu.
Contraceptiva: nim.
Diaforética: cana-de-macaco.
Diurética: alecrim; alfavacão; cana-de-macaco; chapéu-de-couro; colônia;
embaúba; fedegoso; mil-folhas; quebra-pedras; sabugueiro.
Dispepsia/Digestiva: erva-doce; gengibre; mil-folhas; sete-dores.
Depurativa: angico; cana-de-macaco; cajueiro; chapéu-de-couro.
Descongestionante: arnica; colônia.
Desobstruente: fedegoso.
Emenagoga: cana-de-macaco; cumaru.
Espasmolítica: capim-santo; cidreira-de-arbusto; cumaru.
Estomáquica: abobora; arnica.
Estimulante para o cabelo: alecrim; gengibre; juazeiro.
Expectorante: alfavacão; chanana; cidreira-de-arbusto; cumaru; vassourinha.
Hemostática: angico; eucalipto.
Hidratante para pele: mulungu.
Leucorréica: barbatimão; cana-de-macaco.
Mucolítica: cidreira-de-arbusto.
Purgativa: cardo-santo; melão-de-são-caetano.
Relaxante muscular: quebra-pedras.
Sudorípeda: mulungu; sabugueiro.
Sedativa: capim-santo; cidreira-de-arbusto.
Tônica: cajueiro; quixabeira.
Vermífuga: abobora; arruda.
PARA DOENÇAS
Abscessos: mulungu.
Amebíase/Giardíase: hortelã.
Afecções hepáticas: arruda.
Amigdalite: aroeira; cardo-santo; chanana; chapéu-de-couro.
Artrite: embaúba.
Astenia: mil-folhas.
Anexite: saião.
Bursite: embaúba; pau-d'arco roxo.
Bronquite: gengibre; saião.
Cálculo renal: chapéu-de-couro; mil-folhas; sabugueiro.
Câimbra: arruda.
Câncer de pele: espinheira-santa.
Cardíaca: macassar.
Catapora: sabugueiro.
95
Cistite: sabugueiro.
Cervicite: aroeira; malvariço.
Colesterol: alho; cajueiro; mororó.
Cólica: malva-rosa; melão-de-são-caetano.
Contusões: arnica; matruz; mil-folhas.
Conjuntivite: barbatimão.
Constipação: cardo-santo.
Dermatose: favela.
Diabete: cana-de-macaco; cajueiro; chanana; melão-de-são-caetano; mororó;
quixabeira.
Diarreia/disenteria: barbatimão; catingueira; mil-folhas.
Distúrbio intestinal: malva-rosa.
Distúrbio hepático: chapéu-de-couro; jurubeba.
Distúrbio vesicular: jurubeba.
Entorses: alecrim.
Erisipela: abobora.
Enxaqueca: macela.
Faringite: aroeira; catingueira; chapéu-de-couro.
Flatulência: mil-folhas.
Gastrite: aroeira; espinheira-santa; jurubeba; pau-d'arco roxo; saião; sete-dores.
Gengivite: aroeira.
Gonorreia: cana-de-macaco;
Incontinência urinária: chanana.
Hérnia: chapéu-de-couro.
Hemorragia: barbatimão.
Hepatite B: quebra-pedras.
Inflamação boca e garganta: gengibre; goiabeira; malvariço; romã; vassourinha.
Inflamação útero e ovário: saião.
Infecção cutânea: chanana.
Infecção urinária: chapéu-de-couro.
Queimadura: abobora; babosa.
Labirintite: cardo-santo; macassar.
Litíase: quebra-pedras.
Menorragia: gengibre.
Nevralgia: arnica.
Nefrite: cana-de-macaco.
Neoplasmia: chanana.
Otite: aroeira.
Obesidade: sabugueiro.
Pedra no rim: quebra-pedras.
Próstata: chapéu-de-couro; pau-d'arco roxo.
Pele: chapéu-de-couro; melão-de-são-caetano; mil-folhas.
Pulmonar: mororó; mulungu.
Resfriado/gripe: sabugueiro.
Sarampo: sabugueiro.
Sífilis: cana-de-macaco; chapéu-de-couro.
96
Tendinite: embaúba; pau-d'arco roxo.
Tricomoniase: hortelã.
Traumatismo: arnica.
Triglicérides: alho; cajueiro.
Trombose: alho; gengibre.
Ulcera: aroeira; babosa; cana-de-macaco; cardo-santo; espinheira-santa; pau-
d'arco roxo.
Vaginite: aroeira; babosa; cana-de-macaco.
ÍNDICE DE PLANTAS E SUA INDICAÇÃO DE USO PARA OS ANIMAIS
COM A FUNÇÃO
Analgésica: arnica.
Anti-inflamatório: barbatimão; fedegoso; sabugueiro; saião.
Antipirética: sabugueiro.
Antisséptica: sabugueiro.
Antiparasitária: catingueira.
Antimicrobiana: matruz; saião.
Cicatrizante: barbatimão; jurema-preta; sabugueiro; saião.
Descongestionante: eucalipto.
Desobstruente: fedegoso.
Diurética: fedegoso; sabugueiro.
Vermífuga: matruz; melão-de-são-caetano; nim.
PARA DOENÇAS
Carrapato: cinamomo; arruda; nim; fumo; eucalipto; alho; cidreira.;
Edema/inflamação do úbere: gengibre; sabugueiro; arruda; mastruz; canfora;
camomila.
Endometrite: fedegoso.
Diarreia: barbatimão; camomila; goiabeira; bananeira.
Febre: eucalipto.
Garrotilho: arnica.
Hemorragia: barbatimão.
Inflamação do útero: saião.
Mosca do chifre: nim; fumo; abobora.
Mamite/mastite: Espinheira santa; cardo-santo; babosa; sabugueiro; macela;
babosa; sabugueiro; confrei; alho; angico.
Pneumopatia: fedegoso; sabugueiro.
Parasitos externos: arruda; boldo.
Reumatismo: sabugueiro.
Verminose: abobora; batata-de-purga; melão-de-são-caetano; alho; hortelã; nim;
limão; eucalipto, cidreira, bananeira; abacate.
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BIBLIOGRAFIA
AGRA, M. F. Plantas da Medicina Popular dos Cariris Velhos . João Pessoa: