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A ESCOLA E A TRANSIÇÃO PARA A UNIVERSIDADE: idades transacionais e o seu impacto na saúde - notas a partir do estudo HBSC/OMS

Authors:
Journal of Child and Adolescent Psychology
Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente. Lisboa, 6(2) 2015 77
A ESCOLA E A TRANSIÇÃO PARA A UNIVERSIDADE:
idades transacionais e o seu impacto na saúde - notas a partir
do estudo HBsc / oms
Marta Reis, Inês Camacho, Lúcia Ramiro e Gina Tomé
Equipa Aventura Social / Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
ISAMB / Universidade de Lisboa
Paulo Gomes
Equipa Aventura Social / Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
WJCR / ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Tânia Gaspar
Equipa Aventura Social / Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
ISAMB / Universidade de Lisboa
Universidade Lusíada de Lisboa
Lúcia Canha e Celeste Simões
Equipa Aventura Social / Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
Margarida Gaspar de Matos
Equipa Aventura Social / Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
ISAMB / Universidade de Lisboa
WJCR / ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Journal of Child and Adolescent Psychology
78 Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente. Lisboa, 6(2) 2015
Marta Reis, Inês Camacho, Lúcia Ramiro, Gina Tomé, Paulo Gomes, Tânia Gaspar, Lúcia Canha,
Celeste Simões e Margarida Gaspar de Matos
Resumo: A entrada na Universidade é uma época de transição, onde os
jovens enfrentam novos desafios (pessoais, sociais e académicos) com impacto
no seu estilo de vida. Utilizando o questionário HBSC da OMS na sua versão
online, inquiriram-se 3345 estudantes do 10º ano, 12º ano e universitários,
com uma média de idades de 15,9 anos (DP=0,68), 18,1 anos (DP=0,71) e 22,1
anos (DP=3,94), respetivamente. Os resultados obtidos sugerem diferentes
perfis no que diz respeito ao risco e à proteção na transição da escola para
o ensino superior. Apesar de existirem alguns comportamentos que têm
uma evolução positiva com o aumento da idade e que podem ser protetores
para a saúde; destacam-se os comportamentos com uma evolução negativa,
como são os relacionados com os hábitos de sono, o consumo de substâncias
psicoativas, e o não uso de preservativo, sobretudo no ano anterior à entrada
no ensino superior; comprometendo consequentemente a saúde e o bem-
estar dos jovens. Esta investigação vem reforçar a necessidade de dar maior
atenção aos comportamentos de saúde dos adolescentes na sua transição para
a universidade, enfatiza a importância do papel das escolas secundárias e
das universidades enquanto instituições promotoras de saúde, e demonstra a
urgência do reforço das políticas públicas neste sentido.
Palavras-chave: Saúde; Bem-estar; Escola; Universidade; Adolescentes;
Jovens.
Abstract: Admission to university is considered a time of transition, in
which young people face new challenges (personal, social and academic) which
may cause impact in their lifestyle. An online version of the questionnaire
HBSC/WHO was administered to 3 345 students enrolled in 10th grade, 12th
grade, and university, with an average age of 15.9 years (SD = 0.68), 18.1 years
(SD = 0.71) and 22.1 years (SD = 3.94), respectively. Results suggest different
profiles with regard to risk and protection in the transition from high school to
university. Although there are some behaviors that follow a positive trend with
the increase in age and that can be protective for health; the majority of behaviors
follow a negative trend, such as those related to sleeping habits, consumption of
psychoactive substances, and the lack of condom use, especially in the year before
admission to university, thus compromising the health and well-being of young
people. This research reinforces the need for greater attention to health behaviors
of adolescents that are enrolling in university, emphasizes the importance of
both high schools and universities as institutions that can promote health, and
demonstrates the urgency of reinforcing public policies in this matter.
Key-words: Health; Well-being; School; University; Adolescents; Young
people.
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A escola e a transição para a universidade: idades transacionais e o seu
impacto na saúde – notas a partir do Estudo HBSC/ OMS
O conceito de transição implica movimento e mudança. O dicionário de
Português define
transição como “Ato ou efeito de passar de um lugar, de um estado
ou de um assunto para o outro. Passagem que comporta uma transformação
progressiva; evolução” (“Dicionário Editora da Língua Portuguesa “, 2012).
Normalmente, quando aplicado ao desenvolvimento humano, este termo
significa mudança de uma fase para outra. O presente trabalho foca a sua atenção,
na etapa do desenvolvimento em que o adolescente passa da adolescência para a
fase adulta, mais especificamente na fase de transição da escola secundária para
a universidade.
A transição da escola secundária para a universidade ocorre quando o
jovem atinge a maioridade e é considerada uma idade transacional, onde os
jovens enfrentam novos desafios (pessoais, sociais e académicos) e na sua maioria,
experimentam uma certa insegurança relativamente ao novo estilo de vida. De
acordo com Levinson (1986) este período, que compreende a faixa etária dos 17
aos 22 anos, designa-se como fase de transição inicial para a vida adulta. É nesta
fase que os jovens deixam a adolescência e fazem as primeiras escolhas para a
vida adulta, e a ponte desenvolvimental entre o pré-adulto e o adulto. É um
período potencialmente estressante e ansiogénico para o jovem face aos novos
desafios que este tem de enfrentar e de superar para se adaptar ao novo contexto
académico. Nesta fase, o jovem vai deparar-se com novos ambientes, tais como
novas metodologias de ensino e avaliação, a capacidade de adquirir e modificar
rotinas e hábitos de estudo, além de uma maior autonomia na gestão do tempo.
Ocorrem ainda mudanças de uma maior autonomia face à família, na gestão dos
recursos económicos mas, também, na resposta às solicitações internas (desejos,
aspirações e desenvolvimento em geral) e externas (sociedade e mercado de
trabalho) (Matos et al., 2010; Pereira et al., 2008; Reis, 2012). O período seguinte,
denominado por Levinson como entrada na vida adulta (22-28), ocorre quando os
jovens fazem as primeiras escolhas em relação ao amor, ocupação, amizades,
valores e estilos de vida; é o período para construir e manter um modo inicial
de vida adulta.
Nos tempos que correm, em que a transição para a vida adulta deixou
de ser assinalada de forma inequívoca por rituais de iniciação, a transição para
uma vida independente é cada vez mais adiada. Situando-nos na Europa dos
tempos modernos e no agravamento da crise económica, a transição para uma
vida independente parece que é cada vez mais adiada (Eurostat, 2009).
Desta forma a transição do ensino secundário para o ensino superior tem
vindo a ser uma temática com interesse crescente à escala internacional e deve
ser vista predominantemente numa perspetiva normativa, o que não exclui
que os alunos devam ter um apoio na preparação e acompanhamento para as
inevitáveis diferenças ao nível das relações sociais, das suas expetativas e do
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estresse inerente à mudança, e que sejam promovidas as suas competências para
facilitar este processo de transição (Birnie-Lefcovitch, 2000; Brinkworth, McCann,
Matthewes & Nordstrom, 2008).
A adaptação a esta nova fase da vida do jovem envolve expetativas positivas
e realistas, aquisição de competências e conhecimentos relacionados com a
aprendizagem, adaptação das competências de relacionamento interpessoal em
relação aos novos colegas, professores e pessoal não docente. Pretende-se que o
jovem se ajuste, adquira confiança, autonomia e envolvimento no novo contexto
académico (Briggs, Clark & Hall, 2012). O suporte social por parte da família, dos
amigos e das novas relações sociais que os alunos vão estabelecer são fundamentais
para o sucesso desta fase de transição (Urqhhart & Pooley, 2007), nomeadamente,
para a motivação, aprendizagem e sucesso académico (Amri, 2013).
Sendo o ensino superior uma instituição de índole social considera-se que o
mesmo deveria apoiar-se na cooperação e no trabalho de equipa entre prestadores
de cuidados de saúde, indivíduos, famílias e grupos da comunidade. Isto é da maior
importância se considerarmos a prevalência de acidentes rodoviários provocados
pela privação do sono (APS; 2011) ou pelo consumo de álcool e drogas (SICAD;
2013); gestações não desejadas, interrupções voluntárias de gravidez e infeções
sexualmente transmissíveis (DGS, 2015; Lomba, Apóstolo, Mendes, & Campos,
2011; Reis, Ramiro, Matos, & Diniz, 2013a; 2013b), e neste sentido a prevenção
converte-se na arma mais eficaz, para combater estes riscos. Assim, as Instituições
de Ensino Superior podem desempenhar um papel fundamental na promoção e
prevenção da saúde (Reis, 2012; Reis, Ramiro, Matos, & Diniz, 2013a; 2013b).
Por outro lado são escassos os estudos realizados com jovens universitários,
pois a prioridade nas últimas décadas tem sido direcionada para os adolescentes,
existindo uma lacuna e necessidade de maior conhecimento sobre a saúde e bem-
estar destes jovens (Reis, 2012).
Os resultados das investigações que existem também são preocupantes,
uma vez que a grande maioria revela que a saúde se perde com a idade (Ferreira
et al., 2014; Machado et al., 2014; Matos et al., 2012; Matos, Reis, Ramiro, & equipa
Aventura Social, 2012; Roberts et al., 2007). De acordo com os estudos HBSC
realizados com adolescentes (Matos, Simões, Camacho, Reis & equipa Aventura
Social, 2015; Matos et al., 2012; 2006; Matos e equipa do projeto Aventura Social
e Saúde, 2003; Matos, Simões, Canha & Fonseca 2000; Roberts et al., 2007) e
estudantes universitários (Matos, Reis, Ramiro, & equipa Aventura Social,
2012), alguns indicadores de saúde diminuem sistematicamente na idade adulta
jovem, nomeadamente os relacionados com o consumo de álcool e drogas, o uso
do preservativo, o stress devido às necessidades académicas; o sedentarismo e
a má alimentação (Matos et al., 2012; Matos, Reis, Ramiro, & equipa Aventura
Social, 2012; Roberts et al., 2007). Uma outra investigação revela que a maioria
dos estudantes considera que o seu estilo de vida piorou depois de ter entrado na
universidade, em particular os que têm entre 25 e 29 anos. Aliás, 48,9% declararam
ter uma má condição de saúde e os jovens que consumem álcool referem fazê-lo
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pelo “bem-estar” e para “relaxar” (Ferreira et al., 2014). Relativamente à área da
saúde mental, diversos estudos efetuados revelam que, a grande maioria dos
estudantes recorre a um serviço de apoio psicológico no ensino superior por
questões de dificuldade de gestão do quotidiano, relações interpessoais, percas/
conflitos afetivos e desadaptação ao estudo e vida universitária e apresentam
perturbações subclínicas (Branquinho, Filipe, Matos, Gaspar, & Equipa Aventura
Social, 2011; Figueira, Matos, & Tomé, 2012; GPEARI, 2008; Matos et al., 2010;
Pordata, 2014; Whitcomb, & Merrell, 2013).
Por todos estes motivos, a saúde e o bem-estar dos adolescentes e dos
jovens adultos é um problema de saúde pública (DGS, 2015), carecendo de um
investimento urgente em Portugal (Reis, 2012).
Versões anteriores do Health Behaviour in School Aged children em
Portugal (Matos et al., 2012; 2006; Matos e equipa do projeto Aventura Social e
Saúde, 2003; Matos, Simões, Canha & Fonseca 2000) e relatórios europeus (Currie
et al., 2012; 2008; 2004; Currie, Hurrelmann, Settertobulte, Smith, & Todd, 2000)
também nos indicam que de algum modo os indicadores de saúde e de bem-
estar dos adolescentes se perdem com a idade, aumentando os comportamentos
de risco. A única exceção parece ser o bullying que vai diminuindo com a idade
tendo um pico no início da adolescência e os conhecimentos face à transmissão
do VIH que aumentam com a idade. O estudo HBSC que em Portugal se realiza
desde 1998 inclui adolescentes dos 11 aos 16 anos ficando fora desta análise os
jovens mais velhos pré–universitários.
O presente estudo pretende descrever as trajetórias de um conjunto de
comportamentos de saúde e bem-estar ou pelo contrário comprometedores de
saúde, nos jovens na transição da escola para a universidade.
Método
Participantes
Como se pode ver no quadro 1, foram incluídos neste estudo estudantes
do 10º ano (n=1511), 12º ano (n=225) e universitários (n=1609), perfazendo um
total de 3345 estudantes, dos quais 56,3%; 59,6% e 77,2%, respetivamente são do
género feminino, com uma média de idades de 15,9 anos (DP=0,68), 18,1 anos
(DP=0,71) e 22,3 anos (DP=3,94), respetivamente.
Quadro 1. Características demográficas
Estudo N= Rapazes Raparigas Média de Idades DP
HBSC 2014 (10º ano) 1511 43,7% 56,3% 15,9 anos 0,68
HBSC 2014 (12º ano) 225 40,4% 59,6% 18,1 anos 0,71
HBSC Universitários 1609 22,8% 77,2% 22,3 anos 3,94
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Celeste Simões e Margarida Gaspar de Matos
Material
O HBSC/OMS (Health Behaviour in School-aged Children) é um estudo
colaborativo da Organização Mundial de Saúde (www.hbsc.org) que pretende
estudar os comportamentos de saúde em adolescentes em idade escolar e está
inscrito numa rede internacional de investigação constituída por 44 países
europeus, entre os quais Portugal, integrado desde 1996 e membro associado
desde 1998 (Currie, Samdal, Boyce, & Smith, 2001). O estudo Português incluiu
alunos dos 6º, 8º e 10º anos do ensino público regular.
Para este estudo inquiriram-se também os alunos do 12º ano, quando as
escolas selecionadas tinham este ano e aceitaram fazer esta extensão do estudo, e
realizou-se uma extensão ao ensino universitário (Matos, Simões, Camacho, Reis,
& Equipa Aventura Social, 2015).
O questionário internacional do HBSC/OMS foi desenvolvido numa
lógica de cooperação pelos investigadores dos países que integram a rede. O
questionário “Comportamento e saúde em jovens em idade escolar” utilizado
neste estudo foi o adotado no estudo internacional do HBSC – Health Behaviour
in School-aged Children (Currie et al., 2001).
Os países participantes incluíram todos os itens obrigatórios do questionário,
abrangendo aspetos da saúde a nível demográfico, comportamental e psicossocial.
Todas as questões seguiram o formato indicado no protocolo internacional
(Currie et al., 2001), englobando questões demográficas (idade, género e estatuto
socioeconómico); questões relativas aos hábitos alimentares, de higiene e sono;
imagem do corpo; prática de atividade física; tempos livres e novas tecnologias;
uso de substâncias; violência; família e ambiente familiar; relações de amizade e
grupo de pares; escola e ambiente escolar; saúde e bem-estar; e comportamentos
sexuais. O questionário português inclui, ainda, outras questões específicas
nacionais: as preocupações dos adolescentes, a vivência escolar, o lazer ativo e
condição física, o sono, a relação com animais de estimação, o impacto da recessão
económica, a alienação ou participação social, as autolesões, as novas tecnologias
e a vivência da doença crónica.
O “Questionário Comportamento e saúde em jovens universitários”
utilizado neste estudo foi também o adotado no estudo nacional do HBSC/OMS.
Todos os questionários foram sujeitos a um painel de especialistas e a pré
teste e teve a aprovação da Comissão de Ética do Hospital São João do Porto, da
Comissão Nacional de Proteção de Dados e do Conselho Consultivo da Equipa
Aventura Social.
Do questionário, foram selecionadas para este estudo específico questões
relacionadas com aspetos sociodemográficos, hábitos alimentares, higiene e
sono, atividade física, consumos, saúde e bem-estar, violência, família, escola e
comportamentos sexuais.
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Procedimento
A recolha de dados foi realizada através de um questionário online. Os
questionários foram aplicados às turmas em sala de aula. Os grupos escolhidos
para aplicação dos questionários online frequentavam os 10º e 12º anos de
escolaridade.
Foi enviado, via e-mail, para a direção de todas as escolas participantes uma
carta dirigida ao Diretor, apresentando o estudo bem como os procedimentos
com os links correspondentes a cada ano de escolaridade, uma password para cada
uma das turmas participantes (sem a password não seria possível o preenchimento
do questionário), e o formulário do pedido de consentimento informado para
entregar aos pais.
Antes do preenchimento dos questionários informava-se que a resposta
era voluntária, confidencial e anónima; o questionário de autopreenchimento foi
realizado em sala de aula, sob supervisão do professor, que não deveria interferir,
e deveria ser preenchido num período de tempo entre 60-90 minutos.
O questionário do estudo HBSC universitários foi aplicado através da
técnica bola de neve e da divulgação do link do estudo através das redes sociais
com foco em estudantes e docentes universitários e associações de estudantes
universitários.
Análise dos Dados
Os dados provenientes do Limesurvey foram transferidos para uma base de
dados no programa “Statistical Package for Social Sciences – SPSS – Windows”
(versão 22.0) e procedeu-se à sua análise e tratamento estatístico.
Resultados
Ao analisar os diversos comportamentos sobre a saúde e bem-estar nos
diferentes grupos etários e tendo em conta diferenças percentuais de 0,5%
verificou-se o seguinte:
Comportamentos de saúde e bem-estar que se mantêm estáveis nos três
grupos estudados
Nos 3 estudos efetuados (10º ano, 12º ano, universitários) verificou-se que
os comportamentos de saúde e bem-estar que se mantêm estáveis com o aumento
da idade (diferenças percentuais de 0,5%) foram os seguintes: o número de jovens
que raramente ou nunca consomem fruta (7,8%; 8,0% e 8,1); o número de jovens
que referem que todos os dias consomem bebidas destiladas (0,5%; 0,4% e 0,3%);
o número de jovens que quase todos os dias têm dores de estômago (1,8%; 1,3%
e 1,6%) – e por último os valores em média relativamente à satisfação com a vida
(6,99; 6,96 e 7,24) e à qualidade da relação com a família (8,40; 8,42 e 8,07) também
não variaram com a idade significativamente (ver gráfico 1, 2, 3 e 4).
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Gráfico 1 a 4. Comportamentos de saúde e bem-estar que se mantêm
estáveis nos três grupos estudados
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Comportamentos com uma evolução positiva para a saúde com o aumento da idade
No que diz respeito aos comportamentos que com o aumento da idade
tendem a ter uma evolução positiva e são protetores para a saúde, observou-
se que fazer dieta aumenta com a idade (12,1%; 15,6% e 16,2%), porém o
desconhecimento dos motivos pelos quais os jovens estão a fazer dieta impede
a sua classificação como comportamento de risco ou de proteção. Verificou-se
ainda como comportamentos protetores para a saúde, o aumento de consumo
de vegetais (a percentagem de jovens a referir que raramente ou nunca consome
vegetais diminuí – 11,4%; 7,6% e 7,1%, respetivamente); a diminuição do
consumo de refrigerantes (a percentagem de jovens a referir que raramente ou
nunca consome refrigerantes (26,8%; 30,6% e 50,2%) aumenta) e a diminuição
das questões relacionadas com a violência: magoar-se a si próprio de propósito
(17,6%; 9,8% e 3,5%), provocar (1,9%; 1,3% e 0,6%), ser provocado (2,8%; 0,9%
e 0,4%), o envolvimento em lutas (2,1%; 0,9% e 0,3%) e as lesões (3,6%; 2,2% e
1,6%)) (ver quadro 2).
Quadro 2. Comportamentos com uma evolução positiva para a saúde com
o aumento da idade
Variáveis HBSC
10º ano
HBSC
12º ano
HBSC
Univ.
% % %
Hábitos alimentares
Fazer dieta 12,1% 15,6% 16,2%
Consumo de vegetais (raramente ou nunca) 11,4% 7,6% 7,1%
Consumo de refrigerantes (raramente ou nunca) 26,8% 30,6% 50,2%
Violência
Magoar a si próprio de propósito – nunca 82,4% 90,2% 96,5%
Provocar – várias vezes por semana 1,9% 1,3% 0,6%
Ser provocado – várias vezes por semana 2,8% 0,9% 0,4%
Envolvimento em lutas no último ano – nunca 84,1% 89,3% 97,0%
Envolvimento em lutas no último ano – 4 vezes ou mais 2,1% 0,9% 0,3%
Lesões no último ano – nenhuma 61,8% 66,1% 79,1%
Lesões no último ano – 4 vezes ou mais 3,6% 2,2% 1,6%
Comportamentos que com o aumento da idade têm uma evolução negativa e são
comprometedores para a saúde
Quanto aos comportamentos que com o aumento da idade têm uma
evolução negativa e são comprometedores para a saúde e bem-estar, destaca-se
a diminuição de dormir 8 horas por semana (37,9%; 35,3% e 24,5%); não fumar
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(83,5%; 74,1% e 55,9%); nunca se ter embriagado (89,1%; 68,8% e 28,2%) e o uso
de preservativo na última relação sexual (73,8%; 71,1% e 11,8%) (ver quadro 3).
Por outro lado sobem, numa evolução negativa os seguintes comportamentos:
dormir menos de 8 horas por semana (47,8%; 56,7% e 69,3%); fumar todos os dias
(6,6%; 13,8% e 34,4%); ter-se embriagado pelo menos uma vez nos últimos 30
dias (10,9%; 31,2% e 71,8%); ter dor nas costas quase todos os dias (7,1%; 9,8% e
12,2%). Como se esperaria desenvolvimentalmente há um aumento do número
de jovens que já teve relações sexuais (22,0%; 54,9% e 80,2%), facto que em si não
sendo um comportamento de risco aumenta a probabilidade de comportamentos
de risco associados a uma insuficiente ou deficiente proteção, como por exemplo
o uso inconsistente de preservativo (ver quadro 4).
Quadro 3. Comportamentos que com o aumento da idade têm uma evolução
negativa (diminuindo) e são comprometedores para a saúde
Variáveis HBSC
10º ano
HBSC
12º ano
HBSC
Univ.
% % %
Hábitos de Sono
Horas de sono durante a semana (8 horas) 37,9% 35,3% 24,5%
Consumos
Consumo de tabaco – não fuma 83,5% 74,1% 55,9%
Embriaguez (últimos 30 dias) – nunca 89,1% 68,8% 28,2%
Comportamentos Sexuais
Uso de preservativo na última relação sexual* 73,8% 71,1% 67,8%
* Jovens que já tiveram relações sexuais.
Quadro 4. Comportamentos que com o aumento da idade têm uma evolução
negativa (aumentando) e são comprometedores para a saúde
Variáveis HBSC
10º ano
HBSC
12º ano
HBSC
Univ.
% % %
Hábitos alimentares e Sono
Fazer dieta 12,1% 15,6% 16,2%
Horas de sono durante a semana (menos de 8 horas) 47,8% 56,7% 69,3%
Consumos
Consumo de tabaco – todos os dias 6,6% 13,8% 34,4%
Embriaguez (últimos 30 dias) – pelo menos 1 vez 10,9% 31,2% 71,8%
Saúde e Bem-Estar
Dor de costas – quase todos os dias 7,1% 9,8% 12,2%
Comportamentos Sexuais
Já teve relações sexuais 22,0% 54,9% 80,2%
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Discussão
A análise dos resultados obtidos evidência que os jovens apresentam um
aumento de comportamentos pouco saudáveis na transição da escola para
o ensino superior. Apesar de existirem alguns comportamentos que têm uma
evolução positiva com o aumento da idade (i.e: questões relacionadas com
a violência diminuem – tais como: provocar, ser provocado, magoar-se de
propósito (comportamentos autolesivos), envolver-se em lutas, sofrer lesões) e
que podem ser protetores para a saúde; destacam-se os comportamentos que
comprometem a saúde e o bem-estar dos jovens, sendo afetados sobretudo os
hábitos de sono, os consumos e o não uso de preservativo
Um comportamento afetado é o sono, diminuí o hábito de dormir 8 horas
por dia e por sua vez aumenta a frequência de dormir menos de 8 horas. Quanto
aos consumos e ao não uso de preservativo, salienta-se o aumento do consumo
de tabaco, o ficar embriagado pelo menos uma vez nos últimos 30 dias e o
aumento do não uso de preservativo na última relação sexual. Estes resultados
corroboram os de outros estudos, em que se constata que a transição da escola
para o ensino superior é uma fase de maior estresse para os jovens (Dias et al,
2001; Ferreira et al., 2014; Gomes, Tavares, & Azevedo, 2009), havendo várias
alterações nos estilos de vida dos estudantes, sendo estes afetados por vários
fatores (Loureiro, 2006).
Esta investigação vem reforçar a necessidade de dar maior atenção aos
comportamentos de saúde dos jovens e enfatiza o papel que deve ser atribuído
à escola secundária e ao ensino superior enquanto instituições promotoras de
saúde. Os resultados da presente investigação são da maior importância para
todos os intervenientes nas áreas da saúde e educação (pais, professores/
docentes, psicólogos e outros profissionais de saúde) e afiguram-se determinantes
na alteração das práticas educativas. De facto, o estudo demonstra a emergência
de dois períodos alvos de intervenção – o ensino secundário e o ensino superior.
Relativamente ao ensino secundário o estudo alerta para o papel da escola,
onde estes jovens passam grande parte do seu tempo, e para a necessidade de ao
nível da escola se desenvolverem programas destinados a facilitar e promover
nestes jovens escolhas pessoais relacionadas com comportamentos de saúde
que, por um lado facilitem a adoção de estilos de vida saudáveis e por outro
lado promovam estes comportamentos e estilos de vida saudáveis como um
fator de prestígio na relação destes jovens com o seu mundo social. No atual
programa do ensino secundário há atualmente um enfoque quase exclusivo nas
questões académicas. Ao nível do desenvolvimento pessoal e social (expetativas,
capacidade de estabelecer objetivos e fazer escolhas, autodeterminação), assim
como as questões da vida independente, tempos livres e lazer e ainda participação
social e cidadania ativa, há alunos que não sabem ainda no 11º ano e 12º ano que
área pretendem seguir e acabam em cursos desadequados aos seus interesses e
capacidades, pela pressão social que existe para seguir a via universitária a todo
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Marta Reis, Inês Camacho, Lúcia Ramiro, Gina Tomé, Paulo Gomes, Tânia Gaspar, Lúcia Canha,
Celeste Simões e Margarida Gaspar de Matos
o custo para além do mais descurando toda a sua participação social e cidadania
ativa neste período de grande estresse académico. Os alunos que frequentam o
último ano do ensino secundário poderiam com vantagem ter a oportunidade de
se envolver ativamente em projetos em que pudessem trabalhar questões como:
projetos de voluntariado, projetos de cidadania ativa, projetos de orientação
para o futuro em que fossem refletidas várias opções e fosse dada informação
sobre as diferentes possibilidades de passagem para a vida pós-secundária (por
exemplo: tirar um ano 0 antes de entrar na universidade quando ainda não estão
preparados para este processo) e um período escolar destinado ao trabalho das
questões de desenvolvimento pessoal e social e participação social e cívica.
Num outro âmbito, os dados encontrados, na amostra com os jovens
estudantes universitários, indicam algumas áreas chave de prevenção no contexto
escolar, como o sono, o consumo de bebidas alcoólicas e consumo de drogas,
e os comportamentos sexuais. Demonstram simultaneamente a necessidade de
uma intervenção desde que os estudantes ingressam na universidade até ao
final do percurso universitário, isto porque, para além do trabalho curricular,
o usufruto da vida académica, os locais de lazer como bares e discotecas, assim
como o ambiente sociocultural e em alguns casos o afastamento da monitorização
parental pode facilitar comportamentos de risco, tais como o consumo de álcool
e tabaco. Os alunos deslocados, ao estar fora do ambiente familiar, ficam sujeitos
de forma mais intensa a novas influências e a uma diminuição do controlo e
influência da família, podendo estas propiciar estilos de vida pouco saudáveis.
Estudos como este devem ser motivo de reflexão para os profissionais de
saúde e da educação, para os decisores políticos e, acima de tudo, para os próprios
estudantes que devem ser incluídos e participar ativamente no seu próprio
projeto de vida ativa e saudável. Políticas públicas facilitando este processo são
precisas com urgência.
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... A transição do ensino secundário para a universidade ocorre dentro deste período de desenvolvimento, caracterizando-se também como uma etapa repleta de novos desafios aos quais estes jovens têm de se adaptar a nível pessoal, social e académico, o que inclui, por exemplo, a distância da família, ritmos de trabalho diferentes e a adaptação a um novo meio em que estão inseridos. Estas mudanças acarretam exigências, medos e inseguranças que podem dificultar o ajustamento destes jovens a esta nova realidade (Almeida, 2007;Reis et al., 2015;Tavares, 2014;Vara et al., 2015). ...
... Durante a transição para o ensino superior, a população que mais sofre são os alunos deslocados do seu local de residência (Reis et al., 2015). O regime de internato em que os estudantes da AM se encontram implica que vivam na instituição militar durante a maior parte dos anos de ensino, levando a que família tenha menos impacto e menos controlo sobre as opções dos estudantes (Borges, 2012;Rosinha & Júnior, 2020), tornando os jovens mais vulneráveis a novas influências, podendo levar a hábitos de vida menos saudáveis (Reis et al., 2015). ...
... Durante a transição para o ensino superior, a população que mais sofre são os alunos deslocados do seu local de residência (Reis et al., 2015). O regime de internato em que os estudantes da AM se encontram implica que vivam na instituição militar durante a maior parte dos anos de ensino, levando a que família tenha menos impacto e menos controlo sobre as opções dos estudantes (Borges, 2012;Rosinha & Júnior, 2020), tornando os jovens mais vulneráveis a novas influências, podendo levar a hábitos de vida menos saudáveis (Reis et al., 2015). Todos os percursos que apresentem uma mudança implicam, por norma, uma gestão complexa que exige cedências e equilíbrios ao longo do tempo (Feliciano, 2012). ...
Article
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Entry into military higher education poses new challenges and demands, both due to its military regime and internship. The quality of life of university students has been a concern for institutions, and the objective of this study is to understand the relationships between coping strategies, global well-being and quality of life associated with a stress-potentiating event, the Military Aptitude Test (MAT). Participated in the study all candidates for Military Academy (MA) in the academic year 2019/2020 (N = 166), between 17 and 24 years old (M = 18.78; SD = 1.53), mostly male (82.5%) and candidates for Military Science courses (63.2%). Participants filled out self-report instruments to assess global wellbeing (Flourishing scale), coping strategies (Incope-2R) and quality of life (EUROHIS-QOL-8). The results showed correlations between several coping strategies (e.g., rumination, problem solving), global wellbeing, and quality of life. Through a hierarchical multiple linear regression, the gender of the participants (female), the perception of quality of life and the reduced use of avoidance as a coping strategy were identified as predictors of global well-being. Taken together, these variables explain 36.8% of the variance in well-being of candidates for MA. The use and promotion of appropriate coping strategies will allow a positive adaptation to MAT and, consequently, a positive impact on the well-being and mental health of students in military higher education, and may be the focus of preventive interventions in this phase of life.
... University provides the opportunity to explore and experiment with new experiences, build life skills and develop people's potential. It is also a place where students can clarify their values, develop as global citizens and prepare for their future roles within communities, workplaces and society as a whole [5,9]. ...
... Also, the literature review provides insight in the way in which the Health Promoting University concept has been implemented by universities and adapted to cultural context. While there is a vast literature on interventions aimed at university students that focus on a single health issue [5,33], only a small number of studies could be found that describe the implementation of programs focusing on the entire university community through a whole systems approach. ...
... In part, this reflects the informal status and early stage of the development of Healthy Universities in Portugal. However, it is also symptomatic of the challenges involved in generating robust evidence of effectiveness for complex, multidisciplinary whole system programs [3,5]. ...
Article
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Universities are important organizations in what concerns the creation and improvement of health and wellbeing, thus healthy universities represent a key application of the health-promoting settings approach. The healthy Universities concept has a strong theoretical basis, and it appears appealing amongst universities worldwide. However, the way in which the approach has been implemented remains poorly grounded in theory. This systematic review aims to describe how universities have implemented the Healthy Universities concept in different cultures. In order to achieve this aim, we analyzed the following aspects of the implementation of the Health Promoting University: (a) definition of Healthy University; (b) priority areas of action; (c) subject matters; (d) projects and coordination; and (e) project evaluation and possible results.
... There is evidence in the literature that points to the stage of adolescence and youth as life stages directly associated with involvement in risk behaviours (MacArthur, Harrison, Caldwell, Hickman, & Campbell, 2016;Reis et al., 2015). Alcohol consumption, for example, is considered one of the factors with the greatest impact on health, both physically and psychologically as well as socially (Simões, Branquinho, Santos, & Matos, 2017;Tsoumakas et al., 2014). ...
... Sharing a drunk time with friends can be a bonding experience. It can heighten a sense of group membership and belonging (Tomé, Camacho, Matos, & Simões, 2015). Risk-taking is also a normal part of development and experimenting alcohol is just one of the many risks that some young people will take during this time of great change. ...
... Data from the World Health Organization (WHO) (3) indicate that in Europe, between 2013 and 2014, the consumption of tobacco and alcohol has decreased amongst adolescents. In Portugal, statistics show that the majority of adolescents aged between 11 and 15 years have never consumed these type of substances, and only the older youngsters referred to frequent consumption (12) . As they get older this experience becomes even more negative with the consumption of psychoactive substances, especially during higher education (13) . ...
Article
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Introduction: The consumption of addictive substances is a public health problem likely to precipitate other risk behaviours in youngsters, including physical aggression Aim: To evaluate the consumption of tobacco, alcohol and marijuana in a student population of a city in the north of Portugal. Methods: A quantitative study, descriptive and cross-sectional. The study involved 1.066 young students, from a city in the north of Portugal, enrolled in nine high school and higher education institutions, with an average age of seventeen years. A self-administered questionnaire was applied in paper and digital format Results: Results showed that the consumption of addictive substances began in early adolescence, that the current consumption of alcoholic beverages is high and the consumption of tobacco, alcohol and marijuana is often interrelated Conclusions: The consumption of addictive substances is influenced by individual and contextual factors affecting these research results. Thus, it is crucial to plan an intervention strategy encompassing social, educational and health policies appealing for young students’ adherence.
... A adolescência, que tende a ser estressante e angustiante para os adolescentes por conta de todas as mudanças físicas e sociais típicas, é também o momento do desenvolvimento que abriga a realização das primeiras escolhas por parte dos adolescentes relacionadas a qual profi ssão o mesmo quer ter no futuro (Reis et al., 2015). Para auxiliar os adolescentes nesta tarefa, os serviços de Orientação Profi ssional (OP) surgem como uma possível alternativa. ...
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Career counselors who routinely practice their profession identify the motives that lead their clients to be more indecisive or inclined to seek their services, yet still with little scientific support. That being the case, the present study's aim was to examine the extent to which variables such as personality, career adaptability, self-efficacy and career exploration explain career indecision and the intention to seek Career Counseling. The study enjoyed the participation of 237 sophomores, juniors and seniors from a public high school, and the majority of the students were female. We performed two Multiple Linear Regression Analyses using the forward method, employing Career Indecision and Seeking Career Counseling as the outcome variables. The results indicated that Neuroticism and Self-Exploration positively predicted the cases; Environmental Exploration negatively predicted Career Indecision; and Self-Assessment negatively predicted seeking career counseling. We thus conclude that adolescents seek career counseling either because they feel emotionally vulnerable or because they are seeking self-knowledge, or even because they do not believe in their career-related self-knowledge.
... With a tendency for being stressful and upsetting for teenagers due to all the typical physical and social changes, adolescence is also the moment of development that entails adolescents' fi rst career choices related to their future profession (Reis et al., 2015). In order to help adolescents accomplish such a task, career counseling services emerge as a possible alternative. ...
Article
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Career counselors who routinely practice their profession identify the motives that lead their clients to be more indecisive or inclined to seek their services, yet still with little scientific support. That being the case, the present study's aim was to examine the extent to which variables such as personality, career adaptability, self-efficacy and career exploration explain career indecision and the intention to seek Career Counseling. The study enjoyed the participation of 237 sophomores, juniors and seniors from a public high school, and the majority of the students were female. We performed two Multiple Linear Regression Analyses using the forward method, employing Career Indecision and Seeking Career Counseling as the outcome variables. The results indicated that Neuroticism and Self-Exploration positively predicted the cases; Environmental Exploration negatively predicted Career Indecision; and Self-Assessment negatively predicted seeking career counseling. We thus conclude that adolescents seek career counseling either because they feel emotionally vulnerable or because they are seeking selfknowledge, or even because they do not believe in their career-related self-knowledge.
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Career choice is a decisive moment in the life of teenagers. The objectives of this study were (a) propose an intervention (computer assisted career guidance system) and (b) evaluate it’s efficacy for career choice. In an experimental study, participated 38 high school seniors from both public and private schools in South Brazil, from which were evaluated sociodemographic aspects, career choice maturity, career decision making self-efficacy and anxiety. The results showed a significant statistical difference in career choice maturity and self-efficacy. Consequently, computerized systems shows potential in career guidance in high school seniors.
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A self-administered questionnaire was carried out among young people in Portugal, between the ages of 18 and 24, with the aim to examine determinants influencing condom use at first sexual intercourse, according to the IMB model (Fisher & Fisher, 1992). Young people's level of information, motivation and behavioral skills regarding preventive sexual behavior (condom use at first sexual intercourse) were ascertained and were used to determine association of condom use at first sexual intercourse. The majority of respondents (78.8%) indicated that they used condom at first sexual intercourse. Most young people had a good level of information regarding HIV/AIDS transmission/prevention. They also showed reasonable positive attitudes, having positive subjective norms and intentions towards HIV/AIDS preventive behaviors. Different models with a path analysis revealed that preventive sexual behavior did not depend directly on information level, nor on motivation, but on behavioral skills. Information and motivation about HIV prevention/ transmission alone were not significantly associated with condom use at first sexual intercourse. The finding that behavioral skills were the strongest determinants of condom use at first sexual intercourse suggested that these may be important factors in effective STIs prevention programs.
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Investigations focusing on the processes of transition and adaptation to Higher Education have shown numerous difficulties experienced by first year students, with consequences for school failure and mental health problems identified in this population. more comprehensive project, funded by the MCTES Science and Innovation 2010 Operational Program. Based on a research-action methodology, these training programs were designed in a blended learning system, favoring dynamic techniques with active participation in all sessions, individual and group. The three specific intervention programs are described, presenting the general and specific objectives of each program, the content and number of sessions, specific methodologies applied and evaluation (session by session; complete program; and overall assessment of the strategy's effectiveness). Although the program is in progress, preliminary results have demonstrated the effectiveness of this type of complementary and integrated intervention to support the transition. The main implications of this intervention strategy are mentioned in terms of combating failure and promoting the health and well-being of students in the first year of Higher Education.
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O objectivo deste estudo é averiguar em que medida se modificam os comportamentos de saúde de estudantes de licenciaturas no âmbito das ciências da saúde, à medida que progridem no plano de estudos das suas licenciaturas e aumenta a sua informação sobre promoção da saúde e prevenção da doença. A amostra estudada foi extraída da população constituída pelos estudantes das licenciaturas em ciências da saúde (I - Medicina Dentária, II - Engenharia Alimentar e Nutrição, III - Educação Física, Saúde e Desporto e, IV - Ciências Farmacêuticas) do Instituto Superior de Ciências da Saúde – Sul. Foi utilizado o questionário "Health and Behaviour Survey", sobre comportamentos de saúde, crenças de saúde e conhecimentos de saúde. A ausência de diferenças significativas entre os comportamentos registados em alunos que frequentam os 1º, 2º, 3º e 4º anos, leva-nos a questionar o processo de transmissão dos conteúdos de saúde face à resistência à mudança protagonizada pelos sujeitos envolvidos, bem como o possível impacto da informação que os sujeitos recebem, na aquisição de comportamentos salutogénicos. Os autores consideram, todavia, que a educação para a saúde não é uma aprendizagem que possa ser imposta, nem se esgota numa mera aquisição de conhecimentos, pelo que defendem a ideia de que o futuro da aprendizagem das ciências da saúde não poderá desenvolver-se sem que, em paralelo com os planos curriculares, sejam criados "programas activos" de promoção e educação para a saúde.
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RESUMO As investigações com enfoque nos processos de transição e adaptação ao Ensino Superior têm evidenciado inúmeras dificuldades experienciadas pelos estudantes do primeiro ano, com consequências ao nível do insucesso escolar e problemas de saúde mental identificados nesta população. projecto mais abrangente, financiado pelo Programa Operacional Ciência e Inovação 2010 do MCTES. Tendo por base uma metodologia investigação-acção foram concebidos estes programas de formação num sistema de blended learning, privilegiando técnicas dinâmicas com a participação activa em todas as sessões, individuais e de grupo. São descritos os três programas específicos de intervenção, apresentados os objectivos gerais e específicos de cada programa, os conteúdos e número de sessões, metodologias específicas aplicadas e avaliação (sessão a sessão; programa completo; e avaliação global da eficácia da estratégia). Apesar de o programa se encontrar em progresso, os resultados preliminares têm demonstrado a eficácia deste tipo de intervenção complementar e integrada de apoio à transição. São referidas as principais implicações desta estratégia de intervenção ao nível do combate ao insucesso e promoção da saúde e bem-estar dos alunos do primeiro ano do Ensino Superior.
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Today night recreational settings are assuming a growing importance in young people’s life, determining lifestyles and legitimizing behaviors considered necessary for them to experience fun and immediate pleasure. Thus, we are now witnessing the generalization and standardization of recreational consumption of alcohol and drugs, as well as the embracing of other associated risk behaviors. This study aimed to characterize the profile of Portuguese young people attending these recreational venues and identify the behaviors that they adopt resulting from their engagement in these activities. A descriptive study was conducted on a sample of 1257 youngsters attending night recreational settings. Participants were aged 15-35 years and came from 9 Portuguese cities. This study focused on their sociodemographic characteristics, recreational habits and means of transportation to these entertainment venues. This study also analysed the behaviors adopted by these youngsters concerning the use of psychoactive substances, sexuality, driving patterns and violence.
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Infecciones de transmisión sexual (ITS) y embarazos no deseados suponen una preocupación actual del sistema de salud pública. Entender los factores (ej. conocimiento, actitudes y habilidades) que influyen la conducta sexual de estudiantes universitarios es crucial para el desarrollo de intervenciones hechas a medida y enfocadas a reducir los riesgos de esta vulnerable población. Los objetivos de este estudio fueron: describir conductas sexuales y analizar diferencias entre géneros en cuanto a conductas sexuales; identificar si existen diferencias entre géneros y grupos de edad en relación con el conocimiento, actitudes y habilidades relacionadas con métodos anticonceptivos e ITS; evaluar la relación del conocimiento con actitudes y habilidades con la conducta sexual de estudiantes universitarios en Portugal. La muestra incluyó 3.278 estudiantes. Los resultados demuestran que la mayoría fue sexualmente activa y usaba condones y anticonceptivos orales. En general los estudiantes universitarios tienen un conocimiento elevado, actitudes positivas y habilidades sobre anticoncepción e ITS. Análisis de género indicaron que las mujeres tenían mayor conocimiento, actitudes más favorables y mejores habilidades. Los estudiantes universitarios, en particular, se enfrentan a nuevos retos en la salud sexual y podrían beneficiarse de una educación más comprensiva destinada a promocionar la toma de decisiones saludables sobre la planificación familiar y prevención de ITS.
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This article explores challenges in ensuring effective student transition from school or college to university. It examines the complex liaison needed for students to progress to appropriate courses, settle into university life and succeed as higher education learners. Secondary data (international literature on transition and the formation of learner identity) are analysed to identify underpinning concepts. Primary data are taken from two studies of student transition in England using student and staff surveys, student focus groups, staff interviews and staff–student conferences that discussed selected project data sets. The article goes on to offer a model of the process of transition and the formation of learner identity. It proposes that the development of higher education learner identity is essential to student achievement and is initially encouraged where schools, colleges and universities adopt integrated systems of transition. This has clear implications for practice for higher education administrators, academics and quality officers.
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This book provides a comprehensive foundation for conducting clinical assessments of child and adolescent social-emotional behavior in a practical, scientific, and culturally appropriate manner. It is aimed at graduate students, practitioners, and researchers in the fields of school psychology, child clinical psychology, and special education but will also be of interest to those in related disciplines such as counseling psychology, child psychiatry, and social work.
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HIV and sexually transmitted infections is a major threat for humanity in the world, especially in developing countries. The goals of this study were to: (a) analyze differences between genders in knowledge, attitudes, and risk behaviors about HIV/AIDS; and (b) evaluate the association between inconsistent condom use and knowledge, attitudes and risk behaviors about HIV/AIDS in Portuguese university students. Data were collected through a self-administered questionnaire from the Portuguese sample of the Sexual and Reproductive Health in University Students study (SRHUS), which is an extension of the Health Behavior in School-aged Children (HBSC) study for university students. This cross-sectional study provides national representative data of 3278 Portuguese university students. Results show that the majority is sexually active; the usual contraceptive methods more reported are the oral contraceptive and the male condom. However the prevalence of consistent condom use in last 12 months is 34.5% (men) and 31.7% (women). Men more often than women report engaging in sexual risk behaviors (occasional partners, sex associated to alcohol and drugs, STIs). In general, university students have good knowledge about how to protect themselves from HIV and have positive attitudes towards people with HIV/AIDS. This survey could be a useful guide in the development of campaigns or programs designed to convey accurate information about HIV transmission routes and prevention strategies and to dispel erroneous beliefs about HIV.
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Prior to and following their first semester at college, most students view this transition as a normative experience. However, particular areas of concern perceived by students include: the way their interpersonal relationships might change, the length of time it might take to adjust, and the stresses associated with the first semester. (Author)