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Observing Respose Design and Observing Behavior

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Abstract

Resumo: A expressão resposta de observação foi criada por Wyckoff (1952) para indicar respostas que produzem estímulos discriminativos para outras respostas. A análise dessas respostas esclarece como se dá a discriminação em situações nas quais a exposição aos even-tos do ambiente que eventualmente se tornarão estímulos discriminativos não é garantida a priori. Os Estudos de Wyckoff possibilitaram a ampliação das teorias de discriminação ba-seadas na ação do ambiente sobre os indivíduos. Posteriormente, o procedimento utilizado pelo autor, conhecido por procedimento de resposta de observação, foi grandemente utilizado em pesquisas sobre a origem da função de reforçador condicionado. Os requisitos desse pro-cedimento não podem ser confundidos com o comportamento de observação, sob pena de dificultar o estudo sobre a instalação do comportamento de observação em situações práticas. Abstract: The expression observing responses was created by Wyckoff (1952) to indicate responses that produce discriminative stimuli for other responses. The analysis of these responses clarifies how discrimination occurs in situations that the exposure to environmental events that may become discriminative stimuli is not assured a priori. Wyckoff 's studies enabled the extension of theories of discrimination based on the action of the environment on individuals to such cases. Subsequently, the design used by the author, known as observing response design, was largely used in research on the origin of the conditioned reinforcer stimulus function. The design requirements cannot be confused with the observing behavior itself, otherwise precluding studies on the installation of behavior observation in practical situations.
89 www.revistaperspectivas.orgRevista Perspectivas 2015 vol. 06 n ° 02 pp. 089-098
ISSN 2177-3548
[1] Paradigma - Centro de Ciências do Comportamento [2] Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo | Título abreviado: Comportamento e
Procedimento de Observação | Endereço para correspondência: Associação Paradigma - Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento, Rua Vanderley,
611, Perdizes, São Paulo/SP | Email: candidopessoa@uol.com.br | DOI: 10.18761/pac.0214
Resumo: A expressão resposta de observação foi criada por Wycko (1952) para indicar
respostas que produzem estímulos discriminativos para outras respostas. A análise dessas
respostas esclarece como se dá a discriminação em situações nas quais a exposição aos even-
tos do ambiente que eventualmente se tornarão estímulos discriminativos não é garantida a
priori. Os Estudos de Wycko possibilitaram a ampliação das teorias de discriminação ba-
seadas na ação do ambiente sobre os indivíduos. Posteriormente, o procedimento utilizado
pelo autor, conhecido por procedimento de resposta de observação, foi grandemente utilizado
em pesquisas sobre a origem da função de reforçador condicionado. Os requisitos desse pro-
cedimento não podem ser confundidos com o comportamento de observação, sob pena de
dicultar o estudo sobre a instalação do comportamento de observação em situações práticas.
Palavras-chave: resposta de observação; procedimento de resposta de observação; compor-
tamento de observação; atenção
Abstract: e expression observing responses was created by Wycko (1952) to indicate re-
sponses that produce discriminative stimuli for other responses. e analysis of these respons-
es claries how discrimination occurs in situations that the exposure to environmental events
that may become discriminative stimuli is not assured a priori. Wyckos studies enabled the
extension of theories of discrimination based on the action of the environment on individuals
to such cases. Subsequently, the design used by the author, known as observing response design,
was largely used in research on the origin of the conditioned reinforcer stimulus function. e
design requirements cannot be confused with the observing behavior itself, otherwise preclud-
ing studies on the installation of behavior observation in practical situations.
Keywords: observing response; observing response design; observing behavior; attention.
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Procedimento de Resposta de Observação e Comportamento
de Observação
Observing Respose Design and Observing Behavior
Delineamiento de Respuesta de Observación y Comportamiento de
Observación
Candido V. B. B. Pessôa1, Gerson Y. Tomanari2
90 www.revistaperspectivas.orgRevista Perspectivas 2015 vol. 06 n ° 02 pp. 089-098
Resumen: La expresión respuesta de observación fue creada por Wycko (1952) para indi-
car respuestas que producen estímulos discriminadores para otras respuestas. El análisis de
esas respuestas aclara cómo se da la discriminación en situaciones en las que la exposición a
los eventos del ambiente que eventualmente se tornarán estímulos discriminadores no está
garantizada a priori. Los estudios de Wycko permitieron la ampliación de las teorías de
discriminación basadas en la acción del ambiente sobre los individuos. Posteriormente, el
delineamiento utilizado por el autor, conocido como delineamiento de respuesta de observaci-
ón, fue ampliamente utilizado en investigaciones sobre el origen de la función de reforzador
condicionado. Los requisitos de este delineamiento no se pueden confundir con el comporta-
miento de observación, con el riesgo de dicultar el estudio sobre la instalación del compor-
tamiento de observación en situaciones prácticas.
Palabras-clave: respuesta de observación; delineamiento de respuesta de observación; com-
portamiento de observación; atención.
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91 www.revistaperspectivas.orgRevista Perspectivas 2015 vol. 06 n ° 02 pp. 089-098
O objetivo deste artigo é diferenciar as expressões
comportamento de observação” e “procedimento
de resposta de observação, indicando a que se re-
fere cada uma dessas expressões na análise do com-
portamento. Intui-se que essa diferenciação possa
facilitar o desenvolvimento de pesquisas que visem
à melhoria de técnicas de instalação de compor-
tamento de observação ecaz, assim como ao de-
senvolvimento de um maior número de pesquisas
translacionais sobre o assunto.
Contexto Histórico
A expressão resposta de observação surge no contex-
to de investigação da aprendizagem da discrimina-
ção. A partir da década de 1930, uma controvérsia
que cou conhecida pelo nome de “continuidade
ou descontinuidade” instalou-se nessa área. Spence
(1940) sintetiza a controvérsia da seguinte manei-
ra: a hipótese da continuidade, baseada em concei-
tos de associação e de interações entre estímulos
e respostas, explicaria a discriminação como um
contínuo de acúmulo de pequenas diferenças no
valor dos estímulos envolvidos em uma discrimi-
nação até que alguns desses estímulos adquirissem
funções discriminativas e outros se tornasses irre-
levantes; pela hipótese da descontinuidade, a dis-
criminação ocorreria de maneira discreta, baseada
em um repertório de hipóteses do sujeito, testadas
até descobrir-se o aspecto relevante do ambiente
para o controle discriminativo. Ao longo das déca-
das de 1930 e 1950, dados experimentais surgiram
de forma a fortalecer e enfraquecer ambos os lados
da controvérsia (para revisão dos dados existentes
à época, veja Bitterman & Coate, 1950).
Wycko (1952) apontou um dos possíveis fatos
a gerar dados contrários à hipótese da continuida-
de: as teorias que formavam a visão da continuidade
(e.g., Skinner, 1935/1999c, 1937/1999c, 1938/1991;
Spence, 1936, 1937) apresentavam a discriminação
em situações nas quais procurava-se garantir o con-
tato dos órgãos sensoriais do organismo com os es-
tímulos relevantes à discriminação. (Essa situação
satisfaz a ideia da tríplice contingência como uma
unidade de seleção.) Porém, como arma Wycko,
mesmo em situações controladas de laboratório,
nunca ou raramente é possível armar-se que o su-
jeito foi inquestionavelmente exposto aos estímulos
relevantes antes da resposta que produz o reforço
ocorrer. Essa falta de controle experimental expli-
caria, primeiramente, parte da variabilidade nos
dados obtidos nos experimentos até então e tam-
bém constituiria um limite às teorias de discrimi-
nação condizentes com a hipótese da continuidade.
Diante das considerações feitas, Wycko (1952)
decide estudar a relevância de uma classe de respostas
externa à tríplice contingência na aprendizagem da
discriminação: as respostas que produzem os estímu-
los discriminativos para outras respostas. Wycko no-
meia essas respostas de respostas de observação (ROs).
Os Objetivos de Wyckoff
Referindo-se a Skinner (1938/1991), Wycko (1952)
estabelece como hipótese geral de sua pesquisa que
a exposição a um par de estímulos discriminativos
teria efeito reforçador sobre as ROs na extensão em
que o sujeito tenha aprendido a responder diferen-
cialmente ao par de estímulos. Como hipóteses es-
pecícas, Wycko propõe que: (a) a probabilidade
de emissão das ROs aumenta ou permanece alta sob
condições de reforço diferencial, (b) a probabilidade
diminui ou permanece baixa em situações de reforço
não diferencial; (c) quando uma discriminação bem
estabelecida é revertida, a probabilidade de emissão
das ROs medidas vai decrescer temporariamente e
depois retornar a um valor alto; e (d) se em algum
ponto do experimento o grau de discriminação – i.e.,
desempenho diferencial diante de cada estímulo do
par – for baixo porém maior que zero, espera-se que
a formação da discriminação seja retardada por um
tempo e depois aconteça rapidamente.
O Experimento de Wyckoff
Para testar as hipóteses propostas, Wycko (1969)1
realizou um experimento em que foram utilizados 20
pombos em privação de alimento. Durante as sessões,
cada pombo foi colocado em uma caixa experimen-
tal contendo um disco que podia ser iluminado de
branco, vermelho ou verde, um comedouro retrátil e
1 A data de 1969 se refere à publicação dos dados obtidos
por Wycko em sua tese de doutorado, e role of observing
responses in discrimination learning: Part II, apresentada em
1951 na Indiana University.
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um pedal. O procedimento de Wycko consistiu-se
de dois grupos de sujeitos e duas fases experimentais.
A primeira fase (Fase Preliminar) durou 45 mi-
nutos. Durante os primeiros 15 minutos o disco foi
iluminado de branco. A primeira bicada no disco
após decorridos 30 s da apresentação da iluminação
ou do último recebimento de comida produzia acesso
ao comedouro por quatro segundos e o apagamento
da luz branca (esquema de intervalo xo de 30 se-
gundos – FI 30). Após os quatro segundos de acesso
ao comedouro, o disco voltava a ser iluminado com
a luz branca. Durante os 30 minutos restantes dessa
fase, o disco foi iluminado de verde ou de vermelho
em componentes de 30 segundos, apresentados su-
cessivamente em ordem semi-aleatória. As respostas
de bicar o disco foram reforçadas com quatro segun-
dos de acesso ao comedouro em FI 30 em metade dos
componentes em que o disco foi iluminado de verde
e em metade dos componentes em que o disco foi
iluminado de vermelho. Durante essa fase não hou-
ve contingência programada para pressões no pedal;
porém, essas respostas foram registradas.
Na segunda fase (Fase Experimental), primei-
ramente houve cinco sessões de 75 minutos e uma
de 15 minutos. Durante essas sessões, componentes
de 30 segundos que poderiam acabar em reforço
(em FI 30, a depender da emissão de bicadas no
disco) se alternaram de forma semi-aleatória e sem
intervalo com componentes de 30 segundos nos
quais não havia reforço programado para bicadas
no disco (extinção – EXT). É importante salientar
que nada que o pombo zesse podia alterar a or-
dem ou a duração dos componentes ou o número
de acessos programados ao comedouro. Durante as
sessões dessa fase o disco foi iluminado de branco,
a não ser que o pombo emitisse a resposta de pisar
no pedal. Durante o tempo em que o pedal estives-
se pressionado o disco era iluminado de vermelho
ou verde pelo tempo que durasse a resposta ou até
o m do componente em vigor.
Para testar as hipóteses (a) e (b), no início da
Fase Experimental, os pombos foram divididos em
dois grupos. Para o Grupo I (controle), com qua-
tro pombos, as cores produzidas pelas pressões nos
pedais, vermelho e verde, não tinham relação con-
sistente com a presença ou não de reforço no m
do componente. Para o Grupo II (experimental),
com 16 pombos, o disco iluminado de vermelho
foi consistentemente relacionado aos componentes
em que podia haver reforço e o disco iluminado
de verde foi relacionado aos componentes de EXT.
Para esse grupo, então, pressões no pedal podiam
equivaler às ROs, pois permitiam o contato com os
estímulos discriminativos para a tarefa (Wycko,
1969). Foram registradas as frequências das bicadas
diante de cada estímulo (verde e vermelho), sepa-
radamente, e as durações das pressões no pedal de
cada sessão de cada pombo.
Após os 15 minutos da sexta sessão da Fase
Experimental, os 16 pombos do Grupo II (expe-
rimental) foram divididos em três subgrupos. Os
pombos do Grupo II-a (n = 6) foram submetidos
a mais sete sessões de reforço diferencial tal como
já vinha ocorrendo na Fase Experimental (comple-
taram mais 60 minutos restantes da sexta sessão e
cumpriram mais seis sessões de 75 minutos). Os
pombos do Grupo II-b (n = 5) foram submetidos a
sete sessões de reforço diferencial com a discrimi-
nação revertida. Para esse grupo, assim como para
o seguinte, a situação mudou após os 15 minutos
da última sessão da fase anterior sem interrupção
da sessão. Os pombos do Grupo II-c (n = 5) foram
submetidos a sete sessões de reforço não diferen-
cial. A Tabela 1 sintetiza as condições experimen-
tais de cada grupo na Fase Experimental.
Tabela 1. Condições experimentais de cada grupo de
participantes na Fase Experimental do experimento
de Wyckoff (adaptado de Wyckoff, 1969)
Grupo
Sessões
1–6* 6*–12
I
(sem
discriminação)
n=4
reforçamento
não diferencial
reforçamento não
diferencial
II–a
(discriminação)
n=6
reforçamento
diferencial
reforçamento
diferencial
continuado
II–b
(reversão da
discriminação)
n=6
reforçamento
diferencial
reforçamento
diferencial com
reversão da
discriminação
II–c
(abolição da
discriminação)
n=6
reforçamento
diferencial
reforçamento não
diferencial
6* denota o fim dos primeiros quinze minutos da sessão 6
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Como resultado, vericou-se que os pombos do
Grupo II (experimental) aumentaram a proporção
de tempo pressionando o pedal na Fase Experimental
em relação à Fase Preliminar e passaram a bicar o
disco quando vermelho era produzido e a não bicá-
-lo quando verde era produzido. Já para os pombos
do Grupo I (controle), a proporção de tempo pres-
sionando-se o pedal na Fase Experimental diminuiu
em relação à primeira fase e não houve responder
discriminado das respostas de bicar o disco em rela-
ção às cores vermelho e verde na Fase Experimental.
Esses resultados conrmaram as hipóteses (a) e (b)
feitas por Wycko (1952). De acordo com a hipótese
(c), era esperado que para os pombos do Grupo II-b
o comportamento de observação diminuísse tempo-
rariamente quando houvesse a reversão e que depois
esse comportamento recuperasse seu valor. Esse foi
o desempenho vericado, conrmando a hipótese
(c). A hipótese (d) apenas poderia ser vericada se
em algum ponto das sessões a discriminação esti-
vesse fracamente estabelecida e a probabilidade de
emissão das ROs também fosse baixa. Isso ocorreu,
segundo Wycko (1969), com alguns pombos do
Grupo II durante as primeiras seis sessões e também
com a maioria dos pombos do Grupo II-b logo após
a reversão da discriminação, conrmando a hipóte-
se (d). Finalmente, após a abolição da discriminação
ocorrida no Grupo II-c, o tempo de emissão das ROs
diminuiu em relação ao tempo de emissão antes da
abolição da discriminação. Esses resultados permi-
tem armar, tendo os sujeitos como seus próprios
controles, que o comportamento de observação foi
selecionado (i.e., gerado e mantido) pela produção
dos estímulos discriminativos.
Os resultados apresentados permitiram que
Wycko (1952, 1969) atingisse seu objetivo de am-
pliar a generalidade das teorias de discriminação
baseadas na ação do ambiente sobre as respostas
para situações em que repostas de observação são
requeridas para haver exposição aos estímulos dis-
criminativos. Tendo os resultados de Wycko como
base, pode-se armar, então, que a ocorrência de
discriminações envolve a análise de dois com-
portamentos, o comportamento de observação e
o comportamento de produção
2
(Pessôa & Sério,
2 O nome comportamento de produção é dado apenas como
forma de distinguir os dois comportamentos envolvidos nessa
2006). Ainda, é importante notar, como destacam
Dinsmoor, Flint, Smith e Viemeister (1969), que os
estímulos discriminativos produzidos pelas ROs no
experimento de Wycko fazem parte de dois pro-
cessos comportamentais
3
: reforçamento condiciona-
do (da resposta de observação) e estabelecimento
do controle por estímulos discriminativos ou discri-
minação (no comportamento de produção).
Utilizações do Procedimento
Experimental de Resposta de
Observação de Wyckoff na
Pesquisa Básica
Wycko (1952, 1969) é reconhecido pela engenho-
sidade com que conseguiu facilitar o registro de
uma resposta que fora do laboratório é muito difícil
de ser registrada. Ao usar o pedal como resposta de
observação, Wycko emulou topograas de respos-
ta que são muito sutis para serem registradas, tais
como o movimento dos olhos ou mesmo respostas
que ainda não se tem como registrar, como o caso
de controles auditivos em que um indivíduo obser-
va o som do violino em um quarteto de cordas.
Uma segunda engenhosidade do procedimento
utilizado foi muito apreciada na pesquisa básica da
análise experimental do comportamento. A emis-
são de uma resposta de observação que transfor-
situação, pois no comportamento de observação os estímulos
discriminativos são, também, produzidos. Comportamento
de produção – e instâncias da classe de respostas deste com-
portamento, resposta de produção – é, aqui, arbitrariamente
utilizado por razões apresentadas em Pessôa e Sério (2006).
Dentre outros nomes que são utilizados para se referir a este
comportamento – ou suas respostas – controlado pelos es-
tímulos produzidos pelo comportamento de observação es-
tão: respostas alvo (Spence, 1936, 1937); respostas efetivas
(Wycko, 1952, 1969); respostas discriminadas (Dinsmoor,
1983, 1985); respostas principais (Pergher, 2007; Tomanari,
2008); e comportamento corrente (Strapasson & Dittrich,
2008). Como pode ser discutido, todos os adjetivos usados
para especicar este segundo comportamento poderiam es-
pecicar o comportamento de observação.
3 Processo é uma palavra que comporta diversas interpreta-
ções. No presente trabalho, a expressão “processo comporta-
mental” é usada signicando mudanças no comportamento
(Skinner, 1968/2003b, p. 120). Essas mudanças são devidas a
operações tais como reforço (apresentação de um reforçador
contingente a uma resposta) e extinção (suspensão do reforço).
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ma momentaneamente um esquema misto
4
em um
esquema múltiplo
5
constituiu-se como uma ótima
opção ao uso de esquemas encadeados no estudo
da aquisição da função reforçadora condicionada.
Em esquemas encadeados, a produção do reforça-
dor no último elo da cadeia depende da produção
de cada estímulo intermediário (Ferster & Skinner,
1957). Por exemplo, a resposta de um rato passar
por dentro de uma argola produz luz azul e apenas
diante dessa luz a resposta de pressão à barra pro-
duz uma gota de água no bebedouro. Nesses casos,
o efeito reforçador do estímulo discriminativo (luz
azul) sobre a resposta que o produz (passar pela
argola) pode se confundir com o efeito reforçador
do estímulo no último elo da cadeia (água) sobre
essa mesma resposta (passar pela argola). Já no pro-
cedimento proposto por Wycko, a relação entre
o estímulo produzido pela RO e o reforçador do
comportamento de produção não é de contingên-
cia. A produção do reforçador no comportamen-
to de produção não depende da emissão das ROs
especicadas. Note-se que no experimento relata-
do os pombos poderiam produzir alimento tanto
diante do estímulo distintivo dos componentes de
FI (luz vermelha) como em sua ausência (luz bran-
ca). O procedimento de Wycko (1969), em que a
RO produz estímulos discriminativos para um ope-
rante sem alterar a programação de reforço desse
operante, passou a ser conhecido como procedi-
mento de resposta de observação (e. g. Dinsmoor,
1983, 1985, 1995; Gollub, 1970; Hirota, 1972, 1974).
(Para se entender a diferença entre o procedimen-
to de resposta de observação aqui discutido e o
procedimento usado em experimentos envolvento
matching to sample sugerimos a leitura de Pessôa e
Sério, [2006].)
No exemplo fornecido pelo experimento de
Wycko (1969), o pombo poderia receber exata-
mente a mesma quantidade de alimento emitindo
ou não a RO. Essa dupla possibilidade de curso de
ação adiciona, sem dúvida, complexidade à análi-
4 i.e., dois ou mais esquemas simples intercalados em compo-
nentes sucessivos sem estímulos que os discriminem (Ferster
& Skinner, 1957).
5 i.e., dois ou mais esquemas simples intercalados em compo-
nentes sucessivos com estímulos que os discriminem (Ferster
& Skinner, 1957).
se do comportamento. Por que o pombo emitiria
o comportamento de observação? A relativa in-
dependência entre o valor reforçador dos estímu-
los que mantêm o comportamento de observação
e o valor reforçador dos estímulos que mantêm o
comportamento de produção no procedimento de
resposta de observação favoreceu a utilização desse
procedimento em grande quantidade de pesquisas
que investigaram a origem e a manutenção da fun-
ção reforçadora condicionada. Os achados dessas
pesquisas não são objeto deste texto, mas as prin-
cipais contribuições no renamento do conceito
de reforçamento condicionado que empregam este
procedimento são constantemente revisadas (e.g.,
Dinsmoor, 1983; Fantino, 1977, 2001; Fantino &
Silberberg, 2010; Shahan, 2010; Tomanari, 2000,
2008; Williams, 1994 ).
Nos estudos sobre a origem da função reforça-
dora condicionada que utilizam procedimentos de
resposta de observação a variável dependente me-
dida é alguma dimensão da resposta de observação
em dois momentos diferentes (geralmente, antes
e depois do estabelecimento da discriminação).
Quanto mais o fortalecimento das ROs pela produ-
ção de estímulos discriminativos na contingência
de produção for independente do reforço do com-
portamento de produção, mais estará assegurado
que o fortalecimento do comportamento de obser-
vação se deu somente pela produção dos estímulos
discriminativos.
A Importância do Comportamento
de Observação
A importância do comportamento de observação
(para a diferença entre resposta de observação e
comportamento de observação consulte Pessôa e
Sério [2006].) não se exaure na utilização do proce-
dimento de resposta de observação. Wycko (1952,
p.432) realça a importância das situações em que
uma resposta de observação é requerida para o
estabelecimento de discriminações em situações
cotidianas como o primeiro motivo de estudá-las.
Além de Wycko, outro autor que ressalta a im-
portância de pesquisas sobre o comportamento de
observação é B. F. Skinner, principalmente no con-
texto da educação (Skinner 1954/2003a, 1957/1992,
1958/1999a, 1961/1999d, 1968/2003b). Mas, antes
Candido V. B. B. Pessôa, Gerson Y. Tomanari 089-098
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de aprofundar esse assunto, talvez valha entender
como Skinner recoloca a denição de comporta-
mento de observação.
Retorne-se à denição de RO apresentada no
início do texto: respostas de observação são aque-
las que produzem estímulos discriminativos para
outras respostas. Se olhada apenas nestes termos,
sem o requisito imposto por Wycko em seu pro-
cedimento, qualquer resposta em elo de um esque-
ma encadeado se constituiria como uma resposta
de observação, tornando-se assim extremamente
ampla a denição da resposta. Talvez por isso o
cuidado de Skinner (1954/2003a) ao apresentar o
conceito:
É possível, também, construir sequências bem
complexas de esquemas. Não é fácil descrevê-
-las em poucas palavras, mas dois ou três
exemplos podem ser mencionados. Em um
experimento, o pombo gera um desempenho
apropriado ao Esquema A, no qual o reforço é
simplesmente a produção do estímulo caracte-
rístico do Esquema B, ao qual o pombo respon-
de apropriadamente. Sob um terceiro estímulo,
a ave realiza um desempenho apropriado ao
Esquema C no qual o reforço é simplesmente
a produção dos estímulos característicos do
Esquema D, ao qual a ave então responde apro-
priadamente [produzindo acesso a comida].
Em um caso especial, primeiro investigado por
L. B. Wycko, Jr., o organismo responde a um
estímulo no qual o reforço consiste na clarifica-
ção do estímulo controlando outra resposta. A
primeira resposta se torna, por assim dizer, uma
forma objetiva de ‘prestar atenção’ no segundo
estímulo.” (p. 13, grifos no original).
A citação de Skinner (1954/2003a) a Wycko
(1952) foi feita em um contexto de explanação so-
bre “a ciência da aprendizagem e a arte do ensino”.
Nela podemos perceber que Skinner (a) diferencia a
resposta de observação de um elo em um esquema
encadeado, (b) colocando a claricação do estímulo
controlador do comportamento de produção como
o reforçador do comportamento de observação.
No caso de (a), Skinner usa a expressão “se-
quências bem complexas de esquemas. O termo
esquemas” se refere a arranjos de relações entre
os termos da tríplice contingência. Esses arranjos
causam desempenhos típicos e diferentes entre si.
Por exemplo, o desempenho em meia lua (em in-
glês referido como scallop) característico de esque-
mas em intervalo xo, ou o desempenho bi-tônico
(em inglês referido como stop-and-run) caracterís-
tico de esquemas em razão xa. “Sequências com-
plexas” indica que mais de uma tríplice contingên-
cia está em questão. Na sequência da citação há um
exemplo do esquema que logo depois será denomi-
nado como esquema encadeado (Ferster & Skinner,
1957). Em esquemas encadeados mais de uma con-
dição tem que ser satisfeita para se obter o reforço
(o raciocínio lógico aqui é simplicado, falando-
-se de reforço apenas o caso de produção de um
reforçador incondicionado e não de reforçadores
condicionados intermediários criados exatamente
por conta deste último). No exemplo de Skinner,
a única forma de o pombo receber o alimento é
passando por todos os esquemas e produzindo
todos os estímulos intermediários. O que torna o
caso do comportamento de observação especial é
o fato de a RO não precisar necessariamente ser
emitida para a obtenção do reforço. “Claricar o
estímulo controlador” é diferente de “produzir o
estimulo controlador”. À primeira vista, ao ler-se
a denição de Wycko (1952) pode-se ter a im-
pressão de que sem a emissão da RO o indivíduo
estaria se comportando sem estímulos discrimina-
tivos. Mas, deve-se lembrar que dicilmente um
indivíduo se comporta sem a presença de um SD
(Skinner, 1938/1991). No caso de Wycko (1969),
sem a emissão da RO o estímulo discriminativo
para a emissão da resposta de produção seria a luz
branca. Assim, como dito anteriormente, no caso
do comportamento de observação, o indivíduo
tem dois cursos de ação, um observando e outro
sem observar.
A observação não ser imprescindível não quer
dizer que ela não altere o ambiente. Novamente,
no caso do experimento de Wycko, a emissão
das ROs fez com que os pombos obtivessem a
mesma quantidade de alimento emitindo apro-
ximadamente metade das respostas de produção.
Falando de outra forma, Fantino (1977) desta-
ca que o comportamento de observação deu aos
pombos acesso a um ambiente com densidade
de reforço – ou seja, quantidade de reforços por
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unidade de tempo – duas vezes maior do que o
ambiente existente sem a emissão das ROs. Num
caso prático, imagine um estudante que lê parte
do enunciados das questões de uma prova e assim
emite respostas que produzam uma nota medí-
ocre, que talvez leve à necessidade da realização
de outra prova para o estudante passar de ano. O
mesmo estudante poderia ler o enunciado todo e
emitir uma resposta que produzisse a nota máxi-
ma. O comportamento de observação nesse caso
seria ler o enunciado todo, o que daria acesso a
um reforço de maior magnitude. Porém, ler ape-
nas parcialmente o enunciado também produziria
reforço. Possivelmente esse é o sentido do termo
clarificar: possibilitar a emissão de uma resposta
de produção mais eciente. Assim, o comporta-
mento de observação é reforçado pela claricação
do estímulo controlador de outra resposta.
Voltando às referências de Skinner sobre o
assunto, ao comentar a importância do compor-
tamento de observação na educação (Skinner,
1968/2003b, pp. 121-123), o autor arma que, no
curso normal dos eventos, o reforço que ocorre
no comportamento que aqui chamamos de pro-
dução acaba por fortalecer o comportamento de
observação. Entretanto, deixar isso acontecer pode
ser o mesmo que jogar a criança na água para que
ela aprenda a nadar: “Simplesmente reforçar uma
criança quando ela lê um texto corretamente pode
ser muito menos efetivo do que contingências es-
peciais que a induzam a ler da esquerda para a di-
reita ou a ler um bloco de palavras de uma vez.
(p. 123). Ressalta-se a importância de não se deixar
o comportamento de observação ser reforçado so-
mente pelas suas consequências naturais. Ele deve
ser reforçado explicitamente. Em outra passagem
Skinner (1961/1999d, p. 237) fornece um exemplo
ainda mais dramático da diculdade que pode ha-
ver para o reforçador do comportamento de pro-
dução reforçar o comportamento de observação:
imagine-se uma criança a quem é mostrada uma
gura e, mais tarde, na ausência da gura, reforça-
-se generosamente respostas corretas a perguntas
sobre ela. Se a criança nunca passou por essa ex-
periência antes, ela provavelmente não terá muito
sucesso. Se for mostrada, então, uma outra gura a
ela, pode ser que ela se engaje nos comportamentos
necessários para responder corretamente às ques-
tões. Mas será uma vantagem para a criança se for
ensinado a ela esses tipos de comportamento em
vez de deixá-los ocorrer ao acaso.
As referências de Skinner mostram como, ao
menos para esse autor, existe a necessidade de se re-
forçar o comportamento de observação diretamente
e podem surgir problemas por não se fazer isso. O
presente artigo visou diferenciar a utilidade do pro-
cedimento de resposta de observação, no qual nunca
se deve reforçar diretamente as respostas de obser-
vação, da utilidade de um conceito especíco de
comportamento de observação, ao qual pode ser im-
portante o reforço extrínseco desse comportamento
em algumas etapas do aprendizado de um indivíduo.
Ainda procurou mostrar-se como o entendimento
do comportamento de observação como aquele que
clarica os estímulos controladores de outra respos-
ta pode ajudar a entender a importância prática do
comportamento de observação. Considera-se que,
entendido assim, o conceito pode ampliar a atuação
do analista do comportamento.
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Informações do Artigo
Histórico do artigo:
Submetido em: 23/07/2013
Primeira decisão editorial: 25/06/2014
Aceito em: 02/09/2015
Editor Associado: Saulo M. Velasco
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The present paper reviews studies on the process by which a primarily neutral stimulus comes to exert reinforcing functions following associations with a formerly established reinforcer. The paper reviews conceptual aspects of conditioned reinforcement, its determining parameters (number of pairings, magnitude of reinforcement etc), the methods of investigation (procedures such as insistence to extinction, chained schedules, observing responses, token economy) and, finally, some theories that describe the fundamental conditions necessary to establish and maintain conditioned reinforcers.
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Discute-se neste artigo, ao longo da apresentação de cinco experimentos, o caráter operante da resposta de observação, retomando-se a história deste conceito na literatura da análise experimental do comportamento. Reservase a expressão comportamento de observação para a relação entre uma resposta e suas conseqüências, e o termo resposta para as instâncias que produzem tal conseqüência. É destacada a necessidade de se levar em conta duas tríplices contingências no estudo do comportamento de observação e os cuidados que devem ser tomados ao chamarmos uma resposta como de observação. São discutidas as características que definem comportamento de observação e suas implicações no reforçamento condicionado e no controle de estímulos. Palavras-chave: comportamento de observação, resposta de observação, reforçamento condicionado, controle de estímulos, dupla função de um estímulo
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O fato de que os organismos não respondem a todas as caracter'isticas do ambiente levou muitos psicólogos a pressupor a existência de algum mecanismo de seleção desses est'imulos - tradicionalmente chamado de ‘atenção’. Este trabalho investiga como a noção de “prestar atenção” é tratada na obra de B.F. Skinner. Defende-se aqui que Skinner admite duas possibilidades de se interpretar o que cotidianamente chamamos de “prestar atenção”: (a) como relações de controle de est'imulos, e (b) como uma classe de respostas precorrentes que clarificam, ou tornam mais eficaz, um est'imulo discriminativo. Nos dois casos, o “prestar atenção” é entendido como um processo comportamental, tornando referências a processos cognitivos desnecessárias.
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Pigeons were trained on a Wyckoff observing response procedure in which key responses were reinforced on a mixed schedule consisting of fixed-interval and extinction components. In Experiment 1, stepping on a pedal (a) converted the mixed schedule to a multiple schedule, (b) replaced the mixed-schedule stimulus with an unlit key (or, in different phases, a blackout), or (c) had no consequence. In Experiment 2, pedal standing removed the mixed-schedule stimulus that was physically similar to the multiple-schedule stimuli or one that was less similar. In Experiment 3, Wyckoff's differential and nondifferential discrimination procedure was repeated. The results of Experiments 1 and 2 showed that the Wyckoff pedal response was controlled by neither the removal of the mixed-schedule stimulus nor the production of discriminative stimuli. The results indicated a correlation between key-response rates and pedal-standing time. Experiment 3 showed that high response rates to mixed-schedule stimuli were correlated with little pedal-standing time while high key-response rates to multiple-schedule stimuli were correlated with considerable pedal standing time. The correlation between key-response rates and pedal-standing time was related to the physical arrangement between the key and pedal operanda.