Avaliação da atividade antioxidante de Solanum paniculatum (Solanaceae)

Article (PDF Available) · January 2007with 394 Reads
Abstract
The Brazilian Northeastern vegetation presents a number of species from the Solanaceae family, rich in active secondary metabolites, many of them with high antioxidant capabilities. This paper determines the antioxidant activity of Solanum paniculatum, by the 2.2-diphenyl-1-picryl-hydrazyl (DPPH) free radical scavenging method. The results of efficient concentration 50% (EC50) indicate the presence of antioxidant compounds in the ethanol and aqueous extracts. The solvent partioning of the aqueous extract resulted in new fractions with antioxidant activity equivalent to BHT (EC50 = 15.0 ± 6.7 ppm), which indicates the possible presence of compounds with significant antioxidant activity (Aqueous fraction F2: EC50 = 19.3 ± 1.6 ppm and F3: EC50 = 15.4 ± 0.8 ppm).
179Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.11, n.3, p. 179-183, set./dez. 2007
Introdução
Os organismos aeróbicos sobrevivem graças às
reações oxidativas, realizadas através do oxigênio (O2)
atmosférico. Contudo, tais reações ainda que permitam
a continuidade da vida, ameaçam a mesma, pois estas
reações permitem a formação de espécies reativas de
oxigênio (ERO) (SOARES, 2002).
As ERO são moléculas extremamente reativas,
muitas das quais se apresentam como radicais livres.
Estas espécies têm um elétron livre em seu último
orbital molecular. Embora as mesmas constituam parte
da defesa do organismo, elas também podem causar
alterações nas células, agindo sobre os componentes
celulares, tais como ácidos graxos de membrana,
proteínas celulares e ácidos nucléicos (SOARES,
2002).
Estas ERO podem oxidar biomoléculas,
comprometendo diversos processos bioquímicos, tais
como ruptura da integridade celular, mutações, perda do
reconhecimento molecular e/ou da atividade enzimática
(CERQUEIRA, de MEDEIROS e AUGUSTO, 2007).
Tais danos celulares podem estar relacionados
à origem de diversas patologias, como artrite,
arteriosclerose e desordens neurodegenerativas
(GALVEZ et al., 2005).
Sabe-se que as ERO estão fortemente
envolvidas nos processos de fotodeterioração da pele,
induzidos por UV. A radiação solar ultra-violeta (UV)
contribui para a fotodeterioração da pele, causando
câncer cutâneo, fotoenvelhecimento, fotosensibilização
e outras patologias associadas. (ISHITSUKA et al.,
2005).
Paradoxalmente, os organismos desenvolveram
adaptações biológicas, as quais se constituem
defesas antioxidantes contra as ERO. Estas defesas
são fundamentais para a existência de um balanço
oxidativo nos organismos, pois evidências recentes
apontam para a participação fundamental de ERO em
processos bioquímicos (CERQUEIRA, de MEDEIROS
e AUGUSTO, 2007).
Os principais antioxidantes presentes no plasma
humano são as proteínas com grupos tióis (SH), o ácido
úrico, o ácido ascórbico, os tocoferoís e os carotenóides
(CERQUEIRA, de MEDEIROS e AUGUSTO, 2007).
Os organismos não são completamente
protegidos por suas defesas antioxidantes endógenas.
Assim, a absorção de substâncias antioxidantes
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Solanum paniculatum
(Solanaceae)
Sarila Resende Ribeiro1
Carlos Camiza Fortes2
Sarah Christina Caldas Oliveira3
Carlos Frederico de Souza Castro4
RIBEIRO, S. R., FORTES, C. C., OLIVEIRA, S. C. C., CASTRO, C. F. S. Avaliação da atividade antioxidante de solanum paniculatum
(solanaceae). Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 11, n. 3, p. 179-183, set./dez. 2007.
RESUMO: A vegetação do nordeste brasileiro apresenta diversas exemplares da família Solanaceae, ricas em metabólitos secundários
ativos, muito dos quais apresentam elevada capacidade antioxidante. Assim, visando avaliar a atividade antioxidante das folhas da espécie
Solanum paniculatum, através do método do seqüestro do radical livre estável 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH), é que foi realizado este
trabalho. Os resultados de concentração efetiva 50% (CE50) indicam a presença de compostos antioxidantes nos extratos etanólico e aquoso.
O fracionamento do extrato aquoso bruto produziu duas frações com atividade antioxidante comparável ao BHT (CE50 = 15,0 ± 6,7 ppm),
o que indica a possível presença de compostos com atividade antioxidante significativa (Fração aquosa F2: CE50 = 19,3 ± 1,6 ppm e F3:
CE50 = 15,4 ± 0,8 ppm).
PALAVRAS-CHAVE: antioxidantes, DPPH, Solanum paniculatum
ASSESSMENT OF THE ANTIOXIDANT ACTIVITY OF Solanum paniculatum (Solanaceae)
ABSTRACT: The Brazilian Northeastern vegetation presents a number of species from the Solanaceae family, rich in active secondary
metabolites, many of them with high antioxidant capabilities. This paper determines the antioxidant activity of Solanum paniculatum, by
the 2.2-diphenyl-1-picryl-hydrazyl (DPPH) free radical scavenging method. The results of efficient concentration 50% (EC50) indicate
the presence of antioxidant compounds in the ethanol and aqueous extracts. The solvent partioning of the aqueous extract resulted in new
fractions with antioxidant activity equivalent to BHT (EC50 = 15.0 ± 6.7 ppm), which indicates the possible presence of compounds with
significant antioxidant activity (Aqueous fraction F2: EC50 = 19.3 ± 1.6 ppm and F3: EC50 = 15.4 ± 0.8 ppm).
KEYWORDS: Antioxidants; DPPH; Solanum Paniculatum.
1 Bolsista PIBIC/UCB/CNPq. Acadêmica do Curso de Farmácia, Centro de Ciências da Vida, Universidade Católica de Brasília.
2 Farmacêutico, Doutor em Química Orgânica. Professor do Curso de Química, Centro de Ciências da Educação e Humanidades, Universidade Católica de
Brasília.
3 Biológa, Mestre em Botânica. Professora do Curso de Ciências Biológicas, Centro de Ciências da Educação e Humanidades, Universidade Católica de
Brasília.
4 Químico, Doutor em Química. Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Verde, CEFET, Rod. Sul Goiana, Km. 01, Rio Verde, GO,
Brasil. CEP: 75905-800, Cx. P. 66. Email: [email protected] .
RIBEIRO; et al.
180 Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.11, n.3, p. 179-183, set./dez. 2007
exógenas, por exemplo, através da dieta, é necessária
para a manutenção do balanço oxidativo e da saúde do
organismo humano (CERQUEIRA, de MEDEIROS e
AUGUSTO, 2007).
Os efeitos antioxidantes presentes em diversos
alimentos têm sido comprovados por diversas pesquisas;
em particular, para as especiarias, como alecrim
(Rosmarinus officinalis L.) e sálvia (Salvia officinalis)
(MELO et al., 2006).
Os flavonóides são substâncias naturais com
estruturas fenólicas variáveis. Mais de 4000 flavonóides
foram identificados, sendo que os mais numerosos
consistem nos flavonóis, flavonas, antocianidinas
e isoflavonas. Uma das suas características mais
marcantes é a capacidade de atuar como antioxidantes,
seqüestradores de radicais livres e de ERO (WILMSEN,
SPADA e SALVADOR, 2005).
A capacidade antioxidante dos flavonoídes é
atribuída ao poder redutor do grupo fenólico, o qual
reduz os radicais livres e produz o radical fenoxila, o
qual, por sua vez, é estabilizado por ressonância. Esta
capacidade é influenciada pelo número de hidroxilas
presentes, pelas suas posições e pelas posições de
glicosilação destas moléculas (WILMSEN, SPADA e
SALVADOR, 2005).
Os compostos fenólicos são os antioxidantes
mais abundantes na dieta humana, podendo atingir 1
g de consumo diário (CERQUEIRA, de MEDEIROS e
AUGUSTO, 2007).
Dentre os compostos fenólicos, uma das classes
mais importantes é a dos ácidos hidroxicinâmicos,
sendo que o seu principal representante é o ácido
caféico, o qual ocorre esterificado ao ácido quínico,
sendo conhecido, nesta forma, como ácido clorogênico
(dos SANTOS et al., 2007).
A vegetação do nordeste brasileiro apresenta
diversos exemplares da família Solanaceae, rica em
metabólitos secundários ativos. O gênero Solanum
apresenta uma variedade grande de saponinas esteroidais
e glicoalcalóides, os quais atuam promovendo a
resistência natural destas plantas contra as pragas
(OLIVEIRA et al., 2006).
De acordo com Oliveira et al. (2006), os extratos
metanol e acetato de etila da partes aéreas de Solanum
megalonyx Sendtn. apresentam atividade espasmolítica
em íleo isolado de cobaias.
Solanum paniculatum L (Solanaceae),
popularmente conhecida como jurubeba, jurupeba,
juripeba, jubeba, juvena, juina ou juna, é uma planta
muito utilizada na medicina popular brasileira como
tônico, antitérmico e no tratamento de disfunções
gastro-hepáticas e seus extratos aquosos de flores e
raízes apresentam atividade inibidora da secreção do
ácido gástrico, validando seu uso como medicamento
popular (MESIA-VELA et al., 2002).
No Brasil, existe um medicamento fitoterápico
disponível, a Ierobina®, indicada para o tratamento da
dispepsia. Contém os extratos hidroalcoólicos de várias
plantas, incluindo S. paniculatum. Os seus resultados
indicam que o seu uso aumenta a absorção intestinal
de triacilgliceróis, além de produzir um efeito relaxante
nas contrações do íleo, comprovando a sua eficácia
como um agente contra a dispepsia (BOTION et al.,
2005).
Diversos alcalóides esteroidais foram
isolados de S. paniculatum, como jurubebina, jubebina
e solanina; bem como algumas saponinas: isojuripidina,
isojurubidina, isopaniculidina e jurubidina (MESIA-
VELA et al., 2002).
Treze espécies de Solanum foram testadas
quanto à sua bioatividade em relação à Artemia salina e
apenas quatro delas apresentaram-se inativas, uma das
quais foi Solanum paniculatum (SILVA et al., 2007).
Segundo Al-Fatimi e colaboradores (AL-
FATIMI et al., 2007), os extratos de Solanum nigrum
L. apresentaram uma das maiores capacidades
antioxidantes entre 10 espécies vegetais, testadas pelo
método do seqüestro do radical livre estável 2,2-difenil-
1-picril-hidrazil (DPPH).
Desta forma, o objetivo deste trabalho foi
avaliar a capacidade antioxidante da espécie Solanum
paniculatum, através do método do seqüestro do radical
livre estável 2,2-difenil-1-picril-hidrazil.
Materiais e Métodos
Material Vegetal
As folhas de Solanum paniculatum L. foram
coletadas no Distrito Federal, junto à Estrada Parque
Núcleo Bandeirante, no mês de março de 2006.
Amostras de ramos férteis de S. paniculatum foram
identificadas pela Botânica Ms. C. Sarah Christina de
Oliveira Caldas, da Universidade Católica de Brasília,
material de coleta S.C.C. Oliveira no. 001, e uma
exsicata foi depositada no Herbário IBGE, sob o tombo
de número 64.764.
Obtenção dos Extratos e Frações
As folhas frescas foram desidratadas em estufa,
com circulação de ar forçada, na temperatura de 25 ºC,
até a obtenção de massa constante. Em seguida, foram
trituradas para a obtenção de um pó homogêneo. O
resultante foi colocado em um frasco e foi adicionado
um volume de hexano suficiente para que o mesmo cubra
totalmente o pó. O frasco foi mantido à temperatura
ambiente por sete dias, em ambiente escuro. Após este
período, procedeu-se à filtração do mesmo, levando
o líquido resultante ao processo de rotoevaporação a
45ºC. Este procedimento foi repetido por mais duas
vezes, obtendo-se desta forma o extrato hexânico bruto
das folhas.
O mesmo procedimento foi repetido, utilizando-
se etanol como solvente, obtendo-se assim, o extrato
etanólico bruto das folhas.
Atividade Antioxidante de Solanum paniculatum
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Finalmente, o pó foi disposto em água destilada
a 70ºC e deixado em repouso até atingir a temperatura
ambiente. Após o esfriamento da solução, a mesma foi
filtrada e o líquido resultante foi liofilizado, produzindo
o extrato aquoso bruto das folhas.
O extrato etanólico bruto foi fracionado em
coluna cromatográfica seca a vácuo (dry column vacuum
chromatography) de gel de sílica eluída com hexano,
acetato de etila e etanol, em misturas de polaridade
crescente (PEDERSEN e ROSENBOHM, 2001).
O extrato aquoso bruto foi dissolvido em uma
mistura de água e etanol (1:1) e extraído com acetato de
etila (3X 25 mL).
A fase aquosa obtida foi novamente extraída
com éter etílico (3X 25 mL). A fase éter foi concentrada
em rotoevaporador.
Etanol foi adicionado à fase aquosa e a mistura
foi deixada em repouso na geladeira por uma noite. Em
seguida, a mesma foi filtrada, obtendo-se um sólido
(fração aquosa F1) e o filtrado foi rotoevaporado para
retirada do etanol, sendo que a solução aquosa resultante
foi liofilizada, fornecendo a fração aquosa F2.
A fase acetato de etila foi concentrada em
rotoevaporador e o óleo resultante foi dissolvido em uma
mistura de água e etanol (1:1) e extraído com hexano. A
fase hexano foi concentrada em rotoevaporador.
A fase aquosa resultante foi rotoevaporada para
retirada do etanol e liofilizada, fornecendo a fração
aquosa F3.
Determinação da Atividade Antioxidante pelo
Método do Seqüestro do Radical Livre Estável 2,2-
difenil-1-picrilhidrazil (DPPH).
A atividade antioxidante pelo método do
seqüestro do radical livre estável 2,2-difenil-1-
picrilhidrazil (DPPH) foi determinada segundo a
metodologia descrita por Zuque et al. (2004, p. 131).
Soluções etanólicas em concentrações entre 200 e
20 ppm foram preparadas por diluições sucessivas,
utilizando-se os extratos e frações obtidas e uma
solução etanólica de DPPH a 80 ppm. Alíquotas de 1
mL da solução de DPPH foram transferidas para tubos
de ensaio, contendo 2 mL das soluções de extratos
ou frações em cada concentração. O padrão positivo
usado foi o BHT (butil-hidróxi-tolueno), nas mesmas
concentrações usadas para os extratos e frações. Após
um período de 30 min, foram feitas as leituras das
absorvâncias a 517 nm no espectrofotômetro. Também
foram feitas soluções controle, com a adição de etanol,
para verificar a presença de compostos com absorvância
no mesmo comprimento de onda.
A percentagem de DPPH seqüestrado em
cada concentração foi determinada através da equação
abaixo:
(1), onde, Abs(referência) corresponde à solução de
etanol puro, sem adição de extrato ou fração, somente
com a adição de DPPH; Abs(solução) corresponde à solução
de extrato bruto ou fração com adição de DPPH;
Abs(controle) corresponde à solução de extrato bruto ou
fração com adição de etanol puro, sem DPPH.
A capacidade antioxidante de cada extrato e
fração foi comparada através das concentrações efetivas
50% (CE50), obtidas por meio de interpolações das retas
determinadas por regressão linear para cada um dos
mesmos. A (CE50) representa a concentração necessária
para seqüestrar 50% da quantidade de DPPH inicial
existente na solução.
Todos os ensaios foram realizados, no mínimo,
em triplicata, e os resultados foram expressos em
médias e desvios padrão em ppm.
Análise Estatística
O método da Análise de Variância (ANOVA)
foi aplicado aos resultados obtidos. Os testes post hoc
de Student-Newman-Keuls (SNK) e Tukey, ao nível de
5% de significância, foram usados para determinar as
diferenças significativas entre as médias.
Resultados e Discussão
Os valores de CE50 de cada extrato bruto e das
suas frações foram determinados e os seus resultados
estão apresentados na Tabela 1.
Comparando os extratos brutos hexânico,
etanólico e aquoso, podemos observar que o extrato
hexânico destaca-se, apresentando um valor de CE50
muito elevado (CE50 = 134,3 ± 34,1 ppm), em relação
aos extratos brutos etanólico (CE50 = 23,4 ± 13,4 ppm)
e aquoso (CE50 = 35,2 ± 9,1 ppm).
Isto é confirmado pelos testes de SNK e
Tukey, os quais não indicam diferenças estatísticas
significativas entre os extratos etanólico e aquosos
brutos e o antioxidante comercial BHT; enquanto que
denotam a diferença entre o extrato hexânico e os
demais extratos brutos.
Isto indica que os compostos com atividade
antioxidante concentram-se preferencialmente nos
extratos mais polares (etanol e água), enquanto que
os compostos mais apolares não apresentam atividade
antioxidante significativa.
Os extratos etanólico e aquoso são
estatisticamente equivalentes, sendo, inclusive,
equivalentes ao controle, BHT; ainda que o extrato
etanólico (CE50 = 23,4 ± 13,4 ppm) seja um pouco
mais potente do que o aquoso (CE50 = 35,2 ± 9,1 ppm),
tal diferença não é significativa. Isto indica a possível
existência de compostos com atividade antioxidante em
ambos os extratos.
O fracionamento por coluna cromatográfica
de gel de sílica produziu quatro frações do extrato
etanólico bruto (F1-F4). Todas as quatro frações
RIBEIRO; et al.
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apresentaram CE50 maiores do que o extrato etanólico
bruto, indicando que ocorreu uma perda da atividade
antioxidante. Apenas a fração F3 (CE50 = 39,8 ± 1,6
ppm) manteve-se estatisticamente equivalente ao
extrato etanólico bruto, ainda que com uma pequena
perda da sua capacidade antioxidante (Extrato etanólico
bruto CE50 = 23,4 ± 13,4 ppm).
O fracionamento do extrato aquoso bruto
forneceu três frações, duas das quais apresentaram CE50
menores do que o extrato aquoso bruto, indicando um
aumento da capacidade antioxidante, provavelmente
devido à concentração dos compostos ativos
antioxidantes nas mesmas. As frações F2 (CE50 = 19,3
± 1,6 ppm) e F3 (CE50 = 15,4 ± 0,8 ppm) também foram
equivalentes ao controle positivo (BHT), indicando a
sua alta capacidade antioxidante.
Diversos trabalhos indicam a capacidade
antioxidante dos metabólitos secundários presentes
em solanáceas; em especial, nos seus extratos polares.
Whitaker e Stommel (2003) determinaram o conteúdo
de ácidos hidrocinâmicos presentes em extratos de
eggplant, encontrando, como componente majoritário,
o ácido clorogênico.
Diversos compostos fenólicos foram
identificados em solanáceas, tais como rutina,
naringenina, ácido clorogênio e ácido caféico (HELMJA
et al., 2007), aos quais têm sido atribuída parcialmente
a sua atividade antioxidante.
Extratos de S. paniculatum foram usados
no tratamento de disfunções gastro-hepáticas e seus
extratos aquosos de flores e raízes apresentam atividade
inibidora da secreção do ácido gástrico, aparentemente
relacionada aos alcalóides presentes (MESIA-VELA et
al., 2002).
Em geral, a atividade antioxidante é associada
ao conteúdo fenólico presente na plantas; embora
diversos outros constituintes, tais como antocianidinas,
também possam contribuir para a mesma (VELIOGLU
et al., 1998).
Os extratos metanólcos de Solanum incanum e
Solanum nigrum apresentaram atividade antioxidante
de magnitude comparável ao ácido ascórbico puro,
aparentemente devidos ao flavonóides e ácidos
clorogênicos presentes nos mesmos (AL-FATIMI et al.,
2007).
Além dos metabólitos secundários, também é
possível que sejam encontradas proteínas com atividade
antioxidante. Sivapriya e Srinivas (2007) isolaram uma
proteína hidrofílica de sementes de Solanum torvum, a
qual apresentou atividade oxidante significativa.
Tabela 1. Capacidade Antioxidate dos Extratos Brutos
e Frações das Folhas de S. paniculatum
Extrato/Fração CE50 (ppm)
BHT 15,0 ± 6,7 A a*
Hexânico 134,3 ± 34,1 C d
Etanólico 23,4 ± 13,4 A a
Etanólica F1 162,2 ± 14,5 D d
Etanólica F2 69,1 ± 0,9 B bc
Etanólica F3 39,8 ± 1,6 A abc
Etanólica F4 76,2 ± 3,9 B c
Aquoso 35,2 ± 9,1 A ab
Aquosa F1 36,7 ± 5,3 A ab
Aquosa F2 19,3 ± 1,6 A a
Aquosa F3 15,4 ± 0,8 A a
*Letras maiúsculas indicam equivalência estatística pelo
teste de Student-Newman-Keuls. Letras minúsculas
indicam equivalência estatística pelo teste de Tukey.
Ambos ao nível 5% de significância.
Conclusão
Os dados obtidos para a atividade antioxidante
pelo método do seqüestro do radical livre estável DPPH
indicam que os compostos secundários com atividade
antioxidante concentram-se preferencialmente nos
extratos polares (etanólico e aquoso) das folhas de
Solanum paniculatum, provavelmente tendo como
constituintes polifenóis e flavonóides.
O fracionamento do extrato etanólico de
Solanum paniculatum conduziu a uma redução da
atividade antioxidante, indicando que os compostos
responsáveis pela mesma não conseguiram ser
separados pela coluna cromatográfica, ou que se
tratam de compostos, cuja atividade antioxidante é o
resultado de uma ação sinérgica, a qual foi perdida com
a separação dos mesmos.
Já o fracionamento por solventes imiscíveis do
extrato aquoso bruto de folhas de Solanum paniculatum
permitiu a obtenção de duas frações com capacidade
antioxidante equivalente ao BHT, o que indica a possível
presença de compostos com atividade antioxidante
significativa.
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_________________________
Recebido em: 29/06/2007
Aceito em: 21/02/2008
Received on: 29/06/2007
Accepted on: 21/02/2008
RIBEIRO; et al.
184 Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.11, n.3, p. 179-183, set./dez. 2007
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    RESUMO O gênero Brunfelsia possui ainda poucas informações a respeito de sua composição química ou confirmações científicas de suas propriedades medicinais, apesar do uso na medicina tradicional pelos povos amazônicos. Este trabalho buscou caracterizar a espécie Brunfelsia cuneifolia, cultivada no estado do Rio Grande do Sul, quanto a sua composição química e atividade biológica. Foram obtidos extratos aquosos a quente, a frio, e por ultrassom, a partir de folhas frescas. A caracterização química realizada por CLAE determinou a presença dos compostos fenólicos: ácido ferúlico e rutina, em todos os extratos, sendo as maiores quantidades apresentadas pela extração a frio. A análise por EMAR identificou a fórmula molecular de nove substâncias nos diferentes extratos, incluindo a presença do alcaloide brunfelsamidina em todos os extratos obtidos. Para a atividade biológica, devido à similaridade de resposta e teor nas diferentes formas de extração, foi possível correlacionar a atividade antioxidante, avaliada através da redução do radical DPPH*, com o teor de compostos fenólicos totais obtidos pelo método de Folin-Ciocalteu. A toxicidade dos extratos avaliada pela utilização de Artemia salina revelou ausência de toxidez. Os resultados obtidos são os primeiros apresentados para a caracterização desta espécie, colaborando também para a pesquisa científica acerca dos usos popularmente atribuídos ao gênero.
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    The jatobá species, also known as Brazilian cherry, are traditionally used for the treatment of various diseases. Chemotaxonomic studies have described the Hymenaea genus as a potential source of phenolic compounds, tannins and favonoids, which have antioxidant activity, thus being potential inhibitors of tyrosinase, which is the enzyme responsible for skin pigmentation defects. There are approximately 15 species in the genus Hymenaea of which 13 are found in Brazil. This study was conducted to evaluate the phenols, the antioxidant activity, the ability to chelate copper ions and the ability to inhibit tyrosinase of the extract of the H. Stigonocarpa leaves. The plant material (leaves) was harvested from trees in the savannah (Brazilian Cerrado) area of environmental preservation of the FESURV campus - University of Rio Verde - state of Goiás, dried in a forced circulation oven at 42° C for 2 days and subjected to extraction with hexane (hexane crude extract) and extraction with absolute ethanol (ethanol crude extract). When determining the phenolic content performed with the Folin-Ciocalteu reagent, we found that the crude ethanol extract (CEE) presented the highest concentration (235.7 mg gallic acid equivalent per gram of CEE). In the evaluation of radical scavenging activity, using the DPPH free radical, the ethanol extract again showed higher antioxidant activity (IC50 = 19 ± 0.1 ppm). For the procedure for chelation of copper ions, the crude ethanol extract tested showed no such ability. For the process of inhibiting the tyrosinase enzyme, the crude ethanol extract tested after 30 and 60 minutes presented inhibition of 38 and 48%, respectively.
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    The interest in the study of natural products has grown steadily worldwide. In Brazil, it has occurred due to the large number of species of flora which are popularly used in alternative medicine cuisine, and even as cosmetics. However, due to big diversity, there are few that have been targets of more systematic studies by the scientific communities. The Ruta graveolens (rue) is known in various regions of the country by presenting analgesic, antihemorrhagic and soothing activity when ingested tea leaves and abortive when the juice of the leaves is mixed with garlic and cumin plant. The infusion of the leaves is used against menstrual cramps, diarrhea, fever, and syrup from the leaves used against severe coughs (Di Stasi and Hiruma-Lima 2002). However, few researches have been conducted with a view to analyzing their chemical composition and their antioxidant activity. In this sense, this research was to examine the antioxidant activity of leaf extracts of Rutagraveolens. The extractions were performed by the methods of infusion of dried leaves and through the extractor lipids with fresh and dried leaves with hexane solvents, alcohol and water. The antioxidant activity was determined by 2,2-diphenyl-1-picryl-hydrazyl stable free radical (DPPH) following the method described by Lima (2008). The aqueous extracts achieved better performance compared to extraction with hexane solvents and alcohol and fresh leaves have presented a lower yield than dried leaves. The specie has presented antioxidant activities confirmed through calculations of EC50, the aqueous extract of dried leaf has showed the highest antioxidant activity, inhibiting 78.98% of DPPH radicals.
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    In Brazil occur 32 genera and about 350 species of Solanaceae. Between their representatives, Solanum paniculatum L.,native from Brazil, grow spontaneously in land under disturbances and is scientifi cally recognised in phytotherapy(herbalism). In this work were observed and identifi ed, in order to level, the visitors insects and the interaction of eventsin Solanum paniculatum L., taking into account environmental factors. We examined fi ve sampling units (2m ×2m) in the area PUCPR, Toledo, in three different times. Signed on 654 individuals belonging to six orders, observedin greater numbers at a time of 08h between the maximum of 21 °C to 24 °C and relative humidity of 76%. Coleopteracontributed the largest number of individuals (442) followed by Hemiptera with (81). There were fi ve events of interaction,and stopped (349) and walks (81) the most frequent, and the order Coleoptera most representative in all events.The temperature and humidity, showed no signifi cant infl uence on the rate of visits during the days of observation.
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    Solanum paniculatum L. is a plant species widespread throughout tropical America, especially in the Brazilian Cerrado region. It is used in Brazil for culinary purposes and in folk medicine to treat liver and gastric dysfunctions, as well as hangovers. Previous studies with S. paniculatum ethanolic leaf extract or ethanolic fruit extract demonstrated that they have no genotoxic activity neither in mice nor in bacterial strains, although their cytotoxicity and antigenotoxicity were demonstrated in higher doses. In order to assess the possible compounds responsible for the activities observed, we fractionated the ethanolic fruit extract of S. paniculatum, characterized by 1H and 13C NMR spectra, and evaluated two fractions containing steroidal alkaloids against mitomycin C (MMC) using the mouse bone marrow micronucleus test. Swiss mice were orally treated with different concentrations (25, 50, or 100 mg.kg-1) of each fraction simultaneously with a single intraperitonial dose of MMC (4 mg.kg-1). Antigenotoxicity was evaluated by using the frequency of micronucleated polychromatic erythrocytes (MNPCE), whereas anticytotoxicity was assessed by the polychromatic and normochromatic erythrocytes ratio (PCE/NCE). Our results demonstrated that steroidal alkaloids isolated from S. paniculatum strongly protected cells against MMC aneugenic and/or clastogenic activities as well as modulated MMC cytotoxic action.
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    Reactive oxygen species (ROS) at physiological concentrations may be required for normal cell function. Excessive production of ROS can be detrimental to cells, because ROS can cause oxidative damage to lipids, proteins, and DNA. Herein, we describe the isolation and purification of a novel antioxidant protein the water extract of dried, powdered Sundakai (Solanum torvum [Solanaceae]) seeds. Sundakai belongs to the Solanaceae family, a small shrub, which is distributed widely in India, Malaya, China, Phillipines and tropical America. Fifty percent of ammonium sulphate-precipitated crude water extract was fractionated on a Sephadex G100 column, which yielded two peaks, PI and PII. Peaks PI and PII inhibited lipid peroxidation up to 40% and 89%, respectively in linolenic acid micelles. Rechromatographing of peak PII on Sephadex G100 yielded a single peak, indicating the homogeneity of the purified protein. SDS–PAGE analysis indicated the molecular weight of the purified protein to be ∼28 kDa. The purified protein, at 0.8 μM, inhibited deoxyribose degradation induced by generation of hydroxyl radicals by 90% and scavenged DPPH (1,1-diphenyl-2-picrylhydrazyl) radicals by 76%. The reducing power and chelating power of the purified protein, at 0.8 μM, were found to be 72% and 85%, respectively. The protein, at 0.8 μM, also offered significant protection to calf thymus DNA damage induced by H2O2 (1 mM). Therefore, the present study demonstrates, for the first time, a novel protein from the water extract of Sundakai seeds as an excellent antioxidant.
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    There is gathering evidence that antioxidant phytonutrients in fruits and vegetables have health-promoting effects. Eggplant fruit have a high content of antioxidant phenolic compounds. We evaluated the main class of eggplant phenolics, hydroxycinnamic acid conjugates, in the fruit of seven commercial cultivars. Fourteen conjugates were quantified and identified by high-performance liquid chromatography, ES(-)-MS, and (1)H NMR data. Significant differences in their content and composition were evident among cultivars and in tissue from stem, middle, and blossom end segments. Chlorogenic acid (5-O-caffeoylquinic acid) was the predominant compound, and its 3-O-, 4-O-, and 5-O-cis isomers were also present. The 10 other phenolics fell into four groups, including 3,5- and 4,5-dicaffeoylquinic acid isomers, four amide conjugates, two unknown caffeic acid conjugates, and 3-O-acetyl esters of 5-O- and 4-O-caffeoylquinic acid. Dicaffeoylquinic and 3-O-acetyl chlorogenic acids were most variable among the cultivars. Dicaffeoyquinic acids were most abundant in the blossom end, whereas 3-O-acetyl esters were highest in the midsection.
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    The antioxidant hesperidin, a major flavonoid in sweet orange and lemon, was evaluated using chemical and biological systems. The chemical assay evaluates the hesperidin capacity to sequester 1,1-diphenyl-2-picrylhydrazyl (DPPH*). Biological studies were done using the eukaryotic cells of superoxide-dismutase proficient and deficient strains of Saccharomyces cerevisiae treated with hesperidin and the stressing agents hydrogen peroxide or paraquat (methylviologen; 1,1'-dimethyl-4,4'-bipyridinium dichloride). Hesperidin was able to reduce significantly the level of the free radical DPPH* with similar efficacy of trolox (positive control). When the yeast cells were exposed to the flavonoid hesperidin before the stressing agents, there was a significant increase in the survival of all strains. Paraquat induced higher catalase and superoxide dismutase than did hydrogen peroxide, which only increased catalase activity. Previous addition of hesperidin to these treatments was able to reduce significantly both enzymatic levels. These observations clearly demonstrate that hesperidin provides strong cellular antioxidant protection against the damaging effects induced by paraquat and peroxide hydrogen.
  • Antioxidantes dietéticos: controvérsias e perspectivas
    AUGUSTO, O. Antioxidantes dietéticos: controvérsias e perspectivas. Quim. Nova, v. 30, n. 2, p. 441-449, 2007.
  • Characterization of bioactive compounds contained in vegetables of the solanaceae family by capillary electrophoresis
    HELMJA, H. et al. Characterization of bioactive compounds contained in vegetables of the solanaceae family by capillary electrophoresis. Proc. Estonian Acad. Sci. Chem. v. 56, n. 4, p. 172-186, 2007.
  • A novel anti-photoaging ingredient with the effect of iron sequestering
    ISHITSUKA, Y. et al. A novel anti-photoaging ingredient with the effect of iron sequestering. Journal of Dermatol. Sci. n. 1, S45-S52, 2005.
  • Jurubeba): Potent inhibitor of gastric acid secretion in mice
    MESIA-VELA, S. et al. Solanum paniculatum L. (Jurubeba): Potent inhibitor of gastric acid secretion in mice. Phytomedicine, n. 9, p. 508-514, 2002.
  • Extratos metanólico e acetato de etila de Solanum megalonyx Sendtn. (Solanaceae) apresentam atividade espasmolítica em íleo isolado de cobaia: um estudo comparativo
    OLIVEIRA, R. C. M. et al. Extratos metanólico e acetato de etila de Solanum megalonyx Sendtn. (Solanaceae) apresentam atividade espasmolítica em íleo isolado de cobaia: um estudo comparativo. Rev. Bras. Farmacogn. v. 16, n. 2, p.146-151, 2006.
  • Brine shrimp bioassay of some species of Solanum from Northestern Brazil
    SILVA, T. M. S. et al. Brine shrimp bioassay of some species of Solanum from Northestern Brazil. Rev. Bras. Farmacogn. v. 17, n. 1, p. 35-38, 2007.
  • Antioxidant activity and total phenolics in selected fruits, vegetables, and grain products
    VELIOGLU, Y. S. et al. Antioxidant activity and total phenolics in selected fruits, vegetables, and grain products. J. Agric. Food Chem. v. 46, n. 10, p. 4113- 4117, 1998.