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Measuring life satisfaction among physicians in Brazil

Authors:
  • Federal University of Paraíba

Abstract and Figures

Objective: This study aimed at adapting to the Brazilian physician population the Satisfaction With Life Scale (SWLS) and testing its construct validity. Methods: Participants were 14,405 professionals from the five regions of this country. Their age ranged from 22 to 85 years (mean 40.8 ± 10.2), most of them male (69.8%). They answered an electronic questionnaire (on-line) with six blocks of items, including those of the SWLS. This measure is rated in a 7-point scale, ranging from 1 (strongly disagree) to 7 (strongly agree). The set of answers to this scale was submitted to Principal Components (PC) and Factor Confirmatory (FC) analyses. Results: The PC's results indicated a one-factor structure, accounting for approximately 70% of the total variance, with a mean Cronbach's Alpha of 0.89. The CF analysis corroborates the unidimensionality of this measure to the Brazilian milieu (GFI = 0.99, AGFI = 0.97, CFI = 0.99, RMR = 0.045, and RMSEA = 0.077). Participants showed satisfaction with their lives, principally the oldest ones. Conclusions: These findings support the construct validity of the SWLS to the corresponding population.
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Recebido
04-11-05
Aprovado
09-12-05
Artigo original – Original article
Medindo a satisfação com a vida dos médicos no Brasil
Measuring life satisfaction among physicians in Brazil
Valdiney V. Gouveia, Genário Alves Barbosa, Edson de Oliveira Andrade e Mauro
Brandão Carneiro
Resumo
Objetivo: O presente estudo teve como objetivo adaptar para a população
médica brasileira a Escala de Satisfação com a Vida (ESV) e avaliar a sua
validade de construto. Métodos: Contou-se com a participação de 14.405
prossionais das cinco regiões do país. Estes tinham idades entre 22 e 85
anos (média 40,8 ± 10,2), sendo a maioria do sexo masculino (69,8%).
Eles responderam a um questionário eletrônico (on-line) com seis blocos
de itens, incluindo aqueles da ESV, que são respondidos numa escala de
7 pontos, variando de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente).
As respostas dos participantes à escala foram submetidas às análises de
componentes principais (CP) e fatorial conrmatória (FC). Resultados: Os
resultados da CP indicaram consistentemente uma estrutura unifatorial que
explicou aproximadamente 70% da variância total e apresentou consistência
interna média de 0,89. A análise FC corroborou a unidimensionalidade dessa
medida no contexto brasileiro (goodness-of-t index [GFI] = 0,99; adjusted
goodness-of-t index [AGFI] = 0,97; comparative t index [CFI] = 0,99; razão
metabólica relativa [RMR] = 0,045; root mean square error of approximation
[RMSEA] = 0,077). Os participantes demonstraram satisfação com suas
vidas, principalmente os mais velhos. Conclusões: Tais resultados apóiam
a validade de construto da ESV para a população considerada.
Palavras-chave:dico, satisfação com a vida, bem-estar, validade.
Abstract
Objective: This study aimed at adapting to the Brazilian physician
population the Satisfaction With Life Scale (SWLS) and testing its construct
validity. Methods: Participants were 14,405 professionals from the ve
regions of this country. Their age ranged from 22 to 85 years (mean
40.8 ± 10.2), most of them male (69.8%). They answered an electronic
questionnaire (on-line) with six blocks of items, including those of the SWLS.
This measure is rated in a 7-point scale, ranging from 1 (strongly disagree)
to 7 (strongly agree). The set of answers to this scale was submitted
to Principal Components (PC) and Factor Conrmatory (FC) analyses.
Results: The PC’s results indicated a one-factor structure, accounting for
approximately 70% of the total variance, with a mean Cronbach’s Alpha of
0.89. The CF analysis corroborates the unidimensionality of this measure
to the Brazilian milieu (GFI = 0.99, AGFI = 0.97, CFI = 0.99, RMR = 0.045,
and RMSEA = 0.077). Participants showed satisfaction with their lives,
principally the oldest ones. Conclusions: These ndings support the
construct validity of the SWLS to the corresponding population.
Key words: physician, life satisfaction, well-being, validity.
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) (Gouveia VV)
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) (Andrade EO)
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) (Carneiro MB)
Correspondência para: Valdiney V. Gouveia, Universidade Federal da Paraíba, CCHLA – Departamento de
Psicologia – 58051-900 – João Pessoa-PB – e-mail: vvgouveia@uol.com.br
Satisfação com a vida dos médicos no Brasil
J Bras Psiquiatr 54(4): 298-305, 2005 299
sobre aqueles mais cognitivos, isto é, de satisfação com a vida.
Esta é a dimensão de interesse do presente estudo.
Alguns pesquisadores têm priorizado critérios externos ou
domínios especícos como indicadores de satisfação com a vida
(por exemplo, saúde, trabalho, família) (Campbell, 1981), espe-
rando que as pessoas os considerem no momento de relatarem o
quanto estão satisfeitas. Apesar da importância desses domínios,
o interesse no presente estudo é com a avaliação geral que as
pessoas fazem de suas vidas (Diener et al., 1985; Pavot, Diener,
1993; Pavot et al., 1991). Dá-se, portanto, a possibilidade de que
elas empreguem seu próprio e único conjunto de critérios para
avaliar sua qualidade de vida, ponderando e atribuindo subjetiva-
mente pesos diferentes aos diversos domínios.
Na literatura são encontradas mais medidas do componen-
te afetivo do bem-estar subjetivo (Diener et al., 1985; Pavot, Diener,
1993), porém, recentemente, também têm sido desenvolvidos ins-
trumentos para avaliar seu componente cognitivo ou propriamente
a satisfação com a vida (Albuquerque, Tróccoli, 2003; Kim, 2004;
Lee, 1998). Observa-se, contudo, que a maioria dos instrumentos
disponíveis apresenta alguma limitação, como contar com um único
item, ter sido construído para populações especícas (por exemplo,
crianças, idosos) e cobrir fatores outros que não especicamente
a satisfação com a vida (Diener et al., 1985). Procurando resolver
essas limitações, propôs-se a Satisfaction With Life Scale (SWLS)
(Diener et al., 1985), cujas qualidades psicométricas atraíram o
interesse dos autores desse artigo.
Escala de Satisfação com a Vida
O propósito dessa medida é avaliar o julgamento que
as pessoas fazem acerca do quanto estão satisfeitas com suas
vidas. Como os indivíduos provavelmente dão pesos e signica-
dos diferentes a domínios especícos de suas vidas, Diener et al.
(1985) decidiram desenvolver uma medida com independência
de domínio, isto é, os itens que compõem sua escala são de na-
tureza global, avaliando o julgamento geral de satisfação com a
vida. Nesse sentido, são os próprios respondentes, em lugar dos
pesquisadores, quem elegem que domínios deverão ser conside-
rados no momento de expressar a satisfação geral com suas vidas,
tendo em conta seus próprios interesses e valores. As principais
vantagens dessa medida em relação às demais que pretendem
avaliar a satisfação com a vida parecem claras: compreende uma
escala com múltiplos itens, cobre um único fator, é breve e tem
um formato de resposta simples (Pavot, Diener, 1993; Pavot et
al., 1991). Esses aspectos tornam viável seu uso em grupos de
diferentes faixas etárias, permitem seu emprego no consultório
para subsidiar a avaliação de pacientes psiquiátricos e favorecem
os estudos de levantamento em grandes amostras, principalmente
quando se demanda incluir outras medidas.
A ESV vem sendo administrada amplamente em diversos
países (Pavot, Diener, 1993). Por exemplo, ela já foi traduzida para
francês (Blais et al., 1990; Fouquereau, Rioux, 2002), holandês
(Arrindell, Heesink, Feij, 1999; Arrindell, Meeuwesen, Huyse, 1991),
russo (Balatsky, Diener, 1993), árabe (Abdallah, 1998), checo
(Lewis et al., 1999), chinês (Sachs, 2004), espanhol (Atienza, Ba-
laguer, García-Merita, 2003; Atienza et al., 2000; Pons et al., 2000,
2002) e, inclusive, português (Neto, 1993b). Foi empregada em di-
ferentes grupos, como crianças (Atienza et al., 2000), adolescentes
Introdução
As condições de vida e trabalho dos médicos são uma
realidade precária que preocupa pesquisadores de diversos paí-
ses (Bruce, 2004; Smrdel, 2003; Von Vultée, 2004). A propósito,
a Canadian Medical Association procurou conhecer a percepção
que 3.520 médicos canadenses têm do seu trabalho, tendo sido
retratado um perl nada satisfatório: 62% opinaram que possuem
uma carga de trabalho muito pesada; 55% relataram que sua fa-
mília e vida pessoal sofrem por terem escolhido a medicina como
prossão; e 65%, apesar de insatisfeitos, consideraram escassas
as oportunidades de mudar de prossão (Sullivan, Buske, 1998).
Efetivamente, na maioria dos países os médicos têm pago
caro pelo exercício do seu hipocrático ofício em circunstâncias
adversas (Galambos et al., 2004). Por exemplo, são expressi-
vos os quantitativos daqueles que apresentam problemas em
suas relações interpessoais e matrimoniais (Maxwell, 2001) e,
especialmente, os que relatam problemas emocionais e sintomas
psiquiátricos (Burbeck et al., 2002; Sullivan, Buske, 1998). Reforça
essa visão pessimista a revisão da literatura apresentada por Miller
e Mcgowen (2000), os quais indicam que a taxa de médicos que
cometem suicídio se situa entre 28 e 40 por 100 mil habitantes,
sendo que, na população geral, é menos da metade (12,3 por 100
mil habitantes). Por outro lado, acrescentam que a taxa de divórcio
de médicos é 10% a 20% superior à registrada na população. Esse
quadro pode ser ainda pior no âmbito da emergência hospitalar,
em que aproximadamente 18% dos médicos sofrem de depressão
e 10% relatam ideação suicida (Burbeck et al., 2002).
No Brasil a situação não é muito diferente, demandando
dos pesquisadores e das entidades médicas um esforço no sen-
tido de melhor retratar e compreender aspectos tão comuns e
desgastantes do exercício da prossão como são, por exemplo, as
múltiplas atividades assumidas e os trabalhos de plantão (Carneiro,
Gouveia, 2004; Machado, 1996). Portanto também aqui os médicos
e acadêmicos de medicina enfrentam diculdades. Especicamen-
te, em consonância com as preocupações no âmbito internacional,
os seguintes sintomas/problemas são freqüentemente abordados:
ansiedade, depressão e/ou ideação suicida (Meleiro, 1998; Millan,
Rossi, De Marco, 1995; Miranda, Queiroz, 1991; Nogueira-Martins
et al., 2004). Esses aspectos denotam baixa qualidade de vida ou
propriamente bem-estar subjetivo dos médicos, porém enfocando
principalmente seu componente afetivo. Pouco tem sido encontrado
a respeito do cognitivo, isto é, da satisfação com a vida.
Bem-estar subjetivo e satisfação com a
vida
O bem-estar subjetivo apresenta duas dimensões princi-
pais: uma afetiva ou emocional, representada por afetos positivos
(prazer) e negativos (desprazer), e outra cognitiva, correspondendo
à satisfação com a vida (Pavot et al., 1991). Apesar de esses
componentes se correlacionarem entre si (Diener et al., 1985),
representam construtos diferentes. Coerentemente, os pesqui-
sadores têm identicado fatores afetivos e cognitivos claramente
separados em suas medidas (Albuquerque, Tróccoli, 2003; Pavot,
Diener, 1993). Como visto anteriormente, os estudos com os
médicos e acadêmicos de medicina têm sido mais proeminentes
em tratar os aspectos afetivos. Nenhuma pesquisa foi encontrada
Gouveia VV et al.
300 J Bras Psiquiatr 54(4): 298-305, 2005
(Atienza, Balaguer, García-Merita, 2003; Neto, 1993b; Pons et
al., 2000; Gilman, Huebner, 2001), adultos (Arrindell, Heesink,
Feij, 1999; Blais et al., 1990), pessoas idosas (Pavot et al., 1991;
Pons et al., 2002), estudantes universitários (Diener et al., 1985;
Shevlin, Bunting, 1995), pacientes médicos não-psiquiátricos (Ar-
rindell, Meeuwesen, Huyse, 1991), mulheres grávidas (Martinez
et al., 2004) e migrantes (Neto, 1993a, 2001).
Sua estrutura fatorial e dedignidade foram comprovadas
em diversos estudos. As análises fatoriais realizadas, tanto explo-
ratórias como conrmatórias, têm demonstrado que seus cinco
itens cobrem uma única dimensão (Atienza et al., 2000; Diener
et al., 1985; Lewis et al., 1995, 1999; Pavot et al., 1991; Shevlin,
Bunting, 1995). A precisão teste-reteste tem produzido coecientes
no intervalo de 0,54 (quatro anos) a 0,83 (duas semanas), e sua
consistência interna (alfa de Cronbach) tem se situado entre 0,79
e 0,89 (Pavot et al., 1991). Esses resultados apóiam a adequação
dessa medida como sendo válida e precisa para avaliar o julga-
mento geral que as pessoas fazem de sua satisfação com a vida,
ao menos em outros países.
No Brasil, apesar dos esforços em medir o bem-estar
subjetivo (Albuquerque, Tróccoli, 2003; Gouveia et al., 2003;
Wagner et al., 1999), são escassas as evidências acerca da
adequação desta escala. Gouveia et al. (2003) a empregaram
em uma amostra de 306 membros da população geral de João
Pessoa, realizando uma análise fatorial exploratória (principal
components) em que identicaram um único fator com eigenvalue
de 2,67, explicando 53,2% da variância total e apresentando um
alfa de Cronbach de 0,72. Albuquerque e Tróccoli (2003), ao
proporem uma medida nova de bem-estar subjetivo, incluíram
três itens dessa escala, porém isso não signica que a tenham
validado.
Apesar das qualidades da ESV, não foram encontradas
pesquisas brasileiras em que ela tenha sido empregada para
conhecer o bem-estar subjetivo dos médicos. Como antes cou
evidenciado, tal medida cobre um dos componentes fundamentais
desse bem-estar: o cognitivo. Entretanto os pesquisadores, talvez
por escassez de medidas adequadas sobre tal componente,
têm insistido em avaliar aqueles afetivos ou emocionais, cujos
meios para avaliá-los estão mais presentes neste país (Gouveia
et al., 2003). Portanto, adaptá-la a este contexto se constitui no
objetivo principal deste estudo. Especicamente, pretende-se
conhecer sua validade de construto, isto é, a estrutura fatorial e
a consistência interna.
Método
Participantes
Fizeram parte deste estudo 14.405 médicos das cinco
regiões do Brasil com idades entre 22 e 85 anos (média 40,8 ±
10,2), a maioria dos quais do sexo masculino (69,8%). A coleta de
dados foi realizada no período de 18 de outubro de 2002 a 31 de
março de 2003. Embora esta amostra não seja exatamente alea-
tória, contando com a participação daqueles que se dispuseram a
responder, representa 6,14% do contingente de médicos à época
com inscrição primária ativa no país (Carneiro, Gouveia, 2004). A
Tabela 1 oferece uma descrição geral desta amostra, detalhando
suas principais características demográcas em função da região
onde atua o médico.
Tabela 1. Variáveis demográcas
Amostra nMédia de idade
(amplitude)
Homens
(%)
Norte 695 43 (24 a 71) 66,7
Nordeste 2.757 40 (23 a 75) 66,7
Centro-Oeste 1.500 39 (22 a 78) 68,1
Sudeste 7.461 41 (23 a 85) 70,6
Sul 1.992 40 (22 a 80) 73,7
Total 14.405 41 (22 a 85) 69,8
De acordo com esta tabela, em razão da região do
país, os participantes desse estudo diferem em relação ao
sexo [χ² (4) = 32,26; p < 0,001] e à idade [F (4, 14.374) = 24,83;
p < 0,001]. No caso da primeira variável, verica-se maior con-
tingente de prossionais do sexo masculino no Sul (73,7%) e no
Sudeste (70,6%) e menos no Norte e no Nordeste (66,7% para
ambos). Em se tratando da idade dos médicos, o teste post hoc de
Bonferroni indicou (p < 0,05) serem mais velhos aqueles do Norte
em relação aos das demais regiões; os do Nordeste são mais
jovens que os que atuam no Sudeste, sendo esses mais velhos
que os do Centro-Oeste e Sul.
Instrumentos
Os participantes responderam a um questionário eletrônico
(disponibilizado na Internet) contendo seis blocos de perguntas que
procuravam conhecer os seguintes aspectos: (1) características
demográcas, (2) formação prossional, (3) participação cientíca,
(4) mercado de trabalho, (5) participação e orientação sociopolí-
tica e (6) atitudes sociais. Neste caso incluíram-se duas medidas
especícas: uma de valores humanos e outra de satisfação com
a vida. Considerando os propósitos deste artigo, unicamente essa
última será tratada.
A ESV (Diener et al., 1985) é composta por cinco itens
que avaliam um componente cognitivo do bem-estar subjetivo
(por exemplo, na maioria dos aspectos, minha vida é próxima ao
meu ideal; se pudesse viver uma segunda vez, não mudaria quase
nada na minha vida). Os participantes dão suas respostas em
uma escala de 7 pontos, com os extremos 1 (discordo totalmen-
te) e 7 (concordo totalmente). A versão brasileira teve em conta
inicialmente aquela portuguesa encaminhada por Ed Diener (Neto,
1993b), realizando ajustes no sentido de torná-la culturalmente
mais adequada (Anexo).
Procedimento
Através de divulgação em congressos cientícos, jor-
nais e sites de entidades médicas brasileiras (associações,
conselhos, cooperativas e sindicatos) e, eventualmente, de
spams realizados, procurou-se divulgar a pesquisa e indicar o
endereço eletrônico do Conselho Federal de Medicina (CFM) ao
qual os médicos deveriam aceder. Procurando assegurar que
apenas médicos habilitados acessassem o questionário, antes
de respondê-lo eles deveriam informar sua data de nascimento
e seu número de registro prossional (no Conselho Regional de
Medicina [CRM]), que eram checados com o banco de dados do
Satisfação com a vida dos médicos no Brasil
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CFM. Além deste propósito de autenticação, estas informações,
automaticamente dissociadas do banco de dados com o m de
assegurar o sigilo das respostas, foram utilizadas para a reali-
zação do sorteio de um computador entre os participantes de
cada região do país. Este incentivo foi previamente divulgado,
procurando maximizar a participação dos médicos.
Análise de dados
As respostas dos médicos foram inicialmente armazena-
das em um arquivo MySQL. Posteriormente, foram salvas como
arquivo texto (.txt) e, nalmente, convertidas para o formato de
dados (.sav) do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS
11.5). Com esse programa foram calculadas as estatísticas des-
critivas (medidas de tendência central e dispersão), bem como
feitas as comparações de médias e freqüências, a análise fatorial
exploratória (principal components) e o cálculo da consistência
interna da escala.
A versão 5 do AMOS foi empregada para efetuar as
análises fatoriais conrmatórias, tendo sido considerada a matriz
de correlação como entrada e empregado o estimador Maximum
Likelihood (ML). Considerando-se o fato de os tamanhos das
amostras nas regiões serem grandes (n > 200), decidiu-se não
empregar o χ² como índice de bondade de ajuste por ser pouco
recomendado nestes casos (Marsh, Balla, McDonald, 1988); menos
sensíveis ao tamanho da amostra, os seguintes indicadores foram
escolhidos: GFI, AGFI, NFI, CFI, RMR e RMSEA (Byrne, 2001; Hu,
Bentler, 1999; Tabachinick, Fidel, 2001). Para os quatro primeiros,
valores iguais ou superiores a 0,95 indicam um ajuste muito bom;
no caso dos dois últimos índices, os valores precisam ser 0,05 e
0,08, respectivamente, para indicar um modelo satisfatório.
Resultados
Estatísticas descritivas e diferenças de sexo
e idade
Os médicos apresentaram uma média de satisfação com
a vida de 23,5 ± 6,77, que se situou acima da mediana teórica da
pontuação total da escala (M = 15; amplitude 5-35), t (13.664) =
147,01, p < 0,001. Através de uma análise multivariada da vari-
ância (MANOVA), constatou-se que a pontuação nesta medida
varia em função da idade dos participantes (F [8,13.636] = 25,06;
p < 0,001), mas não do seu sexo (F [1,13.636] = 0,31, p > 0,05);
não foi constatado efeito de interação signicativo entre essas
duas variáveis (F [7,13.636] = 0,9, p > 0,05). Quanto ao papel da
idade na pontuação de satisfação com a vida, o teste post hoc
de Bonferroni (p < 0,05) indicou serem menores as médias dos
mais jovens [por exemplo, com até 27 anos (22,5) ou de 28 e 29
anos (21,9)] do que daqueles mais velhos [por exemplo, com 60
a 69 anos (25,9) ou com 70 ou mais anos (29,0)].
Validação da Escala de Satisfação com a Vida
Inicialmente, procurou-se descrever como os participantes de
diferentes regiões do país pontuavam na escala, considerando cada
um dos seus cinco itens. Posteriormente, foram submetidos a uma
análise fatorial (componentes principais), sem xar número de fatores
ou tipo de rotação. Os resultados podem ser vistos na Tabela 2.
Como é possível observar, o padrão de resposta dos
participantes das cinco regiões é praticamente o mesmo para
todos os itens da escala. Coerentemente, obtêm maior média
no item 4 (5,37 ± 1,34; Dentro do possível, tenho conseguido as
coisas importantes que quero da vida) e menor no 2 (4,22 ± 1,65;
As condições da minha vida são excelentes).
Tabela 2. Médias, saturações e correlações item-total dos itens da ESV através das amostras
Amostra Número do item
1 2 3 4 5
Médias dos itens
Norte 4,94 ± 1,55 4,36 ± 1,61 5,05 ± 1,55 5,53 ± 1,32 4,54 ± 1,94
Nordeste 4,66 ± 1,63 4,13 ± 1,66 4,8 ± 1,6 5,35 ± 1,33 4,35 ± 1,93
Centro-Oeste 4,77 ± 1,59 4,32 ± 1,64 4,89 ± 1,57 5,37 ± 1,38 4,44 ± 1,91
Sudeste 4,64 ± 1,62 4,16 ± 1,67 4,78 ± 1,58 5,34 ± 1,35 4,35 ± 1,9
Sul 4,89 ± 1,49 4,43 ± 1,58 4,97 ± 1,5 5,43 ± 1,31 4,44 ± 1,86
Total 4,71 ± 1,6 4,22 ± 1,65 4,83 ± 1,58 5,37 ± 1,34 4,38 ± 1,91
Saturação e correlação item-total
Norte 0,84/0,73 0,86/0,76 0,87/0,77 0,79/0,67 0,76/0,64
Nordeste 0,86/0,77 0,86/0,76 0,89/0,81 0,79/0,67 0,76/0,64
Centro-Oeste 0,87/0,79 0,87/0,78 0,9/0,82 0,82/0,72 0,76/0,65
Sudeste 0,88/0,77 0,87/0,78 0,9/0,82 0,8/0,69 0,75/0,63
Sul 0,86/0,77 0,87/0,78 0,9/0,83 0,82/0,71 0,76/0,64
Total 0,87/0,77 0,87/0,78 0,9/0,82 0,8/0,69 0,76/0,64
Gouveia VV et al.
302 J Bras Psiquiatr 54(4): 298-305, 2005
Tabela 3. Índices de bondade de ajuste da estrutura
unifatorial da ESV nas diferentes regiões do
Brasil
Amostra GFI AGFI NFI CFI RMR RMSEA
Norte 0,98 0,95 0,98 0,98 0,049 0,088
Nordeste 0,99 0,98 0,99 1 0,03 0,049
Centro-Oeste 0,99 0,96 0,99 0,99 0,05 0,08
Sudeste 0,99 0,96 0,99 0,99 0,045 0,077
Sul 0,99 0,97 0,99 0,99 0,037 0,065
Total 0,99 0,97 0,99 0,99 0,04 0,071
GFI = goodness-of-t index; AGFI = adjusted goodness-of-t index; CFI = com-
parative t index; RMSEA = root mean square error of approximation.
Figura 1. Modelo unifatorial da Escala de
Satisfação com a Vida
E1
E2
E3
E4
E5
SV1
SV5
SV4
SV3
SV2
Satisfação
com a vida
0,45
0,53
0,78
0,72
0,7
0,84
0,85
0,88
0,73
0,67
Quanto ao resultado da análise de componentes principais,
primeiramente comprovou-se a adequação de empregar esta
técnica estatística, tendo sido observados indicadores satisfató-
rios para a amostra total: KMO = 0,88 e teste de esfericidade de
Bartlett, χ² (10) = 40.142,71, p < 0,001. A região que apresentou
indicadores menos satisfatórios foi a Norte [KMO = 0,86, teste de
esfericidade De Bartlett, χ² (10) = 1.724,91, p < 0,001], porém
igualmente adequados. No que se refere aos resultados dessa
análise propriamente, de forma coerente constatou-se a emersão
de um único fator/componente cujas saturações variaram de 0,75
(Se pudesse viver uma segunda vez, não mudaria quase nada na
minha vida) a 0,9 (Estou satisfeito/a com minha vida). Seu valor
próprio (eigenvalue) foi de 3,52 na amostra brasileira, variando
de 3,4 (Norte) a 3,58 (Centro-Oeste); este fator explicou 70,5%
da variância das pontuações do total de médicos, sendo que nos
âmbitos regionais a contribuição se situou no intervalo de 68,1%
(Norte) a 71,6% (Centro-Oeste).
Diante do antes exposto, parece razoável admitir que a ESV
apresenta um componente cognitivo único de bem-estar subjetivo.
Resta, entretanto, conhecer a conabilidade (consistência interna)
desse fator, o que se checou através do alfa de Cronbach. Na
amostra do Norte constatou-se o menor alfa (0,88), com correlações
item-total variando de 0,64 (Se pudesse viver uma segunda vez,
não mudaria quase nada na minha vida) a 0,77 (Estou satisfeito/a
com minha vida). Nas demais regiões, este foi de 0,89; os mesmos
dois itens previamente citados foram os que apresentaram a menor
e a maior correlação item-total nas demais regiões: 0,63 (Sudeste)
e 0,83 (Sul), respectivamente.
Análise fatorial conrmatória da estrutura
unifatorial
Embora a análise antes descrita revele a existência
de um único fator, não oferece índices de bondade de ajuste
do modelo. Neste sentido, decidiu-se considerar os mesmos
participantes e efetuar a comprovação da estrutura unifatorial
teorizada e aqui reconhecida. Os resultados desta análise podem
ser vistos na Tabela 3.
Os resultados para a amostra brasileira não deixam
dúvidas acerca da adequação da estrutura unifatorial desta
escala: goodness-of-t index [GFI] = 0,99; adjusted goodness-
of-t index [AGFI] = 0,97; comparative t index [CFI] = 0,99;
razão metabólica relativa [RMR] = 0,045; root mean square
error of approximation [RMSEA] = 0,077. Como se verica na
Tabela 3, resultados similares são apresentados nas diversas
regiões do país; o caso menos favorável é do Norte, mas os
índices se aproximam dos valores recomendados: GFI = 0,98,
AGFI = 0,95, CFI = 0,98, RMR = 0,049 e RMSEA = 0,088. Neste
sentido considerou-se a amostra total brasileira para representar
gracamente a estrutura conrmada (Figura 1).
Discussão
O objetivo principal deste estudo foi conhecer a validade de
construto da versão brasileira da ESV (Diener et al., 1985) em amostra
nacional de médicos, e espera-se que tenha sido alcançado. Como
armado na introdução, esta é uma medida amplamente empregada
em diversos países, considerando amostras variadas (Pavot, Diener,
1993). Porém não foram encontradas informações no Brasil acerca
do seu uso para conhecer a satisfação que os médicos apresentam
com suas vidas.
Apesar de não se contar com uma amostra aleatória que
possa representar elmente as características da população mé-
dica que atua no Brasil, fez-se um esforço por constituir um grupo
bastante expressivo numericamente, contemplando médicos das
cinco regiões do país. Neste sentido, cona-se estar oferecendo
uma contribuição ao entendimento da saúde mental desses pro-
ssionais, especicamente no que se refere à dimensão cognitiva
do seu bem-estar subjetivo. A seguir destacam-se os principais
resultados observados.
Satisfação com vida, sexo e idade
Apesar das condições de trabalho adversas que os
médicos têm enfrentado na última década (Carneiro, Gouveia,
2004; Machado, 1996), no geral esses profissionais relatam
estarem satisfeitos com suas vidas. Sua pontuação média (M =
23,5) está dentro da amplitude que permite classificá-los como
ligeiramente satisfeitos (21 a 25 pontos) (Pavot, Diener, 1993).
Quanto às respostas dadas a cada um dos cinco itens desta
medida, merece particular atenção a maior média verificada
Satisfação com a vida dos médicos no Brasil
J Bras Psiquiatr 54(4): 298-305, 2005 303
para o item 4: Dentro do possível, tenho conseguido as coisas
importantes que quero da vida. Provavelmente, o conteúdo
deste item reflete o sentimento de auto-realização, cumprimento
com o dever de ser médico, tornando-se um dos profissionais
mais respeitados e admirados pela população geral (Pimen-
tel, Andrade, Barbosa, 2004). Seguramente não se limita a
eventuais bens materiais conseguidos, pois, como também se
viu, o item 2 (As condições da minha vida são excelentes) foi
sistematicamente o que recebeu menor pontuação.
A satisfação com a vida não foi afetada pelo sexo dos
médicos, coerente com o constatado em pesquisas prévias que
consideraram diversos grupos amostrais (Arrindell, Heesink,
Feij, 1999; Shevlin, Brunsden, Miles, 1998; Pavot, Diener, 1993).
Embora na dimensão afetiva os médicos do sexo masculino
possam apresentar menores indicativos de distúrbios do que
aqueles do sexo feminino (por exemplo, depressão e ideação
suicida) (Frank, Dingle, 1999), isso não se constata no aspecto
cognitivo. Esse resultado pode sugerir que as mulheres têm
pensamentos positivos, embora possam ser menos aptas que
os homens para gerenciar os afetos negativos. Contudo esta
é apenas uma hipótese, demandando-se que se considere em
pesquisas futuras os modos de enfrentamento que profissionais
de ambos os sexos adotam diante dos afetos negativos. Por
certo, no geral, este resultado também aponta para a indepen-
dência dos fatores afetivo e cognitivo do bem-estar subjetivo,
como sugerido na literatura.
A pontuação de satisfação com a vida variou em função
da idade dos participantes. Concretamente, os médicos mais
velhos apresentaram maior satisfação com a vida. Este resul-
tado é consistente com o que escrevem Ehrlich e Isaacowitz
(2002) sobre a relação entre bem-estar subjetivo e idade. O
resultado é particularmente confirmado se se considerar que
todos os participantes do estudo são profissionais (médicos)
ativos, o que sugere que desfrutam de capacidades vitais para
seguir vivendo e apresentam rendimento profissional aceitável
pela população. Como demonstram os autores previamente
citados, as pessoas mais velhas podem até apresentar baixa
satisfação com a vida quando têm a saúde comprometida e
não se sentem produtivas, realizadoras; contudo, na situação
em que se encontram os profissionais do presente estudo, é
coerente a satisfação com a vida aumentar com a idade. Afinal,
os médicos mais velhos, em princípio, gozam de estabilidade e
realização pessoal, o que lhes permite inclusive maior otimismo
diante da vida.
Qualidades psicométricas da medida
Quer através da análise fatorial exploratória (principal
components), quer através da conrmatória (maximum likelihood),
parece evidente a existência de um fator único e geral de satisfa-
ção com a vida, o que corrobora pesquisas prévias (Atienza et al.,
2000; Diener et al., 1985; Lewis et al., 1999; Pavot et al., 1991). A
porcentagem de variância explicada se situou entre 68% e 72%,
que é inclusive um pouco melhor que a vericada no estudo de
elaboração da ESV (66%) (Diener et al., 1985). Também as cargas
fatoriais são consistentes com as vericadas em diversos estudos
(Pavot, Diener, 1993), estando acima do que se recomenda na
literatura (0,4) (Tabachinick, Fidel, 2001).
O teste da estrutura unifatorial nas cinco regiões brasileiras
dá suporte à adequação desta medida. Claramente, inclusive no
caso do Norte, os indicadores de bondade de ajuste são favoráveis
à identicação de um único fator, com todos os itens apresentando
saturações estatisticamente diferentes de zero (t > 1,96, p < 0,05).
Esta estrutura é, portanto, inequívoca, emergindo inclusive quan-
do os itens desta medida são misturados com aqueles de uma
correlata, como pode ser a tendência à gratidão (McCullough,
Emmons, Tsang, 2002).
A consistência interna (alfa de Cronbach) da escala também
é bastante consistente com o que tem sido vericado na literatura.
Por exemplo, Pavot e Diener (1993) descrevem coecientes no
intervalo de 0,79 a 0,89 (M = 0,85), sendo que o menor observado
neste estudo foi de 0,88 (região Norte). Em todas as demais regiões
se vericaram alfas com o valor similar de 0,89, que está acima
da média antes descrita. Portanto parece evidente que todos os
itens deste instrumento meçam um mesmo construto: a avaliação
geral que as pessoas fazem das suas vidas, isto é, a dimensão
cognitiva do seu bem-estar.
Conclusão
Em resumo, espera-se que tenham sido apresentados
indícios sucientes a respeito da validade de construto da ESV,
possibilitando seu emprego no universo pesquisado. Entretanto
recomendam-se novos estudos em que possam ser comprovados
outros parâmetros desta medida, como sua estabilidade temporal,
validade convergente e preditiva. Nesse caso, poder-se-ia, por
exemplo, comprovar sua adequação para predizer a satisfação que
os médicos apresentam com seu trabalho, sua especialidade e a
percepção que têm em relação ao futuro da sua prossão.
Agradecimentos
Este estudo contou com o apoio do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Cientíco e Tecnológico (CNPq) através de
bolsa de produtividade em pesquisa concedida ao primeiro autor
(478307/2003-9). Os dados analisados são de propriedade do
CFM, sendo gentilmente cedidos para a preparação deste artigo.
Os autores agradecem a essas duas instituições.
Gouveia VV et al.
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Anexo
Escala de Satisfação com a Vida
Instruções
Abaixo você encontrará cinco armações com as quais pode ou não concordar. Usando a escala de resposta a seguir, que vai de 1 a 7,
indique o quanto concorda ou discorda com cada uma; escreva um número no espaço ao lado da armação, segundo sua opinião. Por
favor, seja o mais sincero possível nas suas respostas.
7 = Concordo totalmente
6 = Concordo
5 = Concordo ligeiramente
4 = Nem concordo nem discordo
3 = Discordo ligeiramente
2 = Discordo
1 = Discordo totalmente
1._____Na maioria dos aspectos, minha vida é próxima ao meu ideal.
2._____As condições da minha vida são excelentes.
3._____Estou satisfeito(a) com minha vida.
4._____Dentro do possível, tenho conseguido as coisas importantes que quero da vida.
5._____Se pudesse viver uma segunda vez, não mudaria quase nada na minha vida.
... It is possible that the student loan or the associated financial stress from residency might be one of the potential causes, but further detailed study is needed to verify and investigate the causes. Our results are in accordance with the SWLS results from Brazilian physicians which showed that the oldest physicians had higher SWLS score than younger ones [32]. For retired U.S. orthopedic surgeons, a high level of life satisfaction has also been reported [7]. ...
Article
Full-text available
Background: Each year, more than 200 international dental graduates start U.S. specialty trainings to become specialists. It is unknown if their life satisfaction is associated with any dental career-related factor before residencies (e.g. dental school class rank, research experience, or private practice experience) and after residencies (e.g. staying in the U.S., teaching status, workplace, or board certification). This cross-sectional study aimed to identify these potential factors by surveying Taiwanese dental graduates who pursued U.S. residencies. Methods: Life satisfaction was measured with a structured questionnaire, Satisfaction With Life Scale (SWLS), which includes five statements on a 5-point Likert scale. Online surveys were sent out to 290 Taiwanese dental graduates who were known to pursue U.S. residencies. T-test, one way analysis of variance, and multivariable adjusted generalized linear model (GLM) were used to assess the differences of mean SWLS scores from different variables. Results: Surveys were completed by 158 dentists. Mean SWLS score of 125 specialists was higher (p = 0.0007) than the score of 33 residents. For the 125 specialists, multivariable adjusted GLM demonstrated better life satisfaction was positively associated with multiple independent factors, such as having research experience, being ranked in the top 26 ~ 50% of the class in dental school, starting U.S. residency within 4 years after dental school, starting residency before year 1996, and specializing in endodontics (vs. periodontics). Life satisfaction was not associated with any factors after residency (e.g. staying in the U.S. afterwards, teaching status, or workplace), but better mean life satisfaction score was significantly associated with being American specialty board certified (p < 0.001) for the specialists in the 26 ~ 75% of their class in dental school. For the 33 residents, better mean life satisfaction score was associated with better dental school class rank in both bivariate (p = 0.020) and multivariable adjusted GLM (p = 0.004) analyses. Conclusions: The life satisfaction of Taiwanese dental graduates pursuing U.S. residencies might be associated with some professional factors, such as research experience, dental school class rank, residency timing, specialty type, and specialty board certification. We hope our results may provide some objective information on making career decisions for international dental graduates/students who are preparing for U.S. residency.
... The SWLS [45,46] is a scale that is used worldwide to measure the cognitive component of subjective well-being; it was translated and adapted to countless countries in many languages (12,41), including Brazilian Portuguese, for more than a single demographic context [47][48][49]. The SWB cognitive component is related to the judgment an individual makes about his own life as a whole. ...
Article
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Introduction: The prevalence of common mental disorders among medical students is globally high. However, medical students tend to seek less professional help to treat their mental health issues. Hence, ways have been devised to reduce emotional stress in this population. Objective: The current study uses positive psychology techniques to increase subjective well-being (SWB) in order to reduce symptons of common mental disorders (CMD) in medical students (MS). Methods: The study comprised two groups: intervention group (n = 37) and control group (n = 32). Throughout seven weeks, the intervention group had meetings focused on emotions, mental health of medical students, gratitude, appreciation, optimism, resilience, qualities and virtues. The control group attended conventional medical psychology classes (psychosomatic aspects in clinical illness, for example). Results: The intervention group presented average increase by 2.85 points in the positive emotions scale; average increase by 2.53 points in the satisfaction-with-life scale; and average decrease by 1.79 points in the SRQ-20 scale, when it was compared to the control group. The intervention effect size was moderate. Conclusion: Use of techniques to increase SWB may reduce CMD in MS, even if these techniques do not diminish negative emotions.
Article
This study aims to verify the existence of differences between groups of practitioners, age and gender on emotional intelligence and satisfaction with life, as well as describe the relationship between these two variables. Four hundred and forty eight teenagers filled the Emotional Quotient Inventory: Youth Version (EQ-i:YV) and Satisfaction With life Scale (SWLS). The IE and life satisfaction indicated by adolescents involved in sports Federated was significantly higher compared with non-practitioners. Practitioners are not federal also indicated a perception of interpersonal IE significantly higher than non-practitioners. Gender and age had not shown to influence EI and in life's satisfaction among the teenagers sample, with the exception of some EI factors at a gender level. These results showed that EI and life's satisfaction are closed associated with sports activity.
Article
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Authenticity at work is characterized as the extent to which individuals feel and act coherently with themselves. The objective in this study was to adapt and obtain initial construct validity evidence of the Individual Authenticity Measure at Work in the Brazilian context. The sample consisted of 477 employees, who answered an initial version of the scale, consisting of 12 items. To correlate the measure with other variables, tools were used to measure positive and negative constructs associated with work and life. The results of exploratory and confirmatory factor analyses permitted the complete reproduction of the three-factor structure of the original version. The authentic experience was positively correlated with positive and significant aspects of work and life and negatively with negative aspects of work and life, while the opposite happened with self-alienation. It was concluded that the scale demonstrated initial construct validity evidences, which recommends its use for future research situations.
Article
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This research aimed to adapt the Positivity Scale (PS) to the Brazilian context, gathering evidence of validity and reliability. Two studies were performed. Study 1 was composed of 200 people from Paraíba, with a mean age of 23.4 years old (SD = 4.53), who answered the PS and demographic questions. Results pointed to a one-factor solution in this scale, which presented satisfactory reliability (α = .85). Study 2 gathered 290 undergraduate students with a mean age of 23.9 years old (SD = 7.60), who answered the PS, the Satisfaction with Life Scale, the Subjective Vitality Scale and demographic questions. Confirmatory factor analyses (ML and ADF estimators) corroborated the one-factor structure, which presented an acceptable reliability (CR = .65). Furthermore, its convergent validity was confirmed based on the average variance extracted (AVE = .60) and on its correlations with satisfaction with life and vitality (p < .001). In conclusion, this measure has been shown to be psychometrically adequate for use in Brazil
Article
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This paper aimed to analyze self-evaluations in terms of quality of life (QoL), physical health (PH) and mental health (MH) of ex-medical students from a Brazilian public university, correlating these outcomes with demographic data and several professional aspects. a cross-sectional study with a target population of all students graduated from the Botucatu School of Medicine (UNIFESP--São Paulo State University) between 1968 and 2005. A self-administered questionnaire, which could be answered by regular mail or internet, was used. From the 2,864 questionnaires that were sent by mail, 1,224 (45%) were answered and sent back. Good or very good QoL, PH and MH were reported by 67.8%, 78.8% and 84.5% of participants, respectively. In the final logistic regression model, positive QoL was associated with good PH and MH, regular attendance to scientific meetings, enough leisure time, and professional satisfaction. Good or very good PH was independently associated with positive QoL and MH, higher income level, regular physical activities, and never having smoked. Positive MH remained associated with professional satisfaction, enough leisure time, and positive evaluation of both QoL and PH. Among medical doctors graduated from São Paulo State University, PH and MH were inseparable aspects, which were also related to the self-evaluation of QoL. Good habits, such as regular practice of physical exercise, enough leisure time, and not smoking were associated with positive health in general and should be encouraged. Professional satisfaction had an important impact on the emotional well-being of participants.
Article
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To evaluate the impact of positive screening of non-psychotic mental disorders, sociodemographic variables, and concomitant non-psychiatric chronic diseases on the Satisfaction with Life Scale scores. The study included residents of an area covered by the Health Family Program in Santa Cruz do Sul, Southern Brazil, between June 30 and August 30, 2006. Respondents answered a psychiatric screening tool, the Self-report Questionnaire-20, and the Satisfaction with Life Scale to assess the cognitive component of subjective well-being. A total of 625 respondents were included in the study. Females showed significant inverse association with life satisfaction. The same association was seen between psychiatric screening and Satisfaction with Life Scale scores. Age had a significant positive association with the Scale scores. After the multivariate analysis, these three variables remained significantly associated to the outcome. Concomitant non-psychiatric chronic diseases did not show any association with Satisfaction with Life Scale scores. The positive association between Satisfaction with Life Scale and age corroborates its the validation study of the Brazilian Portuguese. The inverse relationship between the psychiatric screening tool and the Satisfaction with Life Scale scores confirms the negative impact of mental disorders.
Book
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Trata-se de um livro com os resultados de pesquisa realizada na década de noventa sobre os médicos então existentes no Brasil
Article
Full-text available
There are few valid measures of subjective well-being adapted to the Brazilian population. In this study, several items were elaborated for the development of an instrument to measure the three major components of subjective well-being: satisfaction with life, positive affect and negative affect. The Subjective Well-Being Scale (EBES) was answered by 795 participants (mean age = 35.6 years old; standard deviation = 4.83). Principal components and factor analysis of their answers (extratcion of principal components - PAF and direct oblimin rotation) revealed the expected three factors: positive affect (21 items, explaining 24.3% of the variance, alpha = 0.95); negative affect (26 items, 24.9% of the variance, alpha = 0.95) and satisfaction-dissatisfaction with life (15 items, 21.9% of the variance, alpha = 0.90). Together, these three factors explained 44.16% of the total variance of the construct. The 69 items of the EBES were further analyzed using Item Response Theory (IRT). All the results supported the construct validity of the Subjective Well-Being Scale.
Article
Full-text available
The Satisfaction With Life Scale (SWLS) was developed to assess satisfaction with the respondent’s life as a whole. The scale does not assess satisfaction with life domains such as health or finances but allows subjects to integrate and weight these domains in whatever way they choose. Normative data are presented for the scale, which shows good convergent validity with other scales and with other types of assessments of subjective well-being. Life satisfaction as assessed by the SWLS shows a degree of temporal stability (e.g., 54 for 4 years), yet the SWLS has shown sufficient sensitivity to be potentially valuable to detect change in life satisfaction during the course of clinical intervention. Further, the scale shows discriminant validity from emotional well-being measures. The SWLS is recommended as a complement to scales that focus on psychopathology or emotional well-being because it assesses an individuals’ conscious evaluative judgment of his or her life by using the person’s own criteria.
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In four studies, the authors examined the correlates of the disposition toward gratitude. Study 1 revealed that self-ratings and observer ratings of the grateful disposition are associated with positive affect and well-being prosocial behaviors and traits, and religiousness/spirituality. Study 2 replicated these findings in a large nonstudent sample. Study 3 yielded similar results to Studies 1 and 2 and provided evidence that gratitude is negatively associated with envy and materialistic attitudes. Study 4 yielded evidence that these associations persist after controlling for Extraversion/positive affectivity, Neuroticism/negative affectivity, and Agreeableness. The development of the Gratitude Questionnaire, a unidimensional measure with good psychometric properties, is also described.
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The aim of this study was to examine the factor structure of a translated version of the Satisfaction With Life Scale to facilitate the use of the scale among Czech samples. The scale items were translated into Czech and administered to a sample of 109 Czech University students. Data was analyzed using both exploratory and confirmatory factor analysis. Exploratory maximum likelihood factor analysis suggested that the scale was unidimensional. A single factor confirmatory factor analysis using polychoric correlations and an appropriate weight matrix estimated using LISREL8 was an acceptable description of the data. In addition, the scale was found to have high reliability. Comparisons are made with previously reported data using the original version of the scale among different cultural groups. The Czech translation of the Satisfaction With Life Scale can be recommended for use among Czech language samples.
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Background. Since 1974 the term burnout is used in psychology. Burnout describes the end result of stress and has been described by Maslach comprising three basic components: emotional exhaustion, depersonalization and low personal accomplishment. In this paper we would like to describe some aspects of burnout experiences of the employees of the Institute of Oncology in Ljubljana. Subjects and methods. We used Questionnaire of professional stress, created by Žunter Nagy and Kocmur. In our research 137 health workers from four professional groups participated: physicians, graduated nurses, nurses and radiation engineers, representing 38% of all employees. Results. We found out that in the experience the professional stressof all four professional groups is relatively equalized. The most prominent feelings are of fatigue, irritability and work overload. There were no signs of depersonalization - as described by Maslach - reported in our group. In nurses and in radiation engineers a distress is significantly more often displayed due to poorer personal income and poorer material status. Nurses reported significantly more often the intention to change work position (51%), institution (57%) or job (47%). Conclusions. Workstress impacts on the experience and on the thought patterns in those participating in the study. We can describe those signs as burnout signs. However, there are more new questions opening in the future as well as the need to a longitudinal approach to the research of this more and more prominent field.
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This article reports the development and validation of a scale to measure global life satisfaction, the Satisfaction With Life Scale (SWLS). Among the various components of subjective well-being, the SWLS is narrowly focused to assess global life satisfaction and does not tap related constructs such as positive affect or loneliness. The SWLS is shown to have favorable psychometric properties, including high internal consistency and high temporal reliability. Scores on the SWLS correlate moderately to highly with other measures of subjective well-being, and correlate predictably with specific personality characteristics. It is noted that the SWLS is suited for use with different age groups, and other potential uses of the scale are discussed.