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Comparação dos atendimentos fonoaudiológicos virtual e presencial em profissionais do telejornalismo

Authors:

Abstract

PURPOSE: to compare the effect of telepractice and present speech and voice therapist service in television news reporters speech. METHODS: eight reporters received virtual speech therapy and eight reporters received speech therapy face-to-face. For analysis were used copies of two journalistic materials, from different periods (pre and post intervention). The reports were recorded in pairs, randomly about the date of viewing/recording and the group, totaling sixteen pairs of reportage. The material, pre and post intervention, was rated by judges speech voice therapist, blinded as to the state of reportage. Two specific protocols were used. A performance evaluation on task and naturalness of the professionals and one for auditory and visual analysis of the vocal and interpretive parameters. RESULTS: there was improvement in communicative performance in both groups in the comparison between the pre-and post-intervention material. According to the judges, 61.53% of both groups, reporters began to involve more the viewer with the news on post-intervention and 69.23% material began to talk better with the viewer and to convey the news of more natural. There was improvement in the performance score of hearing and visual analysis protocol, most of the parameters of the virtual group (posture, gestures, expressions, vocal quality, pauses and emphasis) showed improvement in the post-intervention time compared with the face-to-face group which showed improvement in only one parameter (pitch). CONCLUSION: the study shows that both face-to-face and telepractice services promote improvement in communicative and vocal performance of telejournalism professionals, confirming the viability and the result of the virtual mode to monitor speech.
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COMPARAÇÃO DOS ATENDIMENTOS
FONOAUDIOLÓGICOS VIRTUAL E PRESENCIAL
EM PROFISSIONAIS DO TELEJORNALISMO
Comparison of virtual and present speech voice therapist service
in television journalism professional
Telma Dias dos Santos (1), Vanessa Pedrosa (1), Mara Behlau (1)
RESUMO
Objetivo: comparar o efeito do atendimento fonoaudiológico virtual e presencial a repórteres de tele-
jornal. Métodos: oito repórteres receberam acompanhamento fonoaudiológico virtualmente e oito
receberam acompanhamento presencial. Para análise foram utilizadas cópias de duas reportagens,
de períodos diferentes (pré e pós- intervenção). As reportagens foram gravadas aos pares, de maneira
aleatória quanto à data da exibição/gravação e ao grupo, totalizando dezesseis pares de reportagem.
Os materiais, pré e pós-intervenção, foram avaliados por juízes fonoaudiólogos especialistas em voz,
cegos quanto ao momento da reportagem. Foram utilizados dois protocolos especícos. Um para
avaliação do desempenho na tarefa e de naturalidade dos prossionais e outro para análise auditiva
e visual dos parâmetros vocais e interpretativos. Resultados: houve melhora no desempenho comu-
nicativo em ambos os grupos na comparação entre o material pré e pós-intervenção. De acordo com
os juízes, 61,53% dos repórteres de ambos os grupos passaram a envolver mais o telespectador à
notícia no material pós-intervenção e 69,23% passaram a conversar melhor com o telespectador e a
transmitir a notícia de forma mais natural. Quanto ao escore do protocolo de análise auditiva e visual,
a maioria dos parâmetros do grupo virtual (postura, gestos, expressões, qualidade vocal, pausas e
ênfase) apresentou melhora no momento pós-intervenção na comparação com o grupo presencial
que apresentou melhora em apenas um parâmetro (pitch). Conclusão: o estudo mostra que tanto o
atendimento presencial quanto o virtual promovem a melhora no desempenho vocal e comunicativo
dos prossionais de telejornalismo, conrmando a viabilidade e o resultado da modalidade virtual na
prática fonoaudiológica.
DESCRITORES: Voz; Jornalismo; Fonoaudiologia; Telemedicina
(1) Centro de Estudos da Voz - São Paulo (SP), Brasil.
Conito de interesses: inexistente
em que as inovações tecnológicas inuenciam
de maneira expressiva as rotinas produtivas e o
exercício do jornalismo a demanda fonoaudiológica
se transforma1. As novas tecnologias permitem
geração e multiplicação de conteúdos informativos
simultâneos e esses prossionais precisam estar
preparados para produzir conteúdos diferenciados
e para lidar com as novidades tecnológicas, ou
seja, para repensar sua forma de trabalhar o
telejornalismo2.
As tradicionais formas de comunicação se
modicaram e o atendimento fonoaudiológico virtual
parece ser uma modalidade interessante, particu-
larmente para os prossionais de telejornalismo.
INTRODUÇÃO
A Fonoaudiologia, estabelecida como ciência
que estuda os distúrbios da comunicação vem,
nas últimas décadas, consolidando sua atuação no
aperfeiçoamento da comunicação dos prossionais
da voz. Os prossionais do telejornalismo tem
interesse particular pelo desao de compreender e
ajustar o desenvolvimento da comunicação em uma
nova realidade televisiva, com a linguagem que hoje
é mais dinâmica, prática e interativa. Na medida
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de TV. Ao todo são 54 prossionais que recebem
acompanhamento fonoaudiológico na emissora.
Todos os prossionais contratados que aparecem
na TV (repórteres e apresentadores) passam por
avaliação e acompanhamento fonoaudiológico. Os
sujeitos foram escolhidos a partir dos prontuários de
atendimentos fonoaudiológicos da emissora de TV
que oferece atendimento presencial para 40 pros-
sionais do estado de São Paulo e atendimento virtual
para 14 prossionais de praças ou correspondentes
internacionais. Todos os prossionais do atendi-
mento virtual, última modalidade a ser implantada
na emissora, foram convidados, mas apenas oito
aceitaram participar como sujeitos da pesquisa.
Para equilibrar a pesquisa foram selecionados,
aleatoriamente, a partir dos prontuários fonoaudio-
lógicos, oito prossionais do atendimento presencial
sendo estabelecido como critério de inclusão para
a pesquisa: prossionais de ambos os sexos, com
mais de seis meses de experiência prossional em
TV; com mínimo de quatro meses de trabalho na
emissora; ter, pelo menos, três meses de acompa-
nhamento fonoaudiológico na emissora; não terem
sido acompanhados por outro fonoaudiólogo
anteriormente; ter participado com assiduidade dos
encontros. Participaram dessa pesquisa 16 repór-
teres: oito (quatro homens e quatro mulheres) no
grupo presencial que receberam o primeiro e demais
atendimentos presenciais e oito (quatro homens e
quatro mulheres) no grupo virtual que recebeu o
primeiro atendimento presencial e os demais por
internet (praças) ou atendimentos exclusivamente
por internet (correspondentes internacionais). O
grupo virtual foi composto por cinco prossionais
de praça, sendo três mulheres e dois homens, e
três correspondentes internacionais, sendo dois
homens e uma mulher, com idades entre 26 e 42
anos e experiência prossional em TV que variou
entre um e 16 anos. O grupo presencial (GP) foi
formado por quatro mulheres e quatro homens, com
idades entre 29 e 51 anos e experiência prossional
em TV que variou entre seis meses e 27 anos.
As informações referentes à intervenção fonoau-
diológica foram extraídas dos prontuários que
fazem parte do trabalho regular da fonoaudióloga
da emissora. Todos os repórteres e apresentadores
da emissora aparecem no vídeo nos programas
jornalísticos da casa, independentemente do
acompanhamento fonoaudiológico. Os prossionais
receberam, em média, dez meses de atendimento
fonoaudiológico sendo que os primeiros meses de
atendimento correspondem à fase de acompanha-
mento intensivo com atendimento semanal. Essa
primeira fase tem entre três e seis meses de duração
dependendo da necessidade individual do pros-
sional. Passada a fase inicial de acompanhamento
Nessa prossão, por vezes, o prossional tem
que se deslocar ou ser transferido para bases
em diferentes regiões e trabalham em praças de
transmissão distantes das centrais. O atendimento
virtual permite estender e manter o acompanha-
mento fonoaudiológico a esses prossionais que,
muitas vezes, estão em retransmissoras, distantes
das centrais de TV.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa
regulamentou o atendimento fonoaudiológico virtual
também como telessaúde em fonoaudiologia, no
Brasil, através da Resolução nº 427 de 1º de março
de 20133, com base na Resolução nº 366 de 25 de
abril de 2009 que dispõe sobre a regulamentação
do uso do sistema Telessaúde em Fonoaudiologia4.
Segundo o CFFa, telessaúde em fonoaudiologia é
o exercício da prossão por meio do uso de tecno-
logias de informação e comunicação, com as quais
se poderá prestar serviços em saúde como telecon-
sultoria, segunda opinião formativa, teleconsulta,
telediagnóstico, telemonitoramento e teleducação,
visando o aumento da qualidade, equidade e da
eciência dos serviços e da educação prossional,
prestados por esses meios3.
Segundo a ASHA (American Speech-Language-
Hearing Association), que tem monitorado o uso da
prestação de serviços à distância por fonoaudiólogos
desde 1998 e mantêm informações atualizadas em
seu site, o atendimento virtual (telepractice) é a
aplicação de tecnologia de telecomunicações para
prestar serviços prossionais à distância, conec-
tando clínico e cliente para a avaliação, intervenção
e/ou consulta, e dispõe em seus documentos orien-
tações sobre os modelos distintos de atendimento
virtual, os riscos potenciais e as limitações do
atendimento, bem como os benefícios e a ecácia
da intervenção (medidas de resultados, satisfação
do cliente)5.
Desse modo, foi com essa nova realidade
em atendimento fonoaudiológico, o atendimento
virtual, com esse novo olhar para a comunicação
jornalística, e com base na experiência prática de
atendimento aos prossionais do telejornalismo que
esse estudo se desenvolveu. O objetivo do presente
trabalho foi comparar o efeito do atendimento
fonoaudiológico virtual e presencial a repórteres de
telejornalismo.
MÉTODOS
O estudo foi analisado e aprovado pela Comissão
de Ética para Análise de Projeto de Pesquisa da
Universidade da Cidade – UNICID, sob parecer nº
254.006/13. Trata-se de um estudo retrospectivo
a partir dos prontuários fonoaudiológicos de
repórteres contratados de uma emissora aberta
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por prossional, sendo que, o mínimo foi de 12
atendimentos fonoaudiológicos em três meses de
acompanhamento (Figura 1).
todos os prossionais permaneceram num atendi-
mento de manutenção, com encontros quinzenais
e/ou mensais. A quantidade média de atendimentos
(fase intensiva e de manutenção) foi de 25 sessões
Tipo de
atendimento Sujeitos Idade Sexo
Experiência
prossional
em TV
Acompanhamento
fonoaudiológico
Anos Meses Número de
atendimentos
Virtual
GV 1 35 M 8 12 24
GV 2 34 F 7 12 24
GV 3 26 F 1 6 12
GV 4 36 F 9 12 24
GV 5 35 M 12 6 18
GV 6 34 M 12 7 14
GV 7 36 F 3 8 16
GV 8 34 M 11 12 24
Presencial
GP 1 38 M 12 12 30
GP 2 32 F 1 6 24
GP 3 51 M 27 12 32
GP 4 33 F 7 12 32
GP 5 37 M 9 12 30
GP 6 40 F 15 12 33
GP 7 29 M 5 12 34
GP 8 42 F 17 12 33
Legenda: GV = Grupo virtual; GP = Grupo presencial; F = Feminino; M = Masculino
Figura 1 – caracterização dos grupos de acordo com a modalidade de atendimento
A intervenção fonoaudiológica ocorreu de forma
sistemática nos grupos sendo que, para o grupo
1 (Grupo Presencial - GP) os encontros sempre
foram presenciais e individuais com 30 minutos
de duração. Para o grupo 2 (Grupo Virtual – GV),
os encontros foram por videoconferência, com 30
minutos de duração. O programa usado para os
atendimentos virtuais foi o Skype. Assim como
nos atendimentos presenciais, os atendimentos
virtuais permitiram além das orientações quanto ao
desempenho comunicativo, à prática de exercícios
fonoaudiológicos. Assim como acontece com todos
os prossionais acompanhados na emissora, os 16
prossionais, num primeiro momento, realizaram a
avaliação fonoaudiológica com análise espectro-
gráca, análise perceptivoauditiva dos parâmetros
de qualidade vocal (frequência, intensidade, resso-
nância, articulação, coordenação pneumofonoar-
ticulatória) e análise perceptivoauditiva e visual
do desempenho da comunicação do prossional
(ritmo, velocidade, pausas e prolongamentos,
modulação, gestos e expressões). Após a avaliação
inicial, os encontros foram de intervenção e, logo
no início, os prossionais foram orientados quanto
à saúde vocal (hábitos nocivos e comportamentos
vocais inadequados). Parâmetros como frequência,
intensidade, ressonância, articulação e respiração
foram trabalhados nos atendimentos de acordo
com a necessidade de cada prossional. Os pros-
sionais foram orientados quanto à correlação com a
psicodinâmica de fala e a autenticidade jornalística,
sobretudo, em relação à velocidade de fala, ritmo,
pausas e prolongamentos, modulação, expressão
facial, gestos e postura dentro da comunicação
telejornalística. Como apoio para as orientações
foram usados vídeos de reportagens produzidos
pelos prossionais. Para os primeiros encontros
foram usados de arquivo pessoal. Para os demais
foram usadas reportagens produzidas durante
o período de atendimento, assim como foram
desenvolvidas dinâmicas práticas de simulação
de situação jornalística como simulação e pilotos
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tarefa e grau de naturalidade dos prossionais pré
e pós-intervenção fonoaudiológica (Anexo 3). Foi
feita a análise estatística dos dados obtidos e as
variáveis foram comparadas pré e pós-intervenção
em cada grupo e entre os grupos.
Foram usados para a análise estatística os
testes de Wilcoxon, e Mann-Whitney, Intervalo de
Conança para Média e Valor de P sendo denido
para este trabalho um nível de signicância de 0,05
(5%).
RESULTADOS
Os resultados foram obtidos a partir da análise
das gravações pré e pós-intervenção dos 16
repórteres.
De acordo com a avaliação dos juízes, os resul-
tados mostraram que a melhora do desempenho
comunicativo dos prossionais foi equivalente
em ambos os grupos. A maioria dos prossionais
do grupo virtual em ambos os subgrupos (praças
e correspondentes internacionais), e do grupo
presencial apresentou melhora no desempenho
comunicativo após o atendimento fonoaudiológico
independentemente do número de atendimentos
que cada prossional recebeu. No protocolo de
desempenho na tarefa e grau de naturalidade
(Anexo 3), dos dezesseis prossionais (GV e
GP), onze apresentaram desempenho comuni-
cativo melhor no vídeo pós-intervenção sendo
seis do grupo virtual e cinco do grupo presencial.
Dois prossionais do grupo presencial e um do
grupo virtual apresentaram desempenho comuni-
cativo igual nos materiais pré e pós-intervenção.
Um de cada grupo apresentou um desempenho
comunicativo melhor no material pré-intervenção.
Segundo os juízes, 61,53% dos repórteres do grupo
presencial e 61,53% do grupo virtual passaram a
envolver mais o telespectador à notícia no material
pós-intervenção. 69,23% do grupo presencial e
69,23% do grupo virtual passaram a conversar
melhor com o telespectador e a transmitir a notícia
de forma mais natural (Figura 2).
Ainda com base na análise do protocolo de
desempenho na tarefa e grau de naturalidade,
cerca de 80% dos prossionais do grupo presencial
passaram a conversar melhor com o telespectador
e envolvê-lo mais à notícia contra 57% e 43% dos
prossionais do grupo virtual. Cerca de 70% dos
prossionais do grupo virtual passaram a transmitir
a notícia de forma mais natural contra 66% dos
prossionais do grupo presencia, de acordo com os
juízes. (Figura 2 )
Quanto aos dados do protocolo de análise
auditiva e visual (Anexo 2) o grupo virtual
apresentou diferença entre os momentos avaliados
de gravação de matérias com off e passagem,
simulação de gravação de boletins e simulação de
entradas ao vivo. Faz parte do atendimento fonoau-
diológico oferecido aos prossionais da emissora
a prática de exercícios para o desenvolvimento
especíco dos repórteres de acordo com a avaliação
fonoaudiológica inicial e necessidade de cada
prossional. Foram elaboradas séries de exercícios
para o desenvolvimento especíco dos repórteres
de acordo com a avaliação fonoaudiológica inicial
e a partir da necessidade de cada prossional.
Quando necessário, foram utilizados exercícios
para adequação do ritmo e velocidade de fala, para
melhorar precisão articulatória, ressonância, para
o controle de frequência e de intensidade, para o
aumento da resistência vocal e rmeza glótica além
dos exercícios para aquecimento e desaquecimento
vocal (Anexo 1).
Todos os sujeitos selecionados, a partir dos
prontuários, assinaram o termo de consentimento
livre esclarecido em que consta o telefone e o
endereço do pesquisador responsável. Foram
utilizadas cópias de duas reportagens, com off
momento da matéria com a voz do prossional
coberta por imagens, e passagem, momento da
matéria em que aparece a imagem do prossional
enquanto ele fala. As matérias foram extraídas dos
arquivos da emissora em períodos diferentes e, a
distância entre o material pré e pós de cada pros-
sional variou de acordo com o tempo de acompa-
nhamento que cada prossional teve. Para o
material 1, foi escolhido uma reportagem produzida
na emissora em data anterior ao acompanhamento
fonoaudiológico (pré-intervenção) e para o material
2 uma reportagem posterior aos atendimentos
fonoaudiológicos (pós-intervenção). As reportagens
foram gravadas aos pares em um DVD, de maneira
aleatória quanto à data da exibição/gravação e ao
grupo, totalizando dezesseis pares de reportagem.
Essa estratégia impediu os juízes de identicarem
a ordem do material (pré e pós-intervenção) e de
saberem a qual grupo o prossional/reportagem
pertencia. Para análise pré e pós-intervenção foram
utilizados somente materiais gravados e que foram
ao ar. Três juízes fonoaudiólogos, especialistas
em voz que trabalham em outras emissoras de
televisão, assistiram as reportagens, sem qualquer
identicação. Os juízes receberam um documento
com instruções, o material editado em um DVD
e dois protocolos. O primeiro, para avaliação
perceptivoauditiva de parâmetros vocais (qualidade
vocal, pitch, velocidade, pausas e ênfase) e de
análise perceptivo-visual da imagem comunicativa
e expressividade (postura, gestos, expressões
e articulação dos sons) (Anexo 2). O segundo
protocolo serviu para avaliação do desempenho na
Atendimento fonoaudiológico 389
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foram gestos, pausas e expressões. Os únicos
parâmetros que não apresentaram diferenças
para ambos os grupos foram velocidade de fala
na análise auditiva e articulação da fala na análise
visual (Tabela 1).
em seis parâmetros (postura, gestos, expressões,
qualidade vocal, pausas e ênfase) contra o grupo
presencial que apresentou diferença signicante em
apenas um parâmetro (pitch). Dos seis parâmetros
com diferença signicante no grupo virtual, os que
apresentaram maior valor no escore pós-intervenção
Grupo virtual Grupo presencial Total dos grupos
prossionais %
prossionais %
prossionais %
A notícia cou mais clara 3 42.85% 233.33% 5 38.46%
O repórter transmite a noticia de forma natural 5 71.42% 466.66% 9 69.23%
O repórter conversa melhor com o telespectador 4 57.14% 583.33% 9 69.23%
O repórter transmite maior segurança ao falar 3 42.85% 350.00% 6 46.15%
O repórter convence ao contar a notícia 1 14.28% 116.66% 2 15.38%
Você se sente mais envolvido com a notícia. 3 42.85% 583.00% 8 61.53%
Figura 2 – Comparação dos grupos quanto ao desempenho e grau de naturalidade dos prossionais
no vídeo pós-intervenção
Tabela 1 – Comparação dos valores de todos os parâmetros por momento e por grupos de acordo
com os três juízes
Parâmetro
Pré Pós
Presencial Virtual PPresencial Virtual P
N Média DP N Média DP N Média DP N Média DP
Velocidade 8 61 14 8 56.5 28.58 0.168 8 72.5 18.61 8 67.63 20.2 0.176
Articulação 8 60.88 16 8 63.63 18.41 0.237 8 63.25 27.21 8 70.25 15.54 0.141
Postura 8 57.63 16 8 54.75 20.53 0.249 8 63.88 24.78 8 65.5 18.88 0.069
Gestos 8 56 19 8 48.5 19.72 0.116 8 65.13 18.52 8 64.38 15.35 0.046
Expressões 8 55.5 18 8 53,5 27.23 0.173 8 64.5 27.84 8 68.13 17.1 0.05
Qualidade vocal 8 61.63 19 8 64.88 29.35 0.225 8 69.88 21.19 8 72.38 25.03 0.041
Pausas 8 59.75 14 8 53 26.26 0.401 8 67.13 22.04 8 67.13 23.01 0.046
Ênfase 8 56.63 15 8 51 25.14 0.398 8 64.63 21.65 8 63.63 23.02 0.068
Pitch 8 63.63 12 8 60.88 27.12 0.027 8 75.63 7.23 8 69.38 23.31 0.144
Teste de Wilcoxon, e Mann-Whitney, nível de signicância de 0,05 (5%)
DISCUSSÃO
Um dos desaos para os apresentadores e
repórteres de telejornal nos dias de hoje é agrupar
as informações em um formato simples e agradável
ao telespectador, aliando textos objetivos, narração
próxima ao coloquial com movimento corporal
harmônico aos recursos vocais6.
Os traços vocais preferidos7 para o telejornalismo
estão passando por um período de grande transfor-
mação. Essa transformação parte da necessidade
de se conectar, de manter a atenção do público
que tem à sua disposição um mundo interativo,
dinâmico e mutante1. A difusão das tecnologias
digitais e a consequente convergência das áreas
de comunicação, informática e telecomunicações
estão transformando a atividade jornalística. Após
mais de 50 anos de grandes realizações, o velho
modelo de produção televisivo apresenta sinais
evidentes de desgaste, se tornou repetitivo, pouco
criativo e enfrenta a competição crescente das
novas tecnologias. A narração do telejornal evoluiu
da preocupação com a inteligibilidade revelada pela
hiperarticulação na leitura de textos noticiosos, à
preocupação com a interatividade e o engajamento
na autoria da notícia5.
Independentemente da necessidade de
atendimento para cada prossional e do trabalho
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conversa com o telespectador. O desao, portanto,
está em explorar harmoniosamente o canal visual e
auditivo de comunicação, pois a mensagem precisa
ser transmitida com naturalidade, objetividade,
coesão e clareza e em tempo muito curto6,7. Ao
pensar no telespectador como agente no processo
de comunicação, cria-se uma nova maneira de
pensar a relação entre produtores e consumidor,
entre publico e jornalistas, além de gerar mudanças
estéticas e nas linguagens e promover diferentes
modos de contar histórias do cotidiano13. Um dos
desaos para os apresentadores e repórteres de
telejornal é agrupar as informações num formato
simples e agradável ao telespectador, aliando
textos objetivos, narração próxima ao coloquial
com movimento corporal harmônico com os
recursos vocais6. Agora o telespectador assiste à
televisão enquanto navega na internet e acessa
as redes sociais por dispositivos como os tablets
e smartphones, opinando a respeito do conteúdo
visto14 Essa pluralidade demanda novas formas de
produção jornalística com conteúdos mais plurais e
criativos na tentativa de conquistar a cumplicidade
dos telespectadores15.
Os resultados nos mostraram, ainda, que a
maioria dos prossionais passou a transmitir a
notícia de forma mais natural1,6,7 (Figura 2), como
consequência tem-se telejornalistas que envolvem
melhor o telespectador à notícia e que apresentam
uma narração jornalística mais natural, dinâmica,
autêntica e autoral.
Esse estudo mostra que o atendimento fonoau-
diológico voltado aos prossionais do jornalismo
televisivo apresenta resultados signicantes e, em
particular, apresenta resultados equivalentes nas
modalidades presencial e virtual. Desse modo, a
partir desse estudo, sugere-se que a telessaúde
também possa ser usada no aprimoramento da
comunicação dos prossionais da voz.
O atendimento virtual já é discutido no mundo
cientíco e explorado, também, pela fonoaudio-
logia8,9,11,12,16. A internet, o mundo digital e as redes
de comunicação já estão a serviço da saúde e já
são encontradas na prática clínica mundial9-12,16,17 e
brasileira8,18-20. Por esse ser um assunto novo aqui
no Brasil não foram encontrados muitos trabalhos
sobre telessaúde em fonoaudiologia. Apenas dois
trabalhos recentes8,20 falam sobre essa modalidade
de atendimento. Quanto às pesquisas atuais sobre
fonoaudiologia e telejornalismo, nos últimos cinco
anos foram encontrados dois trabalhos de 2008
apenas, sendo, uma tese de doutorado em fonoau-
diologia6 que estuda os gestos vocais e corporais
em telejornalismo e uma dissertação de mestrado
em linguística que estuda a organização temporal
na locução do telejornalista21.
especíco que os prossionais receberam, de
acordo com a avaliação inicial, do trabalho com
exercícios clássicos de articulação, velocidade,
frequência e intensidade vocal, o trabalho fonoau-
diológico na emissora manteve como objetivo
a construção de uma narração jornalística mais
natural, autoral, com a construção de uma fala
mais natural, próxima ao coloquial e que aproxime
o telejornalista dos telespectadores. Os exercícios,
assim como a observação e autoanálise a partir
do material produzido e das dinâmicas práticas
de simulação de situação jornalística e gravações
de pilotos foram importantes para a melhora no
desempenho comunicativo dos prossionais de
ambos os grupos.
Quanto às modalidades de atendimentos, dados
semelhantes foram encontrados em pesquisas
recentes no Brasil, com uma pesquisa sobre o uso
de telessaúde na programação e adaptação de
AASI8, e no exterior com pesquisas em atendimento
fonoaudiológico virtual a pacientes com Parkinson9,
com disfagia10,11e com afasia12. Esses dados ajudam
a validar o artigo da resolução do CFFa3 que
prevê que o serviço em telessaúde realize proce-
dimentos que garantam a mesma ecácia, efeti-
vidade e equivalência do atendimento e do ensino
presencial. Esse trabalho nos permite concluir que
o atendimento fonoaudiológico virtual pode sim ser
uma possibilidade de atendimento viável, seguro e
eciente.
Quanto à análise dos dados da avaliação
perceptivoauditiva e visual, o grupo virtual foi o que
apresentou maior diferença entre o escore pré e
pós-atendimento nos parâmetros interpretativos
(postura, gestos, expressões, pausas e ênfase)
com melhor desempenho pós-intervenção. Esse
resultado nos mostra que as orientações relacio-
nadas aos gestos vocais e corporais5 parecem ter
sido incorporadas pelo grupo virtual mesmo sem a
presença do fonoaudiólogo in loco (Tabela 1).
Os prossionais que tiveram valores iguais entre
os vídeos ou maior valor no escore pré-atendimento
coincidentemente são do grupo presencial que não
apresentou diferença nos parâmetros qualidade
vocal, velocidade de fala, pausas e ênfases da
análise auditiva e nos parâmetros postura, gestos,
expressões e articulação da análise visual (Tabela
1). Esse resultado pode, talvez, representar uma
limitação terapêutica, ou ainda, ter relação com a
aderência do prossional ao acompanhamento,
mas ele também nos desperta para a necessidade
de entender a transformação do velho modelo de
narração/locução jornalística, preocupado com
a inteligibilidade revelada pela hiperarticulação6
associado ao controle da velocidade de fala, num
modelo simples, prático e natural de conexão e
Atendimento fonoaudiológico 391
Rev. CEFAC. 2015 Mar-Abr; 17(2):385-395
a telessaúde com relação à demanda clínica e aos
aspectos éticos da relação terapeuta-paciente e/ou
entre prossionais e de cada caso19,20.
Com os resultados equivalentes entre os grupos,
esse estudo apresenta o atendimento virtual (teles-
saúde em fonoaudiologia) como uma nova e viável
opção para os prossionais do telejornalismo não
só pela facilidade de implantação/administração ou
pela exibilidade de horário e agenda considerando
a rotina variante desses prossionais, mas por
também possibilitar o acompanhamento daqueles
repórteres e apresentadores que viajam, são trans-
feridos, ou cam lotados em diferentes praças.
CONCLUSÃO
O estudo mostra que tanto o atendimento
presencial quanto o virtual promovem a melhora
no desempenho vocal e comunicativo dos pros-
sionais de telejornalismo conrmando a viabilidade
e o resultado da modalidade virtual na prática
fonoaudiológica.
Hoje a conectividade e o mundo virtual
tornaram-se importantes ferramentas de trabalho e
uma alternativa para melhorar o cuidado à saúde
nos países em desenvolvimento. Uma ferramenta,
inclusive, atrativa para regiões de baixa densidade
populacional ou com acesso limitado a serviços de
atenção à saúde8. O assunto é inovador, está em
discussão no mundo cientíco e à disposição das
prossões de saúde.
É preciso desenvolver estudos que veriquem
a interação prossional-paciente e a satisfação do
paciente com relação à teleconsulta3, que debatam
a efetividade desse atendimento em outras especia-
lidades da fonoaudiologia e que possam abordar a
telessaúde em diferentes programas terapêuticos,
com diferentes tempos de tratamento e com outras
amostras populacionais. Mas é preciso despertar
o uso dos ambientes virtuais como dispositivo
terapêutico também na reabilitação fonoaudio-
lógica. Mais do que isso, e pela importância da
telessaúde em fonoaudiologia, é fundamental
estimular o interesse por pesquisas que discutam
ABSTRACT
Purpose: to compare the effect of telepractice and present speech and voice therapist service in
television news reporters speech. Methods: eight reporters received virtual speech therapy and eight
reporters received speech therapy face-to-face. For analysis were used copies of two journalistic
materials, from different periods (pre and post intervention). The reports were recorded in pairs,
randomly about the date of viewing/recording and the group, totaling sixteen pairs of reportage. The
material, pre and post intervention, was rated by judges speech voice therapist, blinded as to the state
of reportage. Two specic protocols were used. A performance evaluation on task and naturalness of
the professionals and one for auditory and visual analysis of the vocal and interpretive parameters.
Results: there was improvement in communicative performance in both groups in the comparison
between the pre-and post-intervention material. According to the judges, 61.53% of both groups,
reporters began to involve more the viewer with the news on post-intervention and 69.23% material
began to talk better with the viewer and to convey the news of more natural. There was improvement
in the performance score of hearing and visual analysis protocol, most of the parameters of the virtual
group (posture, gestures, expressions, vocal quality, pauses and emphasis) showed improvement in
the post-intervention time compared with the face-to-face group which showed improvement in only
one parameter (pitch). Conclusion: the study shows that both face-to-face and telepractice services
promote improvement in communicative and vocal performance of telejournalism professionals,
conrming the viability and the result of the virtual mode to monitor speech.
KEYWORDS: Voice; Journalism; Speech Language and Hearing Sciences; Telemedicine
392 Santos TD, Pedrosa V, Mara Behlau M
Rev. CEFAC. 2015 Mar-Abr; 17(2):385-395
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Recebido em: 07/07/2014
Aceito em: 16/12/2014
Endereço para correspondência:
Telma Dias dos Santos
R. Dr.Francisco Ursaia, 359, Jardim Regina
São Paulo – SP – Brasil
CEP: 05175-250
E-mail: telmafono@yahoo.com.br
Atendimento fonoaudiológico 393
Rev. CEFAC. 2015 Mar-Abr; 17(2):385-395
ANEXO 1
Exercícios fonoaudiológicos
Faz parte do atendimento fonoaudiológico oferecido aos prossionais da emissora a elaboração de séries de exer-
cícios, a partir dos exercícios abaixo, para o desenvolvimento especíco dos repórteres de acordo com a avaliação
fonoaudiológica inicial e necessidade de cada prossional. Desse modo também foram elaboradas séries de exercícios
para os prossionais que participara da pesquisa de acordo com a necessidade de cada prossional.
Exercícios escolhidos para o treinamento do ritmo, velocidade de fala e precisão articulatória:
Adequação do uxo respiratório: expiração prolongada com sopro e inspiração natural
Técnica da rolha: falar meses do ano e dias da semana com a rolha entre os dentes com a melhor qualidade possível.
Técnica de fala sobrearticulada: meses do ano e dias da semana com uma articulação exagerada, 1 minuto.
Técnica de repetições das trincas articulatórias: PRA TRA CRA, PRE TER CRE, PRI TRI CRI, PRO TRO CRO, PRU
TRU CRU
Trava línguas diversos :
Exercícios escolhidos para o treinamento da ressonância:
Técnica de humming: exercício de emissão vocal de som nasal /m/.
Técnica de humming: exercício de emissão vocal de som nasal /m/ mais vogais
Técnica de humming mastigado: exercício de emissão vocal de som nasal /m/.
Vocalização com abertura de mandíbula, com trato vocal ampliado
Técnica de fala salmodiada
Exercícios escolhidos para resistência vocal:
Tecnica de som basal (vocal fry)
Exercícios de Trato Vocal Semi Ocluido
Som hiperagudo com canudinho
Sonorização com sopro e obstrução parcial dos orbiculares com a mão
Técnica de sons vibrantes: vibração continuada da língua ou lábio, com sonorização em glissando
Técnica de sons fricativos surdos e sonoros
Para o controle de frequência e intensidade:
Técnica de sons vibrantes: vibração continuada da língua ou lábio, com sonorização em glissando
Técnica de sons fricativos (surdos e sonoros) do fraco para o forte para o fraco novamente
Técnica do /b/ prolongado
Adequação do uxo respiratório: expiração prolongada com sopro e inspiração natural
Auto análise perceptivo-auditiva dos prossionais
Exercícios de aquecimento apresentados nos atendimentos:
Técnica de movimentos exagerados da musculatura facial – exercício de 1 minuto.
Técnica de massagem da musculatura facial (músculo orbicular da boca, músculo bucinador, músculo mentoniano
músculo frontal, músculo orbicular do olho,): exercício de 1 minuto.
Técnica de sons vibrantes: vibração continuada da língua ou lábio, com sonorização sem esforço, por 10 vezes.
Exercício TVSO: produção de sonorização com sopro e obstrução parcial dos orbiculares com a mão, por 10 vezes.
Técnica de humming mastigado: exercício de emissão vocal de som nasal /m/.
Exercícios de desaquecimento apresentados nos atendimentos:
Técnica de bocejo sonorizado
Técnica de humming: exercício de emissão vocal de som nasal /m/ descendente.
Fala habitual em baixa intensidade
Repouso vocal
394 Santos TD, Pedrosa V, Mara Behlau M
Rev. CEFAC. 2015 Mar-Abr; 17(2):385-395
ANEXO 2
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO I
Análise perceptivo-visual e perceptivo-auditiva
Você ouvirá duas combinações de matérias de 16 diferentes repórteres e, de acordo com sua percepção, você deve
preencher o protocolo assinalando a escala analógica visual com 100 mm.
Nome do prossional: ______________________
Análise Visual
1Postura adequada à função Video 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
2Gestos adequados ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
3Expressão Facial adequada ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
4Articulação dos sons da fala adequada à função Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
Análise Auditiva
1Qualidade vocal adequada à função Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
2Pitch adequado ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
3Velocidade de fala adequada ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
4Pausas adequadas ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
5Ênfases adequadas ao texto Vídeo 1 Não Sim
Vídeo 2 Não Sim
Atendimento fonoaudiológico 395
Rev. CEFAC. 2015 Mar-Abr; 17(2):385-395
ANEXO 3
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO II
Análise do desempenho na tarefa e grau de naturalidade
Nome do prossional: ______________________
Agora, ainda com base nos vídeos assistidos responda as próximas questões e, se necessário, use o campo de obser-
vação para complementar sua avaliação.
Os desempenhos são:
( ) Iguais
( ) Diferentes
Se diferentes, qual é o melhor?
( ) O vídeo 1
( ) O vídeo 2
Assinale uma ou mais opções que denem essa melhora:
( ) A notícia cou mais clara
( ) O repórter transmite a noticia de forma natural
( ) O repórter conversa melhor com o telespectador
( ) O repórter transmite maior segurança ao falar
( ) O repórter convence ao contar a notícia
( ) Você se sente mais envolvido com a notícia.
Observações: __________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
... Autores já discutiram que, muitas vezes, bons comunicadores também não conseguem livrar-se totalmente do medo de falar em público, pois a base do medo é fisiológica e multifatorial (17,18) . Esse dado é relevante para que as assessorias comunicativas valorizem estratégias de enfrentamento, com o objetivo de minimizar o medo de falar em público, como o autoconhecimento (14,(19)(20)(21) , organização e domínio do discurso, vivências de fala em público (14) e técnicas terapêuticas com exercícios de respiração e voz (10,16,20) . ...
... Autores já discutiram que, muitas vezes, bons comunicadores também não conseguem livrar-se totalmente do medo de falar em público, pois a base do medo é fisiológica e multifatorial (17,18) . Esse dado é relevante para que as assessorias comunicativas valorizem estratégias de enfrentamento, com o objetivo de minimizar o medo de falar em público, como o autoconhecimento (14,(19)(20)(21) , organização e domínio do discurso, vivências de fala em público (14) e técnicas terapêuticas com exercícios de respiração e voz (10,16,20) . ...
... Estudos mostram que o acúmulo de experiências positivas ao falar em público promove e aprimora as habilidades de comunicação oral (10,19) . Nessa vertente, as assessorias comunicativas oferecem treinamento e aperfeiçoamento para a comunicação oral (19,20,23,25,26) . O trabalho mobiliza atitudes positivas do comunicador, aumenta a autoconfiança do falante e aprimora a expressividade (19,23,25,27) , diminuindo a ansiedade de falar em público. ...
Article
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Objetivo identificar a prevalência do medo de falar em público e verificar sua associação com as variáveis sociodemográficas, autopercepção da voz, fala e habilidades de comunicação oral em público. Método estudo transversal analítico com 1124 universitários. Um questionário online abordou características sociodemográficas, medo de falar, autoavaliação da fala em público por meio da Escala para Autoavaliação ao Falar em Público (SSPS), autopercepção da voz, da capacidade de captar e manter a atenção do ouvinte e de influenciar o outro. Resultados o medo de falar em público foi muito prevalente nos universitários. Houve associação do medo de falar com a autopercepção vocal, com a capacidade de captar e manter a atenção do ouvinte e influenciar o outro com a sua comunicação. Indivíduos que autorrelataram capacidade de captar e manter a atenção do interlocutor apresentaram maior chance de manifestar medo de falar em público em relação aos universitários que se autoperceberam como capazes de influenciar o ouvinte com a sua comunicação. Conclusão quanto mais habilidades comunicativas e mais persuasivo o indivíduo se percebe, menores as chances de ele ser acometido pelo medo de falar em público.
... Se encontraron algunos antecedentes sobre la telepráctica en Brasil: Dias et al. [10], respecto de la terapia vocal en Parkinson; Santos et al. [11], en relación a la comparación de los servicios virtuales y presenciales de fonoaudiología con periodistas de televisión; Cavalcante et al. [12], sobre códecs de audio para evaluar las alteraciones de voz a distancia y Oliveira et al. [13], sobre teleeducación de la muda vocal y hábitos vocales saludables. En Chile, aunque no hay estudios a la fecha, el contexto de pandemia ha servido como impulsor para considerar su relevancia y plantear la investigación. ...
Article
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El manejo de la pandemia por COVID-19 ha generado grandes cambios sociales y mundiales. Uno de ellos, debido al distanciamiento social, ha sido la incorporación de la telepráctica de la terapia vocal en países que tenían poco o nulo conocimiento de ella. Este artículo tiene el propósito de reflexionar sobre la aplicación de la telepráctica de la terapia vocal, considerando los beneficios, barreras y oportunidades que surgen de ella. Además, se plantea que la aplicación de la telepráctica requiere de una política, de un marco legislativo y de aspectos éticos para asegurar una terapia vocal exitosa. ¿Es efectiva la telepráctica? ¿es posible aplicarla? ¿qué requiere su aplicación?
... O trabalho fonoaudiológico nas emissoras de televisão tem privilegiado a preparação da comunicação dos telejornalistas para os mais diversos produtos (6) . Há mais de quatro décadas, a fonoaudiologia tem desenvolvido um trabalho dinâmico de aprimoramento, em relação à expressividade desses profissionais (6,7) , pois trata-se de uma demanda em crescente transformação. ...
Article
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RESUMO Objetivo apresentar e avaliar o efeito de uma proposta de intervenção fonoaudiológica com foco na comunicação profissional, para alunos de graduação em jornalismo. Métodos Vinte e três participaram, como sujeitos, 23 estudantes de jornalismo. A intervenção fonoaudiológica foi dividida em oito encontros, com duração de quatro horas cada, e a avaliação do desempenho comunicativo dos alunos foi feita por 75 juízes telespectadores. A avaliação dos momentos antes e depois da intervenção foi realizada por meio de análise de vídeos e dividida em aspectos do corpo, da fala, emocionais e de interpretação. Resultados a maioria (91,3%) dos alunos apresentou desempenho comunicativo melhor no vídeo após intervenção, de acordo com os juízes. Os parâmetros relacionados aos aspectos emocionais e de interpretação foram os que tiveram mais características citadas positivamente nos vídeos após intervenção. Conclusão o programa de intervenção fonoaudiológica para comunicação profissional televisiva promoveu melhora no desempenho comunicativo da maioria dos alunos de jornalismo da amostra pesquisada. Os aspectos que os juízes mais referiram para justificar a melhora foram os relacionados à interpretação/emocional, em primeiro lugar, seguidos pelos aspectos da fala e do corpo.
... Speech therapy training conducted with two groups of telejournalists for ten months produced positive changes in the communicative performance of the participants, and these became more involved the viewer and convey the news more naturally 11 . Another study, after speech therapy training expressiveness for telejournalists, showed significant results of communicative improvement according to the self-perception of viewers 5 . ...
Article
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Purpose: to describe the changes of vocal and gestural features a story crossing simulation for television after speech training journalism students. Methods: longitudinal study, which was attended by 23 students of the Social Communication course, of both genders, with a mean age of 22 years. A theoretical and practical training of vocal and gestural expressiveness for presentations in television journalism was given to the students. The volunteers were randomly divided into two groups - training and control groups. To evaluate the effect of training two procedures were used: general self-assessment of expressiveness and of the speech therapist assessment of the vocal aspects, body and overall expressiveness. Results: of the 12 participants in the training group, nine (75%) showed positive changes, especially in the general expression and in the parameters melodic curve, emphasis and pauses (75%). The parameters that were less modified were loudness (5.33%) and resonance (25%). In the control group, 70% of participants had the general expression and the specific parameters considered as similar pre and post training. After the training the participants of the training group self-rated general expression as positive (average grade 8.2) and pointed out that the training contributed to the professional training (average grade 9.8). Conclusion: the training "vocal expressiveness and body to speak well in telejournalism" causes changes in the expression of Journalism students. The improvement is significant to the overall expression, emphasis, melodic curve and pauses. The self-assessment showed greater change in the overall expressiveness after training in relation to the speech therapist assessment.
... It is observed that many studies on spoken voice use these types of analyzes, which enables more effective discussion between the results of work 2,3,6,7,11,12,14,[19][20][21][22][23][24][25][26][27][28][29][30] . ...
... It is observed that many studies on spoken voice use these types of analyzes, which enables more effective discussion between the results of work 2,3,6,7,11,12,14,[19][20][21][22][23][24][25][26][27][28][29][30] . ...
Article
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Introduction Diversifying voice therapy strategies is critical to get children and adolescents to adhere to the therapeutic process. Purpose To investigate the face-to-face and distance playful strategies have been used for vocal health education and voice therapy in children and adolescents. Methods An integrative literature review was carried out based on the recommendations of the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyzes (PRISMA). A search for full texts was conducted on the Virtual Health Library, Scientific Electronic Library Online (SCIELO) and PuBMed databases using the following descriptors, and their corresponding Medical Subject Headings (MeSH): voice (voz); voice quality (qualidade da voz); dysphonia (disfonia); voice disorders (distúrbios da fala); voice training (treinamento da voz); telemedicine (telemedicina); therapeutics (terapêutica); health promotion (promoção da saúde); group practice (prática de grupo); recreation therapy (terapia recreacional); child (criança); preschool (pré-escolar) and adolescent (adolescente). Results After full reading of the studies, 15 articles were included and categorized into the following topics: face-to-face and distance playful strategies for voice therapy in children; playful strategies with gamification for education and for voice therapy in children; and vocal health educational actions in children. Conclusion The study found a higher number of studies that carried out educational actions and playful strategies, while fewer studies were related to the production of materials, gamification and online services for voice therapy in children. Given the proven benefits of this strategy for children, further studies focusing on the development and application of playful strategies, such as the use of gamification, should be conducted in order to stimulate the skills and adherence of this population to therapy.
Article
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Purpose: To determine the prevalence of shyness in university students and to analyze among the sociodemographic and public communication factors, those that are most related to their presence. Method: A cross-sectional analytical study was carried out with 1124 university students aged between 17 and 63 years old. It was used a questionnaire with questions related to sociodemographic characteristics; frequency of participation in public speaking activities; self-report of fear of speaking; self-perception of non-verbal aspects of oral communication: tone of voice, speed of speech, voice intensity, vocal projection, eye contact with the audience during the speech, use hands in public presentations; self-assessment of public speaking (Scale for Self-Assessment in Public Speaking) and self-perception of shyness (Revised Shyness Scale). The analysis of factors associated with shyness and with the other variables was performed by Pearson’s chi-square test and univariate and multivariate logistic regression. The level of significance adopted was 5%. Results: The majority of the university population self-reported traces of shyness and fear of speaking in public. There was an association of shyness with the age of 17 to 30 years, fear of speaking in public, little participation in public speaking activities, negative self-perception of speech and with non-verbal communication aspects. Conclusion: Shyness is prevalent in young university students, who participate in few public speaking activities, who are afraid to speak in public, self-report speaking at low intensity and who are unable to use their hands naturally during public presentations.
Article
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RESUMO Este estudo objetivou realizar a revisão literária de ensaios clínicos sobre o tratamento de pacientes com disfunções neurológicas assistidos por telereabilitação. Foram incluídos artigos publicados entre 2002 e 2015, que abordavam ensaios clínicos sobre a assistência fisioterapêutica em pacientes com disfunções neurológicas realizadas à distância através de recursos de telecomunicação, como telefones, videoconferência, aplicativos ou similares. Cinco ensaios clínicos foram selecionados para compor esta revisão. Os estudos mostraram que os pacientes obtiveram melhora no equilíbrio e controle postural em casos de acidente vascular cerebral e esclerose múltipla, e de melhora nas habilidades funcionais do membro superior de indivíduos hemiparéticos com ganhos observados em longo prazo. Conclui-se que a telereabilitação pode ser utilizada como recurso fisioterapêutico para tratamento de pacientes com disfunções neurológicas. Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação. Videoconferência. Neurologia. ABSTRACT This study aimed to review the literature of clinical trials describing the treatment of patients with neurological disorders assisted by telerehabilitation. Articles published between 2002 and 2015 were included, approaching clinical trials of physical therapy in patients with neurological disorders carried out remotely via telecommunications facilities such as telephones, video conferencing, application or similar devices. Five trials were selected to compose this review. The studies showed the patients improved on balance and postural control in the cases of multiple sclerosis and stroke, and improvement in functional abilities of the upper limb of hemiparetic individuals with gains observed in long-term. This study concludes that the telerehabilitation can be used as physical therapy device for treatment of patients with neurological disorders.
Article
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A convergência midiática e a interatividade têm sido incorporadas às rotinas produtivas do jornalismo na internet, porém não têm garantido a qualidade dos textos. O trabalho consiste numa reflexão crítica sobre os modos de utilização da linguagem audiovisual e os processos interativos oferecidos por sites jornalísticos e redes colaborativas. A partir de um mapeamento dessas experiências e de uma análise comparativa das redes Overmundo e Canal Contemporâneo, e dos portais UOL e G1, são apontadas possibilidades de construção de novos formatos e conteúdos audiovisuais no ciberespaço e modos diferentes de produção e consumo de informações jornalísticas. O estudo revela que essas redes podem se constituir em práticas inovadoras de jornalismo.
Article
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We investigated whether an expert's consultation provided via telemedicine could improve the quality of care for patients with dysphagia. A trained clinician completed videofluoroscopic swallowing studies (VFSS) of 17 consecutive patients in a Greek hospital. The videofluoroscopic images were then stored on a website for independent review by an expert Speech and Language Pathologist in the US. An extra Rater evaluated 20% of all data for additional reliability testing. Eight diagnostic indicators of swallowing impairment and an overall subjective severity index were recorded for each study. Clinicians were also asked to choose from ten common treatment options for patients with dysphagia. There was good inter-rater agreement for most of the diagnostic indicators examined (ranging from 78% to 90%; kappa = 0.52-0.71) between all three Raters. Agreement on overall severity ratings was exact for more than half of the patients and within one-point on the 4-point scale for all other patients except one. However, the quality of care would have been substandard for more than half of the patients if teleconsultation had not been employed. In settings where a swallowing expert is not available and real-time telemedicine is not feasible, the use of asynchronous teleconsultation can produce better quality of care for patients with dysphagia.
Article
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To assess the validity of conducting clinical dysphagia assessments via telerehabilitation, 40 individuals with dysphagia from various etiologies were assessed simultaneously by a face-to-face speech-language pathologist (FTF-SLP) and a telerehabilitation SLP (T-SLP) via an Internet-based videoconferencing telerehabilitation system. Dysphagia status was assessed using a Clinical Swallowing Examination (CSE) protocol, delivered via a specialized telerehabilitation videoconferencing system and involving the use of an assistant at the patient's end of the consultation to facilitate the assessment. Levels of agreement between the FTF-SLP and T-SLP revealed that the majority of parameters reached set levels of clinically acceptable levels of agreement. Specifically, agreement between the T-SLP and FTF-SLP ratings for the oral, oromotor, and laryngeal function tasks revealed levels of exact agreement ranging from 75 to 100% (kappa = 0.36-1.0), while the parameters relating to food and fluid trials ranged in exact agreement from 79 to 100% (kappa = 0.61-1.0). Across the parameters related to aspiration risk and clinical management, exact agreement ranged between 79 and 100% (kappa = 0.49-1.0). The data show that a CSE conducted via telerehabilitation can provide valid and reliable outcomes comparable to clinical decisions made in the FTF environment.
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We measured the satisfaction of both patients and healthcare professionals with the technologies and services provided during in-home telerehabilitation as an alternative to conventional rehabilitation after discharge from total knee arthroplasty surgery. This study was embedded in a larger controlled trial where 48 community-living older adults who received total knee arthroplasty were recruited prior to discharge from acute care following surgery and randomly assigned to treatment arms (Tele and Comparison). The participants' satisfaction with the services was assessed at the end of the intervention for both groups using the Healthcare Satisfaction Questionnaire. For the Tele group, the patients' perception of in-home telehealth was assessed before treatment and after completion of teletreatments. The satisfaction of the healthcare professionals with the technology during the telerehabilitation services was noted at the end of each treatment session using a technical quality subjective appreciation questionnaire. Both groups of patients (Tele and Comparison) were satisfied with the services received and no significant difference was observed between them. Moreover, the physiotherapists' satisfaction with regard to goal achievement, patient-therapist relationship, overall session satisfaction, and quality and performance of the technological platform was high. As patient satisfaction is important in maintaining motivation and treatment compliance and the satisfaction of healthcare professionals must be high in order for new treatments to become mainstream in clinics, the results show that in-home telerehabilitation seems to be a promising alternative to traditional face-to-face treatments.
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As novas tecnologias de informação têm gerado mudanças em diferentes setores da vida social e efeitos expressivos na produção e na recepção de informações jornalísticas. Este trabalho busca identificar transformações nas narrativas dos telejornais e apontar características discursivas do webjornalismo audiovisual, lançando perspectivas sobre o futuro do telejornalismo, num momento em que narrativas híbridas e distintas se misturam mediadas pelas tecnologias digitais e que as atividades de ver TV e acessar internet estão se fundindo. Observamos, através de uma análise comparativa do Jornal Nacional e do UOL Notícias, que a convergência midiática tem multiplicado a quantidade de notícias, mas não tem garantido a qualidade dos conteúdos audiovisuais disponibilizados.
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Com a inserção do público no processo de produção da notícia por meio do jornalismo participativo a dinâmica produtiva bem como a rotina profissional ganham novos rumos. O telespectador participa ao desempenhar, inclusive, a função de “repórter”. Os jornalistas, por sua vez, verificam as informações recebidas, transformando-as ou não em notícia. Nesse sentido, de que maneira a participação do telespectador pode alterar a produção da reportagem, bem como a rotina profissional? Toma-se como objeto empírico o quadro 'Parceiro do RJ', do 'RJTV 1ª edição' (Rede Globo Rio de Janeiro), onde duplas de jovens da região metropolitana do Rio participam da produção noticiosa. O objetivo é analisar a forma como os participantes atuam, verificando diferenças em como os jornalistas produzem a reportagem para telejornal. O referencial teórico é composto por autores ligados aos estudos sobre gêneros, jornalismo participativo e qualidade a destacar Jost (2004), Duarte & Castro (2007), Gillmor (2004), Becker (2005; 2009; 2012), entre outros. O objeto empírico foi analisado por meio de vídeos com base no método “Modos de endereçamento”, segundo Gomes (2011). Também foram realizadas entrevistas com representantes do telejornal durante visita à emissora.
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O artigo procura mostrar que existe um modo próprio de contar história da televisão, que permite afirmar a existência de uma narrativa televisual. Determinados aspectos da linguage m formam constantes em termos de peculiaridades e particularidades, que não se confundem com emissões de outros meios audiovisuais. Essas constantes são as articulações temáticas, a dependência da forma dos regimes de oralidade e modos de comunicação que instauram “modos de ver” particulares. São essas características dos modos de contar da televisão – não importa se em gêneros dependentes da convenção de veracidade ou de ficcionalidade – que estamos particularizando como narrativa televisual. Num segundo momento, mostraremos como a televisão articula sua narrativa temporalmente, colocando passado, presente e futuro em regimes de compreensão próprios. O presente dilatado, o passado como resto e o futuro como espera reproduzem a lógica do tempo vulgar na tela da TV e modos de contar cotidiano. Poderíamos, então, dizer que a narrativa televisual se insere nesse desejo de moldar novas vistas esquemáticas sob a forma de contar histórias? Até que ponto a televisão constrói novas formas narrativas? E como essas construções estabelecem a conexão com o passado, através do que chamamos vestígios memoráveis, e com o futuro, através do sentido de espera? Enfim, como os vestígios memoráveis informam sobre a narrativa televisual e sua relação com o tempo? São essas perguntas fundamentais que direcionam o sentido desse texto, que é resultado da pesquisa Mídia e Cerimônias Festivas da TV Brasileira, financiada pela FAPERJ (Cientista do Nosso Estado) e pelo CNPQ (Bolsa Produtividade e Pesquisa).
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Group psychological care provided at a distance through communication technologies offer an unprecedented condition of disembodied presence. Therapy groups, however, have the potential to reactivate actions and perceptions held by psychic formations of group properties only with group interaction. Possible risks or benefits on this modality are not sufficiently known. Thus, an ongoing research project is hereafter described aimed at characterizing the online group therapy under the support of the psychoanalytic groups. In includes the first management considerations and ethical challenges.
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Telerehabilitation may be a feasible solution to the current problems faced by people with Parkinson's disease in accessing speech pathology services. To investigate the validity and reliability of online delivery of the Lee Silverman Voice Treatment (LSVT®) for the speech and voice disorder associated with Parkinson's disease. Thirty-four participants with Parkinson's disease and mild-to-moderate hypokinetic dysarthria took part in the randomized controlled non-inferiority laboratory trial and received the LSVT® in either the online or the face-to-face environment. Online sessions were conducted via two personal computer-based videoconferencing systems with real-time and store-and-forward capabilities operating on a 128 kbit/s Internet connection. Participants were assessed pre- and post-treatment on acoustic measures of mean vocal sound pressure level, phonation time, maximum fundamental frequency range, and perceptual measures of voice, articulatory precision and speech intelligibility. Non-inferiority of the online LSVT® modality was confirmed for the primary outcome measure of mean change in sound pressure level on a monologue task. Additionally, non-significant main effects for the LSVT® environment, dysarthria severity, and interaction effects were obtained for all outcomes measures. Significant improvements following the LSVT® were also noted on the majority of measures. The LSVT® was successfully delivered online, although some networking difficulties were encountered on a few occasions. High participant satisfaction was reported overall. Online treatment for hypokinetic dysarthria associated with Parkinson's disease appears to be clinically valid and reliable. Suggestions for future research are outlined.