PresentationPDF Available

Os Perissodáctilos e Artiodáctilos Fósseis da Bacia do Baixo Tejo (Portugal)

Authors:

Abstract and Figures

The bulls and the horses, principal thematic of this congress, are artiodactyls mammals and perissodactyls mammals, respectively. Thus, it is intended to present various aspects about the presence of fossils of fossil Artiodactyls and Perissodactyls in distal basin of the Tagus River. It is intended to frame these findings from the point of view of its geological and stratigraphic context, refer the tafonomic aspects and the taxonomic, geographical and historical contextualization of the quarries where was discovered these groups of mammals. It is precisely the distal area of the Tagus basin known remains of these animals in Portugal. Most of the materials presented here are deposited in the geological Museum (MG-LNEG) of Lisbon and are also mostly from the area of the city of Lisbon, in the Miocene formations during the twentieth century, when the holding of sands in parts of Lumiar, Charneca, Chelas and Areeiro.
No caption available
… 
No caption available
… 
No caption available
… 
No caption available
… 
No caption available
… 
Content may be subject to copyright.
Os Perissodáctilos e Artiodáctilos
Fósseis da Bacia do Baixo Tejo
(Portugal)
Jorge Sequeira
Museu Geológico (Laboratório Nacional de Geologia e Energia)
Silvério Figueiredo
Instituto Politécnico de Tomar; Centro Português de Geo-História e Pré-
história; Laboratório de Arqueozoologia e Paleontologia (IPT-CPGP); Centro
de Geo-Ciências (UC)
I CONGRESSO INTERNACIONAL
“O cavalo e o touro na Pré-História e na História”
Golegã e Chamusca, Maio, 2013
Os Perissoctilos
Os perissodáctilos englobam os equídeos, as
antas e os rinocerontes
Distinguem-se dos artiodáctilos por possuírem
um número impar de dígitos.
Apareceram no final do Paleocénico e
diversificaram-se nos inícios do Eocénico,
substituindo os grupos de mamíferos herbívoros
pastores basais que dominaram este nicho
ecológico até esta altura.
A partir de formas idênticas a pequenos cavalos,
os perissodáctilos diversificaram-se, no Eocénico
dando origem aos cavalos, antas e rinocerontes.
Artiodáctilos
Os artiodáctilos englobam os Bovídeos,
cervídeos, camelos, hipopótamos e porcos.
Partilham o ramo evolutivo dos mamíferos com
os morcegos, as baleias e os carnívoros.
Os artiodáctilos primitivos eram pequenos
animais que não ultrapassavam o tamanho de
um gato. Eram herbívoros e tinham os dígitos 3
e 4 aumentados para suportar a maior parte do
peso do corpo.
Origem e Evolão da Bacia do Baixo Tejo
Origem dos Relevos Alpinos e Bacias Cenoicas Iricas
Início da Convergência das Placas
Europeia
Africana
Microplaca Ibérica
Deformação da placa Ibérica
Cretácico Final (Campaniano) /Paleogénico
Formação de Relevos
Formação de Bacias Sedimentares
Consequências:
Cretácico Paleogénico
Eocénico Oligocénico
Processos tectónicos activos durante
todo o Neogénico
Influência sobre o relevo
Condicionantes da evolução das Bacias
Adaptado de Rosenbaum, 2002
Paleogénico e Neogénico
1) Formação dos Relevos Alpinos Ibéricos Pirinéus; Montes Cantábricos; Sistema Ibérico Central;
Cordilheira Ibérica, Cordilheiras Béticas etc., como resposta ao fecho do Mediterâneo
Paleogénico e Neogénico
2) Formação de Bacias Sedimentares de orientação genérica NE-SW, por deformação do substrato
e/ou reactivação de estruturas antigas e o seu preenchimento sedimentar, reflectindo condições
tectónicas, eustáticas e climáticas :
Bacia Douro
Bacia do Ebro
Bacia do Mondego
Bacia do Alto Tejo
Bacia do Baixo Tejo
Bacia do Sado
Bacia do Guadiana
Bacia do Guadalquivir
Adaptado de Pais et al. , 2012
Bacia do Baixo Tejo
Unidade estrutural orientada
sensivelmente na direcção NE-SW, que se
estende desde a Península de Setúbal até
Lisboa (parte norte e oriental), abrange
todo o Ribatejo, ocupa uma parte
importante do Alto Alentejo e termina na
região sul da Beira Baixa com
prolongamento para Espanha,
assentando sobre o substrato Paleozoico
e/ou Mesozóico
Em função das relações do enchimento
e respectivos ambientes associados, a
BBT pode ser subdividida em:
Sector distal (SD), a sudoeste,
ocupando as regiões de Lisboa e
da Península de Setúbal mais
próximo do Atlântico e onde
ocorrem fácies marinhas com
algumas intercalações
continentais e salobras;
Sector intermédio (SI),
ocupando o Ribatejo e parte do
Alto Alentejo, com fácies
continentais e alguns episódios
de ambientes salobros quando
dos níveis marinhos elevados;
Sector proximal (SP), a nordeste,
que ultrapassa a fronteira com
Espanha, apenas com fácies
continentais
Sector distal
Sector intermédio
Sector próximal
Sector distal
Sector intermédio
Preenchimento sedimentar da BBT
(Sector Intermédio e Sector Distal)
Palogénico
Adaptado de Insele, 1992
Ambientes fluviais e lacustres com drenagem
para o interior da bacia, sem comunicação com
o Oceano,
Clima Geralmente Quente e Húmido
Deposição de material de natureza detrítica,
proveniente do Maciço Hespérico e da Bacia
Lusitânica, que se vai acumular essencialmente
em leques aluviais, constituindo uma banda
continua, aflorante nas margens da BBT eque
a rodeia.
Estes sedimentos constituem na margem
direita a Formação de Benfica (Lisboa-
Península de Setúbal), no sector intermédio a
Formação de Monsanto, e no sector proximal
aFormação de Cabeço do Infante,Na margem
esquerda constituem a Formação de Vale de
Guizo.
Correspondem a depósitos grosseiros,
conglomeráticos, a que se associam corpos
arcósicos mais finos, existem por vezes crostas
calcárias, ocorrendo alguns calcários lacustres
e/ou palustres
400mde espessura
Neogénico Sector Distal (Cidade de Lisboa)
Invasão da bacia pelo Atlântico no
Início do Miocénico, a influência
influência marinha estende-se por
vezes até mais de 100 quilómetros
da costa actual.
Sedimentação no interface
Oceano Continente, ao longo de
12 milhões de anos, com
oscilações na posição da linha de
costa que reflectem as variações
do nível eustático, subsidência da
bacia e dinâmica sedimentar e
tectónica.
Interdigitação de depósitos de
carácter marinho, salobro e
continental
Sedimentos constituídos por
alternância de margas, calcários,
argilas e areias de diferentes
granulometrias, que em conjunto
com o abundante conteúdo
fossilífero são o reflexo da
alternância de vários ambientes,
marinhos, salobros e continentais.
300 mde espessura
- MI
- MII
- MIII
- MIVa
- MIVb
- MVa1
- MVa2
- MVa3
- Mvb
- MVc
- MVIa
- MVIb
- MVIc
- MVIIa
- MVIIb
Divisõe s do
Miocénico de Lisboa
Cretácico
Paleogénico
Carta Geológico simp lificada da Cidade de Lisboa - S em escala
Adaptado de: http://lxi.cm-lisboa.pt/
Unidades Litoestratigráficas de Lisboa
Neogénico Sector Intermédio
Sedimentação Neogénica relacionada com a deriva do Tejo
ancestral numa vasta planície aluvial.
Após a abertura ao oceano do sector distal da bacia, no início do
Miocénico, a sedimentação passa a ser essencialmente fluvial, com
acarreio de material arenoso pelas linhas de água percusoras do
Tejo e depósito em locais mais abrigados ou em momentos de estio
de matériais argilosos.
Depósitos areno-argilosos por vezes arcósicos com alguns
pavimentos clásticos e intercalações lutiticas, que contituem a
Formação de Alcoentre que assenta em descontinuidade sobre o
Paleogénico, bem como sobre o substrato Mesozóico e Paleozóico
A existência de alguns níveis com ostras sugere a chegada de águas
salobras até cerca de 100 km acima da linha de costa actual,
aquando de níveis eustáticos altos (Pais, 2013). A Fm.de Alcoentre.
Estão presentes algumas jazidas de mamíferos terrestres, que
permitem a correlação com os depósitos da região de Lisboa, Vila
Nova da Rainha (MN5), Póvoa de Santarém (MN6), Casais de
Formiga (MN7), Archino (MN9), Azambujeira inferior (MN9),
destacando-se aas faunas com Hipparion no topo que permitem a
datação Valesiano inferior da zona (MN9)
No Miocénico Superior, forma-se uma barreira no sector distal que
vai condicionar a sedimentação no sector intermédio que conjugado
com a alimentação de águas carbonatadas, que percorrem os
calcários jurássicos em combinação com o clima quente e
relativamente seco), leva a que se depositem na margem direita
calcários lacustres e palustres (Formação de Almoster)que
passam lateralmente a corpos argilosos (Formação de Tomar, com
desenvolvimento de crostas carbonatadas que se estendem para a
margem esquerda do rio Tejo que se sobrepõem à Fm.de Almoster
Estratigrafia - Sector Distal
Em função da diferentes litológica e do
conteúdo fossilífero presente Berkely Cotter
(1896;1903-1904,1956) individualizou 7
Assentadas ou Horizontes que subdividiu em 15
Divisões, que tem o mesmo significado de
unidades litoestratigráficas e são válidos para
Lisboa e Península de Setúbal, enquadradas sob
o ponto de vista Cronoestratigráfico mediante
comparação com faunas semelhantes de outras
bacias Europeia.
Actualmente são reconhecidas 10 sequências
deposicionais iniciadas por superfície
transgressiva (subida do nível da água) e
concluídas por corpos sedimentares de nível
marinho baixo (descida do nível da água).
Estas sequências são representativas da
sedimentação relacionada com ciclos
eustáticos e incluem as divisões de Cotter.
Seq. Dep.
Esquema estratigráfico para o cenozóico da BBT (Sector intermédio e Distal).
Adaptado de Pais et al., 2010
Unidades com mamíferos
terrestres
- MI
- MII
- MIII
- MIVa
- MIVb
- MVa1
- MVa2
- MVa3
- Mvb
- MVc
- MVIa
- MVIb
- MVIc
- MVIIa
- MVIIb
Divisõe s do
Miocénico de Lisboa
Cretácico
Paleogénico
Carta Geológico simp lificada da Cidade de Lisboa - S em escala
Adaptado d e: http://lxi.cm-lisboa.pt/
Unidades Litoestratigráficas de Lisboa
MI Camadas de Prazeres
Argilas e margas depositadas em
lagunas litorais.
Bioermas de corais e briozoários
seguidos de argilitos
(Geomonumento da Rua Sampaio
Bruno)
Níveis com vegetais e gesso (Jazida
da Horta das Tripas Picoas) Fase
regressivo da Seq. A2
Níveis arenosos finos a médios
micáceos com mamíferos de
pequenas dimensões (zona da Un.
Católica).
Argilitos arenosos de cor
avermelhada com canais
preenchidos por ostras com
mamíferos de pequenas dimensões
(Av. do Uruguai).
Espessura máxima: 45 m.
Afloramentos: desde Carnide até
Santos, passando por Benfica
Campo Grande, Campo Pequeno,
Marquês Pombal, Largo do Rato,
Prazeres, Estrela e Lapa. Para
ocidente ocorrem junto ao Alto do
Duque e Algés.
- MI
- MII
- MIII
- MIVa
- MIVb
- MVa1
- MVa2
- MVa3
- Mvb
- MVc
- MVIa
- MVIb
- MVIc
- MVIIa
- MVIIb
Divisõe s do
Miocénico de Lisboa
Cretácico
Paleogénico
Carta Geológico simp lificada da Cidade de Lisboa - S em escala
Adaptado d e: http://lxi.cm-lisboa.pt/
Unidades Litoestratigráficas de Lisboa
MIVb Areias da Quinta do
Bacalhau
Depósitos progradantes, constituídos
por areias arcósicas fluviais, com
bancadas de argilitos
correspondentes a canais e a
depositos pelíticos de planicie de
inundacão.
A cor predominante é o amarelo, os
argilitos são cinzentos e contem
impressões de vegetais.
Nos depósitos arcósicos fluviais e
deltaicos foram recolhidas
associacões de mamíferos na Quinta
do Narigão, Quinta da Noiva, Quinta
da Carrapata e Pote de Agua (parte
inferior) e de Cristo Rei (no topo).
Os ultimos niveis (Sup) são argilosos,
cinzento escuro, ricos em gesso e
com bancos de ostras intercalados.
Espessura: 35 a40 m
Afloramentos da Margem direita
do Tejo: Entre o Castelo de São
Jorge, Graça, Penha de França,
Areeiro, Rotunda do Aeroporto,
Campo Grande e Lumiar
O conjunto representa os depósitos
regressivos e de nível eustático baixo
da Sequência DeposicionaL B1
As areias fluviais incluem:
Prosboscídeos do género
Gomphotherium e os últimos
Brachyodus onoideus
(Antracoterídeos)
- MI
- MII
- MIII
- MIVa
- MIVb
- MVa1
- MVa2
- MVa3
- Mvb
- MVc
- MVIa
- MVIb
- MVIc
- MVIIa
- MVIIb
Divisõe s do
Miocénico de Lisboa
Cretácico
Paleogénico
Carta Geológico simp lificada da Cidade de Lisboa - S em escala
Adaptado d e: http://lxi.cm-lisboa.pt/
Unidades Litoestratigráficas de Lisboa
MVa2 Areias com Placuna miocenica
Corresponde à etapa regressiva da
sequência deposicional.
Areias amarelas fluviais, com seixos
rolados e argilas arenosas com vegetais e
ostras. São frequentes impregnações de
pirolusite, que lhes confere cor negra.
Areias, em parte eólicas, associadas a
finos leitos de argila, podendo
corresponder a dunas litorais e a
ambientes deltaicos.
Espessura: 25 m
Afloramentos da Margem direita do
Tejo:Os afloramentos estendem-se entre
o Castelo de S. Jorge, Graça, Alto de S.
João, Chelas e Rotunda do Aeroporto e
Lumiar
Presença de mamíferos em diversas
jazidas:
Quinta das Pedreiras
Quinta do Pombeiro
Faunas caracterizada pela chegada de:
Bunolistriodon, Dorcatherium,
Gaindatherium, Prodeinotherium,
Megacricetodon primitivus e
Democricetodon hispanicus.
As areias forneceram outros vertebrados:
repteis, peixes de água doce ou salobra,
peixes marinhos, por vezes redepositados,
constituindo associação estritamente
termófila
- MI
- MII
- MIII
- MIVa
- MIVb
- MVa1
- MVa2
- MVa3
- Mvb
- MVc
- MVIa
- MVIb
- MVIc
- MVIIa
- MVIIb
Divisõe s do
Miocénico de Lisboa
Cretácico
Paleogénico
Carta Geológico simp lificada da Cidade de Lisboa - S em escala
Adaptado d e: http://lxi.cm-lisboa.pt/
Unidades Litoestratigráficas de Lisboa
MVb - Areias de Vale de Chelas (MVb)
Areias feldspáticas, fluviais, incoerentes
ou fracamente cimentadas, as vezes
grosseiras e compactas, com
estratificação cruzada.
Correspondem ao episódio do máximo
regressivo.
Espessura: 25 m
Afloramentos da Margem direita do
Tejo: Aflora entre a Avenida D. Afonso III,
Xabregas, Chelas prolongando-se para
Norte em direcção ao aeroporto de Lisboa
e Charneca do Lumiar.
Jazidas de vertebrados nas areias da
divisão Vb, com Repteis, Proboscídeos,
Hipopotamos e Equídeos:
Jazidas importantes:
Chelas:
Quinta das Farinheiras
Quinta das Flamengas
Charneca do lumiar:
Quinta da Silvéria
Quinta Grande
Olival da Susana
Casal das Chitas
Incluem a primeira ocorrência da fauna de
Hispanotherium e a última de
Megacricetodon
Sector Distal:
Estão presentes algumas jazidas de mamíferos terrestres, na
formação de alcoentre, que permitem a correlação com os depósitos
da região de Lisboa:
Vila Nova da Rainha (MN5),
Póvoa de Santarém (MN6),
Casais de Formiga (MN7),
Archino (MN9),
Azambujeira inferior (MN9),
destacando-se aas faunas com Hipparion no topo que permitem a
datação Valesiano inferior da zona (MN9)
Descoberta de jazidas de
Mamíferos fósseis na BBT
Descoberta e recolha e estudo de Mamíferos
fósseis no âmbito dos Serviços Geológico s
Nacionais
Primeiras descobertas no âmbito dos estudos de índole estratigráfica,
realizados por Carlos Ribeiro no último quartel do Sec. XIX no Neogénico do
sector intermédio e distal da BBT, e mais tarde, por Berkley Cotter no
Miocénico de fácies marinho da região de Lisboa, foram recolhidos, entre
outros, conjuntos de restos fosseis de mamíferos terrestres, cuja presença
era até então praticamente desconhecida no Miocénico da BBT, e onde
figuram, entre outros, diversos representantes das Ordens Artiodactyla e
Perissodáctyla, estes exemplares recolhidos no Ribatejo e em Lisboa foram
objecto de estudo por alguns dos mais ilustres especialista europeus no
domínio da Paleontologia de vertebrados da época, que os descreveram
sumariamente, embora sejam referidos em publicações anteriores, em
1907, foi publicado o primeiro estudo aprofundado sobre mamíferos
miocénicos portugueses da autoria de F. Roman.
Carlos Ribeiro (1814-1882)
Georges Zbyszewski (1909-1998)
Berkeley Cotter (1845-1919)
Após a morte de Choffat e de Cotter em 1918, seguiu-se um período de
tempo relativamente longo em que praticamente cessaram nos serviços
Geológicos, quer a recolha de materiais quer os estudo paleontológicos e
estratigráficos do território nacional, sendo os mamíferos miocénicos apenas
referidos em trabalhos fora do âmbito da instituição.
Na sequência da entrada ao serviço dos SGP do geólogo francês Georges
Zbysweski em 1937, iniciou-se um período que se estendeu até ao final dos
anos 60,em que sucederam os achados no domínio da paleontologia dos
vertebrados e o número de jazidas reconhecidas, em parte beneficiando, da
expansão em número, em área e em profundidade das escavações
realizadas nas diferentes unidades estratigráficas para a extracção de inertes
para a construção e cuja intensa actividade esteve directamente relacionada
com a expansão e modernização da cidade de Lisboa.
Exploração de Recursos Geológicos em Lisboa
As unidades miocénicas aflorantes na cidade de Lisboa tiveram no
passado elevado interesse como recursos geológicos. Assim para a
indústria cerâmica foram explorados os níveis argilosos das Divisões
MI, MIVa e MVIa, para a construção civil, foram explorados
essencialmente para alvenaria os níveis carbonatados das Divisões
MI, MIII, MVa1, MVa3 e MVb e para inertes os níveis arenosos das
unidades MIVb, MVa2 e MVb.
Em Lisboa a presença de associações de mamíferos terrestres, com
artiodáctilos e perissodactilos foi assinalada nos níveis superiores da
Div. I, nos depósitos arcósicos fluviais da Div. IVb, nas areias fluviais
com pirolusite da Div. Va2 e nas areias fluviais da Div. Vb.
Areeiro Quinta da Lobeira (Charneca )
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Areeiro Quinta da Lobeira (Charneca )
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Barreira da Fábrica de Cerâmica Lusitânia
Arquivo da CML
Areeiro Quinta do Correio - Mor Pote
de Água (Avenida do Brasil)
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Areeiro Quinta da Lobeira (Charneca )
Arquivo da CML, Pinto, 2000 Areeiro Quinta Grande (Charneca
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Areeiro do Covão (Charneca )
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Areeiro da Lobeira (Charneca )
Arquivo da CML, Pinto, 2000
Sector distal da BBT - Lisboa
Principais neros de
Perissodáctilos e
Artiodáctilos Encontrados
em Portugal
Perrisodactilos
Rinocerontes
Aceratherium (4)
Brachypotherium (1)
Diaceratherium (1)
Gaindatherium (2)
Hispanotherium (1)
Prosantorhinus (2)
Rhinocerus (1)
Cavalos
Anchitherium (1)
Hipparion (4)
Artiodactilos
Antracoterídeos (Suiforme) Porcos /hipopótamo
Brachyodus (3)
Cervídeos
Cervus (1)
Procervus (?) (1)
Suinos
Conohyus (1)
Listrodon (2)
Palaeocherus (1)
Paleomericídeos
Palaeomeryx (2)
Girafídeos
Paleotragus (1)
1 Lisboa
2 Ota
3 Azambuja e
Azambujeira
4 Casais da Formiga e
Vila Nova da Rainha
Aceratherium
Lisboa
Casais da Formiga
Azambujeira
Carvalhal Novo
Brachypotherium
Loc?
Diaceratherium
Lisboa
Gaindatherium
Lisboa:
Hispanotherium
Hipparion
Anchitherium
Brachyodus
Conohyus
Palaeomeryx
Paleotragus
Caracterização das
Principais Jazidas do Tejo
Adaptado da CGP de Portugal 1:1.000.000
SGP
Segundo Bergounioux, Zbyzszewski e Corouzel 1957
Os Areeiros de Lisboa
Segundo Bergounioux, Zbyzszewski e Corouzel 1957
Areeiros (Charneca / Lumiar / Chelas):
Quinta da Musgueira
Quinta da Raposa
Quinta Grande
Quinta da Casinha
Quinta das Areias
Quinta da Lobeira
Casal das Chitas
Miocénico
Areias de Vale de Chelas
Complexo arenoso
Intercalações argilosas e greso-calcárias
Portela
Charneca
Camarate
Santa Iria
Vila Franca
Areias
Areolas
Grés calcários
Calcários grosseiros
Arenitos
Argilas e siltes
Paleobiologia
Mares:
Moluscos
Tubarões (Carcarodon)
Cetáceos primitivos
Lagos:
Peixes
Crocodilos
Tartarugas
Margens:
Mastodontes
Rinocerontes
Conclusões
Maior diversidade de rinocerontes que cavalos
ResearchGate has not been able to resolve any citations for this publication.
ResearchGate has not been able to resolve any references for this publication.