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Resumo − É apresentado o levantamento florístico de Zygophyllaceae da Bahia, Brasil, como contribuição ao conhecimento da Flora do Estado. São reconhecidas as espécies Kallstroemia tribuloides e Tribulus terrestris. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações, além de comentários gerais sobre os táxons. Palavras-chave adicionais: Brasil, florística, Kallstroemia, Tribulus. Abstract (Flora of Bahia: Zygophyllaceae) – This account of the Zygophyllaceae is a further contribution to the ongoing Flora of Bahia project. Kallstroemia tribuloides and Tribulus terrestris are recognized for the state of Bahia, Brazil. A key to species is provided together with descriptions, illustrations, and general notes for the taxa.
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DOI: 10.13102/scb381 ARTIGO
ISSN 2238-4103 Sitientibus série Ciências Biológicas 14
Flora da Bahia: Zygophyllaceae
Uiara Catharina Soares e Silva1*, Reyjane Patrícia de Oliveira1,a, Raymond Mervyn Harley2,b, Ana Maria
Giulietti1,2,c
1 Programa de Pós-Graduação em Botânica, Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, Brasil.
2 Royal Botanic Gardens, Kew, Reino Unido.
Resumo É apresentado o levantamento florístico de Zygophyllaceae da Bahia, Brasil, como contribuição ao conhecimento da Flora do
Estado. São reconhecidas as espécies Kallstroemia tribuloides e Tribulus terrestris. São apresentadas chave de identificação, descrições e
ilustrações, além de comentários gerais sobre os táxons.
Palavras-chave adicionais: Brasil, florística, Kallstroemia, Tribulus.
Abstract (Flora of Bahia: Zygophyllaceae) This account of the Zygophyllaceae is a further contribution to the ongoing Flora of Bahia
project. Kallstroemia tribuloides and Tribulus terrestris are recognized for the state of Bahia, Brazil. A key to species is provided together
with descriptions, illustrations, and general notes for the taxa.
Additional key words: Brazil, floristics, Kallstroemia, Tribulus.
ZYGOPHYLLACEAE
Ervas, arbustos ou árvores, anuais ou perenes.
Folhas opostas ou raramente alternas, geralmente
compostas, paripinadas, pecioladas a subsésseis;
folíolos inteiros ou ocasionalmente lobados; estípulas
livres, persistentes ou raramente caducas.
Inflorescências axilares ou terminais, racemosas ou
fasciculadas, frequentemente reduzidas a uma única
flor. Flores geralmente vistosas, bissexuadas,
actinomorfas, diclamídeas; (4)5(6)-meras; sépalas
livres ou raramente conatas na base, persistentes ou
decíduas; pétalas livres ou 3 pétalas unidas e 2 livres;
prefloração valvar ou imbricada; disco glandular
extraestaminal e/ou intraestaminal geralmente presente
e conspícuo; estames (5)6–10(–12); anteras introrsas,
2-tecas, rimosas; gineceu (2–)5-carpelar, sincárpico;
ovário súpero, (2–)5(–12)-locular; estilete 1, às vezes
muito curto; estigma 1 a numerosos, capitado ou lobado;
óvulos (1)2 a numerosos em cada lóculo; placentação
axilar ou raramente basal. Fruto cápsula (2–)5-lobada,
loculicida, septicida ou esquizocarpo, separando-se
longitudinalmente em 5–10(–12) mericarpos rígidos,
tuberculados a espinescentes ou alados; sementes com
endosperma rígido, oleoso ou ausente; embrião com
cotilédones lineares ou oblongos.
A família inclui ca. 24 gêneros e 275 espécies,
sendo amplamente distribuída, principalmente nas
regiões áridas dos trópicos e subtrópicos (Heywood et
al. 2007). Dada a presença de alcaloides e/ou resina,
muitas espécies desta família têm sido utilizadas na
medicina popular em diversos países, bem como na
conservação de alimentos (Maciel & Alves 2009). Para
o Brasil, Engler (1872) indicou dois gêneros,
Kallstroemia Scop. e Tribulus L., com duas espécies
cada. Ele se referiu ainda a outras espécies americanas
que poderiam ocorrer no Brasil, como K. maxima Torr.
& Gray. Souza & Lorenzi (2012) indicaram, além
dos dois gêneros já citados, também Bulnesia Gay,
sendo B. sarmientoi Lorentz ex Griseb. a única espécie
arbórea de Zygophyllaceae nativa no Brasil. Sobral
(2014), por sua vez, considerou apenas a ocorrência de
Kallstroemia para o Brasil, com duas espécies: K.
maxima (L.) Hook. & Arn. e K. tribuloides (Mart.)
Steud.; a ocorrência da primeira espécie, no entanto,
deve ser reavaliada (veja os comentários do gênero).
Para o estado da Bahia, são aqui reconhecidos os
gêneros Kallstroemia e Tribulus, com uma espécie
cada. Guaiacum officinale L., conhecida popularmente
como pau-santo, é exótica, cultivada em algumas áreas
da Bahia, e não foi incluída no presente trabalho.
Chave para as espécies
1. Frutos tuberculados, separando-se na maturidade
em 8–12 mericarpos; parte central do receptáculo
persistente .................. 1.1. Kallstroemia tribuloides
1’. Frutos espinescentes, separando-se na maturidade
em 5 mericarpos; parte central do receptáculo
caindo com os mericarpos .........................................
............................................. 2.1. Tribulus terrestris
1. Kallstroemia Scop.
Ervas anuais; ramos herbáceos, prostrados a
decumbentes. Folhas opostas, paripinadas; folíolos
inteiros, elípticos a oblongos ou obovados,
pubescentes, (2–)4–6 pares, um folíolo de cada par
alternadamente menor ou abortado; pecíolo curto;
estípulas interpeciolares foliáceas, estreitas a
amplamente falcadas, acuminadas. Inflorescências
reduzidas a uma única flor, axilares ou pseudoaxilares.
*Autora para correspondência: uiara_catharina@yahoo.com.br;
arpolliveira@yahoo.com; br.harley@kew.org;
canagiulietti@hotmail.com
Editor responsável: Pedro Fiaschi
Submetido: 20 mar. 2014; aceito: 23 jul. 2014
Publicação eletrônica: 15 ago. 2014; versão final: 22 ago 2014
U. C. S. Silva et al. – Zygophyllaceae da Bahia
Sitientibus série Ciências Biológicas 14: 10.13102/scb381
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Flores pedunculadas; sépalas 5, livres, inteiras,
persistentes; pétalas 5, livres, obovadas ou obcordadas,
brancas a alaranjadas, decíduas; estames 10–12;
glândulas intraestaminais presentes; filetes filiformes;
anteras geralmente globosas; ovário séssil, glabro a
pubescente, 8–12-locular, 1 óvulo por lóculo, pêndulo;
estilete simples, persistente, formando um rostelo
quando em fruto; estigma capitado ou clavado. Fruto
esquizocarpo, separando-se na maturidade geralmente
em 10 mericarpos; semente 1 por mericarpo, oblonga a
oval, testa membranácea, pouco endosperma.
O gênero possui 16 espécies que se distribuem nas
regiões áridas das Américas, dos Estados Unidos à
Argentina (Porter 1969, 2001; Heywood et al. 2007).
Como mencionado anteriormente, Sobral (2014)
indicou Kallstroemia maxima e K. tribuloides para o
Brasil, ambas representadas na Bahia. A ocorrência de
K. maxima está baseada em Harley 16250, depositado
no herbário MO. Apesar de não termos examinado este
material, as três duplicatas dessa coleta depositadas no
herbário K se referem a K. tribuloides. Como proposto
por Porter (1969), essas duas espécies podem ser
diferenciadas facilmente pelo formato e
posicionamento dos folíolos: K. tribuloides tem os
folíolos elípticos e os maiores situam-se na porção
mediana da folha, enquanto em K. maxima, os folíolos
são obovados e os maiores situam-se na porção apical
da folha. Além disso, K. tribuloides ocorre na América
do Sul, incluindo Bolívia, Argentina e Brasil, enquanto
K. maxima ocorre na costa sudoeste dos Estados
Unidos, México, Caribe e norte da América do Sul.
Dessa maneira, não incluímos K. maxima neste
tratamento, e a ocorrência dessa espécie no Brasil deve
ser reavaliada.
1.1. Kallstroemia tribuloides (Mart.) Steud., Nomencl.
Bot. 1: 844. 1840.
Figuras 1A–C e 2.
Nome popular: rabo-de-calango.
Ervas, prostradas. Folhas 1,6–4,9 × 0,9–2,6 cm;
estípulas verdes, pubescentes, persistentes, falcadas,
acuminadas; folíolos 0,8–1,9 × 0,2–0,8 cm, 3–6 pares,
pubescentes na face abaxial, elípticos, papiráceos.
Pedúnculo 11,3 cm compr. Flores isoladas, axilares,
1,5–4,3 cm diâm.; sépalas elípticas, persistentes;
pétalas obovadas; estames 10, inseridos na base do
disco; ovário 10-locular, glabro; estilete com porção
distal dilatada, lobado. Frutos tuberculados,
indeiscentes, reticulados, sem espinhos laterais;
mericarpos 10, com a parte central do receptáculo
persistente; semente com testa membranácea.
América do Sul tropical, em vegetação de caatinga
(Maciel & Alves 2009). A8, B8, B9, C7, C8, D6, D7,
D9, E5, E7, E8, F4. Floresce e frutifica de novembro a
julho.
Material examinado − Abaré, beira do rio São Francisco,
08º43’46”S, 39º04’35”W, 321 m s.n.m., 1 nov. 2009 (fl., fr.), E.
Melo et al. 7052 (HUEFS); Bendengó, margem da BR-116, 10 km
da cidade em direção a Euclides da Cunha, 10º01’58”S, 39º09’W,
445 m s.n.m., 21 fev. 2000 (fl., fr.), A.M. Giulietti & R.M. Harley
1720 (HUEFS); Bom Jesus da Lapa, morro acima da igreja, no
centro da cidade, 13º15’32”S, 43º25’11”W, 640 m s.n.m., 10 fev.
2000 (fl., fr.), L.P. Queiroz et al. 5816 (HUEFS); Boquira,
arredores da cidade, 19 jan. 1997 (fl., fr.), G. Hatschbach et al.
65985 (CEPEC, MBM); Canudos, em frente ao hotel Brasil, na rua,
09º53’47”S, 39º01’47”W, 373 m s.n.m., 19 fev. 2004 (fl., fr.), R.M.
Harley et al. 54905 (HUEFS); Cipó, 13 maio 1981 (fr.), L.M.C.
Gonçalves 50 (HRB, HUEFS); Glória, ca. 4 km de Olhos d’Água
de Souza, 09º20’37”S, 38º18’57”W, 373 m s.n.m., 26 abr. 2001 (fl.,
fr.), L.P. Queiroz et al. 6539 (HUEFS); Iaçu, Lage Preta,
12º50’21”S, 39º58’15”W, 360 m s.n.m., fev. 2005 (fl.), F. França et
al. 5145 (HUEFS); Itiúba, ca. 10 km da cidade, 10º39’28”S,
39º44’16”W, 375 m s.n.m., 28 jan. 2002 (fl., fr.), J.G. Nascimento
& T.S. Nunes 33 (HUEFS); Jaguarari, base da Crista, próximo ao
rio, 10º06’12”S, 40º13’47”W, 560 m s.n.m., 13 abr. 2006 (fl., fr.),
R.F. Souza-Silva et al. 206 (HUEFS); Mairi, 29 mar. 1985 (fl., fr.),
E.L.P.G. Oliveira 664 (EBAPA, HUEFS); Morro do Chapéu, 33
km na estrada para América Dourada, 13 jan. 1991 (fl., fr.), N.P.
Taylor et al. 1409 (K); Paulo Afonso, 17 maio 1973 (fl., fr.), A.P.
Duarte 14177 (K); São Gabriel, estrada para Irecê, 11º01’S,
41º39’W, 15 abr. 2009 (fl., fr.), R.F. Machado et al. 258 (HUEFS);
Senhor do Bonfim, Campus da UNEB, 7 nov. 2005 (fl., fr.), V.
Barreto 154 (HUEFS, HUNEB).
Material adicional examinado Alagoas, G. Gardner 1264
(K, 3 exsicatas); Piauí, Boa Esperança, G. Gardner 2084 (K).
Kallstroemia tribuloides distingue-se de Tribulus
terrestris L., que também ocorre na Bahia, por
apresentar frutos esquizocárpicos, geralmente com 10
mericarpos unidos no ápice pela porção distal do
estilete, permanecendo a coluna central após a
separação dos mericarpos.
2. Tribulus L.
Ervas, anuais ou ocasionalmente perenes; ramos
herbáceos, prostrados ou procumbentes. Folhas
opostas, paripinadas; folíolos inteiros, oblongos a oval-
oblongos ou elípticos, assimétricos na base, 3–10
pares, um folíolo de cada par alternadamente menor ou
abortado; pecíolo muito curto; estípulas verdes,
interpeciolares, foliáceas. Inflorescências reduzidas a
uma única flor axilar. Flores pedunculadas; sépalas 5,
livres, inteiras, lanceoladas, pubescentes na face
adaxial, decíduas ou raramente persistentes; pétalas 5,
livres, obovadas, amarelas ou raramente brancas,
decíduas; estames 5–10, inseridos na base do disco,
glândulas intraestaminais presentes, livres ou conatas
abaixo da base do ovário; filetes filiformes; anteras
oblongas a cordadas; estilete alongado, estigma 5-
lobado; ovário séssil, glabro a pubescente, 5-locular,
2–5(–10) óvulos por lóculo; placentação axilar. Fruto
esquizocarpo, mericarpos rígidos, tuberculados ou
espinescentes, separando-se na maturidade em 5
mericarpos, 1 semente por mericarpo, oblongo-
obovada, testa membranácea, endosperma ausente.
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Figura 1. A–C. Kallstroemia tribuloides: A- ramo com flores e frutos; B- gineceu com sépalas persistentes e glândulas intraestaminais; C-
fruto em vista lateral, com cálice persistente (uma sépala removida) D, E. Tribulus terrestris: D- gineceu envolto por tricomas, glândulas
intraestaminais evidentes. E- fruto em vista frontal
(
A
C- Queiroz 581
6
; D, E- Nascimento 60
)
.
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O gênero é representado por cerca de 25 espécies
altamente polimórficas (Varghese et al. 2006). Nativo
dos Paleotrópicos, foi introduzido e naturalizado no
Novo Mundo (Aymard & Cuello 2005). A maioria das
espécies ocupa áreas secas, incluindo hábitats
perturbados. Os mericarpos espinescentes de muitas
espécies fornecem um mecanismo ideal para a sua
disseminação (Porter 1972). No Brasil, inclusive no
estado da Bahia, ocorre apenas Tribulus terrestris, em
áreas de caatinga.
2.1 Tribulus terrestris L., Sp. Pl. 1: 387. 1753.
Figuras 1D–E e 2.
Nome popular: cabeça-de-touro, videira-da-punctura.
Ervas, prostradas. Folhas 1,2–4,8 × 1,2–2,3 cm;
estípulas caducas, pubescentes, falcadas; folíolos 0,5–
1,4 × 0,2–0,5 cm, 3–6 pares, glabros na face adaxial,
pubescentes na abaxial, oblongo-obovados. Pedúnculo
ca. 0,3 cm compr. Flores isoladas, axilares, ca. 1 cm
diâm.; sépalas oblongas a lanceoladas, caducas; pétalas
espatuladas; estames 5, inseridos na base do disco;
ovário pubescente, 3 ou 4 óvulos por lóculo; estilete
sem porção distal dilatada; estigma terminal, lobado.
Frutos espinescentes, indeiscentes, com 2 espinhos
laterais em cada mericarpo, bico ausente; semente com
testa membranácea.
Nativa da região Mediterrânea, provavelmente do
nordeste da África, e bastante difundida nos trópicos
(Porter 1972), apresenta-se como erva ruderal das
caatingas brasileiras (Souza & Lorenzi 2012),
ocorrendo de maneira subespontânea. B5, B6, B7, B8,
B9, C8, C9, D6, D7, D9, E7, F4, G4, G5. Floresce e
frutifica de novembro a abril.
Material examinado − Bela Vista, 10º39’S, 39º 44”W, 30 mar.
2004 (fl., fr.), M.V. Moraes 674 (HUEFS); Bom Jesus da Lapa,
estrada para Ibotirama, 13º04’22”S, 43º17’17”W, 453 m s.n.m., 8
fev. 2000 (fl., fr.), L.P. Queiroz et al. 5730 (HUEFS); Canudos, em
frente ao Hotel Brasil, 09º53’47”S, 39º01’47”W, 373 m s.n.m., 19
fev. 2004, R.M. Harley et al. 54904 (HUEFS); Carinhanha, ca. de
1 km do rio Carinhanha, 14º18’41”S, 43º48’32”W, 462 m s.n.m., 28
dez. 2007 (fl., fr.), M.L. Guedes & F.S. Gomes 14046 (ALCB,
HUEFS); Casa Nova, fazenda Santarém, sítio Morrinho, área
vazante do Lago de Sobradinho, 09º36’38”S, 41º19’43”W, 410 m
s.n.m., 10 out. 2004 (fl., fr.), L.P. Queiroz et al. 9660; Iaçu,
12º46’34”S, 40º11’58”W, 270 m s.n.m., 17 mar. 2004 (fl., fr.), L.P.
Queiroz et al. 9166 (HUEFS); Irecê, saída do Lapão para Américo
Dourado, fazenda Jequitibá, 2 mar. 2004 (fl., fr.), L.A. Mattos-Silva
& B.R. Santos 5069 (CEPEC, HUEFS); Itaberaba, BR-242 ca. 39
km da cidade, 12º30’32”S, 39º56’41”W, 300 m s.n.m., 9 fev. 1992
(fl., fr.), L.P. Queiroz & R.M. Harley 2605 (HUEFS, K); Itiúba,
Rômulo Campos, Lago do Jacurici, área do DNOCS, 10º39’20”S,
39º44”16”W, 355 m s.n.m., 19 jan. 2002, J.G. Nascimento & T.S.
Nunes 60 (HUEFS); Jacobina, terreno baldio no Junco, 6 dez. 1998
(fl., fr.), M.V. Moraes 134 (CEPEC, HUEFS); Juazeiro, 7 km ao sul
da cidade, 09º25’S, 40º35’W, 23 jan. 1993 (fl., fr.), W. Thomas et al.
s.n. (CEPEC 57679); Lagoa Real, 16 jan. 1997 (fl., fr.), G.
Hatschbach et al. 65822 (CEPEC, MBM); Malhada, rodovia para o
distrito de Cana Brava, 14º27’9”S, 43º45’12”W, 500 m s.n.m., 2
abr. 2001 (fr.), J.G. Jardim et al. 3437 (CEPEC, HUEFS); Morro
do Chapéu, rio Jacuípe, 11º33’8”S, 41º09’40”W, 1002 m s.n.m., 10
nov. 2007 (fl., fr.), F.B.L. Silva et al. 35 (HUEFS); Remanso,
09º44’17”S, 42º23’49”W, 28 fev. 2000 (fl., fr.), A. Nascimento et al.
246 (ALCB, HUEFS, K); São Gabriel, estrada para Irecê, 11º1’S,
41º39’W, 15 abr. 2009 (fl., fr.), R.F. Machado et al. 259 (HUEFS);
Tucano, Caldas do Jorro, Parque das Águas, 22 mar. 1992 (fl., fr.),
A.M. Carvalho et al. 3886 (ALCB, CEPEC, HRB).
Reconhecida especialmente pelos frutos
espinescentes com dois espinhos em cada mericarpo.
AGRADECIMENTOS
À curadoria dos herbários visitados, pelo acesso às
coleções, e à Juliana Gomes Freitas, pelas ilustrações.
À FAPESB e ao CNPq pelo apoio financeiro ao projeto
Flora da Bahia. UCSS agradece à CAPES, pela bolsa
de doutorado (PNADB). RPO e AMG agradecem ao
CNPq, pelas bolsas de produtividade em pesquisa
(PQ2 e PQI-A, respectivamente).
REFERÊNCIAS
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Figura 2. Mapa de distribuição de Kallstroemia tribuloides e
Tribulus terrestris no estado da Bahia.
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Varghese, M.; Yadav, S.S. & Thomas, J. 2006. Taxonomic status
of some of Tribulus species in Indian Subcontinent. Saudi
Journal of Biological Sciences 13(1): 7–12.
LISTA DE EXSICATAS
Amaral-Santos, A. 2434 (2); Arbo, M.M. 7305 (1); Bandeira, F.P. 190 (1); Barreto, V. 154 (1); Carvalho, A.M. 3886 (2); Carvalho-
Sobrinho, J.G. 507 (2); Correia, C. 459 (2); Duarte, A.P. 14177 (1); França, F. 5145 (1); Gardner, G. 1264, 2084 (1); Giulietti, A.M.
1720 (1); Gonçalves, L.M.C. 50 (1); Guedes, M.L. 14046 (2); Harley, R.M. 16250, 16457 (1), 54904 (2), 54905 (1); Hatschbach, G.
61960, 65822 (2), 65985 (1); Jardim, J.G. 3437 (2); Machado, R.F. 258 (1), 259 (2); Mattos-Silva, L.A. 5069 (2); Melo, E. 7052 (1);
Moraes, M.V. 134, 674 (2); Nascimento, A. 246 (2); Nascimento, J.G. 33 (1), 60 (2); Oliveira, E.L.P.G. 664 (1); Paula-Souza, J. 5441
(2); Queiroz, L.P. 2605 (2), 5730 (2), 5816, 6539 (1), 9166, 9660 (2); Silva, F.B.L. 35 (2); Souza Silva, R.F. 206 (1); Taylor N.P. 1409
(1); Thomas, W. s.n. CEPEC 57679 (2).
... Steud. However, the identification of K. maxima in Brazil is dubious, as Brazilian vouchers apparently do not fit the species' description (Soares e Silva et al. 2014), and the natural range of K. maxima is in the western USA (Ribeiro 2023). ...
Article
Full-text available
We report the occurrence of Kallstroemia tribuloides (Mart.) Steud. in Rio de Janeiro, Brazil after 136 years. Kallstroemia tribuloides is adapted to open, sunny environments with a preference for sandy soils, which are typical drylands (e.g., the Caatinga biome) and Restingas. This species has attributes that may favor its expansion into newly environments, and its bioinvasive potential should not be overlooked. Thus, we strongly recommend that further studies monitor the spread of K. tribuloides on the Brazilian southeast coast, which can help in its control.
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Full-text available
The family Caryophyllaceae occurs mainly in temperate or warm temperate regions of the Northern Hemisphere, with some cosmopolitan genera. In Rio Grande do Sul are found 32 species. This study discusses the geographic distribution of the Caryophyllaceae in Rio Grande do Sul. Their taxa occur mostly in open and disturbed areas. The center of richness concentrates in the physiographic region of the Depressão Central, with 18 species; the region of the Serra do Sudeste showed lower richness, with 10 species. It was also observed that the species shows a decreasing pattern of distribution in the half east to the west of the state, with increasing continentality. The greatest similarity between the physiographic regions was observed between the Alto Uruguay and Encosta Superior do Nordeste. The Caryophyllaceae present regional distribution patterns, ranging from very large to very restricted.
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Tribulus L. is considered as the most complex genus in Zygophyllaceae because of enormous number of invalid specific epithets and also of the variations present in various populations. A comparative study has been carried out on specimens of a number of species in the Arabian Peninsula and India to find out whether the species with identical characters reported from above regions are indeed same or different. Distribution range of a few species reported from India has also been extended in the light of the present study. Nomenclature status of certain species' names widely used in India, such as T. lanuginosus L. and T. longipetalus Viv have been verified, while the subspecies status of T. lanuginosus ssp. macropterus (Boiss.) Maire ex Ozenda & Quezel has been elevated to species level. The reasons explained by other authors for lowering the species status of T. rajasthanensis Bhandari & Sharma to a variety level; and a detailed compara- tive study on T. subramanyamii P. Singh, Giri et V. Singh with similar species reported from West Asia are included in the text. A provisional key to the species of Tribulus in India is also provided for easy determinations.
Associação Plantas do Nordeste
  • Mirandiba
Mirandiba. Associação Plantas do Nordeste, Recife, p. 353-355.
The genus Kallstroemia
  • D M Porter
Porter, D.M. 1969. The genus Kallstroemia. Contributions from the Gray Herbarium of Harvard University 198: 41-153.
Flora de Nicaragua: Angiospermas (Pandanaceae -Zygophyllaceae). 85. Tomo III
  • D M Porter
Porter, D.M. 2001. Zygophyllaceae. In: W.D. Stevens & C.U. Ulloa (eds), Flora de Nicaragua: Angiospermas (Pandanaceae -Zygophyllaceae). 85. Tomo III. Missouri Botanical Garden Press, Saint Louis, p. 2555-2556.
Botânica Sistemática – guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas do Brasil, baseado em APG III
  • V C Souza
  • H Lorenzi
Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2012. Botânica Sistemática – guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas do Brasil, baseado em APG III. 3 ed. Instituto Plantarum, Nova Odessa.
Zygophyllaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil
  • M Sobral
Sobral, M. 2014. Zygophyllaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB000254>; acesso em 18 mar. 2014.
Botânica Sistemática -guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas do Brasil, baseado em APG III. 3 ed. Instituto Plantarum
  • V C Souza
  • H Lorenzi
Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2012. Botânica Sistemática -guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas do Brasil, baseado em APG III. 3 ed. Instituto Plantarum, Nova Odessa.