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Introdução à Geografia da Saúde: Território, Saúde e Bem-Estar

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... Para Santana (2014), a Geografia Médica dedica-se à "descrição dos padrões da doença e da mortalidade", ou seja, a análise da incidência das doenças no território, estabelecendo assim uma relação entre as doenças e o meio físico. Além desta vertente da análise de padrões, causas e disseminação de doenças, também é objeto de estudo da Geografia Médica o planeamento da prestação de cuidados de saúde. ...
... Foi no século XIX que ocorreu a afirmação da Geografia Médica em resultado da produção em larga escala de informação estatística e cartográfica acerca de doenças, nutrição, dietas e tratamentos médicos (Earickson, 2009). As patologias mais estudadas neste âmbito têm sido as doenças transmissíveis, nomeadamente as infeções respiratórias (Earickson, 2009 (Vaguet, 2008), e os resultados efetivos das políticas e da organização dos serviços de saúde nas populações, bem como as suas consequências no desenvolvimento do território (Santana, 2014). É a Geografia da Saúde que se associa mais à Saúde Pública (prevenção da doença e promoção da saúde), no sentido em que é seu objetivo contribuir para a melhoria generalizada da saúde da população (Curtis et al., 2009). ...
... Na literatura existem referências ao debate relativo à utilização dos rótulos das subdisciplinas "Médica" e da "Saúde" na Geografia, com alguns autores a utilizarem os termos de forma indiferenciada (Kearns & Collins, 2010). Importa contudo distinguir que enquanto geralmente a primeira se refere mais a questões de doenças, a segunda relaciona-se com uma visão mais integradora das doenças e suas causas e o suporte dos serviços de saúde à população (Santana, 2014 ...
Thesis
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COVID-19 is a respiratory disease identified in China in late 2019 as responsible for causing several cases of atypical pneumonia. Its dispersion, enhanced by international transport networks, has led to a rapid worldwide spread, causing a pandemic with hundreds of millions of confirmed cases. Geographical approaches to epidemic and pandemic contexts are common in the literature and the use of Geographic Information Systems (GIS) and spatial analysis techniques show great applicability to the study of disease distribution. Also, COVID-19 GIS-based studies are important to identify and understand explanatory attributes, still unknown, of the dissemination patterns of this disease. This dissertation, developed as a follow-up on the conclusions of two research projects on the spatial dynamics of COVID-19 in Portugal (https://www.comprime-compri-mov.com/), allowed to test the application of new metrics to this phenomenon. From the results obtained it was possible to confirm the conclusions of other authors, but also to discover new evidence about the spatial patterns of transmission. More precisely, from a methodology complemented by stochastic methods of bivariate analysis, spatial analysis techniques and spatial and multiple linear regression models, it was inferred that the spread of COVID-19 in mainland Portugal, associated with relocation, hierarchical and contagious spatial diffusion processes, shows important relationships with factors arising from socio-territorial specificities of municipalities such as: population density, average household size, mobility patterns, income and exposure by occupation, which proved to be significant predictors for the heterogeneous distribution of COVID-19 cases. At the same time, proximity and contiguity between municipalities are geographical properties with influence on spatial patterns of incidence, as is the hierarchy of the national urban network. In addition, spatial variability of the effect of determinants was found due to the existence of spatial non-stationarity. Despite the spatio-temporal fluctuation of the importance of the determinants, the territory was classified in a predisposition index to infection based on the identification of common critical thresholds. This classification constitutes an alternative for the application of spatial-based Public Health measures, reflecting how different societal dimensions influence the dispersion of the new coronavirus and reflect the existence of spatially heterogeneous conditions conducive to SARS-CoV-2 transmission.
... As it occurs in other countries, there are few comparative studies on the care of the elderly and people with neurodegenerative diseases in rural and urban spaces [10][11][12][13]. Most studies in this line have focused on urban localities of different sizes [14] or on rural regions [15][16][17], while others have examined the diverse meanings of rurality and the heterogeneity of rural areas [18,19]. The social, economic, and political ...
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The increasing prevalence of dementia is threatening the capacity of health and social service systems to provide long-term care support at the territorial level. In both rural and urban areas, specific family members (gendered care) are responsible for the daily care of their relatives. The aim of this work is to explore gender and territorial implications in the provision of in-home care by family members. To this end, family caregivers in Navarre, Spain, were administered the Psychosocial Adjustment to Illness Scale (PAIS-SR) and a semi-structured interview. The results show the good psychosocial adjustment of caregivers of relatives with dementia but the negative impacts of caregiving in the domestic, relational, and psychological domains. Moreover, the feminization of psychological distress was found to predominate in rural areas since mainly women are responsible for instrumental and care tasks, while men seek other complementary forms of support. Place of residence (rural vs. urban) was found to exert a strong effect on the respondents’ conception, life experience, and provision of care. Consequently, territorial and gender differences in coping with and adjusting to care require the design of contextualized actions adapted to caregivers’ needs.
... De modo a corroborar com essas primeiras relações estabelecidas entre a saúde mental e o meio urbano, Santana (2014), aponta a saúde mental como resultante de um conjunto de fatores biológicos, psicológicos, sociais e de contexto. Sua ocorrência se relacionando com uma soma do contexto social -características individuais, culturais, habitacionais, de trabalho e de organização do território, muito semelhantes àquelas categorias colocadas pela OMS -e com a perspectiva espacial e de urbanização. ...
... La preferencia personal por permanecer en el domicilio el mayor tiempo posible ha propiciado estudios que apuntan a la necesidad de analizar no solo variables sociodemográfi cas, sino también las referidas a los entornos en los que se desarrolla el cuidado. Se cuenta con literatura sobre centros urbanos (De Freitas et al., 2007;Santana, 2014), y sobre localidades rurales (Bien et al., 2007;Manso et al., 2013;Keith, 2013;PCW-CEAFA, 2014;Dunn et al., 2016). Menos habituales son las publicaciones que comparan ambos entornos (Ehrlich et al., 2015). ...
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La evolución sociodemográfica y su incidencia en los cuidados de larga duración en patologías emergentes como la demencia demandan respuestas desde los diferentes sistemas de protección social. La presente investigación se ha centrado en determinar los impactos derivados del lugar de residencia en la adaptación psicosocial y calidad de vida de familiares cuidadores de personas con demencia. Los resultados confirman diferencias entre entornos urbanos y rurales-semirurales, aunque haya, como dato general, una buena calidad de vida y adaptación de las personas cuidadoras de familiares con demencia. Todo apunta a la necesidad de promover intervenciones sociosanitarias alineadas con los espacios contextuales.
... Dos resultados, ressalta a desigual distribuição dos assistentes sociais na área da saúde pelo país, tendo em conta as regiões de saúde, o que pode colocar em causa a equidade de direitos nos cuidados ao cidadão. Esta distribuição estará associada à cobertura da rede de serviços e à densidade populacional, assumindo o país iniquidades entre o litoral e o interior, sendo nas zonas litorais onde se concentram mais recursos humanos, particularmente na capital (SANTANA, 2014;OECD;EC, 2016). ...
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Resumo: O artigo apresenta a dotação de assistentes sociais no sistema de saúde em Portugal, analisando os rácios para a população residente e a distribuição nos cuidados de saúde primários e hospitalares, discutindo as implicações na qualidade do sistema de saúde. Os resultados do estudo descritivo apontam a existência de 1032 assistentes sociais, dividindo-se sobretudo entre cuidados hospitalares (52,4%) e cuidados primários (42,9%). Os rácios determinam 1 assistente social para cada 10 mil habitantes, 1 para 23 mil habitantes nos cuidados primários e 1 para 65 camas hospitalares. Na equipa de saúde há assimetrias de 1 assistente social para cada 69,3 enfermeiros e 50,3 médicos. Conclui-se haver estagnação do contingente, desigual distribuição geográfica, e rácios desequilibrados face ao número de habitantes, utentes, unidades de saúde, camas hospitalares e outros profissionais. Tal condiciona a ação holística e de qualidade e limita a equidade de direitos do cidadão. A transversalidade e complexificação da intervenção na saúde não se compadecem com as 1 O rácio, do latim ratio, estabelece uma relação entre duas grandezas expressa por um coeficiente ou uma percentagem, sendo um indicador usado frequentemente para determinar a dotação de recursos humanos em determinadas áreas. No presente artigo, os rácios apresentados estabelecem uma relação entre o número de assistentes sociais no sistema de saúde e a população residente, as unidades de saúde e outros indicadores profissionais relevantes.
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La presente obra tiene como propósito en su conjunto explorar, analizar y exponer los problemas del desarrollo social, económico y ambiental desde una perspectiva territorial, donde los fundamentos de la teoría geográfica y las modernas herramientas tecnológicas de los Sistemas de Información Geográfica (SIG) y del análisis estadístico juegan un papel crucial para arribar a los resultados y conclusiones que, esperamos, contribuyan como un insumo ideal para los diferentes lectores en la elaboración de sus planes, programas y proyectos, y en la toma de decisiones. Esta obra se integra con tres ejes que se encuentran alineados con los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) del PNUD, entre los que se destacan el fin de la pobreza, salud y bienestar, reducción de las desigualdades, trabajo decente y crecimiento económico y vida de ecosistemas terrestres, entre otros.
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O papel e a importância da inovação são reconhecidos como um dos principais motores do desenvolvimento e da sustentabilidade em várias áreas de atividade. Em Portugal, a inovação aplicada aos cuidados de saúde resultou no desenvolvimento de diversas ferramentas digitais de apoio à tomada de decisão. No entanto, estas parecem não responder às necessidades e expectativas dos utilizadores. Como tal, este artigo centra-se no desenvolvimento de uma aplicação cujo objetivo é dotar o cidadão de informação rigorosa, atualizada e alargada que lhe permita efetuar escolhas ponderadas sobre o prestador de cuidados a que pretende aceder. Em termos metodológicos, foram efetuadas entrevistas a diversos especialistas, seguidas da construção de um mockup testado e validado junto de um grupo de foco. Esta aplicação reporta benefícios para os cidadãos, possibilitando um maior conhecimento da oferta de cuidados de saúde, e para os decisores políticos, ao identificar os fatores que influenciam as decisões dos cidadãos e ajudar na formulação de políticas informadas e adequadas aos diferentes contextos geográficos.
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O presente artigo tem por finalidade o estudo e a compreensão da Geografia da Saúde e sua utilização no ensino fundamental. A Geografia da Saúde possui estratégias de estudo para as distribuições na assistência médica de forma macro e microrregional, bem como a previsão e relatórios sobre as estatísticas de epidemias e outros problemas de saúde. Por essa grande responsabilidade é que os estudos sobre as políticas de ensino da Geografia da Saúde devem acontecer na educação. Os temas ligados a Geografia da Saúde devem ser trabalhados e ou adaptados pelos docentes para a conscientização e prevenção sobre os principais problemas de saúde. Foi usado o método de revisão bibliográfica para a realização do estudo e produção do artigo, a pesquisa apontou para uma real necessidade de mais estudos e divulgação de temas relacionados à Geografia da Saúde.
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Neste estudo procurou-se levantar os perfis sociodemográficos registrados nas ocorrências e tentativas de suic�dio ocorridas nos munic�pios de Anastácio e Aquidauana, Estado de Mato Grosso do Sul no per�odo de 2007 a 2016. Nesse sentido foram utilizadas as fontes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE), para coleta dos dados censitários sobre a população residente; Departamento de Informática do SUS (DATASUS), para coleta de dados de suic�dio nacional e estadual; Unidade Regional de Per�cia e Identificação – URPI / Pol�cia Civil, para o levantamento das ocorrências de suic�dios de Aquidauana e Anastácio; Vigilâncias Epidemiológicas do Munic�pio de Aquidauana e do Munic�pio de Anastácio, para coleta de dados sobre as tentativas de suic�dio; 1º Subgrupamento de Bombeiro Militar de Aquidauana, para coleta de dados sobre as tentativas de suic�dio de Aquidauana e Anastácio. Constatou-se a existência de subnotificação e a falta de padronização nos registros de tentativas de suic�dio. Em relação às ocorrências conclui-se que as crianças e adolescentes utilizam-se do enforcamento como principal método de tirar a própria vida. Palavras-chave: Perfil Sociodemográfico - Suic�dio – Prevenção.
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A report on an extension of the health care modelling work undertaken at the International Institute for Applied Systems Analysis. This work has been concerned with finding optimal resource allocations, in terms of acute-care facilities, over space. The model described is based on what they call the efficiency principle, which is designed to find optimal solutions such that the benefits associated with the patients' preference for treatment in given locations is maximised. The model is applied to the provision of health care services in Massachusetts, and a set of results are described.-from Editor
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The removal of spatial and social inequalities in, and barriers to, access to health care, was a fundamental aim of the NHS. There remains considerable debate over the efficacy of the NHS, notably because of the persistent class inequality in health status (Townsend and Davidson, 1982), but the issue of spatial inequality in service provision is still very much on the agenda. This begs a number of important questions: equality in resource distribution, access to care, and health outcomes are by no means synonymous, and there remains confusion about the relationships between efficiency, equity and equality. Moreover, even if these important issues are disregarded, debate on the geographical distribution of health care resources is often limited to repetitions of the inverse care law (Hart, 1971) or to the identification of simple contrasts between the overprovided south and the deprived north of England. Such categorisations are useful starting points but they do not capture the variability that exists in the geography of health care. Furthermore, the individual elements of the health care system — acute and primary, public and private — must all be analysed together as parts of an integrated whole. In this paper the emphasis is on the uneven impact of current and possible future policies on the distribution of health care resources. Three main issues are explored.
Article
Discusses the two traditions of medical geography under the headings: 1) medical geography and disease ecology; 2) medical geography and medical care. Concludes that the links between geographical epidemiology and spatial health services research are both obvious and subtle. Some are realized while others are yet to be explored. Both subfields concern themselves with space and location. The former does this within the general area of disease, the latter within the context of medical care.-from Author
Article
Examines some of the many factors which influence the use of health service by consumers. In particular, the spatial aspects of health care and the ways in which the organization of health care delivery can affect utilization are discussed. Methods of analyzing the measuring accessibility to health care facilities are explained, and the effects of distance on utilization, especially in underdeveloped countries, is examined. Examples of health care systems include those from: China, Thailand, the USSR, Britain, and the USA. Particular attention is given to the place of primary health care in servicing the needs of the population, and the role of traditional medicine in some countries. Current phenomena such as privatization and rising costs in health care are also considered. -after Publishers