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In Defense of Honor: Sexual Morality, Modernity and Nation in Early-Twentieth-Century Brazil

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Abstract

In this book, Sueann Caulfield explores the changing meanings of honour in early-twentieth-century Brazil, a period that saw an extraordinary proliferation of public debates that linked morality, modernity, honour, and national progress. With a close examination of legal theory on sexual offences and case law in Rio de Janeiro from the end of World War I to the early years of the Estado Novo dictatorship, Caulfield reveals how everyday interpretations of honour influenced official attitudes and even the law itself as Brazil attempted to modernise. While some Brazilian elites used the issue of sexual purity to boast of their country's moral superiority, others claimed that the veneration of such concepts as virginity actually frustrated efforts at modernisation.Moreover, although individuals of all social classes invoked values they considered traditional such as the confinement of women's sexuality within marriage, these values were at odds with social practices - such as premarital sex, cohabitation, divorce, and female-headed households - that had been common throughout Brazil's history. The persistence of these practices, together with post-World War I changes in both official and popular moral ideals, presented formidable obstacles to the Estado Novo's renewed drive to define and enforce public morality and private family values in the late 1930s. With sophisticated theoretical underpinnings, "In Defense of Honor" is written in a clear and lively manner, making it accessible to students and scholars in a variety of disciplines, including Brazilian and Latin American studies, gender studies, and legal history.
... Certamente a mulher da classe operária na América Latina nunca prescindiu inteiramente de recursos para mudar representações negativas ou para construir imagens culturais alternativas. Sueann Caulfield (2000), em seu excelente estudo sobre episódios de sedução e defloramento no Rio de Janeiro, durante os anos de 1920 e 1930, descreve numerosos casos de jovens mulheres trabalhadoras, ou suas famílias, que afirmaram seu caráter honrado/respeitável e consequentemente seu direito à proteção legal contra sedutores, embora seu emprego as expusesse às "ruas", algo que normalmente poderia tê-las desqualificado para reivindicar direitos à respeitabilidade feminina. Ela também observa o uso que estas mulheres cedo fizeram das imagens cinematográficas para justificar ações tomadas em nome do amor "moderno" e do romance (CAULFIELD, 2000). ...
... Sueann Caulfield (2000), em seu excelente estudo sobre episódios de sedução e defloramento no Rio de Janeiro, durante os anos de 1920 e 1930, descreve numerosos casos de jovens mulheres trabalhadoras, ou suas famílias, que afirmaram seu caráter honrado/respeitável e consequentemente seu direito à proteção legal contra sedutores, embora seu emprego as expusesse às "ruas", algo que normalmente poderia tê-las desqualificado para reivindicar direitos à respeitabilidade feminina. Ela também observa o uso que estas mulheres cedo fizeram das imagens cinematográficas para justificar ações tomadas em nome do amor "moderno" e do romance (CAULFIELD, 2000). ...
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Novas pesquisas sobre a cultura de consumo e a feminilidade operária nos Estados Unidos têm argumentado que a atenção dada pelas jovens operárias à roupa da moda e aos romances populares não minou as identidades proletárias, mas, pelo contrário, providenciou importantes recursos para criar essas identidades. Neste artigo considero se podemos encontrar um processo similar de apropriação entre as mulheres operárias na América Latina. Mulheres operárias nas fábricas latino-americanas tinham que lidar com o desprezo geral para com a mulher que trabalhava em fábrica. Examinando, em primeiro lugar, os Centros de Aprendizado Doméstico em São Paulo, fundados pelas associações patronais, demonstro que a “feminilidade decente” nesses centros – frequentados por milhares de mulheres da classe operária – refletia noções da “dona de casa qualificada” construídas dentro da classe média, e identificou a mulher da classe operária como “quase” de classe média. Nesse caso, encontramos um processo de “aproximação,” em vez de apropriação. Em seguida considero o caso da Argentina (especificamente, Grande Buenos Aires), onde o peronismo também promoveu o papel “tradicional” da mulher da classe operária, mas, nesse contexto, destaco o impacto de Eva Perón no papel de heroína das trabalhadoras. A figura de Evita – repugnante às mulheres das classes privilegiadas – tornou-se um meio para a construção de uma feminilidade alternativa e classista para as mulheres operárias argentinas.
... En este sentido, Sandra Gayol ha señalado que, lejos de constituir valores y praćticas tradicionales y en desuso, el honor era un elemento vital en el proceso de construccioń de la modernidad 61 . Más específicamente, Suann Caulfield, quien ha abordado la problemática del honor desde una perspectiva de género, ha evidenciado que el aspecto más durable del honor, durante los siglos XVIII, XIX y principios del XX, fue su articulación con el género y la sexualidad, transformándose, al mismo tiempo, en uno de los principales fundamentos de la autoridad patriarcal moderna que permitió preservar la dominación masculina y el control sexual de las mujeres 62 . En este sentido, una de las maneras en que el Estado nación ha construido su modernidad fue a través de integraciones diferenciales en las cuales el género fue un elemento constitutivo y constituyente de las relaciones sociales de poder. ...
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Police work is obviously a question of pursuing subjects. In postslave societies, one figure dominates; police are always after the young Black man. Meanwhile, another distinctive subject of policing exists. In São Paulo, Brazil, police detectives are also worried about the failing White father. He represents a crucial kind of problem: he weakens whiteness by subjecting White children to the indignities that Black children face. His punishment is not incarceration, however. Instead, his punishment is a question of civility and reparation, of being “pedagogical.” Attention to police officers’ decision‐making about these two subjects of everyday policing shows how the long‐standing fallacy of the idealized White family is produced by extracting from the Black family. It reveals the logic of differentiated punishment—civil and reparative punishment for White men, life in prison or death for Black men and boys—as a mechanism in the constant remediation of whiteness as property and accumulation. [whiteness, policing, punishment, men, family, child support, race, São Paulo, Brazil]
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O presente artigo analisa o crime de aborto sob a ótica da legislação, da literatura jurídica e de alguns inquéritos policiais e processos do período que abrange o código penal de 1890. A ideia central foi comparar os diferentes discursos produzidos para entender em que medida a criminalização do aborto teve por escopo a proteção da vida do feto ou se foi uma questão de criminalizar condutas desviantes dos padrões morais socialmente estabelecidos para as mulheres.
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Drawing on extensive archival research, this paper examines the controversies over the place and the role of cinema in early twentieth-century Brazil. It situates these debates in the context of Brazil’s struggle to come to terms with the powerful forces of modernity, in particular with issues of race, immigration, class formation and conflict, and changing gender roles. Tracing the discourses of Brazil’s cultural elites and also the practical responses of film entrepreneurs and exhibitors, the paper discusses how these interactions overlapped with changes taking place in Brazil’s cinematic landscape and illustrates how they had profound effects on film content, its function, and exhibition practices.
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President Carlos Menem received thousands of letters from citizens during his two consecutive administrations (1989–1999). Most often Peronist and working class, they wrote to him to seek financial or material aid, praise, criticize, advise, communicate political opinions and invite correspondence. They injected their letters with intimate details of everyday life, their understandings of democracy, and their sense of the successes and failures of the state at meeting those criteria and forging a democratic identity for the Republic. This article provides contextualized readings of a sample of those letters in an effort to elucidate why their writers looked beyond the public sphere to express themselves, and chose the letter to the president as method. It argues that discursive participation in the public sphere remained elite-dominated, and mass mobilization did not provide the individualized results or political bonds that the letter writers sought. Furthermore, as an activity that Juan Perón had actively encouraged, writing to the president appeared an object lesson in good Peronist citizenship. The “mythical basis of the legitimacy” of Perón and his version of Justicialism had been his “direct contact with the people” (Plotkin). The letters reveal how citizens in the 1990s sought to reconstitute this imagined proximity with a Peronist president in a newly democratic context.
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