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Alterações auditivas da exposição ocupacional em músicos

Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia 01/2008;
Source: DOAJ

ABSTRACT

Introdução: A exposição à música tornou-se interesse entre os especialistas em audição e acústica, uma vez que está relacionada à atividade profissional e social e à alta prevalência da Perda Auditiva. Objetivo: Investigar a saúde auditiva de músicos. Método: Fizeram parte do estudo 30 músicos, os quais foram submetidos à entrevista específica, audiometria tonal convencional e de altas freqüências, timpanometria e emissões otoacústicas evocadas transiente e por produto de distorção. Resultado: 17% dos sujeitos apresentaram audiograma sugestivo de Perda Auditiva Induzida por Ruído, 7% normal com entalhe e 7% com outras configurações. A média dos limiares das freqüências de 3, 4 e 6kHz mostraram-se com maior nível de intensidade quando comparada com a de 500, 1 e 2kHz; assim como a média dos limiares da audiometria de altas freqüências quando comparada com a audiometria convencional. Houve correlação positiva dos limiares com idade e com tempo de profissão. Encontrado ausência de emissões otoacústicas evocadas transiente em 26,7% (orelha direita) e 23,3% (orelha esquerda) e ausência de emissões em freqüências isoladas nas emissões otoacústicas evocadas por produto de distorção. Conclusão: Foram observadas alterações nos testes realizados na ausência de queixa de dificuldade auditiva; o teste das emissões otoacústicas mostrou-se com maior sensibilidade na detecção precoce de alterações auditivas; músicos apresentam risco significativo de desenvolverem perda auditiva.

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Available from: Raquel Beltrão Amorim, Jul 10, 2014
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    • "Rev. CEFAC, São Paulo estudar o impacto do ruído ocupacional na audição do trabalhador 10,20-24 . Além disso, observaram a presença de zumbido como queixa de alguns sujeitos de pesquisa, fato que de acordo com estudo realizado por Amorim et al. (2008) 25 , é um dos sintomas mais frequentes, seguido por dificuldade na compreensão de fala em ambientes ruidosos. Tais estudos foram realizados com diferentes profissionais como metalúrgicos 10 , condutores de ônibus 22,24 , técnicos de som 21 , o que corrobora os estudos de Miranda et al (1998) 26 e Russo ICP (1995) 27 , além disso foi observada a prevalência de indivíduos adultos do gênero masculino. "
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    ABSTRACT: TEMA: a audição, responsável pela aquisição e desenvolvimento da linguagem, é um dos sentidos que permitem a ocorrência das relações interpessoais e com o meio ambiente. Desta forma, o levantamento epidemiológico da prevalência de deficientes auditivos em uma comunidade é de extrema importância para a adequação das medidas de saúde pública nos vários níveis de prevenção. OBJETIVO: verificar na literatura científica, estudos que tiveram por interesse a busca de conhecimento no âmbito epidemiológico relacionados à perda auditiva no Brasil. Foram utilizados um total de 13 artigos sendo, 11 de estudos transversais, um estudo caso-controle, e outro estudo de coorte. CONCLUSÃO: Os trabalhadores expostos a ruído ocupacional têm recebido maior atenção por parte dos estudos epidemiológicos, diferentemente da população idosa e neonatal. Apenas um estudo com base populacional, seguindo o Protocolo sugerido pela OMS, foi realizado. É importante a realização de mais estudos relacionados à deficiência auditiva no país a fim de elaborar ações de saúde e assistência adequadas às necessidades locais.
    Full-text · Article · Jan 2010 · Revista CEFAC
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    ABSTRACT: OBJETIVO: estudar a audição dos alunos de uma academia de ginástica durante o exercício físico, analisando os resultados das emissões otoacústicas - produto de distorção (EOAPD), antes e após a exposição à música eletronicamente amplificada. MÉTODOS: foi aplicado um questionário em 20 indivíduos, sendo os mesmos avaliados por meio das EOAPD, antes e após a execução do exercício físico e exposição à música. RESULTADOS: uma elevada porcentagem de exposições extra-ocupacionais e de lazer (65%) foi encontrada ao analisar as queixas. Observou-se que 40% dos alunos de academia de ginástica apresentaram dores de cabeça e insônia; sete, intolerância para sons intensos; cinco, plenitude auricular e irritabilidade; cinco, nervosismo; quatro, tontura; e três relataram apresentar zumbidos após as aulas. No teste de EOPD, houve presença de respostas em 100% das orelhas testadas no momento 1 (M1), porém, no momento 2 (M2), houve presença de resposta em 75%. As frequências que apresentaram maior percentual de falhas no momento 2 (M2) foram 3KHz, 4KHz e 5 KHz. CONCLUSÃO: exercício físico associado a elevados níveis de pressão sonora de música provocam alterações nas EOA-PD, principalmente nas frequências de 3000Hz, 4000Hz e 5000Hz. Desse modo, alunos de academia de ginástica que ficam expostos à música eletronicamente amplificada podem estar prejudicando a audição. Há necessidade, portanto, das academias avaliarem as condições acústicas de suas salas de aulas, a partir da análise de profissionais especializados no intuito de verificarem os níveis sonoros, desse modo, observando se estes (NPS) estão compatíveis com os valores recomendados pela lei.
    Preview · Article · Dec 2009 · Revista CEFAC
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    Preview · Article · Jan 2010
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