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MOTIVOS DA ESCOLHA, PERCEPÇÕES E PERSPECTIVAS DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE IES PRIVADAS DE MINAS GERAIS

Authors:
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MOTIVOS DA ESCOLHA, PERCEPÇÕES E PERSPECTIVAS DE ALUNOS DO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE IES PRIVADAS DE MINAS GERAIS
Marcos Antônio de Camargos
Doutor em Administração pelo CEPEAD-UFMG, Professor e Pesquisador dos cursos de
Administração do Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH e da Faculdade Novos
Horizontes.
Luiz Antônio de Carvalho Godinho
Mestre em Administração pelo CEPEAD-UFMG, Professor do Centro Universitário de Belo
Horizonte - UNI-BH
Mirela Castro Santos Camargos
Doutora em Demografia pelo CEDEPLAR-UFMG.
Fabiana Soares dos Santos
Bolsista Voluntária de Iniciação Científica do curso de Administração do Centro Universitário
de Belo Horizonte - UNI-BH
Paulo Junio Rodrigues
Bolsista Voluntário de Iniciação Científica do curso de Administração do Centro
Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH
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Resumo:
O objetivo deste estudo foi identificar os motivos da escolha, a percepção/satisfação quanto
ao curso e as perspectivas profissionais sobre a carreira escolhida de alunos de um curso de
Administração de uma IES privada de Minas Gerais. A pesquisa foi realizada em uma
amostra de 200 alunos, usando a técnica de amostragem estratificada por turno e por período,
representativa do quadro discente dos quatro anos do curso. Para coleta dos dados utilizou-se
um questionário composto de 55 questões, com boa parte das respostas estruturadas por meio
de uma escala Likert. Constatou-se que a maioria dos alunos pesquisados: i) já tinha a
Administração como área de interesse, provavelmente por atuarem na área ou por terem
sido influenciados por alguém próximo; ii) optou pelo curso baseado na experiência de
trabalho, opinião dos pais / parentes e amigos; iii) teve uma avaliação positiva quanto ao
desenvolvimento das competências pelo curso que freqüentam; iv) se sente preparada para a
carreira profissional; e v) tem uma visão otimista em relação ao futuro na carreira escolhida.
Palavras-chave: Motivos da Escolha, Percepção/Satisfação, Perspectivas discente.
Abstract
The objective of this study was to identify the professional reasons of the choice, perception /
learning satisfaction how much to the course and perspectives on the chosen career of
students of a course of Administration of a private university of Minas Gerais. The research
was carried through in a sample of 200 students, having used the technique of stratified
sampling for turn and period, representative of the learning picture of the four years of the
course. The data was collected by a questionnaire of 55 questions, with good part of the
answers structuralized by means of a Likert scale. The main conclusions were that the
majority of the searched students: i) already had the Administration as interest area,
probably for already acting in the area or having been influenced for somebody next thing; ii)
opted to the course based on the experience of work, opinion of the parents/relatives and
friends; iii) had a positive evaluation how much to the development of the abilities for the
course that they frequent; iv) if feels prepared for the professional career; e v) has an
optimistically vision in relation to the future in the chosen career.
Key-Words: Reasons of the Choice, Perception / Learning Satisfaction, Perspectives.
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1. INTRODUÇÃO
O rápido crescimento e a abertura desordenada de cursos de graduação em Administração por
todo o país na última década começam a trazer reflexos negativos para a profissão, como
baixa qualidade e comprometimento de muitas Instituições de Ensino Superior (IES). Some-
se a isso o fato do aumento da competição e disputa por alunos entre as diferentes instituições
particulares para atrair e manter alunos, visando, em alguns casos, a consolidação de uma
imagem institucional e, em outros, a simples sobrevivência no mercado a longo prazo. Nesse
cenário, vislumbra-se a médio prazo a união por meio de fusões e aquisições e até mesmo o
encerramento das atividades de muitas IES.
Se, por um lado, observa-se a dificuldade de se atrair e manter o aluno, por outro, no mercado,
o avanço tecnológico, principalmente dos meios de comunicação, tem exigido cada vez mais
profissionais com capacidade permanente de aprendizado, com novas habilidades e
competências. Trata-se de um profissional com capacidade de aprender, redefinir atividades,
redesenhar rotinas e processos, reavaliar os resultados e adaptar-se a uma nova realidade de
competição e de condições e oferta de trabalho.
As alterações no mercado de trabalho e nas condições de ensino, principalmente de um curso
de Administração, certamente têm alterado os motivos da escolha pelo curso. Escolha essa
que vai desde a influência de familiares e amigos até a necessidade de um empreendedor, que
após a abertura de uma empresa precisa obter conhecimentos e aprender técnicas de gestão
para sobreviver, manter-se ou crescer em um ambiente de negócios cada vez mais disputado.
Assim, muitas vezes o indivíduo se obrigado a abandonar a carreira com a qual sonhara,
optando por uma em área distinta, que lhe trará menor satisfação pessoal, porém, maior
realização financeira.
Sobre isso, Silva e Machado (2006), salientam que a escolha profissional em momentos de
crise e mudança no mundo do trabalho leva a atitudes realistas e imediatistas, nas quais a
profissão dos “sonhos” muitas vezes é abandonada em função da realidade socioeconômica e
de necessidades financeiras imediatas. Para esses autores, “a atual situação do mercado de
trabalho, o desejo de consumo e a pressão familiar fazem com que as profissões escolhidas
levem em consideração muito mais os aspectos financeiros imediatos do que os sonhos e
projetos” (SILVA e MACHADO, 2006, p. 1). Surge daí a primeira indagação que este estudo
busca responder: quais os motivos / razões que levam os estudantes a optar pelo curso de
Administração?
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Uma vez feita a opção e o ingresso no curso de Administração, outra importante questão a ser
discutida, que se origina das alterações nos motivos da escolha do curso, é a percepção ou
satisfação dos alunos quanto ao curso, pois muitas vezes a escolha da profissão de
Administrador em detrimento da carreira ou de projetos em outra área, na busca pela
satisfação eminentemente financeira, pode gerar frustrações com conciliação entre teoria e
prática, habilidades / competências desenvolvidas, estrutura curricular e sua distribuição entre
as quatro áreas recomendadas pelo MEC (formação básica, complementar, específica e
quantitativa). Surge daí a segunda indagação que este estudo busca responder: qual a
percepção / opinião dos alunos de um curso de Administração de uma IES privada de
MG quanto ao atendimento de suas expectativas pelo curso?
O terceiro ponto que emerge desse debate, aliado ao crescimento acelerado do número de
cursos e de egressos de cursos de Administração por todo país, é a perspectiva dos alunos que
ingressam em um curso superior de Administração, no sentido de visualização futura na
carreira escolhida, em relação às oportunidades de inserção e de atuação no mercado. Ou seja,
tentar identificar como eles vêem as suas possibilidades na carreira como administradores,
bem como o as funções que lhes são atribuídas. Surge daí a terceira indagação que este estudo
busca responder: quais as perspectivas, no que se refere às áreas de atuação e à carreira
de Administrador?
Nesse sentido, baseado na realidade vivenciada pelo curso de Administração, no mercado de
trabalho atual e no contexto vivenciado pelas IES particulares, a idéia desta pesquisa surgiu
do interesse em se conhecer os motivos, a percepção e as expectativas na carreira de
administrador. Sua relevância e contribuição está em tentar identificar a motivação subjacente
na escolha pelo curso, o olhar que os alunos têm do curso, no sentido de satisfação de
expectativas, bem como as perspectivas quanto ao futuro profissional, no que se refere à
esfera de atuação do Administrador. Assim sendo, entende-se que a identificação e a análise
desses três fatores podem, por um lado, ser útil para nortear o planejamento e a implantação
de políticas e ações por parte das IES, e por outro, para a decisão de se lançar ou não um
curso de Administração no mercado. O escopo deste trabalho é, assim, contribuir para área de
ensino de Administração por meio de um maior conhecimento da percepção e opinião dos
alunos sobre o curso e a profissão escolhida, contribuindo também para a adoção e melhorias
de estratégias e políticas institucionais.
A partir das indagações acima, esta pesquisa tem como objetivo identificar e analisar: i) os
motivos que levaram aos alunos de uma IES particular de Minas Gerais a optarem pelo curso;
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ii) a percepção/satisfação quanto ao curso e à IES que escolheram; e iii) o olhar dos alunos
quanto à carreira que escolheram (inserção no mercado, campo de atuação, valorização da
profissão, etc.). Seguem-se a esta introdução, os fundamentos teóricos que nortearam o estudo
na seção 2, seguidos da metodologia utilizada e dos resultados e constatações obtidos nas
seções 3 e 4, respectivamente. Encerra-se o estudo tecendo-se algumas considerações e
conclusões sobre o tema na seção 5, seguida das referências na seção 6.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 O Curso de Administração
Conforme Sampaio (2000), uma escola de Administração, espaço do saber e da geração e
transmissão de conhecimento, enfrenta o desafio de produzir o ensino com realidades
diferentes das atuais, não se restringindo apenas a apresentar belos espaços físicos, a equipar
laboratórios e bibliotecas, nem mesmo a contratar professores com mestrado e doutorado
experientes em pesquisa.
Cunha (1997), considerando as diferentes perspectivas existentes no universo acadêmico,
resume em duas as lógicas distintas: i) a prática acadêmica regida pela lógica das disciplinas
científicas; e ii) as exigências do mercado de trabalho, que espera um profissional capacitado
para integrar-se ao sistema produtivo e desenvolvê-lo por meio da competência cognitiva e de
suas habilidades. Sobre essas duas óticas, Provinciali et al. (2005) salientam que apesar dessa
relação ser complexa, é preciso conhecer a capacidade de satisfação das necessidades e
expectativas dos envolvidos clientes e parceiros –, e assim proceder à melhoria dos
processos-chave.
Segundo Nicolini (2002) a história dos cursos superiores de Administração no Brasil começa
logo no início do século, simultaneamente com um longo processo de definição sobre quais
seriam as fronteiras do campo do saber administrativo. Durante mais de seis décadas, o ensino
da Administração se confundiu com o ensino das Ciências Econômicas, até a definição do
currículo mínimo do curso de graduação em Administração.
Para contextualizar a evolução da estruturação do curso de Administração é necessário
ampliar o olhar e observar que se constata, nas últimas décadas, que o campo de atuação do
Administrador não se restringe apenas ao âmbito empresarial. Ao contrário, esse profissional
vem, cada vez mais, ocupando espaços diferenciados, desenvolvendo projetos e atividades de
aprendizagem que ultrapassam os limites de esfera empresarial.
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No âmbito das mudanças que se configuram, a nova Lei de Diretrizes e Bases institui, entre
outros aspectos, as diretrizes curriculares para o curso de Administração, instituídas pela
Resolução nº 4 de 13/07/2005 pelo Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação
Superior. Como conseqüência disso, novas demandas e exigências têm se apresentado às IES.
“Formação”, “competência”, “habilidade” e “aperfeiçoamento” têm se tornado palavras de
ordem, enunciadas por todos aqueles que ingressam no ensino superior à procura de uma
formação que lhes dê subsídios para enfrentar as novas possibilidades e exigências técnicas e
teóricas do mercado de trabalho. Essa Lei estabeleceu no artigo o conjunto de
competências e habilidades que os futuros profissionais de Administração devem desenvolver
ao longo dos cursos superiores.
Nesse contexto, um dos principais desafios colocados para as IES é o de formar “profissionais
integrais”, ou seja, sujeitos capazes de desempenhar bem suas funções e aptos a prosseguir,
mesmo depois de deixar o ambiente acadêmico, na busca constante do desenvolvimento de
suas competências profissionais e pela melhoria da sociedade em que atua.
O conceito de competência utilizado neste trabalho é o de Fleury e Fleury (2001), para os
quais competência é a qualidade ou a qualificação para realizar alguma coisa. No contexto
desta pesquisa, o intuito era identificar se na percepção dos alunos o curso desenvolve as
competências essenciais para a carreira profissional, cientes do fato de que certamente, a
maioria não tem a percepção exata dos atributos deste conceito: conhecimentos, habilidades,
atitudes, resultados e desempenho, dentre outros.
Empresários e gestores éticos e socialmente comprometidos são unânimes em afirmar que
administrar não significa somente buscar lucros para a empresa. Hoje, tem-se colocado para o
administrador o desafio de gerenciar com responsabilidade, de agir interferindo positivamente
no desenvolvimento socioeconômico, a fim de minimizar as desigualdades sociais e de
oportunidades que se colocam para o país.
O ensino de Administração no Brasil existe desde 1941, mas foi reconhecido como profissão
somente na década de 60, com a Lei Nº 4.769, de 9 de setembro de 1961. Ameados da
década de 1990, a quantidade de cursos apresentou uma trajetória de crescimento similar ao
crescimento do ensino superior no país. Mas a partir de então, a área vem passando por um
processo de ampliação, até certo ponto desordenado, com a criação de novos cursos, fato que
vem apresentando como conseqüência o aumento do mero de alunos, proporcionalmente
em relação aos demais cursos, conforme se observa na TAB. 1:
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TABELA 1: Evolução do número de matrículas no curso de Administração, Brasil 1994-2004
Ano Todos os cursos Curso de
Administração
Proporção de matriculados em
Administração (%)
2004
4
.
163 mil
640 mil
15,4
2002 3.479 mil 493 mil 14,2
2000
2
.
694 mil
338 mil
12,5
1998
2
.
125 mil
257 mil
12,1
1996 1.886 mil 225 mil 11,9
1994
1
.
661 mil
195 mil
11,7
Fonte: elaborada pelos autores com dados do INEP/MEC (2005).
Esse aumento do número de cursos e de alunos também tem se traduzido no aumento do
número de Administradores que ingressam no mercado de trabalho, conforme se observa no
GRAF. 1:
GRÁFICO 1: Evolução do número de alunos concluintes do curso de Administração, Brasil 1997-2005
29045 31630 34036 356 58 39147
546 56
64 79 2
88322
1124 39
0
300 00
600 00
900 00
120 000
1997 1998 1999 2000 2001 200 2 2003 2004 2005
Ano
Concluintes do curso de
Administração
Fonte: Elaborado pelos autores com dados do INEP/MEC (2005).
Segundo Andrade e Amboni (2002) o aumento da oferta dos cursos de graduação em
Administração, esteve ligada ao desenvolvimento de espírito “modernizante” no país,
principalmente a partir da década de quarenta, quando o contexto para a formação do
Administrador no Brasil começou a ganhar contornos mais claros. A partir de então,
observou-se o aumento da necessidade de mão-de-obra qualificada e, conseqüentemente, da
profissionalização do ensino de Administração no país. Mais recentemente, final da década de
90 e início da atual o curso passou por um crescimento muito acelerado, passando de 333 (3º
maior em quantidade) cursos ofertados no país em 1991, para 2.046, em 2004, quando então
passou a ocupar o 1º lugar, conforme TAB. 2.
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TABELA 2: Evolução das áreas com maior número de cursos, Brasil 1991-2004
Em 1991 Em 2004
Pedagogia 406 Administração 2.046
Letras 379 Pedagogia 1.446
Administração 333 Direito 790
Ciências Contábeis 262 Ciências Contábeis 756
Ciências 246 Normal Superior 694
História 198 Engenharias 608
Economia 177 Letras 557
Direito 165 Comunicação Social 480
Geografia 155 Turismo 461
10º Engenharias 149 Sistemas de Informações 445
Fonte: elaborada pelos autores com dados do INEP/MEC (2005).
Segundo o Conselho Federal de Administração (2005), o reconhecimento da profissão de
administrador em 1965 contribuiu para a formação da identidade do “administrador
profissional”, cujo papel foi de grande relevância no processo de crescimento econômico do
país, ao oferecer mão-de-obra qualificada e detentora de conhecimentos em processos e
rotinas gerenciais para as empresas brasileiras. Atualmente a profissão ocupa um lugar de
destaque, por ser vista como importante para o crescimento e desenvolvimento do país.
Sobre isso, Nicolini (2002) salienta que a expansão e consolidação dos cursos de
Administração pelo país coincidem com o “milagre econômico” que abriu grande campo para
os bacharéis em Administração, sendo que muito dessa demanda foi atendida por faculdades
isoladas e privadas que, muitas vezes estavam desvinculadas do processo de construção
científica.
2.1 Motivos da Escolha Profissional
Donald Super, em uma obra seminal, publicada em 1957, foi um dos precursores dos estudos
da escolha profissional. Segundo ele, concepção de escolha profissional está baseada em
conceitos como maturidade, interesses e valores, que indicam um processo de
desenvolvimento e que contrasta com a teoria dos traços e fatores. Em obras posteriores
(1969) e (1990), juntamente com outros pesquisadores, propôs outros modelos que segundo
eles explicariam melhor a complexidade do comportamento vocacional de um indivíduo: i) o
modelo de perspectiva diferencial; ii) o modelo socioeconômico e ambiental; iii) o modelo
desenvolvimentista; e iv) o modelo fenomenológico. A descrição detalhada desses modelos
foge ao escopo deste artigo.
Para Silva e Machado (2006) a significativa correlação entre a escolha profissional e a
interferência da família tem perdido força, entrando em seu lugar influências externas ao
grupo familiar. A situação econômico-social tem contribuído para esse declínio ao antecipar o
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ingresso do “filho” no mercado de trabalho, passando este, então, a ser influenciado pela
atividade que executa, experiência adquirida, colegas de trabalho / amigos, etc.
A escolha pelo curso de Administração também passa pela ausência de uma vocação definida
até o ensino médio, a qual por um lado, torna a escolha de uma profissão um momento de
sofrimento e angústia e por outro pode resultar em escolhas erradas, cujos resultados seriam a
insatisfação com o curso, desinteresse e desmotivação, até o abandono precoce da carreira
escolhida. Especificamente no curso de Administração, essa escolha pode ser dar por seis
fatores: i) a não identificação com carreiras profissionais consideradas de maior visibilidade
social, como medicina ou o direito, que apresentam um maior nível de exigência dos
candidatos para ingresso; ii) a facilidade de ingresso em faculdades ou universidades
particulares, devido ao seu grande número e dispersão geográfica, as quais em muitos casos,
dependendo da localidade apresentam uma relação candidato/vaga menor do que 1,0; iii)
mensalidades relativamente baixas quando comparadas com outros cursos; iv) razões pessoais
(atuação na área, vocação, etc); v) ser um curso que proporciona uma formação generalista,
com amplas possibilidades de carreira no mercado de trabalho; e vi) ser considerado, por
algumas pessoas, um curso de menores exigências acadêmicas.
Sobre estes dois últimos fatores, Silva et al. (2005) destacam dois aspectos: i) objetividade,
relacionados às características imputadas ao curso, em torno do qual paira um forte
imaginário, por ser visto como um curso de fracas exigências acadêmicas; ii) função
instrumental, ao ser visto mais como de adaptação do que em sua dimensão de
desenvolvimento intelectual, por ser um curso cujo conteúdo é de natureza generalista que
propicia maior maleabilidade na carreira.
2.3 Trabalhos Anteriores
No que se refere aos motivos ou razões da escolha por um curso de Administração, Miranda e
Domingues (2006), utilizando da abordagem do marketing educacional fizeram uma análise
das razões que motivam a escolha de uma IES, por estudantes do ensino médio de cidades do
Vale do Itajaí, interessados em cursar Administração. Constataram que não é apenas um fator
que determina a escolha por uma IES, mas a combinação de fatores, fortemente influenciada
pela renda familiar e pela demasiada oferta de vagas do curso na região.
Silva e Machado (2006) analisaram os motivos que levam os alunos do estado da Paraíba a
cursar Administração, bem como as principais fontes de informação utilizadas na escolha.
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Encontraram como principal razão a obtenção de uma formação para o desempenho de uma
profissão futura. As fontes de informação mais importantes foram revistas e livros sobre
Administração. Os itens mais importantes para a escolha do curso de Administração foram:
interesse pela área, desenvolvimento profissional satisfatório, posição profissional segura e
obtenção de uma formação generalista.
Considerando que a educação não pode ser considerada homogênea, já que existem diferentes
interesses, regionais e pessoais, Almeida et al. (2006) investigaram as diferenças em relação a
escolha do curso de Administração entre alunos da capital e do interior, em dois cursos de
uma mesma instituição universitária de Minas Gerais. A análise dos resultados revelou
elementos discriminantes mais contundentes das realidades da capital e do interior, como por
exemplo, a profissão na dia parece ser mais atrativa ao estudante do interior do que o da
capital, além do forte caráter utilitarista dado ao curso, associado ao perfil das regiões
estudadas.
Silva et al. (2005) verificaram os fatores que influenciaram os alunos matriculados em uma
IES pública e outra privada na Paraíba na escolha do curso de Administração, constatando que
alunos escolhem o curso de administração em virtude de escolhas próprias, sem influências da
família ou amigos.
Provinciali et al. (2005) analisaram a forma pela a qual a Administração vem sendo difundida
em cursos de graduação, constando que uma distância entre o que é aprendido em sala de
aula e as práticas empresariais, o que requer um constante esforço de redimensionamento das
condições de ensino das IES.
Souki e Pereira (2004) analisaram a satisfação, a motivação e o comprometimento de alunos
de um curso de Administração de uma IES do Sul de Minas Gerais, constatando que a
satisfação, a motivação e o comprometimento dos estudantes com a faculdade e com o curso
estão positivamente correlacionadas com os seguintes fatores: professores e disciplinas, infra-
estrutura para estudos, horários e atendimento, acesso e conveniência, infra-estrutura de
apoio, ambiente de trabalho, organização administrativa da faculdade e valor da mensalidade.
Além disso, os alunos de períodos mais avançados avaliaram negativamente alguns desses
fatores.
No que se refere às perspectivas de inserção no mercado de trabalho, Freo e Murini (2005)
verificaram a percepção dos egressos de dois cursos de Administração de IES do sul do país
quanto às expectativas de ingresso no mercado de trabalho. Os resultados indicaram que os
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alunos estavam otimistas em relação a seu futuro profissional, pois eles pensavam que
existiam oportunidades de trabalho para os mais preparados; concordavam que o curso de
Administração prepara para o mercado de trabalho; estavam satisfeitos com o curso, pois por
meio dele visavam obter uma melhor qualidade de vida; ascensão; reconhecimento
profissional e um futuro promissor.
3. METODOLOGIA
3.1 População e Amostra da Pesquisa
A IES pesquisada é um centro universitário que está localizado na cidade de Belo Horizonte,
MG, tem mais de 40 anos de existência e divide-se em três campi na própria cidade. Tinha na
época da pesquisa, aproximadamente 15 mil alunos entre graduação e pós-graduação. O curso
de Administração no qual foi realizada esta pesquisa foi criado em 1999 e tem mais de
quinhentos alunos nos oito períodos dos seus dois turnos.
Assim, o objeto de estudo desta pesquisa foram os alunos do curso de graduação em
Administração. Os participantes foram selecionados por meio de amostragem estrafitificada
por período, considerando um erro amostral de 5%. A amostra foi constituída de 200 alunos,
dos oito períodos do curso, distribuídos conforme TAB. 3.
TABELA 3: Amostra de Alunos por Período e Turno
Período Turno
Manhã Noite
13 21
9 19
13 21
4 20
7 16
6 11
8 20
2 10
Total
62 138
Fonte: Elaborada pelos autores
Para identificar e analisar os motivos da escolha, a percepção/satisfação quanto ao curso e as
perspectivas profissionais sobre a carreira escolhida dos alunos, foi elaborado e utilizado
como instrumento de coleta de dados um questionário com 55 questões. O questionário foi
construído com base em temas discutidos pela literatura. O pré-teste foi realizado com 5
alunos, cujas sugestões e dúvidas foram incorporadas à versão final do instrumento de coleta
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de dados. O questionário foi dividido em blocos de perguntas conforme consta da TAB. 4. As
respostas que utilizaram a escala Likert com cinco pontos tiveram as seguintes opções de
resposta: concordo totalmente, concordo, indiferente, discordo e discordo totalmente. As que
utilizaram quatro pontos não tiveram o item indiferente, uma vez que nesse grupo de questões
não era possível uma resposta de escala neutra ou indiferente para os alunos (MALHOTRA et
al., 2005), pois a intenção era exigir que os alunos se posicionassem em relação aos itens
pesquisados (MATTAR, 2001; MALHOTRA, 2001; MALHOTRA et al, 2005).
TABELA 4: Formato geral do instrumento de coleta de dados
Bloco Questões Tipo / Escala
Características do entrevistado 1-8 Variadas
Escolha do Curso de Administração 10-15 Variadas
Expectativa Geral sobre o Curso de Administração 16-36
52-55 Escala Likert com 4 e 5 opções de resposta
Percepção sobre o Curso de Administração que cursa 37-51 Escala Likert com 4 e 5 opções de resposta
Total 55 --------------
Fonte: Elaborada pelos autores
Os questionários foram ministrados na segunda quinzena de março de 2007, sendo aplicados
em diferentes dias nos oito períodos e dois turnos do curso. O tempo médio utilizado para
respondê-los foi de 12 minutos. Os alunos foram orientados a marcar no próprio questionário
as respostas de cada questão. Cada aluno foi convidado a participar voluntariamente da
pesquisa e para preservar a sua identidade, não foram coletados os nomes dos participantes.
O software utilizado para a preparação dos dados foi o Microsoft Excel versão Office-2003,
enquanto que a análise estatística foi efetuada utilizando-se o Statistical Package for the
Social Sciences - SPSS -, versão 13.0.
4. RESULTADOS
4.1 Perfil dos Alunos Pesquisados
De acordo com a pesquisa realizada, o perfil médio dos entrevistados possui as seguintes
características: 53,5% são homens, 82,5% têm até 29 anos, apenas 33,5% estudaram o ensino
médio em escola privada, 69,5% têm uma renda familiar de até 10 salários mínimos (n=194) e
81% dos entrevistados trabalham, sendo que 64,8% desses trabalham mais de 3 anos. A
casa e a escola são os locais mais usados para acessar a internet, seguido do local de trabalho.
A maioria dos entrevistados relatou que utiliza a internet para realizar pesquisas acadêmicas
(39,5%) e 36,5% a utiliza para realizar atividades do trabalho/negócios. Dos respondentes,
13
55,5% não fizeram cursinho pré-vestibular e apenas 14,5% tiveram algum tipo de orientação
vocacional (ajuda profissional) para escolha do curso.
4.2 Motivos e Fontes de Informação na Escolha do Curso
Inicialmente buscou-se saber quais os motivos que levaram os alunos a fazer um curso
superior e a se decidir por cursar Administração. A maioria dos entrevistados alegou ter
ingressado na faculdade por já ter uma área de interesse (56,0%), 27,5% visando garantias
futuras e apenas 3% por verem um curso superior como algo que lhe proporcionará destaque
social, conforme pode ser visualizado na TAB. 5.
TABELA 5: Razões para fazer um curso superior
Freqüência Porcentagem
Garantias futuras 55 27,5%
Área de interesse 112 56,0%
Destaque social 6 3,0%
Nenhuma das alternativas 27 13,5%
Total 200 100,0%
Fonte: Elaborada pelos autores.
Quando indagados sobre o motivo da escolha por fazer o curso de Administração, a maioria
(53%) sempre pensou em fazer o curso, seguido de 37% que revelaram ter sido influenciados
por alguém próximo, conforme TAB. 6.
TABELA 6: Motivos para a escolha do curso superior em Administração
Freqüência Porcentagem
Sempre pensou em fazer o curso
106
53,0
%
Baixa concorrência
8
4,0
%
Falta de preparo para curso desejado
9
4,5
%
Mensalidades baixas
3
1,5
%
Influência de alguém próximo
(gestor / em
presário)
74
37,0
%
Total 200 100,0%
Fonte: Elaborada pelos autores
.
Dentre as principais fontes de informação que influenciaram na escolha do curso de
Administração, destacam-se a experiência de trabalho (45,5%), seguida pela opinião dos pais /
parentes (33%) e dos amigos (22,5%) e do guia de informação do curso (20%). Esses
resultados são consistentes com a idéia de que correlação entre a escolha profissional e a
interferência da família tem perdido força, entrando em seu lugar influências externas ao
grupo familiar, conforme destacado por Silva e Machado (2006). Deve ser ressaltado ainda,
que 37% dos entrevistados alegaram ter sido influenciados por alguém próximo (no
14
questionário aplicado mencionava-se apenas alguém próximo que trabalha com administração
– gestor/empresário).
Em relação às perspectivas de continuar estudando após terminar a graduação, 66,5%
relataram que pretendem fazer uma pós-graduação, 30% ainda não se decidiram e apenas
3,5% alegaram que não pretendem dar continuidade aos estudos com uma pós-graduação.
Essa constatação, por um lado, vem reforçar as transformações pelas quais passa o mundo do
trabalho, em especial a carreira de Administrador, na qual até pouco tempo, a graduação era
um diferencial para ingresso no mercado. Fato que tem se alterado rapidamente, com as
empresas cada vez mais exigindo profissionais com uma sólida formação generalista na
graduação, mas especializados em alguma área (pós-graduação). Por outro, pode sinalizar
uma falta de preparo ou deficiências na aquisição de conhecimentos e competência por parte
dos alunos durante a graduação.
Dos que disseram estarem certos de que farão uma pós-graduação (133 respondentes), 27,5%
ainda não escolheram a área, 20,3% se decidiram pela área de finanças, 15% pela de recursos
humanos, 10,5% pela de logística/produção, 9% pela de marketing e 17,3% por outras áreas.
Resultado de certo modo surpreendente, tendo em vista que no cotidiano da sala da aula
observa-se certa aversão à área financeira, considerada pelos alunos como difícil e complexa
de se entender, devido principalmente à sua forte abordagem quantitativa.
Apesar dos alunos do primeiro ao quarto períodos terem visto poucas disciplinas específicas
do curso de Administração e poderem ser considerados de certo modo como “imaturos” no
que se refere à sua trajetória acadêmica, foi constatada uma diferença pequena em relação à
pretensão de se fazer uma pós-graduação, se comparados aos alunos do quinto ao oitavo
períodos, que viram mais disciplinas técnicas/específicas. A pretensão de fazer uma pós-
graduação chegou a 65,0% e 68,8% dos respondentes, respectivamente. Isso mostra, por um
lado, uma conscientização por parte dos alunos, ao longo de todo o curso, da importância pela
busca da educação continuada para se capacitar ou se preparar para o mercado de trabalho.
Por outro lado, seria esperado que aqueles de período mais avançado, por terem cursado
disciplinas técnicas, teriam maior preocupação com sua capacitação para o mercado.
4.3 Conhecimento / Percepção em Relação ao Curso de Administração
Quando se analisa a percepção que os alunos têm do curso de Administração, nota-se que
60,5% acham que o curso deve ter uma carga elevada de conteúdos quantitativos (matemática,
15
estatística), 77,5% concordam que o curso tenha matérias de ciências humanas (sociologia,
filosofia, psicologia, ética), 97% consideram importante que o curso tenha disciplinas de
direito e contabilidade. Já para 84,5% o curso deve ter mais disciplinas de caráter mais
específico de Administração. Na percepção dos alunos pesquisados, os conteúdos
quantitativos e os de formação básica ligados às ciências humanas são importantes para a
formação do Administrador, o que está de acordo com as novas diretrizes do MEC, apesar de
que expressaram a necessidade de terem disciplinas específicas da profissão.
Porém, apesar de todo esforço recente de autoridades governamentais com relação às questões
ligadas ao meio ambiente, apenas 41,5% dos entrevistados concordam com a inclusão de
disciplinas relacionadas ao meio ambiente, com 33,0% se dizendo indiferentes e 25,5% não
concordando com a inclusão de tais conteúdos.
Ao contrário do que se observa no cotidiano da sala de aula, para 70,5% dos respondentes o
curso deveria ter uma carga mais elevada de leitura. Um contra-senso, já que 81% consideram
o curso mais teórico do que prático, apesar de que, para 73%, o curso forma profissionais
capazes de tomar decisões e para 83,5% o curso desenvolve o raciocínio crítico.
Indagados sobre a importância da faculdade na formação de um empresário/gestor, 33%
alegaram que a administração se aprende na faculdade, 17,5% é indiferente e 49,5% pensam
que a administração se aprende na práxis empresarial. Essa percepção equivocada da
importância que deve ser atribuída à formação de um gestor ou empresário talvez seja
explicada pela elevada mortalidade de novos negócios nos primeiros anos de existência.
4.4 Oportunidades de Trabalho e Funções Atribuídas ao Administrador
Quando se analisa a percepção dos alunos quanto às oportunidades de trabalho, para eles o
Administrador tem mais facilidade de encontrar trabalho do que outros profissionais (57% dos
respondentes), sendo que é mais fácil encontrar trabalho como consultor (54,5%) e em
atividades relacionadas ao meio ambiente (53%). Além disso, 63% viram as oportunidades de
trabalho ampliadas com o surgimento das organizações não-governamentais (ONG´s). A
leitura que pode ser feita destes resultados é que, mesmo com o crescimento exponencial de
cursos e da quantidade de egressos de cursos de Administração, os alunos pesquisados têm
uma visão otimista em relação ao futuro na carreira que escolheram, apesar de verem a
carreira com autônomo como uma saída para as dificuldades de inserção no mercado.
Surpreendentemente, vêem oportunidades de atuação em áreas ligadas ao meio ambiente,
sem, contudo, concordar que o plano curricular do curso contemple uma quantidade maior de
16
conteúdos ligados a essa área, conforme descrito anteriormente. Enfim, o que chama a
atenção é que vêem nessa área e na atuação no terceiro setor, uma oportunidade de atuação.
Ainda em relação às oportunidades de trabalho, para 82% dos respondentes o Administrador
tem boas oportunidades para atuar em projetos sociais públicos ou privados, está preparado
para ser um empreendedor (90,5%), ou seja, tem a capacidade de montar e dirigir uma
empresa. Para 94% dos respondentes, o administrador também está preparado para gerenciar
instituições públicas. Mais uma vez as alterações sócio-econômicas do país aparentemente
têm influenciado a perspectiva de atuação do Administrador, na visão dos alunos pesquisados,
que passam cada vez mais a buscar carreiras alternativas na esfera social e pública, além de
ter a iniciativa de empreender.
A maioria dos respondentes (59,5%) acredita que maiores oportunidades de emprego nas
grandes empresas, o que não é verdade, uma vez que a maior parte das vagas se encontra nas
empresas de micro, pequeno e médio porte (SEBRAE, 2007).
Por fim, para 50% dos respondentes não existem diferenças de oportunidades entre os
administradores e os Contadores; para 53%, o Administrador ainda ganha pouco quando
comparado com outros profissionais e para 76,5%, o estudante de Administração tem
facilidade para encontrar estágio na área. A constatação de que ganha pouco quando
comparado com outros profissionais sinaliza que os salário talvez não sejam um dos fortes
atrativos para a opção pela carreira.
4.5 Percepção Sobre o Curso Superior de Administração que Freqüenta
A noção de competências desenvolvidas pelo curso é fundamental para a percepção e
avaliação do curso. Conforme pode ser visualizado na TAB. 7, a maioria dos entrevistados fez
uma avaliação positiva do curso, no que se refere à sua capacidade de conferir aos alunos as
competências essenciais para atuar como Administrador.
TABELA 7: Competências desenvolvidas pelo curso de Administração que freqüenta
Questão Percentual de
aprovação*
Atuar eticamente, com responsabilidade social, visando a construção de uma sociedade
inclusiva e solidária 91,5%
Organizar, expressar e comunicar o pensamento 91,5%
Utilizar o raciocínio lógico e produzir análises críticas
92,0%
Compreender processos, tomada de decisão e solucionar problemas no âmbito da área
de atuação 96,5%
Atuar em equipes multidisciplinares 85,0%
17
Uma atuação profissional e responsável em relação ao meio ambiente 67,5%
Observar, interpretar e analisar dados e informações 95,0%
Utilizar procedimentos de metodologia científica e de conhecimentos tecnológicos na
atuação profissional 88,0%
Utilizar recursos de informática necessários para o exercício da profissão 76,0%
(*) concordam ou concordam totalmente
Fonte: Elaborada pelos autores
Essa percepção positiva do curso, associada às expectativas positivas quanto ao futuro na
carreira, sinalizam uma satisfação quanto à opção pelo curso, fato que certamente justifica a
sobrevivência e a quantidade de cursos de Administração pelo país.
TABELA 8: Percepção geral sobre o curso de Administração que freqüenta
Questão Percentual de
aprovação*
Contribui para que o aluno possa refletir sobre a realidade social brasileira 87,0%
Está voltado para a formação integral do estudante e sua inserção no mercado
profissional 83,5%
Busca desenvolver plenamente o potencial de aprendizagem do estudante
76,5%
Propicia uma sólida formação humanís
tica e uma visão global do contexto social,
político, econômico e cultural no qual o estudante está inserido 80,5%
Proporciona satisfação plena em relação ao nível de aprendizagem e inserção no
mercado de trabalho para os estudantes 63,5%
Está com a grade curricular atualizada em relação ao mercado 65,5%
(*) concordam ou concordam totalmente
Fonte: Elaborada pelos autores
Há uma percepção positiva também na maneira geral como o curso é visto, pois para 86% dos
respondentes o administrador encontra boas oportunidades de emprego, 96% acredita que o
curso de administração é fundamental para o desenvolvimento do país e 90% indicaria a
profissão/curso para algum conhecido.
5. CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo surgiu da vontade de se identificar os motivos da escolha, a percepção / satisfação
quanto ao curso e as perspectivas profissionais sobre a carreira escolhida, de alunos de um
curso de Administração de uma IES privada de Minas Gerais.
Conforme salientam Neves e Ramos (2001), as IES devem adaptar suas estruturas às novas
exigências do mercado para que possam sobreviver num ambiente cada vez mais competitivo.
Neste sentido, é importante salientar, que num cenário no qual se vislumbra o aumento da
competição entre as IES para atrair e manter alunos, o conhecimento dos motivos, percepção
e perspectivas de atuação na carreira de Administrador pode contribuir para seu planejamento
e sobrevivência, levando-se em consideração, obviamente, que estas variáveis devem apenas
18
nortear as diretrizes e construção do projeto pedagógico do curso (PPC), mas não ser um fim
em si mesmas.
No que se refere à primeira indagação que se buscou responder com esta pesquisa, a de
identificar quais os motivos / razões que levam os estudantes a optar pelo curso de
Administração, constatou-se que a maioria dos alunos pesquisados já tinham a Administração
como área de interesse, talvez por já atuarem na área ou terem sido influenciados por alguém
próximo. Esses resultados são semelhantes aos encontrados por Silva et al. (2005). Dentre os
fatores que possivelmente tenham influenciado essa decisão, aparecem as fontes de
informação utilizadas para escolher o curso de Administração, experiência de trabalho,
opinião dos pais / parentes e amigos. Esses resultados são consistentes com a idéia de que
relação entre a escolha profissional e a interferência da família tem perdido força, entrando
em seu lugar influências externas ao grupo familiar, conforme destacado por Silva e Machado
(2006).
Sobre a segunda indagação que esta pesquisa buscou responder, a de identificar a percepção /
opinião dos alunos de um curso de Administração de uma IES privada de MG quanto ao
atendimento de suas expectativas pelo curso, por meio desenvolvimento de competências
essenciais para atuar profissionalmente (exigidas pelo MEC), constatou-se uma avaliação
positiva quanto ao desenvolvimento das competências de atuar eticamente, com
responsabilidade social; organizar, expressar e comunicar; raciocínio lógico e análises
críticas; compreensão de processos, tomada de decisão e solução de problemas gerenciais;
atuar em equipes; atuação responsável em relação ao meio ambiente; interpretação e análise
de dados e informações; uso de procedimentos científicos e tecnológicos; e domínio da
informática para o exercício da profissão.
Além disso, os entrevistados mostraram se sentir preparados para a carreira profissional, pois
se sentem capazes de contribuir para uma reflexão sobre a realidade social brasileira; estão
tendo uma formação integral, com sólida formação humanística e uma visão global do
contexto social, político, econômico e cultural, que facilita a sua inserção no mercado
profissional e que desenvolve o seu potencial de aprendizagem, talvez por estar com o plano
curricular atualizado em relação ao mercado.
Em relação ao terceiro ponto que este estudo buscou levantar, de identificar as perspectivas,
no que se refere às áreas de atuação e à carreira de Administrador, constatou-se que, mesmo
com o crescimento exponencial de cursos e da quantidade de egressos de cursos de
Administração, os alunos pesquisados têm uma visão otimista em relação ao futuro na carreira
19
que escolheram, como salientam Freo e Murini (2005), apesar de verem o serviço
autônomo como uma saída para as dificuldades de inserção no mercado. Além disso, vêem
oportunidades de atuação em áreas ligadas ao meio ambiente, terceiro setor, projetos sociais
públicos ou privados, gestão pública, e de empreendedor, uma vez que acreditam estar
preparados para gerir uma empresa. A leitura que se faz dessas constatações é a de que as
alterações sócio-econômicas do país aparentemente têm influenciado a perspectiva de atuação
do Administrador, na visão dos alunos pesquisados, que passam cada vez mais a buscar
carreiras alternativas na esfera social e pública, além de ter a iniciativa de empreender, apesar
de ainda terem a visão equivocada de que ainda maiores oportunidades de emprego nas
grandes empresas.
Enfim, constatou-se que a maioria dos alunos do curso estão satisfeitos com a carreira
escolhida, por considerar que o Administrador encontra boas oportunidades de emprego, é
uma profissão fundamental para o desenvolvimento do país, além de se mostrar fortemente
propenso a indicar a profissão/curso para algum conhecido.
Em síntese, as principais constatações desta pesquisa foram que a maioria dos alunos
pesquisados: i) já tinha a Administração como área de interesse, talvez por já atuar na área ou
por ter sido influenciado por alguém próximo; ii) optou pelo curso devido à experiência de
trabalho, opinião dos pais / parentes e amigos; iii) teve uma avaliação positiva quanto ao
desenvolvimento das competências pelo curso que freqüentam; iv) se sente preparado para a
carreira profissional; e v) tem uma visão otimista em relação ao futuro na carreira que
escolheu.
Cabe mencionar que as opiniões aqui discutidas e apresentadas dizem respeito à realidade
vivenciada por alunos de uma única IES, sendo possível que existam diferenças tanto em
relação a outras IES, privadas ou públicas. Entretanto, acredita-se que esta pesquisa tenha
contribuído para um melhor entendimento dos motivos que levam os alunos a escolher o
curso de Administração, bem como sua percepção / satisfação quanto ao curso que
freqüentam e as perspectivas.
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... Foi visto também que fatores como a segurança esperada do emprego e da renda, junto com a influência dos pais, foram os principais influentes na escolha dessa profissão, sendo esse último o mais importante. Embora este trabalho esteja especificamente interessado no campo de tecnologia da informação, a inexistência de outros trabalhos de pesquisa nessa área (Beecham et al. 2008) nos levou a observar estudos realizados em outras, dos quais destacamos: (1) Camargos et al. (2008), que através de um questionário com uma amostra de 200 alunos de administração de um centro universitário de Belo Horizonte-MG, concluiu que a maioria dos alunos escolheram o curso por visarem garantias futuras, e que a influência familiar vem perdendo forças para outros fatores; (2) Soares e Milan (2008) exploraram os principais fatores que levam os estudantes a decidirem sobre um curso de nível superior e concluíram que em primeiro lugar ficou a realização pessoal, aptidão e vocação para o curso ou profissão, seguida pelas oportunidades no mercado de trabalho e a ascensão financeira; (3) Mainardes et al. (2010) realizou um levantamento sobre atributos ligados ao mercado de trabalho, mais e menos importantes, e atrativos para a escolha de um curso, e o atributo " percepção de empregabilidade do curso escolhido " obteve a maior nota individual, seguido da " percepção de reputação do curso e da IES " , e da " percepção do valor do diploma no mercado " . Uma vez que o interesse no presente trabalho limita-se ao problema da opção pelo curso, em detrimento a escolha da IES, chegamos ao conjunto de fatores apresentados na Tabela 1. ...
... Os profissionais da área de tecnologia são apontados como sendo diferentes de outros no que diz respeito a aspectos motivacionais (Couger e Zawacki, 1980). O nosso estudo apresenta mais uma evidência nesse sentido, pois, enquanto profissionais de outras áreas são dirigidos prioritariamente por razões econômicas à escolha de seu curso superior (e.g. Camargos et al. 2008), os nossos dados apontam que as razões vocacionais predominam em estudantes de Tecnologia da Informação, corroborando com os resultados de Potter et al. (2009). Este trabalho também abre espaço para uma discussão relevante sobre fatores de atração de profissionais para essa área, que aparenta ter sido ignorada por muito tempo pela academia (Beecham et al. 2008), em um momento propício dada a insuficiência do sistema educacional de produzir profissionais ao ritmo do crescimento da demanda industrial (Brasscom, 2012). ...
... Não há como conceber a escolha de uma profissão como elemento natural de cada indivíduo, a partir da ideia de que cada um possui uma vocação e que esta está centrada em si. Escolher um curso de graduação que leve o indivíduo a percorrer um caminho profissional requer, sob um ponto de vista, motivação, desejo e vontade de realizar um curso superior, com perspectivas de lutar para vencer as dificuldades que possam surgir durante a jornada escolhida (Camargo et al., 2008). ...
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A carreira profissional tem sido um dilema para muitos estudantes na atualidade. O estudo constituiu-se como uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, por meio da qual foi aplicado um questionário em duzentos e vinte e quatro estudantes das áreas de educação, engenharias e saúde, nas modalidades Bacharelado e Licenciatura, em uma universidade pública do Estado da Bahia. O objetivo principal do trabalho foi o de buscar saber os motivos de suas escolhas pelos cursos universitários, mediante um questionário aberto composto por cinco questões voltadas para a compreensão das motivações para as escolhas profissionais. Os resultados indicam que existe uma variedade de motivos para a realização da escolha profissional, como: mercado de trabalho, paixão ou identificação com a área, falta de opção, escolha por ideologia, facilidade em disciplinas da área, status da profissão e influência de terceiros como pais e professores. Todavia, são as experiências formativas que estão na base de novas motivações que permitem aos estudantes perceberem e redefinirem suas escolhas.
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This paper reports the results of an empirical study undertaken with a sample of 368 undergraduate business administration students from five private universities in a large Brazilian city. The objective was to analyze the differences in perceptions of the course by students from high and low income backgrounds regarding the following issues: the cultural and symbolic elements involving higher education; the relevance of higher education in consumer priorities and the influence on consumption behavior of students; the appropriateness of the course to their reality; and the expected benefits of obtaining a degree. The data were analyzed using the Grade of Membership (GoM) and t-test statistical techniques. The results, which were compared with the theoretical framework on consumption in a cultural and symbolic perspective, signaled there is a difference in meaning between the two groups of students.
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Nos últimos anos, o tema competência, seu desenvolvimento, sua gestão, entrou para a pauta das discussões acadêmicas e empresariais, associado a diferentes instâncias de compreensão: no nível da pessoa (a competência do indivíduo), das organizações (as core competences) e dos países (sistemas educacionais e formação de competências). O objetivo deste trabalho é recuperar o debate teórico a respeito da noção de competência, explicitando o conceito em seus vários níveis de compreensão, relacionando-o à estratégia e aos processos de aprendizagem organizacional. Para tanto, o diálogo entre a literatura americana e a literatura européia, principalmente francesa, enriqueceu a construção deste conceito.
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Este artigo tem como objetivo analisar os motivos que levam os alunos de instituições universitárias públicas e privadas do Estado da Paraíba (PB) a cursar graduação em Administração. Realizou-se uma pesquisa com 619 estudantes, oriundos de instituições de Ensino Superior públicas e privadas, escolhidos de forma aleatória. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário fechado, contendo 53 questões. Para análise dos dados, utilizou-se o programa SPSS, por meio do qual foram realizadas distribuições de freqüências e os testes não-paramétricos de Mann-Whitney e Qui-quadrado de Pearson. A principal razão que levou os alunos a cursarem Administração foi a obtenção de uma formação para o desempenho de uma profissão futura. As fontes de informação mais importantes utilizadas para a escolha do curso foram as revistas e os livros sobre Administração. Os itens mais importantes para a escolha do curso de Administração foram interesse pela área, desenvolvimento profissional satisfatório, posição profissional segura e obtenção de uma formação generalista.
Article
Luís, Maranhão, 27 a 30 de agosto de 2006. RESUMO: Este artigo tem como objetivo fazer uma análise das razões que motivam a escolha de uma IES, por estudantes do ensino médio de 15 cidades do Vale do Itajaí, interessados em cursar administração. Para tanto, utilizou-se dos dados de uma pesquisa quantitativa realizada em 2004 por uma Instituição de Ensino Superior do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Esses dados foram avaliados com base na pesquisa documental, descritiva explicativa, de acordo com os conceitos do marketing educacional. A análise dos dados sugere que não é apenas um fator que determina a escolha por uma IES, mas a combinação de fatores. Destaca a influência da renda familiar na determinação dos fatores, assim como a demasiada oferta de vagas nesta região. O marketing aparece como uma alternativa para se estabelecer relacionamentos duradouros com o público-alvo. PALAVRAS-CHAVE: marketing educacional; concorrência; curso de administração. ABSTRACT: This article has objective to do an analysis of the reasons that you/they motivate the choice of an IES, for students of the medium teaching of 15 cities of the valley of Itajaí, interested in studying administration. For so much, it was used of the data of a quantitative research accomplished in 2004 by an Institution of higher education of the valley of Itajaí, in Santa Catarina. Those data were appraised with base in the research documental, descriptive explanatory, in agreement with the concepts of the educational marketing. The analysis of the data suggests that it is not just a factor that determines the choice for an IES, but the combination of factors. It detaches the influence of the family income in the determination of the factors, as well as the too much offer of vacancies in this area. The marketing appears as an alternative to settle down durable relationships with the target. XVII ENANGRAD São Luís, Maranhão, 27 a 30 de agosto de 2006.
Article
A distinction is made between occupational and career models. Research is reviewed pertinent to both models. Many measures developed from career theory were found to be lacking construct as well as predictive validity. Still holding to a developmental theory of career patterns, greater emphasis is placed on the Self-concept as possible "mortar which binds the other (theoretical) units into a Solid Structure." (PsycINFO Database Record (c) 2012 APA, all rights reserved)
Perspectivas de ingresso no mercado de trabalho: a visão dos acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria e do Centro Universitário Franciscano
  • Arlei A Murini
  • T Lisandra
  • Encontro
  • Da
  • Nacional
  • Em Graduação
  • Administração
FREO, Arlei A.; MURINI, Lisandra T. Perspectivas de ingresso no mercado de trabalho: a visão dos acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria e do Centro Universitário Franciscano. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 16., 2005, Belo Horizonte – MG. Anais Eletrônicos... Rio de Janeiro: ANGRAD, 2005. 1 CD-ROM.
Acesso em 03 de abril de
INEP, 2005. Disponível em http://www.inep.gov.br. Acesso em 03 de abril de 2007.