A forgotten country in Globalizatiom? The role of foreign capital in nineteenth-century Portugal

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DOI: 10.13140/2.1.4162.1760
In book: Small European countries responding to Globalisation and De-globalisation, Edition: 1st, Chapter: A forgotten country in Globalisation? The role of foreign capital in nineteenth-century Portugal, Editors: Margrit Müller; Timo Myllyntaus (eds, pp.177-208
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  • ... Foreign enterprises needed to apply for government authorization (from the Ministry of Public Works, Commerce, and Industry) after submitting their statutes and pledging to abide by Portuguese law and court rulings. Foreign companies were coming more and more into sectors such as mining, insurance, engineering, railway construction, urban gas illumination, and water provision to urban centers (Mata 2008). Listings in the two stock exchanges of Lisbon and Porto increased, and companies were to be audited according to the same law of June 22, 1867. ...
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    This paper addresses the legal features of the Lisbon Stock Exchange. It gives special attention to the trade networks, global performance, and economic growth that have influenced that stock market over the centuries, ultimately determining shareholder protection, market transparency, and economic efficiency according to prevailing politics. Understanding the prerequisites of stock markets will help to promote them in the future.
  • ... & SIMÕES, 2017: 7 -8. MARÇAL, 2016. MATA, 2008: 179. VIEIRA, 1983. 58 PEREIRA, 2016b ...
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    After three decades with different hesitations, ups, and downs, the Portuguese strategy for railway building took decisive steps in the 1880s. In this decade, the network witnessed the largest growth in its history (past and future) and it extended to the overseas colonies. In this paper, we will analyse this historical process, using the concepts of technological determinism, technological sublime, and technological nationalism. © 2018 Imprensa da Universidade de Coimbra. All Rights Reserved.
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    O abastecimento público de aglomerados urbanos em água potável, por tradição garantido a partir de rios e ribeiras, fontes e exsurgências naturais, ou ainda através de poços abertos para aproveitamento de aquíferos freáticos, cedo se constituiu uma preocupação crescente das autoridades civis, municipais, principalmente a partir do momento em que o crescimento demográfico acentuou carências e o risco de epidemias colocava em perigo a saúde dos cidadãos. Encruzilhada de saberes, a temática das águas, tem vindo a ser valorizada pelos investigadores das diversas áreas da História da Ciência e das Técnicas, sendo atualmente, a nível internacional, muito vasta a produção científica disponível, em domínios como os da história do abastecimento, da saúde pública, do património hidráulico e das políticas de gestão e de saneamento básico. Em Portugal estes temas também têm sido explorados, tanto no âmbito da investigação académica, como na produção de trabalhos de divulgação. Refiram-se, a título de exemplo, a imensa produção sobre a história e o património gerado em torno do abastecimento de água a Lisboa, e a investigação, nos mesmos domínios, referente a Braga, Castelo Branco, Coimbra e região conimbricense, Évora, Porto e Matosinhos. O acesso à água potável e a adequação do saneamento básico ao dimensionamento urbano, consideradas necessidades fundamentais e ineludíveis, colocadas ao alcance de todos os habitantes, são generalizações relativamente recentes, em termos históricos, no mundo ocidental. Ainda há pouco mais de um século, em muitos lugares, a água canalizada ao domicílio, inspirada no modelo da Inglaterra vitoriana, era um luxo ao alcance de poucos, enquanto a generalidade da população tinha de recorrer a fontanários públicos, a aguadeiros, ou a outros expedientes para obter o precioso líquido, nem sempre nas desejáveis condições de salubridade. Por tais motivos, as condições de higiene da população urbana de setecentos ou oitocentos, em épocas anteriores aos progressos estruturais que marcaram a segunda revolução industrial, eram bastante precárias e as epidemias sucediam-se, deixando rastos de morte e insegurança. A cólera, em particular, foi particularmente mortífera e grassou por pelo menos oito vezes, desde o seu aparecimento em Portugal, durante o cerco do Porto (1832- 1833), sendo mais grave o surto de 1855, no reinado de D. Pedro V, falecido precocemente, vítima de febre tifoide. Bem longe da dimensão de outras cidades portuguesas, bastante mais populosas e, desde longa data, supridas parcialmente de água através aquedutos, a Figueira da Foz conseguiu mitigar as limitações de um abastecimento público que, até meados do segundo quartel do século XIX, era apenas assegurado por alguns fontanários locais, ligados a nascentes de caudal modesto, ainda mais limitado durante o estio. Estes escassos pontos de água, foco permanente de algum descontentamento por parte de setores necessitados da população e de agentes ligados a atividades locais, sobretudo as comerciais e portuárias, eram alimentados por uma pequena rede de condutas, cuja construção remontava, pelo menos, ao século XVIII.1 Destas, conhecem-se diversas estruturas subterrâneas, descobertas aquando da realização de obras intrusivas no seio do núcleo urbano da cidade, as quais foram, ao tempo, acompanhadas pelo gabinete de arqueologia do Museu Municipal Santos Rocha. Finda a instabilidade política das décadas de 1830 e 1840, o progresso socioeconómico figueirense sofreu forte incremento, apoiado que estava solidamente numa burguesia emergente, ligada ao florescimento de atividades mercantis, designadamente o sal, os vinhos e os frutos das Beiras, para além de outras relacionadas com o movimento portuário e a pesca costeira e de longo curso. Estas atividades, aliadas ao crescimento da procura sazonal da Figueira da Foz enquanto estância balnear de excelência, contribuíram para a sua ascensão a cidade em setembro de 1882, motivando ainda mais uma resposta adequada à necessidade, desde há muito sentida, de dotar o núcleo urbano de modernas infraestruturas de abastecimento de água, iluminação pública e saneamento. Tais aspirações eram consonantes com os padrões “civilizados” da época, abraçados, em Portugal, pelos governos da Regeneração. É neste quadro que, no último quartel do século XIX, por iniciativa de um dos grandes vultos figueirenses, António dos Santos Rocha (Figueira da Foz, 30 de abril de 1853 - Figueira da Foz, 28 de março de 1910), causídico local que à época liderava o executivo municipal, foi lançado um novo projeto de abastecimento de água à cidade, da autoria do engenheiro Joaquim Filipe da Encarnação Nery Delgado (Elvas, 26 de maio de 1835 - Figueira da Foz, 3 de agosto de 1908), membro adjunto da Comissão Geológica do Reino, cuja experiência nesta área já fora demonstrada em trabalhos de índole semelhante, cruzando os seus profundos conhecimentos de Geologia com as Artes da moderna Engenharia. Movendo-se num quadro legal ainda pouco consolidado, as obras e a concessão da exploração e distribuição das águas a partir de nascentes nas faldas da serra da Boa Viagem, foram confiadas, em 1886, à The Anglo-Portuguese Gas & Water Company Limited, sociedade de capitais ingleses, que arrematou também, a concessão para o gás. A execução do projeto foi atribulada, sucedendo-se mal-entendidos e conflitos a que não terão sido estranhos o clima de animosidade para com os ingleses, que derivou do Ultimato de 1890, e a complicada situação financeira que se viveu na última década do século, a qual permitiu a afirmação do movimento republicano, vincada com a revolta do 31 de janeiro e a implementação de novas políticas económicas. Assim, desde meados de 1889 que a população figueirense passou a dispor de uma rede de fontanários públicos que antecederam a generalização da água canalizada ao domicílio, a qual permitiu ultrapassar, em grande medida, a tradicional escassez deste líquido durante os meses de verão, quando a população não residente aumentava substancialmente; porém, os trabalhos só foram oficialmente reconhecidos como terminados em 1895. Na literatura sobre a Figueira da Foz, são escassas as referências ao projeto, assumido como “coisa natural”, mas cuja relevância decorre, para além do progresso que trouxe à sede do município, do facto de ter sido concebido por um dos pioneiros dos estudos geológicos oficiais em Portugal, também ele um grande vulto da ciência no nosso país e engenheiro prestigiado. Tema pois pertinente, que justificou, na ótica dos autores, a sua abordagem em fóruns recentes .2 Desta importante obra, parte inalienável do património histórico-arquitetónico municipal, restam ainda, várias peças construídas, embora, em parte, há anos desativada; outros destes elementos centenários ainda integram a atual rede de distribuição, nomeadamente três dos chafarizes originais da cidade e o reservatório do alto do Pinhal, este último contíguo ao edifício sede da empresa Águas da Figueira e ampliado em 1985, já no âmbito das competências dos Serviços Municipalizados de Água.3 Para além de se revestir de um grande interesse para a história do município figueirense, o projeto de Nery Delgado e sua execução, tema central dos capítulos seguintes, constitui um importante estudo de caso sobre a modernidade urbana de finais do século XIX, quando as cidades portuguesas se começaram a dotar das infraestruturas básicas que hoje as caracterizam, transformando profundamente muitos aspetos das vivências quotidianas das suas populações. A revelação deste projeto e dos episódios com ele relaionados, põe em evidência a relevância da documentação epistolar de Nery Delgado, principal âncora do presente texto. Este, guardava meticulososamente toda a correspondência recebida, bem como as minutas das cartas enviadas, parte da qual foi incorporada no Arquivo Histórico Geológico-Mineiro do LNEG. Cruzada com a documentação do Arquivo Histórico Municipal da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e com outras fontes, constitui-se, como um registo incontornável sobre a História da Ciência e das Técnicas, em Portugal. Ao reunir documentos sobre a conceção e implementação do projeto oitocentista de abastecimento público de águas à Figueira da Foz, o presente texto esboça uma leitura diacrónica dos seus principais passos e contornos, cuja visão condensada se apresenta no ANEXO I. Para além da concessionária, resgata ao esquecimento os seus atores fundamentais, técnicos, autarcas e gerentes, que se trazem, na primeira pessoa, transcrevendo o seu pensamento e afirmações, sempre que tal se julgou pertinente. Assume-se, também, como mais uma contribuição para o conhecimento da história social e industrial contemporânea da cidade da famosa Praia da Claridade.
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    Finance is usually considered a complex science, made up of unsatisfactory explanations to interpret the mystery and volatility of financial markets. Expectations, the mood of the market, as well as investment strategies to manage diversified portfolios, are intimidating issues for most people even today. This paper describes how the early twentieth-century globalization framed a network of stock exchanges, from local to regional and national scale spaces, stimulating the scientific knowledge on equities, shares, securities, bonds, debentures, transactions, and risk premium. Both individuals and institutional investors needed financial education. In Portugal Ruy Ennes Ullrich wrote his doctoral dissertation on stock exchanges and financial markets. His book was published in Coimbra in 1906, by the University Press. This paper analyzes his contributions in the context of the available literature, and his management performance.
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    Inspired in dynamic systems theory and Brewer's contributions to apply it to economics, this paper establishes a bond graph model. Two main variables, a set of inter-connectivities based on nodes and links (bonds) and a fractional order dynamical perspective prove to be a good macroeconomic representation of countries' potential performance in nowadays globalization. The estimations based on time-series for 50 countries throughout the last 50 decades confirm the accuracy of the model and the importance of scale for economic performance. Inspired in dynamic systems theory and Brewer's contributions to apply it to economics, this paper establishes a bond graph model. Two main variables, a set of inter-connectivities based on nodes and links (bonds) and a fractional order dynamical perspective prove to be a good macroeconomic representation of countries' potential performance in nowadays globalization. The estimations based on time-series for 50 countries throughout the last 50 decades confirm the accuracy of the model and the importance of scale for economic performance.
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