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A (in)acessibilidade de sites governamentais

Authors:

Abstract

This paper describes the evaluation of several government sites in order to verify if and how they make Web content acessible and more available to all citizens. The acessibility guidelines and the evaluation process strategy as well its results are presented. Resumo. Este artigo descreve a avaliação de diversos sites governamentais (em nível municipal, estadual e federal
A (in)acessibilidade de sites governamentais
Marcelo S. Pimenta, Tito Lívio Castro, Daniel M. Viero, Lauro Nakayama, Andrea
P. Cavalheiro , Michele Frighetto, Evandro M. Miletto, Roberto Cabral M. Borges
Instituto de Informática – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Caixa Postal 15.064 – 91.501-970 – Porto Alegre – RS – Brazil
{mpimenta,miletto}@inf.ufrgs.br
Abstract. This paper describes the evaluation of several government sites in
order to verify if and how they make Web content acessible and more available
to all citizens. The acessibility guidelines and the evaluation process strategy
as well its results are presented.
Resumo. Este artigo descreve a avaliação de diversos sites governamentais
(em nível municipal, estadual e federal) com o intuito de verificar o grau de
acessibilidade de cada um. São apresentados as diretrizes usadas, o processo
de avaliação e seus resultados.
1. Introdução
Hoje em dia mais e mais serviços (públicos e privados) estão sendo
disponibilizados na Web. Porém, nem todos os cidadãos possuem acesso a Web de
forma igualitária, quer seja por razões econômicas ou por falta de conhecimento.
Existem, ainda, dois grupos de pessoas significativos que não conseguem acessar
sites da Web simplesmente pela má construção destes: as pessoas portadoras de
necessidades especiais (auditiva, visual, motora, cognitiva, etc) e as pessoas que
enfrentam barreiras tecnológicas devido aos meios que utilizam para acessar a Web
(hardware, conexões, equipamentos, softwares, etc.).
Pensando nestas pessoas, pesquisadores de muitos países estão empenhados em
mudar a situação de falta de acessibilidade nos sites da Web. Acessibilidade
(accessibility) é o termo usado para descrever problemas de usabilidade encontrados por
usuários com necessidades especiais. Prover acessibilidade a um site implica torná-lo
utilizável por qualquer pessoa, independente de deficiência física, sensorial, cognitiva,
condição de trabalho ou barreira tecnológica. A maioria das recomendações de
acessibilidade não se limita à utilização da interface apenas a pessoas com necessidades
especiais, sendo úteis para qualquer usuário.
Na mesa redonda no IHC2001 houve uma discussão instigante e esclarecedora
sobre “Inclusão Digital”(veja resumo nos anais do IHC2001). De fato, esta inclusão não
se faz apenas com publicação de leis e medidas provisórias, mas sim com atitudes e
ações diferenciadas de todos, principalmente do governo. Algumas questões foram
levantadas: “qual a dimensão dos problemas de acessibilidade no Brasil? Em particular,
será que os órgãos governamentais, em todas as suas esferas, respeitam este
compromisso de acessibilidade?”. Consideramos de suma importância investigar e
discutir estas questões e apresentar os resultados à comunidade.
Por este motivo, resolvemos realizar a avaliação de diversos sites
governamentais (em nível municipal, estadual e federal) com o intuito de verificar o
grau de acessibilidade de cada um.
Este artigo relata o processo de avaliação e seus resultados. Primeiramente, a
seção 1 apresenta a noção de acessibilidade e as diretrizes definidas pelo W3C. A seção
2 resume as diretrizes de acessibilidade consideradas. A seção 3 descreve a metodologia
de avaliação, ferramentas automáticas de avaliação utilizadas, a escolha dos sites e a
forma de avaliação utilizada e ainda resume os resultados de avaliação destacando
alguns deles, discutidos com um pouco mais de detalhe. Por fim, na seção 4 estão
algumas observações conclusivas.
2. Diretrizes de acessibilidade para a Web
Acessibilidade, do latim Accessibilis, entende-se como facilidade na
aproximação.
De acordo com o Art 2º da lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece as normas gerais e critérios básicos para as pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, entre outras providências, a definição de acessibilidade é
"possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos
espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos
sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com
mobilidade reduzida".
Todos os aspectos relativos a esse tema poderão ser encontrados nos sites
http://www.hcibib.org/accessibility/ e http://www.w3.org/WAI/. Existem várias
organizações que se preocupam com a acessibilidade de sites Web, mas a considerada
de maior relevância (e enfocada neste artigo) é a Iniciativa para Acessibilidade da Web
(Web Accessibility Initiative-WAI) do World Wide Web Consortium (W3C -
http://www.w3.org), que propôs as diretrizes ou princípios para a acessibilidade de
conteúdo da Web (WCAG10) em 1999. Basicamente, estas diretrizes consistem em uma
série de recomendações para que desenvolvedores de sites os tornem mais acessíveis
para todas as pessoas. Soma-se a isto o fato de existir uma gama de ferramentas na
Internet que ajudam na implementação e avaliação destes princípios.
As diretrizes abordam questões de acessibilidade e apresentam soluções de projeto
de conteúdo na Web. Baseiam-se em cenários típicos que podem apresentar problemas
para usuários com determinadas incapacidades.
Segundo a W3C-WAI as causas mais freqüentes de falta de acessibilidade em
páginas da Web são:
a falta de estrutura de páginas da Web que desorientam o usuário dificultando
a navegação; e
o uso abusivo de informações gráficas imagens, mapas de imagens, tabelas
para formatar o conteúdo das páginas, macros, scripts Java, elementos
multimídias sem proporcionar alternativas adequadas de texto ou outro tipo
de comentário.
Páginas onde estes aspectos ocorrem geram problemas de acessibilidade
principalmente para os usuários que utilizam leitores de tela, que dirigem o conteúdo da
imagem a um sintetizador de voz (como o pwWebSpeak) ou que utilizam navegadores
que somente podem mostrar o texto das páginas da Web (como o Lynx ou Net-Tamer).
As diretrizes de acessibilidade segundo W3C-WAI, abordam dois temas
genéricos: assegurar uma transformação harmoniosa e tornar o conteúdo compreensível
e navegável.
Uma página cuja transformação seja harmoniosa mantém-se acessível apesar da
presença de quaisquer das limitações, entre as quais pode-se citar as deficiências físicas,
sensoriais e cognitivas, as limitações de trabalho e as barreiras tecnológicas.
Apresentam-se a seguir alguns pontos-chave para a concepção de páginas no sentido de
produzirem uma transformação harmoniosa.
Separar a estrutura da apresentação, diferenciando conteúdo, a estrutura e a
apresentação. O conteúdo de um documento designa aquilo que ele transmite ao
usuário através de linguagem natural, imagens, sons, filmes, animações, etc. A
estrutura de um documento é o modo como ele está organizado em termos lógicos
(por exemplo, por capítulos, com ou sem uma introdução e um índice, etc.). Um
elemento (por ex., P, STRONG, BLOCKQUOTE, em HTML) que especifique a
estrutura do documento tem o nome de elemento estrutural. A apresentação de um
documento é a forma como ele é reproduzido (por ex., como matéria impressa, como
apresentação gráfica bidimensional, sob forma exclusivamente textual, como
discurso sintetizado, em braille, etc.). Um elemento que especifique o tipo de
apresentação de um documento (por ex., B, FONT, CENTER) tem o nome de
elemento de apresentação.
Incluir texto (incluindo equivalentes textuais). O texto pode ser incluído de tal modo
que seja possível de ser interpretado por praticamente todos os dispositivos de
navegação e por quase todos os usuários.
Criar documentos que cumpram a sua finalidade, mesmo que o usuário não consiga
ver e/ou ouvir. Fornecer informações que preencham a mesma finalidade ou função
que o áudio ou o vídeo, de tal modo que se adaptem o melhor possível a canais
sensoriais alternativos. Isto não significa que deva ser criada uma versão de áudio
pré-gravada de todo o site para o tornar acessível a usuários cegos ou com grandes
problemas de visão. Estes podem recorrer à tecnologia dos leitores de tela para
extraírem todas as informações de texto das páginas.
Criar documentos que não dependam apenas de um tipo de equipamento. As páginas
devem poder ser utilizadas por pessoas que não possuam mouse, que tenham telas
pequenas, de baixa resolução ou monocromáticos, que apenas recebam voz ou texto,
etc.
O tema da transformação harmoniosa é tratado sobretudo nas diretrizes 1 a 11.
Os criadores de conteúdo Web devem tornar as suas produções compreensíveis e
navegáveis. Isto passa não só por uma linguagem clara e simples, mas também pela
disponibilização de meios compreensíveis para proceder à navegação entre páginas e no
interior delas. A inclusão de ferramentas de navegação e orientação nas páginas é um
fator potencializador da acessibilidade e da facilidade de utilização. Nem todos os
usuários podem servir-se das "pistas" gráficas (como mapas de imagens, barras de
deslocamento proporcionais, frames colocadas lado a lado, ou gráficos) que guiam
aqueles com boa visão, em navegadores gráficos. Os usuários perdem também
informações de contexto quando apenas conseguem ver uma parte da página, seja
porque estão acessando a página palavra a palavra (por discurso sintetizado ou monitor
braille), seja seção a seção (numa tela pequena ou fortemente ampliada). Sem
informações de orientação, os usuários podem não compreender tabelas, listas ou menus
extensos, por exemplo.
O tema do conteúdo compreensível e a navegabilidade é sobretudo abordado nas
diretrizes 12 a 14.
Esses princípios ou diretrizes devem ser aplicados somente às informações
consideradas relevantes para a compreensão da navegação e do conteúdo. Sua aplicação
deve permitir a interação com o sistema sem exigir visão, dispositivos apontadores,
movimentos precisos ou ações simultâneas e a compreensão da informação e da
navegação através de meios auditivos ou visuais. Foram estabelecidos pontos de
verificação de acessibilidade para cada princípio ou diretiva proposta como forma de
explicar de que modo cada uma se aplica a cenários típicos de desenvolvimento para os
conteúdos da Web. O grupo de pesquisadores atribuiu para cada ponto de verificação
um nível de prioridade com base no respectivo impacto em termos de acessibilidade:
Prioridade 1 Pontos que os criadores de conteúdo Web absolutamente têm de
satisfazer para evitar que usuários fiquem impossibilitados de compreender as
informações contidas na página ou site.
Prioridade 2 Pontos que os criadores de conteúdo para a Web devem
satisfazer para evitar que os usuários tenham dificuldade de acessar as
informações contidas no documento, evitando barreiras significativas a
documentos publicados na Web.
Prioridade 3 Pontos que os criadores de conteúdo na Web podem satisfazer
para melhorar o acesso as informações disponibilizadas nas páginas ou sites.
As diretrizes consideradas para os níveis de prioridade 1, 2 e 3 estão descritas
respectivamente nos quadros 1, 2 e 3.
Figura 1 -Símbolos indicativos dos níveis de conformidade.
Na verificação da acessibilidade de um documento são estabelecidos os níveis
de conformidade para as páginas ou sites na Web (Figura 1):
Nível de conformidade "A" quando satisfeitos todos os pontos de verificação
de prioridade 1;
Nível de conformidade "Duplo A" quando satisfeitos todos os pontos de
verificação de prioridade 1 e 2;
Nível de conformidade "Triplo A"- quando satisfeitos todos os pontos de
verificação de prioridade 1, 2 e 3.
A declaração dos níveis de conformidade em uma página ou site é apresentada
por extenso, de modo que possam ser compreendidos quando passados para discurso
sonoro. As declarações de conformidade, segundo o documento da W3C-WAI (1999),
têm obrigatoriamente que utilizar um dos formatos abaixo:
Formato 1, especificar:
O título do princípio ou diretiva: "Web Content Accessibility Guidelines 1.0".
O URI (Uniform Resourse Identifier) da diretriz: http//:
www.w3c.org/TR/1999/WAI-WEBCONTENT-19990505.
O nível de conformidade satisfeito: "A", "Duplo A" ou "Triplo A".
O âmbito abrangido pela declaração de conformidade, por exemplo, página, site
ou porção definida de um site.
DIRETRIZ 1 - Fornecer alternativas ao conteúdo sonoro e visual
Ponto de verificação 1.1 - Fornecer um equivalente textual a cada elemento não textual (por ex., através de "alt" ou
"longdesc", ou como parte do conteúdo do elemento)
DIRETRIZ 2 - Assegurar a perceptibilidade do texto e dos elementos gráficos quando vistos sem cores.
Ponto de verificação 2.1 - Assegurar que todas as informações veiculadas com cor estejam também disponíveis sem
cor, por exemplo a partir do contexto ou de marcadores.
DIRETRIZ 3 - Utilizar corretamente marcadores e folhas de estilo
DIRETRIZ 4 - Indicar claramente qual a língua utilizada,
Ponto de verificação 4.1 - Identificar claramente quaisquer mudanças de língua no texto de um documento, bem
como quaisquer equivalentes textuais (por ex., legendas).
DIRETRIZ 5 - Criar tabelas passíveis de transformação harmoniosa, contendo os marcadores necessários
Ponto de verificação 5.1 - Em tabelas de dados, identificar os cabeçalhos de linha e de coluna.
Ponto de verificação 5.2 - Em tabelas de dados com dois ou mais níveis lógicos de cabeçalhos de linha ou de coluna,
utilizar marcadores para associar as células de dados às células de cabeçalho.
DIRETRIZ 6 - Assegurar que as páginas dotadas de novas tecnologias sejam transformadas harmoniosamente,
sendo acessíveis mesmo quando as tecnologias mais recentes não forem suportadas ou tenham sido desativadas.
Ponto de verificação 6.1 - Organizar os documentos de modo a que possam ser lidos sem recurso a folhas de estilo.
Por exemplo, se um documento em HTML for reproduzido sem as folhas de estilo que lhe estão associadas, deve
continuar a ser possível lê-lo.
DIRETRIZ 7 - Assegurar o controle do usuário sobre as alterações temporais do conteúdo, possibilitando a
interrupção momentânea ou definitiva do movimento, intermitência, desfile ou atualização automática de objetos
ou páginas.
DIRETRIZ 9 Projeto independente de dispositivos, permitindo a ativação de elementos de página por meio de
uma grande variedade de dispositivos de entrada de comandos.
DIRETRIZ 10 - Utilizar soluções de transição
DIRETRIZ 11 - Utilizar as tecnologias e as diretrizes do W3C
DIRETRIZ 12 - Fornecer orientações para ajudar os usuários a compreenderem elementos complexos.
DIRETRIZ 13 - Fornecer mecanismos de navegação claros
DIRETRIZ 14 - Assegurar a clareza e a simplicidade dos documentos.
Ponto de verificação 14.1 Utilizar a linguagem mais clara e simples possível, adequada ao conteúdo do site.
Quadro 1 - Diretrizes consideradas para Nível de Prioridade 1
Exemplo do formato 1:
Esta página está conforme ao documento do W3C "Web Content Accessibility
Guidelines 1.0", disponível em http://www.w3.org/TR/1999/WAI-WEBCONTENT-
19990505, de nível "Duplo A".
Formato 2: Incluir, em cada página ou seção, um dos três símbolos de declaração de
conformidade fornecidos pela W3C, conforme Figura 1, estabelecendo a ligação entre
esse símbolo e a respectiva explicação (de autoria do W3C) do que representa essa
declaração.
DIRETRIZ 2 - Não recorrer apenas à cor
Ponto de verificação 2.2 - Assegurar que a combinação de cores entre o fundo e o primeiro plano seja
suficientemente contrastante para poder ser vista por pessoas com cromodeficiências, bem como pelas que utilizam
telas monocromáticas. [Prioridade 2 para imagens; prioridade 3 para texto].
DIRETRIZ 3 - Utilizar corretamente marcadores e folhas de estilo
Ponto de verificação 3.2 - Criar documentos passíveis de validação por gramáticas formais, publicadas.
Ponto de verificação 3.3 Utilizar folhas de estilo para controlar a paginação (disposição em página) e a apresentação.
Ponto de verificação 3.4 Utilizar unidades absolutas, e não relativas, nos valores dos atributos da linguagem de
anotação e nos valores das propriedades das folhas de estilo.
DIRETRIZ 5 - Criar tabelas passíveis de transformação harmoniosa
Ponto de verificação 5.3 - Não utilizar tabelas para efeitos de disposição em página, a não ser que a tabela continue a
fazer sentido depois de linearizada. Se não for o caso, fornecer um equivalente alternativo (que pode ser uma versão
linearizada).
DIRETRIZ 13 - Fornecer mecanismos de navegação claros
Ponto de verificação 13.1 - Identificar claramente o destino de cada ligação.
Ponto de verificação 13.3 - Dar informações sobre a organização geral de um site (por ex., através de um mapa do
site ou de um índice).
Ponto de verificação 13.4 - Utilizar os mecanismos de navegação de maneira coerente e sistemática.
Quadro 2 - Diretrizes consideradas para Nível de Prioridade 2
DIRETRIZ 4 - Indicar claramente qual a língua utilizada
Ponto de verificação 4.2 - Especificar por extenso cada abreviatura ou acrônimo quando da sua primeira ocorrência
num documento.
Ponto de verificação 4.3 - Identificar a língua principal utilizada nos documentos.
DIRETRIZ 9 Projeto de dispositivos independentes
Ponto de verificação 9.4 - Criar uma seqüência lógica de tabulação para percorrer ligações, controles de formulários
e objetos.
Ponto de verificação 9.5 - Fornecer atalhos por teclado que apontem para ligações importantes (incluindo as
contidas em mapas de imagem sediados no cliente), controles de formulários e grupo de controles de formulários.
Quadro 3 - Diretrizes consideradas para Nível de Prioridade 3
3. Avaliação de acessibilidade de sites: metodologia
A análise dos sites foi baseada nas recomendações do W3C, relacionadas no
documento "Web Content Accessibility Guidelines 1.0" (Orientações para
Acessibilidade em Conteúdo Web versão 1.0). Foram avaliados os itens elencados no
tópico "Revisão Preliminar" do documento e todos os pontos de verificação de
prioridade 1. Alguns itens de prioridade 2 ou 3 também foram levantados. Para facilitar
a leitura, apenas os pontos de verificação adotados em nossa avaliação estão listados nos
quadros 1, 2 e 3. O leitor interessado poderá buscar a lista completa das diretrizes no site
da W3C.
A avaliação foi realizada da seguinte forma: utilizando-se ferramentas
automáticas de verificação, utilizando-se diversos softwares e plataformas para
navegação (vide tabela 1) e verificando-se itens no código fonte das páginas.
As ferramentas de verificação automática utilizadas foram WAVE [WAVE] e
Bobby [BOBBY]. Como é possível identificar grupos de páginas similares no site, as
ferramentas foram aplicadas apenas sobre algumas páginas, de tipos diferentes,
obtendo-se uma idéia geral do tipo de requisitos de acessibilidade que o site atende ou
deixa de atender.
Tabela 1: Ambientes utilizados para verificação na navegação
Sistema Operacional Navegador VersãoIdioma
Netscape Navigator 2.02 português
Netscape Navigator 4.78 inglês
Internet Explorer 6.0 português
Opera 5.12 português
Windows 2000
Lynx 2.8.3 inglês
Linux RedHat 7 Netscape Navigator 4.77 inglês
Netscape Navigator 4.7 inglês
MacOS 9.0.4 Internet Explorer 4.5 inglês
A navegação em cada um desses ambientes foi realizada, primeiramente, com
opções de carregamento de imagens, applets, scripts e plug-ins habilitados e com as
configurações padrão de cada navegador. Nos ambientes Windows e Linux a resolução
da tela foi configurada para 800x600 pixels e o navegador foi utilizado em tela cheia.
Em um segundo momento, foram realizadas as seguintes operações em cada navegador,
de acordo com a flexibilidade e possibilidade de cada um:
Desabilitar o carregamento de imagens;
Desabilitar o som;
Aumentar e diminuir o tamanho da fonte ou ampliação da visualização;
Redimensionar a janela do navegador para ocupar parte da tela;
Colocar a resolução de vídeo para 640x480 pixels;
Imprimir a página em preto e branco;
Utilizar apenas o teclado para a navegação;
Desabilitar scripts, applets e plug-ins;
Desabilitar folhas de estilo; e
Desabilitar configurações de fontes e cores definidas na página.
Adicionalmente, alguns problemas relativos a itens que não constam das diretrizes
foram apontados pois, na opinião dos autores, prejudicam de maneira perceptível a
acessibilidade, usabilidade ou navegabilidade no site.
3.1 Sites escolhidos
Os sites avaliados, exibidos no Quadro 4, foram escolhidos por razões diversas:
a SEESP, por conter informações presumivelmente muito importantes para
pessoas com necessidades especiais; muitas vezes estas pessoas acessam o site
com dispositivos e navegadores especiais, necessitando que as informações
publicadas no site estejam de acordo com as recomendações do W3C para
funcionarem corretamente;
o INPA, o PROCON-RS e a PMPOA por serem freqüentemente acessados por
membros da equipe de avaliação envolvidos em projetos de cooperação com
estas instituições. A equipe tinha curiosidade de verificar as barreiras
tecnológicas à acessibilidade destes sites, pois seus usuários presumivelmente
são cidadãos comuns, usualmente utilizando equipamentos não muito
sofisticados (alguns obsoletos) através de conexões lentas.
Governo Federal:
SEESP (Secretaria de Educação Especial) do MEC : http://www.mec.gov.br/seesp
INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia): http://www.inpa.gov.br
Governo Estadual:
PROCON-RS (Prog. Estadual de Defesa do Consumidor): http://www.procon.rs.gov.br
Governo Municipal:
PMPOA (Prefeitura Municipal de Porto Alegre): http://www.portoalegre.rs.gov.br
Quadro 4 Sites Governamentais Avaliados
A Tabela 2 resume os resultados da avaliação de cada site em relação aos
diferentes pontos de verificação (abreviados PV) das diferentes diretrizes (abreviadas
D) de três níveis de prioridade. Assim, a linha D1 PV 1.1 apresenta os resultados
em relação à diretriz 1 ponto de verificação 1.1 .
Tabela 2 Resumo da avaliação de diretrizes de acessibilidade
SEESP INPA PROCON-RS PMPOA
Pontos de Verificação Prioridade 1
D 1, PV 1.1 PFFF
D 2,PV 2.1 V P P<Netscape 2.02> P
D 3 NA F F P
D 4,PV 4.1 NA F NA F
D 5,PV 5.1 FPFP
D 5,PV 5.2 FFFNA
D 6,PV 6.1 VFVNA
D 7 NA V NA NA
D 9 VVVP
D 10 NA NA NA NA
D 11 P<Opera> P P P
D 12 NA F <Lynx> F V
D 13 NA P P V
D 14,PV 14.1 VFVP
Pontos de Verificação Prioridade 2
D 2,PV 2.2 V F V P<Netscape 2.02>
D 3,PV 3.2 F F<Netscape 4.78> F V
D 3,PV 3.3 VFFF
D 3,PV 3.4 P F P F<Netscape 2.02>
D 5,PV 5.3 FFFF
D 13,PV 13.1 VFPV
D 13,PV 13.3 PVFF
D 13,PV 13.4 V P F P<Netscape 2.02>
Pontos de Verificação Prioridade 3
D 4,PV 4.2 FFFV
D 4,PV 4.3 FNAFF
D 9,PV 9.4 VFPV
D 9,PV 9.5 VNAFNA
Os resultados são mostrados de modo abreviado, indicando quando um site:
respeita completamente a diretriz com todos navegadores testados (notação V) ou
apenas através de um navegador específico (notação V(<navegadores>), onde
<navegadores> representa a lista de navegadores para os quais a diretriz foi
verificada e respeitada;
respeita parcialmente a diretriz com todos navegadores testados (notação P) ou
apenas através de um navegador específico (notação P(<navegadores>), onde
<navegadores> representa a lista de navegadores para os quais a diretriz foi
verificada e respeitada;
não respeita a diretriz com todos navegadores testados (notação F) ou apenas
através de um navegador específico (notação F(<navegadores>), onde
<navegadores> representa a lista de navegadores para os quais a diretriz foi
verificada e não respeitada;
a diretriz não se aplica (notação NA), sendo usada também a notação
NA:<motivo>, quando o motivo para isto é explicitado;
Os trabalhos de avaliação da acessibilidade dos sites foram realizados entre os
dias 08 e 14 de dezembro de 2001. O site da Secretaria de Educação Especial do
Governo Federal pode ser acessado diretamente em http://www.mec.gov.br/seesp ou
através do site do MEC http://www.mec.gov.br. Por este motivo, optou-se por avaliar as
páginas do site do MEC que influenciam no acesso ao site da SEESP.
A página principal do site da SEESP (Figura 2a) é dividida em três áreas. A área
superior(1) é o cabeçalho do site e pouco muda durante a navegação. Os links são
referentes ao site do MEC, a não ser o link que serve para retornar a
página inicial da SEESP. A área inferior da esquerda(2) é o menu principal e possui
links para as diversas áreas do site (boletim, O que é educação especial, Ações da
SEESP, etc.) e que sofrem poucas alterações durante a navegação. A área inferior da
direita(3) é a área de conteúdo, que recebe novas páginas a partir dos links na área da
esquerda ou de outros da área superior.
A pagina inicial do INPA (Figura 2b) é dividida em duas áreas. A lateral
esquerda(1) contém uma indicação dos assuntos que podem ser navegados e consultados
e seus respectivos links, e a lateral direita(2) oferece navegação abrindo novas janelas
do navegador . Na avaliação do site do INPA, o conteúdo de estudo foi a página
principal e todos os frames de navegação (que aparecem após clicar em algum link da
área esquerda) e todas as páginas acessíveis diretamente através dos outros links dessas
páginas ou da área de conteúdo em evidência(área direito). Os principais arquivos
avaliados estão descritos na Tabela 4.
O site do PROCON-RS (vide Figura 2c) divide-se em três quadros. O superior
(1) é o cabeçalho do site e menu principal e não se altera durante a navegação. O
quadro inferior da esquerda(2) é um menu secundário, que é alterado a partir dos links
presentes no quadro superior. O quadro inferior da direita(3) é a área de conteúdo, que
recebe novas páginas a partir dos links no quadro da esquerda ou de alguns links do
quadro superior. As páginas do PROCON avaliadas foram a página de cabeçalho, todas
as páginas de navegação (que aparecem no quadro inferior esquerdo a partir de links no
quadro superior) e todas as páginas acessíveis diretamente através dos links dessas
páginas ou da página de conteúdo principal. Os principais arquivos avaliados estão
descritos na tabela 5.
(a) SEESP (b) INPA
(c) PROCON-RS (d) PMPA
Figura 2: Páginas principais dos sites avaliados (Internet Explorer 5.05)
Na Tabela 3 apresenta as páginas do SEESP que foram avaliadas, numeradas de
1 até 13 (coluna esquerda da tabela) para facilitar sua citação quando necessário. A
coluna da esquerda indica qual página possui o link para chegar àquela página. Por
exemplo: o link para se chegar a página 3 está na página 2.
Tabela 3: Endereços das páginas SEESP avaliadas e links de acesso.
nºEndereçoDescriçãolink
1 http://www.mec.gov.br/default.shtm Página inicial do MEC -
2 http://www.mec.gov.br/nivemod/educesp.shtm Página da área de Educação Especial 1
3 http://www.mec.gov.br/seesp/default.shtm Página inicial da SEESP 2
4 http://www.mec.gov.br/seesp/boletim/default.shtm Boletim 3
5 http://www.mec.gov.br/seesp/oquee.shtm O que é educação especial 3
6 http://www.mec.gov.br/seesp/dados.shtm Dados da Educação Especial 3
7 http://www.mec.gov.br/seesp/plan1.shtm Distribuição da Matrícula (Rede de Ensino) 6
8 http://www.mec.gov.br/seesp/plan2.shtm Evolução da Matrícula 6
9 http://www.mec.gov.br./seesp/publicacoes.shtm Publicações 3
10 http://www.mec.gov.br./seesp/anais.shtm ANAIS 9
11 http://www.mec.gov.br./seesp/anais1.shtm ANAIS 10
12 http://www.mec.gov.br/seesp/falefrm.asp?Orgao=001008 Fale com a SEESP 3
13 (...).gov.br/estrut/inser/email/faleformDev.asp?Orgao=001
008001 Apoio ao Deficiente Visual 12
1
2 3
2
21
2 3
Tabela 4: Descrição das páginas INPA avaliadas
Nome do arquivo DescriçãoQuadro
Frameinstitucional.html Primeiro link instituição Quadro esquerdo
Frameamazonia.html Segundo link Amazônia legal
Frameatividades.html Terceiro link Atividades da Instituição
Framepesquisa.html Menu do item "pesquisa"
Framecoordenação.html Menu do item "Coordenação" Quadro esquerdo
Framecursos.html Menu do item cursos do InstitutoQuadro esquerdo
Framenoticias.html Menu do item "noticias internas" Quadro esquerdo
FrameSites.html Menu do item "Link de sites externo ao INPA" Quadro esquerdo
FramePublicacoes.htm Menu do item publicações científica do Instituto Quadro esquerdo
Frameservicos.html Menu do item "serviços que estão disponível INPA"' Quadro esquerdo
Frameevidencia.htm Menu do item assuntos em evidência do INPAQuadro direito
Tabela 5: Descrição das páginas PROCON avaliadas
Nome do arquivo DescriçãoQuadro
top.html Cabeçalho e menu principal Superior
menu.html Página inicial da área de menus Inferior esquerdo
main.html Página inicial da área de conteúdo Inferior direito
menu1.html Menu do item "Institucional" Inferior esquerdo
menu2.html Menu do item "Educação" Inferior esquerdo
menu3.html Menu do item "Municipalização" Inferior esquerdo
menu4.html Menu do item "Pesquisa" Inferior esquerdo
menu5.html Menu do item "CEDECON" Inferior esquerdo
p61.htm Página principal de notícias Inferior direito
menu7.html Menu do item "Links"' Inferior esquerdo
listareclamados.htm Página principal da lista de empresas que sofreram reclamações Inferior direito
reclamadosjaneiro01.htm
até
reclamadosoutubro01.htm
Lista de empresas que sofreram reclamações de janeiro a outubro
de 2001, respectivamente Inferior direito
mapa.htm Mapa do Site Inferior direito
indicesecotacoes.htm Índices e Cotações Inferior direito
p13.htm Página de "Funcionamento" do item "Institucional" Inferior direito
O site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (Figura 2d) é dividido em dois
quadros. O inferior(1) contém um menu que não se altera durante a navegação. O
quadro superior(2) é a área de conteúdo, que recebe novas páginas a partir dos links no
quadro inferior ou de seus próprios links. Foram avaliados a página principal, todos os
links de primeiro nível e alguns do segundo nível.
Figura 3 Exemplo de script não suportado (SESP) navegador Opera.
4. Conclusões
As novas tecnologias da informação e de comunicação devem ter por objetivo
tornar os recursos computacionais mais acessíveis a todos. A acessibilidade na Internet
deve traduzir-se não só num requisito social, mas também em um fator de qualidade de
vida a que todos têm direito.
Há a necessidade de se conscientizar a comunidade que lida com
desenvolvimento de sites da extrema importância da acessibilidade. É preciso mostrar
que uma quantidade muito grande de usuários não pode ou não consegue acessar os seus
sites por falta de alguns cuidados básicos, desconsiderados ou ignorados durante o
projeto do site.
Apesar do número aparentemente grande de não-conformidades encontradas nos
sites avaliados, a grande maioria é de simples correção e nenhum necessita de um
trabalho demasiadamente intenso para se adequar melhor às recomendações de
acessibilidade na Web da W3C. No entanto, julgamos de suma importância que estas
correções sejam feitas, em particular para a SEESP por se tratar de um site que possui
informações relevantes para os usuários com necessidades especiais.
É preciso também uma maior divulgação das ferramentas e diretrizes que
auxiliam e facilitam a construção de páginas mais flexíveis, rápidas e fáceis de se
utilizar. Estas iniciativas devem ser comungadas por todas as empresas, sejam elas
públicas ou privadas, que disponibilizam algum serviço ou conteúdo na Web. O
exemplo pode ser dado pelo governo que deve normatizar este procedimento e alterar os
seus sites para torná-los mais acessíveis.
A avaliação dos diversos sites governamentais realizada tem primordialmente o
intuito de alertar e conscientizar os órgãos responsáveis não só pelos sites selecionados
mas por todos sites públicos sobre a importância de tornar seus sites acessíveis a todos
os cidadãos, que são seus usuários e ao mesmo tempo seus mantenedores posto que são
contribuintes.
Bibliografia
CONFORTO, D. e SANTAROSA, L.M.C., Acessibilidade à Web: Internet para Todos. Revista de
Informática na Educação: Teoria, Prática PGIE/UFRGS.
GUIA Grupo Português pelas Iniciativas de Acessibilidade, 1999. [online] Disponível na Internet
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em dezembro de 2001.
MONTOYA, R. Ordenador y Discapacidad: Guia Práctica para Conseguir que el Ordenador sea una
Eficaz en el Aprendizaje y la Comunicación. Madrid, 1997, CEPE.
NET-TAMER, Shareware Browser modo texto. Disponível por http em http://www.nettamer.net/,
acessado em dezembro de 2001
PIMENTA, Marcelo S.; CASTRO ,Tito Lívio; VIERO ,Daniel M.,;NAKAYAMA, Lauro,
CAVALHEIRO, Andrea P.; FRIGHETTO, Michele; BORGES,Roberto Cabral M. Avaliação de
acessibilidade de sites governamentais. Relatório Técnico, Instituto de Informática/UFRGS, 2001.
(disponível diretamente com os autores)
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W3C-WAI. World Wide Web Consortium Web Accessibility Initiative. [online] Disponível na
Internet via WWW. URL:http://www.w3.org/WAI/. Arquivo capturado em setembro de 2001.
WCAG10. Web Content Accessibility Guidelines 1.0, 1999 [online] Disponível na Internet via WWW.
URL:http://www.w3.org/TR/WCAG10/. Acessado em setembro de 2001.
WAVE - http://www.temple.edu/inst_disabilities/piat/wave. Ferramenta acessada em dezembro 2001.
Bobby - http://www.cast.org/Bobby/. Ferramenta acessada em dezembro 2001.
... Os obstáculos que impedem o usuário de realizar suas tarefas -desde problemas de visualização e até mesmo de acesso a determinados conteúdos -são denominados problemas de usabilidade. Podemos citar ainda como problemas de usabilidade os seguintes pontos [ A acessibilidade (accessibility) descreve os problemas de uso do computador e de seus recursos, apontados por usuários com necessidades especiais ou com limitações tecnológicas [Pimenta et alli 2002]. Na prática, a acessibilidade de um recurso computacional é indicada pela facilidade ou não de acesso (e uso) desse recurso avaliado por um indivíduo ou por grupos de indivíduos. ...
... A acessibilidade (accessibility) descreve os problemas de uso do computador e de seus recursos, apontados por usuários com necessidades especiais ou com limitações tecnológicas [Pimenta et alli 2002]. Na prática, a acessibilidade de um recurso computacional é indicada pela facilidade ou não de acesso (e uso) desse recurso avaliado por um indivíduo ou por grupos de indivíduos. ...
Article
Full-text available
As e-learning courses become more sophisticated and the number of pages published is more and more greater, web pages authors need to deal in a effective way with more efficient approaches in order to face their quality criteria, specially concerning usability and acessibility. In particular, teachers can feel themselves disoriented as Web page authors having to decide about application of many graphical resources at the same time with as many design criteria, rules and recommendations to be followed in the authorship process. This paper presents EditWeb, an authoring mechanism specifically designed for guiding the author in the task of design and generation of HTML pages respecting usability and acessibility criteria. In this article we firstly argue the importance of the usability and accessibility in the Web pages construction and then we present the architecture and main characteristics and some results of the evaluation and validation of EditWeb environment. discutimos primeiramente, a importância destes critérios na elaboração de páginas Web e então apresentamos a arquitetura e as características principais do ambiente e alguns resultados da avaliação e validação do EditWeb.
... Além de definir o conteúdo, é importante que o profissional responsável por o criar para a web preocupe-se sempre em facilitar esse acesso à informação com uma linguagem clara e de fácil interpretação por parte dos usuários (PIMENTA et al., 2002;ROCHA;DUARTE, 2012). Essa preocupação com a acessibilidade ficou notória nos seguintes trechos das entrevistas: ...
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p class="NavusCorpo">Elaborado a partir de um estudo de caso realizado no Instituto Federal do Rio de Janeiro, este trabalho associa teoria e prática de temas da Comunicação Pública e da Gestão de Plataformas de Redes Sociais, com o objetivo principal de analisar a produção estratégica de conteúdo nas Redes Sociais Digitais oficiais da Instituição entre os anos de 2014 e 2018. Para isso, verificou-se especificamente como os conceitos de interatividade, conteúdo e monitoramento dos dados foram empregados a partir das definições de Comunicação Pública. O estudo de caso considerou o ambiente digital do Instituto, mapeando as plataformas por ele usadas e identificando seus perfis oficiais. Como técnicas de coleta de dados, optou-se pela entrevista e pela observação participante. Ao todo, foram realizadas sete entrevistas, sendo os sujeitos da pesquisa servidores e estagiários (todos da Comunicação), responsáveis por gerenciar as páginas oficiais nas Redes Sociais Digitais do Instituto e por criar seu conteúdo. Posteriormente à coleta dos dados, empregou-se a técnica da análise de conteúdo, por meio da qual os resultados mostraram, em razão do uso equivocado das plataformas, uma baixa interatividade nas Redes Sociais Digitais da Instituição e pouco diálogo entre elas e os usuários. Embora o monitoramento de dados ainda seja insuficiente, concluiu-se que, além de a produção de conteúdo durante esse recorte temporal ter sido feita sob demanda e sem planejamento, a ausência de uma Política de Utilização de Redes Sociais Digitais atrelada à Política Institucional do Instituto foi um grande limitador do trabalho da Comunicação Organizacional, sobretudo no gerenciamento de suas Redes Sociais Digitais.</p
... No contexto da Internet, o termo acessibilidade (accessibility) é usado para descrever problemas de usabilidade encontrados por usuários com necessidades especiais ou com limitações tecnológicas (Pimenta et al., 2002). Na concepção dos autores Macedo e Pereira (2009), usabilidade e acessibilidade são princípios metodológicos inter-relacionados, ambos buscam aumentar a eficiência e eficácia no uso de uma interface com o usuário. ...
... No contexto da Internet, o termo acessibilidade (accessibility) é usado para descrever problemas de usabilidade encontrados por usuários com necessidades especiais ou com limitações tecnológicas (PIMENTA et al., 2002). Na concepção dos autores Macedo e Pereira Para que uma interface gráfica atenda de forma satisfatória as necessidades para as quais foi projetada, é fundamental que ocorram implementações de elementos visuais com os quais os usuários se identifiquem durante o seu processo de criação, tornando-assim, mais amigável (user-friendly). ...
Conference Paper
Full-text available
This study aims to evaluate the organization and representations of the NRSYSTEM website information impact on its usability. Because of the exponential increase in the amount of information available on the Internet, problems related to navigation flow are commonly found by users. The results presented indicate that the website has an information architecture consistent with the scope of the project and meet the W3C recommendations. The study also indicated possibilities of improvement in the application.
Article
The social inclusion of disabled people demands an realization of resources to become viable and effective. This article presents the question of accessibility for the Brazilian Electronic Government and a Brazilian tool of accessibility validation. An exploratory research was carried through, taking for base the homepage of a governmental site showing that there is a difference in the results obtained following the recommendations of the W3C and the Electronic Government. The article shows the necessity of having a harmonization of the accessibility standards to create a unified demand of the market for software wich they support accessibility web.
Português pelas Iniciativas de Acessibilidade
  • Guia -Grupo
GUIA -Grupo Português pelas Iniciativas de Acessibilidade, 1999. [online] Disponível na Internet via WWW. URL:http://www.acessibilidade.net. Arquivo capturado em setembro de 2001.
Guia Práctica para Conseguir que el Ordenador sea una Eficaz en el Aprendizaje y la Comunicación
  • R Montoya
  • Ordenador Y Discapacidad
MONTOYA, R. Ordenador y Discapacidad: Guia Práctica para Conseguir que el Ordenador sea una Eficaz en el Aprendizaje y la Comunicación. Madrid, 1997, CEPE.