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Alcoholic women and men: a comparative study of social and familial aspects and outcome

Revista Brasileira de Psiquiatria (Impact Factor: 1.77). 01/2002; 24(3). DOI: 10.1590/S1516-44462002000300005
Source: DOAJ

ABSTRACT

Objective: Alcoholic men-women ratio has ranged from 14:1 to 2:1, suggesting that female alcoholism should be further studied. The purpose of the current study was to compare alcohol dependence severity and treatment outcome between alcoholic men and women. Methods: In this longitudinal study, 114 male and 57 female alcoholics (ICD-10 criteria), who started treatment between 1990 and 1994 at the Botucatu Medical School Outpatient Clinic, were retrospectively and prospectively assessed up to July 1997. Semi-structured interviews were conducted and the severity of alcohol dependence was assessed (Short Alcohol Dependence Data -- SADD). Results/Conclusions: The results showed poorly structured families, 55.6% of women and 65.7% of men reported relationship problems and 74.1% of women and 61.1% of men reported domestic violence. When compared to men, women started abusing alcohol later in life (p=0.01) and, usually, with their husbands (p=0.00). The course of treatment did not differ between genders. Regardless of gender, the main factors associated with a better response to treatment were: degree of alcohol dependence severity (mildly and moderately dependent users had 5.59-fold better chances of improvement than those severely dependent), religious practice (2.3-fold better chances of improving) and follow-up length, which was negatively associated with chance of improvement (0.68-fold less chance of improvement than those who remained under shorter treatment).

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Available from: Florence Kerr-Correa, Jun 26, 2014
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    ABSTRACT: OBJETIVO: Conhecer a história de vida da mulher usuária de álcool, inserida em tratamento especializado para dependência química, auto-referida. MÉTODOS: Pesquisa qualitativa, utilizando como estratégia metodológica a "história de vida", realizada no período de maio a agosto de 2000. Participaram do estudo 13 mulheres em tratamento em ambulatório especializado de tratamento e pesquisa em álcool e drogas devido ao consumo alcoólico. Optou-se por uma abordagem focalizada/ temática do momento vivenciado pelas mulheres estudadas. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e gravadas para a Análise de Conteúdo. RESULTADOS: As leituras das entrevistas transcritas permitiram identificar as seguintes categorias: 1) Trabalho e lazer antes do uso nocivo e a dependência ao álcool; 2) Perda do controle sobre a bebida e o surgimento de comprometimentos clínicos, sociais e familiares; 3) Percepção dos prejuízos e a busca de tratamento especializado; 4) Necessidade de voltar a acreditar em si mesma; 5) Acolhimento e respeito ao tratamento especializado e; 6) (Re)aprendendo a viver: lidando com a dependência. CONCLUSÕES: A mulher usuária de álcool necessita de atenção especial por parte dos profissionais de saúde e familiares, sobretudo no que se refere aos aspectos emocionais, aos comprometimentos clínicos e a promoção da auto-estima. Esse conjunto de atenções possibilitam o resgate da cidadania, objetivando melhor continuidade do processo de recuperação.
    Full-text · Article · Oct 2005 · Revista de Saúde Pública
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    Full-text · Article · Dec 2006 · Ciência & Saúde Coletiva
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    ABSTRACT: INTRODUÇÃO: No século XX, as mulheres vivenciaram inúmeras transformações e alcançaram uma participação mais ativa na sociedade.O estudo visa descrever o perfil da clientela feminina, admitida em um serviço de internação psiquiátrica com as transformações históricas, sociais e demográficas.Oferece um retrato comparativo das condições epidemológicas existentes no decorrer da série histórica e os aspectos do meio da condição sociocultural das mulheres do estado. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo, longitudinal, tipo série histórica de dados, baseado na coleta de dados efetuada no serviço de arquivo médico e de estatísticas de um hospital. Foram analisadas as seguintes variáveis: idade, estado civil, cor, setor profissional, ocupação, classe social e diagnóstico psiquiátrico, todos padronizados conforme os critérios da Classificação Internacional de Doenças, edições 9 e 10. Para identificação dos casos, utilizaram-se todas as primeiras internações de mulheres. RESULTADOS: No decorrer de 70 anos, obteve-se um total de 9.629 indivíduos/casos. Observou-se o predomínio de mulheres na faixa etária de 26 a 45 anos (47,9%), brancas (91,3%), pertencentes ao subproletariado (86,8%), fora da população economicamente ativa (96,7%) e com diagnóstico de transtornos afetivos (28,6%) e psicoses esquizofrênicas (25,2%). Quanto ao estado civil, verificou-se maior presença de mulheres casadas (44,9%). Todavia, na década de 90, as mulheres solteiras representaram 54,4%, enquanto que as casadas perfizeram 39,7% das pacientes. CONCLUSÃO: Foram detectadas mudanças significativas nos motivos para admissão de mulheres nos últimos anos. Sugere-se que as variações tenham sido influenciadas pelos determinantes biológicos das doenças mentais graves e, também de maneira significativa, pelas pressões sociais advindas do novo papel da mulher na sociedade.
    Full-text · Article · Dec 2006 · Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul
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