Abstract

The diseases genesis, for the Homeopathic Science, comes from the vital force disturbance: the homeopathic treatment aims to balance this vital source. And what is this vital force? It is the spirit, the soul, the mind, or a primordial energy responsible for the human being's life and health care. Many doctrinaire misunderstandings come from the incomprehension of this vital force real meaning; starting from understanding the disease process up to the therapeutic propositions for treating them. This may bring to the homeopathic clinical practice aspirations that this science does not expect to reach. In this work, we stand out the hahnemanniana vital force's main characteristics, making analogies of the same with the several existing medical and philosophic conceptions. This way, we can visualize the several currents that might have influenced Hahnemann during the elaboration of his vitalistic model. According to the several currents studied, it is evident that the disturb responsible for the organic disease genesis is in the vital source, tsri or chi, linga sharira, double electric, vital body or ethereal body, all corresponding to the Hippocratic, instinctive, automatic and unintelligent vis medicatrix naturae which, in its modus operandi, is similar to the neural-immune-endocrine-metabolic system studied by the integrative physiology in the reactions to the stress. RESUMO: Para a Homeopatia, a gênese das doenças situa-se na distonia da força vital: o tratamento homeopático visa reequilibrar este princípio vital. E o que é esta força vital? O espírito, a alma, a mente ou uma energia primordial responsável pela vida e pela preservação da saúde nos seres vivos. Na incompreensão do verdadeiro significado desta força vital, radicam inúmeras confusões doutrinárias, desde o entendimento do processo da doença até as propostas terapêuticas para as mesmas, podendo transmitir à prática clínica homeopática pretensões que ela não se propõe atingir. Neste trabalho, destacamos as principais características da força vital hahnemanniana, traçando analogias da mesma com as diversas concepções médicas e filosóficas existentes. Desta forma, podemos visualizar as diversas correntes que podem ter influenciado Hahnemann na elaboração do seu modelo vitalista. Segundo as diversas linhas de pensamento estudadas, fica evidente que o distúrbio responsável pela gênese das doenças orgânicas localiza-se no princípio vital, tsri ou chi, linga sharira, duplo etérico, corpo vital ou corpo etéreo, todas correspondendo à vis medicatrix naturae hipocrática, instintiva, automática e desprovida de inteligência, que se assemelha em seu modus operandi ao sistema neuro-imuno-endócrino-metabólico estudado pela fisiologia integrativa nas reações ao estresse.
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... The homeopathic vitalism presents a set of aspects that is similar to that of other medical and philosophical concepts. [1][2][3][4][5] In homeopathic miasmatic theory, which addresses the nature of chronic diseases, Hahnemann adds the existence of three chronic miasms (psora, sycosis, and syphillis) of dynamic nature to their etio-pathogenesis (causam morborum chronicum), by attributing them the prerogative of being the main obstacle to the action of correctly prescribed homeopathic medicines, thus preventing the curative vital reaction from occurring. 6 Studies conducted on complex and dynamic self-organisation systems, which were employed in biomedicine to broaden the understanding of homeostatic physiological mechanisms, can be used in homeopathy to justify the modus operandi of the vital principle, since both phenomena present similar properties (non-linearity, self-organisation and dynamism, among others). ...
... In addition to the spirit, Hahnemann adds to the human non-material nature the mind or psyche, 'invisible subtle organ of the mind' or 'almost non-material, mental, and emotional organs', entities that are responsible for mental and psychic manifestations (thoughts, emotions, and feelings), which influence the vital force, physical body, and health (Organon, paragraphs 215, 216): 1 hence the relevance that is attributed to mental and psychic aspects in the etiopathogenesis of diseases (Organon, paragraph 213). 1 In short, we observe in the homeopathic vitalist concept a hierarchy of mutual influences among the several instances, in which the spirit manifests its potential by means of thoughts, emotions, and feelings that emanate from the mind (psyche), acting on the organic vital force and, consequently, on the health-disease process. [2][3][4][5] However, since Hahnemann did not probe the essence of this organic vital force or how it causes diseases, he prepared an experimental treatment model based on the symptomatic externalisation of the vital disturbance. ...
... This emerging phenomenon (vortex) corresponds to the concept of force centres or chakras ('wheels' in Sanskrit) from Traditional Hindu Medicine, according to which energy vortices that are spread across the body's surface vibrate continuously and distribute vital energy or prana to the physiological systems and body components. [3][4][5]17 According to Traditional Chinese Medicine, similar definitions and properties are attributed to the energy meridians and their respective acupoints. [3][4][5]18 It is worth pointing out that both medical practices also present the properties of complex systems, by grounding their vitalist therapeutic approaches on the intricate network of connections comprising the force centres and energy meridians respectively. ...
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Introduction: In homeopathic philosophy, vital force is a non-material substrate that is responsible for maintaining the body’s sensations and functions and where homeopathic medicines act. In genetics, the body’s vital functions are controlled by biochemical information, which is contained in the cell genome and consists of a protein encoding portion (exome) and another that regulates this encoding scheme (epigenome). Both the philosophical vital force and the genome present properties of complex and dynamic self-organisation systems. Aims: This study aimed to explore and develop a philosophical-scientific correlation between vitalism and genetics according to the complexity paradigm. Results: Vital principle and genome present inseparable composition among distinct existing components that influence one another and form a network of connections that create complex and dynamic self-organisation behaviour. Described in both models, ‘vortex’ indicates the existence of a force coming from within the system that is externalised as an emergent, information-transmitting phenomenon. Supporting this correlation, some experimental studies show that homeopathic medicines act on the genome by modulating gene expression. Conclusions: In line with the similarity of existing characteristics and properties, the genome may be considered as hypothetical biological substrate of organic vital force.
... Nessa mente teríamos a base da vida psíquica, possibilitando que o espírito racional interaja com a força vital e o corpo físico através do psiquismo (pensamentos e sentimentos). Daí a grande relevância dada por Hahnemann aos aspectos psicoemocionais na gênese do adoecimento humano e ao caminho da moral como o mais elevado objeto da vida, pois aproxima o homem ao Criador através de "sensações que asseguram tua felicidade, de ações que exaltam tua dignidade e de conhecimentos que abraçam o universo" [9][10][11][12][13] . ...
... Frequentemente, o sofrido ser humano fica alheio ao trabalho" (p. 11,12). ...
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Antropologia é a ciência que tem como objetivo estudar o homem em sua pluralidade de modos de vida e de pensamento, incorporando os diversos aspectos da individualidade às suas modalidades de estudo (biológica, social, cultural e filosófica). Por sua vez, a Antropologia Médica estuda os fatores que influenciam o processo saúde-doença, incluindo os aspectos biossocioculturais e os variados sistemas de saúde. Seguindo o objetivo intrínseco de estudar o homem em sua pluralidade, a Antropologia Médica Vitalista fornece subsídios filosóficos para uma ampliação do entendimento do processo de adoecimento, analisando o mecanismo saúde-doença em conformidade com a estrutura ontológica humana. Fundamentando o diagnóstico e o tratamento das doenças em diversas racionalidades médicas não convencionais (Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Tradicional Indiana, Medicina Homeopática e Medicina Antroposófica), a concepção vitalista é uma doutrina filosófica que considera a existência de uma força (princípio) vital responsável pela manutenção da saúde e da vida, unida substancialmente ao corpo físico. Além disso, valorizando a interação de outras instâncias superiores da individualidade humana (mente, alma e espírito) no equilíbrio fisiológico-vital, a concepção vitalista inclui a influência dos pensamentos, sentimentos e emoções na etiopatogenia e na evolução das doenças, aspectos difundidos pela dinâmica psicossomática moderna e pelo recente campo de pesquisas que relaciona a saúde à espiritualidade.
... Além dessa constituição energética, aceitava-se a existência de outras entidades imateriais superiores (psyché, thumos, alma, nous, etc.) relacionadas às emoções, à inteligência e à essência espiritual humana, com ascendência sobre a vis medicatrix. 1 Pela enorme influência que Hipócrates exerceu na Medicina até o século XIX, a existência de um princípio ou força vital (vitalismo) era discutida em todas as escolas médicas, sendo aceita por umas e contestada por outras, norteando os diagnósticos e as terapêuticas exercidas pelas mesmas. 1 Discorrendo sobre o pensamento médico vitalista, encontra-se Erasistrato na medicina empírica (Alexandria, Egito); Galeno na medicina romana; Rhazes na medicina árabe; Paracelso na medicina renascentista; Sydenham, van Helmont, Stahl, von Haller, Brown, Boerhaave e Mesmer na medicina pós-renascentista;Virchow, Claude Bernard e outros no século XIX. 1 Ao final do século XVIII, Samuel Hahnemann utiliza a teoria vitalista como suporte filosófico ao seu método científico e experimental de tratar as enfermidades, ao qual chamou Homeopatia (similia similibus curentur). 2,3 No século XIX, o modelo mecanicista e o cartesiano tomam vulto, substituindo o modelo vitalista até então operante. Apoiada nessa forma de encarar as causas das enfermidades, a Medicina do século XX abandona a concepção vitalista, dedicando-se às ciências exatas. ...
... Assim sendo, o tratamento homeopático visa a reequilibrar essa distonia vital, que trará o retorno da saúde a todo o organismo. 2,3,12 Apesar da concepção vitalista homeopática ampliar a compreensão do binômio "doentedoença", situando a gênese das enfermidades como uma entidade imaterial e dinâmica, com ascendência sobre o organismo material, os diversos significados atribuídos à força ou princípio vital podem causar confusões doutrinárias importantes, deturpando o ideal de cura homeopático. ...
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The diseases genesis, for the Homeopathic Science, comes from the vital force disturbance: the homeopathic treatment aims to balance this vital source. And what is this vital force? It is the spirit, the soul, the mind, or a primordial energy responsible for the human being’s life and health care. Many doctrinaire misunderstandings come from the incomprehension of this vital force real meaning; starting from understanding the disease process up to the therapeutic propositions for treating them. This may bring to the homeopathic clinical practice aspirations that Hahnemann does not expect to reach. In this work, we stand out the hahnemanniana vital force’s main characteristics, making analogies of the same with the several existing medical and philosophic conceptions. This way, we can visualize the several currents that might have influenced Hahnemann during the elaboration of his vitalistic model. According to the several currents studied, it is evident that the disturb responsible for the organic disease genesis is in the vital source, tsri or chi, linga sharira, tzelem, double electric, vital body or ethereal body, all corresponding to the Hippocratic, instinctive, automatic and unintelligent vis medicatrix naturae which, in its modus operandi, is similar to the neural-immune-endocrine-metabolic system studied by the integrative physiology in the reactions to the stress. RESUMO: Em seu aspecto filosófico, a Homeopatia situa a gênese das doenças no desequilíbrio da força vital: o tratamento homeopático visa reequilibrar este princípio vital. E o que é esta força vital? O espírito, a alma, a mente ou uma energia primordial responsável pela vida e pela preservação da saúde nos seres vivos? Na incompreensão do verdadeiro significado desta força vital, radicam inúmeras confusões doutrinárias, desde o entendimento do processo da doença até as propostas terapêuticas para as mesmas, podendo transmitir à prática clínica homeopática pretensões que ela não se propõe atingir. Neste trabalho, buscamos estudar a natureza imaterial do homem segundo as principais escolas médicas da Antiguidade, a fim de traçarmos analogias com as principais características da força vital hahnemanniana. Desta forma, podemos visualizar as diversas correntes que podem ter influenciado Hahnemann na elaboração do seu modelo vitalista. Segundo as diversas linhas do pensamento médico estudadas, fica evidente que o distúrbio responsável pela gênese das doenças orgânicas localiza-se no princípio vital, tsri ou chi, linga sharira, duplo etérico, corpo vital ou corpo etéreo, todas correspondendo à vis medicatrix naturae hipocrática, instintiva, automática e desprovida de inteligência, que se assemelha em seu modus operandi ao sistema homeostático ou sistema psico-neuro-imuno-endócrino-metabólico estudado pela fisiologia integrativa nas reações ao estresse.
... " O vitalismo hahnemanniano na prática clínica homeopática [33] Para a homeopatia, a causa das doenças encontra-se na distonia da força vital: o tratamento homeopático visa reequilibrar este princípio vital. E o que é esta força vital? ...
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Founded in 1936 to divulgate studies on homeopathy and related fields, Revista de Homeopatia, edited by the São Paulo Medical Homeopathic Association, is one of the oldest homeopathic scientific publications in the world, and is currently included in several databases and digital libraries. Initially published in printed format, starting 2008 it became an open-access electronic journal “to facilitate the access to this ield of medical-scientific studies”. Based on that same ideal, I recently made a collection of articles ublished in this journal, as well as in Revista de Homeopatia, edited by the Brazilian Medical Homeopathic Association, available online. To facilitate the initial immersion in the wide-scoped content of these “Homeopathic studies, in this article I present a synthesis of the results and conclusions of articles published over 20 years, with some additional reflections on the relevance of those publications for my clinical practice, as well as for the elaboration of other varieties of scientific productions. RESUMO: Inaugurada em 1936, com o intuito de difundir estudos relacionados à homeopatia e áreas afins, a Revista de Homeopatia da Associação Paulista de Homeopatia (APH) é uma das mais antigas publicações científicas homeopáticas, estando incluída em diversos bancos de dados e bibliotecas virtuais. Inicialmente editada na forma impressa, passou a ser disponibilizada na forma online por acesso aberto a partir de 2008, facilitando o “acesso ao saber construído nesta área de estudos médicos científicos”. Compartilhando esse mesmo ideal, disponibilizei recentemente, em formato digital de livre acesso, uma coletânea de artigos publicados na forma impressa da revista, juntamente com estudos publicados na Revista de Homeopatia da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB). Objetivando facilitar o contato de todos ao vasto conteúdo destes “Estudos homeopáticos”, elaborei neste artigo uma síntese dos resultados e conclusões destes 20 anos de publicações na Revista de Homeopatia (São Paulo), acrescentando algumas reflexões sobre a importância das mesmas na minha prática clínica e na elaboração de outras produções científicas.
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O presente texto retoma as discussões iniciadas no artigo "Simila Similibus Curentur: notação histórica da medicina homeopática" (1997), revendo desvios conceituais de outrora e aprofundando o debate histórico sobre as origens da homeopatia. A investigação se faz a partir de duas fontes principais: os textos antigos - Corpus Hippocraticum, obras de Galeno, Paracelso e Hahnemann - e os estudos elaborados por comentadores. Passados nove anos, ocorreu uma paulatina revisão dos conteúdos previamente abordados, retificação de alguns pontos e aprofundamento das discussões, permitindo um significativo amadurecimento das posições manifestas outrora. A homeopatia, 'nascida' no século XVIII, enraíza-se nas próprias origens da medicina ocidental, ao mesmo tempo em que busca florescer neste século XXI, como especialidade que deseja ser autônoma, mas que necessita da legitimação da ciência médica 'tradicional'.
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The principle of the similitude, the basis of homeopathy, has correspondences in the clinical studies of secondary effects of many modern pharmaceutical agents through the observation of the rebound effects of these drugs. Through clinical pharmacology, I proposed a model on which to base the scientificism of the homeopathic model. We have studied the effects of the drugs in the human body using pharmacological compendia and recent scientific works, confirming the mechanism of the homeopathic medicines' action through the verification of the primary action of the drugs and the consequent secondary reaction of the organism in hundreds of pharmaceutical agents. Treatment exploiting the "rebound" effect (curative vital reaction) may also be observed. This work suggests a research methodology to scientifically base the therapeutic principle of similitude.
Organon da Arte de Curar. Tradução da 6 ed. alemã por Edméa Marturano Viliela e Izao Carneiro Soares
  • S Hahnemann
  • Organon
  • Heilkunst
HAHNEMANN, S. Organon der Heilkunst. Organon da Arte de Curar. Tradução da 6 ed. alemã por Edméa Marturano Viliela e Izao Carneiro Soares. Ribeirão Preto: Museu de Homeopatia Abrahão Brickrnann, IHFL, 1995.
Concepção vitalista de Samuel Hahnemann São Paulo: Robe Editorial
  • M Z Teixeira
TEIXEIRA, M. Z. Concepção vitalista de Samuel Hahnemann São Paulo: Robe Editorial, 1996.
  • M Z Teixeira
  • Samuel Concepção Vitalista De
  • Hahnemann
TEIXEIRA, M. Z. A concepção vitalista de Samuel Hahnemann. Revista de Homeopatia, São Paulo, 1996, vol. 61, n° 3-4, p.'39-44.
A Natureza Imaterial do Homem -Estudo comparativo do vitalísmo iiomeopdtico com as princzais concepções médicas ejilosojicas
  • M Z Teixeira
TEIXEIRA, M. Z. A Natureza Imaterial do Homem -Estudo comparativo do vitalísmo iiomeopdtico com as princzais concepções médicas ejilosojicas. São Paulo: Editorial Petrus, 2000, 480 p.