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Densidade populacional de Ralstonia solanacearum em cultivares de batata a campo

Ciência Rural (Impact Factor: 0.38). 02/2004; 34(1). DOI: 10.1590/S0103-84782004000100004
Source: DOAJ

ABSTRACT

A ocorrência de populações latentes de Ralstonia solanacearum em plantas de batata (Solanum tuberosum) pode representar fonte de inóculo de potencial desconhecido. Além disso, também é desconhecido se a população latente da bactéria é menor em cultivares resistentes do que em cultivares suscetíveis. Com a finalidade de estudar estes aspectos, um experimento foi conduzido a campo em dois locais no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O objetivo foi verificar se havia relação entre a densidade populacional e o grau de resistência de cultivares de batata. O experimento foi conduzido em Eldorado do Sul, durante o período de primavera, e em Caxias do Sul, durante o período de outono. Tubérculos das cultivares Achat, Baronesa, Elvira, Macaca, Monte Bonito e Trapeira foram inoculados com uma estirpe de R. solanacearum, biovar II, e plantados a campo. A densidade populacional da bactéria foi estimada em plantas com e sem sintomas de murcha, através de ELISA e imunofluorescência. Não houve evidência da relação entre densidade populacional da bactéria e cultivar. Além disso, a densidade populacional na cultivar Achat, caracterizada como a mais resistente entre as cultivares testadas, foi igual à registrada nas outras cultivares.

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    ABSTRACT: Ralstonia solanacearum, causal agent of bacterial wilt on different hosts, including members of Solanaceae, causes severe losses in tobacco crop, if not managed. It is a complex species and classified in several ways. Lately, the species was divided into three taxonomic levels: phylotype, sequevar and clone. Due to the lack of studies on populations of R. solanacearum in tobacco, this research aimed to characterize 120 isolates from soil and wilted tobacco plants, from 13 counties from Paraná, 24 from Santa Catarina, 13 from Rio Grande do Sul, one from Paraíba and two from Pernambuco, by biovar, phylotype, and by using repetitive polymerase chain reaction (rep-PCR) element (BOX, ERIC and REP) primers. The results indicated that all isolates belong to the biovar 1 and phylotype II. Although there was homogeneity regarding biovar and phylotype, the results of rep-PCR allowed the formation of six groups (A, B, C, D, E and F) from 61% of similarity, regardless of sample type, geographical origin, collecting date or cultivar. Groups A and B were those that had the greatest number of isolates, 47 and 20 clonal lines, respectively. Knowledge regarding R. solanacearum population variability as well as the virulence of different isolates may help in the success of breeding programs and integrated disease management.
    Preview · Article · Apr 2012 · Tropical Plant Pathology