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A influência de filmes violentos em comportamento agressivo de crianças e adolescentes

Psicologia Reflexão e Crítica (Impact Factor: 0.09). 01/2000; DOI: 10.1590/S0102-79722000000100014
Source: DOAJ

ABSTRACT

Teóricos da Aprendizagem Social salientam que as pessoas comportam-se de maneira similar a modelos que avaliam com alto status social ou de sucesso. Esta pesquisa foi realizada para avaliar a influência de filmes violentos em comportamento agressivo tanto de crianças como de adolescentes. O experimento I estudou 360 adolescentes, de ambos os sexos, em quatro grupos, um controle e três que tiveram seus comportamentos agressivos, medidos em jogo de futebol, após assistirem a filmes violentos, com e sem herói e não violento. O experimento II registrou os comportamentos agressivos de 160 crianças, dos dois sexos, em jogo de futebol, antes e após assistirem a filme violento e não violento. Os resultados mostraram que o comportamento agressivo das crianças e adolescentes do sexo masculino aumentou após assistirem a um filme violento, com herói, o mesmo não ocorreu com as mulheres. Porém, quando a violência refletiu abuso físico, psicológico ou sexual houve um aumento significativo do comportamento agressivo em adolescentes dos dois sexos. Essa última variável, apesar dos correlatos positivos com comportamento antisocial precisa ser melhor investigada.

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    • "comportamentos violentos e os problemas externalizantes e/ou agressividade. Assim, assistir a filmes ou programas de televisão com conteúdo violento esteve positivamente relacionado aos problemas externalizantes e à agressividade infantil (Batista et al., 2004; Gomide, 2000; Vieira et al., 2010). Do mesmo modo, presenciar violência no ambiente doméstico se relacionou com os níveis de problemas externalizantes/agressividade, ou seja, as crianças, que nesses estudos relataram algum tipo de violência doméstica tiveram maiores índices de problemas de comportamento externalizantes/agressividade (Lisboa et al., 2002; Maldonado & Williams, 2005; Vieira et al., 2010). "
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    ABSTRACT: Externalizing problems and aggression can lead to difficulties adjustment and suffering during childhood and in later stages, and several factors have been related to these patterns of behavior. This article analyses the findings of Brazilian empirical studies about these issues. A bibliographical survey of complete articles published in Brazil from 2000 to 2010, in the following databases: SciELO Brazil, PePSIC, LILACS, IndexPsi and MEDLINE was conducted. The results presented in the 30 selected articles were analyzed in seven categories: parenting practices and parental social skills; family characteristics; child characteristics, especially gender; exposure to violent role models; parental intervention programs; externalizing complaints and others. The conclusion is that Brazilian studies have contributed to the identification of predictors of externalizing problems/child aggressiveness, investigating, especially factors related to infants characteristics and parenting practices.
    Full-text · Article · Sep 2012 · Arquivos Brasileiros de Psicologia
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    • "Dentre os aspectos encontrados com os resultados apresentados, observou-se que a Escala de agressividade familiar apresentou escore superior às outras duas escalas de agressividade. Observaram-se diferenças significativas de agressividades entre os gêneros, já que os meninos apresentam mais comportamentos agressivos quando comparados às meninas, comprovando-se resultados de outras pesquisas (Gomide, 2000; Leme, 2004; Sisto & Fernandes, 2004). Houve diferenças significativas entre as Escalas de Agressividade Familiar e Geral para os gêneros, para a Escala Familiar entre as séries. "
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    ABSTRACT: The study aimed to identify the perception of children from the fundamental school between aggressiveness in the family and in the school, verifying possible differences among this variable with gender, age, grade and type of school. The aggressiveness scale was applied in 758 brazilian students, from second to fourth grade, of both genders, from which 50,4% were girls. The participants revealed few aggressive actions. The aggressive behavior in the family had higher level than the one in the school. The influence of gender on the aggressiveness of the participants was identified. Boys showed higher and more significant levels of agressivity in the family than girls. Significative differences for age and grade were ascertained only in family aggressiveness.
    Full-text · Article · Apr 2009
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    • "Bucher (1999) argumenta que ao saírem em busca de trabalho para obter melhores condições financeiras e melhor qualidade de vida, os pais correm o risco de prejudicar o bem-estar emocional e afetivo de seus filhos, visto que as figuras parentais distanciamse fisicamente dos mesmos e a ausência de ambos resulta na delegação de suas funções a outras instâncias, como a escola, a televisão ou a rua. Pesquisas de Strasburgger (1999) e Gomide (2000) mostraram a influência negativa dos valores morais transmitidos pela televisão. Esta, além de transmitir valores negativos, inibe relacionamentos familiares nos horários em que a família se reúne para as refeições (Gomide, 2002). "
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    ABSTRACT: A inserção da mulher no mercado de trabalho acrescentou à sua tradicional função de cuidadora dos filhos e da casa um novo papel, o de provedora. Essas tarefas, às vezes compartilhadas com seus companheiros, outras não, merecem uma avaliação sobre sua influência na educação dos filhos. Esta pesquisa buscou avaliar a percepção dos filhos sobre suas mães, mulheres profissionais, como educadoras. Foi aplicado o Inventário de Estilos Parentais em 160 jovens, de 12 a 24 anos, 88 do sexo feminino e 72 do masculino, filhos de 40 engenheiras, 40 médicas, 40 advogadas e 40 psicólogas. Os resultados mostraram que as mães, independentemente da profissão, utilizam pobremente as práticas educativas positivas (monitoria positiva e comportamento moral) e recorrem, com muita frequência, às práticas negativas (abuso físico e supervisão estressante) para tentar obter controle sobre seus filhos. Apresentam, em média, altos índices de negligência, pois seus filhos não sentem que estão sendo cuidados. Mulheres profissionais aparentemente não estão sendo capazes de conciliar adequadamente suas funções profissionais com as maternais, pois não integraram satisfatoriamente aos seus repertórios de conhecimentos as orientações disponíveis em livros dirigidos para pais.
    Preview · Article · Mar 2009 · Estudos de Psicologia (Campinas)
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