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Lista atualizada das Orchidaceae do Distrito Federal

Acta Botanica Brasilica (Impact Factor: 0.55). 06/2003; 17(2). DOI: 10.1590/S0102-33062003000200003
Source: DOAJ

ABSTRACT

É apresentada a relação atualizada de Orchidaceae para o Distrito Federal (DF), a unidade da federação onde se situa a capital brasileira, localizada no centro do país. São reconhecidos 72 gêneros e 254 táxons (246 espécies e oito táxons subespecíficos), dos quais 17 (6,7%) são conhecidos apenas localmente. Os gêneros mais significativos no DF são Habenaria (74 espécies e três táxons subespecíficos), Cyrtopodium (17 espécies), Cleistes (13 espécies) e a subtribo Spiranthinae (11 gêneros com 34 espécies e dois táxons subespecíficos). Gêneros como Epidendrum (oito espécies), Pleurothallis (sete espécies), Oncidium (seis espécies) e Maxillaria (três espécies) são abundantes na Mata Atlântica no sudeste brasileiro, mas pouco representados na região. Cerca de 73% das Orchidaceae do DF apresentam hábito terrestre, o que contrasta marcadamente com a Mata Atlântica e a região Amazônica, onde predominam espécies epifíticas. Dentro do Cerrado, o DF representa o local mais bem amostrado e com o maior número de espécies conhecidas, compreendendo cerca de 51% das orquídeas listadas para todo o bioma. Esta relação tem como objetivo subsidiar a monografia desta família para a flora do Distrito Federal.

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Available from: Luciano de Bem Bianchetti
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    • "No Estado do Paraná foi notificada em diversas fitofisionomias: Estepe Ombrófila, Floresta Ombrófila Densa (Montana, Alto-montana e Terras Baixas) e na Floresta Ombrófila Mista (Macagnan et al. 2011). Outros estudos realizados citam indivíduos em interior de florestas, como notificado para a Floresta Ombrófila, com indivíduos isolados (Abreu & Menini-Neto 2010), florestas secas do Distrito Federal (Batista & Bianchetti, 2003), florestas paludosas e pluviais da planície do Rio Grande do Sul (Rocha & Waechter 2006) e florestas ciliares no Parque Estadual do Ibitipoca (Menini-Neto et al. 2007), o que demonstra sua capacidade de se adaptar a diferentes condições de umidade e tipos de ambientes. No presente estudo, aparece em parcelas com grande cobertura vegetal, próximas ao lago, assim como relatado porRocha & Waechter (2006), porém, estes autores enfatizam sua ocorrência pouco comum nestes ambientes. "

    Full-text · Article · Jan 2016 · Iheringia Serie Botanica
    • "Ocupa desde regiões mais secas até fl orestas úmidas e superúmidas (Kolanowska 2013). No Brasil, aparece em diversas fi tofi sionomias, com condições climáticas variadas, como a Mata Estacional Semidecidual (Pansarin & Pansarin 2008), o Cerrado (Batista & Bianchetti 2003) e a Caatinga (Araújo et al. 2005).Ferreira et al. (2010), em levantamento realizado na região central de São Paulo, catalogaram Oeceoclades maculata em todas as fi tofi sionomias estudadas. Para Mogi Guaçu, a espécie foi registrada em área de intensa atividade antrópica (Pedrosode-Moraes et al. 2010), aparecendo também em Mogi Mirim, município limítrofe, em área natural remanescente (Schuster et al. 2010). "
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    ABSTRACT: Oeceoclades aculate (Lindl.) Lindl., an invasive orchid, was analyzed as to its reproductive phenology and spatial distribution, correlation between abundance of mature and immature individuals, and verifying these with microclimate patterns in the Cerrado (savanna-like vegetation) of Mogi Guaçu, São Paulo State, Brazil. For the reproductive phenology 100 plants were followed and the distribution pattern was identified by the Morisita Index (MI) and the Variance Ratio/Average ® in 20 plots of 20x10m, reduced to 10x10m afterwards. The phenology presented seasonality, with flowering from November to February, fructification from February to June, and dehiscence from June to July. Mature and immature individuals aggregated and correlated to each other, indicating dependence between the ontogenetic stages. The luminosity was the preponderant microclimatic factor in the allocation of plants. Seasonal climatic changes and intensity of anthropogenic disturbances seem to be more important for the establishment of the species than microclimate. © 2014, Fundacao Zoobotanica do Rio Grande do Sul. All rights reserved.
    No preview · Article · Dec 2014 · Iheringia Serie Botanica
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    • "In a checklist of the Orchidaceae of the Federal District the species was listed as Habenaria aff. aphylla 4 (Batista & Bianchetti, 2003 "
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    ABSTRACT: The taxonomy, morphology, and geographic distributions of Habenaria crucifera and related species in section Nudae were investigated. Habenaria galeandriformis and H. montiswilhelminae are included in the affinity of H. crucifera and four new taxa are described: H. cardiostigmatica, H. crucifera var. brevidactyla, H. guaraensis, and H. spanophytica. These species form a subgroup within section Nudae, characterized by linear grass-like leaves that are appressed to the stem; green flowers; simple or discretely bipartite petals; a tripartite lip; a rostellum midlobe completely placed between the two anther loci; stigma lobes that are closely parallel; and a separated hemipollinarium. This group of species ranges from the Guianas to the state of Rio Grande do Sul in southern Brazil, but is concentrated in the cerrado of central Brazil. Diagnostic characters, illustrations, descriptions and notes on the habitat, distribution, phenology, and conservation status are presented for all species here recognized.
    Full-text · Article · Mar 2010 · Brittonia
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