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Uso do contraste oral negativo em exames de colangiografia por ressonância magnética

Radiologia Brasileira 10/2002; 35(5). DOI: 10.1590/S0100-39842002000500005
Source: DOAJ

ABSTRACT

OBJETIVO: Realizamos estudo prospectivo das vias biliares e pancreáticas através de colangiografia por ressonância magnética, com a utilização de meio de contraste oral negativo. Os nossos objetivos foram verificar se este novo meio de contraste melhora a visualização das vias biliar e pancreática, além de identificar a freqüência de efeitos colaterais ao contraste e sua aceitação pelo paciente. MATERIAL E MÉTODO: Quinze voluntários (oito homens e sete mulheres) com idades variando entre 18 e 54 anos (média de 29 anos), sem queixas ou cirurgias abdominais, foram submetidos a colangiografia por ressonância magnética. Foram realizadas duas seqüências colangiográficas em apnéia, antes e cinco minutos após a ingestão de 300 ml de contraste oral negativo. Os exames foram realizados em equipamento operando a 1,0 T. RESULTADOS: Setenta e três por cento dos voluntários consideraram o gosto ruim ou muito ruim, sugerindo uma aceitação discutível; 27% dos voluntários apresentaram náuseas; 20%, cólicas; 14%, azia ou parestesia labial; e 7%, diarréia. A visualização da via biliar extra-hepática foi considerada melhor após o contraste oral negativo em 9/15 voluntários (60%) e do ducto pancreático principal em todos os cinco em que havia interposição de alças. CONCLUSÃO: O contraste oral negativo melhora a visualização dos ductos hepatocolédoco e pancreático principal em exames de colangiografia por ressonância magnética, apesar da baixa aceitação e dos seus efeitos colaterais.

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Available from: Mário de Melo Galvão Filho, Nov 10, 2014
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    ABSTRACT: We evaluate the effectiveness of the Amazonian fruit pulp from Euterpe olerácea (popularly named Açaí) as a negative oral contrast agent applied to clinical routine. The use of such contrasts is particularly important in magnetic resonance cholangiopancreatography (MRCP) to reduce overlapping. We administered Açaí pulp to 5 nonsymptomatic subjects and 35 patients submitted to unspecific abdominal MR imaging, intending to set up optimal protocol. In 8 MRCP examinations, contrast and image effects were assessed and graded blindly by 2 independent radiologists. Quantitative analysis was performed by Wilcoxon test as to verify the potential of the Açaí to eliminate overlap signal over the pancreaticobiliary tract. Adverse effects and subject tolerance were also addressed. The Açaí pulp elicited a local brightness decrease in T2-weighted images. The depiction of gallbladder, common bile duct, ampulla of Vater, and pancreatic duct was markedly improved after Açaí ingestion because of the suppression of the overlapping from bowel loops and gastric content (P < 0.01). All patients considered Açaí palatable, and no side effect was registered. The Açaí pulp can be used routinely in MRCP studies as a natural, safe, and inexpensive negative oral contrast agent with high efficacy and patient acceptance.
    Full-text · Article · Sep 2009 · Journal of computer assisted tomography
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    ABSTRACT: OBJETIVO: Avaliar o impacto da ranitidina por via oral na qualidade do exame de colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM). MATERIAIS E MÉTODOS: Trinta e dois pacientes realizaram CPRM com aquisições 3D e 2D, com três estratégias de supressão do sinal líquido gastrintestinal: a) apenas em jejum; b) 12 horas após ingerir 300 mg de ranitidina; c) após a ingestão de solução de gadolínio. Três observadores avaliaram os estudos, atentos para o grau de visualização da árvore biliopancreática. Foi medida a concordância interobservador com o teste kappa. A diferença entre técnicas e formas de aquisição foi avaliada pela média da soma dos escores de graduação. RESULTADOS: As três estratégias de supressão do sinal líquido gastrintestinal apresentaram elevada reprodutibilidade. A supressão do sinal líquido gastrintestinal com a ranitidina foi semelhante ao jejum e ambas foram piores do que a solução de gadolínio. As aquisições 3D superaram a 2D apenas na visualização do ducto cístico e da vesícula biliar, sendo inferior ou equivalente nos demais segmentos ductais biliopancreáticos. CONCLUSÃO: O uso da ranitidina não parece justificado para aprimorar a avaliação da árvore biliopancreática em exames de CPRM. A CPRM 2D apenas em jejum permite a visualização ductal com elevada qualidade e reprodutibilidade na maioria dos casos.
    Preview · Article · Apr 2013 · Radiologia Brasileira